White Chocolate.
8 Capítulo 8 - Maybe.
Notas iniciais
Capítulo 8. – Maybe.
Santana Lopez PDV.
Acordei ainda com a imagem do White com a língua... nas partes baixas da minha amiga. Foi bem estranho, mas tudo bem.
Fiquei muito preocupada com a Berry. Ela me ligou ontem, logo depois que voltei ao quarto. Ela estava chorando muito, queria desabafar, mas ao mesmo tempo não podia dizer o que a afligia. Nós nem amigas assim éramos!
Santana Lopez não se preocupa com ninguém! A não ser comigo mesma e Quinn Fabray, que se não fosse por mim, já teria feito milhares de besteiras. Além das que já fez.
Saí do quarto após escovar os dentes. Estava com a aparência horrível. Tinha acordado algumas vezes a noite com os gritos do quarto vizinho.
- O que vocês são? Animais? – Perguntei ao chegar na cozinha e ver Quinn e Sam aos beijos. – Pra informação dos dois pombinhos, se eu quisesse ficar vendo pornografia dos outros eu alugava um filme ou via na internet, ok? Agora me deixem ao menos comer.
- Como se você não fizesse. – Falou Quinn, rindo.
- Eu faço. Na verdade, adoro fazer, mas vocês foram até seis da manhã! Acordei com seus gritos Quinn! – Falei rindo. – Pensei que eu era insaciável, mas você...
- Acredite Santana, ela é um animal sim! – Quinn deu uma tapa na cabeça dele e eu ri mais ainda.
Abri a geladeira procurando algo pra comer, mas ouvi meu celular tocando. Corri para o quarto.
- Alô?
- Santana, sou eu Rachel.
- Oi Rach. – Eu a havia chamado pelo apelido? Estou muito estranha, mas tudo bem.
- Eu preciso falar com você.
- Eu estou no apartamento da Quinn.
- Eu... eu vou até aí então.
- Tudo bem.
Voltei a cozinha.
- Rachel Berry está estranha. Primeiro ligou pra mim! Depois, chorou e desabafou algumas coisas e ainda mais tem algo que está escondendo, que a está preocupando bastante.
- Eu e ela nos distanciamos muito depois de tudo aquilo. É normal que ela recorra a você, Sant.
- É, pode ser. Ela está vindo para conversarmos. Está tudo bem pra você, Q?
- Tudo bem. Sem problemas.
Rachel chegou e eu percebi que Quinn havia ficado um pouco desconsertada. Deu a desculpa de ir tomar banho com Sam e nos deixou à sós. A baixinha me abraçou e começou a chorar.
PDV OFF.
Após chorar no ombro de Santana, Rachel não tinha mais o que fazer. Tinha que fazer o que Finn havia lhe dito.
- Santana, eles estão numa relação séria?
- Como você deve saber, ela está grávida. Eles descobriram que realmente se amam, depois de uns quatro, cinco, seis meses, eu não sei. Só sei que eles estão felizes.
- E-eu acho que... – Ela hesitou, o coração estava destruído. – Ele não é pra ela. Sempre o vi saindo com uma mulher diferente. Não merece confiança sabe? Não que eu deva me meter.
- Sério? Eu gostei do White. Ele pareceu gostar dela.
Rachel caiu nas lágrimas novamente. Ela não podia mentir sobre o maravilhoso namorado da amiga, mas era preciso.
- Por que está chorando?
- É... porque... É bom saber que ele gosta dela... O Finn é muito frio.
- Eu sei muito bem isso. Mas você acha mesmo que ele não é pra ela?
- É. Ele não é de uma só. Ele... até fazia o clube de motel. Transando com várias, todos os dias. Ele as usava.
- Investigarei Rach. – Santana a abraçou novamente.
Finn realmente se tornara frio. Tudo isso por causa da própria Quinn. Ela sabia que quando eles voltaram, Finn estava muito diferente. Sempre se esforçava para ser carinhoso, ou ao menos gentil com ela.
Flashback On.
- Onde você estava ontem, Q? Pensei que havíamos combinado de ir ao cinema.
Quinn chorava descontroladamente. Soluçava. Ela não poderia mentir pra ele.
- Finn, eu... eu estava com Puck.
- Puck?
- Ele apareceu na minha casa, dizendo que me amava e que me queria e...
- E...
- Aconteceu.
- O QUE? VOCÊS TRANSARAM?
- S-sim.
- Você é minha Quinn! Não é pra sair dando pro Puckerman! Ele te usou como usou todas as outras.
- Finn! Me desculpe!
- Acabou Quinn!
- — — — — — — — -
Semanas depois, Finn percebeu que não podia ficar sem Quinn. Ele sentia que ela pertencia a ele. Hudson tinha que mostrar o quanto passaria por cima de Puck e a teria de volta.
- Finn. Podemos conversar? – Perguntou, mesmo tendo poucas esperanças.
- Claro. – Ela sorriu e eles seguiram para a arquibancada do campo de futebol.
- Me perdoa. Por favor. Eu quero pelo menos seu perdão.
Ele a beijou, deixando a garota surpresa, mas ao mesmo tempo, feliz.
Finn Hudson estava extremamente satisfeito. Esfregou na cara de NoahPuckerman que Quinn ainda era dele. A partir daí a obsessão pela garota começou. Após o término da escola eles continuaram o relacionamento. Finn não a amava, aliás nunca a amou. Ele gostava dela e do sexo gostoso, segundo ele, que ela o proporcionava, mas não era amor.
Quando eles começaram a pensar em se casar, Finn gostou, mas não descartou Rachel de vez, só por causa do compromisso futuro. Se encontrava com ela todas as noites. Quinn no início não parecia ligar, mas depois, o ataque de ciúmes começou e ele não teve saída, a não ser, a verdade.
Ele não se conformou com a perda da sua pedra preciosa. Ainda mais para Sam Evans, um cara que nem se comparava a ele, como vivia dizendo.
Flashback Off.
Finn estava pensativo. E se Rachel não fizesse o que ele tinha mandado? Como ele teria sua Quinn de volta? Pensava, pensava e pensava. A única coisa que vinha em sua cabeça era o maldito bebê que ela carregava do Evans.
Será loiro e tão lindo quanto ela, pensou.
No mesmo instante bateu na mesa com força. Como pôde perdê-la? Por que ele foi burro a tal ponto de traí-la?
No apartamento de Quinn, mais precisamente no banheiro, lá estavam, os dois loiros se agarrando, novamente.
Eles saíram do banho e se trocaram. Sam vestiu uma bermuda de Finn que ainda estava ali. Quinn hesitou em oferecer a roupa, mas sabia que Sam aceitaria sem nenhum mal estar.
- Obrigada minha linda. – Ele falou, colando os lábios dele nos dela.
- Pensei que não fosse gostar. Da próxima vez traga roupa.
- Próxima vez? – Perguntou divertido, arqueando a sobrancelha.
- É. Se eu tiver com vontade de ter certo loiro em mim... – Ele riu.
- — — — — — — — — — -
Quinn estava na cozinha, talvez tentando preparar alguma coisa. Santana aproveitou para ir atrás do loiro que estava na sala.
- Sam Evans, preciso ter uma conversa séria!
- Tá tudo bem Santana?
- Na verdade? Está tudo péssimo. Se você estiver enganando, se aproveitando ou fazendo qualquer coisa que machuque a minha amiga, eu corto aquele sua amiguinho e jogo para os cachorros, está entendendo?
- O que houve Santana? Eu amo a Quinn.
- Só estou alertando. Soube de coisas nada boas sobre você. Então, estou de olhos abertíssimos!
- O que você soube?
- Não interessa. Agora trate de fazê-la feliz.
- Eu irei. – Ela saiu da sala indo ao encontro de Quinn. Sam substituiu a cara assustada por um sorriso no rosto. Elas são protetoras, pensou.
Ao chegar na cozinha, Santana viu que Quinn não dava nenhum jeito para aquele tipo de coisa e logo pediu uma pizza. Sentou-se com a amiga e por estar preocupada, começou o interrogatório.
- Você o ama mesmo Q?
- Claro, você sabe disso.
- Ele já provou o amor por você?
- Ele demonstra Sant. Os atos dele.
- Você sabe tudo sobre ele?
- Tudo não, mas muita coisa.
- Você confia nele?
- Por que todo esse questionário, Sant?
- Nada demais. Só acho que vocês estão se envolvendo demais em tão pouco tempo. As pessoas se conhecem melhor depois de uma ano..
- Santana, o que houve? Você está estranha. Sabe de algo que eu não sei?
- Eu só estou sendo protetora, Q. Só isso, pois me preocupo com você.
- Até horas atrás você gostava dele, depois da visita da Rachel, você ficou toda estranha.
- Não tem a ver com a Rachel! Eu... Mas eu preciso te contar algo. – Falou. — Sabe essa volta da Berry e essa amizade repentina dela comigo?
- Hum?
- Eu estou me sentindo estranha. Eu sinto vontade de protegê-la, mas é diferente da vontade que eu sinto de te proteger.
- Como assim?
- Seria estranho se eu te dissesse que sinto atração por ela? – O queixo de Quinn caiu. Ela não esperava.
- É muito estranho. Nós sempre fomos amigas e agora você me dizer isso... Mas você gosta dela?
- Não! Eu não gosto dela, eu já gostei, antes do desaparecimento.
- Sant, eu te apo...
- Meninas, a pizza chegou. – Informou Sam, com a caixa na mão. Elas sorriram e a latina não conseguiu comer direito, pensando no que havia acabado de falar para a loira.
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