Who going to know?
12 Capítulo 11 - Tomando decisões.
Notas iniciais
Depois de um tempo de vôo cheguei na Philadelphia e me sentei em um dos bancos de espera do aeroporto para descansar um pouco a cabeça tentando fugir dos meus pensamentos, e então me lembrei que eu ainda tinha que pegar um ônibus para voltar para Rosewood, me levantei peguei minha bolsa e minha mala e sai.
Eu poderia pegar um táxi ate a rodoviária, mas eu precisava andar um pouco, mesmo que carregando o peso das malas, e também a rodoviária ficava a uns 3 quarteirões de distância.
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“Passageiros com destino a Rosewood e Cherry Hill o ônibus sai em 10 minutos, e se encontra na plataforma 3”
Fui em direção a plataforma 3. Entreguei minha passagem ao motorista e ele guardou minha mala em um compartimento do ônibus, que estava um tanto cheio.
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Em cerca de 40 minutos chegamos em Rosewood peguei minha mala e encarei a cidade, chamei um táxi, eu queria o mais rápido possível deitar na minha cama e deixar minha mente livre de medos e preocupações. Pelo menos dessa vez o radio do taxi estava desligado, entao eu não teria que ficar ouvindo musicas que não me fariam “bem”.
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Peguei minha chave, com muita dificuldade eu consegui abrir a porta, entrei em casa e olhei em volta e não vi meu pai, ele provavelmente tinha ido almoçar fora afinal eram quase duas da tarde não era possível que ele ainda estivesse dormindo. Tranquei a porta e subi as escadas, entrei no meu quarto e coloquei a mala no chão enquanto jogava minha bolsa na cadeira do outro lado do quarto.
–Finalmente em casa. Eu não acredito. – Olhei para minha cama e me joguei nela, e então tudo começou a escurecer e eu me senti sonolenta.
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–Filha? Filha tudo bem com você? – Me senti despertando e quando abri os olhos dei de cara com meu pai que tinha uma expressão um tanto preocupada.
–Pai é sim. – Disse meio bocejando.
–O que aconteceu? A quanto tempo você chegou?
–Calma uma pergunta de cada vez. Eu não sei eu acho que cheguei umas duas da tarde e você não tava aqui e eu tava muito cansada então eu dormi, por isso eu não liguei avisando.
–Eu achei que você só chegasse ás cinco. O que houve? – Droga o que eu ia falar para ele, a pai sei lá eu fiquei louca e deu um monte de merda e eu quis voltar correndo para casa.
–A nada, a visita acabou cedo, e a Katherine ia ficar com os pais dela, então eu fui ate o aeroporto e eles conseguiram me colocar em um vôo mais cedo. – Eu não iria dizer que o vôo foi ate a Philadelphia e eu precisei pegar um ônibus para chegar aqui, o problema não era eu ter pegado ônibus o problema era que ele iria desconfiar e pensar nos motivos pelo qual eu quis voltar tão cedo a ponto de não conseguir esperar meu vôo.
–Katherine é sua colega de quarto?
–Sim.
–Tá. Mas você disse que ia ficar mais tempo para conhecer a cidade independente de quando acabasse a visita ao campus. – Eu queria esganá-lo agora, mas que merda eu só queria voltar mais cedo e ponto.
–Pai. – Eu disse em um tom meio zangado. – Eu só senti saudades de casa. – Suavizei meu tom e fiz uma carinha fofa.
–Claro. Sei. Foi isso sim. – Ele podia não acreditar mas pelo menos não ia mais ficar perguntando nada. –Você quer comer alguma coisa? – Eu estava com tanta coisa na cabeça que ate me esqueci que eu não tinha comido nada dês de manhã.
–Eu vou tomar um banho e me trocar. Eu preciso falar com as meninas e então eu compro alguma coisa no caminho.
–É muito importante?
–O que?
–O que você tem que falar com as meninas. – A não ser que ele tenha lido meus pensamentos ele já estava me assustando com essas perguntas.
–Eu vou aceitar o presente da tia Clara. – Eu falei com receio do que ele diria.
–Você vai? – A expressão dele ficou vazia e assustada.
–Pai eu. Eu preciso. Eu quero ir. Eu quero conhecer o mundo e. – Eu não queria ter essa conversa, pelo menos não agora, para mim já estava tudo decidido o problema foi que eu esqueci de perguntar para ele.
–Eu sei mas. Eu sou seu pai e
–E você esta me dizendo para não ir é isso? – Eu interrompi a fala dele. – Você sabe que eu não sou louca ou irresponsável. Você pode confiar em mim. Me diz que você confia em mim. – Ele ficou calado. – Eu já tenho dezessete.
–Eu sei. Mas você é minha filha. Eu confio em você. Eu não confio no mundo que você quer conhecer. – Eu nunca havia visto aquela expressão no meu pai antes.
– Eu quero fazer isso. – Eu disse.
–Eu sei. E eu também sei que se eu te impedir de ir você vai se magoar. E eu também sei que eu não vou conseguir te fazer mudar de idéia. Você pode pelo menos pensar no assunto. – Ele disse.
–Eu já pensei. Eu pensei o final de semana todo sobre isso. Eu pensei sobre tudo, inclusive sobre o que eu pensei que já havia pensado. – Ele deu uma risada.
–Eu não sei se eu consigo te deixar ir. – Ele disse com um sorriso triste.
–Algum dia, eu vou para um lugar talvez longe, talvez muito longe. Sobre o apartamento em San Diego, ta tudo bem você trabalha lá então. Mas pensa e se você não trabalhasse eu teria que ir, e você teria que ficar. – Ficamos em silencio por um tempo, e ele parecia estar pensando no assunto.
–São três messes?
–São quatro. – Eu abri um sorriso. – Mas podem ser três. – Ele sorriu então eu o abracei por um longo tempo.
–Ta eu tenho que me arrumar, eu preciso falar isso com as meninas.
–Tudo bem. Eu já vou indo então. – Ele saiu do quarto e uma lagrima escorreu de meus olhos.
EU: Meninas preciso falar com vcs é MT serio.
SPENCER: O que vc esta fzd aqui? Achei que só chegasse as 5 PM.
EU: A visita acabou mais cedo. Só me encontrem na cafeteria.
Diferentemente do meu pai elas não acreditariam quando eu dissesse que só queria deixar a Katherine com os pais.
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Cheguei na cafeteria e vi as quatro já me esperando, todas com uma expressão apreensiva, exceto a Hanna que parecia meio em outra galáxia.
–Jen o que houve ta tudo bem? – A Spencer levantou correndo e me olhou assustada.
–Calma. Senta ai, calma. – Eu dei um sorriso afim de não preocupá-las . – Ta tudo bem. Vocês se lembram um dia quando a gente estava conversando sobre a faculdade ir embora de Rosewood? – Eu acho que era um bom lugar para se começar.
–Sim. – Responderam Aria, Spencer e Emily.
–Talvez não. – Disse a Hanna. – Mas pode prosseguir.
–E vocês disseram que nos iríamos viajar juntas, para comemorar, depois que toda essa historia de –A acabasse.
–Já sei, você não quer deixar Rosewood. –Spencer disse apressada. – Jen você é louca, não tem nada nesse lugar.
–Calma Spen. Na verdade é ao contrario, Minha tia me comprou meio que um tour pelo mundo, e eu parto em um mês, vão se três messes de viagem, então quando eu voltar já vou estar em San Diego. – Disse em um tom bem explicativo e gesticulando muito as mãos de nervoso.
–Uau isso é incrível! – Disse a Spencer com um sorriso.
–Pra que lugares você vai? – Hanna perguntou entusiasmada.
–México, Itália, Argentina, India, e outros. – Dei uma risada.
–Isso é fantástico Jen. Mas por que você tava com medo de contar isso para gente? – A Aria perguntou.
–Eu não sei. – Eu realmente não sabia.
–A gente pode se encontrar em uma dessas cidades, índia é uma boa pedida. – Disse a Emily sorrindo.
–É. – Então eu comecei a chorar e então nos abraçamos.
–Você ta só começando sua vida. E vai ser incrível, e querendo ou não a gente vai estar, por que nós amamos você e amamos uma as outras. – Disse a Hanna começando a chorar.
–Ta tudo bem chega, chega de chorar. – Disse a Aria enxugando as lagrimas. – Conta pra gente como foi o final de semana.
–Foi incrível, minha colega de quarto e super simpática. E Hanna San Diego tem um Shopping enorme, muito, muito enorme. – Eu disse sorrindo.
–E meu presente? – Ela disse.
–Bom eu tenho uma coisa para cada uma de vocês, mas isso eu só vou entregar antes de viajar.
–E as fotos? – Perguntou a Aria.
–A claro, então eu entreguei a câmera para ela, e comecei a tomar meu café depois de uns dois minutos em que as meninas estavam olhando as fotos, a Aria disse.
–Jen esse é o Holden? – Ela perguntou com uma sobrancelha arqueada.
–Hamm. Hmm. Hmm – Eu resmungei um pouco. – Sim?
–Sim. – Disse a Spencer. – Bom vejo que você não contou tudo para gente.
–Ele estuda em Stanford, e estava lá esse final de semana, e me levou para conhecer a cidade, e porque minha colega de quarto foi viajar com a família. – Eu disse meio enrolado.
–Eu acho que foi por isso que você voltou mais cedo. – Afirmou a Emily.
–Não. Talvez? É complicado. – Eu fiz uma pausa e elas ficaram me encarando. – Eu só fiquei pensando em toda a merda que aconteceu e o quanto eu tava magoada, e eu não queria magoar ele então eu achei melhor me afastar e então eu fui correndo para o aeroporto, mas ele foi atrás, daí a gente se entendeu. E é isso.
–Complicado. – Disse a Hanna rindo.
–Exato. – Começamos todas rir.
–Bom eu já tenho que ir. – Disse a Spencer.
–É eu também. – Eu disse. Nos despedimos e fui voltar para casa.
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