Winter Flowers
8 Um mais dois
Notas iniciais
●Leia as notas iniciais por favor ♡
Narrador Onisciente
Um mais dois
Depois de quatro horas de vôo, Degel pode vislumbrar por uma das janelas do quatro do resort, a bela praia de Creta, nunca fora muito fã do sol e principalmente do terrível calor, mas apenas a idéia de estar realmente longe da França, em um lugar que nunca havia sido permitido ver uma única foto, fez seu coração bater mais forte do que o normal. Kardia e Defteros assim que desceram do jato já foram correndo ver quem era o tal membro do conselho enquanto seus esposos seguiram acompanhados de no minimo quinze seguranças até os quartos.
O ruivo sorriu mais uma vez, queria poder abrir a porta e sentir a brisa da sacada mas Kardia não permitiu, suas primeiras ordens fora, que tanto o Degel quanto Asmita ficassem na suíte. Nenhum dos dois reclamou, até por que era muito luxuoso e aconchegante,tinha uma enorme sala no centro com direito a piano e dois espaçosos sofás próximo as janelas de vidro, na frente desses havia uma televisão e vários travesseiros jogados tanto por cima de um tapete como pelos sofás. No lado esquerdo daquela sala era o quarto de Asmita e Defteros e no lado direito o de Kardia e Degel, também em uma outra extremidade tinha uma sala de jantar e um escritório onde Defteros já havia colocado inúmeros papéis e seu notebook, em vista que o grego mais velho era o administrador do hospital Halston da França.
— Sabe que horas eles chegam? — Asmita entrou no quarto onde o francês estava, o loiro já havia retirado toda a roupa que usava e colocado um short pequeno e uma blusa de seu esposo.
— Se você não sabe quem dirá eu — Degel até então não havia olhado para seu amigo, mas ficou espantado ao ver que ele já não trajava suas roupas formais — Por que retirou sua roupa? Achei que era pra ficar vestido até eles chegarem para irmos almoçar.
— Degel, acabei de completar seis meses de gravidez, ficar com aquele Sari apertado, aquele véu e aquela máscara iriam me fazer passar mal — Asmita respondeu sentando na cama e cruzando as pernas, olhando atentamente para o ruivo que realmente estava desconfortável com aquele Kimono — E eu recomendo a você que tire essa roupa, se estiver grávido vai passar mal a qualquer momento.
Degel concordou e seguiu para o closet, notando finalmente que não conseguiria retirar o Kimono sozinho, olhou timidamente para Asmita que sorria já entendo o pedido silencioso — Quando ia se levantar Kardia e Defteros entraram no quarto como dois furações, ambos estavam irritados e xingavam alguém em seu idioma materno. Degel colocou metade de seu corpo para fora do closet e mirou seu esposo que fora em sua direção o virando de costas e puxando a primeira faixa que o prendia, desamarrou o laço de baixo e puxou a peça.
— Ka..Kardia, por que está me despindo assim? — O ruivo corou violentamente, sentindo até mesmo suas orelhas esquentarem , cobriu seu peito e encostou mais em Kardia na intenção de esconder-se de Defteros.
— Grampearam você e o Asmita, não sei em que intenção, mas o fizeram — Disse o grego mexendo nos cabelos do esposo e achando um pequeno aparelho preso — Eu sabia!
Kardia virou-se rapidamente mostrando para Defteros o aparelho, Degel deu um grito baixo de vergonha e abraçou o esposo por trás na intenção de esconder seu corpo. Não tinha aquele costume de mostrar-se daquela forma a não ser para Kardia e antes para seu pai que as vezes invadia o banheiro no momento de seu banho. Muitas vezes também Albafica o via, mas caracterizava a relação com seu primo bem íntima então nunca foi de se importar.
Defteros notou a vergonha que o francês sentia, por esse motivo virou-se de costas. Já dentro do closet Degel fechou a porta e apenas observou pela fresta que ficara, percebeu que Asmita não se importou de ter sua blusa retirada na frente de Kardia, assim como acontecera consigo seus cabelos foram revisados, mas pelo contrário nada fora encontrado. O ruivo suspirou, não sabia como reagir na frente de outros homens que não fosse seu esposo ou raramente na frente de algum familiar ou Ninshin.
Não sabia o que vestir tinha apenas roupas de frio, nem mesmo no verão francês costumava usar roupas curtas ou sem mangas. Optou então, por uma calça moletom preta e uma camisa da mesma cor, saiu ainda um pouco envergonhado notando que agora, havia apenas seu esposo sentado na cama quase que totalmente sem roupas, tinha no corpo apenas uma toalha e mexia entretido no celular, quase não notando a presença de Degel ali.
Asmita e Defteros já haviam seguido para seu quarto — Por que ficou com tanta vergonha? — O grego finalmente havia deixado o aparelho de lado e mirava seu esposo com uma sobrancelha arqueada.
— E..Eu não tenho costume de ficar sem roupas na frente de outras pessoas, além de você ou alguém da minha família — Degel olhava para os próprios pés e puxava a blusa para baixo com suas duas mãos, Kardia riu baixinho e depois gargalhou como nunca, então todas as suas dúvidas foram retiradas naquele momento, Degel desde que nasceu fora criado como uma "mulher recatada" não podendo mostrar nada de seu corpo, preservando-se apenas para seu esposo, evitando participar de eventos que exigissem mostrar suas curvas ou algo do tipo.
Na verdade o grego ainda perguntava-se como Degel conseguia dançar e atuar, já que das poucas vezes que fora obrigado por sua tia ou por sua falecida mãe a ir ao teatro, sempre via aqueles dançarinos com "roupas" muito coladas ou atores com figurinos bem ousados. Kardia levantou-se ainda querendo rir e seguiu rumo ao banheiro, mas antes olhou uma última vez para o ruivo notando que o mesmo estava parado na mesma posição, com rosto vermelho e lágrimas nos olhos. Como sempre havia exagerado, mas aquele não era momento para "sentimentalismo bobo" como pensou, precisava mesmo era tomar um banho e esquecer o que conversara com Minos e o maldito membro do conselho, Hades.
Dentro da banheira o grego pensava em como seria no jantar, era certo que Degel ficaria horrorizado com tudo que iria ver e ouvir, mas não tinha que se importar com aquilo, tinha mesmo era que finalizar aquele horrível dia sem acabar espancando alguém, ou melhor, sem acabar matando Hades ou Minos. Respirou fundo, teria que ser dono de um alto controle inimaginável.
Quando retornou para o quarto, vestiu apenas uma calça confortável e seguiu para a sala encontrando seu esposo conversando animadamente com Asmita olhando roupas de criança pelo celular de Defteros, ambos estavam deitados no tapete por cima de alguns travesseiros — Cadê o Defteros? — O grego perguntou sentando-se no sofá.
— Ele pediu serviço de quarto na hora que você foi tomar banho e até agora não chegou, aí ele foi reclamar com o gerente ou sei lá com quem — Asmita respondeu mostrando a Degel o modelo de berço que queria para seu bebê.
O ruivo pôs as mãos na cabeça sentindo tudo rodar, em sua garganta parecia ter algo enganchado e a vista começou a escurecer, novamente estava passando mal — Degel — Asmita chamou olhando para o lado notando como o amigo estava pálido e suado — Kardia, ele está passando mal — O grego levantou-se rápido do sofá ficando de joelhos perto do esposo, parecia uma queda de pressão.
— Vamos para o quarto. Consegue ficar de pé?
Degel negou com um movimento de cabeça e pôs a mão na boca tentando conter o vômito que quase saiu. Por fim Kardia o pegou nos braços e seguiu em direção a cama com Asmita logo atrás — Com quanto tempo começou a sentir os enjôos e tonturas da gravidez?
— Pouco menos de um mês, você acha que ele está... — Kardia assentiu e mediu a temperatura do esposo, estava normal, não lembrava de Degel ter comido algo que o fizesse tanto mal.
O ruivo apenas ouvia o diálogo atento, a ânsia de vômito ainda permanecia e a vista aos poucos voltava — Vou leva-lo pra fazer o teste amanhã, hoje temos o jantar com o membro do conselho e mais alguns idiotas que não lembro quem são — O grego pôs as mãos na cintura e mirou o ruivo, quando a ideia de que possivelmente fosse ter um filho veio a mente, seu coração bateu mais forte. Conteve o sorriso bobo mas fora quase em vão, ainda escapou, fazendo Degel ficar com cara de interrogação ainda olhando fixamente o esposo. Tocou sua barriga levemente levantando um pouco a blusa sorrindo, sua respiração acelerou e lágrimas brotaram em seus olhos.
— Consegui! — Defteros entrou de uma vez no quarto sorrindo assustando a todos principalmente Degel.
— Conseguiu o que? — Kardia perguntou mirando-o com o olhar mortiço.
Defteros mostrou um cartão-chave — Vamos para a suíte presidencial — O grego mais velho sorria. Quando foram fazer a reserva no hotel às recepcionistas disseram que não havia nenhuma suíte presidencial vaga.
— Como conseguiu essa proeza?
— Minos havia "alugado" todas como não apareceu pagamento, elas liberaram. Mas ainda vamos passar o restante do dia aqui, depois do jantar já podemos ir diretamente até a suíte. Nossas coisas já vão estar lá — Defteros chegou perto de Asmita e o abraçou carinhosamente — Eles estão ajeitando nosso almoço aqui mesmo, eu pedi de tudo não sei exatamente o que o Degel gosta de comer.
Kardia assentiu e sentou-se na cama ao lado do esposo — Quer ir comer? Ou ainda não está bem? — Perguntou.
— Não quero — Degel respondeu sentindo o estômago novamente embrulhar só em pensar na comida.
***
— Kardia... Não precisa apertar tanto — Degel reclamou tentando recuperar o ar — Por que não chamou alguém para me ajudar, como fez na França?
— Por que não quero correr o risco de colocaram algum tipo de escuta em você novamente — Disse o grego apertando um pouco mais o cinto do nagajuban* fazendo Degel gemer com a dor.
— Tá, eu sei, mas não precisa apertar tanto — Novamente o ruivo reclamou empurrando um pouco o esposo para que o mesmo parasse. — Já está bom.
Kardia revirou os olhos e pegou o Kimono de seda florido na cor verde que estava na cama, colocando-o em Degel, já havia percebido que verde era a cor favorita do esposo. Quando finalmente terminou de por o Obi* Degel pareceu mais aliviado, recusou calçar a geta*, alegando que era desconfortável demais e preferiu usar uma sapatilha preta que trouxera consigo.
No caminho até o salão Kardia e Defteros iam na frente sendo guiados por alguns seguranças e Asmita e Degel também seguiam um pouco atrás de braços dados já que o loiro estava com medo de cair devido ao fato de ter sido obrigado a sair sem o óculos, os dois Ninshin eram também acompanhados de alguns seguranças que ficavam atentos a cada mosquito que passava.
— Você também fica incomodado? — Degel perguntou para Asmita.
— Com o que?
— Com esses homens o tempo todo perto de nós dois e se algum deles for um estuprador ou assassino — O ruivo sussurrava no ouvido de Asmita o deixando assustado com cada palavra.
— Agora você me deixou com medo — Os dois olharam para trás mirando seus seguranças, ironicamente pensamentos iguais pairavam na cabeça dos dois enquanto olhavam para aqueles homens que davam dois de sí.
— Asmita! — Defteros chamou assustando os dois, fazendo-os olhar para a frente com certo receio — Ajeita esse Sari, sua barriga tá aparecendo.
O loiro ficou com a face vermelha enquanto puxava a ponta do Sari que caía por seu ombro deixando a mostrar sua barriga. No fundo Defteros apenas não estava gostando da forma como seu amado mirava outros homens, queria que Asmita tivesse olhos apenas para sí. Kardia não parecia tão incomodado com Degel, quando chegaram no salão principal do resort o grego pegou a mão de seu esposo e seguiu até a mesa onde todos já esperavam.
— Que bom que chegou, Kardia, Defteros — Hades sorria cinicamente cumprimentando os recém chegados, mirou da cabeça aos pés Asmita e parou em Degel admirado com o quão exótico era o esposo Ninshin de Kardia. Levantou-se como um leão que mirava a presa e beijou primeiro a mão de Asmita não conseguindo um sorriso se quer do loiro, apenas uma reverência que o fez perceber a nacionalidade do esposo de Defteros. Por fim foi até Degel, pegou a mão do ruivo e fez com que parte das mangas longas do Kimono caíssem e lhe mostrassem o pulso alvo do francês.
— É um prazer conhece-lo Degel Linnet — Hades quase gritou o nome de solteiro do ruivo pouco antes de beijar-lhe a mão.
— Monsieur Hader, o prazer é meu — Degel reverênciou e sorriu docemente — Mas sou casado agora, e por consequência meu sobrenome é Halston ou seja o senhor não pode me tocar dessa forma e ficar de olho em minhas partes nuas.
Kardia e Defteros tiveram que segurar o máximo que conseguiram a vontade de gargalhar. Mas ficaram ainda mais impressionados com o fato de Degel falar o idioma grego quase sem sotaque algum. Depois de sentarem a mesa, Degel olhou impressionado para o rapaz que estava sentado ao lado de Hades, ele tinha tanto os cabelos como os olhos de cor preta. Vestia um tipo de túnica de seda também preta com detalhes em ouro na barra, em seus cabelos estava feito um coque rosquinha perfeito, uma coroa de louros também se fazia presente no visual do elegante rapaz.
Depois de olhar melhor Degel percebeu que ele esta grávido — Kardia, quem é aquele rapaz? — O ruivo perguntou no ouvido de seu esposo.
— Eu não sei exatamente o nome dele, tudo que sei é que foi "oferecido" para Hades, para lhe conceber um filho — O ruivo assentiu, não sabia que Hades era casado com um Ninshin, ainda mais sendo um tão belo e elegante.
— Você não se atreva a vomitar aqui! — Os dois ouviram um grito acompanhado de dois tapas.
— Não faça isso! — O esposo de Hades gritou com o presidente de uma marca de eletrônicos, o homem segurava os cabelos de um rapaz jovem que chorava — É natural, tanto um Ninshin como uma mulher, sentir ânsia de vômito quando engravida.
— Você não se meta nisso, aberração — Esbravejou o presidente, era um homem jovem, Degel julgou que talvez tivesse a mesma idade de seu esposo.
— Não se meta na vida deles — Hades também repeendeu.
— Eu estou cansado disso! É sempre assim nessas malditas reuniões, tratam a nós e até mesmo suas esposas dessa forma cruel! Meu esposo, nós também somos seres humanos, não deviam nos tratar dessa forma! — O jovem lutava contra suas lágrimas, mas era quase em vão, Degel mirou Kardia, como um pedido silencioso que fora negado pelo grego.
Hades permaneceu calado, apenas bebeu o seu vinho e ignorou seu esposo, algumas mulheres concordaram e começaram a murmurar alguma coisa que aos poucos tornava-se audível, apenas os que ficavam calados eram os Ninshin. Degel e Asmita entreolharam-se, um estava longe do outro, em vista que, Kardia e Defteros ficaram lado a lado.
— Então Kardia, como tem sido seu casamento? Sei que faz pouco tempo e já tem que estar se preocupando com trabalho. Mas todos dizem que é maravilhoso comer uma bunda francesa — Hades lambeu os lábios olhando para Degel que apenas franziu o cenho e apenas voltou para sua refeição que comia a força.
— Está tudo ótimo Hades, incluindo que já recebi a maravilhosa noticia de que vou ser pai — Kardia encenou um olhar apaixonado perfeito e tocou a barriga de Degel que apenas sorriu, apesar de quase engasgar quando ouviu seu esposo falar aquilo.
— Meus parabéns — Hades e seu esposo falaram ao mesmo tempo, mas quem continuou fora o jovem Ninshin — Eu soube que se casaram por amor.
— Sim, nosso casamento só demorou por que Degel estava esperando chegar a maior idade e eu precisava me formar na faculdade de medicina — Mentiu. Aquela história não era inventada de fato Degel precisava chegar a maior idade para ser tomado em casamento por Kardia, mas jamais imaginavam, os dois, que seus pais inventariam uma história dessas de que os dois estavam apaixonados demais um pelo outro e que quase não conseguiam mais esperar pela data do casamento.
Kardia sem dúvidas fora o mais irritado de todos, odiou o fato de seu pai esconder a verdade por que queriam se destacar a frente das outras famílias poderosas. O fato era que quando completou nove anos seu casamento com Degel já estava sendo planejado, lembrava-se até, que o ruivo ainda era muito pequeno na época, mal sabia falar.
— Isso é maravilhoso — concluiu o esposo de Hades com um sorriso que ao ver de Degel fora bem triste — Mas então já tem idéias de nomes?
— Camus se for um menino, agora para uma menina eu não tenho muitas idéias — Degel respondeu observando alguns homens na mesa começarem a rir, até que um decidiu fala:
— E se for uma aberração como você? — Perguntou um homem que aparentava ter seus quarenta anos. Estava acompanhado de uma mulher que pareceu se sentir incomodada com aquele comentário.
Degel suspirou irritado e mirou o homem com olhar mais frio que conseguira — Talvez eu dê o seu nome, mas acho qur vai ser humilhar demais o meu filho. Que independente de como nasça vai ser muito amado por mim e por meu esposo — Todos na mesa incluindo os Ninshin riram como nunca, Hades gargalhava e mirava a face do homem indignado.
— Ora seu! — O homem levantou-se da mesa e a paços rápidos chegou perto de Degel mas quando ia lhe deferir um tapa, Kardia segurou sua mão sem maiores esforços e apertou com toda sua força.
— Não se atreva a machucar meu esposo, eu posso mandar arrancas cada pedacinho do seu corpo e ninguém poderá fazer nada. — O grego apertou mais a ponto de ouvir os ossos estalar e quase quebrar.
Após o jantar alguns dos homens já estavam bêbados, gritando e batendo em seus esposos e esposas — Kardia nós podemos ir para nosso quarto? — O ruivo já suplicava não aguentava mais tudo o que via e ouvia, todas ofensas e olhares maliciosos em cima de sí.
— Também acho que já esteja na hora — Defteros disse ficando de pé e ajudando Asmita já que o mesmo quase não conseguia andar com tanto sono e cansaço.
Kardia por fim assentiu e também levantou-se acompanhado de Degel, os quatro saíram sem falar com ninguém, apesar de Hades ainda fazer algumas brincadeiras de mal gosto, ambos ignoraram.
Assim que saíram do salão o indiano perdeu as forças quase indo de encontro ao chão se não fosse por seu esposo que o segurou nas últimas. Defteros o colocou nos braços e seguiu na frente extremamente irritado, os seguranças assim que os viram trataram de acompanha-los na mesma formação de sempre. Degel segurava o braço de Kardia com as duas mãos, sentia uma terrível ânsia de vômito novamente e por sorte sua vista não escurecera.
— Podemos ir a praia amanhã? — O ruivo perguntou olhando pela janela do novo quarto enquanto o esposo já sem suas roupas pesadas o ajudava a retirar o Kimono.
— Temos que ir no hospital fazer um ultrassom pra ser mais rápido e ver se você está realmente grávido — O grego respirou fundo deixando a última peça de roupa cair pelo corpo alvo do esposo. — Mas, depois se você estiver bem nós podemos ir. Agora que tal tomar um banho comigo?
O grego sorriu malicioso beijando os lábios do esposo que apenas o acompanhou.
***
No dia seguinte dentro do consultório de obstetrícia, o ruivo continha a emoção a todo custo, a ultrassom conseguiu identificar o bebê em seu ventre, ou como Kardia chamou o "carocinho de feijão". Depois de que pegou em suas mãos a primeira foto de seu bebê não parou de sorrir um segundo se quer, acariciou várias e várias vezes sua barriga quase não prestando atenção no que o obstetra falava, aquilo sobrou para o seu esposo que ouvia atento cada palavra.
— Degel? — Já dentro do carro Kardia chamou o ruivo que acariciava distraído sua barriga e sorria olhando para a janela admirando a vista da bela Grécia. — Degel!?
— Sim. — O ruivo virou-se lentamente como se saísse de um transe e sorriu inocentemente para Kardia. O grego apenas sorriu e revirou os olhos balançando a cabeça em negação.
— Mandei um dos seguranças comprar suas vitaminas e tudo o que vai precisar daqui pra frente, nós podemos almoçar por aqui e seguir para alguma praia, você decide — Degel assentiu em concordância.
Após almoçarem os dois ficaram apenas andando lado a lado próximos ao mar, cada um segurava seus sapatos e apenas admiravam aquela vista maravilhosa — É tudo tão lindo aqui — Degel disse quase em um sussurro parando e respirando fundo. Foi o suficiente para a água vir com força e molhar sua calça jeans.
— Não entra muito, a água pode bater com tudo em sua barriga...
O grego segurou o braço de seu esposo com o semblante preocupado — Tudo bem, mas, por que não entramos no mar?
— Não trouxemos uma muda de roupa e muito menos uma roupa de banho — Kardia respondeu puxando seu esposo de volta para a areia. Degel mordeu o lábios e avançou sobre Kardia beijando-o de surpresa, estava feliz demais para simplesmente pensar antes de agir, afinal Kardia o estava tratando muito bem já faziam alguns dias e queria negar, mas estava apaixonado por seu esposo em demasia.
Kardia correspondeu aquele toque aproveitando para tocar-lhe a barriga ainda muito bem definida, não admitia abertamente mas estava sentido-se feliz e sentia um terrível necessidade de fazer o gostos de Degel.
Continua...
Fale com o autor