When Youre Gone
26 Capítulo 24
Notas iniciais
-Todo mundo se arrumando! – Alice exclamava pela casa.
Jasper foi o primeiro a ser cobaia nas mãos daquela baixinha, mas ele não se importava, se era uma maneira de deixá-la feliz, então ela se submeteria às experiências dela de bom grado. Ele sorriu quando ouviu Bella grunhir e trancar a porta do quarto, mal sabendo que seria inútil.
-Edward! – Ela cantarolou. – Você será o próximo!
Alice, apesar de triste por Edward e Bella não se entenderem, tentou melhorar sua relação com o irmão, coisa que seu marido não fez de maneira alguma ainda achando que ele era o único culpado pelo sofrimento de Bella. Edward, por sua vez, deixou-se aproximar da pequena vidente e eles se tornaram alguma coisa próxima de amigos. Jasper ironizava aquela conexão como “a ligação restante de Edward com Bella”.
-Alice, pelo amor de Deus, não! – Edward tentou revidar, mas foi inútil, Alice entrou no quarto do mesmo jeito. – Você não pode entrar desse jeito, baixinha! E se eu estivesse nu?
-Eu teria visto! – Ela respondeu invadindo o closet e fuçando nas roupas que ela mesma escolhera para ele.
Após escolher uma camisa Polo, um pulôver Tommy Hilfiger e uma calça jeans Calvin Klein, Alice deixou que ele escolhesse os sapatos e parou no meio do quarto tendo uma visão.
-Bella! – Gritou ela com raiva saindo do quarto em disparada. Edward podia ouvir as exclamações vindas do quarto da frente. – Uma camisa tão linda para usar com moletom! Moletom?! Você quer me matar?!
-Se preocupar-se com moda não fosse uma ocupação para matar seu tédio, Alice, juro que eu te enforcaria! – Bella reclamou. – Eu estou indo trabalhar, não a uma festa!
-Para alguém que foi uma duquesa e se vestiu com pompa e cuidado durante todos os dias por séculos, eu juro, Bella, você é um desastre!
-Naquela época eu precisava manter as aparências. Hoje em dia, numa cidade desse tamanho, vestir-me com elegância é chamar a atenção! – Ela grunhiu.
-Aha! Então você sabe ser elegante! – Alice acusou vitoriosa. – Portanto seja elegante! – E saiu batendo a porta.
Edward já estava descendo as escadas quando ouviu Bella sair do quarto e descer as escadas, irritada. Ele só percebera que parara de descer quando ela o alcançara. Seus olhares se encontraram e ele se sentiu preso pela força dos olhos dourados dela. O que ele não sabia é que ela estava tão presa quanto ele, embevecida ao ver mais uma vez o calor nos olhos dele depois de tanto tempo. A raiva de Bella se esvaíra imediatamente e ela mal se lembrava do porquê de estar irritada. A casa estava subitamente silenciosa. Porém, do mesmo modo que o olhar dele se aqueceu, esfriou-se novamente, contendo aquela frieza descortês, quando ele tomou consciência do que estava fazendo. Ele virou-lhe as costas sem nada dizer e continuou seu caminho. Ela logo atrás, com a expressão escondendo a dor visível apenas através daqueles olhos que tanto viram em mais de sete séculos de existência.
Quando chegaram à sala de estar, encontraram Esme, que os olhava com ternura; Jasper, que olhava preocupado para Bella, sentindo sua tristeza e Alice que era toda “sorrisos”. Rosalie e Emmett desceram em seguida e o vampiro perguntou:
-Onde está a “rrrrrruiva”? – Esta era a maneira carinhosa que ele possuía quando se referia a Anne Louise.
-Ela já foi para a escola com Carlisle, vocês não ouviram? – Edward resmungou.
Emmett sorriu malicioso e respondeu com os pensamentos viajando por entre as imagens do que acontecia no quarto deles uma hora antes.
-Não. Nós estávamos ocupados com outras coisas, não é mesmo minha ursinha? – Ele beijou Rosalie, que sorriu por entre o beijo.
Jasper e Edward fizeram uma careta de nojo e disseram ao mesmo tempo:
-Me poupe dos detalhes!
Em seguida fuzilaram um ao outro com o olhar. Edward sondando os pensamentos de Jasper que testava os sentimentos ao seu redor.
-Vamos, sem confusões por hoje, meninos. – Esme interrompeu. – Vocês irão se atrasar se não saírem agora.
Eles assentiram e se despediram da mãe, indo para a garagem.
-Tenham um bom dia! – Esme exclamou enquanto os irmãos ligavam o carro e a moto e saíam.
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Anne Louise já podia ouvir o fluxo de alunos na escola aumentar. Ela estava nervosa, apesar de saber exatamente o que fazer aonde ir, tudo, mas mesmo assim, fazia pouco tempo que se tornara vegetariana e não sabia se podia se controlar perto de tantos humanos juntos como fez na faculdade graças à presença confiante de Bella. Agora que ela não estava, não sabia se conseguiria sozinha. Seus olhos ainda estavam avermelhados e ela deveria dizer que eram lentes de contato.
Quando chegou observou decepcionada o quanto os professores ficaram atemorizados e apreensivos com sua presença, mesmo que inconscientemente. Os cheiros a atingiram e ela trancou a respiração, fazendo esforço para se controlar e prestar atenção ao diretor que lhe apresentava a escola.
Com um suspiro, Anne Louise pegou seus livros e fechou seu armário, saiu da sala dos professores e foi em direção à sua primeira aula. “Vamos lá, você consegue. Concentre-se!” Ela repetia o mesmo mantra para si enquanto caminhava pelos corredores com cada vez mais alunos, que paravam embasbacados e intimidados, ao vê-la. Os cochichos começaram e ela podia ouvir cada palavra.
-Essa é a nova professora? – Uma garota loura cochichou a outra.
-Ela é muito gostosa! – Era o que os garotos geralmente comentavam.
-Parece jovem de mais para dar aula.
-Jéssica disse que é o primeiro emprego dela. – Uma loira de óculos disse.
-Fiquei sabendo que ela é amiga dos Cullen. – A garota que estava ao lado dela complementou.
-Os esquisitos? – Um garoto loiro com cara de bebê perguntou incrédulo.
-É! Sexta e ontem eu a vi junto do doutor e do Edward indo para a secretaria. Aposto que o doutor Cullen pagou uma fortuna para o diretor a deixar trabalhar aqui. – A loira soltava veneno.
Anne Louise suspirou mais uma vez se controlando para não ir até as garotas e responder às fofocas. Já havia sido alertada sobre a possibilidade desse tipo de coisa acontecer. “Vai ser um longo dia!” Ela pensou fazendo careta. A única coisa que a alentava era que falaria do assunto que ela mais amava: Livros.
Ela entrou em sua sala e colocou os livros na mesa. Ao levantar a cabeça reparou que já havia alguns alunos na sala que olhavam para ela, curiosos.
-Olá. – Cumprimentou ela educadamente.
Alguns responderam outros não, mas ela não prestara realmente atenção, pois voltara a arrumar suas coisas, a preparar a aula e o sinal acabara de bater trazendo mais alunos para dentro da sala. Entre todos eles, Anne Louise reconheceu Emmett e ela não pôde evitar sorrir. Ela não estaria sofrendo a tentação desprotegida afinal. Obviamente Bella e Carlisle pensariam em tudo.
Quando todos se sentaram, Anne Louise se sentiu pronta para começar:
-Bom dia! Como vocês já devem saber, a Sra. Geoffrey decidiu mudar um pouco seus horários, então eu estarei dando literatura para vocês e ela cuidará do resto da disciplina inglês. – Os murmúrios começaram, mas ela não parou de falar forçando todos a voltarem ao silêncio. – Para continuar eu vou me apresentar e gostaria que vocês se apresentassem. Meu nome é Anne Louise Bonnet, mas não acho que senhora Bonnet seria um jeito muito legal de me chamarem... Sou muito nova, não acham? – Ouviram-se alguns risinhos e ela sorriu ainda mais principalmente pela piada que essa frase foi para ela. –Bem, apenas Srta. Anne vai servir, não é? Ótimo! Agora quero conhecer vocês. – Ela apontou para o primeiro aluno ao lado da porta. – Comece. Quem é você?
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Bella mal havia colocado o seu jaleco e guardado suas coisas quando uma enfermeira adentrou seu consultório.
-Dra. Swan, uma menina foi internada na emergência apresentando falta de ar e tosse constante.
-Onde?
-Na emergência, Dra.
-Sim, mas eu ainda não conheço o hospital inteiro.
-Eu te levo, venha comigo. – A enfermeira disse. – Depois arranjarei um mapa para a senhora.
-Senhorita. – Corrigiu ela.
-Que seja.
Bella notou nesta enfermeira o mesmo olhar de inveja de algumas outras funcionárias do hospital com sua presença, mas ao mesmo tempo sabia que ela estava intimidada. Obviamente, enquanto passava pelos corredores do hospital ouviu os cochichos ao seu respeito e ela não pôde fazer nada além de revirar os olhos e se conformar.
Ao adentrarem a emergência, ela pôde ver médicos espalhados pelos leitos cuidando daqueles que chegavam ao único hospital da cidade em busca de pronto atendimento. No leito ao qual a enfermeira, que descobrira chamar Maia a levara, dois homens estavam que pararam embasbacados ao vê-la, mas definitivamente, Bella não estava com paciência para aquilo. Ela olhou para a garota e perguntou:
-O que aconteceu?
-Ela apresentou falta de ar e não parava de tossir, demos água e melhorou um pouco, ela parou há pouco tempo, mas mesmo assim registramos ruídos em sua respiração. – Disse um dos médicos. Dr. Chase, segundo o crachá.
Bella podia ouvir sem dificuldade a obstrução nas vias respiratórias da criança e deduziu que poderia ser nos alvéolos.
-Temos de fazer uma tomografia para var o que está obstruindo as vias respiratórias.
-Mas pode ser apenas um resfriado, ou uma crise asmática.
-A tosse, Dr. Taub, é causada por algo que deve ser expulso e impede as trocas gasosas, por isso a falta de ar. É alguma coisa nos alvéolos pulmonares. – Bella respondeu sem olhar para ele.
Por conveniência ela colocou o estetoscópio e se inclinou para examinar a criança que apenas olhava para eles, em silêncio. Ela não precisava de nenhum aparato para ouvir a pulsação tentadora de seu coração e a cadência de sua respiração ruidosa e difícil.
-Levem-na para um quarto. Eu ficarei com o caso.
-Na verdade Dra. Swan, eu já o assumi. – Bella ouviu uma voz atrás de si, no meio da confusão e pelo som de seus passos ele mancava e andava com a ajuda de uma bengala. – E Taub, vá fazer uma tomografia, é algo nos alvéolos pulmonares.
“Como eu disse.” Ela pensou, se virando para encarar o médico que se aproximava. Dr. Taub se afastou e com ajuda das enfermeiras levou a criança silenciosa para fazer a tomografia. O médico manco possuía olhos azuis profundos e duros e sua expressão séria, além da barba malfeita, não escondiam o cinismo e arrogância que suas atitudes e modo de falar demonstravam. Bella não precisou de mais para desprezá-lo. O cheiro de seu sangue era tão misturado ao cheiro de analgésico que ela não teve dúvidas de que ele era dependente do medicamento.
-Dr. House. Ou só House. Da área de diagnósticos. – Ele estendeu a mão e sorria debochadamente. Desprezível. Ao ver que não haveria resposta ele recolheu a mão, mas o sorriso apenas se alargou. – Ora, ora. Mais alguém que não aprendeu a boa educação por aqui.
-Não, Dr. Eu apenas reservo minha educação para quem dê valor a ela. Mantenha-me informada sobre a paciente, afinal, a pediatra sou eu.
Sem acrescentar mais nada, Bella deu-lhe as costas e saiu andando em direção ao seu consultório. Porém ouviu os passos dele seguindo-a. Ela suspirou. “Que começo!” pensou.
-Dra. Swan?
Ela parou e se voltou lentamente para o médico.
-Sim?
-Como uma recém-formada acha que irá se sair, logo no começo?
Ele se aproximou mancando, apoiando-se na bengala.
-Lamento informar, mas você é como qualquer outro novato em medicina. Convencida, confiante nos conhecimentos pré-adquiridos e é terrivelmente suscetível ao erro, então deixe que os mais experientes cuidem das coisas por aí e vá cuidar de casos de gripe.
O tom de voz provocativo e sarcástico irritou Bella e ela fitou Dr. House com seus olhos sábios. Por um momento ele hesitou, mas devolveu o olhar esperando seu triunfo e ter as incertezas de Isabella exposta para si. Os olhos de Bella percorram-no de cima a baixo fixando-se por um breve momento em sua perna e então ela soube como responder-lhe:
-Para um médico que se deixou submeter em uma cirurgia malsucedida e passar a ser dependente de analgésicos, podendo levar a erros por efeitos do medicamento, você não pode falar muito de mim.
Claramente o doutor ficou surpreso com a declaração clara de Isabella sendo que ele não mencionava aquilo com ninguém, mas logo se recompôs exibindo um sorriso sarcástico e disse antes de dar as costas à Bella:
-Tenha um bom dia, doutora.
O restante da manhã foi tranquilo dentro dos padrões da rotina de um médico. Na hora do almoço, Bella saiu rapidamente visando procurar presentes de Natal pela cidade. Sendo relativamente maior que Forks, ela encontrou rapidamente uma livraria decentemente abastecida onde ela achou uma interpretação interessante da Guerra de Secessão para Jasper. Ester era um lançamento, portanto o irmão ainda não tinha então ela ficou satisfeita com sua escolha.
Para Carlisle, ela encomendara em uma joalheria um escudo em prata e lápis-lazúli de tamanho pequeno com o brasão dos Cullen incrustado. Ela poderia tê-lo feito em Nova Iorque, em joalherias mais famosas, mas algo no dono daquele pequeno estabelecimento fez com que ela se lembrasse do artesão de Paris que lhe deu o leque, então ela encomendara o presente ali mesmo.
Para Esme, Bella encontrou uma loja de antiguidades orientais e por lá encontrou um vaso chinês muito bonito, mas como ela pouco entendia de antiguidades não pôde identificar nenhuma característica relevante dele e decidiu levá-lo apenas por ser bonito e julgar que ela iria gostar. Ela ainda vagava pela loja com a atendente em seus calcanhares quando ela o viu. No fundo da loja, em perfeitas condições como se ainda estivesse em seu palacete em Chicago, o piano de cauda cheio de entalhes e pinturas onde Edward costumava treinar estava ali, logo a sua frente, protegido como uma peça de museu. Se pudesse, Bella estaria chorando, sua voz estava meio sufocada quando ela perguntou à funcionária da loja:
-Onde vocês o conseguiram?
-Oh! Este é algo muito raro e valioso em nossa loja. É um piano de...
-1859, vindo direto da França. – Ela completou, tentado recompor-se de sua súbita comoção.
A atendente nem notara o quanto ela ficara balançada com a descoberta.
-Exatamente. Ele foi de uma duquesa francesa que morou em Chicago de 1860 a 1862 quando misteriosamente desapareceu assim como seu amante.
Bella quase a corrigiu dizendo que Edward foi muito além e muito diferente de um amante, até porque eles nunca fizeram amor apesar de todo o desejo e amor que nutria por ele. Mas tinha de se lembrar de que já não era mais a Duquesa de Chevalier e tinha um segredo a manter, sendo que a atendente nunca entenderia como ela saberia tanto de uma pessoa supostamente desconhecida e morta, portanto, apenas voltou-se para outro ponto que a intrigava:
-Mas e o incêndio...?
-O bairro nobre de Chicago era mais afastado do local do grande incêndio, portanto muitas mansões e palacetes foram poupados.
-Como o conseguiram?
-Foi um leilão do ultimo dono do palacete, que queria demoli-lo há algumas décadas. Está na família há quase duas gerações.
Ela assentiu levemente e disse, decidida:
-Vou levá-lo.
-Mas eu não acho que... – A atendente hesitou visivelmente, duvidando das pretensões de Bella.
-Não importa. Faça-me a mais absurda oferta, eu irei levá-lo.
-Eu... Espere um instante. – A atendente saiu apressadamente.
Bella permaneceu no mesmo lugar, com os olhos fixos no piano, imaginando Edward sentado ali, tocando, enquanto ouviu passos e frases trocadas na sala atrás da loja. Pouco tempo depois os passos voltaram para sua direção. A atendente voltara acompanhada de um idoso que a avaliou dos pés a cabeça e seu olhar fixou-se no da vampira. Esta, por sua vez, não desviou o olhar.
-O quer tanto assim? – Ele perguntou e Bella apenas aquiesceu sem hesitar. – Pois bem, farei uma oferta justa por ele. Um milhão de dólares*.
-Eu aceito. É um valor justo. – Na verdade Bella estava disposta a pagar o quanto fosse necessário, mas ela não sairia dali sem o piano.
Quando efetivou a compra, à vista, ela se virou para ambos que ainda a fitavam incrédulos, assim como os outros dois funcionários da loja e disse fervorosamente:
-Obrigada.
E então saiu da loja.
*N/A: Aloprei legal o valor do piano, até porque eu não faço a menor ideia o quanto uma raridade dessas vale... Eu acredito que chutei baixo, ainda.
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Anne estava indo para o almoço junto de outros professores, ansiosa por se juntar aos Cullen e fugir das conversas inúteis e perguntas inoportunas dos colegas. A manhã havia sido tranquila, nunca dera aula desacompanhada e também não chegou a sentir uma sede descontrolada, já que havia se alimentado mais do que o normal. Bella com certeza ficaria orgulhosa de seu desempenho.
Ao chegar ao refeitório, despediu-se dos outros professores que a olharam estarrecidos, enquanto ela se dirigia para a mesa onde os Cullen já estavam sentados.
-Hey, Anne Louise, como está indo o dia? – Alice cumprimentou-a, animada.
-Oi! Está indo bem melhor do que eu esperava Alice!
-Cara, eu não sei como você aguentou tanto tempo de Ensino Médio, Alice! Esse lugar é um inferno! – Emmett reclamou.
-Nem é tão ruim... É só tirar a imaturidade e falta de cérebro geral, que se torna aturável. – Rosalie disse enquanto observava as unhas. – Pelo menos é alguma coisa para matar o tempo.
Anne Louise deu de ombros e a conversa tomou rumos mais agradáveis e diversos passando para o tema Natal.
-Está chegando, sabe? – Alice comentou. – Eu estou planejando a comemoração! Já até comprei os presentes!
-Espero que esteja se esforçando para não enxergar o que nós iremos te dar, não é? – Emmett resmungou.
-Você sabe que eu não controlo o que vejo! Mas estou tentando bloquear, juro que estou. – Ela sorriu angelical.
Edward revirou os olhos com a clara mentira da irmã. Ele já havia comprado algumas coisas, mas mesmo assim não dava muita importância ao evento como o restante da família.
-Os Denali passarão esse ano conosco de novo? – Jasper perguntou.
-Não. Eles vêm no ano novo, e aproveitaremos a ocasião para perguntar para Eleazar o que ele acha sobre a mudez mental de Bella. – Rosalie respondeu. – E Peter e Charlotte, Jazz? Você convidou-os?
-Sim, mas eles estão em uma nova viagem pela Ásia. Variar o cardápio foi o que disseram.
-Ahn. Ursão, já sabe o que vai me dar de Natal? – A loira perguntou dengosa para o parceiro.
-É claro! – Ele respondeu rapidamente.
Edward sufocou uma risada e Emmett chutou-o por baixo da mesa. Mas o estrago já estava feito. Rosalie percebeu a mentira e ficou furiosa com Emmett, que não teve como se proteger da ira da loira. O restante se divertia com a situação. No fim das contas, Rosalie se recusava a olhar para o marido e estava com a expressão fechada. Alice terminou com todo o momento dizendo:
-Cinco minutos para o sinal, acho melhor irmos. Vejo-te na sala, Anne Louise.
Ela e Jasper se levantaram sendo acompanhados por Anne Louise e os outros.
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