Why Me?

16 Capítulo 16 - Top Of The World


Notas iniciais
Oi gente... Fiquei realmente decepcionada com a quantidade de comentários no capítulo passado, mas enfim, espero que gostem desse :)

Depois de um tempo, o Governador saiu da casa com o rifle. Eu não podia simplesmente impedi-lo, eu morreria. Saí da casa e notei que todos ainda permaneciam na mesa. Fui andando, trêmula, até minha casa. Cheguei lá e desabei no chão mesmo. Eu não queria pensar nas chances de Philip matar Carl, ou alguém de seu grupo. Não queria Carl morto, de jeito nenhum. Olhei para o chapéu no balcão. As meninas haviam ido embora, o que era bom, não queria que ninguém notasse que eu chorava. Eu nunca gostei das pessoas me encarando enquanto chorava. Aliás, nunca gostei de ser observada.

Me levantei do chão e fui até o balcão, pegando o chapéu. Olhei para o livro que estava no sofá, e lembrei de meu primeiro beijo. Se Carl morresse, uma parte de mim iria junto.

Fui até meu quarto e fiquei um pouco na sacada. Um pouco não, muito tempo.

Notei o Governador voltando, com a arma nas mãos, indo em direção da casa, até que um grupo de guardas apareceu em sua frente.

– Acertou o alvo? — Um dos guardas perguntou. Gelei tanto que não cheguei a ouvir a resposta do Governador.

Coloquei o chapéu em minha cabeça. Saí de casa correndo sem me importar com o que iriam fazer comigo se me vissem. Corri para a floresta e não vi Carl. Caí no chão já chorando sem parar. Eu não entendi o motivo, eu e ele não éramos nada além de amigos. Fiquei sentada sem notar quantas lágrimas caíam de meus olhos, mas eram suficientes para encharcar minha blusa. O chapéu devia ter caído de minha cabeça.

– Mari? — A voz conhecida soou atrás de mim.

Assim que me virei, notei que era Carl. Sem pensar, fui correndo em sua direção até o abraçar, descansando minha cabeça em seu peito. Ele deve ter estranhado, mas não olhei pra ele para ter certeza. Senti suas mãos pousarem sobre minhas costas e notei que eu o molhava com minhas lágrimas.

– Tá tudo bem? — Ele me perguntou com um tom aconchegante.

O soltei com calma e olhei seu rosto com algumas gotas de sangue na testa. Eu não sorri nem chorei mais, apenas o encarei e mordi o lábio.

– Achei que... Você... Morto... — E minhas lágrimas voltaram. Ele me acalmou me acolhendo em seus braços novamente. Como tanta lágrima podia sair de meus olhos?

– Calma, eu estou aqui. Estou vivo. Não se preocupe! — Ele me soltou e sorriu.

Eu o encarei e acho que sorri de canto. Limpei minhas lágrimas e ele me ajudou a sentar. Fiquei mais calma quando ouvi o barulho dos movimentos nas folhas secas do chão. Carl se sentou ao meu lado e sorriu.

– Por que você se preocupa tanto?

Mordi meus lábios novamente.

– Perdi tudo no apocalipse, e você é meu único amigo. Tudo que eu tenho. Eu não... — E, quando eu menos esperava, ele selou seus lábios aos meus, em uma combinação perfeita. Eu segurei seus ombros enquanto ele me puxou, mais próxima a ele, pela cintura. Nos separamos e eu o olhei com medo de que tivesse feito algo errado. Mas ele sorriu, me deixando confortável.

– Por que você fez isso? — A pergunta mais tola que já fiz.

– Achei que você precisasse.

– Um bom consolo. — Consegui sorrir um pouco novamente e notei que ele sorriu de volta e me abraçou de costas. Deitei minha cabeça em seu ombro e olhei para os respingos de sangue em sua testa. — Como arranjou isso?

Depois de um longo suspiro, ele ajeitou meu cabelo.

– Um sobrevivente levou um tiro na cabeça hoje.

– Ah Carl... Eu sabia que o Governador iria. Eu não tive tempo de avisar... Desculpe. — Agarrei nele novamente.

– Calma. Tá tudo bem! — Ele correspondeu o abraço.

Eu novamente estava agarrada a ele. Era tão bom poder sentir seu corpo ao meu, me mostrava que eu podia confiar nele. O que era bom.

– Mari, por que você não quer me perder?

– Eu já disse. Porque você é meu único amigo e...

– Não. O motivo real.

Eu sabia do que ele estava falando. Respirei fundo e o soltei. Olhei para cima, em seus olhos. Eu era um pouco menor que ele, mas não tanto para que precisasse ser carregada para beijá-lo. Apenas ficava nas pontas dos pés.

– Eu sei que você não vai corresponder... Já estou acostumada a não ser correspondida mesmo, mas, a verdade, é que eu te amo.

E eu falei. As palavras saíram de minha boca quase tão rápido que não pude notar. Ele se ajeitou na grama de um jeito incomodado.

– E por que eu não corresponderia?

– Porque... Eu tenho tantos defeitos...

– Pessoas são feitas de defeitos. Mari, — Ele segurou meus ombros. — Eu também te amo! Quero que você seja só minha para sempre nesse inferno. Eu não sei o que faria sem você.

– Mas eu sou de Woodbury...

– O mais importante é o amor. Não vamos deixar nossas casas interferirem. A floresta é nossa nova casa. O que acha?

– Casa? — Sorri.

– Sim. Onde podemos fazer tudo que quisermos sem as leis idiotas de não nos ver. Eu só quero te ter todo dia. Desde manhã até a noite. O que acha?

– Isso seria perfeito. — Sorri com vontade.

– Mas o que eu quero dizer é: você aceita ser minha namorada?

Eu podia jurar que senti uma lágrima percorrer meu rosto.

– Claro! — E o beijei tão apaixonadamente que era impossível de descrever.

Assim que nos separamos, ele me olhou de uma forma constrangedora.

– Só vamos concordar com algo.

– O que?

– Sem apelidos de casais.

– Tá bom, ursinho. — Falei rindo.

Ele me olhou torcendo a boca e eu lhe beijei mais uma vez. Era tão bom saber que Carl sentia o mesmo que eu sentia por ele. Agora, eu me sentia nas nuvens de um céu azul. Meu mundo estava colorido novamente.

Notas finais
Curtiram? Podem comentar? Eu me decepciono quando não recebo comentários :( Até o próximo :)