Notas iniciais
E ENTÃO? O QUE ACHARAM DE DOIS CAPITULOS NO MESMO DIA?

Eu não tinha dormido a noite toda, havia passado a noite chorando, pensando em como eu era burra em ainda amar Justin e sofrer tanto.

Raissa tentou me consolar a noite toda, eu podia ver que ela sentia muita raiva de Justin... bom, ela sempre teve porque ele ficava fazendo “brincadeirinhas” de crianças com ela, mas nesses últimos anos Raissa vem sendo tomada por um ódio que parece que não tem fim. Tento de todas as maneiras disfarçar o que sinto, as minhas lágrimas, mas ela me conhece e sabe que eu ainda sofro muito.

Meu celular tocou, eu não queria atender, estava cansada e triste demais. Fiz um esforço, pensando que talvez fossem meus pais, que estavam viajando a negócios.

Mas não eram eles...

– Andy, porque você deixou o vestido aqui no chão? – Justin perguntou.

– É que a Raissa me ligou dizendo que passou mal e eu tive que vir correndo pra casa – menti descaradamente – Desculpa!

– Aconteceu alguma coisa? Você tá estranha... – ele parecia meio desconfiado.

– Não, Justin, tá tudo bem – suspirei.

– Valeu aê pelo vestido!

Então eu lembrei de que ele tinha dito que me levaria para a pizzaria. Eu não sabia se falava ou se deixava ele se lembrar.

No final de tudo isso...

– Jus, você lembra do que me prometeu?

– O que eu prometi? – já era de se imaginar que ele não lembrasse.

– Que iria me levar à pizzaria... – respondi meio envergonhada.

– Ah, lembrei agora, você me espera em frente à pizzaria as 08:00?

Novamente meu coração se encheu de alegria. Em todos esses anos que somos amigos, ele nunca me levou a pizzaria ou a outro local.

– Claro, até mais! – disse tentando conter minha felicidade.

– Até! – ele desligou.

Um sorrisinho bobo se formou nos meus lábios. E se dessa vez ele me visse de outra forma? Eu sei que ele é comprometido, mas eu ainda o amo da mesma forma.

[...]

Eu já estava arrumada. Tentava de qualquer forma não mostrar meus olhos inchados de passar a noite toda chorando.

Desci as escadas quando me deparo com Raissa de braços cruzados.

– Andy, você vai mesmo?

– Vou! – respondi sorrindo boba.

– Maninha, eu não aguento mais te ver chorando toda vez que se encontra com esse cafajeste – Raissa disse – Todas às vezes você se enche de esperança e quando eu vejo vem aos prantos para casa.

– Raissa, vai ficar tudo bem, eu prometo – disse sorrindo e ela suspirou.

– Eu não posso te trancar, então, divirta-se! – ela deu espaço para que eu passasse.

Eu apenas sorri e sai pela noite escura. O vento frio chocou-se contra meu corpo, fazendo meus cabelos darem um leve balançado e me deixar arrepiada.

Olhei para a casa de Justin e tudo estava escuro, e então pensei que ele estivesse já na pizzaria.

[...]

Cheguei na frente da pizzaria e nada do Justin aparecer. Olhei no relógio e eram 08:00 horas em ponto, talvez ele tivesse se atrasado só um pouquinho.

Logo as horas se passaram e nada dela. Já eram 08:30 e ele não tinha chegado. Meu coração já estava apertado e eu já não tinha certeza se ele vinha ou não.

09:00 horas. A pizzaria já não tinha tantas pessoas e o que mais me preocupava era que de 10:00 ela fechava.

09:30, nada!

09:50, nada dele!

10:00 horas, pizzaria fechada e eu tinha acabado de levar um “bolo” do Justin.

Fechei meus olhos tentando não chorar. Não acreditava que iria chorar mais uma vez por ele, mas nem fazia diferença, já tinha derramado tantas lágrimas por Justin que mais algumas não faziam diferença.

Só que assim que dei de costas uma turma de garotos que estava na pizzaria fixaram os olhos em mim. Eu fiquei com medo por isso andei rápido.

Mas para a minha infelicidade eles vieram atrás de mim. Eu escutava risadas e cochichos vindos deles, mas nem me atrevia a olhar para trás, já estava morrendo de medo.

– EI GOSTOSA! – um deles gritou – Não foge não.

– Não quer brincar? – outro perguntou.

Definitivamente eu estava fodida.

Por cima do ombro olhei para trás e os vi mais próximos de mim. Acelerei o passo, mas logo senti mãos me agarrado pela cintura e me prensando contra parede.

– Eu perguntei se você queria brincar – o homem sussurrou no meu ouvido.

– Por favor, me solta – pedi baixinho.

Ele me olhou nos olhos, mas o seu olhar logo desceu para meus seios.

– Lindos – ele disse com um sorriso malicioso.

– Me solta – disse tentando me soltar dele.

Em vez de me soltar, o homem me jogou no chão com força e subiu em cima de mim beijando o meu pescoço.

Eu tentava me debater, mas ele segurou meus braços e eu não tinha como sair. O único jeito foi gritar.

– CALA A BOCA, PORRA! – ele gritou e bateu a minha cabeça na parede com força.

A dor logo se alastrou. Naquele momento ele foi direto para minha blusa e a rasgou e massageou meus seios, mas em vez de gemer eu apenas chorava e pedia para que ele parasse.

Só que tudo parou quando se ouviu um barulho de tiro.

Senti o homem sair de cima de mim e alguém enxugar minhas lágrimas. Quando prestei mais atenção em quem era, levei um susto.

– Quem é você? – eu perguntei.

– Sou Arnaldo, taxista – ele se apresentou – Vi que alguma coisa estava errada, e Graças a Deus, eu ando sempre armado!

Do nada eu o abracei forte e ele me ergueu do chão. Me pegou no colo e me levou até um carro que eu presumi que fosse o taxi dele.

– Onde você mora, moça? – ele perguntou gentilmente.

– Eu te mostro o caminho – disse e ele assentiu.

Eu ainda estava um pouco paralisada pelo medo, mas mesmo assim sabia o caminho de casa, era o lugar que eu mais queria ir nesse mundo inteiro.

O problema seria Raissa...

[...]

– Eu disse a você Andy – Raissa disse me abraçando – Ele não vale nada, se você não tivesse ido como eu disse...

– Tá, eu já entendi – disse e voltei a chorar.

Já estava em casa, o taxista que tinha me salvado também estava conosco e ele tinha me ajudado muito durante o tempo que durou a minha volta pra casa.

– Raissa, por favor, não conta nada pro papai e pra mamãe – disse eu.

– Como assim? – Raissa perguntou indignada – Quer que eu esconda uma coisa séria dessas dos nossos pais?

– Por favor, Raissa, eu te imploro – me ajoelhei em frente a ela que se assustou – Eles vão ficar com raiva do Justin e eu não quero isso!

– Mas Andy...

– Por favor! – implorei novamente chorando.

A única coisa que Raissa fez foi me abraçar e murmurar um “Tudo bem, eu não conto” que me fez sentir bem mais aliviada!

Notas finais
DEIXEM REVIEWS, É SÉRIO!