Why Me?

13 Capítulo 13 - Girls just wanna have fun


Notas iniciais
Heey gente, desculpem a demora, mas eu fiquei esperando comentários...

Assim que me separei de Carl, o encarei por um tempo.

– Você sabe como calar uma boca, hein?

– Sou profissional. – Ele riu.

– Ok, expert. Mas eu tenho que ir. – Me levantei.

Ele olhou para mim, como se pedisse para que eu ficasse mais, mas eu pisquei com um olho e saí.

[...]

Cheguei em casa e fui até meu quarto. Me joguei na cama e peguei meu livro. O cheirei, mas sem saber o motivo. Era apenas uma mania minha. Me virei para o teto e a imagem de meu beijo voltou. Eu sorri naturalmente e voltei a pensar em Carl. Era oficial, eu gostava dele.

Fui até a varanda enquanto cantava uma música antiga que eu sempre cantava quando me sentia feliz. Me empoleirei lá e fiquei observando o movimento abaixo. O Governador estava andando e cumprimentando todos. Eu ainda segurava meu livro, e vi que um dos guardas chamou Philip. O homem ficou irritado e socou o rosto do guarda. Eu assustei e sem querer, deixei meu livro cair pela varanda.

Me esgueirei no batente e fiquei tensa. Nunca achei que o Governador pudesse bater em alguém em público. O medo me dominou.

Desci as escadas e fui até lá fora. Vi meu livro um pouco a frente de casa. Quando fui pegá-lo, Philip apareceu.

– Hum... Gosta de ler?

– Ahn, sim.

– Onde arranjou esse?

“Por que o socou?” quis perguntar.

– Eu... – Não podia falar que era presente de Carl. – Trouxe de casa antes de acontecer tudo isso.

– Ata. Bom, vou indo. – O que eu notei quando ele virou o rosto inteiro em minha direção, é que ele usava um tapa-olho. Achei melhor não comentar.

Assim que ele saiu, fui direto para casa, coloquei o livro no sofá e abri a geladeira. Peguei uma garrafa d’água e dei um pequeno gole. Esperei alguns segundos e enfim, saí pela porta dos fundos, em direção das grades. Assim que cheguei na floresta, me sentei e fiquei esperando por Carl.

Demorou um pouco, mas ele finalmente chegou, com uma expressão nada boa.

– Oi. – Sorri de leve.

Não tive resposta. Ele apenas se sentou um pouco longe de mim.

– Algum problema? – Me aproximei dele.

Ele se afastou novamente, o que me fez abaixar o olhar.

– Eu vou indo. – Me levantei.

Ele novamente, não respondeu, e eu saí do local, colocando o capuz sobre o rosto.

[...]

Cheguei em Woodbury e andei normalmente pela rua. Uma mecha de meu cabelo caía sobre meu rosto, e o resto dele, estava preso pelo capuz. Minhas mãos no bolso e o vento batia em meu rosto. Segui andando até que alguém me parou com uma mão no ombro.

– Ei, acho que isso é seu! – Era uma garota de cabelo rosa.

Me virei e ela segurava minha corrente.

– Sim. É meu. – Me aproximei e peguei a corrente.

– Sabe, acabei de te conhecer, mas eu notei que você não parece bem... Se quiser, eu sou uma boa ouvinte. – A garota sorriu.

Pensei que não seria tão mal ter companhia de uma amiga, já que meu único amigo estava bravo, mas não sabia por que. Me virei e inclinei a cabeça, como se fosse para ela me seguir.

– Venha. – Falei por fim e seguimos caminhando até a casa.

– Aliás, meu nome é Letícia, mas me chame de Letz.

Dei de ombros e segui andando.

[...]

Abri a porta de casa e a garota entrou timidamente.

– Fique à vontade. – Apontei para o sofá e ela se sentou.

Ela tinha a mesma expressão de quando Carl entrou aqui pela primeira vez: impressionada.

– Como que uma casa dessas sobreviveu?

– Vai saber. – Falei com um sorrisinho e joguei meu casaco no balcão.

Ela ficava encarando um lustre no alto do teto, o qual eu nunca havia reparado. Logo, seu olhar se voltou para mim. Ela tinha um brilho nos olhos, como se estivesse feliz por me conhecer.

– Qual seu nome.

– Mari.

– Há algo de errado, Mari? – Foi a única pessoa que conheci que conseguiu falar meu nome sem dificuldades.

Não pensei muito antes de começar a falar.

– Na verdade, tem um garoto...

– Hum... Adoro histórias com garotos. Continue!

– Então, ele era bem legal comigo... Até... Perdemos nosso BV juntos. E nos beijamos várias vezes depois. Teve uma vez que eu quase morri, mas ele me salvou. Fez até uma coisa que nunca imaginei que ele fosse fazer: rasgou um de seus gibis só para escrever um bilhete dizendo que eu estava mal. – Ri. – Mas, quando fui vê-lo hoje, ele não estava igual os outros dias. Estava diferente, triste, aborrecido, não sei.

– Ahn... Já viu se ele tem outra?

– Eu não ligo se ele tiver. Não gosto dele.

– Pelo brilho que aparece em seus olhos quando você fala dele, parece amor.

– Você nem me conhece.

– Mas eu adoraria conhecer. – Ela piscou com um olho e riu em seguida.

Reverei os olhos de um modo amigável. Ter uma amiga não seria tão mal assim.

– Como você conseguiu uma casa dessas? Quero bancar uma também.

– Ahn... Eu meio que sou uma das soldadas do Governador.

– Uau. Você deve atirar bem!

– Acho que sim.

Ela olhou pela janela e observou um pouco o céu. Eu me deitei no sofá e coloquei os pés para cima. Por que Carl havia me tratado daquele jeito? Será que eu gostava mesmo dele? Será que Letz estava certa? Ela parecia minha mãe.

– Foi bom te conhecer, Mari, mas eu tenho que ir. Já está tarde e eu tenho mais duas amigas comigo. – Ela sorriu e em seguida arregalou os olhos. – Ah meu Deus, Mari! Venha comigo, vou te apresentar a Charlie e a Annie.

– Quem?

– As duas garotas que moram comigo.

– Seria um prazer. – Sorri para ela. – Mas acho que preciso descansar um pouco.

– Ah... Venha, só um pouco de diversão. Te garanto que elas vão te adorar!

E eu parei para pensar um pouco. Talvez não seria tão ruim sair para me divertir um pouco.

Notas finais
Estou realmente decepcionada. Queria que todos comentassem... Pq tipo... Slá, é duro você arranjar um tempo para escrever e ter leitores fantasmas. Saibam que meu tempo tem sido raro, e nem era para eu postar, mas se não quiserem comentar, eu entendo, mas ficarei meio decepcionada por não saber a opinião de vocês, são elas que me fazem continuar a escrever. Bem, um beijo e vejo vocês logo :)