Why Me?
15 Capítulo 15 - Let Me Go
Notas iniciais
Sorri novamente para Carl. Claro que eu estava louca para lhe perguntar mais coisas, mas achei que poderiam ser ofensivas.
– Carl, seria ruim perguntar sobre a criança? – Ajeitei o chapéu em minha cabeça.
– Não... É que ela sobreviveu na morte de minha mãe.
– Quero vê-la qualquer hora. – Sorri.
– Ela é muito nova para sair ainda. Quando ela crescer mais um pouco, eu te mostro ela. – Ele sorriu e retirou o chapéu de minha cabeça. – Eu tenho que ir. Meu pai está detonado com tudo isso que aconteceu e eu não posso sumir.
– Ah tá. – Falei e me levantei.
Quando ele foi sair correndo, o puxei e lhe dei um leve selinho, que o fez sorrir rapidamente e tropeçou quando foi correr.
Eu ri e em seguida olhei para o chão e vi o chapéu. Carl havia o esquecido pela primeira vez. Não era seguro eu esperar por ele lá, então coloquei o chapéu em minha cabeça e fui andando até Woodbury. O corte estava manchando meu agasalho, mas eu não liguei. Passei novamente pela grade e fui andando até minha casa. Ao chegar lá, encontrei aquele cara com uma faca no lugar de sua mão. Ele estava jogado no sofá.
– Sabia que hoje tinha uma reunião entre os guardas? – Ele me falou. Acho que seu nome era Merle.
– Ah, desculpe.
– Onde a garotinha estava?
– Eu fui... Visitar uma amiga. – Falei.
Ele me prensou contra a parede e me ergueu pelo pescoço. Fiquei em pânico, não conseguia respirar.
– A garotinha não pode deixar de ir ao trabalho pra ver as amiguinhas. Sabia disso? – Falou apertando meu pescoço ainda mais.
Minha voz não saía, e ele finalmente me soltou, me fazendo cair no chão.
– Se isso acontecer novamente, eu venho te matar pessoalmente. Ou posso me divertir muito com você. – Falou e saiu rindo abafadamente.
Comecei a tossir desesperadamente e notei que estava pálida. Me deitei por completo no chão e fiquei lá, tremendo.
[...]
Acordei com uma batida na porta. Vi que ainda estava no chão frio, e quando me levantei, senti um calafrio na espinha. Fui até a porta e a abri. Era Charlie, e atrás dela, Letz e Annie.
– Oi Mari. – Ambas sorriram.
Me lembrei do chapéu de Carl e notei que ele estava no balcão da cozinha. Pura sorte Merle não ter visto. Abri mais a porta em sinal para que entrassem. Todas elas pareciam cada vez mais encantada com a casa. Eu não entedia o motivo. Era apenas uma residência.
– Você parece cansada. – Letz me olhou.
– Eu acabei de acordar.
– Me conte sobre Carl. Como foi? – Annie se sentou no sofá.
Naquele dia, o cabelo de Annie estava preso em um pequeno rabo de cavalo e apenas duas mechas de sua franja soltas. Usava um short com uma blusa de manga curta azul. Usava coturnos nos pés. Já Charlie estava no estilo romântico de sempre: uma blusa florida e uma saia preta até os joelhos. Usava pequenas botinas brancas. Letz estava com o cabelo rosa preso em um coque firme e usava um vestido branco curto, e nos pés, usava um tênis.
– Ah, ele estava com uns problemas na prisão, mas está tudo resolvido.
– Já que você tem namorado, nos ajude com os meninos. – Charlie riu e se sentou no sofá também.
– Vocês viram como o Mark está gato? Gente, o vi subindo as escadas sem camisa! – Letz abanou o rosto.
– Mark? Esse nome me é conhecido. – Tentei lembrar de onde o conhecia.
– Ele é perfeito! Tem um sorriso torto e penetrantes olhos verdes. Um corpo escultural... – Annie falava suspirando a cada frase.
– Ele mora no nosso prédio. – Letz afirmou.
– Ah, já sei de onde o conheço. Ele me segurou quando eu quase caí da escada.
– Ah Mari, você já tem Carl, assim não vale! – Charlie riu.
– Eu não namoro Carl.
– Mas vai. Temos certeza.
E de repente, a porta do apartamento se abriu. E lá estava o garoto de nosso assunto, Mark. Seu sorriso torto predominava no rosto.
– Mari? – As meninas se derreteram com sua voz. – O Governador está te chamando em sua casa.
– Como sabia que eu morava aqui?
– Um guarda me mostrou. – Ele olhou para as meninas e piscou com um olho.
Revirei os olhos assim que ele se foi e fechei a porta.
– Ai meu Deus. – Letz exclamou.
– Acho que morri e ele é meu anjo! – Charlie falou com as mãos no coração.
– Não exagerem. – Falei. – Vocês ouviram, tenho que ir. Cuidem do chapéu.
– Que chapéu é esse?
– É de... Não interessa. – Falei e saí de casa.
Fui andando até a casa principal da rua. Ao chegar lá, ouvi uma grande gritaria. Bati na porta e um dos guardas atendeu.
– Philip! – Ele se virou e gritou. – Tem uma criança aqui!
– Deixe entrar. – A voz do Governador soou.
Entrei na casa e lá havia uma grande mesa, cheia de guardas envolta. Todos eram imensos e musculosos que me fizeram sentir uma rata no meio de gatos. O Governador apontou para uma cadeira e me sentei lá.
– Voltando ao assunto, eu quero atacar a prisão. – Philip falou por fim.
Todos ficaram quietos. Eu principalmente.
– Quem vem comigo?
– Philip, temos de tomar conta daqui, somos poucos. – Um dos guardas falou.
– Não podemos fazer isso diretamente, temos de planejar tudo. – Outro guarda disse.
– Que se danem os planejamentos, quero invadir agora e preciso de alguém. – Ele me olhou. – Você vem comigo, Mari?
Todos na mesa me encararam. Acho que pensavam que eu não tinha capacidade nem para segurar uma arma.
– Sério Philip? Uma criança? – Um dos guardas riu.
– Ela podia até ser chefa da segurança aqui. – O Governador falou e eu senti meu rosto queimar.
– Duvido.
Philip me jogou uma arma e apontou para um vaso em outro cômodo.
– Atire lá.
– Mas...
– Atire!
Concentrei meu olhar no vaso e suspirei fundo, puxando o gatilho. Acertei em cheio.
Todos os guardas olharam para o vaso despedaçado e me encararam. Todos pareciam surpresos.
– Eu não posso ir. – Coloquei a arma na mesa.
– Por quê? – Philip me questionou.
– Porque não quero matar ninguém. – Falei baixo.
O Governador bufou e ajeitou seu tapa-olho, e em seguida, se levantou da mesa, pegando um de seus rifles.
– Se ninguém for, eu vou sozinho.
– Mas... – Um dos guardas tentou impedir.
– Eu vou agora, e ninguém vai me impedir. – Ele falou levantando a arma.
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