When We Were Young
7 You Have To Be Cruel To Be Kind
Notas iniciais

YOU HAVE TO BE CRUEL TO BE KIND
HOGWARTS
1973
2th YEAR
—Me escutem, idiotas. – sibilei. Com cada mão puxei uma orelha de Sirius e uma de James. – Nada de serem os babacas idiotas que vocês são. — mandei. — Sejam gentis.
—Eu sou um poço de gentileza. – James resmungou, fugindo do meu aperto em sua orelha.
—Ele ‘tá na Ala Hospitalar. – escutamos Peter dizer, após chegar arfando de sua corrida até nós.
—Porque demorou tanto? — indagou Sirius.
—Mary me achou no caminho. – ele murmurou e corou. Dei uma risada com James. – Ela meio que me agarrou, sabe?
Nós assentimos, sabendo o que Peter queria dizer. Mary o agarrava sempre que o via.
—Cuidado, Peter. – James disse e riu maroto. – Daqui a pouco ela vai te agarrar e enfiar a língua dela na sua boca.
Sirius sorriu, entrando na brincadeira.
—Vai saber o que ela faz com a língua... talvez seja tão louca quantos os olhos dela. – ele falou, arregalando os olhos para Peter que estremeceu. Revirei os olhos para os três.
—Mary até que é bonitinha. – murmurou Peter, timidamente. Ele encolheu os ombros, mirando os meninos.
—Mary é bonita, só que ela é meio diferente. – falei e dei de ombros. – Bom, Peter, eu estava dizendo que vamos ser gentis com o Remus, nada de ser... – falei e olhei James e Sirius com expectativa.
—De sermos os babacas idiotas que nós somos. – eles murmuraram juntos.
Sorri satisfeita.
—Exatamente.
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—Você mentiu para nós, Remus John Lupin! Sabemos seu segredinho sujo. – disparou James para Remus.
—E peludo. – Sirius adicionou, com os braços cruzados.
Revirei tanto meus olhos que achei que eles iam sair do meu rosto. Havíamos acabado de chegar a Ala Hospitalar a exatos cinco minutos e nos alojado ao redor da cama de Remus. James e Sirius cada um de um lado dele e eu e Peter sentados no pé da cama.
Remus agora estava tão vermelho que parecia que explodiria.
—O-o que? — gaguejou Remus, a voz trêmula e os olhos nervosos. – Do que vocês estão falando, pessoal? – ele disse e deu uma risadinha totalmente falsa.
—Sabemos de tudo. – James acusou mais uma vez. Remus pareceu que iria morrer. – Chega de teatro. Lobisomem!
Todos nós estremecemos ao escutar ele dizer aquela palavra.
Remus manteve o rosto imutável por alguns segundos, a coloração vermelha ainda lá. Então ele desviou o olhar e seu lábio tremeu de leve. Olhei de coração partido a luta interna dele para não perder o controle das próprias emoções na nossa frente, mas sem conseguir vencer, ele começou a chorar que nem um bebezinho. Era um choro silencioso, só que muito forte e completamente triste.
—Remus? – Sirius chamou, quando Remus enfiou o rosto nas mãos e começou a soluçar, tornando aquele choro ainda mais triste.
—O que eu tinha dito, babacas? – briguei. Empurrei Sirius para me sentar bem ao lado do meu amigo que chorava. – Remy... olha pra mim, por favor. – pedi e ergui o queixo dele. Sorri para ele, quando ele me encarou nos olhos. – Não precisa chorar, estamos aqui por você. – murmurei e ele começou a balançar a cabeça negativamente.
—Não contem a ninguém, por favor. – ele chorou, tentando desviar os olhos dos meus. – Se souberem, eu terei que sair de Hogwarts e eu estou tão feliz aqui. – ele disse e me sinti triste instantaneamente. – Eu saio do dormitório, posso conversar com Dumbledore... ah Dumbledore... graças a ele estou aqui.
—Você enlouqueceu por acaso? – Sirius indagou, agora sorrindo e trocando olhares com James e Peter.
—Que idiota. — riu James. — Acha que vamos parar de falar com ele, eu sabia que ele não batia bem da cabeça. – falou de forma travessa.
—Viemos aqui pra te ajudar, Lupin. – Peter disse e sorriu, apesar de um pouco nervoso. – James achou um jeito de te ajudarmos.
—Me ajudar? Não tem como me ajudar! – Remus respondeu, fungando, tentando parar de chorar aos poucos.
—Sabemos disso. – respondi e peguei sua mão. – Mas vamos passar a Lua Cheia com você, para ficar suportável e... você não sair mais tão machucado.
Ele me olhou parecendo completamente chocado. Ele negou com a cabeça, a boca aberta em surpresa.
—Estão loucos? Eu posso matar vocês ou pior... morder vocês. — ele sussurrou. — Eu sou perigoso.
—Você e seus bracinhos magricelos? – perguntou James debochado. Como se ele não tivesse bracinhos magricelos também.
—Ou você e sua extrema gentileza? – eu ri também. Remus deu uma risada chorosa e secou o rosto com as costas da mão que eu não segurava.
—Como descobriram? – ele perguntou. Parecia estar com medo, como se a qualquer momento fôssemos nos levantar e chamá-lo de monstro ou qualquer coisa do tipo.
—Greyback. – respondi. Remus arregalou os olhos – Ele te mordeu, né? Pra se vingar do seu pai? – perguntei, ele assentiu tristonho e eu só quero abraçá-lo até ele sorrir novamente.
—Você...hum, pode nos contar o que aconteceu? – perguntou Peter. Remus tomou fôlego e assentiu.
—Meu pai o ofendeu... disse que pessoas como ele e, bom como eu, deveriam estar mortas e coisas do tipo, por que... Greyback morde e mata de propósito, então... – Remus murmurou e suspirou. – Então ele resolveu se vingar. Na noite de Lua Cheia ele ficou do lado de fora da minha casa, na janela do meu quarto e quando a lua subiu, ele veio e... – Remus fechou os olhos com força e uma lágrima caiu. Ele tinha olheiras e como tinha acabado de sair de uma das suas noites estava parecendo muito doente, mais que o normal.
—Nós vamos te ajudar, amigo. – James disse confiante. – Vamos virar animagos por você e te acompanhar na Lua Cheia, vai ser demais.
— O que? Não! Sabe qual é a chance de isso dar errado? – Remus falou, ainda muito chocado.
—99, 9%? – Peter perguntou com um sorriso no rosto. Todos caímos na gargalhada até mesmo Remus. Os meninos pegaram os doces que trouxeram e começamos a dividir com Remus em seu leito.
—Vai dar tudo certo, Remy. — eu disse, em seu ouvido para que os meninos não escutassem. Ele virou os olhos para mim e eu sorri. — Eu prometo.
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—To nem aí. – Emmeline riu e comeu um pedaço da pizza que o pai de Mary mandou para ela. Estava completamente gelada por causa da viagem de coruja, mas eu peguei um livro de feitiços de culinária que Lily Evans tinha no dormitório e consegui esquentar um pouco. – Vou ficar gorda, mas eu não ligo.– ela brincou, nos fazendo rir.
Estavamos na cama de Mary com uma caixa cheia de pizza caseira dentro e vários doces diferentes e trouxas que eu nunca tinha visto na minha vida.
—Seu pai é cozinheiro, Mary? – perguntei.
—Sim. – ela sorriu. — Ele tem um restaurante e tudo mais. — falou, parecendo muito orgulhosa. Mas então abaixou a cabeça tristemente. – Foi assim que meus pais se conheceram, mas então.... mamãe morreu quando eu nasci, então papai cuida de mim. – ela disse toda manhosa.
—Sinto muito, Borboletinha. – Emme brincou, tentando animá-la. Mary deu corou e deu uma risadinha.
—Borboletinha? – perguntei, comendo um pedaço da pizza.
—É. – Emmeline riu. – Parece que Mary conquistou nosso Petelzinho. – contou, me fazendo rir. – Eu o ouvi chamando ela assim.
—É que eu e Peter estamos no conhecendo melhor. – ela falou e sorriu sonhadora. – Ele disse que eu sou bonitinha.
—Huuuum. – eu e Emme fazemos juntas e caímos na risada.
—Essa pizza é muito boa. – eu murmurei. – Meu pai não sabe cozinhar nada e minha mãe ela diz que sabe, mas eu só vejo os elfos lá de casa fazendo a comida. – contei saboreando da pizza de quatro queijos. – E o seu pai, Emme? – perguntei e ela perdeu o humor no rosto.
—Meu pai é um bostinha que abandonou eu e minha mãe. – ela falou vermelha. Pisquei em choque olhando minha amiga, que olhava para seu pedaço de pizza como se estivesse com raiva dele.
—Por que ele abandonou vocês? – Mary questionou temerosa.
—Por quê? – Emmeline fechou os olhos por um momento e eu tive certeza de que ela ainda sofria muito com a situação, fosse qual fosse – Minha mãe tem câncer. – ela falou, depois de pegar fôlego. Mary se assustou, mas eu apenas olhei Emmeline, me lembrando de quando ela brigara com Marlene e dissera que ela não conhecia a família dela ou seus problemas. Talvez foi por isso que ela ficara com tanta raiva por Marlene fazer pouco das supostas visitas de Remus para a mãe. – A porra de um câncer! E quando ele viu que ela estava ficando ruim, nos abandonou e agora ela pode morrer a qualquer momento. – ela disse e jogou o pedaço de pizza de volta na caixa. – Ele nos abandonou anos atrás e ela está morrendo. – ela choramingou baixinho. — Minha mãe está morrendo.
—Que merda, Emmeline. – murmurei passando um braço pelo ombro dela. — Mas se ela está doente quem cuida de você?
—Nunca precisei de ninguém pra cuidar de mim. – ela resmungou chorosa. – Fomos morar com meus avós, mas minha avó é cadeirante e meu avô é quase surdo, eu cuido mais deles do que eles cuidam de mim. – ela me olhou e vi que seus olhos estavam vermelhos. — Não é ruim... eu e meu avô sempre vamos pescar juntos, mesmo que ele nunca escute o que eu falo e minha avó sempre tem amigas em casa, então... Eu não preciso de ninguém, sei me cuidar sozinha, não preciso de ninguém. – ela disse bem baixinho, como se realmente quisesse acreditar naquilo. – Acho que sou daquelas pessoas que os outros abandonam. — murmurou. — Por isso meu pai me deixou.
—Emmeline. – a chamei com um sorriso gentil. – Eu nunca vou abandonar você. – falei. Ela riu baixinho, parecendo um pouquinho mais feliz..
—Você é minha melhor amiga, Addie. – ela falou, então olhou Mary que sorria. – Vocês duas.
—Melhores amigas para sempre. – Mary disse pegando um pedaço de pizza e esticando o braço, eu e Emmeline pegamos também e colocamos em cima da pizza de Mary.
—Melhores amigas para sempre. – repetimos, então comemos a pizza.
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Os exames finais para mim foram muito fáceis para mim, mas Emmeline quase se deu mal em Transfiguração. Eu achei que o mais difícil foi o de DCAT, mas acho que fui muito bem mesmo assim.
—Eu acho que fui ótima, principalmente em poções. – Lily disse, estávamos no quarto eu na minha cama e ela arrumando o malão.
—Parabéns. – murmurei de volta, não tão interessada. – Lily?
—Sim, Addie? – ela respondeu ainda ajoelhada no chão dobrando cuidadosamente as suas coisas.
—Como está o Snape? – perguntei. Não tinha conversado mais tanto com ele, as vezes quando eu estava sem as minhas amigas ou os meninos, ficava por perto de Lily e Snape e conversávamos um pouco. Ela me olhou curiosa.
—Bem, mas ficou irritado por você azarar ele. – contou.
Revirei os olhos.
—Eu sei. – resmunguei, então me levantei depressa. – Vamos lá achar o idiota.
Ela deu uma risadinha e se levantou também, enquanto descemos a escada ela entrelaçou o braço com o meu, assim como Emmeline fazia.
—Evans, pode me dizer porque está de braço dados com minha melhor amiga? – vi Emmeline, Mary e os meninos sentados no Salão Comunal. Emmeline agora com as mãos na cintura.
—Deixa disso, Emmeline. – ri para o ciúmes dela. – Vamos achar Snape. – falei e eles me olharam chocados, mas eu apenas ri novamente e puxei Lily para fora do Salão Comunal. – Sabe onde ele está? – perguntei. Ela afirmou e me levou para os Jardins, logo vi Severus e Rabastan Lestrange sentados embaixo de uma árvore. Junto de mais três garotos, o que era negro eu sabia que se chamava The Nott, mas os outros dois só conhecia de vista, nunca havia prestado atenção nos nomes deles.
—Sev. – Lily gritou e nós andamos mais depressa e nos sentamos ao lados deles.
—Lily, oi! – ele sorriu , mas logo me olhou e franziu a testa.
—E aí, Sev? – perguntei. Ele deu uma risadinha.
—Não vai falar comigo, Addie? – falaram. Olhei Rabastan Lestrange que sorria para mim, me mirando de cima a baixo. Nott e os outros dois garotos deram risadinhas, trocando olhares.
—E por que falaria? – perguntei. Ele deu uma risadinha e se aproximou mais. – Você ofendeu meu primo e... eu não gosto de você. — falei, provocativa. Ele deu um sorriso e escutei mais risadinhas de seus amigos.
—O passado nós deixamos no passado. – ele falou e se aproximou mais ainda. Virei o meu rosto para frente e me arrepiei quando senti seus lábios na minha bochecha. Me controlei muito para não mudar a cor dos meus cabelos.
—Vocês... já se conheciam antes de Hogwarts? – Lily perguntou. E todos assim como ela tentavam seguravam a risada.
—Não que seja da sua conta, sangue-ruim, mas não exatamente. – ele respondeu. Empurrei o ombro de Rabastan com força, que quase o fez cair para trás
—Não chama ela assim, babaca. – mandei irritada e ele riu e voltou a se aproximar.
—Se você não quer não chamarei. – proclamou. Revirei os olhos e me virei para Lily que mordia os lábios nervosa. — Eu e Rabastan nos vemos bastante nas férias porque nossas famílias são amigas. — contei para ela, fingindo não ver o sorrisinho de Rabastan.
—Mas como foi suas detenção? – perguntei para Snape.
—Foi normal, tive que reenvansar algumas plantas para os outros alunos não terem tanto trabalho. — ele me respondeu.
—Meu pai ficou é puto que eu fiquei de detenção por duelar com um amigo da família. – Rabastan riu e foi quando notei que nós estávamos ainda muito perto, tanto que eu sentia a respiração dele na minha orelha enquanto meu ombro estava meio apoiado em seu peito dele. Seus amigos riram também, pois o tal amigo da família era Sirius. Ele e meu primo se conheciam desde pequenos por causa dos pais, mas nunca se gostaram.
—Nunca conto para os meus pais quando eu fico de detenção. – falei, com um sorriso travesso. – Quero dizer, eles não precisam saber de tudo, né? – indaguei. Eles riram e Rabastan sorriu me olhando com atenção. O olhei de volta e notei que ele estava ficando cada vez mais bonitinho.
—ADHARA BLACK. – escutei a voz estridente de Mary me chamar. Fechei os olhos com força e bufei, sem me virar para olhar minhas amigas.
—Acho que eu tenho que ir. – falei. Rabastan soltou um muxoxo e beijou minha bochecha, para então se afastar.
—Te vejo nas férias – ele disse risonho. Eu revirei os olhos, com um sorriso no rosto. Antes de me levantar, assoprei um beijo para todos os outros.
—Até mais, perdedores. – falei e ajeitei minha saia amassada. Comecei a caminhas até minhas amigas, que me esperavam. – Olá, meninas.
—Sua vaca. – riu Emmeline e agarrou um braço meu e Mary o outro. – O que foi aquele beijinho? Você e Lestrange estavam parecendo queridinhos.
—Namoradinhos. – concordou Mary. Seus olhos giraram daquele jeito único e eu dei de ombros. – James disse que só vai falar com você, depois que pedir desculpas.
—Pelo o que?
—Ser amiga do arqui-inimigo dele. – Emmeline riu, enquanto voltávamos para o Salão Comunal. — Ele odeio Snape e você é meio que amiga dele. — ela disse. Dei de ombros, não ligando para o drama de James. E começamos a subir os lances de escada. Ficamos conversando bobeiras até chegarmos em nosso Salão Comunal. – Por Merlin! – disse Emmeline, gritando em forma de sussurro. Eu e Mary seguimos seu olhar arregalado e vimos Marlene Mckinnon sentada com as pernas no colo de Sirius, fazendo carinho em seu cabelo.
Mary me olhou um pouco risonha, mas preocupada com Emmeline que estava vermelha de raiva. Ela soltou meu braço zangada e não parou para pensar no que fazer, apenas prendeu os cabelos e entrou com tudo no Salão Comunal.
—Amiguinha? – Mary me chamou curiosa, entramos também, mas ficando perto da porta. – Porque Emmeline está... andando até James?
—Eu não...merda. – murmurei e abri a boca em choque.
Emmeline estava beijando James na boca no meio do Salão Comunal, as mãos no rosto dele, o puxando para esticar o pescoço, enquanto ele estava sentado no sofá e ela em pé curvada.
—Meu Deus. Meu Deus. – Mary riu e arregalou os olhos, enquanto nós víamos Emmeline enfiar a língua dentro da garganta de James.
—O que ela está fazendo? – nos viramos para Remus, que olhava a cena tão chocado quanto nós. Ele carregava livros em seus braços e tinha uma cara de quem passou o dia todo na biblioteca.
—Não faço a mínima ideia. – respondi, catatônica, mas ao mesmo tempo achando muito engraçado. Emmeline beijava James de um jeito que ela nunca havia beijado alguém antes. Chamou tanta atenção que os alunos mais velhos começaram a fazer um coro animado.
—Acho que é ciúmes do Sirius. – Mary murmurou. Sirius estava com a cara fechada, bufando de indignação, ele pareceu não querer ficar para trás, então ele puxou Marlene pela nuca e a beijou também. Arregalei mais os olhos, achando tudo muito cômico.
—QUE ISSOOOOOO! – Fabian Prewett berrou e gargalhou. – Os novatos estão pegando fogo! – ele riu mais alto ainda, junto com seu gêmeo Gideon. Apesar de não sermos mais exatamente novatos, todos começaram a rir e gritar, apontando para os meus amigos.
Eu e Remus nos entreolhamos sem saber o que fazer. Peter estava sentado no meio de James e Sirius e parecia muito em choque. Mary tinha se distraído com os livros de Remus que agora estavam no chão.
—Nós devíamos fazer alguma coisa? – escutei Remus me perguntar.
—Não. – eu ri. – Vamos deixar para ela se arrepender depois.
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—Como vocês me deixaram beijar James Potter? – Emmeline questionou berrando. Ela agarrou os seus cabelos pretos e se jogou na primeira cama que viu, enfiando o rosto no travesseiro. Estávamos no dormitório dos meninos, Emmeline tinha convocado uma reunião e estávamos esperando eles chegarem.
—Desculpe, amiguinha, mas você atacou James, não tinha nada o que a gente pudesse fazer. – Mary disse e deu de ombros. Concordei com ela e Emmeline ergueu o rosto do travesseiro quando ouvimos a voz de Remus e logo os meninos entraram.
—Bom... – Emmeline começou, se levantando da cama. – Eu só convoquei essa reunião para dizer.... que não estou interessada em James Potter. – ela proclamou. E olhou James que mesmo depois de uma hora do beijo deles ainda tinha a boca vermelha, o mesmo com ela.
—Por que você beijou uns dos meus melhores amigos? – Sirius perguntou, cruzando os braços. Ele parou em frente a Emmeline que deu de ombros.
—Eu não devo satisfações a você. — ela disse, cruzando os braços. — Só queria dizer ao James que foi.... bom, mas eu só quero ser amiga dele. — ela falou. Me sentei na cama de Remus, para observar melhor e ele me imitou, assim como o resto dos meninos e Mary que ficaram observando Emmeline e Sirius no meio do quarto.
—Você é a minha garota, não pode ficar com meus amigos. – disse Sirius, simplesmente. Emmeline lutou para segurar um sorriso, mas não conseguiu.
Fiz uma careta e revirei os olhos. Remus me olhou risonho.
—Se eu sou sua garota você tem que merecer. – ela riu e se aproximou e o beijou na bochecha. Emmeline saiu do quarto sorrindo e Mary foi atrás dela, depois de apertar as bochechas de Peter.
—Ela ta na minha, não é? — riu Sirius, se virando para nós.
Não respondi e esperei alguns segundos para ver se elas iriam voltar.
—Então... Eu pesquisei mais sobre animagos e é muito difícil virar um – falei.
—Ainda tão com essa ideia na cabeça? – indagou Remus, preocupado.
—Claro que sim, Remy. – falei. Segurei a mão dele e acariciei uma das cicatrizes que ele tinha nas costas da mão. – Queremos te ajudar. – murmurei e ele sorriu para mim.
—Só o fato de você me aceitar, já me ajuda tanto, Adhara.
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Estávamos eu, Mary e Emmeline sentadas no Salão Principal, para o jantar. Ao contrário de Beauxbatons, onde era obrigatório sempre usar o uniforme – mesmo nos fins de semana – Hogwarts era muito mais liberal. Só precisávamos usar uniforme durante os horários de aula. Por isso era muito fácil notar o gosto de cada uma.
Emmeline se vestia com jaquetas e calças jeans, e uma camisa mais justa, no caso dela, vermelha. Mary usava um vestidinho mais folgado e bonitinho, que a deixava parecendo uma boneca. Eu deveria usar vestidos que me deixavam parecendo uma boneca muito rica, afinal era uma bruxa puro sangue de uma família aborrecedoramente tradicional, mas eu me permitia ser mais eu mesma em Hogwarts. Por isso usava um vestido preto, soltou depois da cintura, que ficava na altura do joelho, com um cinto prateado que era de Emmeline, na verdade o vestido também era dela.
Marlene usava um vestido também, no mesmo estilo de Mary, só que mais curto, enquanto Lily usava saia, uma blusa e uma boina.Mas Meadowes. Meadowes se vestia de maneira simplesmente estranha. Ela usava um boné, um casacão amarelo ovo, uma blusa amarela e uma saia laranja berrante. Sério? Quem se veste desse jeito?
—Meu Merlin, você é tão esquisita. – debochei da Meadowes em alto e bom som.
—Chamem o Aurores da moda, alguém precisa prender essa cidadã. – Emmeline disse rindo, olhando as roupas dela com asco.
Dorcas, que era muito sentimental apenas fechou os olhos com força e fez uma careta. Mas não consegui realmente me comover com aquilo. Emmeline apenas riu, um pouco maldosa. E eu revirei os olhos, a achando um pouco sentimental demais.
—Qual é. — eu disse para ela. — Não chore.
—Não falem assim com ela. – Marlene brigou, estávamos todos na saída do Salão Principal, e com todos eu queria dizer, muitos, todo o segundo e primeiro ano estava ali vendo, de todas as Casas.
—Sabe, não queria que você chorasse, só estávamos ajudando. – Emme riu de um jeito diabólico e Sirius quase quebrou o queixo ao abrir a boca.
—Sei não... – Mary nos olhou meio indecisa e depois para Dorcas. – Acho que vocês exageraram...
—Nunca ouviu falar, Mary? – perguntei sorrindo – Você tem que ser cruel para ser gentil.— ri. As pessoas ao redor também riram, olhei Dorcas que agora tinha Lily segurando sua mão. Comecei a sentir um pouco de pena dela, porque talvez ela tenha ficado realmente chateada. – De nada. – disse, mesmo assim.
Escutei os gritos e risadas enquanto eu, Mary e Emmelie iamos embora. Cada uma do meu lado, e eu me senti poderosa, como se estivesse andando em câmera lenta com todos me achando linda. Bom, para se sentir poderosa é só seguir essa pequena regra “Você tem que ser cruel para ser gentil".
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