Wir Sterben Niemals Aus
4 Mädchen Aus Dem All
Vamos deixar tudo para trás
E voar pelo tempo
Para a próxima galáxia
Queremos o sol, mas nenhum sistema
E nenhuma garantia
Apenas nossa fantasia
(Mädchen Aus Dem All — Tokio Hotel)
- Que dia que você vai devolver minha blusa e minha cueca, em Deba?- era a mesma voz grossa que eu já estava com saudade falando.
-Tom! – dei um pulo na cadeira assim que ouvi sua voz sussurrando ao pé do meu ouvido, pulei em cima dele num abraço esmagador.
- Wow! Eu gosto desse tipo de recepção – ele disse debochando, mas retribuiu o abraço com vontade.
- Puxa já estava ficando com saudades de você e suas graçinhas.
- E claro que estava, todas ficam. – ele disse passando a língua no piercing logo em seguida – Posso me sentar aqui? – apontou para a cadeira a minha frente.
- Mas é claro que sim!
- E então como anda sua vida?
- Bem. Ótima. Não poderia estar melhor. – achei que não seria legal dizer que estava uma merda, mas acho que não fui muito convincente.
- OK... Agora me diga a verdade. – é eu não fui mesmo muito convincente.
- Tá difícil, mas nada que eu não possa resolver. – afinal esperança é a última que morre.
- O que está acontecendo? Seus pais de novo?
- Não, é que não consegui arranjar um emprego até hoje, tá meio difícil as coisas.
- Há algo que eu possa fazer? – ele estava com a testa franzida numa careta tão fofa que me fez querer pular e agarrá-lo.
- Acho que não, ao menos que você tenha um emprego para mim. Você tem?
- Não, e se tiver acho que eu não saberia disso, quem resolve essas coisas é o David. – a garçonete estava chegando com o pedido – Vai tomar achocolatado?
- Vou, eu me lembrei de você e me deu vontade. – ele sorriu parecendo satisfeito.
- Ah não, mas você não vai tomar o achocolatado dessa lanchonete, aquele dia você não provou o meu. Ele é mil vezes melhor que este, vamos lá para casa antes que eu perca a chance de te fazer tomar o do meu. – eu ri de leve.
- Hm, se você não percebeu eu já fiz o pedido.
Ele se levantou tirou uns euros da carteira, pôs em cima da mesa, me pegou pela mão e saiu me puxando para a saída.
- Espera ai! Meu livro ficou. – sai correndo e peguei meu livro preferido que havia caído no chão quando levantei para abraçar Tom.
- Pronto? – mexi minha cabeça num ‘sim’. – Então vamos! – ele me puxou para um Audi lindo que estava parado um pouco depois da entrada da lanchonete.
- Você veio de carro até aqui?
- Não estava passando por aqui para ir pra casa e te vi, parei pra dar um oi.
- Você não me deu oi.
- Oi – ele revirou os olhos para minha brincadeira idiota.
Fizemos o pequeno percurso em silencio. Ao chegar em frente a casa dele ele apertou o botão e o portão de uma garagem gigantesca, mas sem nenhum carro presente, abriu. Tom entrou e eu entrei como uma sombra atrás dele, fomos direto para a cozinha, que por sinal estava bastante desarrumada.
- Agora você vai tomar o melhor achocolatado da sua vida. – ele disse virando para mim e dando uma piscadela. Eu dei uma risadinha.
- Onde estão todos? – perguntei enquanto ele pegava o leite na geladeira.
- Não faço a mínima idéia.
- Hm. – ficamos em silêncio por uns minutos — Isto está demorando de mais.
- Espere... Só mais uma colher... e violá!
Até que estava com uma aparência comestível quando ia dar o primeiro gole Bill, o garoto da maquiagem bonita entrou na cozinha.
- Hey eu quero um pouco disto. Estou faminto! Pode fazer um pouco para mim Tom?
Ele se sentou ao meu lado e olhou para Tom com expectativa, ouvi uma risadinha, olhei para porta procurando seu autor e me deparei com o fortinho, que parecia um ursinho, com as mãos no bolso e parado descontraidamente rindo da cena.
- Você! – levantei num pulo e cheguei perto dele – Ah eu precisava fazer isso, estava morrendo de vontade de fazer domingo, mas fiquei sem graça – eu dizia enquanto apertava as bochechas rechonchudas dele. Logo depois de concretizar minha vontade virei seu rosto e lhe dei um beijo estalado.
Soltei-o e dei um passo para trás, ele ficou mais vermelho que um pimentão tão fofinho.
- Haha, ele está com vergonha.
- Georg!
- Você se lembra de mim! – não entendi o porquê do espanto afinal ele era um astro, não era?
- É claro, ainda estou esperando que você faça a prancha nos meus cabelos.
- Deba, você vai ou não tomar o achocolatado? – qual era o motivo da irritação presente no tom de voz de Tom?
- Vou. – sentei obedientemente no meu lugar e dei o primeiro gole. – Deus! Não é que está bom?
- Você duvidava? – eu só ri em resposta.
- Você vai ou não fazer o meu Tom?
- Eu não! Faca você, tá aleijado por acaso?
Bill deu um suspiro de indignação e levantou para fazer seu achocolatado.
- Mein Gott, nós precisamos de uma empregada urgente, olha a bagunça dessa cozinha.
Um turbilhão de pensamentos veio a minha mente ao mesmo tempo. Empregada. Emprego. Precisar. Casa. Salário. Balé. Eu.
- Tom seu grande mentiroso! – exclamei olhando para ele.
- O que eu fiz?!
- Te perguntei se tinha um emprego para mim e você disse que não tinha!
- Mas eu não tenho. Tenho?
- Tem. Bill acabou de dizer que vocês precisam de uma empregada.
- Você não é empregada Deba, é bailarina.
- Não, eu sou o que vocês estiverem precisando. Vocês precisam de uma empregada fixa, confiável e que possa estar sempre aqui. Eu preciso de um lugar fixo, tenho certeza que sou confiável e vou estar aqui para o que precisarem.
- Ahn... – ele ia começar a negar, mas foi interrompido por Georg.
- Tom é uma boa idéia, ela é bonita, sua amiga e divertida, perfeita para vocês.
- Bill já concordou Tom, só falta você. – ficamos um tempo olhando para ele esperando sua resposta.
- Tá, mas só por que você ‘tá precisando. Assim que surgir outra proposta você muda de emprego ok?
- Ah! – dei um abraço tão forte nele, eu estava feliz de mais — Por mim está ótimo. – terminei meu achocolatado – Bom, eu vou procurar um lugar para passar a noite e amanhã eu vou à casa da minha mãe para buscar minhas coisas, que horas vocês me querem aqui?
- Você pode dormir comigo de novo se você quiser. – Tom disse passando a língua no piercing, mein Gott.
- Hm... É sabe o que é Tom...
- Não precisa dormir com Tom Deba, tem o quarto de hospede, ou até mesmo o seu.
- Isso! É perfeito, meu novo quarto. Amanhã eu acordo cedo e busco o resto das minhas coisas.
Eu neguei dormir com Tom, por que acho que seria estranho a nova empregada dos meninos dormir com patrão. Mas minha vontade era aceitar, nunca me senti tão segura ao dormir nos braços de alguém, não necessariamente nos braços, mas na mesma cama, no escuro e durante a chuva que eu tinha tanto medo.
- Você quer que eu vá com você buscar suas coisas? Estou precisando sair um pouco, para um lugar normal.
- Ah! Eu adoraria – sorri sincera.
Não entendi a expressão parecendo ciúmes que se formou no rosto de Tom depois de eu ter aceitado o convite de Bill, afinal não era nada de mais, só um passeio entre eu e o meu mais novo amigo.
Notas finais
bom, o cap tá meio chatinho mais ele é realmente importante para a historia...
e quero que vocês entendam uma coisa importante para o proximo cap.
o biill e a deba são e sempre vao ser só AMIGOS. por isso que eu grifei a ultima palavra aq. vs tem que entender que o bill é alguem famoso e que qer um dia normal com algm, por isso pediu para ir com a Deba.
e o tom tem esse sentimento de "posse" pelos seus amigos, vs perceberam que toda vez que algm da banda falava com ela como se fossem mais intimos ele ficava ou com raiva ou com ciumes?
é só isso mesmo aliens. me digam oq vs acharam do cap e da nota final.
beijos até a proxima
PS- lhes dou 84% de certeza que nao vou demorar muito nese cap. quarta feira que vem eu devo postar...
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