Wir Sterben Niemals Aus
16 Komm
Notas iniciais
Vem
Escapa do mundo
Vem, deixa-te cair
Para voar
Vem
Sensacional
Vem
Deixa-te cair
Vem
(Komm – Tokio Hotel)
Eu sabia que esta seria uma conversa complicada para ter com os garotos, mas ao contrario do que eu pensava, foi bem simples. Após eles perguntarem o que tinha acontecido, eu só respondi breve e calmamente que aquele era um assunto complicado que eu não gostava de falar sobre. Pareceu que eles entenderam rapidamente, me despedi deles e fui para o lugar que estava indo antes dessa toda confusão.
A já costumeira praça que havia perto da casa dos Kaulitz estava linda, toda encoberta de neve branca e escorregadia, fui para um banco vazio e sentei lá tranquilamente vendo crianças brincarem de guerrinha com um sorriso nos cantos dos lábios. Cruzei as pernas e peguei um cigarro que havia no bolso de minha jaqueta que depois de aceso levei à boca com um suspiro. Desta vez eu fumei o cigarro todo, de tão apreensiva que eu me encontrava. Estava levando minha mão ao bolso novamente quando ouvi uma voz conhecida que me despertava mais que saudade, despertava algo além de emoção e orgulho.
– Você sabe que se continuar fumando assim não conseguirá dançar mais balé.
– Kate!
Dei um pulo do banco e corri para abraçar minha antiga professora de balé, aquela mulher era a fonte de toda a minha inspiração! Ela me ensina a arte da dança desde quando eu morava na França, depois de eu me mudar pra cá cerca de seis meses depois eu recebi a notícia que ela estava lecionando na Alemanha, foi onde eu comecei a dar aulas pra sustentar o meu desejo de ter aula com a melhor professora da Europa.
– Como você esta ma chérie?
– Ah, está tudo bem...
– E por que eu não acredito nisso?
– Estou bem, é só que não tenho mais a oportunidade de dançar né.
– Até hoje não arranjou um emprego.
– Eu achei sabe, mas não pude ir à academia tentar uma vaga, porque eu sei como lá é concorrido e afinal, eu preciso juntar dinheiro para voltar para a França. – ela ficou um tempo pensativa, só alisando meu cabelo com a mão direita, era um costume seu, ela sempre fazia isso com sua pupilas, como dizia.
– Eu tenho uma proposta para você Deborah. – assenti incentivando-a a continuar – Volte a dançar. Eu gosto do seu jeito, da sua personalidade, você era uma das minhas melhores alunas ma chérie eu quero você comigo novamente. É um tipo de aluna que não se pode deixar escapar.
Aquele que eu pensei que seria um péssimo dia tornou-se um que eu recebi uma das melhores noticias. A frase ‘Depois da tempestade vem a calmaria’ me pareceu mais verdadeira ainda. Após chegar toda saltitante em casa e contar para os garotos quase gritando o que tinha acontecido — de tão feliz que eu estava – eu fui direto ao meu quarto lavar todos os meus collants, meias calças e saias de balé, para que amanha – que é quando começaria minha aula- eu já estivesse com tudo pronto.
Apesar de eu estar um pouco triste com Tom ainda, fiquei super feliz com a reação dele ao eu contar a notícia, ele pareceu feliz por me ver sorrindo, porque antes disso seu semblante era preocupado com relação à cena que aconteceu ao falarmos de meu pai. Ele até perguntou se eu queria que ele me levasse à academia a amanha, na minha primeira aula.
– É claro que sim, seria uma honra. – foi ótimo lembrar do seu sorriso depois de ouvir minha resposta positiva.
Acordar cedo nunca me pareceu tão bom, acho que a ansiedade de voltar a dançar estava me deixando mais animada do que o normal. Tomei um banho lento e calmo, e logo depois troquei de roupa. A sensação de me ver de novo frente ao espelho com minha roupa trabalhada foi inexplicável. A alegria de fazer o que a gente ama expulsava todos os pensamentos negativos, problemas da sua mente.
Terminei de arrumar e pus minha saia de dança e sapatilha na bolsa, fui até o quarto de Tom para chama-lo para tomar café que já estava pronto. Depois de alguns segundos batendo na porta, ele abriu. Disposto, ao contrário do que eu imaginava, depois de um bom dia e um beijo da bochecha rápido ele me arrastou para mesa de café.
Ao estar na porta da academia novamente, foi perfeito. Meu coração palpitava de ansiedade para poder estar no meio daquela sala de espelhos novamente, dançando como se fosse o ultimo dia do mundo, entregando-me ao conforto de estar bem.
– Boa sorte. – veio esse murmuro inesperável de Tom antes que eu saísse do carro. Deu um beijo em sua bochecha e um abraço apertado. O que ele fez para mim foi incrível.
– Mônica! – Sorri ao ver a antiga recepcionista e também diretora da academia novamente. Ela pareceu surpresa com minha chegada, mas foi lá e me abraçou forte, como se estivesse com muitas saudades de mim. – Puxa, é tão bom estar aqui novamente!
– Então é verdade? Você voltou?
– Sim, firme e forte como nunca! –sorri fraco – posso ir ver minhas pequenas antes de ir para o ensaio? – eu sabia que há essa hora haviam o grupo de aluninhas que eu ensaiava antigamente.
Depois do consentimento de Mônica eu corri para a sala para alunas menores, ao me ver elas pararam imediatamente o que estavam fazendo e vieram correndo em minha direção. Em meio a gritos e brincadeiras rápidas eu matei a saudade das minhas bailarinas preferidas, depois eu fui praticamente expulsa por Heide, que era a bailarina que ensaiava as pequenas agora. Ela era um amor de garota.
Quando eu já estava na minha sala me alongando, vi que Heide entrou lá, também com o mesmo uniforme que o meu. Conversamos um pouco e ela logo se tornou uma amiga. Educada e compreensiva ela me disse que havia um espetáculo próximo, eu teria que me esforçar bastante para conseguir acompanhar as garotas. Graças a Deus ela disse que me ajudaria no que eu precisasse. Logo Kate entrou e começou a aula dando um breve sorriso para mim. Segundo ela, intimidades só havia fora da sala, onde ela não precisava passar medo para conseguir alunas disciplinadas.
Notas finais
isso magoa sabe..
please comentem, :*
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