When We Were Young
110 You Can't Say No Forever
Notas iniciais

JAMES’S HOUSE
1977
EASTER
—Está aberta a Reunião de Machos. — falou James, batendo na mesa da cozinha da sua sala. — Eu e meu companheiro Black notamos que Black A Fêmea está diferente.
—Porque você está falando assim? — perguntou Dimitre, franzindo a testa. Remus riu, sentado no balcão ao lado da pia, comendo um lanche que a mãe de James havia feito para ele.
—Porque é assim que falamos na Reunião de Machos. — respondeu James, simplesmente.
—E cadê o Frank? — indagou Remus, curioso. James, Peter e Dimitre olharam para Sirius, mas logo disfarçaram.
—Ele não pode vir. — respondeu James. — Ahn… certo. Eu, O Cervo Alfa digo que Black A Fêmea está diferente, eu e O Vira-Lata…
—Eu ainda fico confuso com esses codinomes. — comentou Peter. — Porque Sirius é O Vira-Lata e Addie é Black A Fêmea… e o que eu sou?
—Você é O Queijo, porque é um rato. Dimitre é A Hétero porque ele é totalmente gay e Remus é O Selvagem Peludo porque ele é um lobisomem, e Frank é A Vadia. — respondeu James, estalando os dedos na cara de Peter. — Agora presta atenção. — Black A Fêmea foi flagrada por nós rindo! MAIS DE TRÊS VEZES! — ele berrou dramaticamente.
—Acham que a Add… Black A Fêmea… — se corrigiu Dimitre. — … está melhorando?
—É possível. — respondeu Sirius. — Ela não parece a mesma Black A Fêmea de uma semana atrás, não sei o que aconteceu, mas…
—Foi a pílula, eu to dizendo, todo mundo mudou com a pílula! — falou Remus, arregalando os olhos.
—O Selvagem Peludo está um pouco paranoico, meus caros. — falou James, como se estivesse se desculpando pelo comportamento dele. — A Lua Cheia está chegando.
—Eu to falando sério. — bufou Remus, descendo do balcão. — Eu vou ir falar com Black A Fêmea, aliás que nomes ridículos O Cervo Alfa. — debochou Remus, indo subir as escadas.
—NÓS VAMOS CONTINUAR USANDO! — berrou James. — A reunião era só pra dizer que achamos que as coisas vão melhorar. ENCERRADA! — ele berrou novamente.
—Preciso mijar. — disse Sirius, indo para o banheiro.
—Eu vou ir falar com Black A Fêmea também. — disse Dimitre, subindo as escadas.
Peter suspirou e se sentou ao lado de James, que estava comendo o lanche que a mãe dele havia deixado pronto. Ele indicou o outro para Peter que pegou e começou a comer também.
—Cara… eu estava bem chapado ontem. — murmurou James.
—Eu sei. Você ficou gritando que queria seu saco de batata, que não ia embora sem seu saco de batata…
—Eu realmente tive um saco de batata! – se defendeu James. — Eu só me lembro disso e que Sirius fodeu a Alice.
—Não lembra de mais nada?
—Não! Como será que isso aconteceu, porque Sirius ficou tão louco assim? — indagou James. Peter deu de ombros. — Bem, vamos ver no que vai dar, não é? Está ansioso para o acampamento?
—Ah, sim, vai ser ótimo.
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—Onde estão vovô e vovó? — Adhara perguntou ao seu irmãozinho, enquanto dividiam um lanche. Teddy deu um sorriso travesso e fofo e deu de ombros. Adhara sorriu para ele, sentindo muito a sua falta e beliscou seu nariz. – Onde eles estão Teddy Bear? — ela riu. James e Sirius sentados no sofá do lado, olharam para os amigos, com uma cara de “eu te disse”
—Estamos aqui, querida. — escutaram a voz da avó de Adhara. Ela se levantou na hora deu o maior sorriso possível e correu para abraçar a avó com força. — Senti tanta sua falta.
—Também senti a sua, vovó. — ela disse, cheirando os cabelos da avó, morrendo de saudade. Ela sentia que poderia ficar nos braços calorosos da avó para sempre, que ela era como se ela estivesse novamente em casa. O cheiro de cigarro tão familiar, misturado com o cheiro forte do perfume dela, fazia Adhara querer sorrir até não poder mais. Sentira tanta a falta dos avós.
—E eu, francesinha? — o avô de Adhara entrou na casa, segurando duas caixas brancas que ele fez flutuar até a mesa. Adhara abraçou o avô tão apertado quanto abraçou a avó, queria também ficar naqueles braços para sempre. Seu avô parece saber exatamente o que ela estava sentindo, pois a apertou com mais força. – Como eu sentia sua falta, minha francesinha. — ele murmurou. Ela sorriu, sentindo o familiar cheiro do avô. Eles se separaram com sorriso. — Ei, você. — ele disse, apontando para Sirius que levantou. — Venha aqui, neto. — ele disse. Sirius ficou surpreso e timidamente foi dar um abraço nele.
—Nós temos algo para contar a vocês. — disse a avó de Adhara, após abraçar Sirius. — O tio de vocês Alphard, ele pegou uma quantia do dinheiro dele em Gringotes e deixou tudo para você Sirius, o dinheiro, os bens… ele foi queimado da tapeçaria, mas parece muito feliz vivendo na Romênia. — riu ela. — Aqui a chave do cofre.
—Parece que temos mais um cofre. — disse Sirius para Adhara. Afinal, eles tinha o cofre dos pais de Adhara e todos os seus bens, agora tinham ainda mais. — Tudo que é meu é seu, certo? — ele sorriu. Adhara sorriu de volta.
—É possível vocês ficarem mais ricos cada vez que respiram? — indagou Peter surpreso. Sirius e Adhara sorriram e deram de ombros. James tocou o ombro de Peter.
—A vida é injusta, meu caro.
—Quem quer bolo? — perguntou a avó de Adhara, abrindo a caixa branca. Peter sorriu.
—Pelo menos eu vou ter bolo.
—Mas, antes tem mais uma coisa. — falou o avô de Adhara. Peter soltou um muxoxo. Ele abriu a outra caixa branca e de lá Lúcifer pulou, miando sem parar. Adhara sorriu e se agachou, seu gato correu até ela e começou a lambê-la e a passar o corpinho nela.
—O demônio voltou. — comentou Sirius. – Que ótimo.
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Adhara pressionou suas mãos no volante nervosamente, até seus dedos ficarem brancos amarelados, então os soltou, ofegando lentamente. Ela olhou Remus, sentado no carona da van, e ele a observou cuidadosamente, ela parecia realmente nervosa, seu peito descia e subia rapidamente, indicando que estavam ofegante e seu coração provavelmente batia rápida. Eles estavam ainda na casa de James, prontos para saírem para o acampamento que tinham planejado como toda a turma.
—Como que eu consegui dirigir isso quando eu e Sirius fugimos? — ela perguntou para si mesma, ainda apertando o volante. –Eu não posso dirigir. — ela disse.
—Você sabe dirigir…
—Eu não posso dirigir essa van, Remus! — ela disse, nervosamente. — Eu não estou pronta.
—Addie...
—Eu não posso dirigir! Eu não posso dirigir! — ela começou a repetir, angustiada. Remus segurou os braço dela e sorriu gentilmente. Ela parou de falar e suspirou.
—Está bem. — ele disse, simplesmente. Os dois mudaram de lugar, e Remus assumiu o volante, ele começou a olhar o volante, os freios, a se acostumar com a van. Adhara fechou os olhos e se encolheu no banco do passageiro, tristemente.
Emmeline do lado de fora da van, ajudava a guardar as coisas dento da van, para irem para Globblers Shake, uma floresta que servia para caça e acampamentos. Ela jogou a mochila de Peter, cheia de doces para dentro, e se encostou um pouco na van, para descansar. Ela observou Adhara encolhida na frente, e Remus ao lado dela parecendo falar algo que ela não conseguia ouvir. Sirius apareceu ao lado dela, colocando a mochila de Marlene dentro da van. Ela suspirou mirando o rosto bonito dele, e Sirius sorriu para ela e piscou.
—Você está bem? — ele indagou. Ela assentiu minimamente e o olhou querendo falar algo.
—Sirius...ahn…
—Baby, cuidado tem meus perfumes ai dentro, podem quebrar. — riu Marlene, se aproximando dos dois e ajeitando a mochila. Ela abraçou o braço de Sirius, e olhou Emmeline, ela franziu a testa. — Não sendo grossa ou coisa assim, mas Emmeline você está horrível é por causa da festa de antes de ontem...
—Ah, problemas em casa. — Emmeline murmurou em resposta.
—Lene, me ajuda aqui! — Dorcas chamou ela, ao longe. Marlene olhou e suspirou.
—Dorcas chamou a Michelle para ir com a gente … e ela ainda diz que quer que tudo fique bem entre nós. — bufou ela, mas foi até a amiga. Sirius ficou e olhou Emmeline, ele tocou o cotovelo dela e a acariciou com o dedo. Ela se afastou dando um passo para trás, o que não passou despercebido por ele.
—Está bem mesmo? — Sirius indagou, a olhando esquisito.
—Eu queria te falar uma coisa. – soltou Emmeline, se arrependendo em seguida.
—O que? — ele perguntou, curioso. Emmeline o olhou querendo falar, mas então suspirou, desistindo de vez.
—Parece feliz com a Marlene. — ela comentou.
—Emme…
—A gente se fala depois, certo?
—Emme!
Emmeline entrou na van, indo para perto dos bancos da frente e se encostou ali, se sentando e esperando. Sirius bufou e foi atrás da namorada. Logo todo mundo já havia colocado suas coisas na van, e tinha entrado, se ajeitando o melhor possível. Em poucos segundos tava todo mundo gritando em conversas paralelas e Remus deu partida e começou a dirigir em direção a Globblers Shake. Adhara segurava para ele um grande mapa para ajudar a lembrar o lugar.
—Eu já disse que odeio acampar? — Sirius indagou, com Marlene em seu colo, depois de meia hora de viagem. — Porque eu odeio.
—Sim, você já disse. — James respondeu, risonho.
Peter se curvou sobre Emmeline e Emily, tentando catar algo do chão. Emmeline empurrou a bunda de Peter para fora da sua cara, e Emily empurrou as costas dele. As duas tentando tirar ele dali, mas Peter estava decidido a pegar o que havia caído no chão.
—Pelo amor de Merlin, Peter. — Emmeline disse, tentando desviar da bunda dele.
—Desculpe. Eu derrubei o baseado de novo. — ele resmungou, esticando a mão e tateando o chão da van.
—Estamos em abril, dava para ir para praia. — Sirius falou, irritado. — Sexo na praia, é provavelmente ótimo.
—Tem um problema. — James contrariou. — Areia nas bolas. — ele disse, parecendo sábio. — Bolas suadas e areia dá coceira.
—Você tem bolas suadas? — Michelle indagou. Todos riram, até Adhara deu uma risada no banco da frente.
—Eu? Não. — James respondeu, maneado a cabeça. — A areia passa nelas como se fosse talco, devido à minha maciez, tenho bolas auto drenantes.
—Você só fala merda. — Sirius falou para ele. James responderia, mas Emily empurrou Peter de novo.
—Vocês já fumaram três baseado, deixa aí embaixo! — ela praguejou. Peter resmungou algo de volta, ainda procurando o baseado perdido, e tentou se apoiar em algo, acabando colocando a mão sobre o peito de Emily, mas ele não pareceu perceber continuando a procurar o baseado. Emily suspirou, e olhou para a mão de Peter em seu seio. — Porque você está assim? — ela indagou a Emmeline, enquanto os outros voltavam a conversar sobre as bolas auto drenantes de James.
—Assim como?
—Esquisita. — respondeu Emily, arqueando as sobrancelhas. – Desde a pílula.
—Nada.
—Nada? — Emily indagou, franzindo a testa. — Emme… Merlin, Peter! Que nojo! — ela se interrompeu, gritando com Peter, que havia peidado.
—Eu achei! — ele gritou entusiasmado, mostrando o baseado.
—Você é um nojo, Peter. — Emily falou. Eles gargalharam, e Remus abriu a janela, para que o cheiro saísse.
Emmeline riu também, enquanto Emily batia em Peter, que fumava tranquilamente seu baseado, recém achado. Ela olhou para Sirius que ria também, mas Marlene se curvou para lhe dar um beijo e Emmeline desviou o olhar instantaneamente. Ela torceu para que ninguém houvesse percebido aquilo.
—Se sentindo melhor? — Remus perguntou para a Adhara. Ela suspirou, abrindo a sua janela e sorriu. Ele quis abracá-la, mas não o fez.– Addie. — ele chamou baixinho. Ela o olhou, tirando o rosto de perto da janela. — Você percebeu que tá todo mundo diferente desde a pílula? Todo mundo!
—Você acha? — ela indagou, olhando para os amigos.
—Conversamos sobre isso depois. — ele disse misteriosamente.
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—Por aqui, Remus? — Marlene gritou, pegando sua mochila. Remus olhou descendo da van.
—Isso, vai em frente. — ele respondeu de volta. Eles começaram a andar pela trilha, após pegar suas mochilas para entrar na floresta, a qual Remus já havia ido muitas vezes quando era pequeno com seus pais.
—Qual é a do Frank? — Peter indagou, em um sussurro para James, enquanto todos andavam pela trilha. James ascendeu o baseado e deu um trago, olhando Frank.
—Não sei. – ele respondeu.
—Sirius disse que teve relações carnais com a Alice…
—Não chame trepar de relações carnais. — James falou, revirando os olhos.
—A namorada dele deu uma de piranha e ele age normalmente? — Peter indagou, olhando Frank andando sozinha a frente deles, um pouco atrás de Alice e Lily, que riam juntas. — Me deixa confuso. – ele disse, olhando James, que realmente parecia não se lembrar que a culpa de tudo era Peter.
—Ei, Frank. — ele chamou. James tragou o baseado e passou para Sirius. James e Peter, correram um pouquinho e o alcançaram. Frank olhou para ele, calmamente.– Não achei que viesse hoje.
—Porque?
—Por causa do que Sirius disse na festa…
—Eu gostaria de manter isso entre nós, certo? — Frank indagou, com a cara fechada, parando na frente deles. Os dois pararam e Peter arregalou os olhos, se escondendo devagar atrás de James.
—Certo, como quiser. — James sorriu amarelo.
—Amor, vem aqui! — Alice gritou, risonha, abraçada de Lily. Frank se virou para ela e sorriu fraco, indo até a namorada.
—Estranho. — Peter cantarolou.
—Pessoas são estranhas, meu caro. — James falou para ele, pegando o baseado de Peter e tragando.– Como aqueles dois ali… — ele apontou o mais discretamente possível que James Potter podia para Remus e Adhara caminhando de mãos dadas na frente do grupo todo. Peter assentiu, e James passou o baseado para ele. — Acha que eles vão trepar hoje?
—Acha que eles vão trepar algum dia? — Peter riu. James gargalhou, e socou o ombro de Peter, voltando a andar.
—Ahhhh, eu preciso trepar hoje a noite. — James murmurou, pulando no lugar, olhando Lily Evans, abraçada a Frank, que estava no meio dela e de Alice.
—Difícil. — Peter disse. — A não ser que você e Addie…
—Não é possível. — James murmurou.
—Você beijou ela a um tempo atrás…
—É, mas… — James deu de ombros. — Tem Michelle… — ele apontou para a garota que andava com Dorcas atrás de Adhara e Remus. — … mas ela tem namorado… e Dorcas tem sentimentos lésbicos por ela…
—Ela tem?
—Dorcas é a maior cola velcro de Hogwarts, Peter. — James falou, o olhando de lado. — Tem sapatão escrito na testa dela! Presta atenção!
—Desculpe, eu achei que ela era só esquisita. — Peter se defendeu. — Você tem certeza?
—95%. — James respondeu, tragando o baseado com força. Peter suspirou, ele olhou Sirius andando.
—Sirius vai se dar bem hoje. — Peter comentou.
—Bastardo. — James praguejou.
Eles chegaram até o local correto, e começaram a jogar suas coisas pela grama coberta de folhas. James logo pegou as bebidas e saiu espalhando para todo mundo, falando que queria todo mundo bêbado antes de escurecer.
Lily se separou de Frank e Alice, e correu até Dimitre pulando nas costas dele, os dois riram e caíram no chão e começaram a beber. Dorcas e Michelle se juntaram em uma árvore, com bebidas nas mãos, rindo. Emmeline suspirou, quando Emily se separou dela, e correu para perto de James, que forçava Peter a beber uma lata de cerveja inteira, o ajudando. Ela viu Adhara e Remus, montando as barracas juntos, e encostados em outra árvore Sirius e Marlene se beijando.
Ela revirou os olhos, e terminou de beber sua latinha de cerveja e a jogou no chão, para começar a andar dentro da floresta. Emmeline andou, até quando não conseguia mais escutar as risadas altas de seus amigos, e se jogou no meio da grama, de barriga para cima, com os olhos fechados. Ela podia ver as pálpebras vermelhas, por causa do sol que batia em seu rosto, e sentiu a pele ficar quente. Ela sorriu gostando, e agitou os braços na grama, se sentindo bem naquele momento.
Emmeline sabia o que estava a fazendo se sentir daquele jeito. Era aquele maldito sorriso. Ela totalmente havia o esquecido, pelo menos ela achava que sim, até ter seu coração pisado por um corvino idiota, e voltar a pensar naquele que já havia pisado antes. Sirius Black. Ele era como uma droga para ela. Era como se não importasse o quanto ela tentasse esquecer ele, ou o quanto ficasse sem pensar nele, depois de um tempo tudo voltaria de uma vez, e ela se veria mais uma vez aquela garota traída e apaixonada novamente. Ela sabia que se machucaria de novo, e por isso não ia fazer nada sobre aquele sentimento, ela ia o deixar lá, e não tocaria em Sirius Black. Ela não precisava dele.
Abriu os olhos devagar, e seus olhos brilharam eletrizantes. Ela mirou o céu, e depois pendeu sua cabeça para o lado. Emmeline abriu um sorriso ao ver cogumelos um pouco ao longe. Era tudo o que precisava
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Emmeline andou com o casaco nas mãos e os cogumelos dentro, de volta para onde seus amigos estavam. E encontrou todos rindo e bebendo espalhados. Ela andou até Alice sozinha em um canto, e se sentou na frente dela.
—Tudo bem, Alice? — ela indagou.
—Estou. — ela murmurou nervosamente. — Digo… relacionamentos não ficam sempre a mesma coisa, né? Nem sempre é só amor e desejo e nenhum silêncio esquisito, não é? As pessoas não são perfeitas… as coisas mudam, não é? As pessoas mudam…
—É. — respondeu Emmeline, olhando de lado Sirius e Marlene. — As coisas mudam. Tudo muda. — ela disse. — Se estiver acontecendo algo… você pode me contar, eu posso ajudar.
—Está tudo ótimo, Emme. Eu amo Frank, e ele ama. — Alice falou, nervosamente. — Tudo ótimo.
—Se você diz… — Emmeline sorriu, e colocou o casaco na grama. — Olhe o que eu achei. Cogumelos!
—São os engraçados? — Alice indagou, curiosa. Emmeline assentiu.
—O que estão fazendo? — Marlene indagou, perto delas, parecendo ter acabado de pegar uma garrafa de hidromel.
—Achei cogumelos. Quer? — disse Emmeline, comendo um cogumelo.
—Não. — Marlene negou, franzindo a testa. — Como sabe que não são venenosos? — ela perguntou. Emmeline deu de ombros. — Eu não quero que a festa seja arruinada com você vomitando sangue. — ela falou. — Não coma esses cogumelos!
—Cogumelos? Você disse cogumelos? — Sirius indagou, se levantando e correndo até elas. — Quem tem cogumelos?
Emmeline deu um tapinha do lado dela, e passou para o lado. Sirius se sentou ao lado dela comendo um cogumelo. Logo todos estavam em uma rodinha dividindo os cogumelos. Remus pegou um e olhou Adhara, antes de comer um pedaço e estender o outro para ela. Adhara sorriu e comeu o resto do cogumelo.
—Pegue um pouco, Alice. — riu Emmeline. Alice sorriu com Frank sentado ao lado dela.
—Não precisa. — Alice disse. — A nossa droga é o amor. — ela brincou, sorrindo para Frank. Eles riram e Frank pegou um cogumelo, comendo inteiro.
—Às vezes, precisamos temperar as coisas. — Frank falou. — Não é, meu amor?
Alice deu um sorriso fraco para ele. E Frank comeu outro cogumelo. Peter e James se entreolharam, e Sirius pareceu não ligar, comendo um cogumelo. Alice, então pegou um cogumelo e comeu com uma careta.
—Quanto tempo para fazer efeito, Emme? — ela indagou, com a língua para fora.
—Logo.
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Peter gritou balançando a cabeça para os lados, e James rebolou ao lado dele, bebendo hidromel, e gargalhando. Ele olhou Lily, que bebia e dançava com Dorcas e Michelle, e ela deu um sorrisinho para ele, balançando os cabelos ruivos, James sorriu hipnotizado, e começou a dançar até ela, que riu o vendo se aproximar.
—Muito bonita, minha cara. — ele disse, bebendo um gole de hidromel.
—Muito obrigada, senhor. — ela gargalhou. James ficou a encarando, e começou a aproximar o rosto para beijá-la. Lily riu, e colocou a mão na cara de James, o parando no caminho. — Que tal só dançarmos?
Dorcas gargalhou, sentindo a cabeça girar, e abraçou Michelle pela cintura, que gargalhava também.
—Eu estou vendo cachorros caindo do céu, como chuva. — Michelle disse, gargalhando. — Isso está realmente acontecendo?
—Eu não faço ideia. — riu Dorcas.
Emmeline apareceu ao lado delas, agitando um isqueiro na frente do rosto e dançando pelo meio de todo mundo. Ela olhou o céu escuro, e dançou. Ela riu para o nada, e pegou um cogumelo do bolso, comendo ele inteiro. Sirius se postou a frente dela, com um baseado e ergueu a mão, ela fumou, e depois ele colocou de volta na boca. Ele riram se olhando.
—Eu estou muito louco. — Sirius riu. — Dá pra perceber? — ele disse. Emmeline gargalhou alto. — Emme, eu estava pensando… hoje cedo… o que você ia dizer?
—Eu te falo depois. — ela riu, vendo Marlene se aproximar. — Tchau, Six. — ela murmurou, balançando para longe dele. — Olhei para cima, vi uma nuvem, flutuando… sem fazer barulho… — ela cantou, olhando o céu. — A banana viaja no yin-yang, um lance hermafrodita… — Emmeline não sabia quanto tempo tinha passado, mas se viu deitada ao lado de Adhara, as duas abraçadas, e o braço esticado tocando a mão de alguém, ela viu Sirius deitado um pouco longe, o braço esticado, tocando sua mão, enquanto ele estava abraçado com Marlene. Ela piscou lentamente e os dois seguraram a mão um do outro mais forte, sentiu o dedão dele lhe fazendo um carinho.– ...eu olhei para cima, vi uma nuvem, flutuando… sem fazer barulho…
Emmeline acordou assustada e olhou para cima. O braço estava esticado, mas agora Adhara não estava mais abraçada com ela, e quando olhou para o lado Sirius não estava mais lá.
—Eu sei o que está fazendo, Emmeline. — ela voltou a olhar para cima, e Marlene apareceu em pé. — Eu vejo nos seus olhos. Pare de se jogar em cima do meu namorado.
—Lene, deita aqui…
—Eu não estou tentando ser má. — Marlene a cortou. — Você nem percebe o que está fazendo, mas você parece uma piranha quando faz. — ela disse, e saiu deixando Emmeline sozinha.
Emmeline se sentou, vendo Marlene ir para perto de Sirius, e viu todos sentados em volta da fogueira. Ela estalou as costas, cansada, e passou a mão pelo rosto. Ela foi até lá e se sentou ao lado de Emily, que tirou uma folha do cabelo bagunçado dela.
Eles estavam comendo salgadinhos, doces, dividindo tudo entre si. James jogou um salgadinho em Adhara que riu e foi jogar um doce de volta, mas Remus segurou o braço dela, antes que ela fizesse qualquer coisa.
—O chocolate não! — ele disse, desesperado. Adhara gargalhou e comeu o doce.
—Quer conversar sobre o que disse no carro? – ela perguntou. Remus catou a mão dela e se levantou, a puxando para ir um pouco para longe, ouvindo os gritos de James, eles foram para atrás de algumas árvores. Remus olhou para os lados e se aproximou mais dela.
—A pílula mudou tudo. — ele murmurou. — Todo mundo. — ele disse. Ela assentiu, prestando atenção, mas com um sorriso de diversão no rosto. — Algo aconteceu naquela festa… Eu peguei Dimitre chorando antes de sairmos de Hogwarts, Lily está fumando agora, Frank está extremamente sério, Alice está andando por ai com a maior cara de sofrida do mundo.
—Eu nem percebi. — murmurou Adhara de volta, olhando discretamente para os amigos ao longe.
—Emmeline está triste e sombria e algo muito sério aconteceu com Sirius e eu tenho certeza que James e Peter, aqueles dois bastardos idiotas sabem! Eles acobertando Sirius. — falou Remus. — E se eles não me contaram é porque é errado!
—Bem, pelo menos Dorcas está normal… Marlene… você.
—Dorcas tomou coragem e chamou Michelle para vir aqui com a gente, até antes da festa ela dizia que não iria chamá-la. E Marlene está andando por ai sendo passiva agressiva!
—Oh, então…
—E você… você está diferente para caralho. — disse Remus. — Todo mundo mudou, menos eu que não tomei a pílula!
—Ok, Remus, calma. — falou Adhara. — Está sendo paranoico, as coisas vão se ajeitar, está bem? É só loucura de Recesso de Pascoa.
—Não existe isso de loucura de Recesso de Pascoa.
—Agora existe, vai dar tudo certo. — falou Adhara, dando um peteleco na testa dele.
—Mas…
—E Emily não tomou a pílula, sabia? — ela disse. Remus arregalou os olhos, olhando Emily sentada com os amigos.
—Eu preciso falar com ela! — ele disse, começando a andar depressa de volta, mas Adhara o puxou pelo cotovelo. Ele a olhou curioso e ela lhe deu um sorriso. Entrelaçou seus dedos e olhou para cima, ele fez o mesmo que ela, olhando pelas brechas da árvore.
—Todo mundo tá sempre tão preocupado com as próprias merdas que esquece de apreciar as coisas boas da vida. — ela murmurou. — Como as estrelas. — ela disse. – As estrelas são uma das coisas mais bonitas no mundo para mim. — ela disse, com um sorriso. — Eu conheço cada uma como se fossem da minha própria família…
—Ainda que haja noite no coração, vale a pena sorrir para que haja estrelas na escuridão. — falou Remus, sorrindo para ela. Adhara sorriu de volta e o abraçou, o apertando contra si, sentindo seu doce cheiro de chocolate e suas mãos passarem pela sua cintura a abraçando de volta. — Você é minha estrela favorita, Adhara. — ele murmurou. Remus sentiu a boca de Adhara próxima a sua orelha e se arrepiou inteiro. Ela parecia que iria lhe contar os segredos do Universo.
—Você é minha lua favorita, Remus. — ela murmurou. Ele sorriu e escutou a doce risada dela. — Sempre vai ser.
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—Alice, seus peitos ficam muito bonitos desse ângulo. — riu Sirius, deitado no chão da floresta, um pouco perto da fogueira.
—Cala a boca, Sirius. — Alice mandou nervosamente, desviando o olhar. Sirius deu um sorriso maroto e James e Peter se entreolharam.
—Que rude, baby. – ele riu.
—Talvez se ela não tivesse passado tanto tempo com seu pau na boca dela, ela não seria tão rude. — Frank falou, olhando para a fogueira.
Todo mundo ficou em um silêncio esquisito. James e Peter se entreolharam mais uma vez, e Sirius se sentou, franzindo a testa Alice deixou sua garrafa cair no chão, olhando o namorado assutado. Remus virou o rosto para a Adhara e deu o olhar mais “eu te disse” que ela já havia visto, eles haviam acabado de voltar e haviam se sentado de volta com o grupo. Lily abriu a boca chocada, deixando o baseado cair e Dimitre começou a chorar no colo dela.
—Como assim? – Marlene indagou, ela olhou o namorado. — O que ele quer dizer com isso, Sirius?
—Você sabe? — Sirius indagou a Frank, que tinha o rosto fechado. — Você realmente sabe?
—Sim.
—E… você não fez nada? — Sirius se levantou, ele parecia confuso e chocado.– Eu trepei com sua namorada várias vezes na mesma noite em posições que você nem pode imaginar.
—Merda. — murmurou Emily. Michelle ao lado dela e de Dorcas, olhava o barraco chocada demais.
—O que quer que eu diga? – perguntou Frank, desviando o olhar da fogueira.
—Não quero que diga nada. Me bata. — Sirius disse, simplesmente, em frente a Frank.
—Você é só um coitado. — Frank disse, se levantando e ficando cara a cara com Sirius, mas ele apenas começou a andar para longe. Alice chorando se levantou, trombando em Sirius.
—Frank, por favor, foi só uma vez! Me desculpe... Eu amo você! — ela gritou, correndo atrás dele. — Me dê uma chance….
—Eu já dei! — Frank gritou se virando e soltando o braço dela. — E você mentiu para mim! Agora é tarde demais. — ele disse. Alice chorou. — Eu me apaixonei por uma garota, e ela era boa e honesta, e sopa… mas agora essa garota nova, eu não gosto dela, ela faz o meu coração doer. — ele disse, devagar. Ele se virou e saiu andando para dentro da floresta, deixando Alice chorando em pé.
—Uau. — James murmurou. Todos estavam chocados. Dimitre se levantou para vomitar e Lily correu atrás dele, preocupada.
—Seu babaca! — Alice falou, se virando e socando a cara de Sirius. Ele caiu para trás com o nariz sangrando e Alice saiu correndo atrás de Frank, floresta adentro.
Adhara balançou a cabeça, ao lado de Remus, e Emily se levantou, correndo atrás do casal na floresta. Sirus tocou o nariz ensanguentado e suspirou. Marlene soltou um soluço e se levantou, ela olhou Sirius.
—Porque?
—Eu…
—PORQUE, SEU BABACA? — berrou Marlene, empurrando o peito dele. — PORQUE? PORQUE?
—NÃO FOI CULPA DELE! — berrou Peter, se levantando. Ele suspirou vendo todos o olharem, mas ele não iria ser um covarde como Sirius disse que ele era, ele iria ser corajoso e falaria tudo. — Na festa, eu fiquei com raiva de Sirius, ele disse umas coisas… e eu fiquei irritado. E eu tinha tomado a pílula. — ele murmurou. Dimitre de trás de uma árvore, onde Lily passava a mão em suas costas, ergueu o rosto para escutar. Marlene parou de chorar para o ouvir também. — Eu coloquei um saquinho inteiro de pó de fada em um copo de hidromel e Sirius bebeu. E pó de fada te deixa muito fodido, a ponto de você beijar a própria irmã… e Alice também bebeu. E eu vi os dois subindo para o quarto e eu não fiz nada. — ele disse. — Eles ficaram tão chapados… e eu não disse para ninguém o que eu fiz. Desculpe.
—Pó de Fada?– Remus murmurou. — Eles deviam estar muito chapados.
—E eles estavam… — Peter suspirou, ele olhou Sirius. — Eu sinto muito. Não foi culpa sua ou de Alice… foi minha.
—Seu gordo, filha da puta. — falou Sirius, pretendendo socar a cara de Peter, mas James se levantou em um pulo se colocando no meio.
—Todo mundo se acalme. — ele riu, meio bêbado. — Sirius não é o babaca do ano! Vamos comemorar! — ele gargalhou, abraçando Peter.
Marlene olhou Sirius e ele foi até ela limpando suas lágrimas. Ela o deu um pequeno sorriso sem dentes e ele a beijou na bochecha de leve. Ela suspirou e acariciou as mãos de Sirius em seu rosto.
—Eu vou dar uma volta… para pensar. — ela murmurou. – Está bem?
Marlene passou a mão nos cabelos e se afastou do namorado. Ela começou a andar para a floresta, em passos lentos.
—Alguém tem contar isso para Frank e Alice. — Dorcas disse. – Não é? Ela não traiu ele… porque ela quis.
—Mas ela não contou para ele também. — falou James, dando de ombros. — E não vamos conseguir achar eles agora. Então, BEBE! — berrou James jogando uma latinha de cerveja para Dorcas.
—Uau, vocês são sempre animados assim? — Michelle riu, dividindo a cerveja com Dorcas.
—Somos, baby. — riu James. — Sempre um bom barraco para finalizar a noite, não é? Olha só, Sirius, você não fodeu a namorada do seu amigo, bem… não intencionalmente.
—Como se sente? — riu Adhara.
—Babacas. — Sirius falou, voltando a se sentar com o nariz sangrando.
—E você sabia disso, James?– Remus indagou. James deu um sorriso amarelo e deu de ombros. –Sempre encobrindo as burradas de Sirius. — Remus murmurou e se virou para Sirius.. — Eu não acredito que você trepou com a Alice.
—Eu nem me lembro como foi. — Sirius se defendeu.
—Você fodeu a Alice! — Emmeline falou, todos a olharam. Ela parecia confusa.– Você… — ela se segurou na grama e franziu a testa. — … tem algo em mim… tem algo no meu cabelo… — ela começou a ofegar.
—Emmeline! — Adhara a segurou, a olhando estranhamente. Emmeline ofegou assustada, se sentindo confusa demais. — Tem nada em você. — ela disse. — Você comeu mais congume...
—Me solta! Me solta! — Emmeline ofegou e se levantou saindo correndo.
—Emmeline! – berraram.
Ela continuou correndo, desesperadamente. Escutando gritos atrás dela, que apenas a assustou mais, ela olhou ao redor, vendo sombras pretas e gritou assustada, chorando, ela correu até as pernas doerem, correu bastante, até que parou ofegante, se sentindo perdida. Emmeline olhou ao redor, não enxergando nada direito. Se sentindo confusa, e assustada demais, ela procurou algo para se apoiar, mas não achou nada. Então, acabou se apoiando nos joelhos, para ofegar mais ainda.
—Emme? — ela escutou. Emmeline se levantou assustada, olhando para os lado.. — Sou eu. — Marlene disse, parando a frente dela. — Porque você está chorando?
—Eu… eu não sei. — respondeu Emmeline, tocando em seu rosto molhado.
—Oh, veja você, está muito chapada. — Marlene falou, rindo. Como se uma sombra caísse sobre ela, Emmeline começou a ver tudo torto, os cogumelos tendo ainda mais efeito, ela viu o rosto de Marlene parecer sair da cara dela.– Nossa! Tem bichos no seu cabelo!
—O que? O que? Tire-os de mim! - ela começou a berrar, e Marlene segurou o braço dela.
—Tirar o que?
—Os insetos.
—Que insetos? Tem nada. — Marlene falou. As duas ficaram quietas, com Emmeline passando a mão pelos cabelos, do nada as duas começaram a rir muito, gargalhando alto. Mas então o riso de Marlene virou um choro baixo.
—Lene? — indagou Emmeline, confusa. Marlene levantou o rosto chorando.
—Por favor, não o tire de mim!
—O que?
—Sirius. Não o tire de mim! — chorou Marlene. Emmeline a abraçou e a confortou.
—Ei, ei, não faça isso, não chore…
—Tire suas mãos de mim, porra! — Marlene falou venenosa. — Como se você pudesse tirá-lo de mim. Quem você acha que é? — ela indagou, a empurrando. Emmeline caiu no chão, e Marlene subiu em cima dela. — Sua vida é tão ruim que você quer estragar a minha? Não esfregue seus peitinhos tristes na cara do meu namorado, está bem? Eu disse, está bem? — ela berrou, empurrando a cabeça de Emmeline na terra. — Eu juro que se você tentar pegar o que é meu, eu acabo com você! — ela bateu na cara de Emmeline, primeiro em um lado do rosto e depois do outro e catou o pescoço dela apertando. — Eu disse, está bem?! Eu disse, está bem?!
Se sentindo sufocada, Emmeline tentou se soltar nas mãos de Marlene em seu pescoço. Ela não conseguiu, começando a ficar extremamente sem ar, sem saber o que fazer, catou uma pedra grande ao lado dela, e bateu com tudo no rosto de Marlene. A loira caiu para trás desmaiada, e Emmeline se arrastou para longe dela ofegante e assustada. Quando viu, ela já havia levantado e corria para longe, desesperado como antes, deixando Marlene desmaiada para trás.
Ela correu, tando quanto o antes, querendo sair de perto daquela cena, querendo achar um rosto amigo que a confortasse. Ela ofegou e viu uma sombra ao longe. A sombra gritou seu nome, e ela andou até lá, reconhecendo a voz. Ela chegou perto da sombra, até que ela tomou forma e ela tocou o ombro dele. Sirius olhou Emmeline, e a tocou no rosto, vendo se ela estava bem. Ela riu, olhando o rosto dele, enquanto ele perguntava se ela estava bem.
—Me bata! — ela pediu.
—O que?
—Só uma vez. — ela pediu, sorrindo. — Quero sentir algo. Me bata! — ela sussurrou. – Eu o desafio.
Sirius a olhou confuso. Os dois se miraram intensamente, sujos de terra e sangue, foi como um choque quando ele passou a mão pelo rosto dela a puxando para si. Os dois se beijaram desesperados, e se abraçaram como nunca antes, era como se tivessem ficado anos sem se verem e finalmente haviam se reencontrado. Ela com os olhos fechados sentiu os beijos dele em seus lábios diminuindo a intensidade, ela segurou o pescoço dele com um sorriso nos lábios. Emmeline olhou para o céu escuro, enquanto Sirius a beijava no pescoço e passeava a mão pelo seu corpo com vontade, mas ao mesmo tempo parecendo tomar cuidado. Ela suspirou e segurou o rosto dele, só dois se beijaram mais um pouco, ardentemente, após ficarem se olhando por alguns segundos. Ela tocou a barra da blusa dele, e a puxou para cima. Sirius tirou a blusa, e mirou Emmeline tirar a dela, ele percebeu que o rosto dela estava sujo de sangue, por causa dele já que tinha sangue que escorreu de seu nariz, após o soco que levara. Ela colocou as mãos para trás, abrindo o sutiã e o deixando escorregar para o chão. Ele suspirou, e a tocou na cintura, Emmeline o beijou cheia de saudades, e ele a beijou de volta.
Beijar Sirius era tão bom quanto se lembrava. Era uma chama que nunca acabava. Ela sentia seu corpo inflamar pelos beijos fogosos dele, de seu toque preciso e bruto. Ela sentia tudo ficar tão quente, tão ofegante. E ela sentia ódio por aquele sentimento tão bom que se infiltrava nela com Sirius a tocava. Sentia ódio por ele a fazer se sentir assim as vezes tão bem e as vezes tão mal. Ela queria mais que tudo que aquele sentimento devastador fosse embora, mas era só sentir mais um beijo de Sirius que ela se sentia totalmente presa a ele.
Sirius deitou Emmeline na grama, a beijando por todo corpo. Fazendo uma trilha de beijos pela barriga dela. Os dois ofegantes e cheios de suspiros um pelo outro. Quando ele finalmente entrou, os dois deram um gemido tão aliviado que sorriram um para o outro logo depois. Emmeline o abraçou pelo pescoço, e ele a beijou na clavícula, começando a se mexer dentro.
Entre os gemidos, ela deixou pequenas lágrimas escorrerem pelo rosto, lentamente. Emmeline não sabia o que essas lágrimas significavam.
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Dorcas e Michelle saíram da barraca, cada uma embrulhada em um cobertor. Elas se entreolharam e riram. Michelle tirou uma folha do cabelo de Dorcas, e deu um sorriso. Ela olharam para o céu claro, e Peter saiu da barraca atrás delas.
—Nossa, estava apertado na barraca. — ele murmurou, se espreguiçando. — Eu, duas garotas, pesadelo. — ele disse, as olhando. Elas sorriram. — Vocês gostam de se mexer, não é? — ele falou. Elas tentaram não gargalhar, e assentiram. — Vou fazer xixi e chupar uma bala de menta.
Peter se afastou delas, indo até sua mochila a procura de uma bala de menta, e parou as olhando de longe, lembrando do que James havia dito. Dorcas era sapatão, e Michelle…
—Bom dia, meus caros. — James sorriu, saindo de sua barraca. — Como vão nessa linda manhã?
Lily saiu da barraca atrás dele, e logo depois Dimitre, com uma cara de ressaca. E da barraca ao lado saiu Emily, Remus e Addie. Todos se espreguiçando.
—Cadê Alice e Frank? — Peter indagou, curioso.
—Frank dormiu na van, me contaram o que Peter fez, eu vou dizer a ele. — contou Emily, lançando um olhar atravessado para Peter.
Emmeline e Sirius chegaram juntos, todos sujos de terra, e bagunçados.
—Cadê a Marlene? — Dorcas indagou. — Ela não está com você, Sirius?
—Ela deve estar dormindo. — ele murmurou, franzindo a testa, e indo até a barraca que tinham montado para ele e Marlene. Emmeline cruzou os braços, nervosa, quando Sirius abriu a barraca e estava vazia. Era como se ela estivesse começando a se lembrar de algo. Ele abriu a do lado que era da Alice e Frank e apenas Alice estava lá com o rosto banhado em lágrimas.
—Eu quero ir embora. — ela sussurrou.
—Ninguém viu Marlene chegar ontem? — Lily perguntou.
Todos negaram. Em poucos minutos, estavam todos pela floresta gritando o nome de Marlene a procura dela, desesperados para achá-la. Emmeline andava de braços cruzados atrás de Sirius, vendo ele gritar o nome da namorada, muito preocupado.
—Sirius… — ela chamou. Ele se virou para ela, esperando. Ela abriu a boca, mas não falou nada. — Ahn… nada.
—Precisamos achá-la, Emme. — ele disse, se virando para voltar a andar e gritar o nome de Marlene.
Ela franziu a testa confusa, e tocou o pescoço, começando a chorar silenciosamente, ela viu Adhara andando calmamente, mas preocupada, e foi até lá. Adhara franziu a testa ao ver a melhor amiga chorando e foi a abraçar.
—Não consigo achá-la. — Emmeline disse. Adhara franziu a testa.
—Marlene? Nós vamos achá-la…
—Eu não consigo! — ela falou, nervosa. — Acho que bati nela...com uma pedra, e agora ela… eu estava chapada, foi sem querer… eu não queria– ela falou, confusa. Adhara a segurou nos ombros, finalmente entendendo.
—Emmeline… — ela maneou a cabeça, negativamente.
—Desculpe, desculpe. — ela falou.
Adhara a soltou, e foi até Remus, ela o segurou pelo pulso fortemente, e Remus franziu a testa.
—Cheire sangue. — ela sussurrou. — De Marlene.
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Eles acharam Marlene em menos de meia hora. Ela estava desmaiada, com a cabeça sangrando no meio da floresta, suja de terra, e pálida. Eles a pegaram e colocaram na van, preocupados com o estado dela. A viagem foi silenciosa de volta, e foram direto para o hospital.
Emmeline ficou na van, com Adhara e Remus, os três sentados na parte de trás. Ela encostada de um lado, e os dois encostados no outro de frente para ela. Emmeline estava pior que antes, suja, com os cabelos bagunçados, cheio de terra e folhas, embaixo dos olhos vermelhos, e pálida. Ela chorou silenciosamente na frente dos amigos.
—Ela vai ficar bem, Emme. — murmurou Remus.
—Eu bati nela… com uma pedra. — sussurrou Emmeline. — Eu poderia tê-la matado…
—Não foi por querer, não é? — Adhara disse, tentando passar confiança para a amiga. — Ela vai ficar bem…
Sirius abriu a porta da van, ele passou a mão pelo rosto, acabado, mas sorriu para eles. Emmeline o olhou ansiosa.
—Eu devia ter ido com ela. — ele murmurou. — No meio da noite eu deixei ela ir andar sozinha… devíamos ter ido para o Mungus, ela tem nove pontos na cabeça… ela passou a noite caída no bosque sozinha. — ele falou. — O que será que aconteceu? Ela não acordou…
—Mas ela está bem, certo? — Emmelie indagou, desesperada, se sentando sobre os calcanhares. — Ela está bem?
—Sim, bem, sim. — ele murmurou. — Ahn… eu quero estar lá quando ela acordar…
—Sirius…
—A gente se vê lá dentro…
—Sirius… — Emmeline tentou o chamar, mas ele já tinha saído, correndo para dentro do hospital. Ela suspirou, aliviada, mas quando olhou os amigos, ela chorou. Ela foi até Adhara, deitando no colo dela, e a amiga passou a mão carinhosamente no cabelo dela. Remus saiu um tempinho depois. E as duas ficaram lá, juntas. Uma com medo do que poderia acontecer quando entrasse no hospital, e outra com medo demais do hospital.
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Emmeline acordou assutada. Ainda estava na van, deitada com a cabeça no colo de Adhara, que dormia desconfortavelmente encostada na lataria. Ela se levantou, se perguntando por quanto tempo dormiu e abriu a porta da van, pulando para fora e depois fechando. Ela correu para o hospital desesperada, procurando por alguns dos amigos freneticamente, ela entrou em um corredor, e viu alguns deles saindo de um quarto, e outros encostados no corredor, todos cochichando sobre algo.
Sirius foi o último a sair, fechando a porta atrás dele. Ele olhou Emmeline e ela o mirou de volta, querendo chorar, ele a olhava com o rosto fechado, visivelmente irritado e isso fez Emmeline querer chorar mais ainda.
—Ela acordou? – perguntou fracamente.
—É, ela acordou. — ele respondeu, parecendo bravo, começando a andar.
—Sirius, espera… ela… ela me deu um tapa…
—Ela te deu um tapa, então você bateu na cabeça dela com uma pedra? — ele indagou, nervoso. Ele abriu os braços, tentando entender.
—Foi um acidente… eu estava mal, chapada. — Emmeline tentou se desculpar. — Ela me sufocou, eu não respirava…
—Não estou vendo marcas em você, nem nove pontos, porra. — Sirius a interrompeu. Emmeline tocou no pescoço, começando a chorar. — Quando isso aconteceu?
—Antes de nós… — ela chorou baixinho. Ele a olhou, e maneou a cabeça negativamente, passou por ela se afastando.
Os amigos começaram a ir atrás deles e Emmeline chorou.
—Dorcas… Lily… foi um acidente… eu juro…
—Você bateu nela com uma pedra e só… a deixou lá. — Lily disse, chocada. — Ela poderia ter morrido.
Lily passou por Emmeline, assim como Dorcas. Emmeline observou, Frank, Alice, Dimitre passarem por ela, e olhou os que sobraram chorando. James suspirou, e sorriu para ela.
—Você fodeu com as coisas. — ele disse. — Mas… vai ficar tudo bem. Todo mundo fode com as coisas.
James e Peter saíram do corredor, e Remus ficou. Emmeline e Remus se miraram e então ele a abraçou, imediatamente Emmeline começou a chorar em seu ombro, assustada. Ele a confortou e ela apenas chorou mais ainda, ficando com medo, e murmurou:
—Eu sinto muito… eu sinto muito… eu sinto muito…
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