Notas iniciais
Gente, eu já tenho vários capítulos escritos, então vou tentar por final final de semana publicar ao menos dois, o que acham? *O capitulo não foi betado então pode vir a ter uns erros grotescos.

Apesar de tudo

Narrador Onisciente

Kardia bufou cansado, olhou pela enorme janela do hospital ignorando completamente tudo o que Defteros, Sage e Manigold conversaram, fazia exatas duas semanas que Degel vinha se esquivando e arrumando desculpas para manter-se distante nas horas mais quentes. Não era preciso dizer o quanto aquilo o irritava, alegava mentalmente ter as suas "necessidades de homem" e o ruivo como seu esposo deveria servi-lo. Revirou os olhos bufando mais uma vez, já havia tomado a decisão de que não passaria daquela noite que teria seu esposo gemendo na cama. Mas apesar de tudo o ruivo era muito presente e era bastante preocupado a ponto de ficar na sala principal o esperando chegar do trabalho.

Uma vez Degel ficara até de madrugada na sala aguardando-o e quando finalmente chegou, o sol já despontava no horizonte, enquanto o esposo chorava pensando que algo de ruim havia acontecido. Era notória a verdade nas palavras de Leyla, Degel realmente cuidaria bem de sí.

Sorriu pensando no que poderia fazer, mas... não entendia o motivo do sorriso de Degel vir sempre a sua mente e demorar para sair — Kardia! — Sage gritou chamando a atenção do filho mais velho.

— O que foi? — O grego custou a voltar a realidade, piscou algumas vezes e sentou-se melhor na cadeira.

— Não escutou nada do que eu disse, não foi? — Kardia negou perdendo sua postura e ficando sem graça "Maldito Degel" xingou mentalmente o esposo voltando a pensar no cabelos ruivos.

— Merda! — Acabou soltando o palavrão alto, recebendo olhares de duvidas dos que estavam na sala.

— Em fim, como eu ia dizendo, você precisa viajar para a Grécia, nos representar em uma reunião com alguns investidores e um membro do concelho mundial, Degel tem que ir com você, eles querem conhecer seu esposo — Ao ouvir seu pai, Kardia ficou boquiaberto, teria que representar os Halston em uma reunião com um membro do conselho, virou para frente na cadeira e mirou seus pés, achando de repente seus sapatos de couro italiano muito interessantes.

— Qua... Quando? — Engoliu em seco olhando para seu pai.

— Em quatro dias, vou agendar sua viagem para amanhã de manhã, Defteros também vai com Asmita para te dar um auxílio, está dispensado — Sage concluiu apenas observando o filho sair de dentro da sala com cara de espanto.

"Hora de dar uma de bom esposo" pensou.

Quando Kardia chegou em casa estranhou o fato de Degel não o estar esperando na porta para recebe-lo, olhou o relógio e percebeu que estava uma hora adiantado. Suspirou pensando com qual membro do conselho estaria no dia seguinte, odiava esse tipo de reunião já que sempre acontecia algo errado, quando entrou na mansão foi recebido por duas empregadas que pegaram sua bolsa e seu sobre-tudo — Onde está meu esposo — O grego notou que as duas entreolharam-se nervosas.

— Ele... Ele passou boa parte do dia na biblioteca até que sentiu-se mal por não comer nada e seguiu para o quarto... — Elas informaram de cabeça baixa observando o chefe sair a passos largos. Kardia entrou no quarto devagar vendo que Degel estava apenas com o roupão abaixado até sua cintura ainda preso aos braços, o ruivo olhava-se no espelho simulando com suas mãos uma barriga grande, sorria docemente agora tocando a barriga magra e bem definida.

O ruivo estava ansioso, queria que completasse o mais rápido possível o mês para fazer o teste e saber se estava grávido. Olhou mais uma vez no espelho e mexeu nos cabelos molhados, tomou um grande susto quando notou Kardia na porta, perguntou-se a quanto tempo o esposo estava ali o observando. Fechou rápido o roupão e tentou correr até o closet mas Kardia era mais ágil e forte e o quarto grande demais. Quando abriu os olhos, apenas sentiu as mãos fortes segurando seus braços e o grego o encarando ofegante.

— Pre... preciso me vestir — O ruivo sussurrou olhando para o lado com as duas mãos no peito forte de Kardia.

— Não precisa — O loiro respondeu e começou a guiar Degel até a cama o jogando lá de frente para si, deu um sorriso ladino malicioso, retirando a gravata azul escura. Jogou a primeira peça no chão e começou a desabotoar a blusa ao mesmo tempo que retirava os sapatos, a respiração de Degel falhou ao ver o esposo daquele jeito, seus cabelos estavam espalhados pelo colchão e as pernas um pouco abertas, um dos mamilos também estavam a amostra, juntou mais as pernas tentando conter a ereção que já se fazia visível, Kardia sorriu ao ver aquelas reações de Degel.

"Hora de fazer ele enlouquecer" Pensou enquanto desabotoava a calça lentamente a deixando cair, ficando logo em seguida apenas com uma box branca que mal conseguia segurar seu membro latejante. Percebeu que Degel juntou os braços ao peito e fechou os olhos — Não precisa ter medo Degel, não vou te machucar de novo — disse isso e aproximou-se do ouvidos do ruivo sussurrando sensualmente — Quero sua boca lá embaixo e não outro chute.

Dito isso o grego beijou-o no pescoço e chupou descendo suas mãos até os joelhos de Degel usando sua força para abri-las deixando o membro duro do esposo livre para suas mãos. Sorriu e desceu até os mamilos rosados passando sua língua em torno do bico rijo. Arrepios se fizeram presentes na pele do francês quando Kardia começou a suga-lo — Aahn Kardia — Gemeu baixo segurando as madeixas loiras, o grego estimulou mais o membro de Degel passando seu indicador na glande rosada enquanto descia com beijos até chegar no umbigo e chupa-lo ali.

O ruivo quase não acreditava que o grego fosse fazer aquilo, só constatou que era verdade quando sentiu aquela língua quente brincar com sua glande — Aaahn — Gemeu alto contraindo as costas, Kardia novamente entornou a língua pela glande e aos poucos colocou todo o falo do francês dentro de sua boca, confirmando que não era pequeno. Degel ofegava, sua respiração estava entrecortada a medida que sentia-se estimulado e próximo de ejacular — Kardia eu vou...

O grego parou com a felação e sorriu mirando a face corada do esposo, ficou em pé próximo a cama e tirou lentamente a última peça qua restava em seu corpo, observando o ruivo sentar-se no colchão e olhar para seu membro ereto. Degel o tocou iniciando movimento de vai e vem e beijou a glande começando com o mesmo jogo de sedução, lambeu toda a extensão do membro de Kardia e depois passou a ponta da língua novamente na glande. Conteve o sorriso vitorioso ao escutar o primeiro gemido rouco de Kardia e decidiu coloca-lo inteiro na boca.

O ruivo o iniciou os movimentos lentos de vai e vem mirando bem o rosto do esposo, Kardia estava com os olhos fechados e boca entreaberta, suspirava e gemia baixo. Aquilo não agradou Degel, o francês retirou o membro de sua boca e passou a estimula-lo apenas com a mão, aumentando aos poucos a velocidade de seus movimentos, no fim conseguiu o que queria, ouviu um gemido alto de Kardia, que tocou sua mão e o fez parar.

O grego tinha um sorriso sacana e o encarava com seu típico olhar felino. Com um movimento rápido, Kardia o fez deitar de lado encaixando-se bem ao corpo do esposo. Degel ficou nervoso quando o loiro deitou-se e mais ainda ao ser penetrado aos poucos, deu um gemido de dor e empurrou a cintura de Kardia com uma das mãos, não que aquilo fosse o suficiente para retira-lo de dentro de sí, mas fora ao menos para para-lo. O grego parou achando estranho, na segunda vez doía um pouco, mas não o suficiente para Degel sangrar.

— Você... Você me machucou muito na nossa primeira vez — Ouviu a voz do ruivo rouca e entrecortada.

— Eu paro se você quiser...

— Não! — Degel o interrompeu — Eu quero que continue.

O grego apenas assentiu e voltou a penetra-lo aos pouco, quando finalmente estava inteiro dentro do esposo, aguardou alguns instantes e levantou um pouco a perna de Degel para ajuda-lo a não sentir tanta dor. Kardia iniciou uma penetração lenta, apertando a coxa do ruivo ao ouvi-lo gemer, pode jurar que seu falo crescera mais com aquele leve suspirar.

— Kardia...

Degel arqueou as costas jogando a cabeça para trás, apesar da dor, queria mais. Queria sentir o esposo totalmente dentro de sí, novamente gemeu alto, quando Kardia investiu com mais força. O ruivo perguntava-se o motivo daquela súbita mudança, de fato tentara fugir de Kardia durante aquelas duas semana, mas o grego a todo momento mostrava na verdade não se importar com aquele comportamento.

— Mon Dieu...

Suspirou ao sentir o ponto sensível ser atingido, aquele grego o estava enlouquecendo, retirando o pouco de sanidade que precisaria ter. Kardia inclinou-se um pouco para frente tomando um dos mamilos do francês em sua boca o chupando avidamente, Degel gemeu alto jogando a cabeça para trás enquanto era penetrado com mais força. De certa forma dentro do quarto era audível o som das carnes se batendo, os suspiros e gemidos. Depois de mais algumas investidas Degel chegou ao ápice, sua barriga e parte das cobertas da cama foram banhadas com seu esperma enquanto gemia longamente. Kardia não demorou muito, derramou-se por inteiro dentro do esposo.

***

Degel estava debruçado sobre o peito de seu esposo, olhava para um ponto qualquer do quarto sorrindo, sentiu tanto prazer que não poderias definir. Não queria criar idéias precipitadas, mas sua esperança estava renovada, poderia de fato conquistar Kardia aos poucos, mesmo que fosse difícil e demorado, não queria desistir.

— Por que tanto ri? — Ouviu a voz rouca de Kardia tomando susto, jurava que o grego estava dormindo. Virou-se para olhava-o vendo que o mesmo o encarava sensualmente.

— Eu... Estou feliz — Informou o francês aninhando-se mais ao corpo do esposo.

— Nós vamos viajar — Disse o grego observando o outro levantar-se rapidamente — Temos que ir para a Grécia, eu vou a trabalho e você tem que me acompanhar. Defteros e Asmita também vão.

— Quando?

— Amanhã de manhã nós saímos, as criadas vão arrumar nossas malas e seremos recebidos por alguns empresários — Kardia disse — Vamos ficar em um hotel de Creta. Eu sei que nunca saiu da França mesmo sendo um dançarino mundialmente famoso. Não precisa ficar nervoso.

O grego sorriu e tocou o rosto do esposo sentindo seu coração bater mais forte, engoliu em seco e retirou rapidamente sua mão levantando-se logo em seguida. Recusar-se-ia a todo custo, não queria se apegar ao ruivo, mas aquele jeito dele o estava enlouquecendo, a forma como era preocupado e sempre presente. No fim o grego balançou a cabeça para todos os lados pegando um roupão e cobrindo seu corpo, percebendo que o ruivo mirava cada detalhe de seus músculos.

— Vai ficar só me olhando ou vai tomar banho também? Precisamos jantar. — O grego informou sorrindo, notando que o ruivo parecia ter voltado de um sonho distante.

***

— Divertiram-se muito no quarto? — Leyla perguntou indiscretamente olhando sorrindo para o casal. Degel engasgou com a sobremesa e Kardia quase cuspiu o vinho que bebia. Os dois miraram a morena sem jeito enquanto Hakurei bateu a palma da mão contra sua testa.

— Leyla eles são casados, podem fazer o que bem entender sem a intromissão de ninguém, não acha? — Hakurei indagou mirando a esposa nos olhos, que apesar de intimidada não tirou o sorriso do rosto, voltando a comer. Shion segurou a vontade de rir assim como Asmita e Defteros.

— Por que o papai e o Marigold preferiram ficar no hotel ao em vez de ficar aqui? — Kardia desconversou notando o quanto seu esposo ficara sem jeito. Hakurei deu de ombros assim como Leyla.

Depois de um tempo Degel junto com Asmita seguiram para "a sala de jogos" como Kardia chamava, para assistir TV — Essas roupas não te dão calor? — Degel perguntou tocando no grosso tecido do salwar kameez usado pelo loiro.

— Aqui na França não, mas na Índia e na Grécia sim — Respondeu tocando sua barriga. Os dois tornaram-se muito próximos naquele pouco tempo, Degel descobrira que Asmita nunca aprendera a ler ou escrever, devido as condições em que nasceu.

O loiro revelou que quando milagrosamente um jovem nasce Ninshin é imediatamente morto, mas sobreviveu graças a condição de pobreza de sua vila, já que não havia médicos ou hospitais por perto sua mãe o tivera em casa com o auxílio de sua avó que era parteira, mas as duas descobriram que o mais novo membro da família era especial e o mantiveram em quase total segredo do governo. Asmita nasceu cego e ninguém dava muito tempo de vida para sí, pelo menos até seus cinco anos, quando milagrosamente acordou com boa parte de sua visão.

— Você se casou por amor? Sempre quis te perguntar — Degel perguntou acomodando-se melhor no sofá cama.

Asmita sorriu e o encarou com a face avermelhada — É uma história doida — Afirmou e ainda sorrindo voltando seu olhar para sua barriga — Foi a quase dez meses atrás, na minha vila estava tendo uma comemoração devido ao primeiro hospital que seria construído bem próximo e a lei que fora aprovada que os jovens que nascessem Ninshin não deveriam mais ser mortos e sim entregues a casamento, o que foi um grande alívio para minha mãe e minha avó que revelaram a toda a vila minha "condição". Eu e meus irmãos estávamos um pouco afastados quando ouvimos um barulho alto vindo da estrada, meus dois irmãos mais velhos seguiram na frente para ver o que tinha sido e me mandaram ficar com nossas irmãs pequenas, que estavam muito assustadas. Não demorou muito para que os dois voltassem carregando um homem loiro todo sujo de terra e sangue.

Nosso pai chegou rápido para ajudar e o levou até nossa casa o deixando no quarto que era ao lado do meu, que eu dividia com minhas irmãs menores. Eu observei tudo da porta, fiquei impressionado com o quanto aquele homem era lindo, loiro, alto, corpo incrivelmente forte. Ele entrou em todos os meus sonhos. Minha mãe me proibiu de chegar perto dele, mas mesmo assim não a obedeci e durante a madrugada em uma das noites que ele ainda estava desacordado em minha casa, eu segui até o quarto e me sentei ao seu lado, ele se mexia pouco e tentava falar algo. Fiquei assustado quando ele agarrou meu braço e abriu os olhos, pensei que naquele momento ele iria abusar de mim ou me matar. Mas muito pelo contrário, ele meu chamou de anjo e pediu água, eu o ajudei a beber e a ajeitar-se na cama improvisada.

Perguntei o seu nome e de onde ele vinha. Defteros contou-me que havia brigado com seu irmão, pai e chefe, e por esse motivo saiu em alta velocidade de moto perdendo o controle e caindo. Depois de conversar um pouco ele tocou minha cintura no momento que minha mãe chegou no quarto acompanhada do meu irmão mais velho. Ela me agarrou pelo braço e me jogou no quarto dizendo que se eu chegasse ao menos perto daquele quarto apanharia como nunca.

Mas, quem disse que eu era obediente? Ele passou duas semanas conosco até se recuperar e mesmo depois de recuperado ainda nos visitou durante dias, até que teve que ir embora, eu fiquei muito triste, pensei que nunca mais o veria novamente. Minha família até já procurava um bom casamento para mim. Até que três meses depois eu o reencontrei, estava de casamento marcado com um homem que jurou me matar após receber o dote, tentei convencer minha família a não me entregar aquele homem terrível. Chorei muito e implorei, até que quando finalmente pude falar com Defteros longe da vista de todos eu o entreguei minha virgindade.

Eu sabia das consequências, depois de um mês descobri com a ajuda de minha avó que estava grávido, de um filho que não era de meu futuro esposo. Ela chorou muito, e me ajudou a esconder, só que eu não conseguia disfarçar, passei mal várias vezes enquanto ajudava as mulheres e crianças com a colheita ou quando era o horário das refeições. Cheguei a vomitar muito e ter falta de apetite, tonturas e pelo menos três desmaios. Todos já cochichavam, perguntando-se se eu não havia feito algo as escuras com o estrangeiro que constantemente nos visitava.

Fui obrigado a fazer um teste de gravidez, sendo divulgado a toda vila quando deu positivo, Defteros iria me visitar novamente nesse dia, eu já estava com dois meses de gravidez. Fui apedrejado no meio da praça e quando iam me chicotear ele apareceu ficando na frente do homem que um dia seria meu esposo. Eu estava sujo e machucado, sentia-me humilhado, haviam rasgado minhas roupas deixando-me exposto. Minha avó contou o motivo daquilo a Defteros quando ele me cobriu com o sobretudo que usava e me pegou no colo, não preciso dizer que ele ficou em choque.

Depois que eu estava limpo e com os machucados enfaixados, me ajoelhei aos seus pés e pedi desculpas várias e várias vezes. Ele confessou que estava indo ali para me pedir em casamento e agora que sabia que eu esperava um filho dele não esperaria mais muito tempo para me tornar seu esposo. Juro que esperei um tapa, um empurrão, vários xingamentos, mas... Não, ele me abraçou e disse que ficaria tudo bem, que jamais deixaria que nada de ruim me acontecesse. Nosso casamento aconteceu a dois meses, sua mãe assim como seu pai gostaram muito de mim, com exceção apenas de Aspros que nunca aprovou nosso casamento, sempre diz que eu tenho algum plano, que nenhum pobre merece todos os meu privilégios, de me casar com um homem rico. Sem poder oferecer nada além de sexo. Eu gritei com ele disse que oferecia meu amor e oferecia acima de tudo um filho.

Aspros me estapeou, pouco antes da cerimônia começar, quando aquele monstro ia socar minha barriga, Defteros entrou no quarto acompanhado de sua mãe, que me abraçou, enquanto os dois quase se matavam. Mais tarde descobri o motivo do ódio de Aspros, mas aquilo jamais me faria perdoa-lo pelo mal que me fez no dia de meu casamento e que vem fazendo até hoje.

Asmita encerrou o que falava limpando seu olhos, sentia uma vontade enorme de chorar, aceitando o abraço de Degel que não sabia o que falar ante aquela revelação. Tudo o que pudera fazer foi abraça-lo, até que seus esposos entraram na sala sorrindo, mudando de expressão ao ver o indiano chorar daquela forma. A primeira reação de Defteros foi ir até ele pensando que estava sentindo alguma dor, sorrindo docemente ao saber o motivo.

— Fico feliz que você e Asmita estejam se dando bem — Disse Kardia saindo de dentro do closet com apenas uma box em seu corpo, apesar do frio sempre preferia dormir assim enquanto Degel estava apenas com uma camisola que deixava as curvas de seu corpo perfeitamente visíveis para o grego.

— Asmita é uma pessoa maravilhosa, eu adoro passar meu tempo com ele — Kardia notou a provocação nos movimentos do quadril de Degel, o ruivo estava sentado na frente de uma penteadeira tentando arrumar os grossos cabelos, sorriu maliciosamente ao notar que não havia nada o cobrindo por baixo daquela camisola — Kardia... Tenho mesmo que vestir aqueles Kimonos?

— Sim. Eu também vou vestir.

Degel suspirou e foi se deitar ao lado do esposo — Mas, os seus são mais confortáveis — O ruivo bocejou ajeitando-se embaixo das cobertas.

O grego virou-se de costas para o esposo, não queria continuar aquela conversa, o que mais queria naquele momento era transar, mas sabia que o ruivo não estava com disposição para isso.

— Você fica bonito de Kimono — O grego disse fechando os olhos para entregar-se ao sono, não percebendo o quanto o ruivo ficara sorrindo após ouvir aquilo.

Continua...

Notas finais
Será que esse grego doido tá mudando? Hehe Bom, nesse capítulo nós podemos conhecer um pouco mais da história do Asmita, o que acharam? Nossa querida Leyla sendo um tanto quanto indiscreta kkk Então, me digam o que acharam Um grande beijo e até o próximo.