When We Were Young

8 Conspiring With the Enemy


Notas iniciais
Voltaaaaamos! Olá, lindezas!!!! Tudo joia? Em primeiro lugar, obrigada a todas que comentáram! Amamos comentários, então, por favor, quem comenta sempre, continue comentando e você que nunca comentou, plz, comente!! =D Em segundo lugar, espero que gostem da fic! Ela vai começar a esquentar =P E RECEBEMOS UMA RECOMENDAÇÃO???? MUITO OBRIGADA! Queríamos muito uma recomendação então obrigada Anne Hunt muito obrigada mesmo!Esse capítulo é dedicado a você!!!!!!!!!! E também optei por usar os apelidos deles e os nomes no original. Então Moony= Aluado, Padfoot= Almofadinhas, Prongs= Pontas e Wormtail= Rabicho. É isso! Beijos =*

CONSPIRING WITH THE ENEMY

BLACK'S HOUSE

1973

SUMMER

Eu estava calada, escutando tia Walburga conversar com Lisian Malfoy. Lucius e Narcissa conversavam aos cochichos todo o tempo, de mãos dadas, trocando olhares cúmplices e Andy estava com cara de enterro, como se fosse a pessoa mais infeliz da face da terra. O casamento dela estava marcado e em algumas semanas Evan Rosier voltaria para o país para se casar com ela e então a levaria para os Estados Unidos. Ela nunca tinha conhecido o noivo e a ideia de se casar com ele a assustava e a enojava profundamente.

Mas eu sabia que o buraco era muito mais embaixo que isso. Eu tinha encontrado nas coisas dela vários frascos de Chá de Lua. Minha querida priminha não era mais virgem e cedo ou tarde isso iria se voltar contra ela.

—Não é linda, a minha sobrinha? – perguntou tia Walburga passando os dedos nos meus cabelos. Odiava quando ela ficava me exibindo, só porque eu provavelmente me casaria com Sirius um dia, apesar de tanto eu quanto ele repetirmos para quem quisesse ouvir que nunca iríamos nos casar – Esses longos cabelos de seda, loiros, belíssimos... Linda, não é Sirius?

Sirius resmungou qualquer coisa, sem olhar para mim ou para a mãe. Imediatamente mudei meus cabelos para uma cor preta como os cabelos de Sirius, apenas para provocar e soltei um olhar de inocência fingida para minha tia.

—E com um dom tão raro. – disse o Sr. Abraxas Malfoy – Apenas grandes bruxos nascem com dons assim. Seu filho é muito...

—Robbie Henshaw, da Corvinal, é metamorfomago também. – cortou Andromeda olhando para o Sr. Malfoy – E mestiço, filho de abortos. Quem diria.

—Andromeda! – ralhou Walburga a olhando com severidade. Os pais dela fizeram o mesmo e tio Cygnus parecia completamente desconcertado com o comentário da filha – Não ouse comparar a noiva do meu Sirius com um mestiço!

—Robbie Henshaw é muito legal, ele pega todas as gatinhas da Corvinal. – disse Sirius batendo o garfo na mesa com força – Ele é muito melhor bruxo que o Malfoy ai.

—Como é que é? – perguntou Lucius, furioso, fuzilando Sirius com o olhar.

—É mesmo. E Eloá concorda comigo, viu? – debochou meu primo.

—Eloá? O que ela tem a ver com isso? – perguntou Narcisa, mas então ela olhou para meu primo com desdém – Além disso, não como se a opinião dela valesse de qualquer coisa. – ela deu uma risadinha e olhou para Lucius esperando um olhar cheio de aprovação vindo dele, mas não foi o que aconteceu – Não é mesmo, querido?

Lucius ainda fuzilava Sirius com um olhar furioso. E eu trocava olhares com meus primos, risonha.

—Oh, mas a opinião minha e da Addie conta muito pro Lucius, não é? – eu disse rindo, ignorando completamente o aviso de Fenrir Greyback – E acho que a de Eloá também...

—É, o estranho é que Eloá não é monitora, mas eu vivo vendo ela pelo banheiro dos Monitores. – disse Andromeda que tinha um sorriso venenoso no rosto e ela ficou absurdamente parecida com Bellatrix por conta disso, mas eu não liguei.

—Cale a boca. – rosnou Lucius.

—Hum? – perguntou Abraxas, rindo – É... Lucius as vezes pode sair um pouquinho das rédeas, querida, mas não se preocupe com isso.. – ele disse olhando para Narcisa, que parecia estar com o ego bastante ferido – Ele nunca perderia tempo pensando em uma mulher que se deita com outros ainda antes do casamento.

Lucius desviou o olhar, para seu próprio prato e em seguida soltou um suspiro, se levantando. Narcissa o acompanhou com o olhar e eu acabei sentindo pena dos dois. Narcissa era apaixonada por Lucius, que estava a traindo com uma das melhores amigas dela, mas mesmo assim teria que se casar com ele. Tive pena principalmente por Narcissa, que era minha prima, afinal de contas.

Assim que Lucius saiu da sala, tia Walburga voltou a falar.

—Sabe, nós estamos criando bem a nossa Addie. – disse ela sorridente – Para que ela seja apropriada para nosso Sirius. Nós achamos melhor que a esposa do nosso primogênito seja alguém da família, certo?

—Pare com isso! – pediu Sirius olhando para tia Walburga – E aceita que não vai ser você quem vai escolher com quem eu vou me casar. Eu não sei nem mesmo se eu quero me casar! – disse Sirius socando a mesa.

—Sirius Black! – ralhou tio Orion.

—Casa ela com o seu favorito! – rosnou Sirius apontando para Regulus, que encolheu na cadeira. Então Sirius jogou o guardanapo em cima do prato e se levantou, ignorando os chamados raivosos dos pais.

—Bem... Deveria dar mais atenção ao seu filho do que à sua suposta futura nora, sabe? – provocou tia Druella com um sorrisinho cruel. Lisian Malfoy precisou disfarçar um sorrisinho divertido.

—Não sou só eu quem tem que olhar para os próprios filhos, Druella, querida. – sibilou tia Walburga olhando com desgosto para Andromeda. Então ela se levantou e foi atrás de Sirius, para arrancar as orelhas dele ou qualquer coisa assim.

Olhei para meus pais e notei que eles pareciam completamente desconfortáveis com aquelas trocas de farpas. Ainda com os cabelo pretos me virei para o meu pai.

—Já terminei de comer. Vou para meu quarto, está bem? – pedi. Ele assentiu.

—Ei, Addie. Pode me mostrar a casa? – perguntou Rabastan. Olhei para ele, surpresa. Ele estava muito quieto durante o jantar. Não tinha implicado nenhuma vez comigo ou com Sirius e tinha sido realmente educado ao me pedir o sal, chegando até a falar “obrigado, Addie” quando eu o fiz.

Olhei para meu pai e ele sorriu concordando.

—Hum... tudo bem... – murmurei. Rabastan ficou de pé e sorriu para o pai.

—Eu tenho sua licença, pai?

—É claro, filho. – riu o Sr. Lestrange.

Bellatrix e Rodolphus estavam viajando e ainda não tinham voltado, graças a Merlin. Eu tinha notado que Rabastan ficava muito mais suportável nas reuniões de família quando o irmão dele não estava. Ele parecia mais relaxado e descontraído.

Levei Rabastan pelos cômodos da casa. Ele achou um pouco esquisito termos cabeças de elfos entalhadas nas paredes, mas não falou de maneira debochada.

—Não é algo que eu imaginaria enfeitando a minha casa, sabe? – riu ele.

—Eu não queria isso ai. – murmurei – São os elfos mais feiosos do mundo.

—Eu não queria falar isso, mas já que você disse. – riu ele, novamente.

Continuamos andando até que chegamos na sala de estar, onde Rabastan pareceu bastante interessado na tapeçaria. Ele olhou para os rostos e começou a procurar por algum em específico. Então apontou para o rosto do irmão.

—Isso é muito maneiro. – riu ele – Na nossa casa nós temos a Sala das Bolhas. – disse ele – Mas a tapeçaria de vocês é muito mais maneira.

—O que é a Sala das Bolhas? – perguntei curiosa, enquanto Rabastan se curvava para olhar o meu rosto bordado no tapete.

—Foi meu tataravô quem criou. – explicou ele – Então temos poucas bolhas... – riu ele – Mas em cada bolha contém várias lembranças de cada Lestrange. Lembranças que achamos importantes... Elas ficam flutuando na sala, mostrando cenas da vida dos nossos antepassados... – ele se aprumou para me olhar nos olhos – Casamentos, nascimentos de algum herdeiro... essas coisas. Meu irmão já tem a bolha dele. Ganhamos a nossa quando nos casamos. – explicou Rabastan – Se um dia for lá em casa, eu te mostro.

—Por que está sendo gentil comigo? – perguntei de uma vez, cruzando os braços.

Rabastan sorriu maliciosamente pra mim. Ele não era um cara obviamente bonito, mas era bastante charmoso e quando sorria, ficava muito mais interessante... talvez pelo fato de ele quase nunca sorrir. Não pra mim, pelo menos. Ele tinha os cabelos castanho avermelhados, ao contrário do irmão, que tinha os cabelos castanhos escuros. Seus olhos eram as vezes um pouco cinzentos, mas a maioria das vezes ficava escuro e ele tinha o rosto relativamente quadrado.

—Prefere que eu te trate da mesma maneira que eu trato o seu primo? – perguntou ele – Você não me trata do mesmo jeito que ele. Não tenho porque ser irritante com você.

—Uhum, eu nasci ontem e você amadureceu cinco anos em uma semana. Eu não sou idiota, sabe? – perguntei cruzando os braços. Rabastan sorriu achando graça e algo nele me lembrou o sorriso grande e debochado de James.

Foi então que ele me empurrou contra a parede de uma vez. Arfei.

—Quer saber o porquê mesmo? – perguntou ele no meu ouvido. Senti meus cabelos arrepiarem e tive certeza de que eles tinham mudado de cor, apesar de não saber para qual tonalidade. No momento só conseguia ver o cangote e pescoço de Rabastan – Não temos motivos para nos desprezar. Somos ambos elite. Eu posso relevar o fato de odiarmos os amigos um do outro e posso ignorar que você é da Grifinória. – ele falava num sussurro rouco ao pé do meu ouvido e isso me deixou completamente arrepiada. Eu via Sirius fazer isso com Emmeline e ela se derretia quando ele fazia aquilo com ela e agora eu sabia exatamente como ela se sentia. – O que você me diz, Addie? – o modo como ele disse meu nome parecia simplesmente indecente. Senti um calafrio subir minha espinha e um calor tomar a região entre minhas coxas. Estava quente. Absolutamente quente.

—Você devia me soltar. Já pensou o escândalo que minha tia vai fazer se te ver desse jeito comigo? – perguntei. Então senti os lábios dele no meu pescoço. Eu já tinha beijado Remus naquela festa, mas o modo como Rabastan me beijava no pescoço era completamente diferente. Sentia a língua dele me molhar a pele e os dentes dele a me mordiscar. Era gostoso. Perigosamente gostoso e errado. Muito errado – Me solte agora mesmo ou... – eu respirei fundo pensando em algo para dizer, mas as mãos dele na minha cintura faziam com que meus pensamentos ficassem um tanto confusos – Eu juro que vou gritar. – ameacei.

Rabastan então se afastou me olhando marotamente.

—Como quiser, Addie. Se não está gostando, eu não faço... mas se mudar de ideia... – ele se curvou e sussurrou no meu ouvido – Me avise...

Ele estava para se afastar, quando eu o segurei pela gola da camisa. Trocamos um olhar divertido e cheio de desejo.

—Você sabe guardar segre... – comecei, mas ouvi gritos vindo do andar de baixo. Olhei para ele, confusa e ele me lançou um olhar curioso – O que é isso?

—Vamos ver... mas primeiro fique loira de novo. – riu ele – Seus cabelos estão vermelhos, Addie.

Os deixei loiros novamente, de volta do normal de sempre e fomos para o corredor. Concluí que era tio Cygnus quem estava gritando.

—O que será que aconteceu? – perguntei confusa.

—Eu não sei. Vamos espiar? – perguntou ele sorrindo.

—Vamos. – respondi.

Descemos as escadas e vimos que tia Druella estava tentando segurar o marido.

—... Vergonha! É isso que você me fez passar! – gritava tio Cygnus.

—Cyg, fique calmo. – pediu meu pai – Ela certamente está assustada com a ideia de se casar com alguém que nunca viu. Vocês deveriam ter feito alguma coisa para facilitar para ela...

—Não se meta nisso, Pollux! – rosnou meu tio – Vai cuidar daquela vergonha que é sua filha. Traidora de sangue, da Grifinória...

Meu pai sacou a varinha, olhando furioso para o irmão.

—Dobre a língua pra falar da minha Adhara! – rosnou meu pai.

—Pollux... – chamou minha mãe. Meu irmãozinho choramingava assustado no colo dela – Fique calmo...

—Antes minha filha da Grifinória do que a criminosa da sua filha Bellatrix. Acha que ninguém sabe o que ela anda fazendo? – perguntou meu pai. Olhei para Rabastan, que encarava meu pai com os olhos cheios de astúcia.

—Minha nora está lutando por um mundo melhor para todos nós. Não há vergonha nenhuma nisso. – riu o Sr. Lestrange – Abaixe a varinha, Pollux.

—Acho que esse é o momento de irmos. – disse o Sr. Abraxas – Lisian, procure por Lucius.

—Sim, querido.

Meu pai ainda apontava a varinha para tio Cygnus, que o encarava com desgosto.

—Abaixe essa merda ou me azare logo, Pollux. Mas nós dois sabemos que não terá coragem para me azarar.

—Abra a boca para falar qualquer coisa da minha família, irmãozinho, e vai acabar muito surpreso. – rosnou meu pai.

—Pollux... você bebeu demais hoje. Vá se deitar, sim? – pediu minha mãe.

—Você também, Cyg... – murmurou tia Druella segurando a mão do marido.

Tio Orion apenas assistia, olhando tudo com atenção.

—Vamos, Pollux? – insistiu minha mãe. Meu pai soltou um suspiro e baixou a varinha.

Senti a mão de Rabastan em minha cintura e ele me puxou para que entrássemos na cozinha. Vimos meus pais passarem no corredor, sem notar que estávamos ali. Rabastan me olhou e deu um sorrisinho cínico.

—Suas reuniões de família são sempre animadas assim, não é? – perguntou ele.

—É porque não veio no Natal passado. Ano passado tivemos até um lobisomem por cortesia dos Malfoy. – respondi sorrindo. Rabastan encostou-se na parede, cruzando os braços e me olhando de maneira oblíqua – O que foi?

—Quero continuar o que estávamos fazendo. – respondeu ele – Sabe... Antes dessa confusão ai...

—Escute aqui, Lestrange. – eu disse muito séria, mas ele apenas sorriu – Eu não quero nada com você.

—Não foi o que pareceu. – retrucou ele.

—Eu me deixei levar pela situação, admito. Mas eu não quero que você me toque de novo, ouviu?

—Certo. Só vou te tocar novamente quando me pedir. – respondeu ele – E eu espero que peça, Black... Porque eu quero te tocar inteira. – senti meu corpo esquentar quando ele disse aquilo – Posso te fazer uma pergunta íntima?

—Não. – respondi. Ele desviou o olhar com um sorriso debochado e deu de ombros. Eu estava para sair da cozinha quando a curiosidade falou mais alto – O que você quer saber?

—Quando seus cabelos mudam de cor, em baixo também muda? – perguntou ele.

—Se eu quiser sim. – respondi – Por quê? Está querendo ver, por um acaso? – perguntei me escorando na parede e levantando a minha saia de leve, para exibir minhas coxas. Rabastan me olhou faminto e se aproximou, mas eu o segurei no peito – Querer não é poder, queridinho. Tenha uma boa noite.

—Ah... Addie... – riu ele – Você ainda vai me deixar te olhar inteirinha. – riu ele – Mas tudo bem. Eu sou paciente. Eu sei esperar. Boa noite. – ele passou por mim e saiu da cozinha. Mas o que ele disse em seguida me fez ficar completamente aflita – Black? Sua mãe não te ensinou que é feio ficar ouvindo a conversa dos outros atrás da porta?

Primeiro tive esperanças de que ele estivesse apenas tirando uma com a minha cara, na intenção de me assustar.

—Vá se foder e fique longe da minha prima. – rosnou Sirius.

Não era brincadeira e Sirius tinha escutado... mas o que ele tinha ouvido, eu ainda não sabia.

—Céus, Sirius. Ele deu em cima de mim, mas eu não dei mole. Até provoquei um pouquinho pra tirar onda com ele, mas nada mais do que isso. – insisti. Sirius não estava falando comigo. Ele simplesmente me ignorava, desviando o olhar de mim. Ele tinha dito que eu era exatamente como Regulus e então cortado relações.

Minhas férias estavam sendo completamente terríveis.

Estava trocando cartas com Mary e com Emmeline, mas eu sentia falta de conversar com Sirius. Ele era meu primo e meu companheiro naquela casa horrorosa.

Escrevi também para James e para Remus. Remus me mandou chocolates deliciosos e eu agradeci de coração. James me mandou apenas um bilhete curtinho.

“Você não beijou Rabasan Lestrange, né?”

E eu respondi:

“É claro que não, seu idiota. E se tivesse não seria da sua conta.”

E ele retrucou:

“Se ele te beijar, eu não vou querer te dar beijinhos nunca mais, ouviu?”

“Vai se foder, Potter.”

—Pra onde você pensa que vai? – perguntou Sirius quando me viu de mochila, na saída de casa.

—Vou pra casa do James. Com você. – respondi.

—Não mesmo! Vai namorar o Lestrange, vai! – resmungou Sirius.

—Prefere que eu faça isso? – perguntei sem me abater. Sirius bufou baixinho enquanto meu pai nos observava em silêncio – Não estou gostando desse seu ciúme. Eu não tive nada com o Rabastan. Ele ficou me paquerando e levou um fora. Não sei o porquê de estar agindo feito um idiota.

—Não foi o que eu escutei! Vocês estavam falando um monte...

—Não falamos nada demais. Pare de ver maldade em tudo. O único pervertido aqui é você. – sibilei. Sirius revirou os olhos.

—James chamou você, pelo menos?

—É claro que sim. Ele é meu amigo também.

—Tente não dar em cima dele também. – resmungou Sirius bufando irritado.

—Eu dou em cima de quem eu quiser. Não é você quem escolhe isso. – ralhei – Se eu quiser me agarrar furiosamente com James Potter eu...

—Vai se comportar e agir como a etiqueta manda, não é? – perguntou meu pai arqueando as sobrancelhas. Eu tinha até esquecido de que ele estava ali. Praguejei baixinho e concordei com a cabeça. – Ótimo. Segurem firme em mim que eu vou aparatar. – disse meu pai.

Concordamos e obedecemos. Eu e Sirius ainda muito irritados um com o outro. Meu pai nos deixou em Godric’s Hollow, na frente da casa de James.

—Buscaremos vocês no dia do casamento da Andy, ok? – perguntou meu pai. Sirius cruzou os braços ficando ainda mais emburrado.

—Certo. – murmurei me sentindo mal por Andromeda.

Fomos até a casa de James e a Sra. Potter abriu a porta. Ela estava para nos cumprimentar quando James apareceu.

—FINALMENTE! – gritou ele puxando eu e Sirius, cada um por um braço – Valeu, Sr. Black! Eu assumo daqui! – riu James.

Eu acenei um tchau para meu pai e logo James me obrigou a subir as escadas atrás dele. Ele nos guiou até seu quarto, que era cheio de coisas de quadribol e música trouxa. Joguei minha mochila no chão e pulei na cama dele. Sirius também jogou a mochila no chão e tirou o tênis, para se sentar num pufe que tinha lá. James estava bagunçando os cabelos e tentando fazer um aparelho de música tocar uma melodia qualquer. Eu não reconheci e imaginei que deveria ser trouxa. Sirius com certeza conhecia, porque logo ficou cantarolando e fingindo que tocava uma guitarra imaginária.

—E aí. O que vamos fazer? – perguntei. James me olhou sorridente.

—O que querem fazer? Querem entrar na piscina? – perguntou James.

—Adhara quer dar uns amassos no Lestrange. – respondeu Sirius.

—Ah! Quero mesmo. – disse revirando os olhos – Quero que ele me beije e me toque como Lucius Malfoy tocou a Eloá Bustrolde, naquele dia e diga coisas bem safadas na minha orelha. Uns tapinhas na minha bunda... serviço completo... Posso até pedir pra Emmeline vir participar também. – resmunguei.

—Sua prima sabe como deixar meus banhos mais demorados, Sirius. — disse James.

—Cale a boca, Addie! Que nojo! – resmungou Sirius.

—Seu amigo acabou de falar que vai se masturbar pensando em mim e na garota que você gosta e você fica com nojo do que EU falei? – perguntei olhando pro meu primo – Você é um tosco, Sirius. – resmunguei.

James deu uma risadinha.

—Infelizmente Moony só vai vir lá pro final da semana... por causa do... probleminha peludo dele. – riu James.

—Moony? – pergunta Sirius.

—É bem ... tem tudo a ver, não acham? Como ele está sempre no mundo da lua e por causa do probleminha peludo dele... – concordamos e ele continuou – Bom eu estava pensando em chamar Emmeline e Mary, além do Peter. Minha mãe disse que não se importa. – disse James se deitando do meu lado, de maneira descontraída. Ele tinha um perfume bem gostoso e eu fechei os olhos respirando o cheiro dele – Vai ter um showzinho aqui na praça. É trouxa, mas é muito legal. – disse ele.

—Hoje? – perguntou Sirius.

—Não. No fim da semana. Vai estar todo mundo aqui, se der tudo certo. – explicou James – E deixa-me perguntar... A prima de vocês vai se casar no final do mês, né? – perguntou o garoto.

Me sentei e concordei. Sirius olhou para James com curiosidade, assentindo também.

—Sim. Com um tal de Rosier. – respondi. James deitou a cabeça no meu colo e me olhou nos olhos.

—Eu encontrei com Tonks no Beco Diagonal ontem. – disse James – Ele estava conversando com a sua prima. Os dois estavam discutindo sobre ela beber ou não alguma coisa e então ele a beijou na boca.

—O que? – perguntou Sirius sorrindo – Andy está se pegando com o Tonks de novo?

—Há séculos. – respondi, mas Sirius fingiu que eu não tinha falado.

—Ah. Ela podia se casar com ele no lugar do tal do Rosier.

—Depois de beijar sua prima, ele ficou de joelhos e pediu ela em casamento. – riu James. Eu e Sirius olhamos chocados para ele – E então ela começou a chorar e saiu correndo.

Olhei para Sirius e ele finalmente me olhou de volta.

—Pobre Andy... – murmurei.

—Sim. – riu James – Ela podia mesmo ficar com o Tonks... ele é tão maneiro. Todo dia usa o cabelo de uma cor... Ei, Addie... – disse James jogando a cabeça para trás para me olhar – Seus cabelos mudam de cor ao mesmo tempo? Digo... os de baixo? Daquele lugar estratégico.

—JAMES! – ralhou Sirius.

—Só por curiosidade! – riu James.

—Por que as pessoas querem saber isso? – perguntei um tanto sem graça. James se levantou, apoiando-se no cotovelo e então ficou com o rosto colado no meu.

—Como não pensar nisso? – perguntou ele – Você é toda linda e ainda tem esse poder... Qualquer garoto iria querer dar uma espiada... e estamos já com 13 anos, Addie, você... cresceu. – riu James. Sorri para ele, ainda um pouco sem jeito e Sirius jogou uma almofada na cara dele.

—Perto demais, James. – ralhou ele.

—Sou melhor que o Lestrange. – disse James me puxando para me abraçar.

—A lula gigante é melhor que Lestrange. Ser melhor que aquele idiota não é mérito algum. – resmungou Sirius.

James me beijou na testa e começou a fazer cócegas nas costelas.

—AH! NÃO, JAY! ISSO NÃO! NÃO! – gritei tentando me livrar das mãos dele. Mas ele ficou me fazendo cócegas até que eu me deitei na cama, morrendo de rir, esperneando. Escutava Sirius gargalhar do pufe.

—Não mije na minha cama, Addie! – riu James.

—Eu vou te arrebentar, James. Me larga. – resmunguei morrendo de rir. Acabei movendo as pernas, em espasmos involuntários e acertei os países baixos de James, que rolou para fora da cama, gemendo de dor. Sirius começou a rir ainda mais desesperadamente.

—BEM FEITOOOOOOOO! – riu ele.

—Seu idiota! – ralhei olhando pra James, que estava segurando seus “documentos” fazendo careta – Desculpe, Jay. Desculpe. Não foi por querer. – eu desci da cama e o beijei no rosto – Me desculpe, ok? – perguntei molemente. Ele piscou e me olhou, com os óculos tortos em seu rosto.

—Ok... só tome cuidado ou nunca vamos poder ter filhos. – disse ele com um sorriso cheio de dor.

—Um dia desses vou pensar que realmente está apaixonado por mim, James Potter. – disse ajeitando os óculos dele.

—E então eu vou ver se seus pentelhos também mudam de cor? – perguntou ele com um sorriso petulante.

—Eu vou acertar suas bolas de novo, Potter. – ameacei.

Acordei com expectativa. Mary e Emmeline viriam naquele dia e Remus no próximo. Sentei-me e me despreguicei, estalando as articulações. Então me levantei e reparei numa coruja muito bonita com tons em prata, branco e dourado. Nunca a tinha visto antes. Fui até ela e peguei um pergaminho. O desenrolei e notei que a letra me era completamente desconhecida, inclinada e elegante.

“Minha cara Addie,

Estou com saudades de você. Quando podemos nos ver de novo? Espero que seu primo não esteja pegando no seu pé. Eu queria muito poder beijar seu pescoço novamente. Não consigo parar de pensar naquele dia, na sua sala, quando eu te prensei contra a parede. Seu cheiro não me deixa a memória. Eu sei que é repentino, mas eu também estou surpreso com isso... Eu nunca tinha te visto com outros olhos... Pra mim você era simplesmente a prima do idiota do Sirius Black... Mas eu agora só consigo pensar em como eu gostaria de beijar Adhara Black.

Se quiser manter isso em segredo, eu não me importo. Sei o quanto seu primo sabe ser inconveniente. Mas não negue que você também quis me beijar naquele dia. Se seus parentes não tivessem começado a discutir, nós teríamos nos beijado. Não negue. Nós dois sabemos que é verdade.

Então, se você quiser, podemos fazer isso. Seguirei seus termos. Onde, como e quando? Me diga que eu vou. Não me importo onde. Só preciso te beijar logo, antes que fique maluco.

Cordialmente,

R.L.”

Me sentei com a carta de Rabastan nas minhas mãos. Um sorriso escapou de meus lábios. Não pensei muito. Peguei uma pena e um pedaço de papel e anotei uma data, hora e lugar. Sirius estava sendo insuportável, falando que eu estava me pegando com Rabastan. Daria motivos pra ele seguir agindo feito babaca. Rabastan não estava mentindo.

Eu estava cheia de desejo. Prendi a carta na coruja e escondi a que ele me enviou. Não estava muito confiante de que ele viria. Talvez fosse a ideia dele de uma brincadeira maldosa... mas se ele viesse...

Eu iria confraternizar com o inimigo.

James passou o braço por cima dos meus ombros. O olhei, mas ele ria de uma piada que tinha dito a Peter. Emmeline olhou de maneira sugestiva para mim e sorriu. Sirius estava ao lado de Peter e quando a música começou a tocar no palco, ele gritou de alegria.

—EU ADORO ESSA MÚSICA! – gritou ele. O som da guitarra ecoava pelo ar.

—Que música é essa? – perguntei para James. Ele deu de ombros e Sirius o puxou para longe de mim, para dançarem e pularem.

—The Hollies. – respondeu Remus – Você e James estão... – começou ele com um sorrisinho.

—Ciúmes? – perguntei abraçando o braço dele.

—Deixa um pouco pra gente, Addie! – ralhou Emmeline abraçando o outro braço de Remus enquanto Mary dava as mãos para Peter, que estava extremamente gordo.

—Não... é só que vocês estão o tempo todo... sabe... juntos? – perguntou Remus, ele me mirou realmente esperando uma resposta.

—É verdade, amiga. Tem alguma coisa que queria me contar, além daquela cartinha? – perguntou Emmeline piscando. Peter a olhou curioso.

—Que cartinha? – perguntou ele.

—Segredo. – disse Emmeline sem olhar para o garoto.

—Não. Eu e James não temos nada. Ele só está sendo o palhaço de sempre comigo também. Sabe que ele fica cantando a Evans o tempo todo. – disse dando de ombros – Acho que ele achou que o fato de sermos muito amigos e de eu ser prima de um dos melhores amigos dele não é impedimento para ser implicante comigo também. – resmunguei.

—Eu acho que ele está muito bonito. – disse Emmeline – Você também, Remus... – riu Emmeline o beijando na bochecha, fazendo-o corar – E meu Six, é claro. Que é o mais lindo e gostoso de todos... – riu ela – Só você que está piorando, Peter. Engordou demais. Vamos ter que fazer um regime em você.

—Oxi! – resmungou Peter– E quem é você pra decidir isso por mim? – perguntou ele.

—Eu vou te compensar se conseguir emagrecer... uns dez quilos? — sugeriu ela.

—Mas eu gosto do meu Petelzinho assim. – riu Mary apertando as banhas de Peter.

—É porque nunca apertou uma barriguinha tanquinho. – garanti – Você tem um tanquinho, Remus?

—Sim. – respondeu ele tranquilamente. Olhamos todos pra ele, surpresos – Minha mãe lava as cuecas do meu pai nele. Ela não gosta de ter que pedir para o meu pai usar magia oh... estavam falando de barriga tanquinho? – perguntou ele rindo. Era óbvio que ele tinha falado aquilo brincando, mas foi engraçado de qualquer maneira.

Ficamos conversando e curtindo a música, que só Remus e Sirius pareciam conhecer. Quando começou a anoitecer e a terceira banda subiu no palco – aparentemente era um festival de música e só terminaria tarde da noite – James se aproximou de nós.

—Meus pais vão passar a noite fora. – disse ele guardando um espelho no bolso – Parece que a melhor amiga da minha mãe foi atacada por aquele grupo criminoso e elitista. – explicou ele sem seu típico sorriso animado – Minha mãe vai ficar com ela no Mungus e meu pai vai ficar com os filhos dela...

—Deveríamos ir pra casa então... – murmurou Remus franzindo a testa – Não quero ser inconveniente.

—Nem eu. – murmurou Mary, um tanto sem jeito.

—Não vão embora. – pediu James – Vocês não veem que podemos transformar uma tragédia em algo ótimo? – perguntou ele voltando a sorrir.

Emmeline passou o braço pela cintura dele.

—James, você é um gênio. Poderíamos fazer uma festa na piscina... – sugeriu ela – E ficar todos de porre.

—Álcool? – perguntou Mary – Meu pai não iria gostar disso.

—O que o coração não vê os olhos não... – começou Peter, mas ele franziu a testa, vendo que tinha falado o ditado errado.

—O que os OLHOS não veem, o CORAÇÃO não sente, Peter. E sim. Há sabedoria nessas palavras. – disse sorrindo. Eu iria me encontrar com Rabastan e um pouco de álcool me daria coragem para escapar e tacar o foda-se pras implicâncias do Sirius.

—Vamos tentar roubar um pouco de bebida trouxa. – riu James – Addie pode se disfarçar melhor do que qualquer um de nós.

—Eu? Quer que eu roube a bebida? – perguntei chocada.

—É claro! – riu ele – Vamos! Ou não tem coragem? – Perguntou ele com um sorrisinho cruel. Respirei fundo, ofendida. Odiava quando duvidavam da minha coragem.

—Eu tenho coragem sim. – respondi.

—Ótimo. A gente entra numa loja de bebidas, fazemos uma distração e você rouba a bebida. Tome. – disse Emmeline me oferecendo uma bolsinha pequena – Eu comprei no Beco Diagonal. É encantada pra ser absurdamente maior por dentro. Caberíamos eu e Sirius ai, se passássemos pela boca da bolsa. – brincou ela olhando divertida para Sirius.

—Ok. Façam um círculo ao redor de mim. – murmurei.

—Eu não sei se isso é uma boa ideia... – lamentou Remus, preocupado – E se pegarem a Addie?

—Ela usa isso. – disse James tirando a capa do bolso do casaco – Eu vou com você, pra te dar cobertura. Se sujar, eu escondo nós dois e a gente foge.

—Mas os trouxas... – começou Mary.

—Eu vivo assustando eles com essa capa e nunca ninguém morreu. Tá tranquilo. – garantiu James.

O grupo me cercou e eu mudei meu cabelo para vermelho flamejante. Mudei também meus olhos para verde esmeralda e um pouco o tamanho do nariz e dos lábios. Respirei fundo e olhei para Emmeline.

—Como estou?

—Irreconhecível! – garantiu ela – Tá parecendo a Evans... mas o ruivo ta mais forte. Por que o da Evans é sei lá...

—Acaju. – respondeu James com convicção. Olhamos James surpresos. – O que?

—Ótimo. Vamos, Jay? – perguntei abraçando o braço dele.

—É claro. Eu já disse que tenho uma queda por ruivas? – perguntou ele.

—Você tem uma queda até pela sua sombra. – resmunguei.

—Minha sombra é linda, o que eu posso fazer? – brincou ele.

Caminhamos juntos até uma loja de bebidas e quando estávamos entrando, o dono nos barrou.

—Vocês não têm idade pra entrar aqui. – ralhou ele – Precisa ter vinte e um anos. Vocês não tem nem quinze!

Olhei para James e demos de ombros, voltando.

—Trouxas são chatos. – resmunguei voltando minha aparência ao normal. Tive certeza de que um garoto trouxa me viu fazer isso, porque ele piscou olhando pra mim e então jogou o copo de bebida no lixo.

—Ok... Deixem comigo. Me dá essa bolsa. – riu James se escondendo sob a capa. O garoto de antes beliscou a própria bochecha, chocado com aquilo. Não consegui não rir. Cinco minutos depois, James reapareceu e o garoto cutucou um amigo e os dois se afastaram – Aqui. Peguei um monte de coisa.

—O cara vai sair no maior prejuízo, James. – murmurou Remus, sem graça.

—Eu deixei um galeão lá. – disse James dando de ombros.

—Não acho que... – começou Remus.

—Que se foooooda! – resmungou Sirius puxando Emmeline pela cintura – Só vamos beber logo! – ele apoiou o rosto no ombro de Emme e riu – Dizem que bebida trouxa é muito mais forte. – riu ele com visível animação nos olhos.

—Vamos voltar pra minha casa. – disse James, com a mesma animação. — E ter nosso primeiro porre.

Chegamos a tempo de ver o Sr. e a Sra. Potter saírem.

—Crianças, gostaram do passeio? – A Sra. Potter perguntou.

—Sim, mamãe, foi bem legal – James respondeu.

—É, foi bem maneiro, Sra. Potter – Mary diz.

—Ah, querida, me chame só de Euphemia. – então ela se virou para o pai de James – Vamos, Fleamont? – Eles deram um monte de recomendações para James, pedindo que a gente não saísse mais e saíram cheios de preocupação. Esperamos uma meia hora, para ter certeza de que não seríamos flagrados, e então corremos todos para a biblioteca.

James tirou sete garrafas, cada uma de uma cor e formato diferente. Tinha absinto, tequila, vodka, cerveja, vinho, conhaque, whisky e licor.

—E então? Quem vai começar? – perguntou Sirius, animado.

—Cada um escolhe uma garrafa. – disse James. Ele pegou a verde que se chamava absinto – A minha é essa.

Remus pegou a cerveja, Emmeline pegou o licor, Mary pegou a vodka, Pedro pegou o vinho, Sirius pegou o whisky e eu peguei a tequila.

—James... A sua é muito forte. Bebe bem devagar, está bem? – pediu Remus.

—É verdade. Remus conhece as bebidas. – riu Emmeline – Você também, não é, Mary? Seu pai é trouxa.

—Sim. – concordou Mary – Remus pegou a mais fraca. – riu ela – O resto é tudo forte... apesar que eu acho que o licor é tranquilo.

—Oh... que droga. – resmungou Emmeline. Ela deu de ombros e provou – Oh! Tem gosto de chocolate! Que delícia! – riu ela voltando a beber. Remus a olhou se censurando por não ter olhado o sabor do licor. Todo mundo sabia que ele era viciado em chocolate.

—O meu é horrível. – lamentou James fazendo careta – Mas é realmente forte. Vou ficar muito MALUCO com isso. Se eu apertar o peito de uma de vocês... – ele me olhou divertido – Já adianto meu pedido de desculpas.

—O meu é muito gostoso. – disse Peter dando de ombros. Mary bebia o dela em silêncio, em golinhos muito curtinhos.

Provei o meu e logo notei que era bem forte. Sirius parecia apaixonado pelo whisky, pois parecia em transe, bebendo. Remus fazia careta sempre que bebia, mas não cogitou não terminar. Ficamos bebericando e rindo muito. Cada vez falando mais alto e espalhafatosamente.

—Meu Merlin. Que calor. Eu vou pular na piscina. – resmungou Mary.

—Sim. Eu também vou! – disse Peter, que estava muito vermelho.

—FESTA NA PISCINA! – gritou Mary correndo e tirando a blusa.

—MARY, SUA MALUCA! VOCÊ NÃO ESTÁ COM ROUPA DE BANHO! – gritou Emmeline correndo atrás dela.

Sirius e James trocaram um olhar afoito e saíram correndo, ficando entalados na porta. Mas logo saíram correndo atrás das duas. Pedro foi atrás deles e eu me vi sozinha com Remus.

—Eu não quero entrar na piscina. – lamentou ele.

—Por quê?

—Suas amigas... vão ver as cicatrizes... – murmurou ele sem jeito. Ele parecia aborrecidamente sóbrio. Ofereci minha garrafa para ele, que estava ainda com três quartos de bebida – Ah, não... obrigado.

—Me ajuda... se eu for beber isso aqui sozinha, eu vou passar mal. – lamentei. Remus soltou um suspiro.

—Certo... mas... fica aqui comigo? – perguntou ele – Não quero ir pra lá ou os meninos vão me jogar na piscina...

—Está tudo bem por mim. – respondi – Vamos lá pro meu quarto? – perguntei.

Remus se levantou e me ajudou a fazer o mesmo. Caí na risada quando tropecei e quase caí em cima dele. Segurei a camisa dele com força e a usei de suporte para me endireitar. Os olhos dele correram pelo meu rosto.

—Sabe o que eu lembrei? – perguntou ele.

—O que?

—Quando você me beijou, naquele Halloween.

—Você não pareceu gostar muito. – brinquei. Remus suspirou e deu um longo gole na tequila, para em seguida fazer uma careta.

—Eu sou muito tímido. – murmurou ele.

—Ficou com vergonha, foi? – perguntei flertando com ele. Remus ficou muito vermelho e concordou com a cabeça – Perde a vergonha comigo, Remy? – sussurrei. Ele me olhou chocado.

—Está falando sério? – perguntou ele, parecendo nervoso. Sorri sem conseguir evitar e neguei com a cabeça. Ele respirou fundo, parecendo aliviado – Que susto... – murmurou ele.

—Seria assim tão ruim? Vou ficar ofendida. – resmunguei pegando a tequila de volta e voltando a beber. Remus veio atrás de mim.

—É que... você é uma das minhas melhores amigas... seria... seria perigoso, não? E... – ele me alcançou e me olhou nos olhos enquanto eu engolia a tequila, sentindo minha boca arder – E se a gente não desse certo e não continuássemos mais amigos? E se... você é tão bonita e...

—Isso nunca iria acontecer. – eu disse – Somos maduros o suficientes pra controlarmos a situação... – suspirei um pouco.

—Nós só temos treze anos. — ele disse. Parei de andar e o mirei.

—Bem, de qualquer maneira, não nos vemos desse jeito, certo? — indaguei. Ele abriu a boca rapidamente, mas logo a fechou. Remus ficou me encarando pelo o que pareceu muito tempo, não sabia se era pela bebida que eu achava isso.

—Certo. – ele finalmente falou, corando de leve.

Sorri com malícia para ele e seguimos para meu quarto. Eu queria trocar de roupa e tomar um banho para encontrar Rabastan. Mas não sabia como contornar Remus.

—Remy... Sabia que fui eu quem descobri sobre a sua doença? – perguntei. Remus me olhou curioso.

—Sirius falou que foi ele.

—Descobrimos ao mesmo tempo. – disse. Remus deu de ombros – Eu vou sempre guardar seu segredo, mas... mas queria que guardasse um pra mim.

Ele me olhou curioso.

—O que?

—Eu vou sair com um garoto hoje. Às escondidas. Ninguém pode saber. – respondi bebendo mais um gole e entregando a garrafa para Remus.

—O-o que? – murmurou ele pegando a garrafa – É o Rabastan? Sirius ficou furioso falando que vocês estavam se beijando.

—Nós não nos beijamos. Mas eu quero. – respondi – Vou me encontrar com ele lá na praça. Você pode me acobertar? Diz que eu passei mal e que só quero ver Emmeline e a Mary? Elas sabem também.

—Ah... Addie... isso seria muito perigoso... – lamentou Remus, sem parecer saber o que fazer.

—Remy... Por favor... nós somos melhores amigos. – pedi me sentando ao lado dele e segurando suas mãos – Por mim. Sua Addie, que te ama tanto. – disse manhosamente, piscando muito e fazendo biquinho. Remus soltou um longo suspiro e ficamos em silêncio um tempo. Podíamos escutar a algazarra que rolava na piscina, lá embaixo.

—Eu... eu não sei, Addie... eu...

—Por favooooor. – pedi manhosamente.

—Não fale assim... – pediu ele ficando de pé e de costas para mim.

—Por que?

—Porque não. – resmungou ele. Podia ver a nuca e as orelhas dele ficarem muito vermelhas. Dei um sorrisinho e me deitei.

—Fica com pensamentos profanos quando eu falo assim, é? – perguntei. Ele se virou para me olhar e corou novamente.

—Pare de me provocar, Addie. – pediu ele – Vou chamar a Emmeline. – ele saiu batendo a porta e eu fiquei rindo, me achando absolutamente linda.

No momento eu queria Rabastan, mas a ideia de beijar Remus não me parecia ruim... talvez fosse só a tequila...

Então dei mais um gole.

Emmeline entrou no banheiro comigo para fingir que estava me dando um banho. Então, quando eu terminei, fomos para meu quarto. James e Sirius estavam absolutamente bêbados e desenhavam no rosto de Peter, que tinha vomitado e desmaiado no sofá. Mary não parecia muito alcoolizada, mas, para minha surpresa, não tentou defender Petelzinho. Ficou quietinha no seu canto, bebendo sua garrafa de vodka, que já estava na metade. Emmeline tinha matado a de licor, mas parecia estar sob controle, apesar de falar enrolado e de estar cambaleando um pouco.

Me arrumei para sair e Emmeline se deitou na cama.

—Acho que ninguém vai notar. – disse ela – Estão muito loucos. – riu ela.

—O que rolou entre você e Remus? – perguntou Mary.

—Nada. – respondi. Não era mentira.

—Ele parecia muito vermelho.

—Eu posso ter dado em cima dele, de sacanagem. – murmurei dando de ombros – Mas ele quem disse que não sentia nada por mim e que éramos amigos demais para tentar qualquer coisa...

—Pobre tolinho. – riu Emmeline – Olha. Depois eu vou querer saber cada mínimo detalhe, escutou? Eu sempre achei Rabastan uma gracinha. Seu primo é melhor, é lógico... – Emmeline soltou um suspiro bêbado – Deliciosamente melhor... mas o Lestrange não é de se jogar fora.

Sorri para ela.

—Ele tem uma pegada bacana. E sabe ser atraente. – disse me lembrando daquele dia no Largo. – Estou pronta. Fantasiada de trouxa e preparada pra sair!

—Divirta-se. Vamos te dar cobertura. – riu Emmeline me jogando a capa de James.

Mary se levantou e se escondeu comigo. Fomos juntas para fora e saímos da casa tentando não fazer barulho. Do lado de fora me despedi dela e ela voltou para dentro com a capa. Caminhei pelas ruas já escuras, olhando para os lados, procurando por Rabastan. Logo encontrei o palco, onde tocava Satisfaction dos Stones. Caminhei pela orla da multidão que pulava animada e senti alguém me puxar pela cintura.

Me virei, surpresa, e encontrei o olhar de Rabastan. Ele sorriu para mim, parecendo satisfeito.

—Estava me perguntando se era algum trote... se viria mesmo... – riu ele – Vem...

—Para onde? – perguntei.

—Pra longe desses trouxas. – resmungou ele com desgosto. – Vamos pra minha casa. Eu te deixo aqui depois.

Numa situação normal, eu negaria... mas a tequila tinha enevoado a minha mente por isso apenas segui Rabastan. Fomos para um lugar vazio e escuro, onde ele me abraçou com força. O garoto me mostrou um anel e murmurou.

—Tronquilho de ouro.

Senti uma sensação chata, como se algo me puxasse pelo umbigo, e entendi que Rabastan estava me levando dali com uma chave portal. Aparecemos no portão da casa dele. Entramos apressados e ele me pediu para fazer silêncio. Concordei e o segui. Fomos de fininho pela casa e logo chegamos no quarto dele. Estava tudo muito arrumadinho e organizado.

Era um cômodo confortável, com uma cama grande. As paredes eram brancas, cheias de recortes de jornal sobre Lorde Voldemort, o bruxo das trevas que estava fazendo guerra com o Ministério.

Senti as mãos de Rabastan nos meus ombros e ele tirou meu casaco, para pendurá-lo num cabideiro.

—Posso te oferecer alguma coisa para beber? – perguntou ele parecendo um pouco nervoso.

—Tipo? – perguntei me sentando. Rabastan pegou uma jarra com suco e me ofereceu um copo. Ele me serviu e depois serviu um para si mesmo. Esperei que ele tomasse primeiro fingindo interesse por alguns desenhos em cima da mesa.

—Gostou? – perguntou ele tomando o suco de abóbora.

—São muito legais. Você quem fez? – perguntei. Eram desenhos de paisagens, com uma riqueza de detalhes realmente impressionantes.

—Sim. Eu gosto de desenhar. Mas não sei desenhar pessoas. – respondeu ele.

Ficamos trocando conversa fora, quebrando o gelo. Sentamos na cama dele e Rabastan me mostrou mais alguns de seus desenhos. Depois ele colocou um vinil de Soneto de Cibele, uma banda bruxa, e ficamos escutando tranquilamente.

—Você está com hálito de bebida. – riu Rabastan.

—Sim. Estava bebendo com as minhas amigas.

—O que? – perguntou ele. Sorri marota e tirei a garrafa da bolsa que tinha pego emprestado com Emmeline.

—Prove.

Ele cheirou a garrafa e fez uma careta. Depois me olhou apreensivo, mas não deixou de beber. Ele fez outra careta e colocou a língua pra fora.

—Forte.

—Eu sei. – disse sorrindo. Ele bebeu mais um gole e voltamos a conversar. Não saberia que poderia ter tanto assunto com ele. Falamos sobre quadribol, sobre nosso verão, sobre nossas bandas favoritas, passatempos e etc. Cada vez ia ficando mais e mais bêbada com aquela garrafa e logo eu e Rabastan estávamos rindo de nos acabar, sem absolutamente motivo algum.

Ele resolveu colocar a garrafa vazia no criado mudo, ao lado da cama. Mas com isso, teve que ficar em cima de mim. Ele se esticou inteiro, colocou a garrafa sobre o criado mudo e então deitou de vez em cima de mim.

—Então... viemos aqui por um motivo... acho que já enrolamos o suficiente. – riu ele.

—Achei que tinha mudado de ideia. – devolvi, sorrindo.

Rabastan sorriu para mim e se aproximou. Os lábios dele tocaram os meus, cheios de desejo. Senti a mão dele na minha coxa e não liguei. O mordi de leve e ele riu para mim, gostando. Senti a mão dele me alisar na perna, gostosamente. Eu estava muito quente. Ele também. Provavelmente era a bebida.

Senti a língua dele tocar a minha e isso me deu calafrios. Ele me chupou no pescoço e eu acabei arfando, achando aquilo delicioso.

—Ah... não faz isso, Adhara. – murmurou ele esfregando o quadril em mim – Ou juro que vou pirar.

—E o que eu fiz? – perguntei manhosamente, da mesma maneira que tinha falado com Remus. O contato dos quadris de Rabastan contra os meus era simplesmente delicioso.

—Fica dando esses gemidinhos ai... quer me deixar maluco, só pode... – riu ele no meu pescoço. Minha cabeça estava pesada e meu corpo fervia. Rabastan se colocou entre minhas pernas e me empurrou novamente com o quadril. Pude sentir a intimidade dele contra a minha e isso foi extremamente provocante. Era tudo muito novo, eu nunca havia sentindo nada daquelas coisas. Quando ele repetiu o movimento, acabei gemendo de novo – Estou te avisando, Addie... estou te avisando... – riu ele.

O empurrei de leve e girei o corpo para me sentar em cima dele. Ele fechou os olhos, jogando a cabeça para trás, gemendo também.

—Olha só quem fala. – eu disse o mordendo na orelha. Rabastan se sentou, comigo em seu colo. Nos beijamos mais um pouco e puxei os cabelos dele para trás, com força, para que ele olhasse pra mim. Nem me importei se isso poderia machucá-lo.

—Rebole. – pediu ele.

—O que vai pensar de mim? – perguntei sorrindo maliciosamente.

—Que é um anjo. – respondeu ele segurando meus quadris, com força e os forçando para baixo. Fiquei ainda mais ciente da excitação dele e não cortei o contato visual. Ele me obrigou a mover o quadril de novo e nós dois soltamos um gemidinho abafado. Voltei a beijá-lo, nos lábios, ainda movendo o quadril. Era muito gostoso, tanto a sensação, quanto a situação – Ah... Addie... assim... – murmurou ele sorrindo enquanto eu o olhava nos olhos, segurando os cabelos dele, impedindo-o de mover a cabeça.

—Você gosta de mim, não é? – sussurrei no ouvido dele.

—Sim. Demais... – respondeu ele. Movi o quadril novamente – Oh, Addie... – suspirou ele. Senti as mãos dele subirem por dentro da minha blusa, para encontrarem meus seios. – Juro que não vou contar pra ninguém... juro.

—Sua palavra como bruxo? – perguntei.

—Minha palavra... – ele fechou os olhos com força e gemeu alto – Como bruxo...

Ficamos naquela brincadeira por muitos minutos. Os dedos dele brincaram nos meus seios durante um tempo, tremendo, cheios de excitação. Tudo nele parecia excitado.

—Você já fez algo assim com alguém? – perguntei num sussurro no ouvido dele.

—Não... você... você é... a primeira. – respondeu ele baixinho.

—Você é o primeiro a me tocar assim, também. – murmurei o mordendo na orelha.

—Quer me deixar ser o primeiro a fazer mais coisas? – perguntou ele.

—Acho melhor não. – disse sorrindo.

—Vamos, Addie... vai ser gostoso. Você me ensina a fazer em você e eu te ensino a fazer em mim. – propôs ele. Me afastei para olhá-lo nos olhos – Puramente didático?

—Eu nunca vi uma disciplina dessas. – disse sorrindo.

—Vamos criá-la. – riu ele. Ele me empurrou com mais força contra si, me roubando mais um gemidinho – Vamos, por favor. Eu vou explodir se você não fizer isso...

—Exploda, então. – respondi arqueando as sobrancelhas.

—Vamos, Addie... – murmurou ele com um jeitinho suplicante.

Rebolei novamente no colo dele, fazendo com que Rabastan se arrepiasse inteiro.

—Explode, vai, Rabs... – disse mexendo o quadril. Ele me olhou surpreso, sem conseguir focar, graças a meus movimentos. – Explode, Rabs...

—Meu Merlin... – murmurou ele me segurando com firmeza na cintura.

—No momento atendo como Adhara. – disse rindo. Rabastan sorriu de olhos fechados, perdido em prazer. Pra mim também estava delicioso, principalmente vê-lo daquele jeito e saber que era eu quem proporcionava aquelas sensações para ele – Eu quero que você diga meu nome, Rabs. – sussurrei no ouvido dele.

—Tá achando que sou seu cachorrinho, é? – perguntou ele.

Não parei de rebolar por um segundo que fosse. Ele me segurava com tanta força que até doía.

—Exatamente isso que eu acho. – sussurrei.

—Pois saiba... – começou ele. Mas eu o puxei pelos cabelos e fiquei de joelhos na cama, me desgrudando dele. Ele não podia mover a cabeça. Era forçado a olhar pra mim.

—Diz meu nome, Rabastan. Diz o quanto eu sou gostosa, ou eu vou embora. – ameacei com um sorrisinho.

Ele respirou fundo e sorriu.

—Você é uma menininha má.

—Eu sou mesmo. – disse largando os cabelos dele. Arqueei uma das sobrancelhas, num sorriso maroto e comecei a desabotoar minha blusa. Era uma blusinha vermelha de tecido de pano que era curta e mostrava minha barriga, mas tinha manga longa e botões pequenos. – Mas me diz... quem é a garota mais bonita e gostosa que você conhece, heim, Rabastan? – perguntei.

—Posso precisar de um tempo para pensar nessa resposta. – sussurrou ele olhando hipnotizado para meu busto.

—Oh... – murmurei sorrindo e fechando um botão – Nesse caso...

Rabastan me empurrou bruscamente, me jogando na cama, para me beijar com violência. As mãos dele correram para a minha calça, para desabotoá-la.

—Você é a garota mais bonita e gostosa que eu já vi na vida, Adhara Black. – disse ele enfiando os dedos dentro da minha calça. Senti-lo pressionar minha calcinha me arrancou um gemidinho – Onde está seu controle, Addie? – perguntou ele me cutucando de maneira excitante. Minha calcinha estava completamente ensopada – Agora diz você, o meu nome. E diz o que quer que eu faça com você. – rosnou ele no meu ouvido.

—Oh, Rabastan Lestrange... – murmurei roucamente – Eu quero que me toque.

—Aonde? – perguntou ele.

—Onde você quiser tocar. – respondi.

Então senti os dedos dele colocarem o tecido para o lado. Rabastan me beijou profundamente, me impedindo de gemer, ao mesmo tempo que me tocava daquele jeito gostoso.

—Assim é melhor? – perguntou ele tentando aprender como me agradar. Guiei a mão dele para onde era mais gostoso e ele foi pegando o jeito. Notei que ele abria a calça e um alarme interno meu apitou. Não podia ir longe assim. Eu estava completamente fora de mim. Mas não quis parecer assustada. Me sentei, fazendo com que ele se sentasse também. Voltei para o colo dele, tirando a mão dele de dentro de mim. – O que foi? – perguntou ele.

Então tirei a blusinha de uma vez.

Rabastan soltou um gemido de satisfação observando meu sutiã branco.

—Gostou do que viu?

—Demais... não sabe há quanto tempo eu quero ver esse seus peitos gostosos. – riu ele me apertando com força, enquanto beijava o vale entre meus seios. Voltei a rebolar em cima dele, amando o modo como ele prendia a respiração, se arrepiava ou gemia com meus movimentos. Nos beijávamos enquanto isso.

Em determinado momento ele me segurou com força e me mordeu no ombro, abafando um gemido mais alto.

—Merda... – resmungou ele – Desculpe... eu posso ter te sujado... – murmurou ele constrangido.

Saí do colo dele e o beijei mais carinhosamente.

—Me leve de volta. Está tarde. – pedi. Rabastan soltou um suspiro e sorriu feito bobo.

—Claro. Deixa só eu trocar de calça, porque... né? – riu ele ficando de pé e tirando a calça. Então ele tirou a cueca e eu vi o bumbum dele. Sorri achando atraente e ele pegou uma muda de roupa, sem pudor algum. Nem liguei. Dei uma boa espiada nele, achando a anatomia dele simplesmente grande demais. Será que todos os garotos eram daquele tamanho? Ou ele estava a cima da média?

Logo ele ficou pronto. Me arrumei também, ajeitando os cabelos e a roupa. Depois Rabastan me ajudou a vestir o casaco e saímos do quarto dele.

—Você pode voltar pela lareira? – perguntou ele.

—Posso. – respondi sem pensar muito bem naquilo.

Fomos o mais silenciosamente possível pela casa dele e então entramos em um escritório. Logo reconheci o que deveria ser a tal sala das bolhas. Elas eram grandes e flutuavam no alto, lindamente, brilhando e mostrando formaturas, casamentos, filhos, duelos, festas, entre outras coisas. Era bem legal, na verdade.

Foi quando eu reconheci uma cena. O casamento de Bellatrix. Aquele homem bonitão e assustador, que fora padrinho do casamento deles... Ele era o mesmo homem dos fragmentos de jornais, no quarto de Rabastan.

—Esse... Você-Sabe-Quem foi padrinho de casamento do seu irmão? – perguntei chocada. Rabastan estava me entregando um punhado de flu e piscou pra mim, surpreso.

—Não sabia? – perguntou ele antes de sorrir – Maneiro, né?

Olhei para ele e por um momento tive nojo de mim mesma. Com quem raios eu tinha me agarrado?

—Ele é um maluco assassino.

Rabastan revirou os olhos, rindo com malícia.

—Esqueci com quem estava falando. – riu ele – Tome o flu. Foi muito legal, Addie... se um dia quiser repetir, me sentirei honrado. – disse ele parecendo muito satisfeito – E pode ter certeza de que nossa aventurinha vai ser nosso segredinho sujo. – riu ele piscando – A menos que você queira contar, é claro.

—Eu prefiro que ninguém fique sabendo. – respondi pegando o flu.

—Como quiser. Até a próxima, Addie. Foi ótimo. Ainda melhor do que eu imaginei. – riu ele acariciando meu queixo. Ele me deu um último beijo. – Mas tenho que tomar cuidado com isso, ou vou acabar me apaixonando por você... As mulheres da família Black são realmente fascinantes.

—Você pode ser fascinante também. – respondi dando as costas para ele – Godric’s Hollow, casa dos Potter. – disse jogando o flu nas chamas.

Entrei em seguida e logo me vi na sala de estar dos Potter.

Assim como James, Sirius, Emmeline, Mary e Remus. Todos me olhavam chocados. Emmeline parecia ter chorado, e todos pareciam estar com muito medo de qualquer coisa.

Sabia que estava completamente ferrada. Não tinha ideia do que tinha acontecido, mas todos me viram sair da lareira.

—OH! GRAÇAS! GRAÇAS A MERLIN! – gritou Mary correndo para me abraçar. A abracei de volta, sem entender coisa alguma. Emmeline soltou um soluço e veio me abraçar também.

—Ainda bem... Ainda bem que eles não pegaram você. – choramingou ela.

—Eles? Eles quem? – perguntei confusa.

—Os comensais de morte atacaram Godric’s Hollow. – explicou Sirius, furioso – Atacaram a porra do festival e mataram um monte de gente. Imagine como ficamos quando vimos que você não estava em casa e que tinha pedido para que Vance e McDonnald acobertassem você! Pra onde raios você foi?

—Poxa, Addie... – murmurou James, cruzando os braços.

Pisquei completamente constrangida.

—ONDE RAIOS VOCÊ ESTAVA E COM QUEM? – perguntou Sirius.

Mas eu estava de saco cheio de Sirius Black.

—Estava fodendo Rabastan Lestrange. E foi ótimo. – respondi zangada – E se isso é verdade ou não, não é da sua conta.

—LARGUE DE SER EGOÍSTA! – gritou Sirius.

—Vamos sair, gente... – pediu James, um tanto desengonçado pela bebida – Vamos deixar os dois conver...

—Não! Não vou conversar nada com Sirius. Não enquanto ele não largar de agir feito idiota comigo. É verdade que eu vacilei em sair e não avisar vocês. – disse, indo na direção do meu primo – Mas eu não teria agido assim se você não estivesse sendo tão idiota nesses últimos dias! Pare de me dar bronca o tempo todo. Eu não sou sua filha e nem sua namorada! Eu não te devo nada sobre com quem eu me relaciono. Eu não te devo absolutamente nenhuma satisfação! Minha vida não depende do que você aprova ou desaprova. Então PARA!

—Então você some e a culpa é minha! – riu ele, furioso.

—A culpa é minha, mas a causa é você! – gritei zangada.

E no instante seguinte arrombaram a porta. Todos nós gritamos assustados.

—Qual casa é essa? – escutei uma voz perguntar, depois dos gritos. Quando olhei vi que eram os tão falados Comensais da Morte, mas o pior não foi isso, eu conhecia aquela voz.

—Potter. – escutei uma voz grossa responder. – Sangue-puro.

—Qual o seu nome, bonitinha? – um comensal perguntou, ele estava ao lado de Emmeline, que tinha os olhos vermelhos e arregalados.

—Emm... Emmeline – ela respondeu nervosa, vi quando ela segurou a mão de Sirius que estava ao lado dela.

—Emmeline o que? – ele perguntou. O comensal me parecia extremamente assustador, olhei em volta e além dele tinha mais quatro.

—Vance. – Emmeline respondeu, tremendo dessa vez.

—Vance? Já ouvi falar. Família sangue puro, mas não tão mais prestigiada.

—O que vocês querem na minha casa? – James perguntou ainda bêbado.

—A sua segurança. – respondeu um dos comensais debochado. – Você é o filho dos Potter? Vai saber se uma dessas crianças não é sangue-ruim, não é mesmo?

—Bom já sabemos que quatro não são. – a voz feminina que eu tinha reconhecido antes falou.

—Quatro? Falamos só com dois.

—Adhara Black e Sirius Black bem ali. – ela apontou rindo – O sangue mais puro que poderia ter.

—Como você sabe quem eu sou? – Sirius gritou para ela.

—Sempre uma peste, não é, Sirius? – ela riu e se aproximou de mim, eu já sabia claramente que ela era. – Não reconhece a própria família?

—Pensei que estava viajando com Rodolphus, Bella . – eu murmurei. Ela riu alto, tirando a mascara.

—Sempre esperta, Addie. – Rodolphusdisse, também tirando a mascara.

—Bellatrix, sua vaca. – Sirius berrou para ela. – Sabia! Sempre soube! – ele disse. Rodolphus se irritou e deu um tapa na nuca dele e ele ficou quieto.

—Vem aqui, priminha. – Bella mandou e passou o braço pelo meu ombro. – Pode me dizer se tem algum sangue-ruim aqui? – ela disse.

—Não. – respondi, olhando meus amigos que estavam todos juntos e assustados.

—Responda direito. – ela pediu calmamente, mas a sua mão que estava no meu ombro foi para o meu cabelo o qual ela segurou com muito força.

—Não tem nenhum sangue-ruim aqui, Bella. — eu respondi.

—Mestiço? – ela indagou. Olhei rapidamente para Mary, Emmeline e Remus, que me olharam de volta assustados.

—Não. – respondi baixinho.

—MENTIRA! – ela gritou e puxou meu cabelo com força, me fazendo soltar um grito. – Todos sabem que os Vance perderam o prestigio, pois o herdeiro idiota deles se casou uma trouxa!

—Solta ela, Bella! – Sirius gritou, dando um passo para frente, mas o comensal que conversava com Emmeline lhe apontou a varinha.

—Agora me responda com sinceridade! Tem algum mestiço aqui? – ela perguntou, ainda puxando o meu cabelo. Minhas mãos foram para os pulsos dela, e eu fiquei na ponta dos pés.

—Sim. – respondi, nervosa.

—Quem? – ela perguntou e eu fiquei quieta. – QUEM? – ela berrou e eu gritei alto quando ela puxou meu cabelo com mais força ainda.

—Minha mãe vai ficar furiosa se saber que você está fazendo isso com a MINHA noiva! – Sirius gritou, me olhando desesperado.

—Mas, priminho... – Bella fez uma carinha inocente, que só dava mais medo dela. – Não foi você que disse que nunca iria se casar com a Addie? – ela riu e em um piscar de olhos, ela jogou um feitiço em Sirius que foi empurrado contra a parede.

—Agora, Addie... – Rodolphus disse e foi para perto dos meus amigos.– Quem é mestiço além da Vance?

—O que vão fazer com ela? – perguntei.

—Ela tem sangue mágico – disse um dos outros comensais. – Não vamos matá-la, só machucá-la.... – mesmo com a máscara sei que ele está rindo. – Muito.

—SAIAM DE PERTO DO MEU FILHO! – escutei a voz do Sr. Potter e a porta se abriu com violência, outros apareceram, incluído a Sra. Potter e começaram a duelar com os comensais.

—Addie! – Peter me chamou e me estendeu a mão, o agarrei e ele me levou para trás do sofá onde estavam todos.

Sirius me agarrou com força contra ele e eu me permiti esquecer a nossa briga por aquele momento, o abraçando de volta.

—Você está bem? – ele perguntou preocupado, enquanto escutava os sons brutais dos duelos atrás de nós.

—Sim e você? Quando ela te jogou...Machucou? – perguntei baixinho.

—Acho que vou ficar com um roxo nas costas, mas vou ficar bem. – ele respondeu, me apertando contra seu peito.

Olhei nossos amigos que estavam tão assustados quanto nós, James, Remus e Peter estava bem perto uns dos outros e Emmeline e Mary abraçadas.

—Sinto muito, Emme. – falei para ela que apenas sorriu pra mim.

—Bom, pelo menos não sou só eu que acho que meu pai é um babaca.

Apesar de tudo papai só foi nos buscar um dia antes do casamento da Andromeda. Foi legal mesmo que Mary, Emmeline e Remus tenham ido embora antes.

—Ataque de comensais? – tio Orion perguntou.

—Sim – respondi.

Estávamos no jantar, novamente com os Lestrange e os Malfoy, mas agora parecia que Bella e Rodolphus “voltaram da viagem”.

—Mas os Potter são sangue-puro! – murmurou Abraxas Malfoy, franzindo a testa.

—Tinha uma comensal... – Sirius contou, olhando raivoso para Bella. – Ela atacou eu e Addie

—Ela jogou uma azaração em Sirius. — falei, também irritada.

—Acredito que ela só queria saber se tinha sangue-ruins na casa para vocês ficarem seguros. – Rodolphus disse, e pela primeira vez não foi Sirius que explodiu num jantar. Fui eu.

—MENTIRA! – gritei tão alto que minha garganta doeu. – Bella fez de propósito! Ela não gosta de mim. Não gosta do Sirius. – continuei. – Ela é má e gosta de ser assim!

—Adhara! Sente-se agora – meu pai mandou.

—Não! – falei e olhei para Bella que agora também estava em pé. – Não vou me sentar!

—Tudo bem, tio. – Bellatrix disse, sorrindo. – Ela só está um pouco nervosa com o incidente! Eu não queria machucá-la, muito menos Sirius.

—Cala a sua boca, você é cruel! Tortura criancinhas, mata famílias inteiras! POR DIVERSÃO.

—Você ainda não entende! – Bellatrix berrou, começando a se descontrolar. – Estou fazendo o melhor para todos nós! Bruxos de verdade!

—BLÁ BLÁ BLÁ! – gritei. – Você é cruel por que você gosta, Bellatrix Lestrange.

—Eu, Rodolphus e nosso Lorde...

—O Lorde? Agora quer falar dessa cara ai? – eu ri e ela me olhou como se fosse me matar, todos na mesa prestavam atenção em nós. – Ele é tão louco quanto você, por isso gosta tanto dele! Acha que eu não percebi? Acha que os outros não perceberam? – tento soar ameaçadora. – Eu vi na Sala das Bolhas, no dia do seu casamento, esse tal de Lorde parecia mais seu noivo que o Rodolphus! Aposto que quando ele não está olhando você trepa com esse tal Lorde.

—CALADA! – Bella gritou tão alto quando eu.

Oh Lorde! Meu Lorde. – falei, imitando a voz de Bella. – Você é tão melhor que Rodolphus! – continuei debochada. – Eu sou só sua! Sua cadelazinha comensal da morte.

—Espera! – Rodolphus gritou. Bella tinha erguido a varinha, mas Rodolfo segurou seu braço. – Você disse Sala das Bolhas? – ele perguntou. Aquilo me pegou de surpresa, mas eu não deixei transparecer. – Como você sabe sobre a Sala das Bolhas? Quando que a viu se no meu casamento a porta ficou trancada, pequena Addie?

Olhei rapidamente para Rabastan, que me olhou de volta corado. Ele então desviou o olhar par ao próprio.

—Eu estava fodendo seu irmão mais novo! – eu falei. A mesa toda exclamou surpresa. – E se quer saber foi ótimo!

—ADHARA! Vá para o seu quarto, agora! – gritou meu pai, parecendo furioso. Empurrei a cadeira com força, para sair.

—Espere, Adhara. – tia Walburga pediu, se levantando e andando até mim. Ela lançou um feitiço e minha pele começou a brilhar – Ainda pura. – ela disse aliviada.

—Por que, titia? Se eu não fosse mais não iria mais me casar com meu primo? – perguntei e olhei Rabastan. – Rabastan, da próxima vez deixo você tirar minha calcinha. – falei e ele segurou o sorriso, ainda corado e mais exclamações saem da mesa.

Sinti um tapa forte em meu rosto, e ele imediatamente ardeu e esquentou. Coloquei a mão no lugar do tapa, olhando tia Walburga com ódio. Minha mãe tinha se levantado da mesa, não olhando para mim com raiva, mas sim para tia Walburga.

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—Se afaste da minha filha, Walburga. — ela mandou. Minha tia a olhou de lado e se afastou suspirando.

—Vá para o seu quarto, Adhara. – tia Walburga mandou, nervosa.

—Cuidado, titia. – murmurei, a olhando venenosa. – Da próxima vez Bella pode acabar pegando o Reggie.

—Não acredito que você falou aquilo tudo! – Sirius riu animado. Ele tinha conseguido entrar escondido no meu quarto. – Foi incrível pra caralho. – ele disse e eu dei uma risada e logo depois um bocejo.

—Que horas são? – perguntei para ele.

—De madrugada, acho. – ele respondeu. Estávamos deitados na minha cama, embaixo das cobertas. – Acho que vou dormir aqui. – ele disse se espreguiçando.

—Sua mãe vai ficar puta.

—Ela já está, vamos só dar mais um motivo além de suas calcinhas. – ele falou e nós rimos juntos – Você realmente deus uns amassos no Lestrange, né?

—Não quero brigar de novo, Sirius. – murmurei suspirando.

—É, eu também não, mas ele é um saco, Addie.

—Mas sabe o que fazer com os dedos – brinquei e ele me olhou com uma careta de nojo.

—Peguei vocês. – vimos Andy parada na porta, ela logo entrou e a fechou. – Está tirando as calcinhas para Sirius agora, Addie? Pensei que fosse para Rabastan. – ela brincou e nós rimos.

—Por que você está arrumada? – perguntei, olhando suas roupas.

—Eu tenho que contar uma coisa para vocês – ela falou, mordendo o lábio inferior. – Estou grávida.

—O QUE? – Sirius quase gritou, mas Andromeda tampou a boca dele com a mão, preocupada.

—Cala a boca, idiota – ela murmurou. –Sim, eu estou grávida...

—É do Tonks, não é? – indaguei, e ela assentiu.

—Ele me pediu em casamento.

—Eu sei. – eu e Sirius falamos em uníssono.

—Como vocês... ah deixa pra lá. – ela disse e fez um gesto com a mão. – Eu aceitei, então eu vou embora.

—Embora? Para onde?

—Para a casa que Ted comprou para nós, com suas economias – ela disse. – Eu também tenho dinheiro guardado, então tudo vai dar certo. Eu amo ele. Realmente amo ele. – ela suspirou. – E se tem amor, sei que vai dar tudo certo. – ela murmurou. Andromeda limpou suas lágrimas e abraçou Sirius e eu com força. – Vou sentir falta de vocês. – ela disse.

—Também vamos sentir sua falta, Andy. — falamos e abraçamos mais uma vez.

—Você vai nos deixar aqui nesse covil de cobras – Sirius resmungou.

—O pior é que eu vou sentir falta desse covil de cobras. – ela disse, se levantando da cama. – Eu mando para vocês uma carta com o dia do meu casamento. – ela falou. – Vai ser uma cerimônia bem simples, mas quero muito que vocês vão. – ela disse e pegou algo dentro do casaco. – Entregue isso para o meu noivo – ela riu. – Amo vocês, estrelinhas.

Na manhã seguinte, eu disse que Andromeda queria as arrumar sozinha, e por isso ninguém foi incomodá-la. Quando estavam todos lá fora esperando a noiva. O noivo já estava lá esperando e tio Cygnus estava na porta esperando Andromeda sair. Parei ao lado dele.

—Sinto muito, tio. – murmurei e ele me olhou com a sobrancelha erguida e eu o puxei pela mão, entramos e todos olharam para nós achando que era a noiva.

—Onde está a Andy? – tio Cygnus me perguntou, começando a ficar preocupado.

—Como eu disse, tio, sinto muito. – falei e ele finalmente compreendeu e saiu correndo para dentro da casa a fim de checar se não era uma brincadeira. Finalmente olhei para o ex-noivo e comecei a andar pelo corredor como se eu fosse a noiva. Passei por Rabastan e pisquei para ele. Finalmente cheguei em frente ao ex-noivo da minha prima e estiquei a carta para ele, como ele não pegou eu a abri. Sirius chegou ao meu lado, com trajes a rigor e com o cabelo todo puxado para trás.

—Deixa que eu leio. – ele riu, escutei sua mãe estrilando o nome dele baixinho, mas ninguém ousou interromper, todos queriam ver o que iria acontecer. – Meu caro Rosier, sinto muito, mas como você nunca me tratou como noiva, não faço nem questão de ser uma. – Sirius leu sorrindo o tempo todo. – Sem amor nenhum, Andromeda Black Tonks.

Notas finais
Olá! Gostaram? Addie e Rabs vão namorar? Sirius vai continuar pegando no pé da Addie? James não vai mais querer dar uns beijinhos na Addie? E mais uma vez obrigada Anne e obrigada por lerem. Beijos amores! Tia Vênus ama vcs! =*