When You Learn to Devide
9 Amor Ser Iluminado
Notas iniciais
Hyoga relutante, deixa Shun sair o vendo entrar no corredor e se trancar no banheiro. Hyoga fica chateado, ele cerrou os punhos "Shun... O que você está me escondendo?" Ele vai para a varanda... O céu era metade azul e metade vermelho. " Por que não quer me dizer?" O loiro dos olhos azuis ficara absorto...
As lágrimas escorriam dos olhos de Shun assim como as águas escorriam por todo o seu corpo. "O que ele pensa que eu fiz de errado?" Shun tirou o colar do pescoço e o jogou longe, que atravessou a cortina transparente, sem ver que ele caira atras do cesto de lixo. Ele foi deslizando da parede ate o chão, ficando sentado, escondido entre seus cabelos verdes cumpridos, suspiros e gemidos baixos de tristeza e medo escapavam dele... O menino tinha medo do que viria, ele pressentia algo ruim. Aqueles olhos verdes estavam cansados, vermelhos de tanto chorar. Ele olhou por através da cortina transparente, a calça que usava estava jogada no chão do banheiro e a carta que estava em seu bolso, quase escapando. "Quem escreveu esse carta? O que está acontecendo? ... Por que temo?" O menino abriu a cortina, a água que caia do chuveiro batia no chão e molhava o espaço que antes estava seco, ele engatinhou em direção a calça, devagar, chorando e molhando aquele espaço antes seco com suas lágrimas e gotas de águas que escorriam de seus cabelos, do seu corpo pequeno... Ele parou olhando a carta, estendeu a mão para pegá-la, parou por um segundo "O que será?" até que a pegou. Sentou sobre suas panturrilhas, virou os dois lados da carta que nada dizia. Ele fechou os olhos cessando o choro, respirou fundo e... Abriu a carta que dizia: Para o Cavaleiro de Andrômeda
Desejamos a sua eterna felicidade, após ler estas palavras, sua vida será alegre e cálida ao lado de Hyoga de Cisne. Desejo que ele te ame para sempre, e nunca te abandone e que você retribua este amor com todas as provas que puderes. De sua amiga secreta... — Lieben Erleuchtet — Ele disse. Nesse momento, ele sentiu algo em seu peito, era um calor que lhe abraçava, mas machucava e ao mesmo tempo, sarava. Shun só pôde gritar, e a carta, pegou fogo em suas mãos, um fogo vermelho que... Não era normal. Shun após gritar, sentia um calor terrível que voltou engatinhando quase caindo, para debaixo do chuveiro. A água era gelada e ele caiu no chão do banheiro, se encolhendo na posição fetal deixando a água molhar seu corpo quente, ele assustado chorava...
Hyoga ouviu os gritos de Shun e se preocupou, porém pensou que ele estava gritando por pirraça. Ele não foi. Entrou na sala, já era quase noite e ele chateado, irritado. Alguns minutos depois, ele pega o controle da TV, mas antes ouve Shun o chamar, ele parecia desesperado entre suspiros e gemidos de choro. Hyoga olha para o corredor, franziu as sobrancelhas e decidiu ir ver o pequeno que amava largando o controle no sofá "O que será que deu nele agora? Será que quer contar?" ele pensava enquanto se dirigia à porta do banheiro pelo corredor. Ele pergunta do lado de fora da porta do banheiro: — O que foi Shun? — Ele pergunta sério. O barulho da água do chuveiro caindo ao chão. La dentro, Shun fez esforço e puxou a toalha, que estava pendurada e se cobriu com ela sentado ainda no mesmo lugar, mas não resistiu e caiu deitando no chão do banheiro denovo. Com a toalha cobrindo parte de sua nudez. — Hyoga... — Foi a última palavra de Shun. Hyoga estranhou e, decidiu abrir a porta e ver o que estava acontecendo. — Shun, irei entrar! — Hyoga abre a porta devagar e se surpreende ao ver Shun jogado ao chão... Tão, frágil, delicado... Parecia um pequeno anjo. O rosto branquinho e liso, seus lábios avermelhados pequenos e delicados, as bochechas rosadas, sobrancelhas harmonizadas a seu ar de anjo com aqueles cabelos verdes molhados que se estendiam ao chão e umas mechas escorriam em seu corpo... Aquela cintura fina, as pernas belas. Ele todo era perfeito... Hyoga ficou olhando aquele ser tão belo e maravilhoso. Seus olhos pareciam não querer parar de admirar tamanha beleza. Ele percebeu a água que caia e a cessou. A Toalha estava encharcada, ele agachou-se e retirou o pano que cobria seu amado, vendo todo o corpo dele, nuzinho como veio ao mundo! A barriga dele era lisa, nenhum de seus músculos eram definidos. Hyoga admirava tamanha beleza, se sentia quente, tinha borboletas em sua barriga, ele alisou a face de Shun, com leveza, afastou a franja que cobria um pouco seu rosto e ficou olhando para ele. "Não posso deixá-lo aqui... Tão molhado." Ele pegou Shun em seus braços e se levantando com ele, que estava tão leve, decidiu levá-lo para seu quarto. Shun molhava a camisa do namorado e seus cabelos, pingava gotas de água por onde Hyoga o levava. O corredor estava escuro, Hyoga tratou de acender a luz dali e seguiu até a porta do quarto a abrindo. Ele acendeu a luz do quarto em seguida, colocando Shun devagar sobre a cama. Hyoga o admirou, passou a mão em seus lábios de forma apaixonada, aproximou o rosto próximo ao de Shun, sentindo sua respiração, entregou um beijo em seus lábios. Deslizou a mão por seu braço até chegar em sua fina cintura. Shun se arrepia e acorda devagar, os olhos dele encontram os de Hyoga, que o beijava. Shun passa as mãos no cabelo loiro do siberiano, lhe fazendo carinho. Ele fitou com ternura os olhos azuis, tão claros quanto as águas congeladas das cataradas de Asgard, que somente Hyoga possuía. Seus olhos brilhavam e ele queria explicar a Hyoga o que aconteceu: — Hyoga... Me desculpa. A-a... Carta ela... — Hyoga se posicionou sobre Shun o deixando corado, calando o com um beijo cálido. — Não diga nada... — Hyoga entregava beijos em seu pescoço. "Hyoga... Como eu te amo." Shun acariciava os cabelos de Hyoga com um pequeno sorriso nos lábios, o siberiano beijava todo o pescoço do menor, descendo para seu peitoral e em seguida, a barriga lisa de Shun, pondo a mão em sua cintura. Shun agarrava os lençóis que podia com força, tentando conter a excitação que o parceiro lhe causava. [...]
Já era noite, Ikki e Seiya estavam na floresta, saindo dela. Eles não lutaram contra Im, conversaram com aquele espírito de paz e ele revelou o segredo das duas caixas. Elas contiam as chaves de onde realmente estava a receita e não era na catedral. Eles saíram de lá com as chaves do Bem e do Mal e conversando sobre tudo. Ikki não fazia ideia do que tinha haver aquelas chaves e muito menos Seiya. Eles estavam famintos e Seiya teve uma ideia: — A casa do Hyoga fica bem perto, que tal comermos lá? — Seiya sugeriu. Ikki não pensou duas vezes. — Claro, estou morto de fome. — Eles corriam e já viam a rua. Menos de 30 minutos eles estavam perto da casa de Hyoga.
[...] Hyoga estava lambendo e chupando o ventre de Shun, quase chegando em seu órgão genital, Hyoga deu um chupão forte perto do umbigo de Shun que gemeu um "ai" alto, e ele apertou com as mãos, as nádegas de Shun. Um baque na porta de entrada da casa foi ouvido e a voz de Seiya chamava por Hyoga. Hyoga parou imediatamente o que fazia e olhou para Shun de onde estava, o encarou assustado. Shun olha com decepção: — Amor... E agora? — Ele olhou para Hyoga com o rosto corado. Ikki também chamava por Hyoga. Shun ficou surpreso e boquiaberto. Mais parecia um morango! Shun se sentou na cama rápido, se viu nu e quase que involuntariamente, puxou o lençol que cobria a cama escondendo-se. Ele sentiu um pouco de vergonha e tampou a boca com a mão e o lençol. Ikki e Seiya batiam a porta, e agora? Hyoga se levantou rápido, com assomo de bravo olhou para Shun que viu a vermelhidão em seu rosto. Hyoga reparou que Shun estava sem seu colar "Droga eu quase perdi o controle!" Ele fez cara de bravo: — Shun! ... — Shun olhou para Hyoga com o rosto corado, olhos brilhantes. Hyoga se vira em direção a porta: — Vista-se! E venha logo para a sala! — Shun percebeu o volume na calça de Hyoga, assim que ele saiu ele riu baixo "Ele é convencido e mandão. Que fique esperando, eu vou é dormir!" Shun se levantou, olhou se no espelho, estava nu, seu cabelo molhado. — Hum... — Ele riu ouvindo o irmão cumprimentar Hyoga. Ele foi ao banheiro da suite e pegou a toalha do loiro para secar os cabelos. Ele volta para o quarto e pega uma boxer e um moletom azul escuro do Hyoga que ficou longuíssimo e folgadinho nele, e uma camisa branca de manga que também ficou um pouco cumprida e solta no corpo dele. Ele se olhou no espelho: — Pareço um pau vestido. — Ele foi ao banheiro pendurar a toalha em seu lugar. Saiu e ligou o ar-condicionado, arrumou a cama, afofou o travesseiro e deitou-se rindo do que tinha acontecido. "Quase que ele..." (risos).
Hyoga estava sem graça, atendeu os amigos que entraram na sala e se sentaram no sofá avontade. Seiya logo perguntou o que tinha pra comer e Ikki perguntou sobre Shun: — E o meu irmão? — Hyoga olhou para ele: — Está no quarto. — Ikki estranhou a resposta. — Vocês nãos foram para a mansão Kido? — Hyoga só fez um não com a cabeça indo à cozinha: — Ele está ótimo e Shiryu nos visitou e disse que amanhã partiremos todos de missão a procura dos ingredientes para o elixir. — Ikki e Seiya se entreolham. — Então já estão sabendo... — Ikki responde e Seiya bocejou: — Essa missão é muito complexa. Arg! É cada coisa doida! — Ikki jogou uma almofada na cara de Seiya. — Verdade, agora você sabe! Mas é pela Saori, esqueceu? — Ikki se levantou indo ver o irmão e Seiya murmurando que já sabia, foi atrás de Hyoga na cozinha. — Oba! Yakissoba! — Seiya disse para Hyoga que tirou a panela de Yakissoba da geladeira.
Ikki entra no quarto e vê o irmão deitado na cama. — Shun? — Ele se achega sentando na beira da cama. — Ikki... — Shun senta abraçando o irmão. Ikki ficou curioso, Shun estava chorando? — Está bem meu irmão? — Ikki perguntou olhando o mais novo, com os olhos vermelhos e inchados, parecia ter chorado. — Sim... Mas é que... É que eu... — Ele abraçou Ikki mais uma vez. "O que meu irmão tem? Será que Hyoga? ... Oras seu!!!" — Shun me fale... — Ikki respirou fundo. Shun encarou o irmão com mansidão: — Eu não sei o que há comigo... Estou sentindo uma coisa aqui — Shun pôs a mão no peito — Que me deixa quente, que me aperta e parece doer, mas não, não dói! — Ikki riu e apertou as bochechas de Shun — Seu bobinho, você apenas está carregado de emoções! — ele pôs as mãos no ombro do irmão — Inclusive... Amor. — Ele deu um beijo na testa de Shun e o deitou na cama. Shun tinha um sorriso nos lábios e sua tranquilidade era notória. Ikki cobriu o irmão, passou a mão em sua franja e se despediu com um sorriso, saindo ele apagou a luz e fechou a porta. Ele saiu do corredor para à sala, ouvia Seiya rindo na mesa: — Então você e o Shun fizeram esse Yakissoba maravilhoso com muito, muito mesmo, mas muito carinho... E amor! (Risos). — Hyoga tinha um sorriso enigmático e um olhar sério para Seiya. Ele viu Ikki e puxou a cadeira: — Seu prato está na mesa Ikki. Bom apetite. — Seiya com comida na boca:
— Hum... Eu tava, comentando... Por que não dormimos aqui e amanhã todos irmos juntos à mansão Kido? — Ele engoliu a comida e bebeu um gole da limonada. Ikki olhou com asco para Seiya: — Come direito! — Ele deu uma garfada na refeição e colocou na boca rapidamente. Hyoga fala: — Ikki, se vocês quiserem ficar tudo bem. Eu faço uma cama para vocês no quarto. — Ikki concordou com a cabeça — Pode ser. — Ele disse fechado os olhos. — Uma delícia essa comida. — Ikki elogiou a comida do loiro. Bebendo um gole da limonada. Hyoga pediu licença e foi ao quarto. Logo ao entrar, ele acende a luz, e vê a janela aberta: — Esqueceu... — "O ar ligado e a janela aberta, affs!" Ele a fecha e olha Shun que estava dormindo. Seu cobertor não lhe cobria por completo. Ele chegou perto do jovem para cobri-lo, olhou bem para o rosto dele, sereno... E o cobriu. Hyoga se volta para o guarda-roupas e pegou uns lençóis e dois colchonetes. Ele fez uma cama para Seiya e Ikki ao lado da dele, perto da janela. Shun de repente se levanta. — Eles vão dormir aqui? — Hyoga olha com frieza e responde: — Não, estou fazendo cama para as formigas. — Shun faz uma cara séria para Hyoga que faz outra cara mais séria. — Não precisava falar assim. — Shun se levanta indo em direção a Hyoga, o olhando bem nos olhos. Hyoga mantém-se rígido: — Shun, não vem com essa. — Ele se afasta de Shun que diz: — Com o que, meu abraço? — Shun abraça Hyoga e Shun diz carinhoso: — Pára amor... — Hyoga fica corado. Ele sentiu o calor de Shun, seu perfume doce, mas respirou fundo, virou para ele, segurou seu queixo o olhando friamente nos olhos esmeraldas: — Não faça mais isso, você vai acabar arruinando a missão. — Shun tirou a mão de Hyoga de seu queixo, o olhou irritado e com a voz alterada lhe disse: — Se importa mais com isso?! Você disse que enfrentaria até as leis — Hyoga calou Shun com a mão, ele estava falando alto, alterado. Hyoga cochichou ríspido em seu ouvido: — Seu irmão não pode saber de nos dois ainda! — Hyoga tirou a mão dos lábios de Shun e o olhou. Nunca viu Shun com os olhos marejados e o semblante de raiva, com vermelhidão no rosto. Ele não imaginava que naquele momento, Shun tinha vontade de esbofetear Hyoga e, sua mão formigava para isso. Ele estava explodindo. — Olha vam — Hyoga levou um tapa na face. Não foi forte, mas tinha lhe surpreendido, não esperava que Shun o agredissem. Ele olhou sério para Shun. — Ficou louco? — Hyoga abraçou Shun com força e o pressionou contra a porta — Ficou com raivinha, é? — Hyoga sussurra no ouvido de Shun que de cara amarrada tentava se livrar de Hyoga: — Você quer sempre mandar em tudo... — Ele falou deixando escapar algumas lágrimas de seus olhos, ele estava alterado. Shun para de tentar afastar Hyoga, eles se olham, Hyoga seca suas lágrimas e diz: — Te amo... — Hyoga beija a testa de Shun e se afasta dele, e ele volta a deitar, des costas para Hyoga que saiu. Shun apertou o cobertor em mãos com força "Ele é tão sensato, frio... Chato, chato, chato!" Ele apertou o cobertor com mais força se cobrindo inteiro.
Ikki e Seiya tinham terminado de comer e eles estavam sentados no sofá assistindo televisão. Hyoga diz: — A cama está pronta, podem tomar banho e se quiserem — Ikki o interrompe: — Tudo bem Hyoga, já fez demais por nós... Obrigado. — Ikki se levanta indo tomar banho. Seiya seguiu Hyoga que disse para ele tomar banho no banheiro do quarto dele. Seiya ao entrar no quarto vê Shun todo coberto: — Shun a espera do patinho fofo. — Seiya comenta. Hyoga o olhou sério. Seiya riu, entrando no banheiro. Hyoga deitou-se ao lado de Shun e ele olhou para Shun todo coberto. "Ele está chorando? Peguei pesado com ele?" Ele chega mais perto de Shun e fala baixo: — Shun? — Ele não responde. Hyoga tenta tirar o cobertor, mas Shun não permite e diz: — Sai de perto de mim Hyoga! Não fale comigo! Sua presença me incomoda.— Hyoga ouve aquelas palavras "Mas... Que abusado! Ah, Shun...," — Fico avontade só de saber que te incomodo. — Hyoga se vira contra Shun o ignorando. Ikki entra no quarto, vê Shun todo coberto e Hyoga virado contra ele, os dois bem distantes. " Hum... Acho bom." Seiya cantarolava no banheiro. Ikki incômodo falou — Sai logo daí Seiya! — Ele se deitou na cama feita no chão ao lado da cama de casal que dormia Hyoga e Shun, dava para ver o irmão se ele não estivesse cobrido por inteiro. Seiya saiu do banheiro e apagou a luz do quarto. — Ai que bom...— Ele se espreguiçou — Hora de dormir! Obrigado, Hyoga. — E Hyoga disse: — Boa noite Seiya e Ikki! — Ele se levantou devagar e foi à sala.
Hyoga estava no sofá vendo TV, passava de canal em canal. "Droga, morro de vontade de abraçá-lo... Ter ele só pra mim, mas o que deu nele? Ele se chateou e me bateu, e foi rude... Nunca vi o Shun assim! Mas ele nu, me deixou tocá-lo quase que aconteceu algo sério... Ele não ouviu o Shiryu? Ele fez de propósito? ... Será que descobriu a lei que jurei colocando o colar nele? Shun não quer... Não quer continuar virgem?" Hyoga olhou para o corredor, esperava Shun... Com o seu olhar reluzente, seu lindo rosto de anjo. "Apropósito, onde está o colar?" Hyoga se levantou e foi ao banheiro do corredor procuar o colar...
Continua...
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