When We Were Young

73 What Have I Done To Deserve This?


Notas iniciais
HELLOOOOOOOO CHANELS ♥ Muitooooo obrigada por todos os comentários ♥ Eu amei todossssss, thankssss Chanels. Como o prometido no grupo capítulo quarta feira, e a partir de hoje será toda quarta, apenas se tiver o tanto de comentários. Então, o não de Emmeline foi definitivo? Será? CHANELS, QUE QUEREM SE JUNTAR AO GRUPO DO WHATS, ME MANDEM SEU NÚMERO COM DDD ♥ 15 COMENTÁRIOS PARA O PRÓXIMO!!!!!!!!!!!!!!!!!!! 15 COMENTÁRIOS PARA O PRÓXIMO!!!!!!!!!!!!!!!!!!! ENJOY ♥

WHAT HAVE I DONE TO DESERVE THIS?

HOGWARTS

1975

5th YEAR

Sirius entrou no dormitório, e em seguida se jogou na cama. Ele viu James sentado na própria cama, de braços cruzados olhando pro teto.

—Eu fiz uma coisa ruim. — Sirius murmurou, contra o travesseiro.

—Essa coisa me afeta? — James indagou.

—Não.

—Então sofra em silêncio.

—Você está bravo comigo? — Sirius perguntou se sentando na cama. James se sentou também. Os dois um de frente para o outro.

—Porque eu deveria estar bravo com você? Por acaso você escondeu de mim algo muito importante? — James perguntou, irritado. Sirius corou levemente.

—James não escuta as coisas que o Dimy fala…

—Então é mentira?

—O que?

—Eu estou perguntando se Dimitre mentiu. Se ele mentiu sobre vocês estarem fodendo. — James rosnou. Sirius ficou quieto. — Quer saber? Vá se ferrar, Sirius. Em cinco anos que eu te conheço a única vez que eu te guardei um segredo foi sobre a Addie, mas eu nunca te deixei de contar nada. Nunca! — ele berrou, entrando para o banheiro e batendo a porta em seguida.

—Uau, tá tudo bem? — Dimitre indagou, entrando no dormitório.

—Obrigado. — Sirius falou. — Por conta pra todo mundo sobre nós.

—Desculpa, Sirius. — Dimitre pediu, se sentando ao lado dele na cama. — Eu me senti mal, não sei se Emmeline me perdoou.

—Egoísta. — Sirius murmurou.

—Eu? De todas as pessoas você está me chamando de egoísta? — Dimitre revirou os olhos e riu sarcástico. — Você é que é egoísta, Sirius. — Dimitre falou. — E covarde, porque se tivesse um pouco da coragem que diz ter, você me beijaria na frente de todo mundo, como faz com qualquer garota, e não daria mínima para o que falassem de você. — Dimtre proferiu. Eles escutaram a descarga e James saiu do banheiro, e olhou Sirius e Dimitre.

—Que cena mais linda, será que eu to atrapalhando o casalzinho ai? – ele perguntou.

—James está bravo comigo. — Sirius murmurou, fumando um cigarro. Addie, também fumou o dela.

—É, eu sei. — Addie respondeu, e Adam pegou o cigarro dela, dando um trago. Siruis olhou Adam de lado.

—Ele não pode ir embora?

—Você veio para o nosso horário de amassos a beira do lago. — Adam falou. — Você que deveria ir embora.

—Mas como você parece estar tendo uma crise ou coisa assim, nós deixamos você ficar. — Addie riu. — Então, você e James ainda não conversaram?

—Não. — Sirius bufou. — Faz dois dias. Ele não fala comigo, nem Dimitre e Peter fica seguindo James, então nem vi ele direito, só o Remus que fala comigo normalmente, e você. — ele contou, fumando o cigarro tão forte, até tossir. — Dois dias! A única fez que brigamos e ficamos sem falar durou cinco horas e James chorou porque estava com saudades. Ele falou alguma coisa pra você?

—Ele quer que você conte a verdade para ele Sirius. Que você gosta de garotos também. — Addie falou. Sirius a olhou irritado. — O que? Adam já sacou isso. Sirius você e Dimitre quando se olham só falta se comerem.

—Ele é muito gostoso. — Sirius reclamou, se deitando na neve.

—Você já chupou o pau dele? — Adam perguntou. — Me disseram que realmente tem gosto de salsicha. — ele deu de ombros, Addie o olhou e riu.

—James falou que minha vagina tem gosto de frango. — Addie falou. — Ele tava bêbado, então não sei se é verdade.

—Sua vagina não tem gosto de frango. — Adam riu, e os dois se beijaram, Sirius revirou os olhos.

—Porque não pergunta pra sua namorada se pinto tem gosto de salsicha? — Sirius indagou.

—Porque somo um casal casto e puro, não fazemos essas coisas. — debochou Adam. — Só responde.

—Eu sei lá. Tem gosto de pele. — Sirius falou. – Mas isso não importa. O que eu faço, Addie?

Addie suspirou, ela gostava do modo como o primo sempre vinha até ela quando precisava de ajuda e acariciou os cabelos de Sirius, então o deu um beijo na bochecha, e voltou a se encostar no peito de Adam.

—Sirius, eu acho que você já sabe o que fazer.

Sirius parou em frente ao Salão Principal. Era o jantar e todos estavam lá, até mesmo os professores. Sirius se sentiu realmente nervoso, e apertou as mãos, até os nós ficarem brancos. Ele estava prestes a fazer algo que poderia mudar tudo. Ele poderia ficara chacota, e ser mais desprezado pela família do que já era. Mas ao ver Dimitre sentado na mesa da Grifinória, e ver o sorriso dele, ao rir de alguma piada de Peter, ele sabia que tinha que fazer.

Ele sabia exatamente o que tinha que fazer.

—Eu poderia perguntar o que você tá fazendo olhando pra frente que nem um idiota, mas agora você não me conta mais tudo, não é? — ele escutou James falar atrás dele. Ele se virou e sorriu para o melhor amigo.

—Eu fodo garotos. E eu deixo eles me foderem também, digo eu ainda não dei, mas pretendo.– Sirius contou. — Eu chupo paus e eu gosto. Desculpe não ter te contado. — ele falou, e James arregalou os olhos. — Agora eu preciso fazer algo, conversamos depois, Pontas.

Ele voltou a olhar para frente e deu um suspiro alto, ele viu Dimitre se levantar e ele parecia que ia ir falar com Snape na mesa da sonserina, mas Sirius começou a andar depressa, e ele escutou passos atrás dele, o que indicava que James estava perto. Ele continuou andando, e Dimitre estava parado entre a mesa da grifinória e da sonserina, olhou Sirius surpreso, que continuou andando até ele.

—Sirius, o que você…

Sirius agarrou o rosto de Dimitre, o beijando como se o mundo fosse acabar se não o fizesse. Ele escutou a comoção das pessoas, mas continuou beijando Dimitre, deixando claro o que sentia. Dimitre ofegou, morrendo ao sentir o quanto as bocas deles se encaixam e o quanto ele queria beijar Sirius até morrer por falta de ar.

Sirius se separou lentamente de Dimitre, que ficou com a boca inchada e vermelha, pela intensidade do beijo. Os dois se olharam como se vissem pela primeira vez.

—Eu fiz minha parte. Faça a sua. — ele falou.

Dimitre sorriu, e Sirius se afastou, virando e simplesmente indo embora.

James observou de queixo caído Sirius sair do Salão Principal, todos estavam como ele, chocados demais para falar alguma coisa. Remus tinha parado de comer seu chocolate e encarar Emily. Peter tinha espirrado suco pelo nariz, tamanha a surpresa. Emmeline crispou os lábios e continuo comendo como se nada tivesse acontecido. Marlene espetou o bife que comia com a faca, fazendo Dorcas e Lily que estavam de boca aberta pularem no lugar. Frank e Alice continuaram se beijando, sem ligar.

E o irmão de Dimitre, Yuri sorriu para ele e fez um sinal de joia. Dimitre corou, ao ver Hogwarts o olhando, ele viu Severus o olhando com nojo e desviou o olhar, para os professores, que estavam tão chocados quantos os alunos, menos Dumbledore que ostentava um sorriso no rosto.

—Comida...boa. — Dimitre falou. — Digo… bom jantar.

Ele saiu correndo do Salão Principal, e James olhou os amigos que se entreolharam antes de saírem correndo atrás de Sirius e Dimitre. Lily viu os meninos saírem e puxou Marlene e Dorcas para irem também. Addie bufou se levantando da mesa da sonserina, e foi até Emmeline e Emily e as puxou pelo braço para sair correndo. Emmeline teve que ser arrastada pelas duas.

—Black é uma bicha. — Theo gargalhou, batendo a mão na mesa.

—Não! Ele não pode ser. — Jacques falou, confuso. — Ele…

—Roubou sua namorada. — Amico gargalhou, sacudindo os ombros. Theo riu, e bateu na mão de Amico. — Uma bicha roubou sua namorada.

—Como você não nos contou isso, Sev? — Rabastan riu também.

—Eu não sabia que Dimitre fazia isso com o escroto do Black.

—Você sabia, Adam? — Kat perguntou curiosa, abraçada ao braço de Rabs.

—Addie me contou a pouco tempo atrás. — Adam deu de ombros, bebendo seu suco de abóbora.

—Nos conte mais. — Leh pediu, curiosa.

—Eu não sei muito, sei que foi por isso que Emmeline e Sirius terminaram.- Adam falou.

—Ela traiu você e agora foi traída. — Aleto sorriu para Jacques. — Ela teve o que merece.

—Isso é interessante. — Dido murmurou. — Como será que Black se sentiu quando…

—Quando chupava o pinto de Dimitre? — Theo gargalhou.

—Dizem que tem gosto de salsicha. — Rabastan comentou.

—Não. — Dido bufou. — Eu estava falando, como será que Black se sentiu em se mostrar pra toda escola?

—Envergonhado, eu acho. — Amico falou, com uma careta. — Gays são nojentos.

Dido corou, e abaixou a cabeça. Os meninos começaram a discutir sobre se pênis tinha ou não gosto de salsichas. Evie olhou Dido com atenção, e se curvou, até sua boca estar próxima a orelha dela.

—Você não é gay, é só estúpida. — ela sussurrou. — Não gay. Estúpida. — ela rosnou. Adam olhou Evie, sem querer escutando o que ela falou, e viu o rosto triste de Dido. Evie o olhou de volta, erguendo a sobrancelha. -Não se meta.

—Não seja uma vaca. — Adam rebateu. — Você é melhor que isso, Evie.

—Cala a boca. — Evie murmurou de volta.

—Você não precisa ser uma vaca o tempo inteiro para que os outros respeitem você. — Adam falou.

—Fala isso para a sua namorada.

—Addie pelo menos não é assim o tempo inteiro. — Adam replicou. — Você se acostumou tanto a agir como uma vaca que agora é uma.

—Cala a boca, seu merda. — Evie acabou falando alto. — O que tão olhando? — ela rosnou para o grupo que a olhou. — Voltem a conversar sobre salsichas e pênis, idiotas.

—Você fica tão sexy quando fala assim. — Nathan sorriu, apoiando o queixo na mão.

—Cala a boca, Nathan. — Evie e Adam falaram ao mesmo tempo. Os dois se olharam e riram, esquecendo a pequena briga que tiveram.

—Oh, olhem só. — Nathan apontou para Jason que beijava Mikayla na boca. — Nosso bebê. Tocando pela primeira vez nos peitinhos de alguém sem ser os dele.

Dimitre seguiu Sirius, até a Casa na Árvore. Ele estava sentado na poltrona, fumando um cigarro, quando Dimitre chegou. Eles se olharam, o loiro sorriu, ele se sentou no colo de Sirius e tirou o cigarro da sua boca e o beijou, enquanto a fumaça entrava em sua boca. Sirius o apertou contra ele e os dois gemeram se olhando.

—Você esperou dar o último dia de aula antes de irmos para o recesso de Natal para fazer isso?

—Sim, porque? — Sirius riu.

—Porque eu quero beijar sua boca até morrer, e agora não posso fazer isso. — Dimitre ralhou.Sirius gargalhou, o puxando para beijá-lo novamente. — Vamos fazer assim… quando voltarmos do Natal. Continuamos com isso. — ele proferiu. Dimitre ia se levantar do colo de Sirius, mas no momento seguinte, todos chegaram aos berros na Casa na Árvore.

—Aquilo foi excitante. — Emily riu. — Cadê o Frank?

—Ele e Alice estavam se pegando. — Peter falou, e logo depois ofegantes Frank e Alice chegaram.

—Sirius e Dimitre se agarraram no meio do Salão Principal e a gente não viu? — Alice indagou. — Vocês nem avisam?

—Que falta de consideração. — Frank falou, ele olhou Dimitre se levantando do colo de Sirius.- Uau, podem fazer de novo?

—Eu tenho que pergunta duas coisas. — Marlene chamou a atenção, chocada. — Primeiro: Foi por isso que você e Emmeline terminaram?

—Eu totalmente o vi chupando o pinto de Dimitre, enquanto eu dormia do lado. — Emmeline falou, fumando um cigarro. — Então… sim.

—Ahn… desculpa. — Sirius murmurou, evitando os olhos acusadores de Emmeline.

—Enfia suas desculpas na bunda, Sirius. — Emmeline deu de ombros. — Elas não importam mais para mim. – ela falou. Todos olharam chocados de Sirius para Emmeline e depois para Dimitre que estava virando um tomate aos poucos. — Parece que eu não sou a única vagabunda do grupo.

—Emmeline tem razão. — Lily falou, tirando o cigarro da boca de Emmeline e o apagando. — Sirius Black você é uma vagabunda! — ela acusou. Sirius fez um biquinho. — E Dimitre… que vergonha.

—Não é minha culpa. — Dimitre murmurou, cruzando os braços. — Sirius sabe ser muito convincente.

—’Pera. — Marlene berrou. — A segunda coisa que eu queria perguntar… Sirius, você é gay? Você não pode ser gay, certo? A gente trepou!

—Eu não sou gay. — Sirius se defendeu. — Eu gosto das duas coisas. Eu gosto de pintos e vaginas. — ele suspirou.

James, Peter e Remus estavam quietos o tempo inteiro, apenas olhando os outros conversarem com Sirius. Frank se sentou no sofá, e Alice se sentou em seu colo.

—Então, vocês estão…

—Trepando. — Sirius o cortou. — Como o coelhos. — ele contou. — Basicamente quando vocês vão dormir, ele pula pra minha cama e a gente fode até nossos cérebros saírem por nossas orelhas.

—O que? — Frank berrou, se fingindo chocado. — Vocês profanaram nosso sagrado dormitório? Vocês fornicaram lá?

—Fornicamos muito. — Sirius respondeu.

—Uau. — Dorcas sussurrou. — De todas as pessoas… você chupa pintos? Tipo… uau.

—Isso é muito surpreendente. — Alice concordou.

—A quanto tempo? — James finalmente se pronunciou.

—Desde antes do aniversário da Addie. — Dimitre respondeu.

—Então, vocês dois estão fornicando em segredo a três meses praticamente?! — James berrou, se alterando. — E ninguém me contou nada? — ele berrou novamente. — Você sabia disso Remus?

—Não sabia não. — Remus respondeu, achando engraçado, e ficando ao lado de James de braços cruzados.

—Ohhhhh! Remus não sabe? — James perguntou. — Peter, você sabia sobre isso?

—Não! — Peter respondeu, ficando do outro lado de James.

—OH, MEU SANTO GODRIC! — James berrou se chacoalhando e depois chacoalhando Sirius.– Você não contou para os seus MELHORES AMIGOS DO MUNDO INTEIRO, que você gosta de paus, Sirius Black?! VERGONHA DE VOCÊ! Adhara, você sabia?

—Sabia não! — Addie riu. James berrou, fazendo todo mundo se segurar para não rir. Ele suspirou, se calmando com as mãos na cintura, e se jogou no sofá.

—Eu fico muito triste. — James falou, fazendo um biquinho.

—Desculpe, James. — Sirius se sentou ao lado de James no sofá, e passou um braço pelo ombro dele. — Agora você pode me zoar, porque o veado sou eu não você.

Remus, Peter, Addie e Dimitre gargalharam, enquanto os outros deram apenas uma risadinha, não entendo a piadinha interna. Peter e Remus se jogaram ao lado dos dois, para os abraçarem e Addie se jogou no colo dos quatro. Dimitre riu disso, e tirou uma rápida foto com a câmera da Mary.

—Mary teria gostado disso. — Lily murmurou, olhando os Marotos rirem. — Ela teria dado apoio para o Sirius. — ela suspirou. — Sinto falta dela.

—Todos nós sentimos. — Frank sussurrou de volta.

Emmeline crispou os lábios fingindo não escutar.

—Isso é bom, sabe?– Remus sorriu. — Emmeline agora pode seguir em frente sem o Sirius para atrapalhar, Marlene também. E vamos todos ficar felizes. Estamos todos felizes, tudo vai ficar ótimo.

—Contanto que todos nós estejamos felizes. — Emmeline murmurou.

Emmeline foi chamada na Diretoria. Por alguma razão o coração dela bateu forte, mas não por medo de pegar alguma detenção por alguma besteira que fez. Era outra coisa. Algo dentro dela, enquanto ela caminhava pelos corredores, dizia que alguma coisa estava errada. Muito errada.

Ela sabia que no momento que pisasse na sala de Dumbledore, o que ela sentia ia se confirmar. O coração dela começou a palpitar mais forte a medida que ela chegava mais perto, quando ela finalmente chegou, teve que parar um segundo para respirar, antes de entrar. Ela entrou na sala e o Professor Dumbledore estava sentado atrás de sua mesa, a Professora Minerva estava em pé ao lado dele, segurando uma carta, com expressão triste.

—Srta. Vance. — Dumbledore chamou, e apontou para ela se sentar na cadeira. Emmeline se sentou, e apertou as mãos na madeira da cadeira forte.

—Eu fiz algo errado? — ela perguntou, torcendo que sim. O Diretor balançou a cabeça e Emmeline mordeu os lábios. — Então, o que aconteceu? Se eu não vou ganhar uma detenção… porque estou aqui? – ela indagou nervosa. Eles ficaram quietos. — Porque eu estou aqui? — ela indagou novamente, elevando o tom de voz.

—Srta. Vance. Eu sinto muito… — começou o Professor Dumbledore.

—Não! Não! — Emmeline berrou, sentindo a vista embaçar com as lágrimas. -Por favor, não!

—Eu realmente sinto muito. — Dumbledore continuou, a olhando com compreensão. — Sua mãe faleceu…

—NÃO! — Emmeline berrou, as lágrimas começando a escorrer. Ela colocou a mão no rosto querendo simplesmente morrer.

—Ela faleceu enquanto dormia. — Professor Dumbledore explicou. — Foi indolor, Srta. Vance…

—Indolor? — Emmeline perguntou. — Tudo que ela passou esses anos, vomitando, perdendo o cabelo, ficando fraca! Isso não foi indolor!

—Eu sinto muito. — Professor Dumbledore repetiu. — Mas isso não é tudo…

—O que? — Emmeline arfou, enquanto a Professora Minerva se sentava ao seu lado, e lhe entregava um lenço, enquanto a acariciava gentilmente nas costas.

—O Governo trouxa, achou que seus avós estão velhos demais para… cuidar de você. E o Ministério da Magia concordou. — o Professor contou. — Isso quer dizer que a sua guarda vai ser retirada dos seus avós e eles vão ser mandados para um asilo, onde…

—Não podem fazer isso! — Emmeline falou inconsolável. Ela chorou mais. — Não podem. Eu vou ficar...órfã? Eu vou ter que ir para um orfanato eu…

—O Ministério da Magia contatou seu pai. — o Professor falou.

—Eu não tenho pai. — Emmeline falou dura.

—Ethan Vance, seu pai, irá buscá-la amanhã na plataforma. Você está sobe a guarda dele agora.

—EU NÃO TENHO PAI! — Emmeline berrou, se levantando e derrubando a cadeira no chão, ela saiu do escritório do Professor Dumbledore, e desceu as escadas em expirais.

Emmeline parou um pouco, e se encostou na parede, respirando fundo. Ela arfou, e voltou a chorar, as lágrimas escorrendo pelo seu rosto. Passou a mão nos olhos, tentando secar as lágrimas e quando tirou, viu sua mão preta, pela maquiagem que tinha saído. Ela chorou mais, e agachou no chão, juntando as pernas contra os peitos. Ela sentiu o coração palpitar tão forte, que sua veia parecia saltar no pescoço. Emmeline fechou os olhos fortemente querendo acordar do pesadelo em que estava.

O mundo parecia estar de ponta cabeça, e Emmeline se levantou se sentindo tonta, ela escutou passos no corredor e risadas, e tentou enxugar as lágrimas, quando Aleto e Jacques apareceram rindo junto. Aleto cutucou Jacques e apontou para Emmeline, que tentou novamente enxugar as lágrimas.

—Emmeline, você está bem? — ele perguntou, se aproximando devagar. Emmeline assentiu, sorrindo, mesmo chorando.

—Super bem. — ela respondeu.

—Porque está chorando?

—Deve ser por macho. — Aleto revirou os olhos, ela pegou o braço de Jacques. — Vamos embora.

Ela o puxou e começou a andar, Jacques começou a andar também, mas virou a cabeça para trás e viu Emmeline olhando para baixo chorando, e seu coração se apertou.

—Pode ir, Aleto. — Jacques disse, se soltando dela. — Depois encontro com você.

—Jacques. — Aleto brigou. — É a vaca que traiu você!

—É, eu sei. — Jacques falou, e mesmo assim se virou andando de volta até Emmeline. Aleto bufou e saiu batendo os pés. — Ei, Emms… – Emmeline soluçou, erguendo a cabeça. Jacques suspirou e a puxou para um abraço. Ele sentiu o cheiro familiar de Emmeline, e a acariciou nas costas. Ela molhou a blusa dele, chorando sem parar. — Vem, vamos te levar para o dormitório. — ele murmurou, passando um braço pelo ombro dela, e começando a andar, com Emmeline encolhida.

Enquanto andava Jacques viu algumas pessoas os olhando, e revirou os olhos, vendo a fofoca começar, mas não soltou Emmeline, e passou por todos até chegar na frente do Salão Comunal da Grifinória. Emmeline sussurrou a senha para ele, e Jacques a empurrou cuidadosamente para dentro.

—Obrigada. — Emmeline murmurou. Jacques sorriu e com a manga da blusa tentou limpar um pouco da maquiagem preta de Emmeline, que estava toda borrada em volta dos olhos.

—Não foi nada. — ele murmurou.

—Foi sim. — Emmeline falou. — Eu sou uma vaca. Mas você me ajudou mesmo assim. — ela sorriu. — Obrigada, Jack. — ela o beijou na bochecha. Jacques sorriu, e o quadro de fechou.

Emmeline suspirou, se sentindo pior ainda, e viu seus amigos gargalhando no sofá, em volta da lareira. Addie estava deitada com a cabeça nas pernas de Sirius, que fazia cafuné nela, e os dois conversavam. Emily estava desenhando como sempre, e os outros estavam jogando snap explosivo.

—Ai Meu Merlin, você está bem? — Marlene perguntou, ao entrar no Salão Comunal e dar de cara com a Emmeline. — Você está horrível.

—Obrigada. — Emmeline sussurrou.

—O que aconteceu? — Marlene indagou.

—Nada. — Emmeline respondeu. Ela respirou fundo, e andou até o sofá.

—Hey, Emms… — Addie a olhou, e se sentou depressa. — O que aconteceu? Você está bem?

Emmeline achou que não iria mais chorar, mas ao ver o olhar de preocupação de Addie, ela sentiu as lágrimas voltarem com força, ela soluçou.

—N-não. — ela chorou. Addie se levantou do sofá, e abraçou Emmeline, tentando a fazer se sentir segura. Emmeline chorou alto, enfiando o rosto no pescoço da Addie. — Minha mãe morreu. — ela falou de uma vez. Addie ofegou e Emmeline sentiu as pernas fraquejarem e caiu no chão junto de Addie, chorando ajoelhada.

Addie suspirou, acariciando os cabelos de Emmeline. Ela olhou para os amigos todos olhando as duas com pesar. Sirius tinha os olhos fechados e as mãos na cabeça, Lily tinha lágrimas nos olhos, abraçando Dimitre.

Emily a olhou, e fechou o caderno, engatinhando até as duas. Ela suspirou, e abraçou Emmeline. Addie sorriu para Emily, e as duas apertaram Emmeline no meio de si, tentando confortá-la.

—Emms…

—Addie... — Emmeline murmurou, chorando.– Eles tiraram a minha guarda dos meus avós.

—O que? Porque?

—Porque eles estão velhos demais. — Emmeline chorou. — Vão os mandar para um asilo e eu vou ter que…

—Ir para um orfanato? — Emily perguntou chocada. — Não… você pode fazer como eu, se emancipar, podemos morar juntas…

—Eu vou ter que morar com o meu pai. — Emmeline a cortou tristemente.

—Seu pai? — Addie indagou. — Você não tem pai.

—Exatamente.

—Porque estão falando que você foi visto abraçando Emmeline Vance? — Theo indagou, se sentando no vagão ao lado de Jacques e Severus. Rabastan, Amico e Aleto entraram atrás e se sentaram. — Você não é tão idiota assim, né?

—Ela estava chorando. — Jacques murmurou. — Ela estava acabada. Acho que a mãe dela morreu.

—Quem liga? — Amico perguntou e Theo concordou.

—Eu ligo. — Jacques bufou. — Isso não é da conta de vocês, porra. — disse Jacques. — Porque você não vai ir brigar com a sua namorada? — Jacques perguntou para Rabastan. — E você perseguir Emily Valentine, mesmo sabendo que ela te odeia? — ele perguntou a Theo. — E deixam eu cuidar da minha própria droga de vida?

—Nossa. — Theo falou. — Não precisa ser rude.

—Mal educado. — riu Rabastan.

—Jacques está certo. Vocês dois são idiotas. – Aleto disse.

—E você tá apaixonada pelo Jacques, mas nós não ficamos jogando isso na sua cara, não é mesmo? — Theo riu, puxando um baseado do bolso. Aleto abriu a boca chocada. Rabastan e Severus começaram a rir e Amico tentou segurar o riso.

—Eu… Eu não… — Aleto gaguejou, olhando Jacques corada. — Eu tenho que ir. — ela se levantou e saiu correndo.

—Vocês são idiotas. — Jacques murmurou, pegando um livro para ler. Amico revirou os olhos.

—Agora quem vai ter que aguentar ela sou eu. — ele bufou, se levantando e indo atrás da irmã.

—Isso é tão… porra. — Addie bufou, fumando um baseado. Adam assentiu, olhando a namorada. — Emmeline está uma bagunça. — ela suspirou. — A única coisa boa é que agora ela e Emily são amigas, ou algo perto disso. Elas estão realmente conversando.

—Isso é bom.

—É, sim, mas… eu sinto que eu deveria estar lá agora. — Addie murmurou, tragando mais.

—Você ficou com ela a noite inteira acordada, não é? — Adam perguntou, abraçando a namorada pela cintura. — Emily falou que ia tomar conta dela, pra você poder respirar um pouco.

—Sim, mas…

—Cala a boca e aproveita o baseado. — Nathan falou, apontando para ela.

—Emmeline vai ficar bem, Chanel. — Mikayla falou, de mãos dadas com Jason.

—Vocês dois estão sérios? — Addie perguntou, começando a sentir a brisa bater nela.

—Sim, vou levar Jason para conhecer meus pais. — Mikayla riu.

—Um erro. — Nathan disse. — Foi o que eu disse para ele, mas ele nunca me escuta, mesmo eu tenho uma mente super incrível e inteligente.

—Eu to bem aqui. — Mikayla murmurou, erguendo a mão.

—Eu sei. — Nathan debochou. — Por isso digo na sua cara. Não gosto de você.

Adam gargalhou, e tentou parar, escondendo o rosto no pescoço de Addie, mas quando ele ficava chapado, ele não conseguia controlar essas coisas. Addie riu também.

—Você não tem que gostar dela. — Addie riu. — Jason que tem.

—Obrigado, Addie. — Jason falou, e apontou para Nathan. — Fica fora do meu relacionamento.

—O que? Eu não faria nada para provocar o término de vocês. — Nathan se defendeu. — Nem pegar calcinhas de outras meninas e esconder nas suas coisas para ela achar e pensar que você está traindo ela. Eu nunca faria isso.

—Se eu abrir meu malão agora, eu vou achar calcinhas usadas? — Jason perguntou cansado. Nathan balançou a cabeça negativamente e Jason suspirou aliviado.

—É, claro que sim.

—Você é impossível.

—Eu to completamente chapada agora. — Addie falou para Emmeline.

—Eu queria estar também, pra ter que encarar aquele homem. — Emmeline murmurou.

—Bem, até mais meninas. — Emily abraçou as duas. — Me mandem cartas.

—Pode deixar. — Addie falou. Ela pegou a mão de Emmeline, e entrelaçou seus dedos com os dela. — Vamos fazer isso juntas, okay?

—Okay.

—Quer procurar O Homem? — Addie indagou. Elas decidiram não chamar o pai de Emmeline, de pai da Emmeline, e sim de O Homem.

—Vamos só andar.

Antes que elas andassem muito, elas escutaram um grito chamar o nome de Emmeline. Addie sentiu, os dedos de Emmeline a apertarem forte, e as duas se viraram para um homem alto que andava até as duas.

Ele tinha cabelos preto como os de Emmeline, e os mesmo olhos que ela tinha. Ele era tão bonito quanto Emmeline. Tinha algumas linhas de expressão ao lado dos olhos, a barba um pouco por fazer e um sorriso perfeito. Ele parou a frente das duas e Addie o encarou inteiro.

—Uau. — ela murmurou. — O Homem é um gato. — ela falou no ouvido de Emmeline, que a deu uma cotovelada.

—Emmeline. — ele sorriu. — Sou eu… Ethan, seu pai. — ele falou, e Addie sorriu de novo gostando da voz máscula do homem. Mas Emmeline não gostou nem um pouquinho e falou:

—Eu não tenho pai.

Notas finais
Dimy e Six REAL OFICIALLLLL ♥ James ficou bravo, mas já perdoou ♥ E EMMELINEEEEEEEEEEEEE TÃO TRISTE, COITADINHAAAAA, mas o Jacques ele é um amor, não é? O mais fofo do grupinho das trevas kjghkdfjhjkh E como Emmeline vai ser com o pai dela? Quais são os seus palpites? PRÉVIASSSSSS: 1º: "-Você está a mesma coisa de quando tinha 9 anos. - ele riu. - Audaciosa. —Eu não estou a mesma coisa. - ela respondeu fria. - Quando eu tinha 9 anos, eu costumava ter um pai. " 2º: "-Você tem uma irmã. - ele contou." 3º: "-Ela é loira. - Emmeline contou. —Odeio loiras. - Addie riu. " 4º: "- Freddie… Quando a dor vai passar?" 5º: "-O que você entende, Addie? - Emmeline berrou. - Você tem o tudo perfeito. Família perfeita. Namorado perfeito. A porra da vida perfeita!" 6º: "-Então, você decidiu me deixar sozinha com medo? - ela berrou de volta, sentindo as lágrimas começarem a escorrer. - Eu tinha 9 anos e minha mãe estava morrendo. Eu estava aterrorizada! " FINALMENTE OS CAPÍTULOS DE NATALLLLL. Esse próximo vai ser no começo do recesso, antes do Natal, e sim é da Emms, e o enterro da mãe dela. TATI FAÇA UM RIP PRA MÃE DA EMMELINEEEEE!!1 CHANELS, QUE QUEREM SE JUNTAR AO GRUPO DO WHATS, ME MANDEM SEU NÚMERO COM DDD ♥ 15 COMENTÁRIOS PARA O PRÓXIMO!!!!!!!!!!!!!!!!!!! 15 COMENTÁRIOS PARA O PRÓXIMO!!!!!!!!!!!!!!!!!!! xoxo ~Aurora