Why Me?

34 Capítulo 34 - You Swear?


Notas iniciais
Oiiie gente. Nem demorei dessa vez, porque eu queria fazer o capítulo no aniversário dessa minha leitora diwosa, que sempre acompanhou Why Me?. É a Psychop4th, que está completando mais um ano de sua vida. Parabéns, lindona!!

– Carl? – o chamei, levantando minha cabeça.

– Sim? – sua voz me acalmou por um tempo, e me fez sentir um arrepio leve.

– Você jura que é meu namorado?

Ele assentiu. Seus olhos eram mais profundos do que eu via antes, talvez porque eu sentia que precisava dele, para me proteger e me manter segura. Ele era a luz que faltava em meu túnel. Talvez fosse por isso que eu me sentia estranha quando beijava Mark.

– Juro. Por tudo. – seu sorriso me invadiu.

Eu queria beijá-lo novamente, mas não era o momento. Principalmente porque nossa situação não era a melhor. Eu tentei me levantar, mas então lembrei que minha cintura estava com um ferimento horroroso. Carl se levantou e me ofereceu sua mão em seguida. Eu a segurei, mas cambaleei quando fiquei de pé. Gemi de dor e Carl tocou minha cintura, por cima de sua camisa. Aquilo só fazia doer mais, então afastei sua mão do local. Ele me olhou, entendendo que estava doendo. Sua mão pegou na minha e fomos para trás da porta assim que ouvimos alguns passos do lado de fora. O portão se abriu e Carl pegou a faca que ele havia retirado de minha cintura e acertou o homem na barriga, o derrubando. Eu continuei segurando em sua mão e fomos para fora da sala.

Paramos do lado de fora e eu me lembrei que um pouco para frente havia uma escada. Fiz um sinal silencioso para ele e seguimos para o local. Ao chegar lá, havia um homem de costas. Ele parecia adormecido, então subimos os degraus em silêncio. Quando chegamos à superfície, Carl colocou sua mão em meu rosto, secando minhas lágrimas.

– Calma – ele sorriu. – Tudo vai ficar bem.

Eu assenti e olhei ao meu redor. Estávamos ao lado da cerca quebrada, quando eu fui puxada para trás. Uma mão foi prensada em meu pescoço e eu comecei a gemer de dor. A cintura ainda doía. Carl apontou a faca e olhou feio para quem quer que estivesse me segurando.

– Vai me matar? – era a voz do Governador, e soava acima de mim.

Carl seguiu com a faca levantada e eu queria poder derrubar o Governador, mas estava impossibilitada. O homem me soltou e eu fui correndo para Carl. Quer dizer, tentando correr, pois o machucado impedia. Fiquei atrás de Carl enquanto ele apontava a faca. Ele lançou um breve olhar para mim, e eu peguei a faca de sua mão, apontando-a para o Governador. Ele pareceu rir com o ato e eu ameacei jogá-la em sua cabeça.

– Você que vai me matar agora? – ele riu. – Por que não joga a faca em minha cabeça logo e acaba com tudo isso?

Respirei fundo e olhei para Carl. Seus olhos azuis brilhavam mais que antes. Eu só queria poder matar o Governador, mas não acabaria com meu rancor dele.

– Porque você não sofrerá – falei e fui correndo até o homem, fincando a faca em sua barriga.

O homem caiu no chão, berrando de dor. Eu fui correndo com Carl, apenas levando a faca. Fomos correndo para fora de Woodbury antes que qualquer um nos achasse. Quando vi, já estávamos na floresta, sem rumo.

– E agora? – falei parando de correr, posicionando as mãos nos joelhos. – Para onde vamos?

– Para a prisão. Venha!

– Carl, esqueceu que eu quase matei vocês? – falei o olhando. – Eu não posso aparecer lá.

– Vamos dar um jeito... – ele chutou o chão. – Temos de dar um jeito.

– Carl – segurei seu braço. – Não podemos.

Ele se jogou no chão, olhando para cima. Eu me sentei ao seu lado, e fiz o mesmo que ele, olhei para cima. Ele se virou para mim, e eu senti que já tinha visto essa cena antes. Outro déjà vu. Era estranho como as cenas se pareciam como coisas de meu passado. Toquei meu pescoço, como se fosse um ato que eu fazia direto. Olhei nos olhos de Carl e sorri, soltando um suspiro no fim.

– Ei – Carl deu um pulo leve nas folhas secas. – Lembra-se da cidade aqui perto?

– Infelizmente, não.

– Venha, vamos para lá!

Ele pegou em minha mão e assim, fomos correndo para o meio do nada.

[...]

Avistei alguns prédios abandonados de longe. Segui segurando a mão de Carl, e senti algo na boca do estômago. Era mais como... Um pressentimento. Algo ruim que poderia acontecer, ou que já havia acontecido. Uma coisa estranha veio à minha mente. Era um garoto louro, de camisa estilo havaiana e belos olhos verdes. Ele sorria para mim, e tentou me beijar, mas um grito impediu.

Eu me perguntava como era o resto dessa cena. Eu me perguntava se todas as cenas se tornavam um quebra-cabeça no fim, juntando tudo. E se as cenas fossem meu passado? Carl me puxou até uma casa, e soltamos as mãos. Ele levantou a faca, em posição de ataque, e adentrou a casa. Dava medo de olhar o local. Era tão... Abandonado. Lixo espalhado pelo chão, junto com sangue. Se bobeasse, havia até animais mortos em alguns locais.

– Acho que se tirarmos aqueles gambás mortos, poderemos ficar aqui. – Carl soltou uma risada abafada.

Ouvi um barulho vindo de um dos quartos. Eram passos ecoando na madeira refinada do chão. Eu permaneci parada, esperando o que quer que fosse. Os passos eram rápidos, não parecia um errante. Carl fez um sinal para que eu ficasse parada, e eu segui parada. Logo, os passos pareceram se aproximar, e eu logo vi a figura.

Era uma garota jovem, de olhos castanhos-esverdeados. Seus cabelos eram longos e ondulados num tom louro claro. Seu cabelo também brilhava nas brechas de raio-de-sol que passavam por algumas tábuas presas nas janelas. Ela havia lábios rosados e finos, que estavam abertos em um sorriso estonteante. Ela usava uma camisa xadrez rosa de manga ¾ e uma calça jeans que era preta, mas por estar desbotada, parecia mais azul-marinho. Ela calçava botas curtas marrons, e veio correndo em minha direção me abraçar.

Eu sentia que a conhecia de algum lugar, até que ela começou a falar.

– Meu Deus! – sua voz era fina e um tanto irritante. – Eu não acredito que você sobreviveu!

Assim que ela viu que eu não a abracei de volta, ela me olhou, juntando as sobrancelhas.

– Desculpe, mas... – olhei para Carl, que coçava a nuca de um modo desajeitado. – Quem é você?

Ela riu como se eu estivesse brincando. Até que ela olhou para Carl e notou que estávamos falando sério. Ela jogou uma mecha do cabelo louro para trás, revelando um pequeno corte acima da bochecha.

– Sou a Kelly – ela sorriu. – Sua prima.

Notas finais
Um trama final dedicado para a minha leitora diwa. Beijooks amores!! Aliás, me contem seus aniversários, para que eu possa dedicar capítulos à vocês também ^^