Ryan – Achas mesmo? Podemos fazer outras coisas. – Agarrou-me – Como… sexo. – Sussurrou levantando a minha camisola.

Eu – Agora fiquei curiosa Ryan. – Afastei-me. – Vamos ver, só mais um bocadinho. – Supliquei.

Ryan – Oh, como queiras. – Bufou amuado e sentou-se na cama. – Mete lá essa cena. Não é que seja aborrecido, mas o que me interessa a vida do teu pai? Eu nem o conheço para além de ser o meu coordenador.

Eu – É engraçado. – Liguei o aparelho. – Ao menos fico a saber um pouco mais.

Ryan – Como queiras Ally, ainda nem eras nascida. – Deitou-se.

Eu – Olha, nem tu! – Ripostei sentando-me ao seu lado. Ele envolveu a minha cintura com os braços e beijou-me o ombro.

Ryan – Mas nasci um ano depois. – Sorriu orgulhoso.

Eu – Vai começar. – Avisei olhando para ele de lado.

“ – O que é que estás a fazer Tom Kaulitz? – Ouviam-se vozes. – Tom! Thomas!

Tom — Agora estou a filmar! – Ouviu-se uma voz grossa. As imagens passaram pelo quarto, estava praticamente igual, o meu pai desceu as escadas, a minha mãe passou com algo na mão, ignorou-o completamente.

- Oh rastafari! – A voz de um rapaz alertou. – Nós precisamos da tua ajuda aqui no jardim.

Tom – O que é que estás a fazer Sara?

Sara – O que tu devias estar a fazer. – Sorriu para a câmara e saiu.

Tom seguiu-a, saiu para o jardim, um rapaz de costas andava a regar as plantas enquanto cantarolava algo.

Sara – Está aqui. – Deu algo ao rapaz.

- Hey! – Uma rapariga loira protestou. – Estás a molhar-me! – Afastou-se da água. – O que é que estás a fazer Tom? – Sorriu.

Tom – Estava à tua procura.

- A filmar essa coisa?

Tom – Eu gosto de te filmar.

- Pára de me filmar. – A câmara focou-se nela. – Ajuda-nos. – Deitou a língua de fora.”

Mike – Parece a… — Olhei-o de lado. – Er… — Abanou a cabeça.

“ – Olha lá Tom. – O rapaz voltou-se – Estamos aqui todos empenhados a fazer a Dona Simone feliz e tu não fazes nada. – Virou a mangueira para o Tom.

Tom- Hey! Tem lá calma Bill.- Ouviram-se gargalhadas.

Sara – Amor. – Abraçou o rapaz de cabelo preto. – Olha, estou cansada, podemos fazer uma pausa. – Olhou para a câmara e sorriu de novo.

Tom – Ainda bem que estás cansada, podias filmar tu agora. – Ofereceu.

- Olha… — A loira saiu da relva e juntou-se aos outros. – Mas que raio estás tu a fazer?

Tom – Ainda bem que apareceste! – Exclamou.

- Eu estava ali. – Apontou.

Tom – Mas assim estás mais perto. – Virou a câmara. – Toma, segura aí. – Deu a Bill. – Agora já está. – Olhou para o objecto e aproximou-se da outra.

Bill – O que é que é suposto eu fazer com isto?

Sara – Filmar Bill. – Disse aborrecida. – Filmar. – Repetiu.

Tom – Oh Isinha… — Disse sedutor.

- Hum? – Cruzou os braços.

Tom – O que foi? – Abraçou-a e deu-lhe um beijo na bochecha. – Estás com um escaldão. – Gozou.

Isa – Onde? – Arregalou os olhos.

Tom – Isso só digo mais tarde. – Brincou com o piercing.

Isa – Estúpido. – Bateu-lhe no ombro.

Tom – Estás nas costas. – Desviou-lhe o cabelo da cara e beijou-a.

Sara – Ahm… — Tom agarrou o rosto de Isa enquanto tentava prolongar o beijo. – Estão a ser filmados, não é por nada.

Bill virou a câmara para o lado oposto.

Bill – Deixa-os comerem-se – Riu-se.

Sara – Oh Bill. – Meteu-se atrás do carro.

Bill – O que foi?

Sara- Pára, vira isso para os outros dois!

Bill- Mas eu prefiro ver-te a ti!- Sara fugiu e Bill pousou a câmara na direcção deles onde só se via do peito para baixo.

Sara- Pára Bill!

Bill- Oh, agora quero um beijo!

Sara- Tens que correr muito!- Bill corria atrás de Sara acabando por apanhá-la e virá-la para si.

Bill- Quero o meu beijo!- as mãos de Sara subiram, e as de Bill puxaram-na para ele através da cintura.

Tom- Hey, isto já contem muita pornografia!- pegou novamente na câmara- Isinha, anda cá amor!

Isa- Mau, o que é que andas a tramar!?

Tom- Pega aqui!- deu-lhe a câmara- aponta para eles! Vai ali muita tensão sexual!- Tom pegou na mangueira e molhou o outro casal.

Bill- TOM, eu vou-te matar!

Tom- Isso querias tu maninho!- Sara e Isa riam-se a altas gargalhadas com Bill a correr atrás de Tom.

Sara- Não existem!

Isa- Já não imagino a minha vida sem estes momentos!

Sara- Queres ver uma maneira eficaz de eles pararem já de correr!?

Isa- Mostra!

Sara- Meninos, está a dar as Marés Vivas com a Pamela a fazer topless!- eles param e olham para Sara.

Isa- Televisão, sala!- Tom entra primeiro.

Tom- Aonde? Eu só vejo o morcão do Brad Pitt!

Sara- Onde!?- Bill agarra-a pela cintura.

Bill- À tua frente.

Sara – O gajo é podre de bom.

Isa- Obrigada pela exclusão. – Voltou a entrar na sala.

Tom – Anda cá. – Puxou-a. – Ao menos tu não gostas daquele homem – Suspirou.

Rita- É feio.

Bill – Também acho.

Sara – Não é nada!

Tom – Eu sou mais giro, sexy e bom.

isa- Ah, pois claro.

Bill – Não percebo o que é tu vez nessa coisa. – Disse olhando Sara de lado.

Elly – Essa coisa tem nome e chama-se Brad Pitt.

Tom – Eu é que devia estar a fazer filmes com gajas boas em topless ali todas a desejarem o Tom Kaulitz, não esse coiso.

Isa – Ai é? – Focou a cara de Tom. – Então fica lá com essas gajas todas coisinhas que eu vou trocar de roupa. – Deu a máquina para as mãos de Tom e subiu as escadas à bruta.

Bill – Boa Tom. – Sentou-se ao lado de Isa e sobrepôs o braço sobre o ombro desta. Sussurrou algo e começaram a beijar-se.

Tom – Oh, por favor. – Subiu as escadas. – Vamos lá ver o que ela está a fazer. – Murmurou. Entreabriu a porta do quarto, colocou zoom nas costas descobertas da loira. Abriu mais a porta. A rapariga levou as mãos ao peito e olhou para trás.

Isa – O que estás a fazer meu?

Tom – A filmar a minha namorada, não posso?

Isa – Não. – Tom riu-se.

Tom – Vais ficar chateada comigo? – Colocou a máquina em cima da secretária e puxou-a para si. – Hum? – Beijou-lhe o pescoço.

Isa – Aquela coisa está a gravar Tom. – Envolveu o pescoço deste com os braços e beijou-o. – Desliga aquela coisa. – Pediu.

- Thomas Kaulitz! – A voz de Simone ecoou pela casa.

Tom – Oh scheisse. – Afastaram-se.

Rita – Tipo… — Vestiu-se e saiu a correr do quarto.

Tom – Espera aí! – Desligou a máquina.”

Eu- Diz-me que não é aquilo que eu estou a pensar que é!- olhei-o e ele estava pensativo.

Ryan- Então era por isto, mentirosos, aldrabões — cerrou o punho.

Eu- Para alem de nos mentirem este tempo todo!- sentei-me e frente a ele- Isto faz de nós primos.

Ryan- Ally, entendeste!? Eles traíram-se uns aos outros!

Eu- Eu sei, achas que foi o teu pai que traiu o meu com a tua mãe?

Ryan- Só pode,eu nasci em 90, por isso a questão de tanto ódio!

Eu- Eles são irmãos, o meu pai não pode ver o teu à frente!

Ryan- Mesmo assim, não tinham o direito de nos fazer isto, preferiram permanecer com uma mentira, uma ilusão que eles criaram, do que nos contar a verdade, eles não se querem ver à frente e sabem que se nós namorarmos vão estar mais uma vez ligados!

Eu- Ryan, a minha avó é tua avó, eu imagino o que ela deve ter sofrido, o teu pai faz de conta que não tem família!

Ryan-Eles fugiram Ally, fugiram com medo!

Eu- Agora que sabemos a verdade, o que queres fazer?

Ryan- Nada, vamos ver até onde eles conseguem ir com esta hipocrisia.

Desliguei a televisão e deitei-me do lado da parede.

Eu – Desliga a luz. – Pedi cobrindo-me com o cobertor. Ele obedeceu.

Ryan – O que foi? – Deitou-se também.

Eu – Nós somos primos Ryan, primos!

Ryan – E o que tem?

Eu – Nós… fizemos… sexo e –

Ryan – Vamos voltar a fazer. – Puxou-me para junto de si. – Não vejo onde está o mal.

Eu – Somos da mesma família.

Ryan – E daí? Olha que tragédia. – Ironizou.

Eu – Não percebo porque é que não nos contaram. – Levei as mãos ao seu peito.

Ryan – O que mais me revolta é que sempre criei uma imagem da minha mãe e na verdade ela é outra. – Beijou-me a nuca.