Witch and Vampire Academy - História Antiga
4 Capítulo 4 - É guerra.
Notas iniciais
Casa da Bel, Berlim – 14h34.
— Como assim guerra? – deixei que minha mochila repousasse em um canto que ainda não estava tomado por armas e munições.
— Minha irmã roubou o meu pedaço de bolo.
— E o que isso tem haver com a tal guerra?
— É que depois disso eu fiquei com raiva e roubei o dela.
— E não tem outros para vocês comerem e acabarem com a briga?
— Não, eram os últimos. – ela pegou um coldre de couro, duas armas e oito dardos e me entregou. – Depois do bolo, foram os celulares, os diários e o pior, meu álbum de fotos do Dean e do Sam.
— Espera ai, você tem um álbum de fotos de dois personagens de uma série... – ela abaixou a cabeça, provavelmente estaria envergonhada e com medo do sermão que eu poderia ter dado nela. — ... E você não é contou?
— Pensei que ia me xingar.
— Não, eu poderia, mas não vou. – encarei o coldre já em minhas mãos e logo o vesti. – E então, vamos a batalha?
— Claro.
— Qual nosso primeiro objetivo?
— Temos que invadir o quarto dela e roubar coisas, enquanto temos que proteger a nossa chave e o nosso quarto.
— Ok, ela também trancou com chave?
— Sim, mas escondeu a chave e não guardou consigo, a nossa está aqui. – ela posicionou a palma da mão direita sobre um bolsinho escondido dentro do bolso de sua calça jeans.
— Eu vou procurar as chaves dela, pode ser?
— Certo.
Bel pegou a chave e destrancou a porta, abri-a com cuidado e olhei para os lados, quando percebi que Giuli não estava pelo corredor sai de dentro do quarto e senti o vento que a porta fez quando Bel a fechou, os barulhinhos que as chaves faziam dentro da fechadura enquanto faziam o seu trabalho de trancar a porta me davam o sinal de partida.
Andei com cautela pelo corredor, procurei dentro dos banheiros, quartos, desci e subi as escadas umas sete vezes e nada de chaves nem de Giuli, então tive que seguir procurando, por mais que achasse que as tais chaves haviam criado perninhas e estavam se escondendo de mim. Segui pelo corredor do segundo andar e pausei minha caminhada quando um vaso me chamou a atenção, ele era colorido e carregava em sua estampa uma foto da Giuli em sua primeira apresentação de patinação.
Parece óbvio, mas até o óbvio deve ser checado, pensei enquanto enfiava a mão dentro do vaso e retirava as chaves com delicadeza, sem esforço algum, as guardei em um bolsinho do coldre e segui pelo corredor, me aproximei das escadas e as subi com cuidado, ouvi a voz de Giuli traçando um plano pelo corredor.
Ela parou de falar e ouvi uma porta batendo, como não teve alguma manifestação de Bel, continuei a subi e me sentei no chão, o que diabos eu poderia fazer naquele momento?
Sapatos fazem barulho, barulhos atraí a Giuli, Giuli vai atrás e se esquece do quarto, quarto livre e missão concluída, missão concluída e fim da guerra, pensei e logo derramarei os cadarços de ambos os tênis, amarrei os dois novamente, já sem meus pés em seu interior, e os joguei longe.
Giuli veio correndo e me escondi no final das escadas, ela foi atrás do barulho e eu corri para seu quarto, entrei nele e tranquei a porta. Após ouvir os barulhos da porta se fechando e das chaves a trancando para o lado de fora de seu próprio quarto, Giuli correu e parou em frente a porta, começou a chutar a mesma, porém, parou quando percebeu que aquilo seria em vão.
— Ok, vocês venceram, pode sair e o pedaço de bolo é todo de vocês, assim como suas coisas.
— Largue a arma e deixe-a rolar pelas escadas, assim como todos os armamentos e munições que tiver contigo.
— Certo. – após ouvir a menina ditar, o som dos armamentos descendo as escadas ecoou por meus ouvidos, logo, destranquei a porta e gritei a vitória.
— YES! CHUPA MUNDO! GANHAMOS! ISSO AI! – Bel saiu desesperada do quarto e começou a pular junto comigo. – Agora você devolve minhas coisas e fica com as suas coisas.
— Certo, o meu bolo...?
— Fica com você, pode comer tudo.
— Certo, podem pegar tudo, vou preparar um lanche, pode ser?
— Pode ser sim.
— Agora, a guerra vai ser entre nós duas. – peguei o prato de bolo com uma das mãos, enquanto Bel o segurava com uma das suas, mantendo equilíbrio. – Quem de nós comerá o bolo?
— Não sei, é melhor dividirmos.
— Ok.
Nós pegamos tudo e seguimos com o pedaço de bolo para a cozinha, comemos um pouco, pouco uma ova, comemos feito porcas, mas tivemos que parar para fazer os temas e trabalhos. Graças a nós, tudo ocorreu bem e neste momento estou voltando para casa depois desse longo dia.
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