Whispering
13 Oh, Shit
Notas iniciais
Rey estava analisando os destroços do que uma vez era um defumador, estava vazio e toda a comida fora queimada. Os dois últimos dias tinham sido esclarecedor e mágicos, ela e Bellamy estavam mais próximos que o normal e ninguém sabia disso ainda. Memórias voltavam, graças a mim, Rey realmente voltou a conversar comigo.
Ela ia até a escotilha, onde Lincoln uma vez foi mantido prisioneira, pegava um papel e anotava tudo que lembrava, ou que eu a fazia lembrar. Bellamy ficava muito nervoso, já que toda vez que ele entrava na escotilha Rey escondia o papel e fingia que estava fazendo nada.
— Você precisa me contar, Rey! Alguma coisa, por favor.
— Você sabe, sabe que eu falei com Lincoln e sobre o meu irmão — Rey diz se levantando, tinha contado o que achava que era tudo para ele.
— Isso não é tudo, sinto que está escondendo suas intenções de mim — Bellamy fecha a escotilha apenas para ver um mapa, um que ela esqueceu ali. Ele abre e vê todas as informações que eu dei sobre Mount Weather — Você vai procurar pelo seu irmão.
— Não me fale que pensou que eu não iria, por favor, você me conhece.
— Eu pensava que não iria fazer algo tão estúpido. Só de nos aproximarmos de lá, Jasper levou uma lança no peito. — Ele joga o mapa para longe, estava nervoso.
— Se fosse Octavia? Estaria aqui parado? Acha que foi estúpido ter matado três pessoas apenas para achar sua querida irmã?!
— Eu não passei dois anos procurando por ela. Não torturei pessoas, não matei inocentes, quem veio comigo soube o risco que corria. Você matou um monte de selvagens, os torturando, apenas para descobrir que eles tinham nada a ver.
— Não tinha nada melhor para fazer. — Lágrimas se formavam, mas ela as enxuga antes que escorressem. — Você não tem direito de me julgar pelo que fiz. Apenas eu posso fazer isso e tenha certeza que já faço.
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Rey corria em direção a montanha, e sua velocidade aumentava enquanto a mesma crescia a sua frente. Sabia onde tinha que ir, eu a contei, uma porta que surgia no meio de uma clareira. Marla, estou aqui por causa de você, não me faça estar errada. Ela segurava o bastão, tinha deixado seu arco no acampamento sem perceber, e não queria voltar e ver Bellamy a julgando.
Por que ele fez isso? Estava tudo tão bom. Ele pensa que eu tenho que o obedece-lo, acha que é meu líder. Ugh!
A clareira, uma porta saindo do nada.
Eles vão saber que eu estou aqui?
Rey se aproxima a porta e toca nela, parecia nunca ter sido aberta, era gelada e enferrujada. Então ela soca, com toda a sua força.
— ABRE! SEUS CRETINOS!! — Tudo que ela queria descontar ela descontou naquela porta, todos esses anos procurando pelo seu irmão e agora estava na porta donde ele estava — FILHOS DA PUTA! DEVOLVAM MEU IRMÃO.
Lágrimas escorriam a cada soco, escorria por causa do seu irmão, por causa de Cyrus, por causa de seus pais e por Bellamy. Ela enfraquecia e sua voz falhava, mas não desistia. Eles tem que abrir essa maldita porta. Foi quando um estrondo surgiu e Rey se afasta assustada, a porta abria e duas pessoas vestidas com roupas brancas que protegiam todo o corpo se aproximava.
Porém, tudo fica mais aterrorizador quando ela os vê apontando uma arma, Rey se vira e tenta correr, mas algo a atinge e sua visão fica turva, seus olhos pesam e cai, sente ser arrastada para dentro, mas não ligava, era isso que queria.
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Rey acorda numa sala vazia cinza, tudo que tinha nela era a maca que estava sobre. Ela se mexer, mas estava presa pelas mãos. Eu estou dentro, estou dentro de Mount Weather. Fico feliz ou triste?
A porta se abre, um homem de terno e cabelo marrom arrumado entra com um sorriso estranho, ele puxa uma cadeira e senta nela, a observando:
— Você vai ficar quieto? Sério?
— Nunca esperei em vê-la, Rey. Pensei que tinha desistido. — Ele diz como se tivesse todo o tempo do mundo, e provavelmente tinha.
— Acho que não me conhece muito bem.
— Realmente não, mas levando em consideração ao resto da sua família.
— Josh, quer dizer que confessa que esteve com ele o tempo todo — Rey diz tentando se livrar das amarras.
— Nunca disse que não estava, ele está aqui bem perto de você. — O homem levantava e andava ao redor dela — Mas não estava falando sobre ele.
— Pare de falar assim, me diga o que quer!
— Seu pai, Rey, ele nos ajudou a destruir seu querido lar — Ele diz rindo, tendo prazer da sua reação.
Ela apenas fica quieta, tentando processar tudo.
— Está mentindo....você está mentindo.
— Não estou Rey, como iriamos hackear a sua linha de segurança se não tivéssemos alguém por dentro? Como você estaria aqui e agora se seu pai não arranjasse um jeito que ficasse viva. Cyrus morreu, Josh foi pego. Aqui está você.
— Por que meu pai nos abandonaria, então? Lutou para nos salvar apenas para nos abandonar.
— Os salvar, Rey? Ele queria a salvar, tudo que disse era que a Cidade da Luz a queria viva.
O homem se aproximava dela, queria rir na sua cara, Rey se aproxima mais ainda, se debatia na maca e gritava.
— CALE A BOCA! CALE A SUA BOCA!
— Você está viva por que eu a deixei viva todo esse tempo. Na próxima vez que vier aqui, estará morta. — Ele se vira de costas e caminha para a saída.
— NÃO OUSE ME DEIXAR AQUI! VOCÊ ME DEVE RESPOSTAS! — Ela gritava com todo o seu pulmão, sua garganta já doía. — EU QUERO VER MEU IRMÃO!
A porta bate, estava sozinha novamente.
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Rey mordia as amarras, estava nisso a meia hora, estava rasgando aos poucos. Seu pulso ardia quando encostava nas feridas. Preciso sair daqui, preciso achar Josh. Quando o som da última parte da amarra direita rasgando soou, Rey sorri, mas logo em seguida a porta se abre e ela tem que agir. Mantem o pulso onde deveria estar, quieto, como se estivesse preso.
Ele tinha um casaco na mão, parecia furioso.
— Onde arranjou isso? — Esfregava a roupa no rosto dela. Octavia, o casaco que ela a emprestou. — Eu sou vou perguntar mais uma vez...
— Você não pode me matar, não é? Então porque deveria me preocupar?
O homem segura o rosto dela, querendo atenção, apertava com toda a sua força, deixando marcas das suas unhas.
— A única coisa que não me deixa te tocar é a honra do meu pai, e consegui burlar isso quando destruí sua linda casa. — Por que ele não para de sorrir? — Quando peguei seu povo para nos servir como porcos, quando capturei seu irmão.
— Posso escolher ficar quieta.
— Tem certeza disso, Rey?
Rey fica quieta, sua respotas foi não desviar seu olhar.
— Eu realmente não queria fazer isso... — O homem tira uma seringa do seu bolso, ela não sabia o que ia acontecer, precisava agir. Não é hora de morrer. Ela se debate o suficiente para ele se aproximar, então o acerta com um soco. Não foi o suficiente para o deixar inconsciente, mas sim para Rey rir na cara dele sorrindo. — Você está morta.
A agulha atinge o pescoço dela, sua visão fica turva e escurece, Rey sorria, não se importava.
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Rey acorda no meio do mato, com um mapa e sua mochila perto dela. Suas mãos sangravam, mas agora tem outro ferimento, seu pescoço. Coloca sua mão lá e sente pontos, era apenas dois, o que significava que era bem pequeno e não muito profundo.
Ela não se importava com o ferimento, estava inconformada que chegou tão perto apenas para ser jogada para fora. Podia sentir a presença de Josh, agora estava na sarjete.
Rey grita, com toda a sua garganta. Ela cai de joelhos, lágrimas escorriam dos seus olhos. Chorava para o chão, socando o mesmo. Não conseguia pensar, nem falar, apenas gritar e chorar.
— Você precisa voltar, Rey — Eu digo sentada a sua frente. — Pequenos passos, nem tudo da certo de primeira.
— Eu não quero tentar de novo, Marla — Ela diz com seus olhos vermelhos. — Eu cansei.
— Tudo vai mudar, Rey, você é uma grande peça nesse jogo. Você fez sua jogada, eles fizeram a deles, agora é sua vez.
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Rey voltava para o acampamento, todos estavam do lado de fora montando minas e preparando para uma batalha. Algo aconteceu aqui. Jasper grita quando a vê, correndo para abraça-la.
— Rey! Não pode ficar sumindo assim, pensávamos que também estivesse sido pega.
— Também?
— Monty, Clarke e Finn — Raven aparece, estava junto com Jasper montando as minas terrestres — Sumiram hoje, não chegou a os ver?
— Não...eu, não vi nenhum deles, estava longe do território selvagem. — Estava onde eles não ousam ir.
— Onde estava, Rey? — Jasper pergunta pegando a mochila para ajuda-la, Rey a pega novamente, não queria ajuda.
— Eu sai, precisava de ar.
— O dia inteiro? — Raven estava suspeita, ninguém podia julga-la, três pessoas sumiram no mesmo dia que Rey resolveu passear.
— Sim, o dia inteiro.
Bellamy aparece na entrada, Rey não sabia o que fazer, iria até ele ou ficava ali. Quando o vê se aproximando rapidamente ela larga tudo no chão e o encontra. Ambos se abraçam como se não tivessem o visto há tempos, Rey podia sentir como Raven a olhou, acabou de dizer que foi nada mas agia como se algo tivesse acontecido.
— Eu sinto muito...muito — Bellamy sussurrava no ouvido dela.
— Preciso falar com você, agora.
Bellamy a leva para a escotilha, queria ver os ferimentos e falar a sós com Rey. Ela senta num canto, de modo que pudesse apoiar suas costas e despeja sua mochila no chão. Desde o começo havia sentido um peso, mas queria o abrir com alguém.
— Mount Weather diz olá — Rey diz ao ver uma pequena estátua, uma miniatura de uma espaçonave redonda, como se fosse anéis.
— Arca, é a estação Arca. —Bellamy pega a miniatura e a observa — O que eles disseram?
— Ele viu o casaco de Octavia, devia ter o símbolo da Arca. Queria que eu falasse algo, fiquei quieta o tempo todo. Ele me injeta algo e acordo no mato do lado de fora.
— Seu irmão?
— Está lá...e-ele disse que Josh está vivo — A voz falha, o desespero ainda não tinha passado.
— Por que você está viva, Rey? Por que eles não te mataram?
As respostas que ela não queria dizer, iria tornar tudo verdadeiro, queria se manter inocente, ingênua. Manter-se a mesma, aquela que acreditava que seu pai era um herói e que estava vivo porque era mais forte que todos.
— Meu pai...ele fez um acordo com Mount Weather... — Lágrimas escorriam do seu rosto. — Meu pai deu informação e os ajudou a destruir a comunidade. Eu estou viva por causa deles.
Bellamy se ajoelha na frente dela e a beija, as lágrimas fazia tudo salgado e triste. Ela se separa apenas para chorar na camisa dele, a muralha que bloqueava tudo cai. A fase de indignação e gritos passara, a raiva ficou.
— Tudo vai ficar bem, Rey.
— Estamos se preparando para uma guerra, Bellamy. Nada vai ficar bem.
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