Whispering

17 Another day in Paradise


Notas iniciais
Heey, gente. A sumida voltou!! Voltei porque escrevi esse cap e resolvi postar. Vou postar assim daqui em diante, escrevi então posto. Esse cap é curto porque o ep é curto e resolvi manter ele na cronologia da série. Então o proximo cap vai ser beeem melhor! Kisses!!

Rey acorda com os passos incessantes de Bellamy que andava de um lado para o outro da sala, o sol já havia nascido há algum tempo e ninguém entrou desde que os largaram lá. Seu corpo ainda doía, cansado da agitação dos dias anteriores, mas já estava descansada e pronta para lutar seu caminho para fora dessa nave. Parecia com o buncker onde nascera, todo feito de metal e com fios passando por dentro dessas placas. Porém, após ter caído na terra sua condição não estava tão boa quando um dia devia ter sido.

Bellamy nem percebe que havia acordado, sua mente estava a mil apenas pensando em como estava preso enquanto seus povo havia sido pego pelos selvagens.

A porta se abre e dela passa o homem de cabelo castanho, o líder deles, Marcus Kane. O mesmo que havia os prendido lá.

— Por quanto tempo irá nos manter preso aqui? — Bellamy pergunta no segundo que o pé dele entra na cela.

— Até saber que ambos não são uma ameaça aos outros — Kane responde com a cabeça levantava, voz série e grossa. Ele puxa uma cadeira e Rey consegue ver uma arma no seu cinto.

— Não somos uma ameaça. Salvamos a vida de quem você largou para morrer — Rey comenta se levantando do chão, Bellamy a puxa para trás dele.

— Não diga o que você não sabe — O líder então senta na cadeira enquanto Bellamy e Rey o observavam. Ambos ainda estavam com os rostos e as roupas sujas de sangue. O rosto de Bellamy estava com uma pasta grudenta de sangue coagulado dos vários socos que o selvagem dera no seu rosto. Rey tinha sua roupa vermelha e fedia a morte, assim como o seu torso e todo o resto do seu corpo. Ambos pareciam mortos. — Vamos continuar então, você disse que havia centenas de terras-firmes. Duzentos? Trezentos?

— Não os contei — Bellamy responde como se Kane estivesse o debochante, o que provavelmente estava.

— Por que você acha que eles atacaram? O que os provocou?

— Nós estavamos aqui. Isso foi suficiente.

— Tudo isso é território deles. E eles não gostam de dividir o que é deles. Meu povo fez um acordo, e respeitamos ele. Porém, os selvagens não parecem fazer o mesmo com vocês. — Rey responde tentando se colocar um pouco a frente de Bell, mas ele não largava seu braço a mantendo sempre ao seu lado.

— Estamos perdendo tempo. Os outros não desapareceram no ar! Eles foram levados e nós precisamos ir atrás deles! — Seu tom aumentou, Bellamy não ia se acalmar até receber uma arma na mão e sair desse local a procura de seus amigos.

— A equipe de busca partirá logo. — Ele nem parece se importar com que dissemos, sua mente está em outro local. No espaço e não na Terra. — Mas não antes e conseguirmos as informações suas que precisamos.

— Vocês partiram faz anos e pensam que aqui ainda é seu lugar! A Terra não é aquilo que vocês leem nos seus livrinhos. — Rey retira seu braço com força das mãos de Bellamy, avançando na direção de Kane. — Vocês precisam de mim, precisam de Bellamy.

— Isso está fora de cogitação. Nem foram treinados. É muito perigoso.

— É o meu povo lá fora. — Bell senta na cadeira posta a frente de Kane, olho com olho.

— Esse também é o meu povo lá fora. Quer os ajudar? Diga-me o que vamos enfrentar. — Irá nos usar até ter tudo que quiser e depois pensará em nos deixar sair — As táticas, quandos são, suas armas.

— Flechas e lanças, machados, espadas… — Bellamy responde sabendo a reação de Kane. Rey agora se mantia atrás dos dois, observando. — Seus próprios dentes

— Nenhuma arma de fogo? — Ele nega — Vocês tinham armas.

— As armas que achamos no depósito de primeiros-socorros nivelaram o campo de batalha e talvez...se tivéssemos mais balas, poderiamos--

— Havia mais balas. — O olhar de Rey então volta a prestar atenção, não era possivel. — A equipe de busca acharam mais dois barris repletos de rifles e outro cheio de munição.

— Nós deveríamos ter procurado mais — Bellamy suspira, desapontado consigo mesmo.

A porta de abrem, dois soldados entram segurando Murphy pelos braços. Assim que vê os dois, ele para tendo que ser arrastado. Bellamy se levanta da cadeira e Rey se poe pronta para qualquer coisa,

— O que ele está fazendo aqui? — Rey pergunta quando Bellamy volta a segurar pelo braço. Ainda não entendia o motivo dele sempre estar a segurando, querendo-a perto dele, como se estivesse com medo.

— Com licença, a Dra. Griffin tirou o Sr. Murphy da área médica — A soldada loira diz ainda segurando Murphy com suas mãos.

Sr. Murphy, tinha que ser uma piada.

Bellamy não acreditava no que estava acontecendo, igualmente como Rey. Ambos são obrigados a sentarem em cantos opostos da sala, com suas mãos amarradas pelos soldados.

— Pelo menos a Dra. Griffin poderia atender Rey, ela precisa de pontos já que Murphy atirou nela — Bellamy comenta do canto oposto dela da sala, mas não houve resposta verbal mas sim vários tiros vindo de fora da nave.

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Rey havia encostado sua cabeça na parede e dormido enquanto Murphy e Bellamy trocavam acusações, ela não ligava sabia que não podia fazer nada. O dia inteiro se baseou nela dormindo e sangrando pelo ferimento aberto que ninguém havia vindo cuidar.

Eu vou morrer. Todos nós morremos em algum momento, Rey. Não posso morrer agora, não posso. Preciso encontrar meu irmão, Marla. Você tem que me ajudar. Estou aqui para isso, mas não sou eu que posso te ajudar a tirar essas amarras. Eu também não consigo tira-las.

A porta se abre como se fosse um sinal, Finn passa correndo por ela e os tira das algemas. Rey não entendeu o porque, mas algo fez Bellamy trazer Murphy com eles. Logo Finn, Rey, Bellamy, Sterling e Monroe atravessavam o campo sorrateiramente indo para a floresta.

Uma luz branca ilumina seu caminho então, Dra. Griffin e um soldado surgem no meio da mata. Rey para, se perguntando o que estavam fazendo.

— Vocês estão atrasados. — Dra. Griffin diz entregando uma pistola para Finn.

— Bellamy decidiu trazer uma companhia. — Ele responde apontando para Murphy.

— Ele já esteve no acampamento dos selvagens, pode nos levar lá. — Bellamy fala segurando Murphy pelo braço.

— Apenas os traga em segurança para cá — Ela responde e o soldado entrega um rifle para Bellamy. Abigail pega uma mochila e o arco de Rey, entregando para ela enquanto passava. Rey sorri agradecendo e continua seu caminho.