When We Were Young

111 When A Man Loves A Woman


Notas iniciais
HELLOOOOOOOOOOO CHANELS ♥ MUITO OBRIGADA POR TODOS OS COMENTÁRIOS. Amei cada um deles, todos muito especiais. Espero que gostem desse capítulo de onze mil palavras. Vai ter muitas emoções e casal NOVO! CHANELS, QUE QUEREM SE JUNTAR AO GRUPO DO WHATS, ME MANDEM SEU NÚMERO COM DDD ♥ 15 COMENTÁRIOS!!!!!!!!!!!!!!!!!! 15 COMENTÁRIOS!!!!!!!!!!!!!!!!!! ENJOY ♥

WHEN A MAN LOVES A WOMAN

PETROVICH’S HOUSE

1977

EASTER

—Yuri, pode vir me ajudar, por favor? — pediu Alexandra Petrovich da pequena cozinha da pequena casa.

—Claro. — ele respondeu, deixando a redação de Transfiguração de lado. Ele se levantou e foi ajudar a irmã na cozinha. Assim que entrou ele viu que ela estava cozinhando algo mais caro do que o usual, ela estava suja de farinha e os cabelos estavam desarrumados em um coque desajeitado.

—A amiga do Passarinho está vindo para jantar e dormir aqui. — contou Alexandra, enquanto Yuri foi ajudá-la. Passarinho era o apelido dos dois para Dimitre, pois quando ele era pequeno chorou quando um passarinho caiu de seu ninho e desde então os dois o chamavam assim. — Eu quero fazer uma comida boa, sem ser as sobras de sempre. — ela murmurou, pegando a varinha e limpando a sujeira que fez. — Você vai dormir no sofá, ela vai ficar com sua cama.

—Sem problemas. — ele disse, pegando um prato que a irmã quase derrubou. — Porque não vai descansar um pouco? Trabalhou o dia inteiro, está cansada, eu termino aqui. — ele falou. Alexandra suspirou e beijou a bochecha do irmão.

—Eu vou tirar um pequeno cochilo. — ela murmurou, saindo da cozinha.

Yuri começou a fazer a comida, usando a varinha para auxiliar. Ele não era o melhor cozinheiro, mas sabia se virar muito bem. Ele sempre teve que saber se virar muito bem. Sua irmã precisava trabalhar para conseguir dinheiro para eles, então ele precisava cuidar da casa e de Dimitre. Apesar de seu irmão ser apenas um ano mais novo que ele, Yuri sentia como se Dimitre fosse algo que ele precisava cuidar e proteger em todos os momentos, então foi o que ele sempre fez.

Quando seus pais morreram Yuri tinham apenas 10 anos, Dimitre 9 anos e Alexandra tinha acabado de fazer 17, ele achou que nunca mais iria ver seus irmãos, que mandariam ele e Dimitre para diferentes lar de adoção e que Alexandra iria ter que se virar com 17 anos sem casa nem nada, só que seu tio rico que não falava com sua mãe a tempos os adotou até que eles descobriram que seu tio era alcoólatra e o Ministério de lá descobriu também e mais uma vez aos 15 anos achou que nunca mais iria ver seus irmãos. Mas então Alexandra conseguiu um emprego no Ministério da Magia em Londres, com o pouco dinheiro da herança dos seus pais comprou uma casa, conseguiu adotar os irmãos e se mudaram para lá, as vezes seu tio mandava dinheiro, mas na maioria das vezes ele estava muito bêbado para se lembrar.

E era difícil para Alexandra, Yuri sabia muito bem disso. Ela tinha só 22 anos quando teve que adotar os irmãos e se mudar para outro país. A morte de seus pais os pegou de surpresa e ela era a que mais sentia a dor.

Ele escutou barulho de chaves e a voz animada de seu irmão. Logo ele apareceu na porta da cozinha, segurando uma mala e uma garota ruiva atrás dele com um sorriso. Yuri sorriu de volta, finalizando a comida.

—Coloca as coisas dela no nosso quarto. — disse Yuri, indo pegar os pratos para colocas na mesa. — Eu durmo na sala hoje.

—Oh, eu não quero incomodar…

—Sem problemas. — sorriu Yuri. — Acorda a Alex? — pediu ele. Dimitre assentiu e foi com Lily para dentro da casa. Poucos minutos depois voltaram com a Alexandra e Yuri já havia posto a mesa.

—Você é muito famosa aqui em casa, Lily. — disse Alexandra, quando sentaram para comer.

—Dimitre me ama muito. — riu Lily. — E você é muito mais bonita que nas fotos. — ela elogiou. Alexandra sorriu. Ela era realmente muito bonita, ela era loira como os irmãos, alta e com a boca pequena.

—Obrigada. — ela respondeu. — Como foi o acampamento?

—Uma loucura! — disse Dimitre arregalando os olhos, enquanto botava comida em seu prato. Lily concordou já saboreando a comida.

—O que aconteceu? — riu Yuri.

—Sirius…– começou Dimitre. Yuri bufou o que fez Alexandra dar uma risada.

—Como você pode ver Lily nós temos muito amor por esse tal Sirius Black aqui nessa casa. — falou Alexandra, apertando a bochecha de Yuri. Lily deu uma risada também.

—Sirius Black é muito fácil de amar. — debochou Lily.

—O que ele fez dessa vez? — quis saber Yuri.

—Teve essa rave e Peter o drogou e ele transou com a Alice, namorada do Frank. — contou Dimitre. — Ai no acampamento tudo veio a tona Peter confessou tudo, mas o estrago já tava feito, então Emmeline tava chapada e deu a louca e saiu correndo para floresta, ai parece que ela encontrou Marlene, elas brigaram e Emmeline bateu com uma pedra na cabeça dela!

—Uau, e ela está bem?

—Sim, levou 9 pontos, mas o pai dela já a levou para o Mungus e vão tirar logo logo. — contou Lily. Dimitre deu uma risadinha. — Dimy! Não é engraçado.

—Eu sei.

—Lene podia ter se machucado muito sério…

—Eu sei, mas eu só estava pensando em como sempre tem um barraco no final da noite. Dessa vez a gente teve uma traição e uma pedrada na cara! – falou Dimitre, arregalando os olhos.

—Eu sei. — Lily murmurou. — E Emmeline estava muito estranha…

—Não é? — riu Dimitre.

—Parece que tiveram um acampamento agitado.

Yuri escutou baterem em sua porta. Ele desviou o olhar da televisão e olhou o relógio vendo que eram uma hora da manhã. Lily e Dimitre estavam no quarto fazendo alguma coisa e Alexandra já dormia, pois tinham que trabalhar no dia seguinte. Ele se levantou do sofá-cama e com a varinha na mão foi até a porta. Ele olhou pelo olho mágico e franziu a testa. Yuri abriu a porta e Lehanna Soto sorriu para ele.

—Como sabe onde eu moro?

—Eu tenho meus meios, eu sei muitas coisas sobre todo mundo, principalmente pessoas com quem eu tenho sessões de estudo.– ela disse, ainda com um sorriso.. — Eu trouxe champanhe. Posso entrar? — ela indagou. Ele deu espaço e ela passou indo se acomodar no sofá-cama. Yuri após fechar a porta foi atrás dela. Ele se sentou ao lado dela, que segurava a garrafa de champanhe no meio das coxas. Ela usava uma regata e uma saia curta e botas muito grandes. — O que é isso?

—É uma Televisão. — ele contou. – Passa filmes e essas coisas.

—Já ouvi falar. — ela murmurou.

—O que está fazendo aqui, Leh? — ele perguntou. Ela batucou os dedos na garrafa.

—Eu queria… ver você. – ela disse, dando de ombros. — O que é isso? — ela indagou. Yuri se virou para TV e viu que estava na parte em que a mulher do Drácula fingia ser inocente e atacava o visitante que entrou no castelo do Conde.

—É Drácula. — falou Yuri. — O vampiro mais temido entre os trouxas.

—Ele é meio sexy. — murmurou Leh. — De um jeito esquisito. — ela riu. Yuri riu, mas logo a olhou curioso.

—Não somos exatamente melhores amigos, Leh. — falou Yuri. — Digo, nós somos amigos e nos divertimos aquele dia em Hogsmeade, estudamos juntos as vezes, mas… não chegamos a ser amigos que vão um na casa do outro.

—Eu gosto de você. — ela soltou, após engolir. — Eu… eu quero conhecer você, só isso. — ela disse, parecendo até tímida. – Isso é um problema? Pelo que eu sei não tem realmente nenhuma regra que impede grifinórios e sonserinos de serem… amigos.

—Está bem. — disse Yuri, com um pequeno sorriso. — Você quer terminar de ver o filme ou quer ir dar uma volta?

—Dar uma volta, com certeza, esse Drácula está começando a me assustar. – ela disse.

—Só deixa eu avisar meu irmão. — disse Yuri, se levantando. Ele notou que Leh estava andando atrás dele, olhando para os cantos da casa curiosa. — Vai me seguir?

—Eu não quero ficar sozinha com o Drácula. — ela falou. Ele riu e abriu a porta do quarto que dividia com seu irmão. Ele e Lily estavam sentados na mesma cama com um pote de sorvete no meio dos dois, revistas de garotas para todos os lados, e vestindo apenas roupas intimas.

—Quantas calorias sexo intenso queima por minuto? — indagou Lily, olhando a revista que Dimitre lia.

—18.

—Então, por quanto tempo alguém teria que fazer sexo para queimar dois sapos de chocolate? — ela quis saber.

—Uma hora, eu acho. — murmurou Dimitre, ele virou a página, e Yuri olhou para Leh, que olhava o casal de amigos divertida. — Sabia que masturbação requer esforço também? Já ouvi falar que algumas vezes você tem que trocar de braço.

—Você está dizendo que eu poderia emagrecer tocando uma siririca? — riu Lily.

—Bem, digamos que você comeu dois assados… — disse Leh, entrando no quarto. Os dois deram um pulo na cama, mas ela continuou. — … trepou por uma hora, tocou uma siririca por um tempo e você realmente poderia acabar emagrecendo. — ela disse, se sentando na cama vazia de Yuri. — Eu já tentei e em um mês fiquei com uma cintura digna do Semanário das Bruxas. — ela sorriu. Os dois riram e Lily se cobriu com a coberta.

—Eu e Leh vamos sair. — falou Yuri, entrando no quarto de vez. Ele foi até o armário e catou um casaco, colocou por cima do pijama mesmo e calçou pantufas. — Se eu não voltar até a Alex acordar para o trabalho, me acoberte. — ele pediu. Dimitre assentiu, trocando um olhar divertido com Lily.

—Você vai sair assim? — indagou Leh, olhando ele de cima a baixo, parecendo bastante surpresa. Yuri olhou também para si próprio e assentiu.

—Algum problema?

—Não, definitivamente não. — ela disse, com um sorrisinho.

—Posso te emprestar pantufas se quiser tirar esse salto que deve tá doendo pra caralho. — falou Yuri. Leh olhou parar seus pés em um salto alto bonito e deu de ombros, os tirando. – Vai ficar ainda mais atraente com essas pantufas iradas. — ele disse. Leh deu um sorriso e logo em seus pés estavam sendo colocados em uma confortável e fofa pantufa. Ela tentava segurar o enorme sorriso em seu rosto pelas poucas palavras de Yuri, que talvez nem tivessem tanto sentimento para ele quanto tinha para ela.

Os dois saíram da casa, com a garrafa de champanhe e pantufas combinando. Leh observou como a rua estava extremamente vazia e apenas algumas casas tinham alguns cômodos com a luz acesa. Ela sentiu uma brisa fria bater em seus braços nus e se encolheu um pouco, bebendo um gole de champanhe.

—É meio perigoso, não é? — ela murmurou. Yuri assentiu, olhando para os lados.

—Sim, mas eu não vou parar de viver por medo. — ele disse. Leh segurou um sorriso e o olhou.

—Grifinórios… — ela suspirou.

—São os melhores. — falou Yuri, pegando a garrafa de champanhe da mão dela.

—Fale que sou atraente novamente. — ela disse. Yuri a olhou de lado. — Como você disse antes… gostei de te ouvir dizendo aquilo.

—Você não precisa que eu te diga que é atraente. — ele disse, chutando uma pedrinha no chão. Leh notou que eles estavam andando para perto de uma praça. — Você sabe muito bem que é… eu acho que você precisa que as pessoas te digam que você é muito mais que isso.

—O que você quer dizer?

—Eu quero dizer que você deixa caras te tratarem como um objeto. — disse Yuri, simplesmente. Ele se sentou em um banco de madeira de frente para o lago e Leh o imitou. — O tempo inteiro. Digo… você faz sexo com quem você quiser, o corpo é seu, mas não deixe esses caras te tratarem como se você fosse nada. — ele falou. Ela ficou quieta dando mais um grande gole de champanhe. — Você é inteligente. Engraçada… muito mais do que as pessoas veem em você.

Ela continuou quieta, sem falar o olhar ou dizer coisa alguma. Ela suspirou depois de um tempo e então olhou para ele. Leh notou que eles deviam ter praticamente a mesma altura, ela tinha pernas bem longas, que a faziam ficar praticamente na altura de Yuri.

—Eu sou bonita. — ela murmurou. — E eu sou uma garota. Eu era ignorada quando era gordinha e baixinha, então eu mudei e as pessoas sempre pareceram querer… que eu fosse só isso uma garota bonita, nunca esperaram algo de mim, nunca esperaram que eu pudesse fazer algo além disso. — ela contou. — E para falar a verdade… eu amo trepar pra caralho. — Leh disse, olhando para o céu com um sorrisinho. Yuri deu uma gargalhada pegando o champanhe para beber. — Mas sexo está chato ultimamente.

—Porque?

—Os melhores caras que me fodiam saíram da escola ano passado. — ela disse, não querendo citar que esses eram Avery e Mulciber. — E… outra coisa, não importante.

—É por causa do seu ex? Por causa do que ele fez no Salão Principal? — indagou Yuri. Leh negou e pegou dentro do sutiã um baseado, ela ascendeu com a varinha e tragou fortemente, deixando a garrafa de champanhe.

—Eu não dou a mínima para aquele idiota. – ela disse, revirando os olhos.

—A razão pelo qual sexo está simplesmente chato para você é a mesma pela qual você está aqui conversando comigo as duas horas da manhã… em um banco de madeira? — ela perguntou.

Leh estava olhando para frente, então virou seu rosto para ele e só então notou o quanto ele estava perto. A encarando fixamente, esperando pacientemente por uma resposta. Ela ficou quieta, respirando mais rápido. Ela não sabia o que dizer para ele. Ela só se sentia bem quando ele falava com ela, ela se sentia bem pôr o ver sorrir ou apenas a olhá-la. Ela não entendia o que era isso, essa necessidade de falar com ele, de ver ele, de querer saber tudo que podia sobre ele. Era insano e algo que ela nunca havia experimentado antes na vida. Fazia seu coração acelerar e sua respiração ficar descompassada. Era algo que fervia dentro dela e a cada dia que passava, fervia mais ainda, ela sentia vontade de rir e chorar e nem sabia o porque, sentia vontade de o tocá-lo como nunca sentiu por alguém antes.

Yuri pegou o baseado da boca dela e ela assoprou a fumaça para fora devagar. Ela tinha os olhos pousados em sua boca, quando ele deu uma tragada e jogou o cigarro na grama. Antes que ele soltasse a fumaça, tocou seu rosto, um carinho que a fez fechar os olhos por um momento, então ela sentiu os lábios dele tocarem os seus tão lentamente que ela quis gritar de desespero. Ela sentiu quando suas línguas se tocaram, ele liberar a fumaça que entrou em sua boca, eles se beijaram mais e a fumaça subiu para o ar, saindo da boca dos dois. Ela ofegou agarrando a gola do pijama dele e o puxando com força para mais perto. Eles tocaram a língua um do outro sedentemente, começando se a explorar curiosamente, querendo conhecer um ao outro.

Diziam que quando se beija a pessoa certa, aquela pessoa que vai mudar toda a sua vida, você sente fogos de artifícios estourarem dentro de si, sente a mágica dentro de si borbulhar e diabretes voarem em sua barriga, tudo ao mesmo tempo. Ela se separou dele ofegante e o olhou, se perguntando se ele havia sentido o mesmo que ela.

—Você não está me beijando só porque quer fazer sexo comigo… está? — ela perguntou em um sussurro ofegante. Ele negou com um pequeno sorriso sem dentes, ele tocou o pescoço dela e a puxou para outro beijo quente, ela sentiu ele a deitar no banco e uma mão dele descer para sua cintura, mas parou por ai. Leh o beijou de volta e sentiu suas pantufas tocarem nas dele e sorriu em meio ao beijo. Yuri desceu beijos pelo seu pescoço, beijos molhados e gostosos e mordeu de leve o lóbulo da sua orelha. Ela sentiu a boca dele encostada na sua orelha como se fosse lhe contar o maior segredo do mundo.

—Soto… você é tão… — ele começou, mas os dois sentiram água bater em sua pele. Eles olharam para cima vendo que começava uma chuva. Voltaram a se olhar ficando cada vez mais molhados.

—Tão o que? — ela perguntou, tocando em seus cabelos molhados. E ele disse antes de voltar a beijá-la:

—Você sabe.

Yuri abriu os olhos quando sentiu algo lhe cutucando na bochecha, ele resmungou e olhou fixamente para a dupla de crianças que estavam o observando. Eram dois meninos ruivos e atrás dele estavam vindo mais duas crianças, uma menina que tinha o cabelo verde berrante, segurando a mão de um menino que aparentava ter a mesma idade que ela com cabelos aloirados. Ele aparentemente tinha dormido no banco, junto de Leh, sentia suas costas doerem e sabia que Alexandra iria o matar assim que voltasse do trabalho.

—Eu sou Bill Weasley e esse é o meu irmão Charles. — disse a criança ruiva, cruzando os braços. — O que você tá fazendo no nosso banco na nossa praça em frente ao nosso lago? — ele indagou.

—Isso mesmo. — disse a garotinha que finalmente chegou perto. — Sai fora, cabeçudo. — ela mandou. O menino ao lado dela apesar da aparência gentil, tinha o narizinho extremamente empinado e o olhou do mesmo jeito que a garota.

—É, sai fora. — ele disse.

Yuri riu e olhou Leh dormindo em seu peito. Ele a acordou bocejando e tentando tampar o sol forte em seu rosto, os dois se sentaram olhando para as crianças.

—De quem são os pestinhas? — indagou Leh, coçando os olhos, tentando se acostumar com a luz do Sol.

—São meus. — eles escutaram uma voz e uma mulher bonita apareceu correndo. — Desculpe, achei que iriam brincar no lago, mas vieram incomodar vocês… — ela murmurou.

—Sem problemas. Eles são engraçados. — disse Yuri, com um sorriso. A menina de cabelo colorido lhe deu a língua.

—Essa é minha filha, Ninfadora.

—Mamãe! — Ninfadora pestanejou, o que fez a mãe rir. — Eu sou Tonks e esse é o meu namorado Teddy Bear.

—Eles são na verdade primos. — riu a mãe. — Mas Dora realmente acha que são namorados.

—Porque nós somos, mamãe. — disse ela.

—Verdade, tia Andy. — disse Bill Weasley. — Tonks ganhou dele quando apostaram que conseguia subir na árvore do lago mais rápido. Então, agora eles são queridinhos, como namoradinhos.

—Pelo menos eu tenho uma namorada bonita não uma feia que nem a sua. — debochou Teddy, infantilmente.

—Tracy Cattermole e Bill embaixo de uma árvore, eles estão se beijando, estão namorando. — cantou Charlie, fazendo Teddy e Tonks rirem. Yuri e Leh trocaram um olhar divertido.

—Tracy é muito bonita, tá! — disse Bill, cruzando os braços.

—Mas Dora é mais. — falou Teddy, o que fez Tonks dar um sorriso e mostrar a língua para Bill.

—Oh, desculpe, eu sou Andrômeda Tonks. — disse a mulher, que sorria observando as crianças começarem a discutir algo bobo.

—Eu conheço você! — falou Leh, com um sorriso. — Eu estava no terceiro ano quando você ficou grávida de um nascido trouxa e fugiu de casa. — ela disse. Yuri arregalou os olhos e Leh também, só agora notando o que disse. — Digo… você era popular na Sonserina.

—Sim, eu era. — sorriu a mulher gentilmente.

—Eu sou Lehanna Soto e esse é Yuri Petrovich. — ela disse.

—Vocês são de Hogwarts… devem conhecer meus primos… na verdade Teddy é irmão de...

—Está falando de Adhara e Sirius Black? — indagou Leh. — Eu tirei a virgindade dele. — ela disse. Yuri gargalhou, olhando Leh e como ela era muito desbocada. Andrômeda riu também.

—Eles parecem bem? — ela indagou, preocupada. — Eles sempre dizem que estão bem nas cartas, mas… como eles estão em Hogwarts?

—Adhara parecia uma merda nos primeiros meses, saiu das líderes de torcida, todo mundo estava comentando que ela iria se matar ou fugir de Hogwarts, mas ela parece melhor desde que fugiu da família. — comentou Leh. Ela era a Rainha das Fofocas, sempre sabia tudo que estava acontecendo. — Sirius parecia bem de boas, nova namorada e tudo mais, ele só parece ruim quando Adhara está muito ruim, mas continua gostoso como sempre, ela também. — ela disse.

—Eles estão bem. — disse Yuri, resumindo. Andrômeda sorriu agradecida.

—Sinto saudades da escola. — ela disse. — Os melhores anos sempre são lá. — ela murmurou. — Foi um prazer conhecer vocês… digam tchau crianças.

—Tchau, parvos. — falou Teddy, ele olhou para Tonks que o olhava apaixonada. — Essa eu aprendi com Remus Lupin.

—A irmã vai te degolar. — contou Dimitre, assim que Yuri entrou na casa estralando as costas, mas com a sombra de um sorriso no rosto. Yuri mirou Lily e Dimitre sentados no chão com um balde cheio de pipoca, refrigerantes em copos cheios, vendo algum filme, ele suspirou e se jogou no sofá, cansado.

—Eu dormi em um banco de madeira.– ele disse, estralando o pescoço. — Eu encontrei o irmão mais novo do seu amigo Black. – ele comentou.

—Regulus? — indagou Dimitre surpreso, Lily também pareceu muito surpresa, afinal Regulus Black andando por um bairro misturado de bruxos e trouxas não era algo comum de se ver.

—Não, o pequeno.

—Ah, você quer dizer o irmão mais novo da Addie, o Teddy. — disse Dimitre, olhando o irmão. Ele viu uma marca no pescoço dele, era roxa e ele conseguia reconhecer muito bem o que era.– Mas isso não é importante… Lehanna Soto, hã? — ele falou. Lily sorriu olhando curiosa para Yuri. – Ela foi embora com as minhas pantufas e de quebra deixou um chupão de recordação em você.

—Oh, é mesmo. — falou Yuri, se sentando e olhando para os pés, ao mesmo tempo tocando o pescoço.

—Achei que ia demorar para namorar alguém depois que Mellaria Vayne quebrou o seu coração. — disse Dimitre, comendo uma pipoca. Yuri bufou e pegou uma pipoca para tacar no rosto do irmão.

—Eu e Mellaria terminamos juntos, nós dois decidimos.– ele resmungou.

—Claro, logo após você esquecer o aniversário de 6 meses de vocês? – riu Dimitre. – Ou foi o de 7?

—Cala a boca, Passarinho. — disse Yuri. Dimitre o olhou furiosamente e Lily começou a gargalhar.

—Eu te disse pra não me chamar assim, enquanto Lily estiver aqui. — ele bufou. Lily sorriu grandemente e apertou suas bochechas. Yuri sorriu também, vendo os dois começarem a bater as almofadas um no outro. Ele voltou a se deitar no sofá fechando os olhos com um sorriso e sentindo a pele de seu pescoço formigar gostosamente. — Você está apaixonadinho? — perguntou Dimitre.

Yuri abriu os olhos vendo seu irmão e Lily o olhando curiosos, os braços apoiados no sofá. Ele sorriu para eles.

—Como posso saber? Eu tenho que sentir. — ele disse.

—Quando se ama alguém você só sabe. — disse Dimitre. Lily se virou para ele, com a sobrancelha arqueada.

—Como sabe disso se me disse que nunca se apaixonou antes? — ela indagou. — Você chorou e me disse que nunca se apaixonou pelo Sirius.

—E… eu não sei. — bufou Dimitre. — Você só sente.

—Onde? — indagou Lily. Dimitre tocou a barriga do irmão, que riu.

—No estômago. — ele disse, parecendo sábio. Lily revirou os olhos.

—Isso é o intestino. — ela comentou. — Talvez seja merda.

—Eu só não te boto de castigo porque você volta para Hogwarts amanhã, mas acredite se fosse férias eu te faria ficar preso em casa por uma semana inteira. — disse Alexandra. Yuri sorriu para irmã e ela se sentou ao seu lado no sofá, cansada do trabalho. — Não pode sair sem me avisar em tempos como esse, Yuri. — ela murmurou. — Está bem? — ela disse. Yuri assentiu e recebeu um beijo na bochecha.

—Desculpe. — ele murmurou. Ela sorriu e assentiu.

—Eu te amo. — ela mumurou.– E não peça para Dimitre te encobrir, ele é um péssimo mentiroso, mesmo quando está com a cara cheia de máscara para face rosa e pepinos em cima das pálpebras. — ela disse. Yuri gargalhou, e ela se ajeitou colocando a cabeça no ombro do irmão e os pés para cima do sofá.

—Dimitre é gay pra caralho. — ele murmurou. Alexandra riu. — Não acredito que você ganhou a aposta de quando ele iria se assumir para gente.

—Não acredito que apostaram em cima de mim. — escutaram a voz de Dimitre, vindo do corredor. Ele apareceu apenas de cuecas e se sentou ao lado da irmã no sofá, que jogou seus pés em cima dele. Lily havia voltado para casa a algumas horas antes.– Quanto foi?

—3 galeões que saberíamos depois que você tivesse 17. — falou Yuri.

—3 galeões que saberíamos antes que você tivesse 17. — sorriu Alex vitoriosa.

—Você teve sorte, se não tivesse sido aquele sonserino, aposto que ele ainda estaria no armário. — comentou Yuri, ligando a televisão. Alexandra riu mais uma vez e Dimitre bufou mais uma vez.

—Não sei porque ele tinha tanta vergonha. — falou Alex, como se Dimitre não estivesse ali. – Nós sabemos que ele é gay desde que tinha 7 anos. — ela riu. — Mamãe e papai provavelmente sabiam desde que ele nasceu.

—Você acha? — indagou Dimitre, um pouco sério. — Acha que eles sabiam antes…

—Claro que sim. — disse Alex, muito segura do que falava. — Eles sabiam tudo sobre a gente…

—Eles não ficaram… desapontados? — murmurou Dimitre. Seus dois irmãos o olharam sérios, o que o fez corar.

—Claro que não, é idiotice pensar isso de mamãe e papai. — disparou Yuri.

—É injusto que eu pude passar mais tempo com eles do que vocês… mas você sabe, Passarinho, eles não são o tipo de pessoa que julga. — ela disse. Dimitre sorriu e ela lhe beijou na bochecha.

—São. — murmurou Yuri. — Você disse que eles não são esse tipo de pessoa… você quis dizer eram… — ele a corrigiu. Alex suspirou e assentiu e Dimitre ficou com o semblante triste.

—As vezes ainda esqueço que eles se foram. — ela falou. Ela se levantou. — Então, que tal pedirmos pizza e eu posso deixar vocês beberem algumas garrafas de hidromel comigo.

—Eu sou maior de ida… — começou Yuri.

—Não para beber.– ela disse, indo para cozinha, provavelmente ligar para a pizzaria. Dimitre e Yuri trocaram um olhar.

—Ela realmente acha que nós não bebemos? — Dimitre riu.

—Ela quer acreditar no melhor em nós. — disse Yuri. — Eu não conto se você não contar.

HOGWARTS EXPRESS

—Merda, espero que eles se resolvam logo. — comentou Dimitre. Yuri virou o rosto para ver sobre o que o irmão mais novo falava, ele notou perto de seus carrinhos com os malões em cima o casal Alice e Frank. Eles estavam discutindo baixo, tão baixo que se não fosse pelo rosto irritado de Frank e o choroso de Alice não pareceria que eles estavam brigando. — Eles são tipo o casal modelo de todo mundo, sabe? Eles são perfeitos juntos… eram…

—Se eles se amam devem se resolver. — falou Yuri.

—As vezes amor não é o suficiente. — murmurou Dimitre, agora olhando para frente onde Sirius Black estava com uma jaqueta de chorou os cabelos presos em um rabinho de cavalo, ele estava sorrindo para alguém e logo Marlene apareceu a sua frente passando os braços pelo seu pescoço e o beijando.

—Você está apaixonadinho?— indagou Yuri. Dimitre riu e socou o ombro do irmão.

—DIMY! — eles escutaram o grito e James Potter vinha correndo até os dois. Ele abraçou Dimitre com força. — Vamos para o trem! Eu azarei alguns sonserinos e agora eles estão atrás de mim, Sirius já está os atrasando. Vamos! — ele riu.

Yuri observou seu irmão sair correndo com o amigo para o trem, então Sirius Black passou a sua frente com a varinha em punho correndo atrás dos dois e atrás de todos um grupo de sonserinos com furúnculos no rosto, bocas inchadas e espinhas gigantes.

—Parece que alguém está encrencado com os sonserinos. — ele ouviu uma voz e se virou para Leh Soto. Ela lhe deu um sorriso e parecia um pouco corada. — Você não me mandou nenhuma carta.

—Nem você mandou para mim. — ele respondeu.

—Eu estava me fazendo de difícil, é algo novo para mim. — ela riu. Yuri sorriu grandemente.

—Na próxima vez eu definitivamente não vou deixar de mandar. – ele falou.

—Ahn… eu tenho que ir, Kat me disse que Dido está em um vagão toda depressiva em estado vegetativo porque ela mandou uma carta para Evie e ela não respondeu… eu tenho que ir cuidar dela, sabe? — ela murmurou. — Mas… talvez, se você quiser… nós poderíamos jantar juntos…

—Definitivamente poderíamos jantar juntos. — ele a respondeu. Leh pareceu aliviada e deu mais um sorriso.

—Eu tenho que ir, até Hogwarts. — ela disse, parecendo decidir se o abraçava ou não, então Yuri a puxou pela cintura e a deu um beijo na bochecha.

—Até Hogwarts, Soto. — ele disse. Ela entrou no trem, como a maioria das pessoas estavam fazendo.

—Merda, Passarinho já entrou? — ele ouviu a voz ofegante da irmã ao seu lado.

—Foi raptado pelos amigos idiotas. — contou Yuri. Alexandra bufou e Yuri passou um braço pelo ombro dela, ela estava com ofegante, pois havia aparatado do Ministério para um beco perto da estação e vindo correndo para o Expresso. — Te vejo nas férias. — ele disse, a beijando na bochecha. Ela o abraçou com força.

—Vou sentir saudades. — ela disse. — Prometo que vou tentar ir em um de seus jogos, pra ver você sendo um incrível artilheiro e Dimitre rebolando como líder de torcida, está bem? Eu prometo que vou tentar.

—Vou fazer um ponto por você em todos os jogos. — ele disse, com um sorriso. Se abraçaram mais uma vez e ela saiu apressada.

Yuri viu seus amigos acenando para ele da porta do Expresso, que ele decidiu entrar já que já quase hora de partir, mas antes disso ele escutou gritarem seu nome, eram Thomas e Ambrose, ele sorriu e os amigos o abraçaram. Yuri estranhou o fato deles estarem ali, afinal já haviam se formado, mas nem teve tempo de perguntar, já que Thomas desatou a falar.

—Não temos muito tempo! — falou Thomas apressado. — O seguinte é que você sabe que nosso casamente em setembro do ano passado não aconteceu por causa da minha família, nós enrolamos demais e agora… nós temos galeões suficiente para nós dois, compramos uma casa, não dependo mais dos meus pais.

—Isso é ótimo, mas porque não me contaram por carta? — indagou Yuri.

—É que nós precisamos de você Yuri… os pais de Thomas estão querendo tomar os galeões dele, o cofre está no nome dele, e nós não temos galeões para comprar um cofre agora, temos que terminar de pagar nossa casa… e mobília, coisas de adulto, então queremos colocar os galeões de Thomas no meu cofre que meus pais me deram, mas é apenas permitido ele colocar os galeões dele no meu cofre se formos casados…

—Você estão indo se casar agora? — Yuri deduziu, em forma de pergunta. Eles assentiram ansiosos.

—O problema é que precisamos de duas testemunhas. – falou Ambrose. — Não queríamos que fosse qualquer pessoa, então pensamos nos nossos melhores amigos.

—Hyde está no Mungus sendo cuidado de uma maldição e Samuel está cuidando da avó doente, precisamos de você. — falou Thomas.

—Eu sou só a terceira opção? Desapontante…

—Yuri, precisamos de você. — disse Thomas seriamente. — Você pode ser nossa testemunha?

Yuri olhou para trás, onde o trem estava lotado, já não tinha quase nenhum aluno na plataforma, a maioria já havia entrado em suas cabines. Ele suspirou e pegou seu malão do carrinho o diminuindo e colocando no próprio bolso.

—Está bem, mas eu vou querer alguns sapos de chocolate de presente. — ele disse.

—Eu poderia te beijar. — riu Thomas.

—Não beije. — riu Yuri de volta.

—Eu vou. Eu vou te beijar. — ele disse rindo, enquanto Yuri dava passos para trás.

—Ainda tem um problema. — Ambrose chamou a atenção deles. — Precisamos de mais uma teste…

—Ambrose! Thomas! — eles escutaram uma voz animada. Adhara Black apareceu sorrindo ao lado de Yuri e abraçou os amigos.

—Minha pupila! — berrou Thomas a girando no ar. — Eu te ensinei tudo que sabe.

—Não, mas o que foi? — ela riu.

—Precisamos de você. – falou Ambrose.

—O que aconteceu?

—Estamos fugindo dos meus pais para nos casarmos sem eles saberem no Ministério. — disse Thomas. — Precisamos de duas testemunhas.

Adhara deu um sorriso maroto e trocou um olhar com Yuri.

—Isso soa ilegal. — ela disse. — Contem comigo.

MINISTRY OF MAGIC

—Oh, Merlin, eu estou nervoso. — falou Thomas. Yuri sentado ao lado dele, tocou seu ombro e deu um tapinha. Eles estavam sentado do lado de fora do gabinete em que Thomas e Ambrose se casariam. Era no Ministério da Magia, no Departamento de Execução das Leis da Magia, o que fazia Yuri olhar para os lados, pois sua irmã trabalhava no Ministério e o mataria se visse que ele perdeu o trem.

—Relaxa, cara. É o que você quer, não é? — ele perguntou. Thomas assentiu várias vezes.

—Sim, muito, eu amo a Amby. — ele disse, afrouxando a gravata borboleta que usava por cima da blusa do Puddlemere United. – Eu estou… com medo. — ele murmurou. Yuri o olhou curioso. – Estou com medo de não conseguir protegê-la… quando nos casarmos, vamos ser oficialmente um do outro, para toda a vida, vamos cuidar um do outro… tenho medo que não conseguir fazer isso, não ser o suficiente para ela…

—Você sempre vai ser o suficiente para mim, Thomas Gray. — eles escutaram a voz de Ambrose. Ela tinha ido ao banheiro com Adhara, para colocar um vestido branco e uma capa azul de veludo muito bonita. Ela estava linda com os cabelos presos em duas tranças embutidas, os olhos verdes brilhando e a pele morena parecendo macia de longe.

Thomas se levantou de súbito a olhando como se fosse a primeira vez que a via. Ele tinha um sorriso no rosto e seus olhos brilhavam. Ele ergueu a mão para Ambrose que aceitou e entrelaçou seus dedos.

—Ambrose Wood e Thomas Gray. — chamaram de dentro do gabinete. Eles dois foram na frente e Yuri e Adhara foram atrás.

—Não me lembro a última vez que fui em um casamento. — comentou Yuri baixinho, já que um empregado do Ministério já começava a falar com os noivos.

—Eu não tenho uma boa experiência com casamentos. — comentou Adhara de volta, eles riram baixinho.

—Thomas Gray e Ambrose Wood vieram aqui para celebrar o vosso matrimônio. É de vossa livre vontade e de todo o coração que pretendeis fazê-lo?

—Sim.

—Totalmente.

Eles responderam.

—Apertem as mãos. — ele mandou. Ambrose e Thomas deram uma das mãos segurando em seus pulsos, como quando fazia o voto perpétuo. O empregado pegou sua varinha e a apontou em direção a mão dos dois.

—Thomas Gray, você aceita Ambrose Wood como sua legitima esposa? — indagou o empregado.

—Sim.

—Ambrose Wood, você aceita Thomas Gray como seu legitimo esposo? — indagou.

—Sim. — ela respondeu. Ele mexeu a varinha minimamente e laços brilhantes saíram de sua varinha e enlaçaram as mãos dos dois.

—Vocês estão oficialmente casados. — ele disse. — Vão trocar alianças ou querem apenas assinar os papéis? — indagou, parecendo apressado. Provavelmente tinha outros casais para casar.

Yuri tirou as alianças que Thomas o deu para segurar e passou para o amigo que colocou no dedo da esposa que colocou nele de volta. Eles se beijaram e Adhara bateu palmas, enquanto Yuri soltava faíscas pela varinha. Thomas e Ambrose foram assinar os papéis e colocaram os sobrenomes como Wood, então Yuri e Adhara foram e assinaram como testemunhas.

—Black? — indagou o empregado, pegando os pergaminhos. — Interessante. Quantos anos vocês dois tem…?

—Não é da sua conta. — falou Adhara.

Quando viram estavam sendo expulsos para fora do gabinete, mas nenhum deles ligou, o casamento havia acontecido e tudo tinha ido bem. Ambrose e Thomas andavam praticamente saltitando na frente deles, de mãos dadas. Começaram a andar pelo Ministério, em direção aos elevadores.

—Merda, minha irmã. — falou Yuri, se curvando um pouco. — Quem é aquele cara com quem ela está conversando? — ele indagou, vendo a irmã muito próxima de um cara ruivo.

—Vamos, Yuri. — riu Adhara, o puxando para o elevador. Estava vazio, então só entrou eles e Thomas e Ambrose ficaram atrás se beijando.

—Não vou querer trabalhar no Ministério. — comentou Yuri, enquanto o elevador começava a se mexer. — Vai ir um olheiro no último jogo de quadribol da temporada… quem sabe eu sou bom o suficiente.

—Você é… — começou Adhara, a porta do elevador se abriu e ela tomou um susto vendo do outro lado um homem alto, de cabelos negros e olhos acinzetados.

—Adhara. — ela ouviu ele sussurrar antes dela fechar a porta com tudo e o elevador voltar a se mexer.

—Quem era? — indagou Yuri, vendo ela parecer nervosa.

—Ninguém importante.

—Nós somos Ambrose e Thomas Wood, porra! — berrou Thomas, assim que pisou fora do Ministério.

—Nós somos jogadores do Puddlemere United e oficialmente casados! — berrou Ambrose se jogando nos braços do mais novo marido. — Eu te amo.

—Eu te amo. — ele disse, a beijando. Yuri olhou para Adhara com um sorriso, e ela tirou de sua mochila jeans uma garrafa de hidromel.

—Vamos celebrar. — ela disse. — Eu e Yuri já estamos fodidos, então vamos beber um pouco.

—A Ambrose e Thomas Wood. — falou Yuri e todos dividiram a garrafa de hidromel. Eles ficaram bebendo por um tempo, conversando um pouco. Já tinha escurecido o que significava que o trem já tinha chego em Hogwarts. — Como vamos voltar?

—Eu mandei uma carta para a Professora Minerva. — contou Adhara. — Enquanto Ambrose trocava de roupa– disse ela. — Ela me respondeu muito rápido… estamos fodidos.

HOGWARTS

—Vocês ganharam uma passagem direto para a detenção, estão me ouvindo? — disse Professor McGonagall, nervosa. – Onde já se viu? Não entrar no trem…

—Minerva queria até mesmo tirá-los temporariamente do time de quadribol por tamanha impertinência. — comentou Professor Dumbledore. Yuri e Adhara se entreolharam, sentados em frente a mesa do escritório do diretor.

—Desculpe, Diretor Dumbledor. — eles disseram ao mesmo tempo.

—Vocês foram vistos no Ministério da Magia! — disse McGonagall. — Por Merlin, o que faziam lá? Andando pelos Departamentos, fazendo baderna nos elevadores…

—Fomos a um casamento. — disse Adhara.

—Um casamento muito legal. — acrescentou Yuri.

—Um casamento? — ela indagou, surpresa. — Francamente, o que mais vocês podem inventar? Vocês dois não tem piedade pelos meus nervos? — ela disse, suspirando, revirando os olhos em seguida.

—Pelo contrário, Professora McGonagall eu sempre tive muito apreço pelos seus nervos. — falou Yuri, com um sorriso. Adhara riu baixinho. Mas Professora McGonagall os olhou mortalmente.

—Merlin! — ela bufou, saindo do escritório. Diretor Dumbledore olhou os dois com um sorriso.

—Terão detenção por duas semanas com o monitor Lupin. — disse Dumbledore. — Bom, eu já dei os avisos e a Seleção já passou, já estou satisfeito, mas os senhores podem ir jantar agora.

—Foi melhor do que eu pensei. — comentou Adhara, enquanto andava ao lado de Yuri pelos corredores, em direção ao Salão Principal.

—Acho que McGonagall gosta da gente. — respondeu Yuri.

—Você certamente tem apreço pelos nervos dela. — riu Adhara. Ele riu também, girando a varinha entre os dedos. — Meus amigos devem estar muito bravos comigo… por sumir.

—Vai ser melhor do que pensa. — garantiu Yuri. Adhara sorriu e caminharam em silêncio até a porta do Salão Principal. Eles entraram e viram os olhares se virarem todos para eles. Adhara riu quando James deu um berro na Mesa da Grifinória e Sirius começou a bater na mesa e apontar o dedo para ela em riste, como uma mãe brava.

—Se quiser sentar com a gente, seria legal. — falou Adhara, vendo seus amigos todos conversando alto em direção a ela. — Dimitre iria adorar… Sirius nem tanto, mas quem liga, certo? — ela riu.

—Obrigado, mas eu tenho outros planos. — falou Yuri, acenando para os próprios amigos.

—Se mudar de ideia, sabe onde nos encontrar. — ela disse, caminhando até os amigos. Yuri os viu começarem a brigar e a abraçar ela, enquanto ela ria e explicava o que tinha acontecido.

Yuri se virou para a Mesa da Sonserina e caminhou até lá calmamente. Ele sorriu para Leh Soto que olhava para ele pelos cílios, ela suspirou e sorriu. Dido Shafiq olhou dela para ele e então para Leh de novo que arregalou os olhos, o que fez Dido dar espaço para Yuri se sentar ao lado dela e de frente para Leh.

—Desculpe a demora, eu tive um casamento para ir. — ele falou.

—Sem problemas. — ela respondeu. — Estava um tédio aqui, mesmo… disseram que vocês foram vistos correndo pelo Ministério da Magia. — Leh comentou. — Ta todo mundo falando sobre isso.

—Quem sabe sai nos jornais. — riu Yuri, piscando para ela. – Vocês tem muito menos batatas que na Mesa da Grifinória. — comentou ele, enquanto se servia. Leh riu animada e Dido começou a rir com Kat baixinho.

—Eu sei. — falou Leh. — Eu falo isso desde que entrei em Hogwarts e ninguém acredita em mim. — ela brincou.

—Você totalmente deveria reclamar disso com o Diretor.

—Totalmente. — ela respondeu, os dois se olharam com um sorriso.

—Você é mais bonitão do que quando está jogando quadribol. — comentou Dido, cutucando o braço dele com sua unha afiada e rosa.

—Grifinórios sempre são. — riu Kat. Theo a beliscou de leve no braço e ela riu o beijando. — Mas sonserinos são mais.

—Nós vamos destruir a Grifinória no próximo jogo, fique esperto, Petrovich. — piscou Theo. Rabastan riu concordando e Theo deu um olhar maroto para ele.

—Eu vou... — Yuri disse, colocando uma batata na boca calmamente. — … enquanto eu estive chutando o seu traseiro no campo.

—O que você tá fazendo aqui? — Amico se intrometeu na conversa, rudemente. Aleto o olhou minimamente e voltou a comer. Jacques trocou um olhar com Rabastan que deu de ombros, continuando a comer. — Está namorando a Soto agora?

—Não… nós somos amigos… — murmurou Leh. — Cuide da droga da sua vida, Amico. — ela disse, irritada, mas é claro que Amico Carrow não parou.

—Como se sente namorando a garota mais piranha de Hogwarts? — ele indagou, com um sorriso maldoso.

—Amico! — brigou Kat, enquanto Leh fechava a cara, mais irritada ainda. — Theo, faça-o parar.

—Cara… — começou Theo, mas não é como se tivesse se dado muito ao trabalho.

—Como se sente sabendo que essa é a buceta mais arrombada que eu já comi na vida? — Amico continuou. — Não muito bem, né? — ele riu. — Agora, cai fora, grifinórios não são bem-vindos aqui.

—Como você se sente tendo essas batatas horrorosas enfiadas a força na tua goela? — indagou Yuri, com um sorriso gentil, apontando as batatas em seu prato. – Porque é isso que vai acontecer se você não calar a porra da tua boca.

—Amico, pare de ser um babaca. — falou Leh, o empurrando no ombro, tentando não mostrar o quanto irritada e chateada estava. — Adhara vinha aqui o tempo quando namorava Adam, a Vance também…

—Está dizendo que está namorando ele? — indagou Amico, com um sorriso maldoso. — Oh, cara. — ele se virou para Yuri. — Quer me fazer perder uma foda fácil? Bem, com o histórico dela talvez mesmo com vocês namorando eu ainda coma ela…

No momento seguinte Yuri havia se levantando e pegado a maior quantia de batata cozida na mão que ele conseguia e então empurrando tudo na boca aberto de Amico, que engasgou, mas Yuri segurou a cabeça dele, empurrando a batata goela adentro.

—Como que você se sente, Carrow? — ele indagou. — Não muito bem, né? — ele disse e o soltou, fazendo Amico cair para trás tossindo batata.

Rabastan começou a gargalhar com Jacques, batendo na mesa de tanto rir. Severus trocou um olhar divertido com Dimitre na Mesa da Grifinória e Theo risonho se levantou ao lado de Aleto que tinha a varinha apontada para a cara de Yuri, com um olhar entediado.

—Isso foi muito maneiro, mas melhor cair fora. — disse Theo Nott. — Eu não vou segurar ela quando ela der uma de psicopata pra cima de você.

Yuri sorriu maroto e ergueu as mãos.

—Leh, vem comigo? — ele indagou. E Leh assentiu sorrindo, ela olhou Amico se levantando do chão, então se levantou e chutou a canela dele, ele urrou de dor e ela chutou mais uma vez.

—Aproveite as batatas, babaca. — ela disse e subiu na mesa, empurrando pratos, para ir mais rápido para o outro lado. As pessoas reclamaram, mas Yuri a ajudou e a segurou na cintura. Ela sorriu e pulou para o chão com a ajuda de Yuri, ele apertou a cintura dela e animada ela lhe lascou um beijo na boca, sem se importar com comentários de outras pessoas, ele a abraçou e a beijou de volta, devolvendo todo o entusiasmo dela em dobro. Quando se separaram escutaram as risadas altas dos sonserinos e de Amico os amaldiçoando com palavras maldosas. Eles começaram a andar para a mesa da Grifinória, com o braço dele em volta dela, escutando as fofocas e algumas palmas. — Isso foi irado, obrigada por ser tão legal assim.

—É como eu te disse, não deixe caras te tratarem como nada, certo? Você é muito mais do que eles pensam. Você que é legal.– ele disse. Leh sorriu e lhe deu um selinho devagar. Yuri notou como ela parecia uma menininha muito feliz, o olhando nervosa e desviando o olhar quando ele olhava de volta, toda feliz em volta dele.

—Ainda sou bem-vindo? — Yuri indagou a Adhara, quando chegou em frente a Mesa da Grifinória.

—Claro que sim, ainda mais agora que enfiou um monte de batata na cara de Amico Carrow. — Adhara disse, dando espaço para os dois sentarem.

—Aquilo foi incrível, cara. — gargalhou James, batendo na mão dele. – Esse é meu artilheiro. — ele disse.

—Como que você não entra no Expresso de Hogwarts e não me avisa? — Dimitre disse, dando um peteleco na testa do irmão. – Eu procurei por você, a irmã vai te matar quando saber que você estava no Ministério da Magia.

—Como que meus dois pupilos vão para um casamento e não me chamam? Isso é um ultraje. — falou James, indignado.

—Eu não sou sua pupila.

—Eu sou mais velho que você.

Disseram Adhara e Yuri ao mesmo tempo. James soltou um muxoxo e revirou os olhos.

—Chatos. — ele disse. — Queria ter ido, assim não teria ganhado uma detenção da Evans por soltar uma bomba de bosta no vagão dos Monitores e por ter azarado um bando de sonserinos...

—Não é estranho que você conseguiu ganhar uma detenção antes mesmo que chegarmos em Hogwarts? — perguntou Emmeline, rindo.

—Seria estranho se ele não conseguisse. — falou Remus. Eles riram e Leh olhou para todos, notando o quanto pareciam e eram amigos de verdade, mesmo que entre eles tivessem rixas.

—Porque enfiou um monte de batata na cara do Carrow? — indagou Peter a Yuri.

—Eu só não te dou uma detenção porque sei que aquele idiota provavelmente mereceu. — disse Lily a Yuri.– Mas na próxima vez, não serei boazinha. — ela falou, piscando.

—Vai ser boazinha comigo, Evans? Quando for monitorar minhas detenções? — ele perguntou sorrindo charmoso. — Prometo ser um bom garoto.

—Se você quisesse um monitor bonzinho deveria ter soltado aquela bomba de bosta perto de Remus, não de mim. — ela falou.

—Eu não sou bonzinho. — reclamou Remus. Adhara riu. – Não tanto...

—Você acabou de me dizer que vai deixar eu e Yuri limpar alguns troféus com a varinha… — começou Adhara.

—Addie! Era pra ser segredo. – disse Remus, arregalando os olhos. Os outros riram e Adhara o apertou na bochecha com carinho.

—Foi mal, Aluado. — ela disse. — Então, o que Amico fez? Além de ser o idiota de sempre claro.

—Ele foi um babaca com a garota que eu gosto, o que é pior do que ser babaca com alguma garota qualquer. — disse Yuri, simplesmente. Os grifinórios desviaram o olhar para Leh e Dimitre começou a dar risadinhas baixinho.

—A garota que você gosta? — indagou Leh, com um sorriso maroto.

—Sim, é a garota por quem vou fazer um ponto no jogo de quadribol.

—O TIME DA SONSERINA JÁ ENTROU E O DA GRIFINÓRIA VEM AIIIII! — irradiou Glenn Pampbell, animado. — A DUPLA BLACK! YURI PETROVICH! — ele começou a gritar o nome de todos os integrantes. — … E O CAPITÃO JAMES POTTER! — ele berrou. A torcida da Grifinória começou a berrar mais alto, gritando o nome de James com vigor, enquanto ele acenava e fazia algumas manobras com a vassoura para se mostrar. -As líderes de torcida começaram suas rotinas! Que moças bonitas, essas não?

Yuri virou seu rosto para as líderes de torcida da Sonserina onde Leh estava brilhantemente dançando e fazendo acrobacias combinadas em uma rotina muito legal. Então, ele virou o rosto para as líderes de torcida da Grifinória que também faziam sua coreografia, seu irmão rebolava com Frank Longbottom e jogava algumas das garotas para o alto. Yuri notou que elas estavam melhores, mas mesmo assim logo tinha o olhar de volta nas da Sonserina, sem conseguir desviar uma vez o olhar de Leh Soto, que parecia dançar para ele, cheia de olhares e sorrisos. Quando elas acabaram todos aplaudiram alto e Madame Hooch entrou no campo para começar o jogo. Rapidamente Yuri passou o olhar pela arquibancada e viu sua irmã sorrindo e acenando para ele ao lado de Lily, as duas segurando um cartaz com o nome dele e de Dimitre. Ele acenou de volta e voltou a atenção para o jogo que começara.

—E A GOLES ESTÁ NO AR! YURI JÁ PEGOU E ESTÁ VOANDO PELOS ARTILHEIROS DA SONSERINA COMO UM LOUCO! — disse Glenn. — THEO NOTT ESTÁ O INTERCEPTANDO… SIRIUS BLACK JOGOU UM BALAÇO NELE, SENHORAS E SENHORES, ACHO QUE ESTOU VENDO UM OSSO QUEBRADO. — ele irradiava, concentrado. — 10 PONTOS PARA GRIFINÓRIA!

O jogo continuou, violento como sempre, Adhara e Sirius fizeram uma tática e quando Theo Nott pegou a goles, um tacou um balaço nele a qual chamou sua atenção e ele desviou e outro tacou por trás, batendo com tudo em suas costas e o fazendo cair da vassoura. Sean Lewis catou a goles que quase caiu no chão e subiu com dois artilheiros da Sonserina atrás dele, ele socou a goles em direção ao aro e o goleiro bateu com tudo no aro tentando defender e bateu com o corpo no aro e caiu no chão.

As líderes de torcida começaram a torcer mais alto, querendo motivar seus times. Yuri fez mais um ponto que fez a Grifinória vibrar e notou que as líderes de torcida da Sonserina começaram a torcer incrivelmente mais alto, aos berros, dando piruetas perigosas e altas demais. Tatiana Corecha tinha acabado de defender uma goles quando eles começaram a escutar gritos de horror, o jogo foi parando aos poucos e todos prestaram atenção na torcida da Sonserina, mas as líderes estavam aos berros e ninguém conseguia ver direito o que aconteceu.

—O que aconteceu? — ele perguntou a James que voava para perto. O time da Grifinória se agrupou tentando olhar, enquanto Professora McGonagall corria até as líderes de torcida da Sonserina, com Slughorn atrás dela segurando as próprias calças enquanto corria.

—Será que uma delas quebrou a unha? — riu Sirius.

—Talvez alguma tenha quebrado uma perna ou coisa assim. — comentou Tatiana. — Que droga, nós estavam ganhando!

Rabastan Lestrange passou voando perto deles, o rosto contraído em uma careta, ele havia vindo da bagunça que estava as líderes de torcida e parecia procurar algo na arquibancada.

—Ei, babaca! — gritou James. — O que aconteceu? — ele indagou. Rabastan o olhou com desprezo total, mas disse:

—Dido Shafiq quebrou o pescoço.

Yuri se despediu da sua irmã depressa e foi para o Castelo. Todos haviam sido mandados de volta para lá, para suas Salas Comunais, o jogo havia sido cancelado na metade e ninguém realmente sabia o que havia acontecido, só os Sonserinos que não diziam nada para ninguém, mas após o que Rabastan disse tinha boatos que Dido Shafiq realmente havia morrido.

Ele andou pelos corredores e se escondeu atrás de uma estátua quando Filch passou com sua gata. Ele voltou a andar depressa e foi em direção a enfermaria. Alguns professores estavam do lado de fora da enfermaria e Dumbledore apareceu no corredor e entrou na enfermaria. Leh estava lá chorando encostada na parede, com Slughorn a dando tapinhas nos ombros. Os professores foram chamados na enfermaria e Leh ficou sozinha, dando brecha para Yuri entrar no corredor. Leh se virou para ele.

—Então, ela realmente… morreu? — ele perguntou baixinho.

—Sim, ela morreu, idiota! — ela chorou, se abraçando.

—Leh…

—Ela estava chateada que Evie não a respondeu, ela queria que o time da Sonserina ganhasse o jogo… ela começou a mandar a gente fazer piruetas muito perigosas que não eram usadas em anos por terem causado fatalidades, então ela disse que se tínhamos medo de fazer ela mesma faria e fez eu e as meninas a jogamos pro alto… ela caiu. Eu escutei o pescoço dela quebrando! – ela disse, chorando muito. — Ela não gritou, todo mundo gritou, mas ela não gritou quando caiu… e acho que foi tudo muito rápido, ela estava lá deitada com o pescoço quebrado os olhos abertos me olhando… — ela soluçou alto e Yuri a abraçou. – Dido morreu… ela simplesmente morreu. Ninguém simplesmente morre.

—Pessoas morrem todos os dias, Leh. — Yuri murmurou, mas ela parecia não acreditar ou não querer.

—Ela estava do meu lado e no momento seguinte ela estava morta! Ela literalmente morreu! Ela está deitada lá dentro dessa enfermaria, morta! — berrou Leh. — Ela morreu… como isso pode acontecer? Nós somos líderes de torcida! — ela disse, parecendo bastante confusa.

—Srta. Soto, Sr. Petrovich. — a voz do Diretor Dumbledore chegou aos seus ouvidos, ele não parecia surpreso deles estarem ali como os outros professores estavam. Eles haviam provavelmente já mandado Leh ir para o Salão Comunal, por isso ficaram surpresos que ela ainda estivesse lá.– Eu sinto muito pela sua amiga… – ele disse. Yuri olhou para dentro da enfermaria, onde conseguiu ver o corpo pálido de Dido Shafiq, seu pescoço ainda estava quebrado e isso fazia tudo ficar assustador, se não fosse pelo pescoço ela simplesmente pareceria uma garota bonita dormindo, e não uma garota bonita morta. -... mas seria melhor que fossem para suas Salas Comunais e se aconchegassem lá, teremos uma longa noite.

A escola inteira estava em estado de choque. Não todos tristes pela morte tão repentina de Dido Shafiq e sim por ter tantas pessoas morrendo por causa da guerra, por causa de Você-Sabe-Quem e Dido havia morrido simplesmente fazendo uma pirueta no ar, sendo uma líder de torcida. Alguns acharam um jeito idiota de morrer e talvez fosse. Yuri só pensava em como via Leh andando pelos corredores com os olhos vermelhos, ao lado de Kat Greengrass que estava sempre chorando ou parecendo que havia chorado a poucos minutos atrás. Todos mostravam respeito pela morte de Dido, a Sonserina mais ainda, após a saída de Evie, Dido era a mais popular, a mais bonita, a mais rica, a com o sangue mais puro, a maioria das pessoas das outras casas apenas respeitavam, afinal não era como se Dido um dia tivesse sido boa com alguns deles. Dido Shafiq foi uma garota má enquanto viveu, todo mundo sabia disso. E a morte de Dido Shafiq tinha trazido algo mais ruim ainda junto, alguns não ligavam, mas a maioria tinha odiado. As equipes de líderes de torcida estavam proibidas para sempre. Ordens direto do Ministério, eles achavam equipes de torcida muito perigosas para jovens damas. Havia tido toda uma comoção de garotas magras gritando no Salão Principal, usando o argumento que se tivesse sido uma fatalidade do quadribol, o jogo não iria ser banido da escola por ser constituído majoritariamente por homens, mas nada mudou e logo as líderes de torcida estavam usando o velho uniforme escolar como o resto de Hogwarts.

—Tudo quieto desse jeito, parece até que está sofrendo por Dido Shafiq. — Dimitre murmurou, se sentando ao lado do irmão. Yuri estava no Corujal, tinha acabado de enviar uma carta para a irmã. — Mas acredito que está sofrendo por Leh ter se afastado de você…

—Ela acabou de perder a melhor amiga. — respondeu Yuri, ele deu de ombros. — Eu não estou chateado, não tenho cinco anos para ficar chateado por cada coisinha.

—Então, porque está assim?

—Eu andei pensando muito sobre a morte, eu acho. — disse Yuri. — Eu nunca… nem quando papai e mamãe morreram…

—O que?

—Eu nunca tinha visto alguém morto, Dimitre. — disse Yuri, olhando para o céu, onde viu algumas corujas voando. — Alex não me deixou ver o corpo deles… o acidente… foi um enterro de caixão fechado e você estava chorando tanto que estava dormindo quando finalmente os enterramos, eu não vi o rosto deles uma última vez, eu não os vi mortos, não tenho essa lembrança. — ele contou. Dimitre ficou sério, como sempre ficava quando seus irmãos falavam sobre seus pais.

—Achei que você tinha visto…

—Só a Alex viu para reconhecer os corpos. — cortou Yuri. — E o primeiro corpo morto que eu vi foi de Dido Shafiq, uma garota que eu nunca realmente conversei e… foi quieto. — ele murmurou, parecendo confuso. — Eu a vi por apenas alguns segundos, mas pareceu horas, ela estava deitada lá com alguns professores em volta dela, conversando, eles pareciam agitados e falavam alto, mas parecia tudo tão quieto, acho que morte é assim, não é? Quieta… fria. — ele suspirou.

—Yuri, você está bem?

—Sim, eu só não sabia que seria assim, que eu me sentiria assim, achei que eu estava pronto para sair de Hogwarts e proteger você e Alex de alguns Comensais da Morte, achei que estava preparado para encarar lá fora. — ele disse, e Dimitre olhou para fora também, observando as corujas. — Para encarar a morte que pode estar na esquina… ou em um estúpido jogo de quadribol.

—Acho que nunca estamos… preparados. — falou Dimitre, encolhendo os ombros. Yuri notou que o assunto sobre seus pais havia afetado o irmão e passou um braço pelo ombro dele, protetor.– Nós só aceitamos e lutamos por aqueles que amamos e o amor que sentimos por eles nos fazem se sentir assim… preparados para tudo. Porque amor é assim. Ele te atinge quieto e as vezes acaba sendo frio, mas não todas as vezes e essas vezes são as que valem a pena.

—Ontem enfrentamos uma perda terrível. Dido Shafiq era incrivelmente determinada, impetuosa, todos a notavam enquanto andava pelos corredores. A nossa capitã será lembrada em nossa escola para sempre. — Dumbledore recitou, da Mesa dos Professore, em pé. — Ela teve uma morte horrível e morte nos acompanha todos os dias. Quero que todos vocês se lembrem de não ser preocupar com a morte. Um dia ela virá para todos, mas antes a vida tem tantos problemas que devemos resolver primeiro. — ele disse. Todos prestavam atenção em suas palavras, as absorvendo cada um de um jeito diferente. — A morte não é nada para nós, pois, quando existimos, não existe a morte, e quando existe a morte, não existimos mais.

Yuri olhou para Leh do outro lado do Salão Principal. Ele tentou dar seu melhor sorriso e ergueu um pedaço de batata enfiado em seu garfo. Ela sorriu de volta, um pouco triste, mas ainda sim era um sorriso muito bonito.

—Não tenham medo de viver. — falou Dumbledore por vez. — Nunca tenham medo disso.

—Uau, você é o único grifinório aqui. — Kat murmurou. Yuri desviou o olhar do caixão preto a alguns metros dele para olhar a sonserina toda vestida de preto, em um vestido bonito e saltos altos, ela tinha até mesmo um véu preto e um chapéu pontudo. — Leh vai gostar que você veio, ela tem uma queda por você tipo… a muito tempo.

—Sinto muito pela sua amiga. — falou Yuri. Todos que quisessem ir ao enterro de Dido Shafiq era só estar pronto para embarca no Expresso que os levaria para estação. Mas apenas os sonserinos foram, Dido não era muito adorara pelas outras casas, mas também alguns que iriam por respeito foram informados por fofocas que os sonserinos iriam azarar qualquer um que fosse de outra casa e entrasse no Expresso.

—Obrigada. — disse Kat. Ela parecia que ia poder chorar a qualquer momento. — Não vou deixar ninguém te azarar. — ela sorriu e saiu andando em direção ao namorado.

Yuri olhou para os lados e começou a andar, em procura de Leh, ele queria falar com ela propriamente, coisa que não tinham feito direito desde a morte de Dido. Ele a achou atrás de algumas árvores conversando com Evie Zamora, as duas pareciam bem irritadas, cheias de emoções.

—Eu juro, Leh, eu juro, eu não recebi a carta dela até ontem. — falou Evie, nervosa. — Eu teria respondido!

—Não teria não! Você sabe disso… Ela estava chorando por causa de você, de novo! — berrou Leh, irritada. — Ela passou os últimos dias da vida dela tristes por causa de você!

—Não é culpa minha…

—Você é uma vadia!

—Eu sou e você também. — berrou Evie de volta. — Você sempre ria quando eu a chamava de estúpida, nunca fez uma objeção sequer… nunca me mandou parar de ser uma vadia ou a confortou… nós somos vadias… nós não podemos ser ruins com alguém e depois ficar triste se essa pessoa morreu…

—Ela era nossa amiga! Nossa melhor amiga! — Leh empurrou Evie com tudo. — SUA melhor amiga, sua vaca. Ela se importava mais com você do que com ela mesma e você retribuiu a usando todos esses anos e sendo uma vagabunda mal-amada e maldosa com ela. — disse Leh, venenosa. Yuri se aproximou mais ainda quando Evie deu um tapa estalado na cara de Leh. Ele parou ao lado dela e as duas finalmente o notaram, mas não lhe deram muita atenção. A bochecha de Leh ficou avermelhada.

—EU SEI! — Evie berrou para os dois. — Eu sei, está bem? Eu sei o que eu sou, eu sei o que fiz. Eu me arrependo e agora ela está morta. Ela está morta como Adam… está só… morta. — murmurou Evie. Os dois viram lágrimas descerem pelos olhos dela.

—Vadias não choram, Evie. — Leh disse, simplesmente se virando e puxando Yuri consigo deixando Evie sozinha. Yuri se deixou ser guiado para bem longe por Leh, até não conseguirem ouvir mais as conversas baixas em volta do caixão.

—Leh…

—Sabe no momento em que eu te vi, eu só quis trepar com você, como sempre quero com qualquer garoto bonito ao meu nível, mas quando eu tentei você não quis. Eu fiquei chocada é claro, eu sou muito mais gostava que Mellaria Vayne e mesmo assim você não me quis. — disse Leh para ele, pegando um cigarro do sutiã e acendendo depressa. Ela tragou com força. — Foi ali que eu vi que você era o tipo que se importava com quem estava, com quem amava. Isso me atraiu em você, além de seus músculos, é claro. — ela disse, assoprando a fumaça. — Eu comecei a te observar, e você era tão gentil com todos, mas dava umas porradas em alguém quando precisava. Eu via como você protegia seu irmão e sua namorada, mesmo que só com um olhar, sempre vendo o que eles estavam fazendo, pra se certificar que eles estavam bem. Eu me apaixonei pelo o que eu via… você elogiou meus olhos e não me corpo, o primeiro garoto que fez isso comigo, e eu me apaixonei por você mais uma vez. Começamos a estudar juntos na biblioteca, mas eu realmente nunca estudava eu só ficava o observando por cima do livro, como uma garotinha apaixonada. E por tudo isso eu fui aquele dia na sua casa e você me beijou naquele parque e disse que eu era muito mais do que todo mundo pensava e… Merlin, você enfiou um monte de batata na cara de Amico Carrow por mim. — ela disse com um sorriso. — Eu sei que nós não sabemos tudo um sobre outro… que não sabemos quase nada um sobre o outro, mas droga… eu posso morrer amanhã. — ela apontou para o enterro que já acontecia, todos em volta em silêncio, os pais de Dido fazendo um discurso. — Nós podemos morrer amanhã, Yuri. Então, sabendo disso será que… podemos ficar juntos? E viver até quando der?

Yuri deu um sorriso. Ele pensou em Dido Shafiq quieta e morta e pensou em Dimitre e Alex e como faria de tudo para protegê-los, até mesmo enfrentar a fria morte, e pensou em como não teria problemas em acrescentar mais alguém a lista de pessoas que morreria por. Então, ele disse:

—Sabendo de tudo isso… sim.

Notas finais
SIM, EU MATEI A DIDO! COITADA, ELA É MUITO INJUSTIÇADA, ME DESCULPEM! Mas pelo menos temos um casal novo ♥ PRÉVIAS: 1º: "-Lily me ama! Ela só não sabe ainda…" 2º: "-De vez ficar pensando em trair a sua namorada, talvez devesse se resolver com Frank!" 3º: "-Isso é tudo culpa daquela maldita pílula!" 4º: "Parem de fofocar sobre coisas estúpidas e comecem a pensar em como vão proteger aqueles que amam quando a guerra finalmente estourar. " 5º: "-Relaxe? Eu podia ter matado vocês dois." 6º: "- Sabe, eu tenho que ir para o amor da minha vida Remus Lupin." 7º: "- Somos boas pessoas, certo?" 8º: "Até que decidiu que achava Remus muito gostoso e o observou abaixar as próprias calças. - E me chupe." ACABOUUUUUUUUUUUUUUU. REMUS VAI PERDER A VIRGINDADE????W R.I.P DIDO!!!!! CHANELS, QUE QUEREM SE JUNTAR AO GRUPO DO WHATS, ME MANDEM SEU NÚMERO COM DDD ♥ 15 COMENTÁRIOS!!!!!!!!!!!!!!!!!!! 15 COMENTÁRIOS!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Me mostrem o interesse de vocês no capítulo, comentem o que quiser ♥ xoxo ~Aurora