Notas iniciais
Oie amores ♥ Um novo capítulo saindo do forno, mais curtinho dessa vez e isso se deve a um bloqueio que eu tive essa semana, não consegui escrever nada, ainda bem que ele passou -.-' Enfim, espero que gostem ♥

Colégio Johnsons Academy, Berlim – 12h00min.

O sinal para o horário de almoço havia batido, arrumei o livro e o caderno de geografia na mochila e sai da sala, não tirava da cabeça o que havia acontecido com o tal Thomaz, não quis ofende-lo, mas em minha mente, eu tinha feito aquilo, de qualquer forma, precisava me preocupar com o almoço e com uma boa desculpa pra ficar no colégio, pelo visto nem precisei pensar muito, lembrei que tinha treino de handebol e estava ferrada, nunca joguei aquilo antes, não sabia as regras nem nada.

— Vamos logo preguiçosas! – Liv puxou a mim e a Sarah para o ginásio, no meio do caminho ela explicou todas as regras básicas do jogo. – Olha Raven, o objetivo e andar com a bola, passando ela para suas companheiras, até lançarem ela dentro do gol. Para andar com a bola precisa quicar ela e pode dar até três passos apenas segurando ela. Não podemos pisar dentro da área do goleiro, podemos fazer barreiras para impedir que o outro time marque ponto, podemos roubar a bola, sem machucar os amiguinhos, é claro. A única coisa de que precisa saber é pegar a bola, contar até três com ela na mão, mirar bem no alvo e marcar pontos, junte-se as suas companheiras e Boom toma!

— Ahn... O que seria o Boom toma? – perguntei enquanto tirava meu uniforme de dentro da mochila.

— Liv adora falar isso, é tipo o cartão de visitas dela. Liv, ah sim! Aquela garota do Boom Toma! – Sarah explicou enquanto guardava sua roupa na mochila e ajeitava o uniforme.

— Entendi, sendo assim, o meu cartão de visitas é um conjunto de várias frases marcantes do Dean.

— OH MY GOOD! Você é fã de Supernatural? – Sarah parou de arrumar as coisas por um segundo e me encarou de um jeito que me fez sentir um frio na espinha.

— Sou sim... Algum problema?

— Não, na verdade, nenhum. Nossa! Eu também sou!

— Eu também, assim como sou fã de handebol e a treinadora não vai gostar de atrasos. – novamente, Liv nos puxou pelos braços.

Entramos então na quadra e fizemos 20 minutos de aquecimento, com corrida ao redor da quadra, alongamento, essas coisas. Quando a professora apitou para pararmos e irmos para nossas posições, senti medo, não sabia nada sobre o esporte, só o que a Liv falou, mas mesmo assim não parece ser algo fácil, mas eu não podia desistir agora.

Ela deu a bola para o meu time começar, ficamos do nosso lado do campo esperando que a capitã, Liv, jogasse a bola para Sarah e assim aconteceu, ela pegou a bola e saiu correndo, a quicava com precisão e não deixava que as meninas do outro time pegassem, mas, quando ficou um tanto complicado para correr com a bola, pois havia muitas meninas em cima dela, Sarah arremessou a bola para mim, eu apenas peguei a bola e me lembrei do que Liv havia falado, ‘’...pegar a bola, contar até três com ela na mão, mirar bem no alvo e marcar pontos...’’, então foi o que fiz, corri quicando a bola, de hora em hora precisava correr com ela na mão, se não deixaria ela cair e ia ser pior para o time, quando estava próximo do alvo, apenas pulei e lancei a bola contra a rede da goleira, adivinhem o que aconteceu... Marquei meu primeiro gol!

— Meu Deus essa menina é um prodígio! – a treinadora veio em minha direção para dar os parabéns. – Foi um grande acerto te colocar no time.

— Obrigada treinadora.

— Uhuuuuul! – Liv pulou em cima de mim. – Aprendeu tudo comigo, hein.

— Ok, ok, meus parabéns, mas agora precisamos deixar a coitada respirar. – Sarah afastou as meninas que faziam um bolinho ao meu redor. – Bola no centro, vamos gente.

— Bola no centro? – antes que alguém pudesse me responder, Sarah fez um sinal para que fosse lá com ela.

— Eu vou lançar a bola pra você, a única coisa que precisa fazer é dar o seu melhor. – fiz que sim com a cabeça e a treinadora apitou.

O jogo ocorreu bem, marquei sete gols para o meu time, ganhamos com o placar de 10 pontos, graças aos outros gols que Sarah e Liv haviam feito. Conversei com algumas meninas no vestiário enquanto me arrumava, a maioria estava no time há anos, mas nunca haviam marcado tantos pontos quanto hoje, o que me fez abrir vários sorrisos e me sentir especial por dentro, coisa que não durou muito. Sai do vestiário e estava andando em direção à saída do colégio quando senti meu celular vibrar no bolso da minha calça, eram sete mensagens da mamãe e outras duas da Bel.

~Mãe: Filha, onde você está?

Por que não veio almoçar?

Está tudo bem?

Eu e sua irmã precisamos conversar.

Sei que não quer ver ela, mas é preciso.

Filha, não me ignora, responde por favor!

Pelo menos visualiza as mensagens e volta pra casa.

~Eu: Mãe, a professora de educação física viu meus reflexos e adorou, me colocou no time de handebol e tivemos treino hoje, por isso não pude voltar pra casa. Na verdade nem é casa mãe, é hotel.

~Mãe: Certo, está vindo para cá agora, né?

~Eu: Já te respondo isso.

Meu celular começou a tocar Carry On My Wayward Son, era o toque que usava para meus amigos, fui atender e levei um susto.

— Amiga, onde você está? Estou desesperada! DE-SES-PE-RA-DA! Me ajuda! Socorro!

— O que aconteceu?

— A prova de ciências é amanhã, você é boa nessa matéria, me ajuda? E outra coisa, preciso de ajuda pra fazer o meu trabalho de ensino religioso, ajuda também?

— Certo, vou pra sua casa agora, pode ser?

— Claro, estou lhe esperando, beijos.

— Beijos, até mais. – desliguei e agora tinha uma solução perfeita para o meu problema.

Peguei o celular com um belo sorriso no rosto.

~Mãe: Filha está ai?

~Eu: Sim mãe, mas vou ter que ir pra casa da Bel ajudar ela com algumas coisas do colégio, vou voltar só as 18h00min.

~Mãe: Certo, mas depois temos que conversar, beijos, te amo filha.

~Eu: Tchau mãe.

A rua estava calma, era 14h30min e todos os vizinhos deveriam estar descansando. Me aproximei da casa da Bel e fiquei pensativa, terminar um trabalho e estudar para uma prova é algo que precisa de pouco tempo, o que eu ia ficar fazendo nas outras três horas e meia que eu passaria lá antes de voltar para o hotel? Não sei se era certo isso, me afastar dessa realidade, o final de semana está chegando e não terei o que fazer, vou ter que encarar tudo isso.

Cheguei à fachada da casa e admirei ela com mais calma do que na última vez que a vi, não tinha muitas árvores, eram mais canteiros cheios de flores coloridas e pequenos arbustos, tinha uma pequena fonte em um canto dele, rodeada por dois bancos de madeira brancos, uma trilha estreita feita de terra batida e pedrinhas brancas, beges, marrons claras e escuras, além da estátua de um elfo que havia do outro lado do jardim.

Parei de frente para a porta e nem precisei tocar a campainha, Bel logo abriu ela e me puxou para dentro, corremos pela casa toda, subimos as três escadas e finalmente chegamos no andar do quarto dela, ela me jogou em cima da cama e trancou a porta, estava tudo trancado, janelas, portas, armários, tinha armas de brinquedo, aquelas de água ou de munição feita de esponja, Bel vestia roupas camufladas, com exceção da sua camisa branca, seu rosto estava pintado com quatro listras pretas, duas de cada lado do rosto, ela carregava uma arma de munição de esponja e tinha o cabelo preso em um rabo de cavalo.

— O que é que está acontecendo?

— É guerra!

Notas finais
Espero que tenham gostado e até o próximo capítulo ♥