Wir Sterben Niemals Aus
3 Love and Death
Você está comigo.
Eu estou com você.
Sempre.
(Love and Death- Tokio Hotel)
Capítulo 3
- Hey eu não sou prostituta! – vi quatro pares de olhos olhando pra mim. Foi então que me lembrei com que roupa estava tenho certeza que fiquei vermelha. Tom olhou pra mim, deu um sorrisinho de lado e virou o rosto para a pessoa com quem ele estava falando, ainda não identifiquei o sexo dele/dela
- Bill, — era um homem – queria que você respeitasse minhas amigas, só porque trago uma garota aqui em casa não quer dizer que seja prostituta. – olhou com censura para ele, Bill ficou segurando o olhar de Tom por uns segundos, depois se virou pra mim e disse com uma voz calma.
- Desculpe, vamos começar de novo certo? Prazer, meu nome é Bill Kaulitz. – ele estendeu a mão pra mim, fui até ele de boa vontade, foi boa a idéia dele de começar tudo de novo.
- Sou Deborah Tissou. – cheguei perto dele para pegar em sua mão e quando cheguei bem próximo levei um baita susto- Meu Deus! Vocês iguais! Você e Tom! São clones! – falei todas essas frases gritando.
- Eles são gêmeos – me virei para ver quem tinha falado, era um garoto com um cabelo lindo, de dar inveja.
- Ah! É, são gêmeos, é que essa hora da manha minha mente não funciona muito bem. Garoto o que é que você faz com seu cabelo? Tá perfeito, faz em mim? – perguntei com os olhos brilhando. O fortinho bonitinho que tava do lado dele riu.
- É segredo – fiz um bico e me virei para Bill que tinha começado a falar novamente.
- Você não sabia que Tom tem um irmão gêmeo? – ele perguntou com os olhos arregalados.
- Não. Mas você é mais bonito.
- Hey! – ouvi uma exclamação indignada vinda de Tom. – Eu sou seu amigo não ele. – olhei para ele e mandei língua como uma criança de cinco anos.
- Você também é bonito Tom, mas ele é mais. Aceite perder. – Era verdade, Bill era mais bonito, tinha um rosto mais delicado e aquelas maquiagens o deixavam sexy, mas se fosse para escolher, escolheria Tom, ele tinha mais masculinidade e aquele piercing me faria o escolher de qualquer jeito. Eu ri com esse pensamento, eles me olharam estranho. Tom bufou e eu ri mais ainda de sua atitude mimada.
- Sente-se, vamos tomar café – ele tem esta mania de mudar de assunto do nada. – Posso fazer um achocolatado pra você?
- Não! – dei um grito meio histérico ele me olhou estranho. – Desculpe, é o susto. Não obrigada, só um suco está bom – enquanto dizia fui me servindo de suco, sim eu sou folgada.
- Deba, a ultima vez que você comeu foi ontem à tarde, e mesmo assim foi pouca coisa. Acho que você deve comer mais do que só um copo de suco.
- Estou bem – eu disse isso num tom que encerrava o assunto, acho que ele entendeu porque não comentou mais nada. – Vocês ainda não se apresentaram. – disse eu olhando pros outros garotos presentes.
- Georg Listing, sou o baixista – disse o do cabelo invejável.
- Gustav Schäfer, baterista – o de óculos disse.
- Hum legal. Bom, já acabei meu suco, se me derem licença vou trocar de roupa, ainda tenho muito que fazer.
Sem esperar resposta eu subi ao quarto de Tom, troquei minhas roupas e as de Tom pus dentro da minha bolsa, eu iria lavar e entregá-la quando pudesse. Prendi meus cachos louros num rabo alto e passei um batom clarinho que eu tinha guardado.
Ao descer as escadas quase trombei com Tom que estava subindo.
-Hey! Estou indo embora okay? Obrigada por tudo Tom, são amizades como a sua que eu quero manter para sempre – abracei ele apertado, pois não sabia quando iria vê-lo novamente, e ele retribuiu do mesmo modo. – A gente se vê Tommy! – dei um beijo em sua bochecha
- Tommy? – ele riu e eu o acompanhei – tá bom Dé até breve. – eu dei um sorriso leve pelo meu novo apelido e sai porta a fora sem me despedir do resto da banda, estava com vergonha.
Depois de passar pelo portão fui em direção a pracinha, chegando lá sentei num banco e pensei em qual seria meu próximo passo agora, acho que primeiro eu teria que passar na casa da minha mãe, pegar o dinheiro que eu tinha guardado para minha mudança para França, algumas mudas de roupa e depois procurar uma pensão barata para eu me hospedar por alguns tempos.
Depois de saber o que fazer fui em direção a minha casa pegar o que eu precisava. Chegando lá fiquei indecisa, sem saber se eu deveria entrar com minha chave, que eu tinha guardada na bolsa, ou se eu deveria bater. Decidi por bater, a casa não era minha mais, eu não poderia chegar entrando. Bati e esperei alguns minutos, quando alguém ia abrir a porta já tinha decidido entrar com minha chave, mas Loren abriu.
- Ah é você? – ela parecia decepcionada.
- Não o bozo! Esperava alguém? – fui entrando enquanto falava.
- Na verdade sim, o que você esta fazendo aqui? Que eu saiba você foi expulsa.
- Vim pegar umas mudas de roupa e algum dinheiro, mas não é da sua conta – eu estava subindo as escadas já, estava doida para ir embora logo.
- Onde você passou a noite?
- Na casa de um amigo – que garota enxerida.
- Você tem amigos? – ela perguntou debochando, e eu fiquei com mais raiva ainda por que era verdade, meu único amigo era Tom. Eu resolvi não responder.
Fui para meu quarto calmamente separei uma muda de roupa, pus em cima da cama, peguei uma toalha e tomei um banho rápido no banheiro que tinha perto do meu quarto, vesti a roupa que tinha separado e peguei uma mochila em cima do meu guarda-roupa e pus dentro dela cinco conjuntos de roupa, um chinelo, uma sandália e o tênis eu estaria usando. Fui ate meu esconderijo pegar meu dinheiro, contei e percebi que tinha 250 U$ só, acho que daria para alguma coisa.
Depois de juntar tudo desci as escadas e ao passar por Loren, que estava sentada num degrau mexendo em seu celular, murmurei um adeus e fui embora atrás de algum lugar para passar a noite.
Fiquei andando por quase duas horas e só fui achar uma pensão com um quarto para alugar perto do café que fui com Tom ontem, bati na porta fazendo figa com os dedos, esperançosa para que houvesse um quarto.
- O que é? – quanto humor, pensei irônica, era um velha com aparência rabugenta que havia perguntado.
- Olá – eu disse toda sorridente — meu nome é Deborah, eu gostaria de alugar um quarto.
- Hm – ela resmungou – você tem dinheiro?
- Tenho 200 U$ — os outros 50 eu deixaria para uma emergência.
-Dá para quatro noites, com almoço e janta. Vai querer?
- Vou! – estava animada, consegui mais noites do que achava que seria possível.
- Então entre! — ela abriu mais a porta me dando espaço para entrar. – Estamos servindo o almoço você vai querer?
- Vou, eu estou faminta.
— Venha. – ela saiu andando para um cômodo que eu acreditava ser o quarto, tinha uma cama. – É aqui que você vai dormir, ponha suas coisas ai e venha almoçar – pus minhas coisas em cima da cama e a segui em direção à cozinha.
Almocei e sai, comprei um jornal na banca e fiquei o dia todo procurando um emprego nos classificados. E assim resumiu três dias da minha vida. Eu acordava ia pra rua comprava um jornal, procurava emprego, às vezes ia a alguns lugares que eu achava promissores, ia pra pensão almoçava, saia de novo procurava mais, voltava para pensão, tomava um banho, jantava E dormia, eu sempre dormia com a roupa do Tom, me dava um conforto estranho, e também por que eu não tinha posto pijama na mala. Eu tinha pedido pra Sra. Anette lavar para mim na minha última noite na pensão.
No quarto e último dia que eu poderia ficar na pensão, depois de jantar em vez de ir dormir juntei minhas coisas, despedi da Sra. Anette com um beijo na testa e sai pra rua de noite, hoje não deu pra eu procurar um lugar pra trabalhar nem pra dormir, eu perdi a hora e acordei na hora do almoço, meus pés estavam com calos enormes quase não consegui andar direito, eu estava gripada por causa da chuva que eu peguei, não só no dia que estava na praça com Tom, mas todos os outros dia da minha estadia, o outono estava mesmo acabando. Ao lembrar de Tom me deu uma vontade louca de tomar achocolatado entrei no mesmo café, sentei na mesma cadeira e pedi a mesma garçonete, peguei um livro que tinha na minha mochila e comecei a lê-lo enquanto esperava meu pedido. Senti uma mão no meu ombro e me enrijeci de medo.
- Que dia que você vai devolver minha blusa e minha cueca, em Deba?- era a mesma voz grossa que eu já estava com saudade falando.
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