Whispering

14 Things Happens


Notas iniciais
Everything happens for a reason! Nothing happens by chance or by means of good luck. Illness, injury, love, lost moments of true greatness and sheer stupidity all occur to test the limits of your soul. Without these small tests, life would be like a smoothly paved, straight, flat road to nowhere, safe and comfortable but dull and utterly pointless.

Jasper entra na escotilha e os encontra, ela contou tudo que aconteceu. Bellamy gastou a única agua presente lá para limpar o sangue do pescoço dela. Era um corte profundo, mas não estava aberto. Ele se levanta quando Jasper entra e diz que ia pegar agua e comida, já que estava morta de fome e sede.

— Bellamy me contou sobre Monty — Ela diz quando a porta da escotilha é fechada — Amanhã eu saio a procura deles, Jasper, ninguém consegue me prender aqui.

— Rey, quando você sai sozinha dá merda. — Ele senta ao lado dela segurando a pólvora.

— Qualquer coisa que eu faço dá merda, algumas menos que as outras.

— Quando Octavia desapareceu, ele não pensou duas vezes. Agora Monty, Clarke e Finn estão em algum lugar com os terra-firmes e sair é perigoso. — Sua voz era fraca, estava muito frustrado.

— Vamos descer, converso com Bellamy e amanhã eu e você vamos os achar, pode ser? — Rey se levanta sem dificuldade, já havia descansado da corrida, a única coisa que a incomodava era a sua barriga.

— Para de me tratar como uma criança, mas…pode ser. — Jasper também se levanta e abre a porta da escotilha.

Ele descia primeiro e depois Rey faz o mesmo, tinha alguém lá embaixo. Uma pessoa gemia muito, em pânico, e a outra sussurrava algo. Ela tentava olhar para baixo para ver o que tinha, mas não conseguia distinguir nada. Jasper para e coloca a mão no pé dela, para que ficasse quieta.

Murphy.

— Eu...eu estava tentando o ajudar — Ele diz algo e fica quieto, Jasper olha para ela em pânico, ainda estava na seção do meio. Sai delicadamente da escapa e faz um sinal para que ele tenha cuidado.

Rey senta numa parte escura da seção, fica lá quieta.

Passos rápidos, som de arma. Quero ir lá o ajudar, os observo da escotilha, Murphy apontava uma arma para Jasper. Não tinha nada com que me defender, nem uma simples adaga.

— Murphy, apenas largue a arma — Jasper sussurrava, sem mover um musculo.

Murphy olha para o corpo inconsciente de um menino e gagueja.

— E-ele tentou me matar. — Jasper tenta correr porém ele apenas grita e mira, tentando amedrontar mas sem intenção de atirar. Jasper fica quieto e cede.

— Está tudo bem — Jasper diz com a mão em sinal de redenção.

— Não, não está. Você sabe o que vai acontecer quando contar para Bellamy.

— Contar Bellamy o que? — Uma voz com chiados surge, como se fosse o rádio da arca, mas entre nós.

Murphy bufa, Jasper treme, Rey tampa sua boca com a boca, não movendo nenhum musculo.

— Me dê o rádio.

Jasper tirava cuidadosamente o rádio do bolso, então aperta começa a gritar.

— Murphy está armado. Ele matou — Murphy o atinge com a arma, agora ele jazia no chão inconsciente.

Bellamy gritava algo, Rey apenas se arrastava para se esconder. Atrás de umas poltronas que ainda estavam presas a nave. Murphy fechava a porta da mesma, o coração dela batia forte. Não tinha como se defender, socos contra tiros. Sua mão cobria a boca, a escuridão a escondia dos olhos de Murphy.

— NÃO OUSE MACHUCA-LOS — Bellamy gritava do outro lado, o que a fez entrar mais em pânico. — SE VOCÊ ENCONSTAR NUM FIO DE CABELO DELA...!

NÃO!

— Dela?! — Murphy diz, Rey começa a tremer. — Rey?! — Ela não sabia o que fazer, sua única escolha era ficar quieta — REY, VOCÊ TEM UMA CHANCE DE VIR ATÉ AQUI E, EU JURO, QUE NÃO VOU TE MACHUCAR AGORA!

Quieta, Rey. Não faça nada pela primeira vez da sua vida.

Ele subia pela escada, rapidamente e sem nenhuma lanterna, Rey ainda tinha uma chance. Murphy a procurava sem parar, jogando objetos para longe e subindo até a escotilha de cima. Ela não conseguia respirar, a tensão não a permitia se mover. Ele respirava fundo e pisava forte.

— Onde você está, maldita!? — Murphy diz, então olha diretamente nos olhos dela. Rey entra em pânico e tenta correr, ele a pega pelos pés a fazendo correr. — Te peguei.

Murphy a pega pelo cabelo e a joga escotilha a baixo. Rey grita de dor, seu ombro atinge com tudo no chão. Ouvia Bellamy gritando, mas não ligava, nada ia mudar agora. Ela corre em direção do botão da porta, Murphy ameaça atirar, Rey continua, ele atira, ela se joga no chão.

— MURPHY! — Bellamy grita enquanto ele amarrava a mão dela.

— BELLAMY, diga para a sua namoradinha ficar quieta, se não as coisas vão acabar péssimas para ela. — Ele dizia olhando nos fundos dos olhos dela e a colocando do lado de Jasper. — Oh, Rey, estamos ferrados agora.

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Rey ficou quieta a noite inteira, não gemia e nem desviava o olhar. Murphy puxava o seu cabelo e a amecava, porém, ela apenas mentia-se firme, mesmo desmoronando por dentro. Foi quando Bellamy disse algo de troca que ela começou a protestar.

A mordaça não deixava suas palavras entendíveis, mas isso não a impedia de continuar a protestar. Sua mão já machucada ardia, ela não se importava e continuava tentando o avisar.

— Não se preocupe, Rey, nada vai mudar. — Murphy diz enquanto a levanta junto com Jasper.

Jasper estava desesperado, seus olhos estavam arregalados e sua pele o mostrava suando frio. Murphy aberta o botão e a porta começa a se abrir, a luz do dia entra junto com o vento gelado. Plásticos usado para a proteção da chuva os impedia de ver alguma coisa.

— SÓ VOCÊ, BELLAMY! DESARMADO! — Murphy grita sem tirar seus olhos de Rey, com um sorriso estranho. — VOCÊ TEM DEZ SEGUNDOS OU EU ATIRO NA PERNA DA REY!

Depois de um tempo Bellamy entra, fica desesperado ao ver o rosto em pânico de Rey. O cano gelado da arma estava nas costas dela, Murphy sorri e joga Jasper para fora da nave e logo em seguida aperta para fechar a porta.

— O QUE ESTÁ FAZENDO?! — Bellamy grita avançando ao ver que o acordo foi violado.

— FIQUE AI OU EU ATIRO! — Murphy responde apontando a arma agora para a cabeça dela.

Ele fica quieto, não se move, mas suas mãos estavam prontas para dar o soco em algo. Estava tenso, inquieto, sabia que ia dar merda. Murphy pega uma corrente de ferro e empurra Rey até uma tubulação, a prendendo lá. Rey tentava tirar a mordaça da sua boca, a mordendo incessantemente. Finalmente ela cai em dois pedaços na sua frente. Assim que ele vira para pegar uma corda no chão, Bellamy avança, mas logo em seguida Murphy vira-se e atira no chão. Rey grita em pânico, Octavia o chama pelo rádio.

— Quer que ela saiba que está vivo? — Ele joga uma corda nos pés deles — Comece a amarrar.

Murphy dava instruções para Bellamy, de como amarrar a corda, Rey sabia o que ele estava fazendo. Um nó de forca.

— O que você pensa que irá acontecer depois disso, Murphy? — Ela começa a dizer, sem medo dele fazer algo, já estavam na merda. — Vai comandar tudo? Acha isso? Você terá que fugir se não acabar sendo morto aqui.

— CALE A SUA BOCA, VADIA! — Murphy a acerta com a arma, a fazendo cair no chão.

Sua visão fica turva por um momento, ela vê Bellamy se aproximando, mas Murphy volta a mirar nele. A corda estava já pendurada no teto, ela continuava no chão. Sua cabeça doía, seu pulso doía, seu coração batia forte e não conseguia respirar.

— O quer que eu diga? Que eu sinto muito? — Bellamy grita ao ver o nó, se aproxima, mas Murphy o faz recuar. — Eu sinto muito.

O sequestrador ri, como se tivesse tudo em controle. Rey via e ouvia tudo, mas não tinha forças para se levantar.

— Vocês entenderam tudo errado. — Ele diz sorrindo, a arma ainda apontada para Bellamy — Não quero que diga nada. Quero que sinta o que eu senti, depois...Depois, eu quero que você morra. Aí, eu torturarei a sua terra-firme, do mesmo jeito que eles fizeram comigo. Talvez faça isso enquanto você vê tudo. Quem sabe?

Bellamy olha para Rey, caída no chão com seu cabelo solto tampando seu rosto. Sua cabeça sangrava, junto com seu pulso. Não sabia o que dizer, não tinha escolha. A corda o encarava, não tinha escolha. Vendo isso, ela reúne forças e se levanta, não queria morrer sem lutar. O sangue escorria da sua cabeça até seu rosto, indo pelo canto da testa.

— Se você matar ele, todos seus amigos irão fazer coisas piores a você. — Rey diz enquanto Bellamy puxava um banco.

— Eu disse para você ficar calada! — Murphy grita com raiva e pede para ele subir no objeto.

— Isso é loucura! Os terra-firm- — Sem resposta falada, apenas um tiro para a parede.

— Coloque na sua cabeça. Agora.

Bellamy faz isso, Rey tenta se livrar das algemas improvisadas, resultando em nada.

— Feliz agora? — Bellamy diz com a corda no pescoço, Murphy puxa um pouco, ele coloca a mão na corda a bloqueando do pescoço. Rey tenta se aproximar um pouco, a corrente a segura perto da parede.

— Murphy! — Ela grita tentando fazer algo, não conseguia superar que não podia mudar essa situação.

— Você é tão corajoso, não é? — Murphy diz brincando com a corda na sua mão, sorrindo para os dois — Veio aqui pensando que iria mudar tudo, que era mais forte que eu, que talvez um dos seus amigos entraria aqui para ajudar? Bem, o que está pensando agora, Bellamy?

Murphy puxa a corda, os pés de Bellamy ficavam na ponta no banco, a corda pressionava seu pescoço, seu rosto ficava vermelho.

— Bellamy, não! — Rey grita tentando ainda se aproximar, se livrar das correntes — Murphy, por favor! Não faça isso! — Lágrimas escorriam do seu rosto, ela estava quase encostando nele, mas suas mãos estavam para trás do seu corpo, não podia fazer nada.

Novamente é atingida no rosto, agora pelos punhos de Murphy. Com suas mãos livres da corda, Bellamy consegue respirar um pouco. Mas por um curto tempo, sua garganta volta a ser pressionada. Rey cai no chão, porém, logo se levanta.

— Sabe, tenho que admitir, Bellamy — Murphy diz a largando para trás — Você enganou todos. Eles realmente respeitam você. Quase tanto quanto a Clarke. É. Mas, nós sabemos a verdade, não é? — Ele para na frente de Bellamy, olha no fundo dos olhos dele — Você é um covarde. Descobri isso no dia em que chutou o caixote sob mim. Só estava dando o que as pessoas queriam, certo?

— Eu devia ter impedido — Bell fala sem emoção.

— É. É um pouco tarde para isso.

— Acha que vão deixar você caminhar para fora daqui? — Ele continua a dizer, sem pânico na voz, apenas raiva.

— Bom, eu acho que a princesa morreu. O rei está prestes a morrer junto com a vadia dele. — Murphy responde olhando de relance para Rey. — Quem vai lidera-los? Eu. Eu vou lidera-los. Talvez tenho que matar a estupida da sua irmã — Murphy se aproxima mais ainda de Bellamy, dando a chance dele tenta o chutar para mais perto dela.

Ele se esquiva e corre para puxar mais ainda a corda, os pés de Bellamy não tocavam mais no chão e ele gemia tentando respirar.

— NÃO! BELLAMY!

Uma pessoa grita, vindo de baixo do chão. Murphy abaixa a corda e atira várias vezes na direção da voz. Devia ser alguém tentando os ajudar, vários tiros e um barulho, sem balas. Bellamy tenta tirar a corda do pescoço assim que ouve o cartucho vazio. Desesperado Murphy chuta o banco, fazendo-o ficar pendurado pelo pescoço.

Rey não sabia o que fazer, gritava e chorava, tentava se soltar a força, o sangue fazia sua mão escorrer e ao mesmo tempo doer muito. Estava quase lá, sentia-se quase livre. O barulho de Bellamy tentando respirar piorava tudo. Então, o barulho das correntes caindo surge. Ela encara Murphy e ele faz o mesmo, correndo para recarregar a arma.

Rey se apressa e tenta atingir seu rosto, ele estava entre ela e Bellamy. Murphy se abaixa e a empurra pelo torso para o chão, ela cai e ele apontava a arma para ela. Ele carregou? O tiro soou, ele sorri, sente uma dor onde ele havia o empurrado, ela põe sua mão no possível ferimento, liquido espesso, dedos vermelhos.

Bellamy atinge Murphy na cabeça, ele revida com várias atingidas com a arma, o desacordando. Rey não conseguia pensar em apenas uma coisa, sua cabeça estava a mil. Uma luz entra, a porta se abre. Murphy corre para subir, um rosto surge na sua frente.

Jasper.

Rey tenta se levantar, queria ajudar Bellamy, porém Jasper a empurra para baixo desesperado. De canto via Octavia descendo o corpo do irmão, estava desacordado.

— Preciso...ver ele — Ela diz tentando fazer algo.

— Rey! Você levou um tiro! — Jasper grita colocando pressão no ferimento, que era no canto do seu torso.

O som de Bellamy voltando a respirar soa, Rey sorri ao ouvir. Jasper ao perceber também sorri. Ela podia ouvir ele gritando por ela, o ferimento não doía tanto, não quanto o ferimento da perna. Espero que isso seja algo bom. Rey tenta se aproximar dele, mas Bell o corre para ir até ela.

— Rey! — Ele diz segurando seu rosto com lágrimas no rosto.

— Estou bem, eu acho... — Rey fala tentando o acalmar — Acabe com isso.

— Bell, vá logo! Ele vai escapar — Octavia se aproxima examinando o ferimento — Não parece ser tão ruim.

Ele corre para longe, Octavia levanta Rey pelos ombros. Dói um pouco, o ferimento ardia e doida.

— Tem ferimento de saída, acho que isso é algo bom — Ela suspira sem saber o que fazer — Precisamos da Clarke, droga.

Uma explosão, tudo acontecia rápido demais. Rey não conseguia processar tudo, Octavia se afasta um pouco a deixando deitada no chão sozinha. Pessoas gritando fora da escotilha. Bellamy surge indeciso, a observava caído e os outros o chamava.

— VÁ, BELLAMY! — Octavia grita voltando a ficar perto dela — Eu cuido da Rey!

Octavia sorri, tentando mostrar confiança, mas não ajudava muito. Podia ouvir Bellamy gritando do outro lado, um discurso de motivação parecia. Não...de guerra.

— Octavia, estou bem! Consigo me levantar — Rey se levanta com muito esforço e ajuda de Octavia, sua roupa estava manchada de sangue que escorria. Porém, a bala não parecia ter atingido nada, e a dor ia diminuindo.

Elas vão para fora, veem Clarke e Finn no meio da multidão.

— Arrumem suas coisas! Vamos sair daqui imediatamente! — Clarke diz para todos, Bellamy parecia desolado, não concordava com ela.

Alguém grita por ajuda, Raven surge no canto da nave, seu torso realmente sangrava. Rey se afasta e deixa Finn entrar com ela seguida por Clarke. Rey sai da rampa de acesso e segue para algum lugar, estava com frio e cansada. Queria deitar num lugar e dormir pela a eternidade. Porém, tinha uma decisão a fazer. Eles iriam partir, iriam para o leste, bem longe daqui. Podia ir com eles, poderia ir com Bellamy e tentar chegar lá. Ou poderia ficar, e tentar recuperar seu irmão.

Uma mão no seu ombro, Rey vira-se para trás e vê Bellamy. Ela o abraça fortemente, chorava em seu peito, tudo que sentia deixou sair naquele momento. Ele retribui o abraço, não sabendo o que dizer para acalma-la. Foi quando eles se separam que Bell vê o sangue, ainda escorrendo.

— Você é louca? — Ele diz olhando para o sangue na sua mão. — Pensava que estava tudo bem.

— Está tudo bem, a bala entrou e saiu, não dói mais, apenas sangra. — Rey responde tentando o acalmar — Apenas precisa de pontos. Tem linha e agulha na minha mochila, depois eu faço isso.

— Levei suas coisas para a tenda, vamos lá. — Bellamy a segura pela cintura, achando que não iria conseguir chegar até lá. Rey não liga e caminha junto com ele até a tenda.

Ela pega as coisas na mochila e tira sua blusa. O ferimento não era grande, após limpar todo o sangue ao redor pode perceber isso. Bellamy senta na sua frente e a deita, pega a agulha e coloca a linha.

— Igual costurar uma roupa, apenas não vá muito no fundo e volte.

— Igual costurar uma roupa, só que essa roupa fala, respira e não para de sangrar — Ele fala e Rey percebe que estava tremendo.

Ela senta novamente e o beija delicadamente, apenas um selinho.

— Calma, está tudo bem.

— Precisamos conversar, Rey. — Bellamy suspira, também tinha percebido o pequeno erro.

— Depois conversamos — Ela deita novamente e sente a agulha entrar na sua pele. Não doía mais, era apenas uma picada. Depois de vários entradas e saídas se vira para fazer o mesmo no ferimento de saída. Tudo se repete, limpa o resquício de sangue e agora estava pronto. Não tinha como desviar da conversa.

Rey se levanta, Bellamy estava na frente dela, observando-a sem saber o que fazer.

— Nós vamos para o leste, Clarke os convenceu de partir — Ele diz após um tempo, seu olhar estava no chão agora.

— Eu percebi...

— Venha conosco.

Por que ele teve que dizer isso? Por que tenho que escolher novamente? A escolha já está feita, Rey. Você não fez tudo isso apenas para desistir agora. Ele espera que eu vá, eu realmente quero ir. Vai desistir do seu irmão? Depois de todo esse tempo?

— Eu não posso, Bell. Preciso ficar...sinto muito, mas...

— Eu sei, tentei de tudo para faze-los ficar. Clarke...eles ouvem ela, mais do que eu.

— Precisa ir com eles, Bellamy. Eles querem ir porque é mais fácil do que lutar. Uma hora atrás estavam construindo minas para você. Você é o líder deles. — Rey queria se aproximar, se aninhar com ele e apenas esquecer de tudo. A distância entre os dois parecia ser maior do que o normal, e diminui-la parecia errada no momento.

— Não quero ir, mas não quero deixá-los. Não quero te abandonar. Rey...precisa entender.

— Eu entendo, Bellamy. — Ela anda um pouco, mas para logo em seguida — Apenas não sei o que fazer.

— Venha conosco, por favor, Rey.

— Não posso desistir do meu irmão, Bellamy! Ele está vivo e agora sei disso! Descobri tantas coisas que não posso deixar para trás agora!

— Eu sei, apenas...acalme! Vamos resolver isso!

— Não vamos resolver isso, Bellamy — Rey se aproxima mais ainda. — Você irá com o seu grupo, vai tentar criar alguma coisa no mar e ficará por lá. Eu ficarei aqui, recuperarei meu irmão e depois vou encontrar meus pais. Não temos outra escolha, Bell. Chegou a hora.

Lágrimas formam e escorrem. Bellamy caminha até ela e a puxa pela cintura. Seus lábios se encontram, como se fosse a última vez. Rey o puxava para perto com sua mão no cabelo dele, Bellamy mantinha sua mão entre sua cintura e as costas. Bellamy tinha o cuidado de não ir no ferimento, enquanto andava em direção a cama. Ele a deita, e começa a beijar seu pescoço, descendo para o peito e voltando para a boca. Rey suspira, esquecendo de tudo. Bellamy tira sua camisa e desabotoa a calça, ela estava fazendo o mesmo quando ouve um grito.

— HORA DE IR!

Ambos param, olham um para o outro e colocam a roupa novamente. Bellamy então a beija, sem ligar para a gritaria de fora.

— Eu te amo, mais do que tudo. — Ele sussurra ao se separar, lágrimas escorriam do seu rosto.

— Apenas volte, por favor.

— Eu vou, juro.

Notas finais
Queridos, amores do meu coração. Sinto muito pela demora, porém a escola está me matando e tive que estudar para tirar notas boas. Agora que acabou tive tempo para escrever, e aqui está o cap, espero que tenham gostado. Calme, Ally, nunca irei desistir da fanfic. Vocês moram no coração e enquanto uma pessoa comentar, mostrar que se importa, eu continuarei postando. Estamos chegando no fim da primeira temporada, próximo cap acaba e irei apenas voltar a postar quando tiver três caps escritos. Então, em três dias postos o próximo e depois vai demorar um pouquinho (bem pouquinho mesmo) AMO VOCÊS!!