Who Knew
17 Stop calling
Notas iniciais
Hoje eu postei cedo pq tenho trabalho --'
SAIUSHAISHAIUSHAISHAIHSIASH
Espero que gostem *-*
E parabéns para aqueles que adivinharam o Spoleir õ>
Durante a noite dormiu tranquilamente. Sequer pesadelo teve. Acordou satisfeita por pelo menos em sonhos ter paz. Sem términos de namoro, sem mentiras, sem traições e sem... enjôos. Eles haviam voltado naquela manhã, e a primeira coisa que fez ao invés de acordar melhor, foi regurgitar a caminho do banheiro.
- Hey, está tudo bem? — Perguntou-lhe a mãe preocupada, vendo-a sentada no chão em frente seu vômito — Eu vim lhe acordar, mas estou vendo que vou fazê-la se deitar de novo...
- Tudo bem mãe, eu só vomitei — Disse fazendo uma careta, colocando-se de pé com uma Sharon preocupada segurando-lhe o braço — É que eu mal acordei e já saí correndo da cama... perdi o equilíbrio...
- Não faça mais isso... não tem problema vomitar do lado da cama, depois eu limparia pra você...
Amy abraçou-a com força e depois caminhou até o banheiro. Sharon observou-a fazer sua higiene matinal, com um sorriso doce nos lábios, apesar de não entender. Olhou-a a procura de respostas, quando ela veio ao seu encontro na porta.
- Você é perfeita. Obrigado por tudo.
- Ué, mas por que isso? — Perguntou alisando-lhe os cabelos.
- Porque eu te amo — E envolveu seus braços na cintura da mais velha, chorando com manha.
Sharon passou a manhã e a tarde se dedicando a filha fragilizada. Assim que terminou de fazer um pudim de leite para ela, foi até a mesma que estava na sala vendo um filme que passava na televisão, e sentou-se ao lado, segurando-lhe a mão. Amy lhe olhou curiosa e confusa, ficava inquieta quando a mãe agia dessa forma.
- Quer dizer algo?
- Não, perguntar... se não quiser responder, não terá problema, tudo bem?
- Tudo bem — Disse ainda mais confusa.
- Bem... tenho observado que você anda tristinha ultimamente... me diga, o que está acontecendo? Eu não posso ajudar, ou dar algum conselho?
Amy sorriu ternamente, alisando o rosto da outra. Agradecia por tê-la sempre por perto.
- Mãe, eu fico muito agradecida, mas eu não sei dizer o que acontece... — Ela hesitou um pouco — Acho que o namoro com o Renan que não deu certo me deixou um pouco balançada... além que... — E travou, sentindo um misto de coisas ruins tomarem conta de seu peito.
- Além que o quê? — Perguntou gentilmente, não mais acariciando a mão da mais nova, mas sim uma mecha de cabelo atrás de sua orelha.
- Além que o William está distante...
- Mas o William está distante faz tempo... há meses que mora com a Larissa...
A morena pensou antes de dizer, mas sua raiva era tanta que não se conteve. Acomodou-se melhor no sofá, e olhando nos olhos da mais velha disse calmamente.
- Ele não está mais com a Larissa.
- Não? — Perguntou indignada — Como sabe disso?
Ela pensou em contar toda a verdade, mas não conseguiu. Perguntou-se mais uma vez "Por que era tão idiota" e continuou.
- Sabe como contamos as coisas um para o outro...
- Quando soube?!
- Ontem...
- Ah, e sabe quando exatamente isso aconteceu?
- Er... não...
- E quando é que conversaram que eu não vi?! — Continuou parecendo eletrizada.
- Enquanto estava na casa da Ana... mãe, por que tanto desespero?
- Porque o cancelamento de um noivado não se é anunciado dessa maneira! William perdeu o juízo?!
- Mãe, calma! Eu não disse isso para ficar desse modo — Disse chateada — Talvez pra contar pessoalmente seria tarde demais...
- Eu não sei — Comentou chocada — Seu pai sabe?
- Eu mal vejo ele — Respondeu lamentosa.
- Vai ficar decepcionado quando saber — Ela se colocou de pé — Obrigado por me avisar, Amy. Se não tivesse feito isso, acho que eu teria ficado maluquinha! Maluquinha mesmo! — Exclamou indo para a cozinha resmungando aborrecida, algumas coisas que nem conseguia se entender. Amy jogou-se no sofá, suspirando exausta. Parecia que quanto mais o assunto era "William" mais problemas lhe apareciam.
- E quando é que vou ficar em paz? — Perguntou olhando para o teto, ouvindo o telefone tocar. Atendeu desligada, de má vontade, imaginando que fosse uma das amigas fofoqueiras de sua mãe, mas se enganou. A voz era de homem, e muito, mas muito familiar.
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