When You Learn to Devide
10 Quando você aprende a dividir...
Notas iniciais
Hyoga se levantou e foi ao banheiro do corredor procurar o colar. Ele procurou por todos os lados do banheiro. Ele não achava de forma alguma. "Onde está?!" Ele para com as mãos sobre a pia, vê seu reflexo no espelho e acaba lembrando da mãe dançando com o colar... Hyoga fecha os olhos e lembra do último sorriso da mãe. Lembra dos gritos... Do impacto de corpos entrando na água... Os choros de desespero e profunda angústia ... Hyoga aperta o rosário da cruz do norte em seus pescoço, que sua mãe lhe dera "Oh, minha mãe..." Ele olha em seus próprios olhos no espelho, olhos marejados, mas se jurou não derramar mais lágrimas... Ele não podia chorar. Devia ser frio... Ele então respirou fundo e se encarou com frieza. Hyoga saiu do banheiro e correu para a sala. Se deitou no sofá, olhando para o que passava na TV até que adormeceu.
Shun virava para todos os lados. Sentia frio... Sentia falta dos braços do siberiano que um dia aqueceu com seu cosmo, Shun realmente o amava. Ele lembrou do dia na praia, o primeiro beijo dele, ao por do Sol... Que não foi tão agradável, mas sentia que valeu a pena. "Hyoga..." Mas lembrou também de todas as vezes que Hyoga se sentia o tal e parecia convencido, às vezes ele era tão metido e arrogante com as pessoas, os adversários... Mas Shun não sabia o que o fazia tão frio. Não imaginava que ele tivesse um motivo tão forte a ponto de afetar ate sua alma, seu coração... "Hyoga, o que você sente?" Shun virou para o lado que dava para ver o irmão. Ele olhou e se assustou, pois os olhos de Ikki estavam abertos: — Ikki? — Shun assustado. Ikki não responde e mantém os olhos abertos, arregalados. — Ikki? ... — Shun incomodado, cutuca o irmão que pisca e se vira murmurando alguma coisa. Seiya boceja virando para a parede. "Ai, que susto... Imagina se estivesse morto? Ui, que Atena me livre!" Shun sentou na beira da cama e quando se levantou, um barulho de peido o fez travar. "Quê?" Ele sentiu um cheiro horrível e saiu do quarto depressa. "Credo!" — Ufa! — Ele fecha a porta do quarto, olha a luz que vem da sala, do corredor para à sala, ele vê Hyoga dormindo no sofá. Shun olha a TV, pega o controle do lado de Hyoga e abaixa o volume da TV. Ele senta no chão olhando para o rosto dele bem de perto. Tão belo, suave... Seus lábios finos foram tocados de leve pelos dedos delicados de Shun que cochichou: — Hyoga? — Hyoga franziu as sobrancelhas, respirou fundo e abriu os olhos devagar. Era Shun, de cabeça baixa, que levantando o olhou em seus olhos e pediu: — Posso ficar com você? — Shun corou, juntando as mãos como se fosse rezar. Hyoga abriu espaço para o namorado, que deitou ali, pegando o braço do siberiano o envolvendo. — Seiya esta peidando muito... — Hyoga ri e inspira o cheiro de Shun no pescoço dele: — Nesse caso a minha presença te agrada? — Shun ri e entrelaça seus dedos nos de Hyoga ficando com as mãos juntas: — Sim meu anjo... — Ele vira para olhar Hyoga, admira os olhos azuis brilhantes, os lábios tão desejados do amado e o beija. Tão intensamente, dando pausas curtas somente para respirarem um pouco.
Hyoga para o olhar nos olhos esmeraldas tão apaixonados, e pergunta com a voz baixa, parecendo triste: — Amor... Onde está o colar? — Shun fica surpreso, se lembra de ter lançado o colar em algum lugar no banheiro. Ele se levanta rápido: — É MESMO! Espera... — E corre para o banheiro do corredor. Hyoga observa, ficando pensativo. "Mas... Onde será que ele colocou que eu não vi."
Shun demorou muito, mas voltou. Ele se sentou no chão novamente e olhou Hyoga que parecia tranquilo. Shun tinha o coração bastante acelerado. Ele estava ansioso para saber: — Aqui amor... — Ele mostrou o colar — Mas... Era de sua mãe, por que colocou em mim? Além do mais, nunca me falou coisas sobre ela...— Hyoga fez um silêncio, pôs a mão no colar o pegando e admirando com os olhos que brilhavam como o colar. Hyoga se sentou no sofá e conduziu Shun pelos braços devagar a sentar em seu colo. Ele já sabia que Hyoga iria colocar o colar novamente em seu pescoço, e o deixou fazer isto. Colocou o cabelo de lado facilitando para o loiro colocar o colar nele. Depois Hyoga pôs o cabelo de Shun no lugar e olhou para seu rosto, sendo questionado por ele: — Mas por quê Hyoga? ... — Shun curioso perguntou a Hyoga sério que respirou fundo. Ele se deitou no sofá com Shun, virado o para si e disse: — Faz muito tempo... Você sabe, eu perdi minha mãe. — Shun sabia disso, assentiu com a cabeça, mas não compreendia porque Hyoga quis colocar o colar nele. — Ela era tudo para mim, eu a amava e respeitava. Até o dia em que ela se foi... Naquelas frias águas. — Shun fechou os olhos, respirou fundo. — Então eu fiquei com esse colar que era dela... O que ela guardava em uma caixinha bonita... Ela usava para combinar com o vestido favorito... E eu sempre a achei muito linda com aquele visual.— Hyoga fecha os olhos e inspira. — Eu coloquei o colar em você, para que eu respeitasse você como eu a respeitava. Eu sempre me lembraria dela ao vê-lo em você, e não faria certas coisas... — Shun corou e abraçou Hyoga: — Own, meu amor...— "Espero que não seja assim por muito tempo!" — Sabe aquela carta? ... — Shun não lembrava o que tinha escrito nela e nem o remetente, mas lembrava de uma coisa e ele queria mudar de assunto: — Quando terminei de ler... Ela pegou fogo nas minhas mãos... Um fogo, vermelho! — Hyoga olhou surpreso para Shun e lembrou de algo "As correntes que prendiam Shun aquele dia tinham cosmo vermelho..." — Shun... Precisa lembrar! — O jovem Amamiya riu e deu um selinho em Hyoga, que estava tenso. — Precisa nada! — Ele fez um cafuné em Hyoga que fechou os olhos devagar e também começou a fazer cafuné em Shun...
Estava tão gostoso. Eles ouviram um extenso som de FLATULÊNCIA, vindo do quarto e os dois falaram juntos — Nossa! — Eles se entreolham e ri juntos. — Acho que foi o Ikki! — Hyoga comenta. Shun ri e fala: — Foi o Seiya! — Eles estavam rindo abraçados até que Ikki sai do quarto correndo para a sala, reclamando: — Ah, caramba! Eu, hein, vai pro banheiro cara! ... — Ikki vê Hyoga e Shun agarradinhos no sofá, eles pareciam dormir mais começaram a rir. Ikki achou estranho, cruzou os braços, ficou quieto e sentou no sofá. — Shun, nem me chama né! Seiya infestando o quarto de peido e você me deixa lá? Valeu, que irmão perfeito o meu. — Shun ri e vira dês costas para Hyoga que laça sua cintura e afoga em seus cabelos, o menino de cabelos verdes olha para Ikki, este que repara Hyoga e fica curioso. "Por que tanto carinho com o meu irmão, pato desgraça!?" Seiya de lá do quarto rindo. Shun comenta: —Ikki, ele estava acordado! — Ele se levanta indo no quarto e Hyoga e Ikki rindo na sala, Shun dando sermão em Seiya: — Poxa Seiya, sacanagem! É melhor ir ao banheiro peidar se não...— Nesse momento, ele tampa o nariz com a mão, ficando vermelho e com uma voz engraçada: — NOSSA CARA! — Shun fecha a porta e corre pra sala arfante, puxando ar que lhe faltara. — Nossa, o que ele comeu? — Ikki e Hyoga morriam de rir, quando Seiya apareceu na sala e os três que ficaram surpresos ainda rindo, correram para a varanda quando Seiya todo serelepe, ameaçava soltar um "Rasgadão"...
Naquela noite, todos estavam apenas brincando, tornando aquele momento de levantar o coração de onde havia se escondido, agradável. Hyoga sentiu uma leveza em seu espírito, aquele peso em sua alma havia desaparecido... Ele sentia que Shun o amava e eles não tinham medo de nada juntos, muito menos de Ikki. Sabia que juntos suportariam todos os odores da vida, desagradáveis ou agradáveis, eles eram fortes para suportarem juntos!
"Sempre se aprende a unir forças... E sem dor alguma, jamais seria a mesma coisa, dividir a carga e tornar a cruz menos pesada, fácil de suportar é sempre bom, pois nem toda dor machuca profundanente, quando se aprende a dividir. Experiências nos tornam fortes então, não tenha medo do perigo, siga seu coração para a luz... Viva seu sonho e aprenda a continuar!" – Lacrimosa - Anne Nurmi — Not every pain hurts.
Fim...
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