Who You Are
4 Tree
Notas iniciais
Espero que gostem, esse capitulo ta grandinho ein, espero qe curtam!
Acho que aquele foi um dos dias que derramei mais lagrimas por causa dele, por causa de mim mesma. Por causa das minhas burradas, eu fui tão tola ao ponto de me iludir mais uma vez e pensar que ele podia ter algum tipo de sentimento por mim, nem que seja um mínimo.
Mas não, ele não sente nada por mim. Ele nem se importa comigo. Ele se importa só consigo mesmo. E eu cansei.
Passaram se três dias. Ele me ligou uma ou duas vezes, e com certeza não era pra saber se eu estava bem, e sim pra pedir mais favores. Não atendi nenhuma de suas ligações.
1 de março, essa é a data de hoje.Aniversário do Justin.
Era por volta das onze da manhã, eu estava sozinha em casa novamente.
Olhei pela janela da sala de estar que da visão da entrada da casa dele. Uma movimentação estranha na entrada. Homens levando caixas de vários tamanhos. Depois vi um carro descarregando muitas sacolas de mercado. Será que ele vai fazer uma festa de 18 anos e não me convidou?
Só de pensar nisso meus olhos marejaram, olhei pro alto em busca de não derramar mais lagrimas por ele. Afinal, eu tenho certeza que ele não vai fazer festa alguma. Não, ele não vai fazer, ele teria me chamado, sim, teria me chamado, eu....eu sei disso com certeza.
[...]
Eram três e meia da tarde, eu já havia almoçado há algum tempo. Agora eu estava sentada na minha cama, fuçando o notebook.
Ouvi um barulho de carro estacionando. Mais eu sabia que não era aqui em casa. E sim na da frente. Deixei o notebook na cama, e corri até a janela.
Olhei, vi que era o carro da família Somers, mas Apenas o Chaz desceu do carro.Chaz estava com um embrulho de presente enorme nas mãos.Logo Justin se aproximou, meus olhos brilharam ao ver ele depois de dois dias, os cabelos sempre com seu brilho perfeito e intenso, mesmo de longe, percebi, os olhos, radiantes, seus belos olhos castanhos radiantes como nunca antes.
Eles fizeram um aperto de mão, Justin pegou o embrulho de presente e ambos entraram.
Fiquei olhando eles entrarem. Minutos depois meus olhos se desviaram para a Janela do quarto do Justin.
Chaz se jogou na cama e Justin abriu o presente, não consegui identificar o que era, mas pouco me importa isso. Continuei observando.
Quando de repente, Chaz apontou na direção da minha casa, fiquei paralisada. Mais eles continuaram conversando entre si, sem olhar diretamente pra mim e sem chegar muito perto da janela, eles riam. Queria ser uma mosca pra chegar lá e descobrir sobre o que falavam.
Chaz era o que mais ria, ele sentou na cama com a mão na barriga, rindo de olhos fechados, e quando abriu os olhos pareceu levar um susto. Novamente, fiquei estática. Ele me percebeu. Não mexi se quer um músculo, não dei uma piscada se quer.
Chaz disse algo e Justin se levantou, me olhou. Acenou pra mim, dando um de seus sorrisos.
Posso jurar que se eu não estivesse me segurando no parapeito da janela, eu teria desmaiado ali mesmo.
Ele abriu a janela. Oh não, não faça isso Justin.
Ele colocou a cabeça pra fora da janela, olhou pros lados, e fez um aceno pra mim levantar a janela.Fiquei pensando por um tempo, e logo abri a janela. Coloquei a cabeça pra fora me debruçando no parapeito. Senti meus cabelos voarem ao vento. Tomara que essa cena tenha ficado como na minha expectativa de garota sensual com cabelos ao vento.
Coloquei uma mecha pra trás da orelha.
– Hey Andy, eu te liguei, por que não me atendeu? – ele perguntou falando bem alto.
– Esqueci de carregar o celular – disse no mesmo tom que ele.
– Por dois dias? – perguntou e deu uma risada em seguida, sua risada sexy.Ele jogou o cabelo pro lado, eu quase morri.
– É, eu ando esquecida sabe? – perguntei dando uma indireta nele, sobre o lance da pizzaria. Mais ele não percebeu.
– Há, entendi, então, eu ia te pedir um favor quando te liguei, mais você não me atendeu eu já resolvi – ele disse como se eu fosse obrigada a fazer favores há ele, que nunca retribuía nenhum deles – Bom, vou entrar, até mais.
– Até – disse firme e coloquei a cabeça pra dentro do quarto, batendo a janela com força.
Guardei meu notebook, me joguei na cama. E quebrando minha promessa, chorei de novo por ele, chorei muito.
[...]
Era por volta das oito horas da noite. Eu e Raissa jantávamos juntas sentadas nas banquetas, de frente pro balcão da cozinha.
Terminei minha refeição em silêncio.
Lavei meus talheres e prato. Fui até a sala de estar e me sentei, cruzando as pernas, arrumei meu vestido e cruzei os braços, olhando a janela.
Logo Raissa Chegou na sala, ficou de pé perto de mim me olhando com as mãos na cintura.
– Você não vai lá!
– Ele está dando uma festa de aniversário, e se esqueceu de me convidar! – eu disse meio baixo fitando meus pés.
– Correção Andy: Ele não esqueceu! Ele não te convidou! Entenda isso Andy, aquele cafajeste, por quem esse pequeno coração é apaixonado, nunca vai corresponder a essa paixão. Esqueça ele.
– Não dá pra esquecer Raissa, entenda, não dá!
– Mesmo depois de tudo que ele te fez? Garota você foi quase estuprada, por que aquele idiota te deixou plantada na frente da pizzaria! – ela disse meio alterada.
– Ele não teve culpa, os caras podiam estar lá mesmo se ele tivesse ido!
– Mais ele poderia ter te defendido, ah não, me desculpe o erro, ele não te defende, ele não se importa.Andy, acorda maninha, sai dessa.Ele não se importa contigo.
Não respondi, apenas dei um longo suspiro.
Levantei o olhar, olhei pra Raissa que me encarava brava, desviei o olhar pra janela. Eu não sei realmente o que aconteceu, só sei que alguma coisa mudou dentro de mim. Eu iria aquela festa. E iria dizer a ele tudo que está entalado na minha garganta.
Levantei-me, arrumei meu vestido rodadinho, branco com flores pretas de alças finas. Dei uma ajeitadinha no cabelo. Me virei andando em passos firmes em direção a porta.
– Andy você não vai – disse Raissa firme e nervosa
Abri a porta, segurando a maçaneta e olhei pra trás.
– Você não pode me impedir! – disse calma e dei um sorriso de canto.
Fechei a porta, andei pelo caminho do jardim da frente, já matutando na cabeça o que eu iria dizer a ele.Olhei pra atravessar a rua, andei pela entrada da frente, vi gente bebendo por todo lado, musica alta.
Entrei na casa, a musica era muito alta, as luzes quase me segavam, coloquei as mãos cobrindo um pouco os olhos.Procurei Justin por todo lado na parte debaixo da casa, quase virei tudo de ponta cabeça e sacudi pra ver se achava ele.
Quando estava quase desistindo, achei-o conversando com várias garotas, cheguei perto dele e cruzei os braços olhando ele.
Quando ele me percebeu, engasgou-se com sua bebida, deu dois murros no peito, e logo melhorou.
– Ta tudo bem Justin? – perguntei dando um sorrisinho sínico.
– Ãn, claro, é, o que... o que você veio fazer aqui Andy? – ele perguntou meio desconjuntado e sem graça.
– Ah claro, é seu aniversário né? – perguntei como se não importasse e fiz um gesto com a mão – Ah, meus parabéns Justin, mais meu assunto aqui com você é outro.Vem comigo agora – praticamente ordenei, com a voz um tanto rude, ele me seguiu com os olhos arregalados.
Subi pro quarto dele, sem olhas pra trás se quer uma vez.Tinhas umas pessoas se pegando lá.
– Saiam já – eu disse calma e eles me olharam e continuaram – AGORA! — gritei
Todos pararam o que estavam fazendo e saíram, nossa, eu não sabia que eu tinha todo esse poder de persuasão. Justin fechou a porta do quarto lentamente me olhando com os olhos esbugalhados.
– Andy você ta bem? – ele disse mansinho, eu o deixei assim? HAHAHAHA adorei.
– Eu? Sabe, sempre que me perguntam isso, eu digo que sim Justin, sempre esbanjando um sorriso, sempre que você me pergunta se estou bem eu escondo... – olhei pro chão
– Esconde o que ? – ele perguntou e deu um gole na sua vodka.
Olhei-o, tomei toda minha coragem, que não sei de onde veio.
– Escondendo que não estou bem! – dei uma ênfase no “não” – Eu estou muito mal por dentro Justin, e eu não consigo mais esconder isso. – ele me olhou.
– Olha Andy, faz assim, amanhã a gente fala disso, o Justin psicólogo não ta na ativa hoje não, hoje é dia de festa! – ele disse e riu, tomando o restante da vodka dele e colocando a garrafinha na cômoda.
– NÃO JUSTIN! – eu gritei sem perceber – não, hoje é dia de festa só pra você e pros outros, cara você não sabe mesmo o que eu passo né? PRA VOCÊ É DIA DE FESTA, E PRA MIM TODO SANTO DIA É DIA DE CHORO, DIA DE TRISTEZA, TUDO POR SUA CAUSA, TUDO POR CAUSA DAS MERDAS DOS TEUS FAVORES – gritei a ultima parte já completamente exaltada.
– Garota me fala então, qual teu problema, pra vir aqui e ficar me enchendo de baboseiras no meio da minha festa? – ele disse e se encostou à cômoda de braços cruzados.
– Eu te enchendo de baboseiras? – perguntei meio incrédula – então, enfia isso na tua cabeça, coisa que já te falei milhões de vezes, EU TE AMO JUSTIN E NÃO É COMO AMIGO, EU TE AMO DO JEITO QUE VOCÊ NÃO ME AMA, E PELO VISTO COM ESSE TEU JEITO ARROGANTE NUNCA VAI AMAR, NUNCA VAI AMAR NINGUÉM! – gritei novamente.
– Era isso? Conta outra Andy, tem uma fila de garotas lá fora que me dizem a mesma coisa, e pelo visto você é só mais uma delas, um pouco mais histérica e mais eficiente nos favores, mais apenas mais uma! – ele disse como se não se importasse – agora eu posso descer Andy?
– É isso que você me diz? É só isso Justin? — ele assentiu calmo – cara, você não sabe o que eu passo – eu disse já lacrimejando – eu sofro com isso a anos Justin, eu me machuco, me machuco feio, e os favores né?tem isso também, eu sempre fazendo essas porras de favores e nunca recebendo nada em troca.
– Se fosse pra mim dar algo em troca eu teria te contratado como empregada, e não te ligado e te pedido! E você só me faz esse favores por um motivo, você é submissa a mim garota, me ama tanto, ama mais que a si mesma, mais que a tua família, você é que ta se importando demais com pouca coisa, agora me faz um favor? – olhei ele nos olhos já em prantos, soluçando – Some daqui garota, vai logo, some, e não volta ta bom, por que outras vadiazinhas como você eu acho fácil! – automaticamente virei um tapa no rosto dele, que ficou vermelho, coloquei a mão sobre a boca, chorando muito.
Corri pra fora do quarto, desci as escadas em meio a tropeços, chorando muito, chorando como nunca antes, lagrimas que me queimavam por dentro e por fora.
Corri pelo Jardim, continuei correndo.Eu não iria pra casa, eu já sei o que a Raissa iria me dizer.Continuei correndo pela calçada, fui atravessar a esquina próxima a minha casa, mas ouvi uma buzina alta, foi tarde, eu já estava no meio da rua.
Dois faróis altos estavam vindo em minha direção, meu corpo travou, meu coração quase pulou pra fora.
Tava tudo acabado, esse seria meu final.Anos presa a um amor impossível, amando aquele trouxa.Pra morrer assim, por culpa dele.
Senti um baque forte contra meu corpo antes que pudesse me jogar pro lado.
Primeiro uma dor enorme e inexplicável na cabeça.E depois, a escuridão.
Notas finais
mandeem reviews pras titias aqqi bebês kkk
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