Without You!
47 Capítulo 46
Tom- Nós vamos procurar a tua irmã! Não chateies a tua mãe, enquanto estou fora!
Jonh- Eu tomo bem conta dela!- abraçou-me- Pai, não magoes mais a Ally!
Tom- Eu vou ter cuidado!- Tom depositou um beijo na testa de Jonh, Bill assistia ao que se passava.
Eu- Cuidado, e Tom tem paciencia com o teu...companheiro de viagem!
Tom- Não te vou desiludir, eu vou-te trazer a Ally!
Eu- Faz o que o Jonh te pediu, não a magoes mais!
Tom- Prometo!- beijou-me- Cuida-te, e lembra-te, eu vou precisar de ti quando voltar!- beijou-me outra vez e entrou dentro do carro, arrancando, Bill olhou para mim e arrancou tambem.
Eu- Ally, Jonh!- o Tom sai do escritório.
Tom- Hey, menos escândalo, tens vizinhos, sabias!?
Eu- Menos escândalo!? Ainda quero ver o teu! A minha jarra de cristal deu meia duzia!- apontei para a jarra em cacos e as flores no chão.
Tom- Compras outra!
Eu- E os teus processos, alagados, e agora fazes outros!?- abanei o monte de folhas encharcadas.
Tom- Jonh, Ally! AQUI DEPRESSA!- Ally sai do quarto dela.
Ally- Que foi!? Mudamos para a peixaria e eu não sabia!?
Eu- Não te faças de desentendida!
Tom- O que é isto?- abanou os processos no ar.
Ally- Papel molhado!?
Tom- Não te faças de inocente!
Eu- Jonhathan Kaulitz!
Jonh- Fogo, que foi?- disse a sair do quarto.
Eu- Quem fez isto?- apontei para os estragos.
Jonh/ Ally- Ela/Ele!
Tom- Começamos mal!- encostou-se à mesa.
Jonh- Eu não fiz nada!
Ally- Não sou eu que jogo futebol dentro de casa!
Eu- Repete lá!
Jonh- Hey, eu não ando a jogar ao disco dentro da sala com as minhas amigas!
Tom- O quê!?
Eu- Eu não acredito nisto!
Tom- Os dois de castigo!
Ally- Mas pai não fui eu!
Jonh Vais dizer que fui eu queres ver!?
Tom- Os dois, sem computador, televisão e playstation, 2 semanas!
[Ally]
Eu – Ouve Ryan, eu não sei se estarmos aqui com o teu amigo é boa ideia.
Ryan – Porquê? – Beijou-me o ombro. – Ele é brutal, Ally.
Eu – Pode ser brutal, mas não sei se vai dizer aos teus pais que estamos aqui, e nós não podemos ficar aqui para sempre, tens noção disso?
Ryan – Tenho. – Murmurou.
Eu – Ainda bem que tens.
Ryan – O que te deu agora? – Olhou-me.
Eu – Não sei. – Encolhi os ombros. – Só acho que… não é seguro ficarmos aqui.
Ryan – Estás estranha Ally. – Fez um esgar. – O que se passa?
Eu – Nada. Tenho um pressentimento. – Levantei-me enrolando-me ao lençol.
Ryan – Tu e os teus pressentimentos. – Passou a mão pelos cabelos, desalinhando-os.
Eu – É verdade. – Tentei parecer o mais convincente possível.
Ryan – Relaxa. – Fechou os olhos. – Não temos ninguém para nos chatear com o que devemos ou não fazer. Não é óptimo? – Olhei-o. – Ryan? – Abriu um olho e elevou a cabeça para me fitar. – Sim ou não?
Eu – Sim. – Disse contrariada.
Ryan – Não percebo qual é a tua cena agora. – Passou a mão pelo próprio peito.
Eu – Vou à casa de banho. – Informei. – Onde é que é?
Ryan – Segunda porta à esquerda. – Riu-se.
Saí do quarto e fui à casa de banho. Passei a cara por água. Fechei os olhos e suspirei. A porta da rua bateu. Encostei-me à porta e tentei perceber o que se estava a passar.
Georg – Sim, estão aqui. Está tudo bem. Vens para cá? – Arregalei os olhos.
Saí da casa de banho e fui ter com Ryan. Abanei-o completamente afónica.
Ryan – O que foi agora? – Continuou de olhos fechados.
Eu – Vamos embora Ryan Taylor. – Ordenei procurando a minha roupa.
Ryan – Hum? – Fez uma expressão completamente confusa. – Deu-te agora?
Eu – O teu pai… vem aí. – Avisei olhando a porta. – Eu ouvi uma conversa entre o Georg com alguém a dizer que nós estávamos aqui Ryan. – Disse a pânico. – Por favor vamos embora.
Ryan – Tens a certeza do que estás a dizer? – Levantou-se e vestiu os boxers. – Não ouviste mal ou assim?
Eu – Não. – Vesti a camisola.
Ryan – O Georg não faria isso. – Vestiu as calças.
Eu – Ryan. – Estatelei. – Eu não estou a mentir.
Ryan – Tudo bem. – Continuou a vestir-se.
Eu – Vamos para onde? – Vesti o casaco e calcei-me.
Ryan – Não sei. – Abriu a porta do quarto.
Georg passou e fintou-nos curioso.
Georg – O que é que se passa?
Ryan – Temos de ir Georg. – Agarrou a minha mão e puxou-me para a saída.
Georg – Para onde? – Seguiu-nos.
Ryan – Não sei. – Abriu a porta do carro. – Entra. – Disse num tom autoritário olhando-me de lado.
Georg – Não! – Sobrepôs a mão sobre o seu ombro. – Ficas aqui Ryan.
Ryan – Para quê? Enquanto espero pelo meu pai? Não, obrigado.
Georg – Não, Ryan –
Ryan entrou no carro e fechou a porta antes que Georg continuasse a falar. Olhei-o, ele ligou o carro e afastou-se conduzindo para um lugar indeterminado.
Eu – Ryan –
Ryan – Estou a pensar. – Interrompeu-me. – Deixa-me pensar! – Quase gritou.
Eu – Escusas de falar assim! – Gritei também.
Ryan – Importaste? – Olhou-me fulminante.
Olhei para o lado tentando pensar noutras coisas. O meu olhar seguiu para o indicador de velocidade, ultrapassava os 100km/h, 110, 120, 130, 140 …
Eu – Podes abrandar?
Ryan – Não. – Continuou a olhar a estrada.
Eu – Eu não quero morrer hoje, sabes? – Ele olhou-me de lado e bufou – Ryan, estás a 180 km/h e nem sequer estamos numa auto-estrada! – gritei.
Ryan – O que queres que eu faça? – Olhou-me por fim.
Eu – Abranda! – Puxei o travão de mão, o carro travou a fundo, Ryan bateu com a cabeça no volante, levou a mão à testa e depois olhou em volta. – Estás bem? –Agarrei o seu rosto.
Ryan – Estou óptimo. – Virou a cara.
Eu – Estás a sangrar. – Afirmei.
Ryan – Deixa-me! – Passou a mão pela testa.
Eu – Estou aqui contigo por algum motivo, estou a fazer isto por algo. – Encostei-me ao banco. – Não entendo essa tua reacção.
Ryan – Para onde queres ir? – Indagou num sopro.
Eu – A minha avó. – Opinei. – Só se formos para casa da minha avó. Ela de certeza que não conta ao meu pai.
Ryan – Não sei. – Arrancou novamente com o carro.
Eu – Vamos para Berlim Ryan e –
Ryan – Estamos sempre a dar voltas Ally, decide-te.
Eu — Berlim.
Ryan- Ainda faltam umas horas para lá chegarmos!- o sol estava a por-se.
Eu- Deixa estar que eu conduzo!
Ryan- Não é preciso!
Eu- Estás cansado, e já te dói a cabeça, eu sei, pára, eu conduzo!- ele olhou-me e parou o carro.
Ryan- Sabes que estou a confiar o meu bem precioso em ti!?- saí da minha porta e trocámos de lugar.
Eu- Tens tanto amor ao carro que quase que morrias com ele e levas-me atrás!
Ryan- Desculpe, eu estava de cabeça quente!- pedia desculpa também com o olhar.
Eu- Tens que saber que eu estou sempre ao teu lado, sempre!- levei as mãos à cara dele e beijei-o.
Ryan- Mete o cinto!- eu sorri-lhe e arranquei. – Tem cuidado. – Observou cada movimento meu.
Eu – Eu sei conduzir.
Ryan – Mas vê lá o que fazes.
Eu – Tu é que és o perigo na estrada, não eu.
Ryan – Anda delicadamente com o meu carro.
Ri-me. Ryan encostou a cabeça ao vidro da janela do automóvel e fechou os olhos. Observei cada traço seu. Ele pousou a mão na minha perna. Acordei do transe e voltei a prestar atenção à estrada.
Fizemos o caminho todo em silêncio, Ryan tivera adormecido, talvez fosse o melhor. Não me dava assim lições de condução e nem se esforçava por causa da cabeça. Estacionei junto do portão da casa branca.
Eu – Rya. – Passei a mão pela sua cara. – Ryan. –Tirei o cinto para alcançar facilmente o seu rosto e beijei os seus lábios apeteciveis. – Amor… — Sussurrei. Ele despertou olhando em volta,parecia confuso. – Já chegámos. – Avisei.
Ryan – Que horas são? – Procurou o telemóvel.
Eu – 00h45 . – Respondi.
Ryan – Tu conduzes muito devagar oh Ally. – Provocou.
Eu – Eu passei pelo supermercado. – Apontei para os bancos de trás. – Temos comida. – Sorri.
Ryan- Como se chama a tua avó?
Eu- Simone!- pegámos nos sacos e toquei à campainha., aparece um vulto na porta.
- Quem é?
Eu- Avó é a Ally!- ela abre depressa a porta.
Simone- Ally!- abraça-me- Que se passa querida, que fazes aqui?- eu chorei e ela abraçou-me.
Eu- Avó este é o Rya,n o meu namorado!
Simone- Entre!
Ryan- Boa noite!- cumprimentaram-se com 2 beijos.
Simone- Querem um chá!?
Eu- Calhava bem!
Simone- Sentem-se!- ela saiu para a cozinha.
Ryan- A tua avó é...
Eu- A melhor, ela vai compreender a nossa situação!- ela volta e pousa as chávenas na mesinha e senta-se no sofá em frente!
Simone- Afinal o que se passou?
Eu- Avó, nós saímos de casa e o meu pai não pode sonhar que estou aqui!
Simone- Mas porquê?
Eu- Eles proibem o nosso namoro!
Simone- De certeza que estamos a falar de Tom Kaulitz, meu filho!?
Eu- Parece estranho, mas é verdade!
Simone- Mas porque é que eles não permitem!?
Ryan- Os nossos pais não se dão e acham que por isso nós tambem não nos podemos dar bem, o que acontece é que eu amo incondicionalmente a Ally, eu sou capaz de tudo por ela!
Eu- Eu amo-o avó, mesmo, não é passageiro!
Simone- Eu encobro-os, há uns anos eu conheci dois casais, nunca vi um amor tão forte como aquele, mas o que aconteceu foi que eles acabaram separados!
Ryan- Por isso é que estamos aqui!
Eu- Eu quero ficar com ele!
Simone- As minhas portas estam abertas!- abraço a minha avó- Tenho dois quartos vagos, mas como tu sabes!
Eu- Um está trancado!
Ryan- Não há problema eu posso dormir aqui!
Simone- Não, podem dormir no mesmo quarto, não impedi os meus filhos de dormirem com as namoradas não ia impedir os meus netos!
Eu- Filhos!?
Simone- Força de expressão, não ligues!
Eu- Ok! Avó nós vamos dormir estou cansada da viagem! — Fomos para o quarto e deitamo-nos na cama.
Dava voltas na cama não conseguia dormir.
Ryan- Não consegues dormir?
Eu- Pelos vistos tu é que não tens sono!
Ryan- Estou para aqui a imaginar o que já se terá passado neste quarto!
Eu- Muita coisa, digamos que o meu pai, apesar de agora não aparentar, não era muito certo no que toca a miudas! Isto contado pela minha mãe e minha avó!
Ryan- Eu tambem não fui muito de acentar, até agora, já o meu pai é o contrário!
Eu- Tens um pai romântico!? Não me digas que ele faz coisas queridas à tua mãe. – Agarrei a sua mão.
Ryan – Nem queiras saber. – Disse gozão. Silêncio. Ryan suspirou e olhou o tecto do quarto. – O teu pai até tem bom gosto de decorar. – Franziu a testa um pouco contrariado.
Eu – Eu sei. – Beijei-o e levantei-me. – Queres-me ajudar a procurar alguma coisa que nos entretenha?
Ryan – Eu sei o que nos podes entreter. – Fez sorriso pervert.
Eu – Ryan. – Levei as mãos à cintura.
Ryan – A minha mãe chamava-me isso quando eu era criança –‘ – Fez ar indignado embaraçado.
Eu – Pensava que ainda eras criança – Ri-me.
Ryan – Até parece. – Levantou-se e ajudou-me a procurar alguma coisa. – Olha isto aqui. – Abanou uma cassete.
Eu – O que é isso? Onde é que estava?
Ryan – Nesta prateleira, mesmo à vista de todos – Soprou. – 1989 – Proferiu. – A vida do teu papá. – Riu-se.
Eu – Deixa ver – Tirei-lhe das mãos. Examinei a cassete, parecia demasiado usada. – Queres ver?
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