White Chocolate.
7 Capítulo 7 - There Were Tears In Your Eyes
Notas iniciais
Não nos matem pela parte Finchel :/
Capítulo 7 — There Were Tears In Your Eyes.
Quinn Fabray PDV.
Ele me puxou e me beijou.
Eu correspondi o beijo e ele colou nossos corpos, agarrando meus cabelos.
- Sam! – Falei, enquanto me distanciava dele.
- O que foi? – Perguntou sorrindo.
- Você acha que me beijando, vai conseguir com que eu te desculpe?
- Quinn, eu apenas não me contive.
- Você é um idiota Sam! Eu não quero mais olhar pra você. – Falei e virei, começando a andar na direção contrária a ele.
- Quinn, se você não gostasse de mim, se você não se importasse comigo ou não me suportasse, você não ficaria com tanta raiva de te me visto beijando outra. Certo? Quinn, você não precisa esconder seus sentimentos sempre. Mesmo que você ache que seja errado mostrar seus sentimentos em um tempo, de certa forma, curto.
- Eu não gosto de você, Sam! Eu não gosto!
- Você quer acreditar nisso Quinn, mas não é o que seu corpo transmite quando eu chego perto de você. Eu gosto de você Quinn! Você acha mesmo que eu trocaria você, por aquela mulher? Eu não sou bom em expressar sentimentos, assim como você. Nós nos entregamos facilmente quando amamos. Mas eu quero que você se entregue a mim. Como Santana disse, você é um presente, assim como esse bebê.
- E você é orgulhoso demais pra se entregar? Não é? – Perguntei enquanto levantava a cabeça, tentando não deixar as lágrimas caírem.
- Eu só não queria que você me escondesse.
- Depois conversamos Sam. – Saí de lá o ignorando completamente. Eu precisava ir pra casa.
Não é que eu não queira perdoá-lo, é que eu descobri esse sentimento, que eu pensava que nunca mais fosse sentir. Nós temos uma ligação muito forte, que vai além da criança. Eu estou apaixonada por ele, admito, mas só não quero me enganar novamente. Vê-lo beijando uma mulher que não era eu, me fez sentir como se uma faca transpassasse meu coração. Eu fiquei destruída, como se ele fosse propriedade minha. E é. Ele quis dizer alguma coisa com suas palavras sobre não conseguir se entregar e que nós, eu e nossa filha, éramos presentes.
Cheguei em casa ignorando a primeira ligação de Santana. Apesar de saber que ela era minha amiga, fiel, eu queria ficar sozinha um pouco com meus pensamentos.
Na terceira ligação acabei atendendo e tentando disfarçar a voz que insistia em falhar, consequência do choro.
- Quinn, como acabou aquela conversa? Eu dei uma volta e quando passei por lá novamente, vocês estavam se beijando.
- Nós conversamos sobre...- Chorei. – Sentimentos. Sobre não se entregar, Sant, ele deu a entender que possa gostar de mim e... – Falava com a voz trêmula.
- E o que, Fabray? Você também não gosta do cara?
- Eu tenho medo.
- Medo de que Quinn?
- De me machucar novamente.
Rachel Berry PDV.
Eu e Finn estávamos em mais uma sessão de beijos e carícias nos fundos da boate.
- Rachel, vamos sair daqui.
- Eu não posso.
- Eu preciso me divertir e depois conversar sério com você. – Ele sorriu torto e eu me arrepiei.
- Conversar sobre o que?
- Só depois.
- Tudo bem, vamos.
Fomos para o apartamento dele.
- Finn, espera. – Pedi, enquanto ele tentava tirar meu vestido.
- Esperar o que?
- Quero que você me diga logo o que quer conversar! Senão, não vou conseguir fazer nada!
- Tudo bem. – Ele deu de ombros. – é o seguinte, você vai ter que afastar a Quinn do tal Sam.
- Como você sabe do Sam?
- Tenho minhas fontes, Rachel.
- E pra quê você quer que eu afaste o Sam da Quinn? Ela está grávida dele.
- A Quinn é minha e eu não estou conformado em perdê-la para aquele stripper, prostituto ou qualquer merda que ele for!
- FINN! Eu sou stripper e você não acha meu trabalho, merda quando nós transamos não é? Como você me pede, na cara de pau, pra fazer isso? Pensei que gostasse de mim!
- Eu gosto de você, Rachel. Mas eu não consigo perder, e você sabe muito bem disso. A Quinn era minha e eu a quero de volta. Sem contar que não vamos parar de nos encontrar. É excitante não é?
Me aproximei dele e dei uma tapa em seu rosto.
- O que foi isso Rach?
- Rach? Rach é a sua mãe! Eu não quero que me chame assim! Você não tem consideração pelas pessoas?
- Em falar em mãe, a sua mãe, Shelby, e seus pais saberão da vida que a filhinha perfeita deles têm. E seu irmão? Como Puck vai ficar sabendo que se deu bem e a irmãzinha com quem ele gostava de competir, virou stripper?
- Você não contaria a eles!
- Você duvida Rach? – Indagou, dando ênfase ao apelido.
- O que houve com você Finn? Seu coração congelou? Hã? Me diz, por favor.
- Não é nada disso. Eu só quero o que sempre foi meu.
- Eu não vou fazer nada disso. Quinn me perdoou, uma coisa que eu achava praticamente impossível, agora eu vou magoá-la de novo?
- Rachel, você não vai separá-la do Evans, é só não estimulá-la a ficar com ele. Ou eu falo pra sua família inteira o que você está fazendo. Consequentemente, você perderá a sua mesada para pagar onde mora e as despesas. Só vai restar o que você ganha naquele lugar. Você não vai querer isso, vai?
- N-não.
Eu estava chorando. O que houve com Finn? Mas ele tinha razão. Como eu iria sobreviver? Eu já tinha tentado milhares de empregos e nada.
- Ok Finn.
- Então agora podemos voltar ao que estávamos fazendo?
- Claro que não! Eu vou embora.
Assim fiz. Saí de lá com lágrimas no rosto.
Quinn Fabray PDV.
- Atende esse telefone Quinn.
- Não! Ele pode insistir, mas eu não vou atender
- Teimosa! – Definiu Santana. – Então eu atendo. Alô, Evans? – Ela colocou no viva voz.
- Eu quero falar com Quinn. Quem é?
- Santana. Olha, ela não quer falar com você, mas venha até aqui.
- Santana! – Falei, tentando pegar o celular que estava na sua mão, sem sucesso.
- Agora, White.
- Já estou chegando.
- Estou definitivamente pensando na forma como te matar.
- Quinn Fabray, minha loira gostosa, é a sua chance de se abrir pra ele. E é no sentindo de coração ,porque eu sei que você já fez isso com suas belas pernas. – Eu não pude deixar de rir.
- Tá bom Santana. Você me convenceu, tudo bem? Eu vou conversar com o White.
Ela deu seu sorriso vitorioso e me obrigou a me vestir com uma roupa que segundo ela, me deixou mais gostosa. Eu não concordei no início, mas tive que ceder, senão, Sam ficaria plantado na porta a noite toda, pois ela não o deixaria entrar. Era um short, curto e uma blusa bastante colada.
- Satisfeita?
- Muito. Agora, deixe-me trancar no quarto de hóspedes. Está uma chuva horrível e eu não vou sair daqui. Na verdade, vou ficar escutando vocês dois transando. Tudo bem, como uma boa amiga, eu vou pedir educadamente, que pelo menos me deixe dormir.
- Nós não vamos...
- Shiu. Você não sabe de nada. – Falou, me interrompendo. – Agora vá abrir a porta, porque o chocolate pode derreter. – A olhei confusa e ela gargalhou.
- Você não existe, Santana.
- Você não está me vendo?
Ela entrou no quarto e se trancou lá.
Fui em direção a porta, tentando relaxar meus músculos, mas eu estava tensa demais pra isso. A abri, dando de cara com um Sam, de jaqueta de couro, calça jeans escura e passando a mão pelos cabelos, logo depois, me olhando nos olhos.
- Quinn.
- Oi. – Engoli seco e dei passagem pra entrada dele.
- É... Eu trouxe isso pra você. – Falou, me dando uma rosa. – Foi a única coisa que consegui em quinze minutos pra vir pra cá.
- Acha que eu vou te desculpar por causa disso?
- Consegui?
- Talvez. – Falei e não contive o sorriso que brotou em meus lábios.
- Tá, eu acho que temos que ir direto ao assunto. Eu vim aqui porque quero falar com você sobre nós.
- Eu acho que talvez não exista nós. Sabe, a nossa história começou tão estranha e agora estamos aqui. Mas é diferente. Nós sempre estivemos juntos por causa da bela criança que está dentro de mim.
- Eu não acho. Isso é uma desculpa Quinn. É uma desculpa pra não dizer o que realmente sentimos. Você acha que eu fiquei me achando o cara mais feliz do mundo por ter te magoado? Muitos achariam besteira. Te deixariam chorar, depois te procurariam pedindo perdão e te levariam pra cama. Mas eu estou aqui pra impedir que você chore.
- Sam, você acha que é fácil pra mim? – Eu já chorava. – Você acha que é fácil gostar de um cara e ele te trair com a sua melhor amiga? Eu sofri muito, mas você me ajudou muito a superar isso. Eu não quis demonstrar, mas meu coração ficou em pedaços. Eu pensava que nunca mais seria capaz de me apaixonar por alguém, de amar alguém.
Ele sorriu, já entendendo o que minhas palavras queriam dizer.
- Esses meses foram especiais pra mim. O que eu mais quero é que minha filha seja feliz.
- Ela vai ser, Quinn.
- Eu não queria perder você. Sam, você foi a pessoa que me tirou da escuridão. Eu queria virar uma pessoa fria, pois meu coração parecia ter congelado. Só que sua alegria, se sorriso, sua beleza, seu desejo, sua paixão, tudo, em você, me faz bem. É como se eu estivesse morrendo e você fosse a minha cura. Você era o remédio pra minha dor de cabeça, a alegria na minha tristeza, o prazer na minha insatisfação comigo mesma.
Haviam lágrimas nos olhos dele e elas foram descendo, naquele belo rosto, que agora sorria.
Quem quisesse poderia me achar louca, mas eu estava amando Sam Evans.
- Eu amo você, Quinn.
- Eu amo você, White. – Ele arqueou a sobrancelha e veio ao meu encontro.
Me beijou com volúpia, intensidade. Nós definitivamente, precisávamos daquilo.
Ele me deitou no sofá, ficando por cima e ainda me beijando. Paramos por um instante e ele me observava, enquanto eu sorria.
- Eu te amo. – Falou e voltou a me beijar.
Aos poucos, nossas roupas foram tiradas e por um instante me lembrei de Santana. Depois relaxei, aquela latina não iria ligar de nos visse, daquele jeito.
- Não sei porque inventei de ter sede. – Falou Santana, de boca aberta, virando e voltando ao quarto. Eu ri e Sam também, que voltou a penetrar sua língua em meu centro.
- Sam! – Não pare, por favor...
Ele retirou sua língua e colocou seus dedos, que entraram em mim facilmente, devido a umidade na minha intimidade. Logo os movimentou rapidamente. Os levou a minha boca, fazendo com que eu os lambesse e chupasse.
- Quinn... – Falou com a voz rouca, devido a grande excitação em que se encontrava.
- O meu gosto é ótimo Sam. – Falei enquanto tirava os seus dedos de minha boca e mordia seu pescoço de leve.
Os sofá era espaçoso e por isso, pude, com facilidade ficar for cima.
Comecei a masturba-lo agilmente.
- Rápido, Quinn... – Pedia e eu atendi.
Sam agarrou meu cabelos, me guiando até seu membro, totalmente ereto. O chupei com vontade, até ser segurada pelos cabelos com mais força e ser deitada de barriga pra baixo no sofá. Ele me levantou um pouco.
- Tem problema se for por trás, baby?
- N-não.
Ele me penetrou devagar, esperando para que eu me acostumasse com seu tamanho. Depois que estava completamente dentro de mim, saiu e entrou rapidamente, fazendo com que eu gritasse. Era uma mistura de dor e prazer. Ele entrava e saia com rapidez. Depois de um tempo, ele me virou, me penetrando novamente.
Logo chegamos a um orgasmo e repetimos que nos amávamos.
Eu achava que o amor nunca mais bateria em minha porta. Só que certo chocolate me fez ver que eu estava totalmente errada quanto a essa teoria.
Eu o amava, ele me amava. Isso é o que realmente importa pra mim e provavelmente para minha pequena e já amada menina, que daqui a alguns meses, virá ao mundo e será amada pelos pais, com toda certeza.
- Eu nunca vou me cansar de dizer que te amo, sabia? – Indagou ele, me beijando mais uma vez.
- Eu sabia sim. – Respondi sorrindo e o beijando novamente.
Notas finais
e obrigada!
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