Who going to know?

11 Capítulo 10 Part. 2


Notas iniciais
Oieee, para vocês a continuação do capitulo anterior, dei boas risadas escrevendo, obrigada aos que leram ate aqui, não sei se vou continuar a fic ou o final já é aqui, eu vou começar a trabalhar em outra historias, mas se nao for o final, daqui uma ou duas semanas eu escrevo mais um capítulo continuando essa historia. Sem mais enrolação, vamos a continuação. S2 XOXO.

Entramos no carro e a Katherine deu a partida e saímos acelerados em direção ao aeroporto. No caminho fomos tentando entender toda a situação.

–Eu não estou entendendo absolutamente nada do que esta acontecendo, e sinto que você pode explicar. – Disse a Katherine sem tirar os olhos da avenida.

–Bom vou tentar resumir. Eu morei um tempo em Rosewood, eu e a Jen tivemos um relacionamento, mas terminamos, depois de um tempo, eu vim morar em San Diego para estudar aqui em Stanford, e então nós não nos falamos mais. – Eu tentei explicar.

–Ah claro, agora eu sei porque ela voltou para casa correndo e disse que havia te avisado sendo que não tinha. – Disse ela em tom de deboche.

–O que mais tem para contar? – Mas eu já sabia que havia mais coisa.

–Bom quando eu sai ela havia marcado de almoçar comigo e com a minha família, mas quando eu voltei ela já estava louca para ir embora, dizendo que uma tia dela estava a esperando, incrível não. – Acho que ela já sabia o que tinha acontecido.

–Nos ficamos um dia todo juntos conversando, e eu me lembrei de momentos bons que nos tivemos juntos, e me lembrei que eu não consigo deixar de amá-la, e eu disse isso, quando já estávamos voltando para o campus, e digamos que ela não recebeu muito bem a noticia. – Eu disse um pouco decepcionado.

–Ah o amor, cheio de buracos no caminho não. – Ela deu uma risada. Fomos calados o resto do caminho, uma vez ou outra eu me assustava tamanha a a velocidade que a Katherine estava dirigindo,, parecia que ela ia atropelar as pessoas e bater nos outros carros.

{Janet}

Eu não me lembrava bem o caminho do campus ate o aeroporto, mas também só havia o feito uma vez, então eu não conseguia saber se já estávamos chegando ou não. O taxista ligou o radio e sintonizou em uma estação que estava tocando “Love me like you do” da Ellie Goulding, o que só ajudava na minha tortura psicológica relacionada ao Holden, eu só queria ir o mais rápido possível para casa.

–Senhor. – Eu chamei o taxista, que pareceu não m escutar. – Senhor ... o senhor poderia por favor abaixar o volume do radio. – Ela ainda não havia m escutado, eu estava prestes a chamá-lo de surdo. – SENHOR, ABAIXE POR FAVOR O VOLUME DO RADIO! – Dessa vez eu gritei.

–Ah, claro me desculpe. – Finalmente ele me escutou.

–O senhor não poderia ir mais rápido. Eu estou com um pouco de pressa. – Eu estava me sentindo uma fugitiva, mas eu estava teoricamente fugindo.

–Não, nos já chegamos. – Olhei para o lado e lá estava o aeroporto. Eu abri correndo a porta do taxi e quase me joguei no chão tentando fugir da musica e dos meus pensamentos.

–Moça, você esta bem? – O taxista pareceu perceber o meu desespero.

–To sim, eu to ótima. – Tentei respirar um pouco. Peguei minha mala e entrei no aeroporto.

Entrei na fila para ver se tinha algum vôo e se era possível eu fazer a troca da minha passagem. Felizmente na minha frente só tinha uma pessoa.

–Bom dia! Como posso lhe ajudar? – Era a atendente, que vestiu uma roupa igual a de aeromoça.

–Eu tenho um vôo para Rosewood, só que é somente as quatro da tarde, e eu preciso muito saber se tem algum antes, e se é possível eu trocar a minha passagem.

–Claro eu vou conferir aqui. – Eu estava chegando em um estado de impaciência e ansiedade, eu precisava muito embarcar em um avião, e se não tivesse nenhum vôo para Rosewood, eu embarcaria para qualquer outro lugar daqui no máximo nove minutos.

Eu não estava assim só por conta do Holden, mas isso me fez pensar que mesmo que eu disse se que já havia deixado o passado, no passado, mais isso não aconteceu realmente, eu ainda me sentia presa aos meus erros, presa a minha culpa, a -A, eu não queria mais viver meu presente carregando um passado ruim, memórias ruins, eu não iria esquecer, mas eu poderia tentar construir um futuro longe disso.

–Eu sinto muito senhora, o nosso único voo para Rosewood é as quatro da tarde, o outro horário é somente as sete da noite. A senhora ainda quer trocar a passagem? – Droga, bom plano B.

–É sim, mas para outro lugar. – Eu disse com um pouco de dúvida.

–Bom não sei se isso será possível.

–Bom eu acho que se eu trocar a minha passagem para outra passagem do mesmo valor não tem problema. E se o valor se exceder eu completo em dinheiro agora.

–A senhora quer que eu localize algum vôo para alguma cidade próximo a Rosewood?

–Sim claro, seria ótimo. – Eu não me incomodaria de ter que ir de ônibus ate Rosewood, contanto que eu chegasse em casa, já estaria bom.

–Eu tenho um vôo, para a Philadelphia. Daqui a trinta minutos.

–Perfeito. Pode ser esse.

–Claro, me empresta sua passagem um segundo. – Depois de algum tempo ela falou de novo. – Okay os valores são o mesmo, então é só fazer a troca. – Mas nesse instante eu escutei alguém gritar o meu nome.

–Janet, espera. – Me virei para ver quem era, então vi o Holden correndo em minha direção.

–Eu não to acreditando nisso! – Disse isso com um tom de voz um tanto interessante, sabe aquele momento em que você esta tentando esconder algo e alguém que não podia, descobre, e você fala algo com aquele tom de voz surpresa e nervosa, foi exatamente isso.

–Uou eu juro que esperava outra reação. Algo mais “Holden o meu Deus o que você esta fazendo aqui? Tudo isso por mim”. – Ele afinou a voz para dizer isso, e mesmo lutando não resisti e dei uma risada, mas me recuperei depois.

–A minha voz não é tão fina assim. – Mas que droga estava acontecendo ali.

–Ta mas esse não é o ponto. Jen você não pode ir.

–Ta mas Holden eu ia ter que ir embora de todo jeito. Eu não ia ficar aqui para sempre. – Minha cabeça já estava doendo.

–Não Jen, eu preciso que você entenda, foi tudo tão confusa eu não queria te assustar.

–Você não assustou. Eu só não acho que sou a pessoa certa para você. – Eu já havia dito isso porque ele não entendia.

–Você é, acredite.

–Holden eu já te disse. Por que você não entende, que eu quero você com alguém melhor.

–Por que nem mesmo você entende isso. – É, ele tinha razão eu realmente não estava entendendo mais nada. – Jen a gente pode começar de novo, fazer como se nós ainda não nos conhecêssemos, esquecer o passado.

–Por que você sempre faz isso. Sempre me convence de que você esta certo. – Eu acho que não estava mais agindo conscientemente.

–Nós podemos fazer como. – Ele parou de falar foi ate uma mesa meio longe, pegou um jornal e saiu andando olhando para o jornal, ele caminhava em minha direção agora. Eu realmente estava confusa.

–Por que ele esta andando lendo um jornal? Mas que. – Falei para mim mesmo, afinal não tinha ninguém escutando, de repente ele esbarrou em mim com força.

–Ah senhorita me desculpe eu não te vi ai. Sinto muito. Você esta bem? – Ele disse com uma expressão assustada.

–Você esta bem? Eu acho que não. – Eu disse com uma risada.

–Se a senhorita me permite eu lhe pago um café. – Comecei a rir dessesperadamente, agora eu havia entendido o que estava acontecendo, ele estava se passando por um estranho, levando ao pé da letra a expressão “começar de novo, fazer como se nós não nos conhecêssemos”

–Acho que esta bom holden. – Eu disse entre risadas.

–Holden, não Holden não é o meu nome. Meu nome é John. – Ele fez cara de desentendido.

–Serio. John. Isso é muito clichê. – Eu disse com um sorriso.

–Senhora, posso confirmar a troca? – Era a atendente, eu tinha me esquecido completamente.

–Claro. – Ta, estava tudo começando a ficar bem, bem é pouco, ótimo, entre mim e o Holden, mas eu ainda queria ir, eu precisava. A atendente me entregou a nova passagem, eu olhei no meu relógio e eu ainda tinha vinte minutos para comer alguma coisa. Me virei para o Holden, ou John e disse.

–Eu tenho um vôo daqui vinte minutos,e vou ate a lanchonete agora então se você quiser me acompanhar. John.

–Claro.

Nós fomos ate a lanchonete do aeroporto, eu pedi um café e um donnut, eu estava morrendo de fome, tive uma conversa engraçada com o senhor John, mas que depois voltou a ser Holden.

–Então você ainda vai embora? – Ele perguntou meio cabisbaixo.

–Eu vou, mas não é para sempre, eu tenho que voltar, quando tiver aula em Stanford esqueceu? – Perguntei sorrindo.

–Mas então esta tudo bem com a gente? – Eu ainda não sabia ao certo.

–Esta. – Eu respondi olhando para o que restava do café.

–Não, não quero dizer com relação a nossa amizade.

–Holden você disse começar de novo, não voltar de onde paramos. – Eu não queria brigar com ele, mas também não queria começar do jeito errado.

–Tudo bem. – Ele disse e deu um sorriso.

–Bom eu tenho que te contar uma coisa. Eu realmente recebi uma ligação de manhã, mas não foi do meu pai. – Pela expressão que ele fez imagino que ele tenha pensado que havia sido o Jason. – Foi a minha tia, ela comprou passagens para ir para vários países diferentes.

–Uau, eu me lembro que ela adorava ler guias turísticos deve ter sido por esse motivo não? – Ele deu um sorriso.

–Na verdade não. – Vi ele dar um risada baixa. – As passagens são para mim. – Eu disse isso com um sorriso que eu não conseguia controlar. Ele fez uma expressão assustada.

–Quer dizer?

–Que eu vou viajar o mundo antes de vir para Stanford.

–Você vai conhecer muitas pessoas não é? – Eu sei que éramos só amigos, mas amizade não era tudo que ele queria, e sendo assim ele sentiria ciúmes de mim, pelo menos eu acho.

–É. – Eu disse meio desconfortável. Olhei no relógio e percebi que faltavam seis minutos para o meu embarca, fui correndo junto a ele em direção ao meu portão a tempo de ouvir a chamada.

“Vôo com destino a Philadelphia embarque no portão 5”

–Eu preciso ir.

–Eu te amo. – Ele disse. Então eu o abracei e sim o beijei, seus lábios me lembravam o verão em Rosewood, completamente livres de problemas. Me soltei dele e fui em direção ao portão de embarque. Eu o escutei gritar.

–Não me esqueça.

Dentro do avião não coloquei os fones, nem olhei o celular, não mandei mensagens e nem refleti sobre a vida, minha vida, somente fechei os olhos e dormi.

Notas finais
EAI? o que acharam? Estão chorando agora? rs brincadeira. Espero que tenham gostado do capítulo, e da historia toda, eu sei que isso ta bem parecendo uma despedida final, mas ate mesmo eu estou confusa quanto a isso kk, acho que vou marcar a fic como finalizada, quem sabe depois eu não volto com mais historia sobre a Jen viajando o mundo? Mas por enquanto ficamos por aqui amo vcs bjsss.