Who You Are
6 Five
Notas iniciais
Esperamos reviews
até lá embaixo && boa leitura.
Aquela foi a pior noite da minha vida, e olha que era meu aniversário.Imagine se não fosse.
Acho que nunca chorei tanto assim por uma garota.Perai, eu nunca chorei por garota alguma.
Mas, não tinha como não chorar, eu era o culpado de tudo aquilo, eu fui o responsável, não que eu tenha mandado atropelarem ela, mas ela foi atropelada por que estava chorando por minha causa.
E eu nem sei se ela vai sobreviver.Eu acabei com a vida dela.Eu sou um monstro, me sinto sujo, imundo.Tenho nojo de todas as coisas que já disse pra Andy, nojo de tudo que já fiz com a Andy.Oh, pobre Andy...Eu não deveria...
Ela me considerava, ela me amava.E eu a esculachei por diversas vezes, maltratei.Ah, deveria ser eu na frente daquele caminhão, deveria ser eu.
A Andy, tão indefesa, tão delicada...
Eu não deveria ter feito o que fiz. Ela sempre foi uma ótima garota. Eu nunca admiti isso, eu sou um fraco. Mas, parece que a gente tem que perder pra dar valor. Eu não quero perde-la.
- Eu não quero te perder Andy... – sussurrei pra mim mesmo entre um mar de lagrimas, deitado com a cabeça no travesseiro.Não dormi a noite toda, não havia sono, não havia paz.
Era por volta de umas dez da manhã.Eu estava com os olhos inchados, cabelos desgrenhados, e um hálito, que crê em Deus pai, eu estava péssimo.Mas como o Chaz sempre me incentiva, “fica tranqüilo, ainda vai piorar mais”.
Ouvi a porta do quarto ser aberta devagar.Nem me dei ao trabalho de olhar, eu já sabia quem era.
- Filho, eu te trouxe um lanchinho... – Pattie Mallette, minha mãe, tentando me fazer comer.Mas, do mesmo jeito, não havia sono, fome, ou qualquer outra coisa.A Única coisa que havia, era a vontade enorme de chorar, e as lagrimas quentes que deixavam um rastro de fogo e culpa por meu rosto.
- Não quero – disse num fio de voz embargada.
- Não é questão de querer Justin.Eu trouxe o lanche, você vai comer, ponto e acabou. – disse autoritária.
- mas... – tentei dizer, mais ela me interrompeu.
- Nada de “mas” Justin, chega meu filho, chega disso.Não to te reconhecendo.Cadê meu garoto forte, firme, comilão? – disse e se sentou na beira da cama deixando a bandeja de lado – cadê meu garoto? Aquele que nunca chorou por garota alguma... – disse fazendo aquele carinho de mãe fraternal em meu rosto limpando minhas lagrimas.
- você não entende mãe, não entende. – disse chorando mais e me sentando na cama – primeiro de tudo, prometa que nunca vai contar a ninguém que eu to chorando, e segundo, depois que acabarmos a conversa, essa conversa nunca existiu, mas prometa mesmo, porque de qualquer forma, eu preciso de alguém pra conversar... – limpei minhas lagrimas, cara, eu tava parecendo um viadinho
- Oh, Justin, meu filho mesmo? Querendo conversar comigo? Oh Meu Deus, está sério mesmo então, esperai – ela foi ao meu banheiro chutando algumas coisas no chão, voltou com uma toalha de rosto e me entregou, sequei o rosto.
Ela me estendeu um copo com suco, fiz que não com a cabeça, ela insistiu, eu peguei, dei dois goles e devolvi.Ela suspirou, se sentou de frente pra mim.
- Filho...
- Mãe, eu falo ok! A Andy... você sabe como eu a tratava, e mesmo me repreendo muito, eu continuei, eu a chamei para ir a pizzaria, e não fui, sabe-se lá o que houve com ela, mas, não foi coisa boa – suspirei olhando pra baixo – ela veio aqui ontem na hora da festa, e me chamou de canto... – minha fala travou, daí eu tropecei nas palavras – ela...ela disse que me amava, disse que me amava mãe, mas, não de qualquer jeito, e sim, um amor verdadeiro, mãe eu magoei a Andy, eu disse coisas horríveis, meu Deus eu sou horrível.Eu feri os sentimentos dela mãe.Foi por isso... por isso que ela foi atropelada...tava chorando demais por causa das idiotices que eu disse a ela, e não prestou atenção pra atravessar a rua...Mãe, eu provoquei esse acidente, eu sou um cara horrível, eu devia ter sido atropelado, eu deveria ter morrido, ela não merece isso... – voltei a chorar feito um garotinho, senti minha mãe agarrar meus braços.
- Para filho, para com isso, você não, nem você nem ninguém. Eu sei o quanto você deve estar se sentindo culpado, e vou sincera com você, a maior parte da culpa, é sua filho – nossa como minha mãe me apóia – eu sinto muito, mais eu tenho que disser uma coisa. – olhei pra ela – Eu te avisei Justin, eu te avisei.
Pronto, aquilo foi o bastante pra me deixar arrasado de vez, pow minha mãe da uma força legal ein. Mais o pior, é que tudo que ela diz, é a pura verdade. E eu sempre me arrependo de não ter escutado a dona Pattie.
- Mãe eu não queria isso... – disse num sussurro.
- Eu sei Jus, eu sei. Mas agora é tarde demais.Não se pode mudar o destino, nem o passado.Mas o futuro, depende de suas ações.Filho, as vezes sinto que a fama lhe subiu demais a cabeça, e você afasta algumas pessoas de você e as outras você acaba ferindo os sentimentos. Justin, meu filho, eu sei o quanto é difícil o que esta passando. Mas de um coisa eu tenho certeza, se você não mudar suas atitudes, esse será só o começo das catástrofes.
Deitei minha cabeça em seu colo, e me puis a chorar novamente, e assim se foi a manhã e começo de tarde do meu dia.
[...]
Quatro e quarenta e cinco da tarde.
Consegui tirar um cochilo, nada que levou muito tempo, pois logo despertei, e a angustia voltou a tomar conta do meu peito.
Minha mãe me forçou a tomar banho, ela penteou meus cabelos como se eu fosse uma criança, e me fez usar praticamente o vidro todo de enxaguante bucal.
Coloquei qualquer roupa, afinal, não tinha planos pra sair, até minha mãe vir me encher.
- Justin, você vai ao supermercado comigo. – disse na porta do quarto.
- Porque sou forçado a fazer coisas que não quero? E por que as coisas que eu quero eu não posso fazer? Como por exemplo: ir ver a Andy no hospital.
- Filho, a família dela te odeia – disse com uma sobrancelha erguida, como se fosse obvio, e era. – quem sabe quando ela estiver melhor querido – ela disse e deu as costas saindo do quarto. Corri atrás dela.
- Mãe – chamei e ela se virou, pressionei meu braço sobre a barriga – eu to muito mal, minha barriga ta doendo demais, me leva pro hospital por favor – disse manhoso.
- Garoto como você é fingido! – ela disse boquiaberta – eu vou ligar pros pais da Andy, e perguntar se você pode ir, ficamos combinados assim?
- Convence eles mãe, por favor...
- Vou ver o que posso fazer – disse e fez um gesto com a mão e desceu as escadas.
[...]
- Olá Eva, aqui é Pattie, eu soube do que houve, sinto muito por tudo que aconteceu, e por tudo que meu filho causou a sua filha. – ela disse e me olhou, desviei o olhar, sentado no pé da escada – Como estão as coisas por ai?
- ...
- Oh Sim, mais a esperança é a ultima que se vai, a Andy vai ficar bem, se Deus quiser.
- ...
- Olha, Eva, eu te liguei mesmo pra lhe fazer um humilde pedido de uma mãe que não agüenta mais ver seu filho nessa situação.
- ...
- Sim, ele está péssimo, tomou banho a força, não ta comendo, e chora feito um bebê com cólica, só que ele disse que a dor dele, é no coração. Não querendo pedir demais Eva, afinal, eu sei tudo que ele fez sua filha passar, mais eu sou mãe, e estou vendo meu filho morrendo por dentro de tanto sofrimento.
- ...
- Conversa com ele Eva, eu lhe peço humildemente, de mãe pra mãe.Meu garoto está sofrendo demais.
- ...
- É mesmo? Então esse horário todos os dias?
-...
- Só uma hora por dia, enquanto o Larry e a Raissa estão fora certo?
-...
- Muito obrigada mesmo Eva, você não sabe o quanto isso vai deixá-lo feliz, muito obrigada mesmo.
-...
- Até Logo Eva, desejo melhoras a Andy. – ela desligou o telefone.
- Pronto filho, de segunda a sexta, das cinco e meia as seis e meia, você poderá visitar a Andy, chegando antes ou saindo depois do horário estipulado, as coisas podem ficar feias pra você Justin. Honre esse tempo com ela, pois eu nem deveria se quer ter ligado pra mãe dela.
- Obrigada mãe, obrigada – pulei da escada e abracei ela forte.
- ta bom ta bom, maaas não me esmaga moleque, ta fortinho ein – disse saindo sorrateiramente do abraço. – Você ainda poderá vê-la hoje.
- Eu te amo Dona Pattie – pisquei pra ela.
- Dona Pattie é a pu... – ela mesma se interrompeu, jogou as mãos pro alto e olhou pro alto – Oh Deus, me perdoe, mais esse meu filho me enlouquece – ela disse e saiu andando, mais depois se virou – ah, o mercado é pra lá, vem Justin, pega as chaves do teu carro.
Eu Apenas ri, peguei a chave do meu carro e segui minha mãe, rumo ao supermercado.Porém mais aliviado, em saber que vou poder vê-la.Ver a Andy.
Notas finais
Esperamos reviews gatitas.
Beijoo na buzanfa.
s2
Stefanie di Angelo
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