When We Were Young

74 The Other Side Of This Life


Notas iniciais
Hi babes ♥ O capítulo não era pra sair hoje, afinal teve apenas 13 comentários, massss como eu tenho o coração mole, eu vou postar hoje jkfhkjdfh Só que se isso acontecer de de novo ai não vou postar quarta que vem, só sexta :)))) Mas eu quero agradecer a todas as Chanels que comentaram. Obrigadaaaa ♥ Primeiro capítulo dos três de recesso, e esse é o da Emmeline que se passa nas vésperas de Natal, vamos conhecer pessoinhas novaaaaaas, O Homem, e mais duas mulheres, e serão revelados os nomes dos avós de Emmeline, antes deles irem para a casa de repouso. CHANELS, QUE QUEREM SE JUNTAR AO GRUPO DO WHATS, ME MANDEM SEU NÚMERO COM DDD ♥ 15 COMENTÁRIOS PARA O PRÓXIMO!!!!!!!!!!!!!!!!!!! 15 COMENTÁRIOS PARA O PRÓXIMO!!!!!!!!!!!!!!!!!!! ENJOY ♥

THE OTHER SIDE OF THIS LIFE

VANCE’S HOUSE

1975

CHRISTMAS EVE

Emmeline queria arrancar aquele sorriso sólido do rosto de Ethan. Ele sorria estupidamente para ela e perguntava coisas sobre a escola, como se ele viesse buscar ela sempre. Isso a irritava profundamente.

Ela tentou olhar pela janela do carro e ignorar o papo fiado dele, mas quando ele começou a perguntar sobre como os avós dela estavam, Emmeline não aguentou.

—Você nunca para de falar? — ela indagou. Ele parou e a olhou de lado, enquanto dirigia.

—Você está a mesma coisa de quando tinha 9 anos. — ele riu. — Audaciosa.

—Eu não estou a mesma coisa. — ela respondeu fria. — Quando eu tinha 9 anos, eu costumava ter um pai.

Ethan desviou o olhar dela e voltou a olhar para frente.

—Me desculpe.

—Não. – Emmeline respondeu simplesmente.

—Emmeline, me perdoe…

—Não, eu não vou te perdoar. — ela falou sinceramente. — Podemos ficar em silêncio agora?

—Tudo bem. — ele respondeu, suspirando. Ele voltou a dirigir em silêncio e Emmeline cruzou os braços e esperou até pararem em frente ao uma casa grande e muito bonita, o gramado feito com uma árvore e vários canteiros de flores. Ethan desceu do carro e foi até o porta-malas pegar o malão de Emmeline, enquanto ela descia do carro. Ela pegou o malão da mão dele, antes que ele levasse até a casa. — Essa é nossa casa.

—Sua. — Emmeline falou. — Sua casa.

—Antes de entrarmos tenho que te contar uma coisa. — Ethan murmurou. — Eu me casei novamente, Emmeline.

—Que? E quando você se divorciou da minha mãe?

—Eu e sua mãe nos casamos em uma capela fajuta e apenas nos papéis trouxas, eu e Dakota…

—Quem? — Emmeline o interrompeu.

—Ahn… Minha esposa, Dakota, nós nos casamos legalmente pelo Ministério da Magia. — ele falou.

—Você nem teve as bolas para ir se separar da minha mãe. — ela falou, o olhando com desprezo. – Patético.

—Eu não podia fazer isso, ela estava…

—Morrendo? É, eu sei. – Emmeline disse. — Eu sei disso, mais do que ninguém.

—Bem… — ele murmurou envergonhado. — Eu me casei com Dakota… bem…

—Fala logo.

—Você tem uma irmã. — ele contou.

—Essa tal Dakota tem uma filha…

—De sangue. — ele falou. Emmeline arregalou os olhos surpresa. — Ela é um ano mais nova que você.

—O que? — Emmeline berrou, desacreditada.– Que porra…?

—Eu não trai sua mãe! Eu a amava. — ele falou rápido. — Quando você tinha um ano, nós terminamos o namoro e… eu sai e conheci Dakota, depois eu e sua mãe voltamos e Dakota foi para a América, com nosso bebê. — ele contou para ela rápido. — Quando eu fui embora eu reencontrei Dakota, e nos apaixonamos. – ele disse. — Emmeline, eu te juro, eu nunca trai sua mãe. Eu a amava. De verdade.

—Ahh. — Emmeline bufou. — Vá se fuder! — ela falou, e começou a andar em direção a casa, arrastando seu malão, o xingando de todos os nomes possíveis. Ethan passou na frente dela para abrir a porta, e Emmeline entrou.

Tudo na casa era arrumadinho e de aparência cara. Completamente diferente da sua casa. Tinha cisnes de cristal em um canto, quadros pintados a mão nas paredes, um lustre enorme. Emmeline odiou tudo aquilo. Ela escutou um barulho e passos rápidos. Uma mulher loira apareceu a sua frente, ela estava de avental, as mãos sujas de farinha assim como o rosto.

—Emmeline! Nossa, você é tão bonita.– ela sorriu. — Olá. — ela abraçou Emmeline, que não a abraçou de volta ainda chocada. — Eu sou Dakota, sua madrasta. Espero que sejamos grandes amigas, certo?

Dakota tinha peitos grandes, foi a primeira coisa que Emmeline percebeu, seus cabelos loiros eram enrolados e ela parecia ser a mulher mais feliz do mundo.

—Freya. — gritou Dakota. — Emmeline está aqui!

—Ela chegou?

Emmeline escutou um grito animado vir do andar de cima.

—Sim! — Dakota sorriu. — Oh, Ethan, pegue o malão dela. — ela pediu. Emmeline o sentiu tirar o malão de sua mão e ir até a esposa beijando a bochecha suja de farinha dela.

Uma menina loira desceu a escada aos pulos, parecendo muito animada. Emmeline a encarou de cima a baixo, a menina estava com uma blusinha apertada, calças de moletom e meias vermelhas. Ela sorriu para Emmeline.

—Eu sou Freya. — ela disse, animada.– Sua irmã, bem meia-irmã.

—Eu não tenho irmã. — Emmeline murmurou. Freya perdeu o sorriso, e Ethan tossiu desconfortável.

—Emmeline, que tal eu te mostrar seu quarto? – ele perguntou.

Emmeline parou de lançar um olhar frio a Freya e assentiu para ele. Ela subiu as escadas, com Ethan atrás puxando seu malão. Ele tomou a frente.

—Esse é o meu quarto e de Dakota. Pode nos chamar sempre que precisar. – ele mostrou um quarto. — Este o de Freya. — ele apontou para um quarto que tinha Freya escrito nele e depois apontou para outro. — Aquele é o seu. Pode entrar. – ele disse. Emmeline abriu a porta do quarto. Era grande, tinha um closet e um banheiro como o da Addie tinha, Ethan colocou seu malão em frente sua cama, e sorriu para ela. — Ahn, Dakota escolheu as coisas. — ele disse, apontando para o quarto.

Tinha uma cama de solteira no canto do quarto com um edredom roxo bonito, tinha embaixo da janela uma escrivaninha com um abajur, tinha estante vazia a não ser por uma foto em uma porta — retrato e enfeites de cristal. Emmeline andou até lá e pegou o porta-retratos. Era uma foto dela em seu aniversário de cinco anos, estava no colo de Ethan, os dois com o rosto sujo de bolo, Emmeline colocou a foto de volta no lugar virada para baixo.

—Isso foi eu que coloquei aqui. – ele disse, apontando para uma almofada em cima da cama, ele pegou e estendeu para que Emmeline pudesse ver. — Quando eu fui embora, eu quis levar algo de você comigo. — ele murmurou Ela percebeu que a almofada que quando pequena não dormia sem.

—Eu chorei todas as noites, depois que você embora. — ela contou, e pegou a almofada da mão dele. — Mas não foi por você. — ela mentiu, apertando a almofada contra o peito, tinha o cheiro de Ethan, a qual ela se lembrava.

—Bem… se instale e depois desça para almoçarmos. — ele falou, dando um sorrisinho.

—Quando eu vou ir ver minha mãe? — ela indagou, quando ele já estava na porta.

—O enterro vai ser hoje a tarde e depois seus avós vão ser levados para o asilo. — ele falou. — Então, você poderá passar na sua casa e pegar todas as suas coisas para trazer para cá.

—O que vai acontecer com a casa dos meus avós?

—Seus avós deixaram tudo que eles tem para você, então a casa é sua. — ele disse.

—Ta. — Emmeline suspirou. Ele saiu encostando a porta, e ela olhou em volta do quarto, antes de se jogar na cama e gritar contra a almofada. Ela deitou a cabeça na almofada, e querendo chorar e viu um telefone em cima da escrivaninha. Emmeline se levantou depressa e discou o número de Addie.

Hi-e.— ela escutou a voz do irmãozinho de Addie.

—Oi, Teddy. — Emmeline disse com a voz gentil. — É a Em.

Heeeey, Em. — ele riu. — Quando vem me vê?

—Em breve, bebê. — ela disse. Teddy riu e gritou o nome da irmã, alguns segundos depois ela escutou a respiração de Addie.

Hey, Emms. Espera só um secundo. — Addie disse. — VOVÔ PARA DE OUVIR MINHA CONVERSA, EU ESTOU ESCUTANDO SUA RESPIRAÇÃO PELO TELEFONE.— ela berrou, e em seguida a respiração parou. — Meu avô estava no outro telefone, escutando. Então, como foi?

—É uma casa enorme, tipo a sua, e… eu tenho um quarto só pra mim e uma madrasta e uma irmã.

O QUE? UMA FODENDO IRMÃ? — Addie berrou. — ADAM! Emmeline tem uma irmã.

—Parabéns, Emms. — Emmeline escutou Adam falar no telefone. Ela riu e se sentou na cadeira em frente a sua escrivaninha.

—Ela é loira. — Emmeline contou.

Odeio loiras.— Addie riu. — Você está bem?

—O enterro vai ser hoje a tarde.

Eu vou estar lá, Emms.— Addie prometeu. — Te encontro na frente da sua casa.

—Obrigada, Addie. — Emmeline sorriu, e tentou segurar um soluço. — Addie… você pode ficar me ouvindo chorar, enquanto fica com a boca perto de telefone pra eu te ouvir respirar?

O tempo que você precisar, Emms.

Emmeline desligou o telefone e se levantou enxugando as lágrimas, ela foi até o banheiro e fechou a porta, jogou água no rosto e limpou a maquiagem borrada. Depois ajeitou os cabelos e passou um brilho labial que estava lá, que provavelmente Dakota tinha colocado para ela. Quando abriu a porta do quarto Emmeline, deu um berro.

—Que porra é essa?

Freya apareceu na porta do seu quarto, e olhou de Emmeline para o animal em cima da cama dela.

—Sr. Pneuzinhos. — ela riu, indo até ele pegar.

—O que?

—É o meu cachorro. — Freya falou, beijando o animal, e Emmeline fez uma careta.

—Isso é mini-urso. — Emmeline murmurou.

—É um buldogue. — Freya falou.

—Não tenha tanta certeza, querida. — Emmeline falou olhando nos braços de Freya o cachorro mais gordo do mundo todo. Freya mordeu os lábios, e soltou o cachorro no chão, que foi para fora do quarto rebolando o rabinho.

—A comida está pronta. — ela disse. Emmeline assentiu a olhando sem interesse e passando na frente dela para descer as escadas. — Porque você está agindo como uma total vaca?

—Amor. — Emmeline sorriu. — Eu sou uma total vaca.

Ela desceu a escada e ouviu os passos de Freya atrás dela. Emmeline olhou para a sala de entrada e escutou barulho vindo de um lugar da casa, ela seguiu as vozes e encontrou Ethan e Dakota rindo, sentados a mesa. Freya passou por ela e se sentou.

—Emmeline. — Dakota sorriu. — Sente-se, por favor. — ela o fez e observou o prato já servido a sua frente. Quando todos começaram a comer, Emmeline fez igual. Era macarrão a putanesca, parecia delicioso, mas não conseguiu comer muito, colocando o prato para mais longe. -Não está bom? — indagou Dakota.

—Eu estou enjoada. — Emmeline disse. — Minha mãe morreu ontem.

Dakota parou de sorrir aos poucos e olhou Emmeline com carinho. Ela assentiu.

—E eu sinto muito por isso. — ela disse. — Todos nós vamos no enterro com você…

—Não precisa. — Emmeline a cortou.

—Mas nós queremos. — Dakota sorriu. Emmeline suspirou, não discutindo.

—Eu poderia me retirar? — ela perguntou.

—Claro. — Ethan respondeu.

Emmeline se levantou e saiu depressa da Sala de Jantar, ela se encostou na parede, olhando o grande lustre e olhou para porta. Ela saiu da casa, sem fazer barulho e quando saiu suspirou extremamente aliviada, como se antes estivesse completamente sufocada.

Ela viu uma criança andando de bicicleta e correu até ele o segurando.

—Ei, moça.

—Sai fora! Anda, peste. — Emmeline o empurrou, e pegou a bicicleta. Ela subiu e começou a pedalar.

—Ei! — o menino gritou. — Sua vagabunda!

Emmeline revirou os olhos e pedalou, se sentindo bem com o vento batendo em seu rosto. Ela olhou para o lado e viu uma casa com o quintal todo mal feito, e quando virou para frente deu um grito, desviando da pessoa, mas perdendo o controle. Emmeline caiu da bicicleta e rolou pelo chão.

—Merda! — ela disse, sentindo o joelho arder.

—Você está bem? — uma voz gritou, estranhamente familiar. — Emmeline? — ela ergueu os olhos e viu Freddie. Ele pegou a bicicleta a alguns metros de distância e correu de volta até Emmeline. Ele se agachou ao lado dela e viu o joelho e o cotovelo ralado. -Você machucou a cabeça.

Emmeline tocou na testa e sentiu arder o corte superficial. Ela fez uma careta, e Freddie limpou o sangue na testa dela com a manga da blusa. Ele entrou na casa do quintal mal cuidado e voltou com algo na mão. Ele colocou um esparadrapo na testa dela, assim como nos machucados no joelho e no cotovelo.

—Obrigada.

—De nada. — ele sorriu, se sentando a frente dela. Emmeline se lembrou de quando mandou uma carta para ele no verão e eles foderam no quarto dela um dia inteiro. — O que está fazendo aqui?

—Minha mãe morreu, então eu vim viver com o estúpido do meu pai e sua estúpida família, na sua estúpida casa.

—Que estúpido. — Freddie disse. Emmeline riu, e olhou seus olhos marrons escuros e sua pele morena. — Sinto muito por sua mãe.

—Quer dar uma volta comigo? — Emmeline perguntou. — Eu roubei essa bicicleta de um garoto idiota. — ela disse. Freddie sorriu e assentiu. Eles se levantaram e Emmeline fez Freddie se sentar na bicicleta e se sentou no colo dele, e o fez pedalar. — Me leve para algum lugar.

Freddie a levou para um parque. Tinha várias crianças brincando por lá, mesmo sendo inverno. Emmeline ouviu risadinhas e se virou vendo um grupo de garotinhas sentadas em cima de um carro.

—Oi, Freddie. — ela disseram em coro.

—Oi, meninas.

—Quem é essa? — uma das garotas perguntou.

—Emmeline, minha amiga.

—Porque ele tá parecendo uma merda?

—Porque eu cai de uma bicicleta. — Emmeline respondeu, achando graça das garotinhas.

—Bem, eu ainda assim ficaria com você. — umas das garotinhas disse. Emmeline a olhou chocada e Freddie riu.

—Totalmente. — outra disse. — Né, Queen B?

—Sim, ela tá gata. — a tal Queen B respondeu. Emmeline riu.

—Queen B, disse que pegar garotas é legal também. — uma das garotinhas disse. — Tipo, é os anos 70, sabe?

—Sei. — Emmeline riu.

—Tchau, meninas. — Freddie disse.

—Tchau, Freddie. — elas responderam em coro.

—Não sabia que meninas daquela idade sabem se vestir como vagabundas. — Emmeline falou. — Queria eu ter esse estilo quando era da idade delas.

Freddie gargalhou, e Emmeline gostou da risada dele.

Emmeline e Freddie continuaram andando, com Freddie levando a bicicleta e foram para um canto do parque, e se sentaram em um banco que ficava de frente para árvores sem folhas nenhumas por causa do inverno. Emmeline suspirou e viu a fumaça sair da sua boca por conta do frio.

—É muito bonito aqui. — ela disse, observando a neve branca.

—Sim, é. — Freddie concordou.

—Então, você está fazendo isso só porque quer me foder de novo? — Emmeline indagou.

—Nem todos os garotos são como Sirius Black, Emmeline.

—Seria bom. — ela disse. — Mas todos os garotos são totais idiotas. Sirius? O idiota dos idiotas. James? Eu nem sei como aquele idiota ainda tá vivo, de tanta merda que ele já fez. Remus? Ama bolo, total idiota. Peter? Sirius me contou que desde Mary ele não consegue nem se masturbar, patético.

—Ele a amava muito…

—Eu a amava muito. — Emmeline o cortou.

—Então é sobre isso?

—Sobre isso o que?

—Você é uma vaca com os outros porque está sofrendo?

—Basicamente. — Emmeline deu de ombros. — E você? Quando sua irmã morreu…

—Eu fiquei puto. — ele contou. — Perdi minha cabeça. Usei tanta droga… eu tive uma overdose. Mas eu estou bem agora, eu e meu pai vamos continuar…

—Você não tem mãe?

—Ela morreu dois anos atrás. — ele disse.

—Como?

—Ela se matou. — ele murmurou. — Ela tinha depressão.

—Sinto muito. — ela falou. — Freddie… Quando a dor vai passar?

—Eu tenho medo de que... nunca.

Emmeline entrou na casa de Ethan e o viu no meio da Sala de entrada colocando um casaco e pegando as chaves. Ela não se importou e foi para a escada, Freya a viu subindo e abriu a boca chocada.

—Pai. — ela chamou e apontou para Emmeline. Ele se virou e suspirou aliviado.

—Emmeline!

—O que? — ela perguntou se virando.

—Onde estava?

—Eu fui dar uma volta. — ela disse, dando de ombros. Dakota entrou na casa de repente.

—Nenhum vizinho a viu, só um menininho que disse que ela roubou a bici… Emmeline, onde estava? — ela perguntou, suspirando aliviada como Ethan.

—Eu fui dar uma volta. — Emmeline repetiu. — Vou ir me arrumar para o enterro. — ela disse se virando.

—Espera. — Dakota pediu. — Emmeline, nesta casa quando você quer sair tem que pedir antes, tudo bem?

—Tanto faz. — ela murmurou, terminando de subir as escadas, e correndo para seu quarto. Ela sentiu a vontade de chorar novamente, mas só se ajoelhou no chão e abriu seu malão, ela pegou de lá uma roupa e foi para o banheiro. Emmeline chorou no banho e ficou lá até o espelho embaçar.

Emmeline tinha ficado triste, várias vezes já. Quando Sirius ficou com Dimitre, quando Jacques descobriu que ela o traia, quando Addie e ela brigaram, quando Mary morreu. Mas nenhuma dessas era tão forte quanto perder a mãe. A dor esmagava seu peito e a fazia querer gritar até parar. Ela se sentiu destruída. Ela se vestiu e arrumou os cabelos, passou um perfume caro que estava lá, mas quando se olhou no espelho não se sentiu bonita. Ela pegou o perfume eu brilho labial e os jogou no lixo, abrindo a porta do banheiro e saindo.

—Porra. — ela berrou, ai ver Freya sentada na sua cama. — Quando não é o cachorro é você?

—Sabe, aquele brilho e o perfume são realmente caros. — ela disse, vendo–os no lixo.

—É? Eu não do a mínima. — Emmeline falou, se sentando na cama e colocando uma bota.

—Você está bonita. — Freya murmurou.

—Eu sempre estou bonita. — Emmeline disse.

—Não é só porque você está bonita que não dá para perceber a merda que você tá agora. — ela falou. — Se quiser chorar, eu…

—Você o que? — Emmeline indagou. — Garota, você nem me conhece. Porque não da o fora daqui, porra, e vai ficar com seus pais perfeitos e seu cachorro perfeito?

—Merlin, você é tão vaca. — Freya disse nervosa, mas saindo do quarto batendo a porta.

Emmeline sorriu e se deitou na cama. Ela sabia que era uma vaca.

Ethan chamou, Emmeline e ela desceu apertando o corrimão. Eles estavam a esperando em frente a porta, e quando a abriu, Freddie sorri para ele.

—Ahn…

—O que faz aqui? — Emmeline perguntou.

—Se você não se importar, eu gostaria de ir. — ele disse.

Emmeline sorriu.

Ethan parou o carro em frente a casa de Emmeline. Dakota ao seu lado pegou sua mão, sorrindo. E Emmeline no banco de trás abriu a porta e pulou para fora, deixando Freya e Freddie lá dentro.

Os avós de Emmeline saíram da casa e ela sorriu, correndo até eles. Ela os abraçou como nunca antes, e chorou nos braços do avô. Ele a confortou e beijou sua cabeça como sempre fazia.

Emmeline entrou para dentro da casa e os Vance saíram do carro. Ethan andou até os avós de Emmeline e sorriu.

—Tony. — ele disse, erguendo a mão, e avô de Emmeline a apertou, mas não mostrou qualquer tipo de felicidade. — Lucinda. — ele se abaixou e beijou a avó de Emmeline no rosto. — Eu… sinto muito.

—Você poderia pelo menos tê-la visto antes. — Lucinda disse. — Podia ter visitado minha garotinha Emmeline.

—Eu sei, me desculpe. — Ethan pediu, de cabeça baixa. — Esse é Frederick, amigo de Emmeline e ahn… essa é a minha esposa Dakota e a filha dela Freya. — ele disse. Tanto Dakota quanto Freya o olharam chocadas, e os avós de Emmeline sorriram para elas e entraram para dentro da casa. — Desculpem, mas eu não posso decepcioná-los de novo. Não agora.

—Eu entendo. — Dakota murmurou depois de um tempo, entrando na casa. Ethan a seguiu e Freya sorriu para Freddie.

—Então, como Emmeline é? Ela é uma vaca o tempo inteiro?

—Não o tempo inteiro, mas bem quase o tempo inteiro. — ele contou, os dois entraram na casa. — Eu não a conheço tão bem. — ele disse, e ela ia falar mais, mas os dois foram interrompidos por Ethan.

—Onde ela está? — Ethan perguntou, enquanto Tony o servia um copo de chá.

—Já está no cemitério. — Lucinda respondeu. — Emmeline…

—Eu a ouvi chorando. — Freya contou. — Acho que ela não está nada bem, senhora.

—Obrigada, minha querida. — ela disse. — Nós vamos para o asilo logo depois do enterro. Ethan… você nos decepcionou uma vez, mas isso não importa. O que importa é que você não decepcione Emmeline novamente.

—Cuid da nossa garotinha. — Tony pediu.

—Eu vou. Eu prometo.

Emmeline estava arfando. Ela sentia o pulmão doer, enquanto olhava as pessoas presentes no enterro. Addie, a família dela e Adam estavam ali. Remus, James, Frank, Emily, Peter e Dimitre estavam também juntos. Ela arfou ao ver Lily, Marlene e Dorcas chegando.

Mas ela não o viu chegando.

—Ele ficou preso. — Addie sussurrou no ouvido dela. — Ele queria vir, Emmeline, queria mesmo.

—Mas ele não está aqui. — ela disse, começando a chorar, vendo o corpo morto de sua mãe no caixão. Freddie estava ao seu lado, e ela agarrou a mão dele. Ele sorriu, tentando a confortá-la, mas nada adiantava para Emmeline. O padre falou, assim como seus avós. Emtão foi a vez de Emmeline.

—Você consegue. — Addie sussurrou para ela. Emmeline assentiu, e olhou o corpo da sua mãe.

—Desde sempre minha mãe é minha heroína. — ela murmurou, olhando para cima para controlar as lágrimas. — Não tem… tinha pessoa no mundo que eu poderia amar mais que minha mãe. Ela era tudo para mim. — ela disse. Addie a olhou querendo confortá-la. — Eu sabia que uma hora esse dia chegaria e eu achei que estava preparada, mas… acho que nunca podemos ficar preparados para isso, não importa quanto tentemos. — ela chorou. Emmeline tentou falar mais, mas começou a soluçar, Addie foi até ela, e abraçou de lado.

—A dor de perder alguém importante nunca vai passar, é como se um caminhão tivesse te atropelado, mas com o tempo o caminhão vai virar um carro, e depois uma moto, e depois algo menor ainda, porque a dor não vai passar, mas vai diminuir. Vai virar uma bicicleta que vai te atropelar e de deixar alguns arranhões, mas você vai estar preparado para a bicicleta. — Addie disse, olhando as pessoas pelo enterro. — Esme Mavor Vance, foi a mulher que me deu a melhor amiga que eu poderia pedir. Ela é e sempre será lembrada por mim, não apenas como mãe de Emmeline, mas também como uma pessoa que suportou grande dor de cabeça erguida até o fim, uma pessoa extremamente corajosa. Que a bravura de Esme a leve até o céu, onde eu tenho certeza que ela vai olhar por Emmeline, mas como eu também estou aqui e como eu prometi eu vou cuidar de Emmeline, por ela.– Addie murmurou. Emmeline chorou, agarrando Addie, sem conseguir respirar direito.

Depois de beijar o rosto da sua mãe, e se despedir, começaram a descer o caixão. Emmeline não aguentou, ver a mãe ser colocada embaixo da terra, e da ideia que nunca mais iria vê-la e de que logo ela não seria mais do que um saco de osso. Emmeline começou a ofegar e virou–se saindo correndo. Ela não conseguia ficar ali. Ela sentiu braços a abraçando quando já estava quase fora do cemitério.

—Ei. Ei. — era Addie. — Emms… calma. Eu entendo…

—O que você entende, Addie? — Emmeline berrou. — Você tem o tudo perfeito. Família perfeita. Namorado perfeito. A porra da vida perfeita! Todo mundo tem tudo perfeito. E somente eu tenho tudo fodido. Tudo está fodido, Addie. Tudo.

Ethan entrou no quarto de Emmeline, agora cheio das coisas dela, que ela tinha pego na casa dos avós. Ele viu fotos dela com uma menina loira e outra negra. Outra somente ela e a menina loira. Tinha uma com vários amigos, todos parecendo muito felizes e risonhos. Tinha um porta-retratos abaixado, assim como o dele e Emmeline estava, ele o pegou e a viu beijando um garoto de cabelos pretos.

—Ninguém te disse que não pode mexer no que é seu? — Emmeline indagou, saindo do banheiro.

—É seu namorado?

—Não. — ela murmurou.

—Vocês estão se beijando…

—O que você quer?

—Foi um dia difícil. — ele disse, e se sentou na cama dela. — Emmeline, eu sinto tanto.

—Pelo o que? Ter fugido? — ela perguntou, cruzando os braços. — Ter abandonado sua mulher que estava morrendo e a porra da sua filha? — ela falou fria.

—Emme… — ele murmurou, e ela fechou o rosto. Ethan sempre a chamava assim quando ela pequena, assim como sua mãe.

—Você me deixou!

—Eu estava com medo! — ele berrou, se sentindo desesperado, querendo a fazer entendê-lo, querendo ter sua filha de volta. – Eu era mais novo… e ela estava morrendo. Eu fiquei com medo, Emmeline. Eu fiquei com medo.

—Então, você decidiu me deixar sozinha com medo? — ela berrou de volta, sentindo as lágrimas começarem a escorrer.– Eu tinha 9 anos e minha mãe estava morrendo. Eu estava aterrorizada! E você me deixou, você me abandonou, porra. Pra viver com a família perfeita e não com a estragada, certo?

—Eu me arrependo. Eu senti tanta sua falta.– ele chorou. Emmeline o olhou chocada por um momento. — Emmeline, me perdoe, por favor, me perdoe.

—Minha mãe teve que morrer para você vir me ver. — Emmeline murmurou, limpando as lágrimas. – Eu nunca vou te perdoar.

Notas finais
EMMELINE TEM UMA IRMÃ? AHHHH SDKJFHKDJHFH E É DE SANGUE. E uma madrasta que parece ser boa, não aquelas chatas, né? Eeeeeeeeeeeeeeeeeeee O Homem? gato, massssss? E o enterro? Triste? Emmeline ta destruída. Que Esme descanse em paz :(((((99 PRÉVIASSS: 1º: "Rodolfo sorriu maldoso para ele. - O que quer? —Nada. - ele disse. - Só fale para Addie que eu disse “oi”, e que estou morrendo de vontade de vê-la de novo. - ele falou em tom de amizade" 2º: "-Perdeu sua bunda na minha cara? - ela perguntou. Sirius piscou, confuso. - Que porra que ‘cê tá olhando, chico?" 3º: "-Ah vão a merda! - Sirius berrou, passando pela mãe e subindo as escadas. —Sirius Black, o que você disse? - Walburga berrou. —Eu mandei ir a merda! " 4º: "Ele agarrou e acariciou a bunda dela, e lhe deu um tapa estalado, vendo seu pênis sumir dentro dela, a cada estocada." 5º: "Era amor? Era paixão? Ele sentia algo tão forte que seu coração batia em seu peito de um lado para o outro." 6º: "Os dois acabaram caindo no chão. Sirius continuou chorando, e ela o abraçou. —Agora, você vai se comportar, ou eu mato você. " 7º: "Não tinha sido suficiente." EPAAAAAAAAAAA CAPÍTULO DO SIRIUS PROMETEEEEEEEEE KSDJFHKDSFHKDF O QUE NÃO FOI SUFICIENTE? PORQUE SIRIUS TA CHORANDO? AMOR? PAIXÃO? QUEEEEEEEEEE? SDJFLSDJFLKSDJFLSDKJFLKSDJFLKSDJFLFD DIGAM O QUE ACHARAM SKJGHKSJHKHKJFDH CHANELS, QUE QUEREM SE JUNTAR AO GRUPO DO WHATS, ME MANDEM SEU NÚMERO COM DDD ♥ 15 COMENTÁRIOS PARA O PRÓXIMO!!!!!!!!!!!!!!!!!!! 15 COMENTÁRIOS PARA O PRÓXIMO!!!!!!!!!!!!!!!!!!! xoxo ~Aurora