When You Learn to Devide
6 Minha lei
Notas iniciais
Então os dois cavaleiros portadores de armadura de bronze, passaram a noite numa parte do bosque desconhecida, após o atentado contra Shun, o portador da armadura de Andrômeda. O cavaleiro de Cisne, Hyoga, conseguira escapar do mar depois de uma batalha contra uma besta enorme que atacara Shun de Andrômeda.
Hyoga havia chegado ao seu limite e por isso dormia profundamente. A noite passara e chegara o dia. Shun acordou ao lado do querido Hyoga. Shun não se sentia bem, mesmo abraçado tão próximo de Hyoga, sentia o frio que lhe fazia tremer e seu corpo todo doía. Ele não podia levantar, estava sem forças. Sua armadura já até tinha se retido, assim como a de Hyoga. Shun se lembrou do mal entendido com Hyoga. "Por que ele veio? Ele havia me acusado, sem me deixar explicar... Por que ele veio me salvar?" Shun ainda estava triste com a atitude do amigo, mas já que ele tinha voltado isso significava que ele se importava... Tanto que despertara seu cosmo ao máximo abrindo as asas do Cisne... O colocando a superfície da água para poder respirar, pedindo a ele que fizesse o ataque para que ficasse a salvo sem se importar de morrer ou se machucar... Agora Shun se sentira amado. Mas ainda queria ouvir da boca de Hyoga, que estava tudo bem... O sol brilhava sobre eles, isso aqueceu Shun que parou de tremer, mas sentia tanta dor, que não conseguia manter os olhos abertos. O calor do Sol despertou Hyoga, ao abrir os olhos podia ver os cabelos verdes de Shun, o rosto do menino estava sobre seu peitoral. Hyoga acariciava os cabelos de Shun ele queria ver o rosto do amado, então ele se sentou devagar, seus braços doíam, mas ele pegou Shun com cuidado e o colocou em seu colo, olhou para o rosto do jovem, mais pálido que o normal... — Shun? ... — Shun só moveu a sobrancelha, parecia estar com dor. — Está tudo bem... Eu vou levá-lo para casa e cuidarei de você. — Hyoga sentou Shun e virou-se dês costas para ele, tornado fácil a colocação dele em suas costas. Ele não podia ficar com Shun em seus braços, estavam doloridos.
Hyoga não sabia em que parte do bosque estava. Afinal, tinha tantas árvores perto a mansão Kido. Ele seguia reto... No caminho ele viu uma árvore com belas maçãs. "Que bom, isso vai nos servir muito bem." — Olha Shun, uma macieira! Café da manhã. — Hyoga colocou Shun com muito cuidado, sentado sob a árvore ao lado da macieira. Hyoga tratava de escolher as maçãs vermelhas imaculadas, sem nenhum aspecto de contaminação por pestes. Ele pegou duas e limpou na camisa. Foi até Shun que de olhos fechados, não parecia nada bem, e pôs a maçã entre seus lábios. — Shun, por favor, coma... É apenas uma maçã. — Shun não morde a maçã e Hyoga fica mais preocupado. — Ikki... — Shun falou. Hyoga estranhou. — Ikki está... Por, perto. — Shun disse a Hyoga, o garoto parecia sentir dor intensa. Mas afinal, Ikki estivera por ali? — Shun, mas — Ele ouvira duas vozes. Seiya e Ikki. "Eles estão mesmo por aqui." — SEIYA! IKKI! — Hyoga chama pelos amigos, já que ele não sabia onde estava, precisaria deles para voltar e assim cuidar de Shun. — Ikki! Aqui!!! — O cavaleiro de fênix avistou Hyoga e quando viu Shun sentado, pálido, correu em sua direção. — O que vocês fazem por aqui? O que você fez com ele?! — Ikki se ajoelha perto do irmão, coloca a mão sobre a cabeça de Shun, que não tinha uma expressão alegre. Ikki estava alterado, ele sentira o irmão frio. Hyoga explicou: — Ikki, Shun fora atacado por uma besta marinha horrível, eu o ouvi gritar socorro lá do bosque quando eu estava no jardim o procurando. Acabamos no mar lutando contra a besta, seu irmão foi muito ferido pelas correntes falsas, mas vencemos. Não sabemos quem enviou a besta ou de onde surgiu... — Ikki o encarou. — Uma besta? ... — Ikki fechado os olhos, respirou fundo. Seiya chega surpreso — Hyoga? SHUN? Mas o que estão fazendo aqui? — Seiya confuso. Ikki só respondeu Hyoga: — Hyoga, siga com Shun pela trilha que fizemos. Cuide dele! Por mim... — Ele pegou o menino no colo e o entregou nas costas de Hyoga. — Sim, vou cuidar dele, eu prometo. — Hyoga saiu de lá pela trilha. Seiya ficou confuso e logo Ikki o explicou a situação enquanto seguiam a procura da Catedral abandonada. — Acredito em Hyoga... Seiya, em toda essa história, algo me preocupa, tem a ver com Shun... Mas veja! — Ikki viu o topo da Catedral, Seiya vira depressa correndo pra lá — Ikki! Vamos! — Ikki assentiu com a cabeça e foram. A Catedral era mesmo abandonada? Parecia tão nova... Era enorme! As estátuas dos querubins até pareciam reais. As janelas com arte mosaica, a arquitetura gótica impecável, os detalhes das portas amadeiradas... Não parecia um local abandonado. Não mesmo! Seiya todo bobo: — Haha! Eu sabia que encontraríamos! — Ele pulou comemorando. Ikki fez um gesto com as mão parando o amigo, ele olhava a imensa porta da igreja. — Nós não vamos entrar através dela... Veja! — Logo Ikki apontou para a lateral da Igreja — Vamos ver o que encontramos nos arredores da Catedral primeiro. — Ikki acreditava que haveria surpresas. Seiya riu — Hump! Se acha mesmo que eu vou caçar armadilhas? Aha, bora vê — Ele se dirigia para a porta — O que tem por trás dessa porta! — Seiya empurrava a porta. — Ta... Pesada... — Tentou abrir a porta de várias posições, de lado, de costas, com as pernas, de quatro... Mas não conseguia abrir a porta de forma alguma. Ikki o olhava com olhar de reprovação, de braços cruzados. Foi aí que Seiya concordou com o amigo e foi com ele. — É, hehe... Vo...cê tá, certo! — Falou sem graça e exausto.
[...]
— Hyoga... Me põe no chão, eu posso andar. — Shun pediu tentando parecer bem, o amigo estava muito cansado, sua respiração o denunciava. — Não Shun, fica tranquilo... Estamos, quase chegando. — Hyoga conseguia falar. Ele seguia e via com clareza, que aquele parecia o fim da trilha. Ele correu um pouco e quando se viu no fim da trilha... — Onde estamos? — Ele olhou bem ao redor, lhe era familiar, ele via através das árvores e arbustos, as ruas próximas a casa dele. — Bem, estamos perto. — Ele saiu por entre os arbustos, pisando em fim na calçada, estava tão perto de sua casa, que ele não pensou duas vezes ao seguir para lá. As árvores e os arbustos escondiam um pouco a casa, ele seguia pelo caminho delas, ele estava chegando, ia devagar, assim que chegou a casa, como acostumado, sentou-se, claro, colocando Shun primeiro, sentado na varanda de frente da casa, que tinha o chão de madeira. Shun achou o local tranquilo, e discreto. — Você mora aqui então... — Hyoga não respondeu. Quieto, estava olhando para as árvores murmurando ao vento. Shun estava se sentindo ainda, dolorido, mas tentava parecer bem. Seu braço tinha manchas roxas e avermelhadas. Hyoga olhou para o jovem de cabelos verdes, pensou em se desculpar. — Shun — chamou a atenção do outro, que o olhou atento — Me desculpa... Por tudo! — Shun manteve a expressão de tranquilo enquanto ouvia Hyoga. — Soube através da Miho e da Sadako que você não roubou o... — Shun continuou olhando o amigo que parou de falar, Hyoga olha para as árvores novamente. Ele parecia não querer falar do assunto. — Hyoga... Eu não, não sabia que o colar era seu. Estava com o gato — Hyoga balançou a cabeça num sim — Sim, Sadako me explicou. Eu, não quis te ouvir é que, sabe... — Shun virou o rosto, seu cabelo escondia sua face e ele tinha expressão de ciúme — Sei, o colar... Tem um grande afeto por ele. Eu percebi! Desculpa ter admirado, todo aquele brilho que tanto — Hyoga olhou para o amigo escondido em seus cabelos verdes, segurou os braços de Shun o virando para olhar em seus olhos, ele percebeu pela fala de Shun o ciúme, olhou nos olhos esmeraldas, os lábios pálidos — Você me interessa muito mais... O brilho dos seus olhos é real e... Eu... — Ele se aproximava do rosto de Shun que não parecia bem — Hyoga... — Shun sussurrou. — Eu acho que eu... — Shun fechou os olhos e Hyoga vinha para o beijo, só que Shun na verdade desmaia, ele caia para trás totalmente mole e Hyoga ia acompanhando achando que Shun se afastara então — Shun? — Foi aí que ele abriu os olhos e se deu conta que Shun desmaiara, ele pegou Shun em seus braços e o levou para dentro de casa, o estendendo no sofá. Com cuidado, colocou a almofada sob sua cabeça. Olhou para ele. — Vou cuidar de você, Shun. — Passou a mão carinhosamente sobre o rosto de Shun. [...]
Na Catedral...
— Seiya... Espera! — Ikki parou o amigo atrás de si. Ele observava o solo, as paredes e o alto das laterais. Procurava por armadilhas. Seiya já irritado, pois era a terceira vez que Ikki interrompia seus passos — Ah, Ikki! Você acha que vão colocar armadilhas numa Catedral? Ah fala — Ele andou alguns centímetros — SÉRIO!!! AAAAH!!! — Seiya caiu num buraco. Ikki achou graça — Háháháhá! Viu só? Sistema de terceira, você acha que não tem nada na terceira vez, mas cai no buraco! Háháhá! — Seiya estava quieto até que pediu — Me tira daqui, vai? — Seiya pediu arrependido de lá do fundo do buraco. Ikki joga uma corda e tira Seiya de lá. — de onde você tirou essa corda? — Eu trouxe prevenido para esse tipo de situação. — Ikki falou. Seiya quando saiu do buraco brincou — Guardou isso tudo de corda onde? — Ikki olhou estranho. — Não queira saber. — Retrucou.
Hyoga realmente cuidara de Shun, o limpou, colocou roupas limpas e confortáveis, o estabilizou e o deitou em sua cama. Hyoga olhou para Shun se perguntando "Pra que eu fui falar daquele jeito com ele? Mesmo o objeto sendo de minha mãe... Acho que eu, peguei pesado." Hyoga sentiu algo que o fazia se sentir trêmulo. Ele estava muitíssimo arrependido. Esse sentimento não queria deixá-lo. Ele decidiu tomar uma ducha para ver se relaxava, mas antes, Hyoga pegou o colar do bolso, olhou para Shun... — Esse colar que era dela — Hyoga se aproxima de Shun na cama e coloca o colar no pescoço de Shun — Até que te cai muito bem.— Ele olhou para Shun e sorriu. Hyoga entregou um beijo na testa de Shun. "Enquanto estiver com esse colar, eu jamais lhe faltarei com respeito, muito menos, o tocarei sem que se dirija a mim. Esta será minha lei..." Hyoga enfim, se dirigia ao banheiro para relaxar, revigorar-se.
Continua...
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