Notas iniciais
hey, lindonas, aqui é a StellaNayara, e eu estou fazendo um apelo de que vocês deixem muitos reviews para a minha alegria e a da minha parceira, ok!?

Dormi de novo sem muita demora, dormir é um dos meus passatempos prediletos.Pois quando eu volto pra casa chorando, choro tanto, que durmo em meio as minhas lagrimas.

Dormir.Uma coisa que faço demais.Fazer outras coisas? Não, não tenho muita motivação nem pra sair de casa.

O único lugar que eu sempre vou, é, a casa do Justin.Meu coração explode em empolgação quando ele me liga e me pede pra ir lá.Mais esse mesmo coração que pula de alegria por ele, se destrói em mil pedaços ao mesmo tempo.

Me levantei por volta das dez horas da manhã, meio tarde, mas, não muito pra mim.

Entrei no banheiro me arrastando, me encarei no espelho, eu estava péssima.Os olhos inchados como na maioria das vezes.

Lavei meu rosto e escovei os dentes.Nem precisei arrumar meu cabelo, ele é curto e comportado, nem me da trabalho, ainda bem.

Arrumei minha roupa no corpo e desci para tomar meu café, mesmo estando sem muito apetite ultimamente.

Tomei um iorgut de morango e comi duas torradas, apenas.Bem, pelo menos a falta de apetite me ajuda a manter o corpo em forma.

Me joguei no sofá, na iniciativa, de como, passar o dia de pijama, assistindo desenhos.

Assisti Bob Esponja a manhã todinha.

Era por volta das duas da tarde quando senti fome, fui na cozinha. Fiz um macarrão instantâneo, tentando não deixar queimar.

Almocei e subi pro quarto, fiquei mexendo em coisas inúteis na internet.

Por volta das três horas, meu celular tocou.Olhei no identificador, era ele.Justin.

Respirei fundo e atendi.

– Oi Justin! – tentei ser o mais alegre possível, escondendo a tristeza dentro de mim, por causa desse sentimento resguardado.

– Oi Andy linda! – meu coração falhou uma batida ao ouvir sua voz, e o elogio – eu preciso de um favorzinho teu, pode me ajudar? – suspirei

– Claro Jus, eu vou me trocar e já vou ai!

– Te espero então – ele desligou.

Respirei fundo.

Por que continuar com isso? Por que continuar sofrendo?

Meus pais me dizem que eu gosto de sofrer, isso sim. As vezes acho que eles tem razão.

Mais do que importa eles terem razão? Eu nunca vou conseguir fazer o Justin entender meu sentimento por ele. O Justin nunca vai me amar.Isso nunca vai mudar, e, principalmente, esse sentimento nunca vai sair de mim.

Abri meu guarda roupa e peguei a primeira roupa que me apareceu, me vesti.Coloquei meu all star surrado.

Arrumei meu cabelo do jeito de sempre, passei um lápis no olho e pronto.

Peguei meu celular e desci as escadas. Abri a porta e sai de casa, trancando tudo e conferindo duas vezes como de costume.

Andei lentamente até o outro lado da rua, como sempre, encarando a casa linda e enorme da Família Bieber, realmente fantástica.

Cheguei em passos lentos até a porta.Toquei a campainha e não demorou muito, a porta se abriu.

Me deparei com um Justin sem camisa, exibindo seus músculos de tirar o fôlego, novamente, senti uma batida do meu coração falhar.Seus olhos reluzentes me hipnotizaram, e seus cabelos recém tingidos de um tom negro, brilhavam refletindo a luz do sol da tarde.

– Entrai ai – é,esse era o cumprimento dele.Entrei, pedindo licença educadamente como sempre, fechei a porta e segui Justin até seu quarto.

– Eai qual é a boa Justin?

– A Boa, é que você precisa me ajudar!

– Diga – disse e me sentei na sua cama

– Eu preciso que você vá ao Shopping aqui do bairro, e compre um vestido pra Selena. – olhei ele incrédula, senti meus olhos marejarem, mais logo engoli as lagrimas – É que ela disse que eu não ligo pra ela e nunca dou muitos presentes, e você sabe, eu não ligo muito pra isso e nem sei o que dar de presente, então achei que você ia querer muito ajudar o Justin não é Andy?

Não respondi.

– Vamos Andy, me ajuda, eu nunca te peço nada! – ele disse e se sentou ao meu lado com as mãos em volta de meus ombros,meus olhos ardiam em chamas, as lagrimas se formavam e eu engolia elas me reprimindo.

Continuei sem responder, olhando minhas mãos, que suavam sem parar.

– Andy, por favor... – balancei a cabeça negativamente, bem rápida – Andy faz assim, você vai lá e compra o vestido, pra mim poder presentear a Selena, e depois eu te levo pra sair qualquer dia desses, comer uma pizza, qualquer coisa.

Meus olhos se encheram de esperança, meu coração saltava com rapidez em meu peito.

– Então topa?

– Sim, sim, é claro – eu disse com entusiasmo, cocei a garganta – é, quero dizer, claro Justin! – disse mais calma tentando conter minha euforia, afinal, eu vou ter um encontro com o Justin, isso é fantástico.

Ele retirou o dinheiro da carteira e me entregou.

–Bom, escolhe um vestido lá e o tamanho você já sabe né, o menor que tiver! – ele disse sério, mais eu não contive uma risada, realmente, era é uma palito, e o menor vestido, lhe caia como uma luva.

– Ta ok, já sei, o menor que tiver! – eu disse e fui saindo do quarto.

– Valeu Andy! – ãn? Ele disse valeu? Isso foi um agradecimento? Que coisa rara!

[...]

Eu estava saindo do Shopping, havia comprado um vestido básico pra ele presentear a coisa.Mas com certeza ficaria horrível nela.

Peguei um taxi e fui direto pra casa do Justin.

Toquei a campainha e a titia atendeu.

– Olá querida, entre! – tia Pattie disse abrindo espaço para que eu entrasse.

– Olá Tia, como vai?

– Bem meu amor, e você como vai?

– Eu estou bem – sorri, mentindo, na verdade eu não estava bem, eu nunca estou bem – O Justin está, tia?

– Sim, ele está no quarto, sobe lá! – assenti sorrindo, subi as escadas devagar, carregando a sacola do vestido.

Caminhei em passos lentos até a frente do quarto, onde a porta se encontrava meio aberta.

Espiei pela fresta, mais com certeza, não deveria ter assim feito.

Me deparei com Justin de bermuda, deitado na cama, até ai tudo bem.Sim, estaria tudo bem, se a Selena não estivesse sentada no abdômen dele, apenas de short e sutiã, gargalhando enquanto beijava o peitoral malhado dele.

Meus olhos começaram a marejar, um nós se formou em minha garganta.

A sacola caiu de minhas mãos.Eles ouviram o barulho.

Eu sai correndo escada abaixo com as mãos cobrindo a boca.Abri a porta principal e corri, corri de volta pra casa, como sempre, com o rosto inundado de lagrimas.

Entrei em casa mais rápido do que eu esperava.Subi pro meu quarto já aos prantos.

Agarrei meu travesseiro como se ele fosse a ultima coisa do mundo, e não demorou muito para ele ficar encharcado.

O silêncio predominava na casa, os únicos barulhos eram, os de meus soluços e fungados.

E olha eu aqui, mais uma vez, chorando.Por ele.Por causa dele.