Why Me?

5 Capítulo 5 - Who?


Notas iniciais
Oioi, espero que gostem ♥

- Você aceita?

- Claro. – Falei um pouco amedrontada, o que mais eu responderia?

- Você só precisa ir até a Prisão e pegar alguns suprimentos de lá.

- Mas não é perigoso? Eles podem me matar.

- Acalme-se, só tente não encontrar com o filho do líder e estará tudo bem. Ele é o único que mata a sangue frio.

- Mas...

- Eu sei que você atira bem e sabe se defender. Você pode fazer de tudo.

Eu fiquei um pouco orgulhosa.

- Eu mandarei um guarda, precisamos que você vá agora.

Agora? É suicídio ir de dia. Todos sabem.

Eu não rejeitei, peguei uma mochila vazia e parti com um guarda. Assim que chegamos a uma floresta ele me largou. Ele me mandou seguir em linha reta que eu acharia um buraco na cerca. Fiz o que ele mandou e passei pelo buraco. E lá estava a prisão. Achei uma entrada estreita e fui por ela mesma. Assim que entrei, fui direto para um local que parecia uma cozinha.

- Então ela me mandou ajeitar os pratos. – Tinham duas mulheres conversando na cozinha. Me esgueirei no batente e rezei para não ser vista. Por sorte achei uma pedrinha no chão. Assim que as mulheres se viraram eu a joguei, atraindo-as para longe.

Consegui ir correndo para uma dispensa e achei alguns enlatados, pouquíssimos.

Mesmo assim não me importei, peguei o que tinha e fui colocando na bolsa. Minhas mãos estavam trêmulas de nervoso e eu estava muito amedrontada. Deixei um enlatado cair sem querer.

- Ei! O que você está fazendo aqui? – Era uma voz jovem, vinha de perto. Era certeza que falava comigo.

- Por favor, não me mate! – Murmurei me virando, assim que vi o rosto do garoto sabia que o conhecia. Sim, era o garoto que me avistou no riacho. Pelo jeito, ele pareceu não me reconhecer. Mas ele parecia mais familiar pra mim...

Ele não apontou a arma nem nada, ele retirou do bolso alguns enlatados e me entregou. Ele estava me ajudando? Eu nem o conhecia.

- Que estranho. – Ouvi as vozes daquelas mulheres. Essa não...

O garoto fez um sinal de silêncio para mim. Ele logo saiu da dispensa.

- Ei, você ouviu um barulho? – A mulher comentava.

- Fui eu, eu derrubei alguns enlatados no chão. – O garoto estava me protegendo. Mas, por quê?

- Nossa Carl, se quiser comida é só falar! – Então esse era Carl? O garoto que o Governador disse ser TÃO malvado? — Eu acho que ouvi meu pai chamar vocês! – O garoto, Carl falou para elas.

Logo, ouvi os passos se afastando e Carl entrou na dispensa.

- Já pode ir. – Ele me falou.

Eu fui correndo em disparada, até chegar à cerca por onde entrei. Saí com um pouco mais de dificuldade, pois a minha mochila quase não passava.

Fui correndo para a floresta e me perdi. Não sabia mais onde era o caminho de volta para Woodbury. Eu passei por vários caminhos, até que notei que estava anoitecendo. O que eu faria? Não podia pedir abrigo na prisão e nem dormir ali, no meio do nada.

Tentei vários caminhos, mas nenhum deu. Eu já estava começando a ficar sem esperanças, até que avistei o Governador.

- Marina, por que você não voltou?

- Eu não achei o caminho. E é Mari!

- Venha, vamos voltar. Conseguiu algo? – Eu abri minha mochila lhe mostrando tudo que eu consegui pegar.

O Governador se surpreendeu.

- Achei que você não fosse conseguir tanta coisa.

Infelizmente, eu também achei, até que o garoto, esqueci o nome dele, me deu os enlatados.

O Governador me guiou até a cidade. Chegamos lá a pé. Os carros não eram necessários de lá até a Prisão. Assim que entrei, o Governador quase foi atacado, havia um errante que passou despercebido. Sem pensar duas vezes, eu chutei o estômago da criatura e quando ela caiu, atirei uma faca bem em seu olho.

O Governador estava paralisado. Ele estava desarmado e eu havia salvado ele.

- Mari! Você... Como? – Ele estava chocado com minha determinação.

- Eu meio que sei lutar.

- Eu acho que você me surpreendeu de mais. Você está morando aonde mesmo?

Eu tentava me lembrar do local onde estava. Ah sim, um apartamento.

- No apartamento com a Abtry e a Carrie. – Eu me lembrava dos nomes.

- Venha comigo, irei te dar um presente.

Ele me guiou até um local meio fora da cidade, lá havia algumas casas, a maioria era grande, e tinha apenas uma que era a central, a maior. As casas ao lado eram bem grandes, uma família poderia viver nelas. O Governador virou e demos de cara com uma casa bonitinha, era branca e com umas janelas pequenas de madeira. Dava para sentar lá. Um telhado bonito sem cara de um apocalipse.

- Seu novo lar.

Assim que ele disse aquilo, quase desmaiei. Uma casa só para mim? Meu Deus. Assim que entrei, dei de cara com uma escada imensa e algumas portas de madeira. À minha esquerda tinha uma sala normal, sem TV. Principalmente porque não havia mais energia. Eu fui direto para o sofá e me sentei. Eu fiz uma expressão de alívio por finalmente me sentir confortável.

Logo eu olhei ao meu redor e percebi que o Governador ainda estava lá. Mas ele também apreciava o local.

- É uma beleza, não?

Eu sorri para ele e abri minha boca numa tentativa de falar algo. Não saía nada.

- Bem, vou te dar espaço... Adeus.

Ele fechou a porta da frente e eu finalmente me joguei por inteira no sofá. Era tão bom. Uma coisa boa. Em meu bolso ainda havia um pequeno enlatado. Fui até a cozinha para guarda-lo e vi mais um monte de enlatados e garrafas d’água. Saí do local e fui ver o que tinha acima. Ao subir as escadas, dei de cara com quatro portas e uma janela grande. Pela janela eu conseguia ver uma grande parte de Woodbury. Eu me virei e entrei na primeira porta onde se encontrava um banheiro. Na segunda porta havia um quarto de hóspedes simples, com apenas uma cama e uma cômoda. Na terceira porta havia um tipo de escritório, uma escrivaninha, uma estante com alguns livros, coisas bem legais. E na quarta porta se encontrava um quarto de casal, uma cama imensa, uma cômoda, uns quadros e dois criados mudos com abajur. Havia uma porta que dava direto para uma sacada.

Eu me deitei um pouco na minha nova cama. Toquei meu pescoço à procura do meu colar. Eu comecei a me desesperar, não o achava. Me levantei e fui até o banheiro, ele realmente não estava lá. Eu havia perdido meu colar. E eu já sabia onde.

Essa não... Como eu fui esquecê-lo na floresta? Justo meu colar favorito.

Eu peguei apenas meu casaco e fui até a casa central, a do Governador. Eu bati na porta e o encontrei descabelado com uma xícara na mão.

- Governador, eu perdi meu colar na floresta. Preciso busca-lo! – Falei ofegante.

- Olhe Márcia...

- É Mari. – Como ele conseguia errar um nome tão fácil?

- Nós não podemos voltar, é muito arriscado.

- Eu volto sozinha!

- Sinto muito. – Ele falou fechando a porta na minha cara.

Como assim? Eu tinha que pegar meu colar. De qualquer jeito. Eu saí do local e resolvi caminhar para formar um plano de fuga. As ruas estavam tranquilas, era tarde e hora de recolher. Se eu fosse pega por um guarda, seria expulsa, principalmente pelo fato de estar sozinha, sem família. Eu não queria voltar para minha nova casa.

Eu avistei um guarda andando em minha direção. Sem pensar duas vezes, saí correndo em disparada para trás de um predinho. Fiquei agachada até perder o equilíbrio e cair na cerca. Estranhei o fato de ter caído no chão. Não lembrava da cerca ser tão longe. Assim que abri os olhos, pude ver que havia um buraco na cerca, eu podia escapar. Finalmente.

Sem pensar duas vezes, saí correndo em disparada. A floresta ainda estava um pouco longe. Era noite, eu não conseguia enxergar nada. Eu só segui correndo torcendo para não dar de cara com um errante. Eu sabia que meu rubi brilharia com qualquer coisa. Mas eu segui correndo até chegar à floresta. Onde estava mais escuro ainda. Comecei a ouvir alguns barulhos de passos nas folhas secas do local, e esses não eram os meus.

Logo, tudo aconteceu muito rápido. Eu colidi com algo que não consegui distinguir. Eu caí de costas nas folhas secas. Assim que abri os olhos por completo, consegui ver quem era.

Notas finais
E aí? Quem será o alguém misterioso?
Mereço reviews?
Beijooks ;*
~Máh