Without You!
37 Capítulo 37
Eu – O que é que fazes aqui? – Senti-me fraquejarAlly – Conhecem-se? – Olhou para ambos.Tom – Amiga de longa data.Eu – Eu não diria isso. – Fiz sinal para Ally entrar. – O que é que fazes aqui?Tom – Sou o pai da Ally. – Entrou também e olhou em volta. – Bela casa. – Fechei a porta a ódio.Ally – Está melhor? – Apontou para os arranhões.Eu – Estou, obrigada. Queres beber ou comer alguma coisa?Ally – Não. – Abanou a cabeça.Selena – Mãe! – Veio ao meu encontro. – A avó. – Estendeu-me o telefone. – Está como louca.Olhei para Tom que fitava Selena. Peguei no objecto e afastei-me.“ Eu – Pior momento para me ligares – Murmurei enquanto ruía a unha.
- Como é que estás? – Ignorou a minha constatação – Estás melhor?Eu – Ligaste-me ontem a perguntar o mesmo. – Bufei.- Estive a falar com o teu pai. Eu vou para aí passar uns dias.Eu – O quê?- Sim, não te vou deixar sozinha numa altura destas e depois, sempre passo mais tempo com os meus netos.Eu – Mas, mãe –- Já está decidido. – Interrompeu. – Eu sabia que ias concordar. Nem pergunto pela opinião do Bill, eu sei que ele está de acordo comigo.Eu – Não –- Muito bem, estou aí amanhã por volta da hora do almoço.Eu – Mas –- Estás deitada neste momento não estás?Eu – Olha, tenho de desligar.- Não me despaches! Eu preciso de saber se está tudo bem.Eu- Está. – Disse aborrecida.- Amanhã vejo com os meus próprios olhos. Beijo. Toma vitaminas. – Desligou.”Pousei o telefone no móvel e voltei a aproximar-me deles.Tom- Sabes o que isto significa?Eu- Sei, não preciso de um desenho!!- quase lhe gritei, a minha cabeça estava em água.Ally- Mas alguém me explica, vocês decidem a nossa vida, sem uma explicação sequer! — ouve-se a porta a bater e Ryan entra na sala.Mike- Mas afinal que se passa aqui!?Tom- Nunca mais te aproximas da minha filha!!- os olhos de Tom estavam brilhantes demais, tinha a certeza que ele queria chorar.Ally- Eu já sou grandinha o suficiente para escolher quem quero!!Tom- Tanto tu como aquele rapaz, são umas crianças, ainda não sabem como é a vida!!Ryan- O quê!? Você acha-se o dono da razão, lá porque não gosta do meu pai, o que nós temos a ver com isso!?Eu- Mike cala-te!! É melhor!!Ryan- Tu concordas com isto? — custava-me tanto fazer o meu filho sofrer.Eu- Concordo, este namoro acabou!!Ryan – O quê? – Olhou-me completamente irritado. – Repete lá!Limpei as lágrimas que me escorriam pelo rosto e encarei-o. Olhava-me completamente desiludido.Eu – O namoro, tu e a Ally não podem namorar.Ryan– Não! – Gritou completamente descontrolado.Eu – Ryan – Tentei aproximar-me dele.Ryan – Não. – Afastou-se. – Eu confiei em ti todos estes anos. Sempre olhei para ti não como mãe mas sim como melhor amiga. E tu fazes o quê? – Tentei falar, mas nenhum som dimanou. – Tu estás a acabar com a minha felicidade!Eu – Não. – Abanei a cabeça – Eu quero que tu sejas feliz. – Olhei para Ally – Mas… vocês não devem ficar juntos. Confia em mim Ryan.Ryan- Nao! – Gritou de novo. – Eu não tenho de confiar em ninguém, muito menos em ti!Selena – Por favor. – Apareceu junto à porta.Ryan – Onde está o pai Selena? – Indagou desgostoso. – Onde está o Bill Selena? – Gritou.Selena – Não está em casa… — Respondeu num tom rouco.Eu – Ryan por favor. – Segui-o até à porta.Ryan – Larga-me! – Soltou-se. – Tenho a certeza que o pai não se vai opor. – Olhei-o estática. – Ao fim de contas. Ele é o mais compreensível. – Julgou-me. – Ao contrário de ti.Eu – Não.Ally– Ryan… — Ryan olhou-a e voltou a encarar-me.Ryan – Parabéns. – Olhou em volta. – Conseguiram.Tom – Mais tarde vão agradecer-nos.Ryan – Isso pensa o senhor. Ponha-se na nossa situação! Ponha! – Disse num tom autoritário. – Não ia gostarA porta da rua abriu-se. Bill entrou. Estava um tanto abatido. Olhou para nós. Viu Tom. Bufou.Bill – O que é que estás aqui a fazer?Ryan- Não! Espera, conhecem-se? – Soltou uma gargalhada seca. – Só me falta dizerem isso.Tom- Um dia eu conheci a quem tu chamas de pai, mas não o conheço!!Ally- Mas o que é que nós temos a ver com as vossas discussões?Tom- Aviso-te Bill, se o teu filho se volta a aproximar da minha filha, eu acabo o que me impediram de fazer!!Bill- Porque não o fazes agora, para a tua filha ver quem é o verdadeiro Tom Kaulitz!!Ally- Não preciso, o Dr. Tom Kaulitz — disse com desprezo -já me desiludiu bastante!!Eu- Vocês, não podem ficar juntos!!Ryan- Nós não podemos é pagar pelos vossos erros!!Bill- Por isso mesmo, Ryan afasta-te daquela família!!Ryan- Já disse que não!!Ally- Vocês não entendem, quanto mais nos proibirem, mais forte se vai tornar a nossa relação?Tom- Nem que eu te mande para Espanha, tu nunca mais o vez!!
Ryan- Eu vou atrás dela!!Bill- Ryan, não dificultes as coisas!Ryan- Um dia, uma pessoa disse-me para lutar por quem amo, nessa altura eu não liguei, mas agora é exactamente isso que vou fazer, mesmo que essa pessoa me impeça! — os olhos de Ryan prenderam-se nos de Bill.Bill – Ryan… — Suspirou.Ryan – Não é Ryan. – Contrariou. – Vocês não se vão meter na nossa vida.Eu – Por favor…Ryan – Vocês foram para Frankfurt e ninguém vos impediu! Vocês formaram família e ninguém vos impediu. E a mim? A mim ninguém me vai impedir! Porque eu não deixo.Tom – Ficas avisado Bill. – Agarrou Ally. – Vamos emboraRyan – Não nos vai impedir Dr. Kaulitz. – Disse arrogantemente.Tom – Não sejas teimoso. – Ripostou. – Mais tarde vais nos dar razão.Ryan – Nunca. – Abriu a porta e fez sinal para saírem.Ally – Ryan… — Olhou-o.Ally – Não te preocupes. – Tentou reconfortá-la.Tom – Tenham a continuação de uma boa noite. – Saíram.Eu – Ryan. – Tentei tocar-lhe mas ele afastou-se.Ryan – Não me toques! – Gritou. – Não quero saber de ninguém! Nós não estamos no século passado onde os namoros eram proibidos.Bill – Escuta, isto… nós temos uma razão demasiado forte –Ryan – Então digam-na! – Os seus olhos estavam demasiado vermelhos. A raiva tinha-se apoderado da sua sanidade.Eu – Ryan, filho… — Disse num tom rouco.Ryan– Digam-na! – Pediu de novo.Bill – Não podemos.Ryan limitou-se a olhar-nos a raiva. Virou costas e entrou no quarto batendo violentamente com a porta.Bill – Ryan, não a arrelies. – Pediu enquanto tentava concentrar-se no esboço.Ryan – Ela não me dá o meu avião.Selena – É meu. – Fez beicinho.Ryan – Pai! – Chamou – Ela quer o meu avião.Eu – Selena, tens ali as tuas bonecas.Selena – Não. – Virou a cara. – É meu.Ryan – É meu!Bill – Ryan! Já tens 8 anos, não achas que devias ser mais simpático com a tua irmã?Ryan– Isto é meu! A mãe trouxe da Itália para mim! – Olhou novamente para Selena e tirou-lhe o brinquedo das mãos. – Não mexas nas minhas coisas.Selena deitou-lhe a língua de fora e começou a chorar agarrando-se a mim.Selena – Eu quero o avião.Eu – Calma Selena. – Afaguei-lhe os cabelos. – Depois a mamã compra um para ti.Bill – Ryan. – Bill riu-se. – Que raio de desenho é aquele que meteste na porta do teu quarto?Ryan– As raparigas não entram no meu quarto. – Fez ar superior. – Só com a minha autorização, por isso a Selena e a mãe não podem entrar.Eu – Não posso entrar? E depois quem é que te dá beijinhos durante a noite? Quem é que te conta histórias? Quem é que faz cocégas? – Tentei conter o riso.Ryan – Tu.Selena – Não, não. A mãe fica comigo.Ryan – Não!Bill – Então porquê que as raparigas não podem entrar?Ryan – O tio Georg disse que elas só davam trabalho. – Fez uma careta.Bill – O Georg. – Riu-se.Eu – Não ligues ao que esse doido diz, Ryan. – Sorri – Ele diz isso porque ainda não tem namorada.Ryan – Ele disse-me que tinha. Eu fui com ele ao café. Estivemos com duas raparigas.Eu – O quê? – Perguntei indignada.Ryan – Sim, elas disseram que eu era giro. – Disse orgulhoso.Bill – E o que disseram mais?Ryan – Que eu era engraçado. Eu – Só isso?Ryan – Ficaram felizes pelo tio Georg saber cuidar de crianças, mas eu disse que era mentira.Bill – Boa. – Soltou uma gargalhada.Eu – O homem anda a beber? – Olhei Bill.Bill – Não sei. – Encolheu os ombros e voltou a olhar o desenho.Eu – O Ryan odeia-me. – Constatei. – Sou uma péssima mãe, eu sei. – Continuei a olhar o tecto enquanto relaxava os músculos na banheira.Bill – Não. Ele não te odeia. – Apoiou os cotovelos nas pernas. – E tu és uma óptima bem. – Sorriu.Fechei os olhos e suspirei.Eu – Já chega de mentiras para mim, Bill. – Abri novamente os olhos e olhei-o. – Estou tão farta.Bill – Tem calma. – Aproximou-se e apoiou os braços na borda da banheira. – Vai tudo resolver-se. – Fez-me uma festa no cabelo.Eu – Eles… perseguem-nos. – Disse a medo. – Porquê que o Ryan tinha de se apaixonar logo… pela… — As minhas lágrimas voltaram a unir-se à água que envolvia o meu corpo. Virei a cara. – Pela irmã. – Senti um ardor a invadir o meu peito.Bill virou a minha cara para si.Bill – Anda secar-te , estás há mais de duas horas aí dentro. – Puxou uma toalha. Levantei-me. Ele envolveu-me com a mesma e levou-me ao colo até ao quarto.Eu- Será...será que algum dia ele me vai perdoar? — ele deitou-me na nossa cama.Bill- Claro que vai! Eles vão recuperar, é só uma paixão!!- virou a cabeça para o outro lado.Eu- Ele não a vai esquecer, tu sabes que não, nós próprios ainda não esquecemos e já passaram 20 anos!!Bill- Vamos acreditar que sim, eles são tão jovens!!Eu- Tu também eras Bill! Nós nunca devíamos ter omitido a verdade!!Bill- Que querias que fizéssemos? Que contássemos ao Ryan, que eu não sou o pai dele? Que o verdadeiro pai dele te tinha abandonado, que é o pai da sua namorada!?Eu- Sempre é melhor, do que ele pensar que somos uns monstros, que não temos sentimentos!!Bill- Não sei!!- deitou-se para trás.Eu- Eles não vão desistir assim tão facilmente!!Bill- Porquê? Porque é que não continuámos em Frankfurt? Porque viemos para esta terra?Eu- Ninguém sabia que eles tinham ido embora de Berlim!!Bill- Chega!! Eu abdiquei de tudo, abdiquei dos meus amigos, da minha cidade, da minha mãe, tudo por causa daqueles dois, eles não me vão fazer abdicar dos meus filhos!!Eu – Nós vamos continuar aqui. – Puxei a toalha mais para mim. – O Ryan… ele… vai perceber. – Olhei o tecto – Ele tem de compreender. – Suspirei.Bill – O Ryan é incapaz de ficar separado de ti. – Abraçou-me. – És a mãe dele.Eu – Isso não tem a ver.Bill – Sempre foste essencial para ele, Isa. – Desviou-me o cabelo da cara. – Ele sempre te viu como o mundo. Não é agora que ele te vai rejeitar.Eu – Eu desiludi o meu filho. – Chorei. – Eu fui cruel para ele, Bill. – Agarrei a sua camisola em suplício. – Ele está magoado comigo. Bill – Vai passar – Puxou-me para si. – Isto vai acabar… um dia.Eu – A… minha mãe vem amanhã para aqui. – Solucei.Bill – Agora?Eu – Ela não me deixou falar…Bill – Oh, tudo bem. Ao menos sei que tu estás bem. [ Ryan]Eric – Hey! Ryan, estamos à tua espera.Eu – Eu já disse que ia no carro.Eric – Tu nem sabes conduzir.Eu – É fácil. – Entrei para o carro do Bill. – Venham.Matt – Vê lá o que fazes meu, não quero morrer hoje.
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