Jennifer estava em um restaurante com Brian, seu namorado. Já era noite; cerca de 21h. O nome do restaurante era Divina Refeição, e era um dos restaurantes mais bem avaliados da cidade. Ficava localizado no bairro com o metro quadrado mais caro. Jennifer se sentia desconfortável ali; não era uma garota rica, ou bonita, nem nada que se encaixava com o publico alvo daquele restaurante. Os cabelos daquela mulher eram castanho claro, naturalmente ondulados. Usava aparelhos fixos, no momento com uma cor rosa. Seus olhos eram de um tom castanho comum, e seu rosto não chamava a atenção. Sua pele era moreno-claro.

Seus olhos estavam fixos no rosto de Brian. A pele dele era bem clara, o que contrastava com seu cabelo, que era extremamente negro, e estava em um corte arrepiado. Seus olhos azuis era o que mais chamava a atenção em seu rosto que, afora isso, era extremamente banal; assim como o de Jennifer. Não usava barba. Sim, ela olhava para o rosto de seu amado, mas sua cabeça fervilhava de pensamentos. “Por que ele resolveu me trazer aqui esta noite? Brian nunca foi de fazer extravagâncias”. Naquele 1 ano de namoro, os dois nunca tinham viajado juntos. Jantares, só em restaurantes comuns, dos bairros classe média em que viviam. Seus programas favoritos eram, na verdade, ver filmes. Seja no cinema, seja em casa, os dois gostavam de ver filmes. Quando eles ficavam em casa, Brian fazia algum prato exótico para eles comerem enquanto assistiam ao filme, escolhido por Jennifer. No cinema, eles costumavam relembrar de seu primeiro encontro, que fora exatamente dentro de uma sala de cinema.

Naquele dia, os dois tinham ido sozinhos ao cinema, e sentado um ao lado do outro. Brian se sentira atraído por Jennifer logo de cara, e começou a comentar o filme com ela. Após o filme, os dois foram fazer um lanche, e trocaram contatos.

Desde então, ela tivera o melhor ano de sua vida; Brian era um namorado engraçado. Animado, gostava de sair sempre que possível. Não era muito romântico, e as vezes chegava a ser desleixado, mas beijava bem e era bom de cama, o que de certa forma, compensava. Claro que as vezes eles brigavam; por ciúmes de Jennifer, ou por piadas indelicadas de Brian. Tinham se reconciliado da última briga havia uma semana, por uma crise de ciúmes que Jennifer tivera de uma amiga de Brian, chamada Sharliê. Brian dizia que ela era amiga dele, mas Jennifer sabia que isso não era tudo o que ela desejava. Percebia pelo olhar dela quando via seu homem, pela forma com que ela abraçava ele ou por como ela andava. Sharliê desejava Brian, e Jennifer não podia simplesmente deixar isso passar batido. Foi conversar com Brian, e o resultado foi esse: uma briga. Ficaram duas semanas sem se falar, até que Jennifer deu o braço a torcer e ligou pra Brian.

Aquele era o segundo encontro depois da briga, naquele restaurante. “O que ele quer provar?” ela se perguntava, cautelosa.

Chegou o jantar. Alguma comida pequena e chique, que o garçom falou o nome, mas Jennifer não conseguiu entender. “Como raios se come isso?” disse ela. Imaginava que ao comer comidas chiques, deveria combinar os elementos certos no talher, e ainda deveria usar o talher certo. Aquele prato tinha muitos elementos, e alguns deles não parecia que era simplesmente jogar na boca.

A comida vem com aulas? Perguntou Brian em tom divertido, ao perceber a cara de dúvida de sua amada.

O garçom encarou o casal, como quem se perguntava se eles teriam dinheiro pra pagar a conta. Por fim, deu uma explicação rápida e rude, que deixou Jennifer ainda mais confusa. Quando o garçom se afastou, Brian pegou os talheres e começou a comer com naturalidade.

Me ensina? Jennifer pediu.

Relaxa respondeu Brian, com uma risada. Nós nunca mais vamos voltar nesse restaurante, nunca mais veremos essas pessoas de novo. Ninguém vai notar se fizermos algo errado E continuou comendo.

Deu mais uma olhada rápida na mesa, e decidiu que Brian tinha razão. Certamente comer chamaria menos a atenção que não comer, por isso comeu do jeito que parecia certo.

Isso, amor disse Brian. Não precisa se preocupar tanto. Olha todos esses riquinhos. Por que eles iam se preocupar com um casal favelado como nós? Aquela fala ofenderia Jennifer, se não viesse de quem veio. Jennifer estava com sua melhor roupa, e ela sabia que Brian também estava, mas perto de quem frequentava aquele local, realmente pareciam dois favelados. Eu achei que seria uma boa ideia vir aqui ele disse após a primeira garfada, rindo da própria desgraça.

E porque você quis vir aqui? ela perguntou. Algum motivo especial?

Brian fingiu não ouvir a pergunta, e continuou apreciando o seu prato.

Olha, se você quer provar alguma coisa, provar que me ama, não precisa, eu acredito que você nunca ficaria com a vadiazinha da Sharliê...

Ah, então agora você acredita!

Brian, me desculpe!

Tudo bem, Jennifer. Eu estou só brincando. Na verdade, foi bom esse tempo que a gente ficou sem se falar.

Como assim, foi bom?

Eu percebi como eu sinto sua falta. E decidi que eu não posso te perder. Nunca. Eu quero fazer você acreditar que eu nunca te trairia, e eu quero acreditar que você será minha para sempre.

Você está muito inspirado hoje, seu fofo!

Obrigado! Cara, dá pra acreditar?

No que?

Nessas pessoas. Em como elas são egocêntricas. Se caísse uma torta gigante de frango na mesa ao lado, elas só pensariam em como tem sorte de não terem sido atingidas.

Uma torta gigante? Jennifer riu. Sério isso?

É Brian riu também. Foi a primeira coisa que me veio a cabeça. Acho que uma torta não seria tão pior que a comida desse lugar.

Você acha? Eu achei esse prato até bem gostoso…

Que bom que você gostou! Brian disse. Eu não tive essa sorte toda. Isso que a gente ganha por ser clichê.

Como assim?

Jennifer estava se divertindo muito. A comida estava gostosa, e Brian estava especialmente divertido aquela noite. Estava bem próximo de uma noite perfeita, não fosse, talvez, pelo garçom mal educado, ou todo aquele pessoal esnobe.

Ah, você sabe, geralmente nos filmes, essas coisas especiais acontecem em lugares especiais e... ah, não tem como eu te explicar. Vou ter que fazer.

Fazer o que?

De repente, Brian estava ajoelhado diante de Jennifer. Tudo pareceu ficar em câmera lenta. Ela observou, atenta, enquanto aquele homem tirava de dentro de um bolso uma pequena caixa, azul, muito bem-feita. Ela sentiu seu coração disparar.

Jennifer... ele disse, enquanto abria a caixa. Jennifer arregalou os olhos, espiando os dois anéis prateados ali dentro. …você quer… ela ainda não tinha entendido o que acontecia. Ou tinha entendido, mas não queria aceitar a realidade. …se casar… Jennifer já podia sentir todo seu corpo tremendo com a emoção. Era definitivamente aquilo que ela imaginava; eram anéis de noivado, e a percepção viera milésimos antes da reação. …comigo?

Os anéis eram lindos. Eram grossos, com uma linha de brilhantes no centro dele, por toda a circunferência. Jennifer sentiu seus olhos se encherem de lágrimas “Você não pode chorar, sua idiota. Você gastou muito tempo com essa maquiagem!” ela pensou, mas era praticamente inevitável.

Ela sentia o impulso de gritar para todo o restaurante que sim. Ela queria se casar com Brian. Não era algo que ela tivesse pensado, mas ela não tinha dúvidas de que amava aquele homem. Mas, resistiu. Um casamento era algo complexo, não pode simplesmente se dizer que sim. Ela queria casar pra vida toda, e não ter tantos maridos que se esqueceria dos nomes deles.

Querido, isso é lindo! Eu… eu não sei o que dizer. ela falou.

Pois então diga que aceita ele respondeu. E rápido, antes que meus joelhos comecem a doer.

Casar com 27 anos? Talvez ela estivesse um pouco nova para isso. E será mesmo que Brian era o homem certo? “Você só vai noivar” um lado dela gritava. “Sim, mas você conhece Brian, ele não vai demorar para marcar o casamento” outro lado apontava.

Decidida com sua resposta, Jennifer tentou então se levantar. Não conseguiu, porém, com as pernas bambas. Sentia lágrimas escorrendo por seu rosto, mas aquilo não importava. Ela iria pra casa agora.

Olha, a noite está perfeita, você é perfeito, eu te amo, mas… eu preciso de um tempo para pensar, OK?

Ver a felicidade no rosto de Brian se desmanchando foi arrasador. Ele se sentou de volta na cadeira, murcho, e guardou o porta-aneis.

Tudo bem…

Os dois não conseguiram se olhar, não conseguiram se falar. O clima estava horrível ali. Durou dois minutos, dois minutos de silêncio, que nem mesmo as piadinhas de Brian interromperam. Jennifer não conseguiu aguentar aquilo. Se levantou.

Me desculpe!

E saiu do restaurante.

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Jennifer não sabia bem como tinha chegado em casa. Pagou o taxista, que ela não lembrava de ter parado. Sua maquiagem estava arruinada, primeiro por lágrimas de emoção, e depois de tristeza.

Oi Jennifer... disse sua mãe, mas ela não ouviu.

Foi direto para o seu quarto, e se deitou. Dormiu enquanto pensava naquele pedido.

Sonhou com a expressão de decepção de Brian.

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Acordou no dia seguinte, torcendo para ainda ser domingo, para ela ter que se preocupar com o encontro com Brian. Tudo podia não ter passado de um sonho. Mas tinha sido real. Pegou seu celular, que tocava o despertador. Ao desligar a música, notou uma notificação. Um torpedo de Brian.

“Boa noite, gatinha :-)”

Quando chegou ao espelho, assustou-se com a maquiagem borrada. Percebeu que nem mesmo tirara aquele vestido. “Como consegui dormir com isso?” ela se perguntou. Arrancou aquela roupa, e foi tomar seu banho. Ainda teria um dia de trabalho cheio, como vendedora numa loja de departamentos. “Mas que merda” pensou, durante seu banho. “Tenho mesmo que ir trabalhar hoje?” se perguntou, mas era óbvio que tinha. “Brian, seu idiota, você tinha que me pedir em casamento?”. Ela não conseguia tirar o pedido da cabeça, e como poderia? Um pedido de casamento não é algo simples de esquecer.

Sentou-se a mesa, para tomar café da manhã, já pronta para ir trabalhar. Sua mãe, a Christine, também estava pronta para ir para seu serviço.

Bom dia, mãe! Jennifer disse, com a cabeça distante.

Bom dia, Jennifer! O que aconteceu ontem?

Ontem? Como assim?

Você acha que eu não vi você chegar de taxi e entrar com aquela cara ruim? Por que Brian não te trouxe em casa? Vocês brigaram de novo?

Não. Antes tivéssemos brigado. Ele me pediu em casamento.

Meus parabéns! E o que você disse?

Mãe, vamos comer…

Não me diga que você negou.

Eu disse que precisava pensar.

Jennifer! Não acredito nisso! Você não ama esse cara?

Amo, mas… não é simples assim, mãe. Casamento é coisa séria. Eu não quero me divorciar mais tarde e ficar arrependida.

Se você ama ele, não vai se arrepender. Vocês já estão juntos há bastante tempo. Se gostam. No seu lugar, eu teria aceitado, na hora. Mas você fica sempre com esse pé atrás, não é? Tudo bem, pense bem, filha. Mas não demore para responder o rapaz. Ele vai acabar desistindo.

As duas comeram seus cafés caladas, por um tempo. Jennifer só conseguia pensar no pedido. Queria decidir logo o que fazer, mas não era simples. Tentou pensar em tudo que podia dar errado. Mas, involuntariamente, pensava em tudo que poderia dar certo. Aquilo era muito confuso.

Vamos? perguntou Christine.

Jennifer não tinha nem mesmo percebido que já tinha acabado seu café. Já estava em cima da hora. Foi com sua mãe para a garagem, e elas entraram no carro de Jennifer.

O taxi ontem ficou muito caro? Perguntou Christine.

Não sei, não me lembro.

Já te falei, você tem que ir com seu carro quando sair com esse rapaz, uma coisa é me dar carona até o serviço, outra coisa é sair com os outros de carona…

Jennifer parou de ouvir Christine. Começou a pensar em Brian gordo, esparramado num sofá, enquanto ela arrumava a casa. Não parecia algo que Brian faria. Talvez ele fosse o marido perfeito, que a escutasse quando ela chegasse em casa, sobre todo seu dia. Mas ai ele iria ser ainda menos romântico do que já era, e o romantismo faria falta. Que tipo de marido Brian seria então?

Ela queria pedir pra sua mãe um conselho, para saber que tipo de marido cada homem é. Mas seria em vão; Christine nunca tinha se casado. Tinha se apaixonado por um homem, homem este que fora o pai de Jennifer; homem esse que as abandonara quando Jennifer ainda estava na barriga da mãe; e homem esse que Christine nunca conseguira esquecer. Talvez fosse por isso que a mãe a aconselhara casar.

Por fim, chegou ao local de trabalho da mãe. Despediu-se dela, e foi para o seu trabalho.

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A moça que trabalhava no caixa ao lado se chamava Sabrina. Sabrina era muito amiga de Jennifer, e a ajudara a escolher um vestido para ir no restaurante na noite anterior.

E ai Jennifer, como foi ontem? Sabrina perguntou, logo de cara.

Jennifer não ouviu a pergunta. Estava ocupada, pensando em Brian. Estava se lembrando do dia em que ele a apresentou para a família dele. Brian tinha dois irmãos mais velhos e uma irmã mais nova. Família grande, que Jennifer nunca tivera; e que Brian também nunca quisera apresentar para Jennifer. "Eles moram longe", ele sempre dizia. "Em outro estado."

Jennifer? Sabrina chamou, e cutucou a amiga.

Bom dia Sabrina! A loja tava vazia hoje, não tá?

Nossa, você estava tipo, completamente fora de órbita, não estava amiga?

Sabrina tinha a pele moreno-escuro, com cabelos lisos e negros. Era uma mulher bonita, mais alta que Jennifer, e com seios que chamavam a atenção. Tinha um jeito de falar com muitas gírias, que geralmente espantava os homens mais intelectuais; não que isso a incomodasse, Sabrina gostava dos cafajestes.

É… eu to um pouco pensativa hoje.

Me conta, o que aconteceu ontem?

Nós fomos lá no Divina Refeição. A comida estava deliciosa, mas acho que não comemos daquele jeito chique. Todo mundo olhou com cara feia

Nossa, que foda amiga! E por que ele te levou num lugar tão chique?

Ele… ele me pediu em casamento.

Te pediu em casamento! Caralho! E você caiu fora, né? Deus me livre de casar, ficar preso a um homem só, to fora!

Eu disse que precisava de pensar.

E agora vai recusar né?

Eu ainda to decidindo se ele vai ser um bom marido.

Os clientes começaram a chegar, e por isso as duas tiveram que parar de conversar. Jennifer fez o que pode para atendê-los bem, mas sua mente divagava. Seus atendimentos estavam lentos, de tanto que ela conferia o troco, sempre querendo ter certeza de que estava entregando certo. Mas mesmo que se esforçasse, perdia a conta.

“E quando estivermos velhos?” ela se perguntava. Brian provavelmente seria uma excelente companhia para quando fossem senhores. Sempre bem-humorado, ele não parecia ser o tipo de pessoa que se torna um velho rabugento. “E se tivermos filhos?” isso já parecia um problema. Brian era desleixado demais, e isso podia afetar a educação do garoto.

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Jennifer pensou no casamento por todo seu dia de trabalho, a ponto de sua supervisora ter de chamar sua atenção por estar dispersa.

Mas ao fim do dia, Jennifer conseguiu tomar sua decisão.

Mandou um torpedo para Brian, avisando que passaria em sua casa, e ligou para sua mãe.

“Alô, Jennifer?”

“Mãe, você pode voltar pra casa sozinha hoje? Vou passar na casa do Brian, preciso de dar a resposta a ele”

“Claro minha filha, já sabe o que vai falar?”

“Já sei sim”

“Certo, boa sorte então, tchau!”

“Beijos mãe, tchau”

Jennifer saiu do serviço, e enquanto dirigia, foi planejando como seria dar a noticia a Brian. Se envolveu nos pensamentos, e não percebeu quando virou em uma rua errada.

Continuou dirigindo, virando a segunda a esquerda ou a terceira a direita; estava no automático.

O carro preto dobrou uma esquina daquele bairro pobre. O homem, armado, se aproximou do carro enquanto este parava para dar ré, e sair daquela rua sem saída, e quebrou o vidro com uma coronhada. A mulher pareceu voltar a si, depois de uma longa viagem.

Sai dessa porra de carro agora! O homem armado gritou.

O quê? Onde eu estou?

Você tá no meu território. Sai desse carro agora! Passa, anda logo!

A mulher analisou a situação em que estava. Ela não podia simplesmente entregar o carro, devia haver um jeito. O homem percebeu como a mulher estava olhando de um lado para o outro.

Você não me ouviu não? Sai dessa merda de carro agora!

Ela percebeu então que aquele homem armado estava na frente da porta. Tudo que ela tinha que fazer era abrir a porta com força, e estava livre.

O homem percebeu a determinação no rosto da mulher. Alguma coisa estava errada. Ele sentiu uma descarga de adrenalina em seu corpo, que enrijeceu. A mulher jogou todo o seu peso na porta de uma só vez, abrindo-na com uma força extrema; era sua última esperança. A porta bateu no homem, que caiu sentado no chão.

Ela saiu do carro, para averiguar o estado do homem. Tinha certeza que tinha conseguido desmaiá-lo. Mas, ao sair, percebeu que ele estava acordado. Ele quase não conseguiu acreditar que a mulher tinha saído do carro. Encarou-a, espantado. Ela era corajosa.

Ela percebeu que ele estava acordado, consciente. E ela estava na frente de sua arma. Só conseguiu fazer uma coisa: gritar e correr.

Numa atitude desesperada e amedrontada, o homem mirou naquela mulher. Sem pensar, atirou. Uma, duas, três vezes. Ele sentiu o coice da arma por seu braço. Era uma sensação boa, uma sensação de poder. Ela sentiu as balas perfurando seu corpo. Era uma sensação horrível.

A mulher caiu morta no chão.

Brian nunca teria sua resposta; Christine não teria mais sua carona. Sharliê estava com o caminho livre agora, e Sabrina já não tem mais com quem fofocar. Jennifer estava morta.