Why Just Them?
2 Vídeo Game
Notas iniciais
Essa foi a tentativa de um cap fofinho! ^^ kkk
Fiquem calmos meus lindos, o lemon breve virá. (na boa, breve mesmo).
Perdoem qualquer erro, nos vemos lá embaixo.
Boa leitura ♥
P.S. Desculpem ficar trocando de POV toda hora, nos próximos não farei isso com tanta frequência. :S
Mello’s POV
Near chegou a nossa casa e não falou com ninguém. Simplesmente foi até seu quarto e se trancou nele, provavelmente desfazendo as malas. Eu estava em meu quarto, olhando para o teto enquanto comia um pouco de chocolate.
Pensava no que iria fazer para tirar o tédio quando alguém abriu a porta. Matt entrou e se sentou na beirada de minha cama, me olhando com os olhos verdes por vários segundos.
– O que foi, palhaço? – Perguntei finalmente, já sem paciência com aquele ser me encarando tão descaradamente. Matt riu um pouco envergonhado e desviou o olhar.
– Você acha que devemos falar com ele? – Perguntou. Eu não respondi por vários segundos, fiquei encarando o rosto preocupado de Matt, seus cabelos vermelhos levemente bagunçados e aquele óculos estranho em sua cabeça. Eu entendia o que ele passava. Afinal, seu irmão estava voltando. Seu irmão mesmo, tipo, que saiu da mesma barriga que ele. E sua mãe havia morrido. Meu ruivinho devia estar realmente mal.
Me sentei na cama, me aproximando dele. Abracei Mail por trás, deslizando as mãos por sua barriga, sobre a blusa listrada que usava. Beijei a curva de seu pescoço e o apertei levemente. Matt estremeceu ao meu toque.
– Fique calmo e pare de pensar no Near, tudo bem? Depois falamos com o branquelo e ficará tudo bem. – Garanti com uma leve risada ao final. Matt virou o rosto em minha direção.
– Obrigado. – Murmurou. Retribui o sorriso que ele me dava.
– Por chamá-lo de branquelo? Posso fazer isso sempre que quiser. – Matt deu uma risada com meu comentário.
– Claro que não, idiota. Obrigado por colocar minha cabeça no lugar e impedir que eu enlouqueça o garoto. – Disse ele com o mesmo sorriso charmoso nos lábios róseos. – E não o chame de branquelo.
Eu o soltei do abraço com uma risada.
– Então posso chamá-lo de fantasma, ovelha, nuvem, branca de neve ou... – Um travesseiro voador atingiu o meu rosto.
– De nada disso, Madonna. – Zombou ele. Encarei-o com raiva. Esse ruivo está querendo morrer.
– Do que você me chamou? – Indaguei ameaçador dando um pulo da cama e ficando de frente para ele. Mail deu um passo para trás, encostando-se a parede.
– De nada. – Respondeu rápido demais. Um sorriso puxou o canto de meus lábios e eu fechei uma mão ao redor de seu pescoço.
– Não tem coragem de repetir? – Perguntei com um sorriso convencido. Matt morria de medo de mim.
– Repetir o quê? Eu não falei nada... – Garantiu. O larguei, me virando de costas. – Juro que não falei nada, Madonna.
Olhei novamente para ele, mas ao ver aquela expressão travessa em seu rosto, foi difícil evitar uma risada. Me joguei na cama e peguei a barra de chocolate que comia anteriormente.
– Dessa vez vou ser bonzinho com você. – Afirmei mordendo um pedaço generoso. – Só porque seu irmão está aí e não quero que ele veja o fracote que você é.
– Garotos, o jantar está pronto. Desçam logo que o Nate já está lá embaixo. – Pediu nossa mãe, colocando a cabeça para dentro do quarto, nos dando um leve susto.
– Tá legal, estamos descendo.
Eu e Matt trocamos um olhar receoso.
Near’s POV
Eu estava sentado em uma das cadeiras, enrolando uma das mechas de meu cabelo lentamente enquanto meu pai colocava a comida no centro da mesa, para que depois nos servíssemos. Eu ainda não havia falado direito com ninguém. Eram todos estranhos para mim e eu me sentia um intruso naquele lugar.
Vi Susan, a esposa de meu pai, entrar na sala de jantar, seguida por Matt e meu meio irmão. A loira me mandou um sorriso caloroso e eu simplesmente encarei seus olhos da cor do oceano, tentando definir sua personalidade.
Matt e Mello se sentaram lado a lado, Susan se sentou em uma das extremidades e Matthew, meu pai, sentou-se na outra. Havia um lugar vago ao meu lado.
– Como foi a viagem, Near? – O loiro que se chamava Mihael perguntou enquanto comíamos a macarronada. Dei de ombros.
– Eu dormi na maior parte do tempo. – Afirmei. Meu pai soltou o ar com força, provavelmente pensando em um assunto que me animasse.
– Está gostando da Inglaterra? Afinal é o seu país natal, por mais que você sempre tenha morado no Japão. – Disse ele.
A conversa do jantar se resumiu em especulações de como a Inglaterra era agradável. Vez ou outra me perguntavam algo sobre o Japão, mas não acho que estivessem realmente interessados. Logo o jantar havia acabado e meu pai e minha madrasta (se é que posso chamá-la assim), saíram da mesa, deixando-me com meus irmãos.
Mello (como Mihael pediu que eu o chamasse) estava com um olhar entediado no rosto, enquanto passava a pequena colher no recipiente em que antes estava a sobremesa. E Matt estava estático, olhando para o nada.
– Hey, Near, você gosta de vídeo games? – Mello perguntou finalmente. Eu gostava do modo com que ele falava, parecendo um adolescente revoltado. Suas roupas justas e de couro negro completavam essa impressão.
– Sim. – Respondi simplesmente. Droga, eu estava parecendo um retardado. Simplesmente não tinha a capacidade de conversar direito, ficava soltando essas monossílabas idiotas. Isso me irritava, porque, por algum motivo, eu queria que aquelas pessoas gostassem de mim.
– Então podemos jogar. Matt é completamente viciado e seu quarto está abarrotado dessas coisas. – Afirmou ele com um leve sorriso.
– Boa ideia, Mello. – Concordou o ruivo, parecendo nervoso para parecer simpático. – Vamos lá.
POV’s Matt
Estávamos fazendo uma espécie de competição para saber quem conseguia ir mais rápido nos jogos de corrida. É claro que eu venci logo de cara e Near surpreendentemente ficou em segundo lugar. Agora ele e Mello jogavam juntos e eu os observava.
Eles estavam se dando realmente muito bem, Mello até conseguiu com que Near se soltasse! Os dois estavam rindo e xingando um ao outro. Mello jogava de uma forma ridícula, ficava mexendo o joystick pra cima e pra baixo, de um lado para o outro. Como se isso fosse ajudar em algo.
Podem me chamar de idiota, mas isso estava me dando nos nervos. Puxei um cigarro de trás de minha orelha e peguei meu isqueiro em meu bolso. Fui até a janela para que Mello não me estrangulasse por causa da fumaça e fiquei assistindo a fumaça subir ao céu noturno. Eu sentia um aperto no coração com a cena atrás de mim, pois ela me lembrava outra...
Flashback On
– Já que você me fez comer aquele quilo de chocolate, agora vai jogar comigo. – Protestei ainda me sentindo mal por ter comido tudo aquilo de doce. Mas também, Mello era muito injusto! Propôs uma competição para ver quem aguentava mais, escondendo o fato de que era viciado naquela porcaria! Agora eu faria o mesmo com ele.
– Quer perder de novo, ruivinho? – Perguntou ele, mesmo com seis anos, tinha aquele sorriso sacana nos lábios.
– Eu não vou perder, pode apostar. – Afirmei com uma risadinha. Mello me olhou desconfiado, mas logo aceitou.
Nos sentamos no chão de meu quarto, em frente à TV, cada um com um joystick em mãos. Eu dei uma pequena risada.
Mello estava quase se matando para me vencer, levando o joystick para lá e para cá desesperadamente. Ao final eu apenas dei uma risada.
GAME OVER! – Foi a mensagem que apareceu para Mello pela terceira vez seguida. Ela me olhou embasbacado.
– Você é viciado nisso, não é? – Perguntou ele parecendo irritado, largando o joystick no chão. Simplesmente dei uma risada.
– Claro que não! Foi simplesmente sorte. – Menti. – Eu falei que você ia perder, Barbie! – Gritei enquanto ria. Ele me olhou irado.
– Do que você me chamou, Matt?
– Eu chamei de Barbie. Por quê? A princesinha não gosta?
Dois segundos. Foi o tempo necessário para que o loiro estivesse sentado sobre minha barriga, com o rosto perto do meu, me prendendo no chão.
– Peça desculpas. – Ordenou.
– Não. – Neguei, impressionado com o modo com que seus olhos azuis pareciam brilhar. Ele estava realmente furioso, mas isso só o deixava mais bonito.
– Tem certeza que não vai pedir? Vou te dar três segundos, ou você terá que sofrer as consequências. – Ameaçou. Eu estava sem fala, hipnotizado por seus lábios. – Um... Dois...
– Me desculpe! – Eu pedi rápido demais, levantando a cabeça e selando meus lábios aos dele. Mello pareceu extremamente surpreso, mas manteve os lábios ali. Logo senti sua língua se pressionar contra meus lábios e eu os abri levemente sentindo-a adentrar. Mas acabamos nos atrapalhando e Mello mordeu meus lábios, nos separamos, rindo. Olhei para o loiro com a mão sobre a boca machucada.
– Você nunca havia beijado alguém antes, né? – Indaguei com um sorriso nos lábios. Ele negou com a cabeça.
– Você já?
Também fiz que não. Ele riu.
– Me desculpa por te machucar. Está doendo?
Neguei com a cabeça novamente, hipnotizado por aquela face. Eu não sabia, mas depois daquele simples incidente, estaria para sempre viciado naquilo...
Mais do que nos vídeo games.
Flashback Off
Me virei para aqueles dois novamente, Mello estava praguejando, porque havia perdido pro albino. Meu coração apertou ainda mais. Quer saber? Eu não iria deixar que eles ficassem tão próximos assim. Near era meu irmão e eu também deveria ser amigo dele. Se Mello estava fazendo isso era por mim, droga.
– Quem ganhou? – Perguntei, indo até eles e me sentando no chão. Era só ver a expressão de Mello que já se sabia a resposta.
– Eu ganhei. – Disse Near. Eu sorri.
– Talvez eu tenha um rival a minha altura! – Exclamei mandando um olhar zombeteiro ao loiro. Ele se afastou e eu e meu irmão começamos a jogar.
Notas finais
Fiquei com medo do primeiro beijo deles ter ficado idiota... :s kkk
Aceito qualquer sugestão e qualquer dica. *---*
Até o próximo meus danoninhos! *3*
Kissus ♥
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