Who You Are
1 Prologo
Notas iniciais
Té mais!
Eram 02h00min da tarde, era um dia quente em Stratford, mas nada iria me impedir de dizer o que eu sentia por ele, nada nem ninguém.
– Hey, Andy, pensei que não ia mais vir! – escutei uma voz rouca que tanto amava escutar. – Agora, vem logo, quero que você faça uma coisinha pra mim.
Hoje seria sábado, dia de ficar o dia todo sem fazer absolutamente nada, mas alguma coisa sempre aparecia, algum tipo de problema que acaba com os nossos planos. No meu caso, não era um problema, tinha sido a melhor coisa que tinha acontecido durante essa semana.
Justin tinha me chamado para ir a casa dele, não disse o que era para fazer, mas eu estava decidida a dizer tudo o que sentia, tudo que sinto desde que tenho meus 8 anos de idade e agora tenho meus 13 anos, pouco tempo, mas que já me fez derramar muitas lágrimas.
– Bom, Andy, chamei você aqui para me ajudar a fazer essa tarefa de matemática – Justin abriu a porta do quarto mostrando o caderno e o lápis que estavam em cima de sua cama – Eu vou tomar banho, você podia fazer para mim?
E eu que pensei que ele queria alguma outra coisa comigo. A maioria das vezes que Justin me chamava para sair, ou ir a casa dele, no máximo eram para que eu fizesse algum favor para ele, nada mais.
– Claro, Jus! – respondi sorrindo de lado.
– Ótimo – ele sorriu alguns dos seus sorrisos irresistíveis que me faziam perder o fôlego – Vou tomar banho, já volto!
Ele foi em direção ao guarda-roupa que tinha, pegou suas roupas e ia em direção à porta para ir ao banheiro.
– Jus – chamei mas mesmo assim não levantei a vista, continuava concentrada em minhas unhas.
– O que?
– Queria te contar uma coisa – disse num sussurro.
– Fala!
Meu coração acelerou, minha respiração ficou mais acelerada e eu gelei.
– E-eu te amo! – disse e o olhei nos olhos.
Ele apenas sorriu. Sorri no mesmo instante, pensando que ele também me amasse como eu o amava.
– Também te amo, Andy – ele disse- Agora, continua com isso ai!
– Espera – disse e ele me olhou ainda sorrindo um pouco – Como você entendeu?
– Você está tirando onda com a minha cara, não é!?
Não acredito que ele tinha pensado que eu disse que o amava apenas para tirar onda com ele.
– Você só disse que me amava porque eu te trouxe aqui só para fazer a tarefa, agora está com raiva e por isso soltou essa gracinha – como ele pode ser tão idiota.
– Não, Justin, você não entendeu...
– Amorzinho – alguém chamou.
Olhamos para a porta e vimos uma garota de lindos cabelos pretos e olhos castanhos claros. O nome dela era Raquel, a nova ficante do Justin.
– Tá fazendo o que aqui? – ela perguntou se referindo a mim – Não importa. Vim passar o dia com você, lindinho!
– Tudo bem, me espera lá na sala que eu já vou – ela sorriu e desceu as escadas – O que eu não entendi, Andy?
Por um minuto eu gelei. Milhões de lembranças vieram a minha cabeça, dos meus sorrisos falsos que eu dava a Justin quando ele falava que tinha arranjado uma namorada ou ficante, minhas varias noites de choro que só Deus e meu travesseiro sabem como foi. Mas e se eu contasse o que sentia e ele me desse um fora? Eu nunca mais ia poder falar com ele de tanta vergonha que iria sentir, eu estava perdida.
– N-nada – disse gaguejando – Vai tomar seu banho, antes que a titia te mate.
Justin sorriu e foi em direção ao banheiro, me deixando sozinha com as minhas lágrimas que já davam sinal de vida e com aquelas contas de matemática.
– ANDY, CARALHO, ACORDA! – algum ser não identificado começou a me chacoalhar.
Eu odeio ter que sonhar com aquele dia em que eu fiquei fazendo a lição de casa do Jus enquanto ele curtia a namorada dele, que agora é ex.
Essa era a minha irmã, Raissa, o ser que me acordou daquela forma.
– Levanta dessa cama, já são cinco horas da manhã!
– CINCO HORAS, RAISSA? VOCÊ ME ACORDA COM ESSE ESCÂNDALO TODO E ME DIZ QUE SÃO CINCO HORAS?
– Sim, é que o papai e a mamãe já foram trabalhar, eu vou trabalhar também e foi só isso que eu queria te dizer!
Essa safada adora fazer isso comigo, me acordar para dizer coisas idiotas como essa. Ela é a minha irmã mais velha, mas só um ano, já que eu tenho 17.
Ela me ajuda muito. Junto com meu pai e minha mãe, diz que eu tenho que me afastar de Justin, porque ele só me faz mal. Na realidade, isso é verdade. Todos os dias que eu encontro ele, eu venho chorando para casa, chorando porque ele não dá a mínima para mim, porque ele só lembra de mim para fazer favores.
– Olha, se você for sair, tranca a porta, falo? – Raissa disse.
– Falo, Raissa, até mais!
Ela sorriu e foi embora. Talvez eu saísse, talvez não, mas do que importa sair se eu sinto uma dor tão grande no meu coração?
Notas finais
Esse capitulo foi escrito pela Stella e ela pediu pra mim postar!
Mandeeeeem reviews gatinhaaaas!
3bjs ♥
Fale com o autor