Why Me?

15 Capítulo 15 - Let Me Go


Notas iniciais
O título é mais ou menos pelo motivo da última frase do Governador, e também porque eu tava ouvindo essa música da minha diva, Avril. Quero muito agradecer à Katniss Dixon. Essa linda recomendou minha fic!! Pra alguns, uma recomendação pode não ser nada, mas pra mim, eu posso passar mais de uma hora só pulando de alegria de ler aquela coisa. Brigadão mesmo!!

Sorri novamente para Carl. Claro que eu estava louca para lhe perguntar mais coisas, mas achei que poderiam ser ofensivas.

– Carl, seria ruim perguntar sobre a criança? – Ajeitei o chapéu em minha cabeça.

– Não... É que ela sobreviveu na morte de minha mãe.

– Quero vê-la qualquer hora. – Sorri.

– Ela é muito nova para sair ainda. Quando ela crescer mais um pouco, eu te mostro ela. – Ele sorriu e retirou o chapéu de minha cabeça. – Eu tenho que ir. Meu pai está detonado com tudo isso que aconteceu e eu não posso sumir.

– Ah tá. – Falei e me levantei.

Quando ele foi sair correndo, o puxei e lhe dei um leve selinho, que o fez sorrir rapidamente e tropeçou quando foi correr.

Eu ri e em seguida olhei para o chão e vi o chapéu. Carl havia o esquecido pela primeira vez. Não era seguro eu esperar por ele lá, então coloquei o chapéu em minha cabeça e fui andando até Woodbury. O corte estava manchando meu agasalho, mas eu não liguei. Passei novamente pela grade e fui andando até minha casa. Ao chegar lá, encontrei aquele cara com uma faca no lugar de sua mão. Ele estava jogado no sofá.

– Sabia que hoje tinha uma reunião entre os guardas? – Ele me falou. Acho que seu nome era Merle.

– Ah, desculpe.

– Onde a garotinha estava?

– Eu fui... Visitar uma amiga. – Falei.

Ele me prensou contra a parede e me ergueu pelo pescoço. Fiquei em pânico, não conseguia respirar.

– A garotinha não pode deixar de ir ao trabalho pra ver as amiguinhas. Sabia disso? – Falou apertando meu pescoço ainda mais.

Minha voz não saía, e ele finalmente me soltou, me fazendo cair no chão.

– Se isso acontecer novamente, eu venho te matar pessoalmente. Ou posso me divertir muito com você. – Falou e saiu rindo abafadamente.

Comecei a tossir desesperadamente e notei que estava pálida. Me deitei por completo no chão e fiquei lá, tremendo.

[...]

Acordei com uma batida na porta. Vi que ainda estava no chão frio, e quando me levantei, senti um calafrio na espinha. Fui até a porta e a abri. Era Charlie, e atrás dela, Letz e Annie.

– Oi Mari. – Ambas sorriram.

Me lembrei do chapéu de Carl e notei que ele estava no balcão da cozinha. Pura sorte Merle não ter visto. Abri mais a porta em sinal para que entrassem. Todas elas pareciam cada vez mais encantada com a casa. Eu não entedia o motivo. Era apenas uma residência.

– Você parece cansada. – Letz me olhou.

– Eu acabei de acordar.

– Me conte sobre Carl. Como foi? – Annie se sentou no sofá.

Naquele dia, o cabelo de Annie estava preso em um pequeno rabo de cavalo e apenas duas mechas de sua franja soltas. Usava um short com uma blusa de manga curta azul. Usava coturnos nos pés. Já Charlie estava no estilo romântico de sempre: uma blusa florida e uma saia preta até os joelhos. Usava pequenas botinas brancas. Letz estava com o cabelo rosa preso em um coque firme e usava um vestido branco curto, e nos pés, usava um tênis.

– Ah, ele estava com uns problemas na prisão, mas está tudo resolvido.

– Já que você tem namorado, nos ajude com os meninos. – Charlie riu e se sentou no sofá também.

– Vocês viram como o Mark está gato? Gente, o vi subindo as escadas sem camisa! – Letz abanou o rosto.

– Mark? Esse nome me é conhecido. – Tentei lembrar de onde o conhecia.

– Ele é perfeito! Tem um sorriso torto e penetrantes olhos verdes. Um corpo escultural... – Annie falava suspirando a cada frase.

– Ele mora no nosso prédio. – Letz afirmou.

– Ah, já sei de onde o conheço. Ele me segurou quando eu quase caí da escada.

– Ah Mari, você já tem Carl, assim não vale! – Charlie riu.

– Eu não namoro Carl.

– Mas vai. Temos certeza.

E de repente, a porta do apartamento se abriu. E lá estava o garoto de nosso assunto, Mark. Seu sorriso torto predominava no rosto.

– Mari? – As meninas se derreteram com sua voz. – O Governador está te chamando em sua casa.

– Como sabia que eu morava aqui?

– Um guarda me mostrou. – Ele olhou para as meninas e piscou com um olho.

Revirei os olhos assim que ele se foi e fechei a porta.

– Ai meu Deus. – Letz exclamou.

– Acho que morri e ele é meu anjo! – Charlie falou com as mãos no coração.

– Não exagerem. – Falei. – Vocês ouviram, tenho que ir. Cuidem do chapéu.

– Que chapéu é esse?

– É de... Não interessa. – Falei e saí de casa.

Fui andando até a casa principal da rua. Ao chegar lá, ouvi uma grande gritaria. Bati na porta e um dos guardas atendeu.

– Philip! – Ele se virou e gritou. – Tem uma criança aqui!

– Deixe entrar. – A voz do Governador soou.

Entrei na casa e lá havia uma grande mesa, cheia de guardas envolta. Todos eram imensos e musculosos que me fizeram sentir uma rata no meio de gatos. O Governador apontou para uma cadeira e me sentei lá.

– Voltando ao assunto, eu quero atacar a prisão. – Philip falou por fim.

Todos ficaram quietos. Eu principalmente.

– Quem vem comigo?

– Philip, temos de tomar conta daqui, somos poucos. – Um dos guardas falou.

– Não podemos fazer isso diretamente, temos de planejar tudo. – Outro guarda disse.

– Que se danem os planejamentos, quero invadir agora e preciso de alguém. – Ele me olhou. – Você vem comigo, Mari?

Todos na mesa me encararam. Acho que pensavam que eu não tinha capacidade nem para segurar uma arma.

– Sério Philip? Uma criança? – Um dos guardas riu.

– Ela podia até ser chefa da segurança aqui. – O Governador falou e eu senti meu rosto queimar.

– Duvido.

Philip me jogou uma arma e apontou para um vaso em outro cômodo.

– Atire lá.

– Mas...

– Atire!

Concentrei meu olhar no vaso e suspirei fundo, puxando o gatilho. Acertei em cheio.

Todos os guardas olharam para o vaso despedaçado e me encararam. Todos pareciam surpresos.

– Eu não posso ir. – Coloquei a arma na mesa.

– Por quê? – Philip me questionou.

– Porque não quero matar ninguém. – Falei baixo.

O Governador bufou e ajeitou seu tapa-olho, e em seguida, se levantou da mesa, pegando um de seus rifles.

– Se ninguém for, eu vou sozinho.

– Mas... – Um dos guardas tentou impedir.

– Eu vou agora, e ninguém vai me impedir. – Ele falou levantando a arma.

Notas finais
E aí? Gostaram? Comentem, gosto de saber suas opiniões :) Novamente, brigadão Katniss Dixon, ganhei meu dia com sua recomendação ^^