Notas iniciais
Olá, amados. Primeiro capítulo sendo entregue recém saído do forno para vocês. A ideia é que seja uma long-fic e eu ainda não tenho certeza sobre quem vai acabar com quem, mas não pretendo ficar presa ao que aconteceu na história canon. Espero que gostem.. ♥

Com os braços sangrando, completamente suja de terra e amontoada entre arbustos, rezando desesperadamente para que seu corpo não emitisse ruídos indesejados indicando sua localização para seu possível assassino, Aurora não conseguia pensar em nada mais inconveniente do que de todas as pessoas da mundo, ela estava presa justamente ao longo de uma das pessoas que a consideravam não mais digna da vida do que um verme do estômago.

Claro, ela também não tinha muita estima por ele ... Severus Snape era ... Difícil!

Aurora Selwyn virou o pescoço delicadamente para a esquerda, onde os olhos negros de Severus Snape estavam esperando por ela. Ela se sentia desconfortável com aquele olhar inquisitivo e profundo analisando sua anatomia. Ele a olhava com audácia, como se exigindo que ela resolvesse essa situação. Sua expressão estava desfigurada em uma careta que gritava exasperação e ansiedade ao mesmo tempo. Sua boca contorcida era a indicação física de todas as ofensas que Snape certamente tinha passando por sua cabeça e que estavam entupidas dentro dele porque o silêncio era crucial para manter sua vida no momento. Se Snape pudesse falar, Aurora tinha certeza de que ouviria a lista mais longa de sinônimos de "idiota" já executados ao mesmo tempo. O que teria resultado em ela o azarando, sendo uma situação com risco de vida ou não.

Aurora Selwyn nunca levantou um dedo contra a integridade de Snape. Ela era responsável por muitas brincadeiras em Hogwarts, isso era verdade, mas apenas aquelas feitas ao público em geral. Sempre que James e Sirius decidiam que era hora de se lembrar a Snape — e ao mundo — sobre sua rivalidade incansável, ela saía do caminho. Ela não tinha nada pessoal contra Severus Snape, e não estava ansiosa para iniciar um ranço pessoal entre eles, se o ego frágil de James tinha sido ferido por Snape no início do ano letivo por um comentário estúpido e provocador, ela não tinha nada com isso. Apesar disso, ele não teve nenhum problema em antagonizar Aurora por sua associação com James e Sirius, seus inimigos jurados. Mas naquele momento nada disso importava.

Seus olhos se encontraram, o dourado dela lutando com a escuridão dele. Ela estava pronta para assumir a liderança e tentou se aproximar o suficiente para sussurrar em seu ouvido, eles precisavam encontrar Lily e começar a pensar em um plano muito rapidamente antes que James e Sirius fossem devorados. Aurora não confiava em Snape, mas eles não tinham outra opção.

Antes que ela pudesse expor seu frágil plano de resgate recém-formado, patas gigantes arrancaram os arbustos onde os dois primeiranistas estavam escondidos. Severus foi rapidamente jogado de lado com a folhagem e sua cabeça foi contra uma das árvores da floresta. Aurora tinha certeza de que a reunião terminara com uma concussão. Ao mesmo tempo, ela foi jogada para o lado oposto, porém, um pouco mais sortuda que o colega, conseguiu usar os braços para proteger a cabeça de bater no chão com muita força e quando se levantou, embora um pouco tonta e sem direção precisa, ela foi capaz de manter a consciência. Seus braços com feridas já expostas foram feridos ainda mais pelo contato forçado com a abrasividade do terreno e as orelhas de Aurora zuniram com angústia. A adrenalina de ter que correr por sua vida apenas alguns segundos após a queda fez com que a dor fosse posta de lado um pouco, mas no fundo de seu subconsciente a garota quase podia sentir a dor que a subjugaria mais tarde.

A criatura se aproximou de Snape, percebendo claramente as vantagens de perseguir uma presa imóvel e inconsciente em comparação com uma que estava disposta a cansá-la ainda mais com uma caçada final. Vendo a fera se aproximando do sonserino inconsciente em um nível perigosamente rápido, Aurora sabia que precisava fazer alguma coisa. Qualquer coisa! Ela havia perdido a varinha entre as batalhas anteriores entre ela e seus amigos e o que estava tentando matá-los, o que deixou a garota basicamente incapaz de se defender de qualquer maneira e nunca se sentiu mais estúpida. O que era uma bruxa sem a varinha? O que ela ia fazer? Atirar pedras na coisa? Aurora decidiu usar a improvisação.

—EI, MONSTROSIDADE! OLHE PARA MIM, VENHA AQUI! Definitivamente serei mais saborosa que ele!

De fato, algumas pedras foram lançadas, embora o esforço tenha sido simbólico.

Um pedaço de pau era a próxima opção inútil.

Mas isso não foi necessário, pois a criatura não precisou de muita persuasão para deixar Snape de lado e ir atrás de Aurora. Ela respirou fundo e começou a mais uma vez, correr por sua vida.

2 MESES ANTES

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Quando Remus olhou através do vidro da cabine, alguém já estava presente, duas pessoas para ser preciso. Uma dupla de meninos de cabelos escuros estavam conversando. O primeiro estava sentado reto, ombros para trás e pescoço erguido. Ele se movia graciosamente e parecia falar apenas para responder às perguntas entusiasmadas do outro garoto. Ele notou a presença de Remus quase imediatamente e olhou firmemente para ele; Olhos cinzentos ferozes. O outro garoto também notou a presença de Lupin quando seu parceiro parou de prestar atenção nele e sorriu.

—Ei, sente-se conosco. Ainda há muito espaço.

Remus mordeu o lábio inferior e torceu os dedos, embora nenhum deles pudesse ver, velhos hábitos para ajudá-lo a controlar sua ansiedade. Ele não tinha certeza se deveria aceitar a oferta do garoto, estava apenas procurando por um espaço tranquilo e solitário quando topara com eles. Remus não estava acostumado a estar perto de pessoas. Não mais ... Não após o acidente ... E ele não podia arriscar agir como uma aberração, não podia correr o risco de agir de forma suspeita. Já era um milagre o fato de ele ter permissão para ir à escola, fazer amigos provavelmente era muita ambição para alguém como ele. Talvez ele devesse dar um passo atrás e ir embora ...

O primeiro garoto ainda estava olhando para ele com aqueles olhos, vazios de qualquer simpatia e aparentemente perdendo a paciência ao passo de que suas sobrancelhas estavam arqueando pela aparentemente incapacidade de Remus de tomar uma decisão simples.

O garoto com um sorriso deu um tapinha no espaço vazio ao lado dele. O rosto dele ainda estava amigável. Remus decidiu ser corajoso. Dentro de sua cabeça, uma pequena voz argumentava que ele levantaria muito mais suspeitas sentando completamente sozinho do que na companhia deles, mesmo que ele estivesse condenado para sempre à sombra de seus companheiros de trem. Ele abriu a porta da cabine e se sentou.

—James Potter. -Seu companheiro de viagem se apresentou. — E esse é Sirius Black. –Ele apontou para o garoto de olhos cinza. Sirius Black moveu a cabeça reconhecendo sua presença. Mas não sorriu.

—Remus Lupin. — ele disse calmamente. James Potter continuou falando sobre o que ele estava discutindo tão animadamente com Sirius antes de Remus invadir o ambiente deles. Remus não estava prestando muita atenção, ainda estava super consciente sobre suas próprias ações. Seu principal objetivo era permanecer invisível e apenas tentar sobreviver. Lupin observou os dois meninos. James, ao seu lado, com cabelos negros como azeviche, os fios espalhados irremediavelmente em todas as direções. Pele marrom e óculos cobrindo seus diabólicos olhos castanhos. James se movia com energia, gesticulando com confiança. Ele sorria muito também.

Sirius era diferente, mais frio. Seus cachos escuros eram suaves e lustrosos, e estavam adequadamente modelados em um corte de cabelo respeitável. Ele tinha as duas mãos juntas no colo e falava devagar. Suas roupas eram feitas de um tecido escuro brilhante que Remus supunha ser de seda, embora ele não tivesse certeza, pois nunca havia encontrado seda de verdade em sua casa. Apenas cópias mais baratas, como cetim, que sua mãe, que sabia costurar e gostava de fazer vestidos, usava para fazê-los. Remus às vezes se perguntava se sua mãe teria sido mais feliz com uma garota. Uma garotinha trouxa que ela poderia ter vestido naqueles lindos vestidos, que ela poderia ter amado sem ter medo. Mas era tarde demais para esse tipo de ilusão. Ele nasceu em vez disso, ele estava aqui.

Sirius e James continuaram conversando. Remus nunca havia conhecido herdeiros sangue puro antes e ficou surpreso que eles tivessem sido tão acolhedores com alguém como ele. Embora, para ser honesto, embora fosse fato que a família Potter era muito rica e sangue puro, Remus não iria tão longe ao ponto de chamar James Potter de "herdeiro". Ser herdeiro de uma família de sangue puro implicava muito mais do que apenas ser rico e herdar muito dinheiro quando seus pais faleciam. Ele não sabia quais eram as responsabilidades, especificamente, mas sabia que enquanto alguém como Sirius Black, da Antiga e Nobre Casa dos Black, era encarregado de deveres, obrigações e regras, e provavelmente seria prometido pela idade de 12, James Potter poderia simplesmente viver a vida como quisesse. Os Black eram uma das famílias mais admiradas e respeitadas no mundo bruxo. Eles eram um dos Sagrados 28, as vinte e oito famílias britânicas que ainda eram "verdadeiramente puro-sangue" em 1960. Os Potter costumavam fazer parte desse próspero clubezinho, mas desde que Henry Potter — que Remus imaginava ser alguém na linha de ser o avô de James — tinha se expressado sinceramente sobre sua aprovação sobre os direitos dos trouxas e as leis pró-trouxas, a família foi excluída. Remus não sabia muito sobre os Black, além dos rumores. Os boatos de seu fanatismo sobre a tradição de puro sangue ser tão intenso que o cruzamento entre membros da família, como primos de primeiro grau, era considerado aceitável se feito para manter sua linhagem pura. Remus era meio-sangue. Seu pai, Lyall Lupin, veio de uma família de sangue puro, mas ele desonrou o legado de toda a família casando-se com a trouxa Hope Mitchells — agora Hope Lupin — e com ela apodreceu tudo pelo que seus ancestrais tinham lutado trazendo ao mundo a nova geração da Casa Lupin como mestiços imundos. Mais uma vez, Remus não chegaria a se chamar "A Casa dos Lupin". Seu pai sempre dizia que sim, eles eram puros-sangue até seu casamento com a mãe de Remus, e tinham dinheiro suficiente para viverem confortavelmente ​​- novamente, antes do casamento de Lyall com Hope -, mas nunca tiveram o prestígio ou o glamour dos Black. Ou a confiança dos Potter.

Eles eram apenas eles. Disse o pai em uma ocasião, e Remus estava mais do que bem com isso.

—Remus, que casa?

A pergunta pegou Remus de surpresa. Como sempre, ele estava vagando em sua própria cabeça, e não estava prestando atenção em nenhum deles.

James não se importou de repetir.

—Para que casa você planeja ir? — o Potter perguntou. — Quando chegarmos a Hogwarts. — Ele acrescentou com simpatia caso não tivesse sido suficientemente claro. Remus ficou em silêncio por um minuto.

—Eles não usam o chapéu para escolher por nós?

James balançou os ombros dele.

—Bem, sim ... Mas, qual casa você prefere ir?

Remus realmente não tinha preferência. Ele aceitaria alegremente qualquer uma delas.

—Acho que a Corvinal seria legal ... — O garoto respondeu. — Gosto de ler ... — ele explicou.

E Remus realmente gostava de ler. Se ele não gostasse, duvidava que estivesse tão ciente das origens de seus futuros colegas de classe. Além disso, seu pai gostava muito de fofocar, e trabalhandor no Ministério Lyall era exposto a uma quantidade maravilhosa de fofocas. Em casa, ele não tinha vergonha de compartilhá-las.

—Corvinal seria ... Okay... — James disse não muito impressionado. -Melhor que a Sonserina ou Lufa-Lufa de qualquer maneira ... Mas eu sei onde realmente pertenço. — Ele disse galantemente, subindo na almofada do sofá da cabine. Ele abriu os braços, como se empunhando uma espada imaginária e encheu o peito. — Grifinória! — Foi uma declaração ardente. A paixão e a impetuosidade de James foram suficientes para encher o ambiente, fazendo Remus se sentir quase confrontado a compartilhar seu espírito. -Casa dos corajosos, como meu pai!

—E você Sirius?

Sirius Black sorriu, amargo.

—Minha família está na Sonserina há décadas ...

James quase engasgou e voltou a sentar, acenando com a cabeça em clara desaprovação.

—E eu aqui pensando que você era legal.

Sirius ficou quieto por algum tempo, para os outros garotos pareceu apenas uma fração de segundo, mas para ele pareceu mais. Enquanto calculava mentalmente os prós e os contras de seguir a tradição familiar.

—Talvez eu seja diferente ... — Foi tudo o que ele disse.

Alguém bateu na janela, e Remus olhou lentamente, quase com medo de ver o que era responsável pelo dito som. Ele foi atingido por um choque completo e paralisado por alguns segundos. A figura sorriu e Remus quase teve um ataque cardíaco.

Era uma garota, montando uma vassoura rápida e deslumbrante ao longo da paisagem. Ela era bonita. Foi a primeira coisa que lhe passou pela cabeça.

Ela bateu de novo e James gritou:

—Há uma garota voando pela nossa janela!

—Abra! -Sirius se moveu e foi a primeira vez que Remus reconheceu nele outra emoção que não fosse o tédio. Os três garotos se levantaram e, enquanto Sirius e James abriam a passagem, Remus se distanciou para dar-lhe espaço para ela ... pousar?

A garota e sua vassoura invadiram sua cabine às pressas e James e Sirius fecharam a janela atrás dela muito rapidamente. Remus pensou que ela não seria capaz de entrar direito com uma vassoura tão grande e com tanta velocidade sem quebrar tudo, mas a garota — não muito graciosa, mas habilmente, embora tenha atingido Remus na cabeça ao longo do caminho — foi capaz de pousar sem mais problemas. Ela se levantou quase imediatamente após sua queda desajeitada e sorriu para eles. Sirius notou em primeira mão suas roupas trouxas. Ela usava um tipo de tecido azul (jeans) que parecia uma mistura peculiar entre suspensórios e shorts. Além disso, uma camisa amarela lisa com mangas bufantes. Nos pés dela, algo que lembrava um sapato o suficiente para ser consistente em comparação com um, mas Sirius ainda não tinha certeza de como classificá-lo. Era preto, era tudo o que ele podia dizer.

—Obrigado pessoal! Sem vocês, quem sabe quando eu seria capaz de entrar no trem! Estou voando há muito tempo e realmente precisava dessa parada ... — A garota começou a balbuciar rapidamente com eles enquanto tentava ajeitar suas roupas e colocar sua vassoura em segurança do canto.

—Eu te conheço — Sirius interrompeu o monólogo dela. -Você estava naquela festa no outono passado ... — ele disse lembrando-se de um baile que sua família frequentou quase um ano atrás. Um ano era uma quantidade de tempo terrivelmente longa para reter em sua memória alguém que você conhecera apenas uma vez, mas era meio difícil esquecê-la. Especialmente depois do que fizeram naquela noite.

—Eu lembro de você também, Sirius Black. -Ela disse. Sem tom neutro não indicava nenhuma cumplicidade, Sirius se perguntou se ela sequer lembrava de sua pequena aventura juntos, ou se estava apenas agindo daquela maneira para evitar suspeitas nos outros dois.

Seus cabelos eram cor-de-rosa, com um tom desbotado encantador. Pareciam ser de veludo e cintilavam à luz do sol. Longos, atingindo seus quadris, como uma cachoeira rosada. Sua pele era da cor de caramelo açucarado e lembrava, embora um pouco distantemente, o tom de chocolate da pele de James. Os traços delicados, as bochechas rosadas ... Ela parecia uma boneca de porcelana muito animada. E comparada às roupas trouxas sombrias e de segunda mão de Remus e às vestes mágicas de Sirius e James, ela era como um pontinho rosa em um quarto escuro. Sirius lembrou-se dela entrando no salão de baile na Mansão Lestrange, ao lado dos avós, usando um vestido branco. Seus olhos se encontraram pela primeira vez. Os dela, dourados, com um fogo perigoso queimando. Uma chama que aquecia, na maioria das vezes, mas, tão instável quanto qualquer brasa, era capaz de acender, de queimar. Os dele eram absurdamente cinzentos, tão claros que podiam ser facilmente confundidos com pérolas. Tão frios que eles poderiam ter congelado você ali mesmo. Os olhos deles se encontraram; e ele sabia que havia algo nela.

Ela sorriu de novo e o coração de Remus perdeu uma batida e, por algum motivo, ele não conseguiu retribuir.

—Eu pensei que sua avó iria te mandar para alguma escola chique no exterior. — Mais uma vez, a garota pareceu encantada e respondeu.

—Ela mudou de ideia.

Sirius não estava convencido.

—Por quê?

—Parece que é simplesmente impossível dizer não para mim.

—Por que você está vestindo roupas trouxas?

—Minha avó é secretamente fã de moda trouxa.

—E vocês duas perderam o trem? E voar pela nossa janela era a única maneira possível de chegar aqui?

—Isso é um interrogatório? Sirius, você era muito menos desconfiado das minhas boas intenções quando te conheci. –Ela disse sentando e respirando fundo.

James, que não estava feliz por não fazer parte da conversa, foi o primeiro a se expressar e superar o choque.

—Qual o seu nome?

—Aurora Selwyn. — Ela se apresentou.

James tinha uma expressão misteriosa em seu rosto, era algo entre curiosidade, diversão e prazer, como se ele estava planejando incendiar o mundo e de repente tivesse descoberto que não era o único piromaníaco por aí. Antes que ele pudesse debater todos os seus planos de como eles poderiam virar Hogwarts de cabeça para baixo, houve mais algumas batidas. Desta vez, na porta.

—As outras cabines estavam cheias.

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—Sirius e Aurora já se conheciam antes de Hogwarts. -Remus explicou prestativamente.

—Sim, eles se conheceram em uma festa de puro sangue. Zombou James.

—Festa de sangue puro? — Lily perguntou confusa. Ela leu todos os livros e memorizou todos os conceitos, mas aparentemente isso não foi suficiente para se envolver totalmente na cultura mágica como um todo. Remus imaginou que ela era nascida trouxa.

—Os bruxos ou bruxas de sangue puro são aqueles que vêm de famílias estritamente compostas por bruxos e bruxas. — explicou Remus com gentileza. -Minha mãe é trouxa, mas meu pai é um bruxo, então sou meio-sangue.

—Meus pais são ... trouxas ... -Ela disse devagar.

—Você é uma bruxa nascida trouxa. — Ele completou a frase dela.

— O que significa que nenhum de nós — disse Severus se referindo a si mesmo, Lily e Remus. -Seria bem-vindo em uma festa dessas.

Lily não parecia feliz com essa informação. Remus estava se sentindo mais compassivo com ela a cada minuto. Ele se perguntou como seria ser jogado em uma nova sociedade de repente e descobrir, em um processo muito lento e torturante, que você estava no fundo dela.

—Isso não é injusto? -Ela perguntou levantando uma sobrancelha. Sua voz não tinha nenhuma incerteza, ela sabia a resposta, mas estando cercada por garotos desconhecidos, não queria arriscar começar algo que não podia terminar. Seus medos não eram justificados.

—Totalmente idiota! — zombou James como se eles estivessem falando sobre a coisa mais óbvia de todas. Ele estava com os braços atrás da cabeça e as pernas relaxadas. -Eu não entendo por que algumas pessoas pensam tanto nisso. Todos nós sangramos em vermelho, certo?

Lily sorriu para ele, um sorriso sincero.

—Você não deveria estar lá? Você não é um puro sangue? — perguntou Snape quase acusadoramente. James balançou a cabeça e riu.

—Meu avô gostava muito de trouxas. E era muito claro sobre isso também. Não somos convidados desde então.

—Meus pais, por outro lado ... -Sírius murmurou baixinho.

—E você, Sirius? O que acha? -Perguntou Lily. Seu tom era neutro e seu rosto não indicava nada além de ser uma pergunta inocente. Aurora não se enganava por isso. Ela podia ver através daqueles olhos verde-esmeralda que a ruiva queria ter certeza de quem estava do seu lado. Aurora sorriu, ela estava começando a gostar dessa garota.

Por um momento tenso, Sirius não respondeu.

—Não acho que sou assim ... -O moreno disse. — Quero dizer, nunca conheci um trouxa, mas eles parecem inofensivos. E não é como se isso faça alguma diferença, ou não teríamos abortos. — Ele terminou sua discussão. Walburga, sua querida mãe, ficaria totalmente horrorizada se ela ouvisse aquelas palavras vindas da boca sangue puro de seu filho mais velho. Mas, pela primeira vez em sua vida, Sirius sentiu que não precisava se preocupar com o que sua mãe poderia pensar.

Para Lily e Remus isso foi bom o suficiente. Aurora ficou impressionada. Severus não estava convencido. Mas James sorriu e deu um tapa nas costas do outro garoto.

—Tá, vendo? Você é legal. Totalmente não encaixa com a Sonserina.

—O que você quer dizer? –As duas garotas perguntaram ao mesmo tempo. Lily mais uma vez, confusa, e Aurora com cautela.

—Os sonserinos são os piores. Todos eles têm preconceito de sangue contra nascidos trouxas e mestiços. –James cruzou os braços e sentou-se ereto mais uma vez, como se reconhecesse a importância de defender sua opinião.

—Nem todos os sonserinos são assim!- Aurora defendeu.

—Bem, Salazar Sonserina era. — afirmou James. -O homem que criou a casa, então não sei por que alguém iria querer seguir seus passos.

—Esta é apenas mais uma razão! — A garota de cabelos rosa argumentou, exasperada. -Nós temos que provar que não somos mais assim. Como podemos fazer isso se continuarmos fingindo pertencer a outro lugar?

—Sua família deve vir da Sonserina, não é? -James sorriu.

Aurora congelou, ela não sabia como responder. Ela não sabia o suficiente da história de sua família para responder a pergunta.

—Os Selwyns fazem parte dos Sagrados 28. -Sirius informou. — Então provavelmente sim.

—Minha mãe estava na Grifinória. — Declarou Aurora com confiança.Expondo as únicas informações que sabia da família de sangue. -Meu pai estava na Sonserina.

—Basicamente Romeu e Julieta ... -Comentou Lily com um sorriso sonhador.

—Quem? — perguntou Sirius, ele foi ignorado.

—Eu ainda não sei onde vou acabar. Mas onde quer que seja, é apenas uma casa.