Why Me?

33 Capítulo 33 - Don't Cry


Notas iniciais
Então, eu quero muuuuiito agradecer dois leitores perfeitos, o Scott Costta e a Annie, que os dois recomendaram minha fic. Gente, eu estou tão grata, vocês não fazem ideia. A Annie é minha amiga virtual, e ela tipo... Ela é pft kra, te amo amiga!! Eu até lembro do seu primeiro review, e de quando você disse que tinha desanimado com o começo. Eu havia ouvido isso de várias pessoas, mas o seu comentário me agradou muuuito em seguida. Tipo, os elogios e tudo mais! Já o Scott, como eu prefiro chamar, Fábio, ele é muito amigo meu kra. E tem vezes que ele e o Marcos me assustam (vocês dois sabem porque!). E tipo, ele disse que ia recomendar há muuuito tempo atrás. E eu fiquei esperando, mas não chegava, daí eu perdi as esperanças. Mas cara, te adoro muito!!

Senti o cano de uma arma me cutucar nas costas. Já estava se tornando enjoativo tentar fugir o tempo todo. E o pior era ficar na companhia do prisioneiro... Carl. Ele me irritava com aquelas histórias de “eu sou seu namorado”. Eu não namorava ele. Eu sequer conhecia ele. Só o nome e a aparência. O que mais me irritava era ele querer que eu me lembrasse, ou eram apenas fatos inventados, das coisas do passado.

O saco de batatas já estava começando a pinicar meu rosto, e eu não podia fazer nada, estava com as mãos presas atrás de meu corpo.

– Parem. – Era a voz do Governador.

Seja quem for que estava segurando minhas mãos, havia as soltado. Eu tentei tirar o saco de batatas da cabeça, mas a pessoa voltou a segurar minhas mãos. Pisei duro no chão e gritei.

– Me soltem!

Não funcionou muito, pois a única coisa que recebi em resposta, foi um soco no estômago. Eu caí no chão, mas alguém levantou meus braços e me fez ficar em pé novamente. Tiraram o saco de meu rosto e eu vi que estava de frente para uma parede. Logo, colocaram Carl à minha frente, também com o saco no rosto. Logo, retiraram o saco de seu rosto e lhe entregaram uma faca. Era minha faca.

Me perguntei por que fizeram aquilo. O garoto podia muito bem mata-los em apenas um movimento.

– Você vai mata-la. – O Governador falou para o garoto.

Senti um frio percorrer meu corpo, mas permaneci parada, com expressão de ódio no rosto, como havia sido treinada para fazer. Carl tentou andar, mas recuou.

– Vamos logo, garoto! – O Governador o pressionou.

– Não!

O Governador assentiu, com um sorriso malicioso no rosto. Ele socou a bochecha de Carl, que o fez cuspir sangue. Não sabia o que estava acontecendo comigo. Uma vontade louca e perturbadora de sair de lá e parar aquilo me tomou.

O Governador seguiu o socando, até que eu gritei:

– Pare!

O homem parou de agredir Carl e me olhou. Ele fez um sinal para o guarda que me segurava e logo, senti uma coisa perfurar minha cintura, perto da minha barriga. Olhei para baixo e vi uma faca enfiada em meu corpo. Um grito ensurdecedor saiu de minha boca. Não tinha certeza, mas acho que Carl gritou também. Apenas caí de joelho no chão e coloquei a mão na faca, tentando tirá-la. Eu não tinha forças e minha visão começou a ficar turva.

Logo, caí no chão por completo e vi Carl cair também, e o Governador saiu da sala. Só pude ver seus pés e ouvir o barulho do portão se fechando. Tentei gritar, mas só consegui soltar um gemido sem voz e logo, apaguei.

[...]

Abri os olhos, torcendo para que tudo fosse um sonho. Infelizmente, não era tão sortuda. Vi Carl ainda caído no chão, com palha enroscada em seu cabelo. Tossi e olhei para minha cintura, que ainda doía. O sangue escorria do ferimento e a faca ainda estava lá, parada. Toquei no cabo, tentando tirá-la, mas doeu mais ainda, e eu ainda não tinha forças suficientes.

Engatinhei até Carl, com dificuldades por culpa do ferimento, e dei um tapa leve em sua bochecha. Ele não reagiu. Deitei minha cabeça em seu coração, tentando ouvir batidas. Ele ainda estava vivo, isso era bom. Bati mais uma vez em seu rosto, e ele, novamente, não reagiu.

– Carl... Acorda! – Comecei a chacoalha-lo.

Ele não dava sinal de vida. O chacoalhei o mais forte que eu conseguia. Logo, ele começou a tossir e eu saí de perto dele.

– Hum... – Ele gemeu abrindo os olhos.

Seus olhos azuis me analisaram de cima para baixo por um longo momento, até que eu lhe dei um tapa na bochecha.

– Vamos. Precisamos sair daqui.

Não me levantei, mas ele se sentou, se encostando na parede. Seus olhos não estavam mais encarando meu rosto, e sim, minha cintura. Ele tocou o cabo da faca e começou a movê-la. Eu gemi de dor até que a faca saiu. Mais sangue começou a sair do ferimento e Carl retirou sua camisa listrada, que usava por cima de outra blusa, e me deu. Eu a enrolei na cintura e tentei me levantar. Ele se levantou mais rápido e me ofereceu uma mão. Eu peguei e me levantei em um pulo.

O sangue estava manchando a camisa dele. Por um momento, me lembrei que era Carl quem estava me ajudando. Era o prisioneiro. Me afastei dele, que me olhou com tristeza. Levantei a faca e posicionei em seu pescoço, pronta para enfiá-la. Seus olhos se encontraram aos meus e eu senti uma coisa estranha. Uma dor no peito.

Uma imagem correu em minha cabeça: era eu, novamente. Eu estava sentada em minha cama. Carl estava ao meu lado, segurando um livro.

Logo, tudo se passou como um vulto e eu voltei a ver os olhos de Carl, me olhando com tristeza. Fiz algo que não imaginei que fosse fazer, afastei a faca de seu pescoço. Eu ouvia sua respiração agitada. Ergui a faca e apontei para a porta. Ele assentiu e veio atrás de mim, enquanto eu abria o portão. Não pensei que ele pudesse estar trancado, e eu não tinha chave. Tentei empurrá-lo novamente, em mais uma tentativa de abrir, mas não consegui. Caí no chão e novamente, fiz outra coisa que não imaginei que fosse fazer: chorar.

As lágrimas rolavam por meu rosto, e eu não sabia o motivo de estar chorando. Carl se aproximou de mim e colocou o braço envolta de meu pescoço. E eu tomei a liberdade de deitar em seu abdome. Ele acariciava meu cabelo, e senti que aquilo já havia acontecido antes, aquela cena... Era algo do tipo de um déjà vu.

– Eu... Eu não sei por que estou aqui. Eu não sei por que eu... Eu não sei de nada. Perdi a memória e agora não sou ninguém. Não sei o que é certo e o que é errado. Eu... – As lágrimas me faziam soluçar cada vez mais forte. — Não consigo entender nada...

As mãos de Carl rodopiavam meu cabelo, me fazendo ficar arrepiada. Solucei mais uma vez e limpei as lágrimas. Levantei meu corpo e olhei para Carl, que sorria. Ele estava com um sangramento leve no nariz, que estava escorrendo para o lábio superior. Quando menos imaginei, avancei meus lábios contra os seus.

Notas finais
Em dedicação dos meus dois leitores lindos, um beijo de Marl pra vocês ^^ Até o próximo gentinhaaa