When We Were Young
75 Live Fast Die Young
Notas iniciais
LIVE FAST, DIE YOUNG
SIRIUS’S HOUSE
1975
CHRISTMAS
a·mor
(latim amor,-oris)
substantivo masculino
1.Sentimento que induz a aproximar, a proteger ou a conservar a pessoa pela qual se sente afeição ou .atração; grande afeição ou afinidade forte por outra pessoa (ex.:amor filial, amor materno). = AFETO ≠ ÓDIO, REPULSA.
2. Sentimento intenso de atração entre duas pessoas. = PAIXÃO
pai·xão
(latim passio, -onis, .ação de suportar,.ação de sofrer)
substantivo feminino
1.Sentimento tão forte quanto o amor, mas efêmero, provocador, impulsivo, desesperado, inquieto.
2. Movimento impetuoso da alma para o bem ou para o mal.
3. Gosto muito vivo, acentuada predileção por alguma coisa.
4. Afeto violento, amor ardente.
Sirius queria vomitar ao ver seu irmão mostrando sua nova namorada para todos da casa. Seus pais tão orgulhosos de seu caçula estar com uma namorada de família. Bela, recatada e do lar, como Sirius debochava. A menina era, na verdade, bonita, cabelos pretos, olhos verdes acinzentados, cintura fina. Elizabeth Lestrange, Sirius se lembrava de ter dado uns amassos nela aos 13 anos, em um Natal na casa dos Lestranges.
Régulus beijou a namorada na bochecha, que deu uma risadinha, entrelaçando seus dedos. Sirius viu seu pai sorrir para aquilo e revirou os olhos. Ele brincou com a comida e olhou Narcisa com os cabelos perfeitos, rindo junto de sua mãe.
—Então, Lúcio me comprou…
—Ninguém se importa. — Sirius interrompeu.
—Sirius, cale a boca. — Walburga falou, e olhou a namoradinha de Régulus. — Me desculpe…
—Está tudo bem, Sra. Black. — ela sorriu gentilmente. Sirius a olhou com descaso, não gostando nada dela e como Régulos a olhava completamente apaixonado.
—Sirius deveria ter mais modos. — Narcisa falou, torcendo o nariz.
—E você deveria ter mais neurônios. — Sirius rebateu. — Mas como casou com Lúcio vejo que não tem nenhum. – ele disse. Seu Tio Alphard riu, e logo tossiu para disfarçar. Lúcio e Narcisa o olharam com desprezo e Sirius mostrou o dedo do meio para eles. Seu pai lhe deu um tapa na nuca, o que fez Sirius bufar. A lareira brilhou em chamas verdes e Bellatrix e Rodolfo saíram dela. Sirius revirou os olhos. — O propósito de vocês se casarem é pra que dessem o fora dessa casa.
—Cala a boca, peste dos infernos. — Bellatrix rosnou.
—Olá, primo. — Elizabeth sorriu para Rodolfo, que lhe deu um beijo na testa.
—Veio para o jantar, Bella? — sua mãe perguntou. Sirius torceu para que não.
—Não, tia. — ela respondeu. — Os aurores estavam novamente rondando nossa casa, tivemos que sair um pouco. Onde está meu pai?
—Bebendo. – tio Alphard respondeu. — No quarto dele.
—De novo? — Bellatrix bufou. — Velho imprestável. — ela resmungou, subindo as escadas. Narcisa se levantou, olhando Bella, mordendo o lábio inferior.
—Ah, Bella, não seja rude com ele de novo. — ela disse, correndo atrás de Bella.
—Nessa família, todo mundo é fodido da cabeça. — Sirius falou, sorrindo charmoso para Elizabeth. — Vá embora, enquanto é tempo.
—Sirius Black! – sua mãe ralhou.
—Estou sendo honesto, mamãe. — ele riu. Sua mãe fez um sinal com a mão e ele bufou, se levantando e indo subir a escada, sentiu uma mão em seu braço e Rodolfo sorriu maldoso para ele. — O que quer?
—Nada. — ele disse. — Só fale para Addie que eu disse “oi”, e que estou morrendo de vontade de vê-la de novo. — ele falou em tom de amizade, mas com um sorriso completamente maldoso no rosto. Sirius não entendeu o que ele quis dizer, mas soltou se braço da mão dele com violência.
—Fica longe da minha prima. — ele sussurrou, em tom de ameaça. E subiu a escada com raiva, e entrou no seu quarto, fechando a porta com tudo. Ele olhou os posters de mulheres trouxas em cima de motos e o símbolo enorme da grifinória em cima da sua cama. Ele viu cartas em cima de sua escrivaninha e foi até lá.
A primeira carta era Peter dizendo que James tinha sido pego substituindo o hidromel do pai dele por chá de novo, e que agora ele estava de castigo. Sirius riu sozinho, e pegou a próxima carta que era de Remus, falando que sua mãe tinha piorado, mas que estava lidando bem com tudo. A outra carta era a resposta de Emmeline, para que ele tinha mandado pedindo desculpas por não ter ido no enterro da mãe, ela tinha aceitado as desculpas dele, e no final tinha escrito “Vá se foder, idiota”.
Sirius pegou a carta da sua prima e sorriu, a abrindo e sentindo o cheiro de morango. Ela tinha escrito que ele era um idiota, que ela o amava, e perguntou algumas coisas, Sirius notou que em alguns lugares a tinta estava borrada e que Adam escreveu coisas na borda, acusando Sirius de roubar a atenção de Addie para ele. Ele revirou os olhos. Addie ficava tão melosa quando estava namorando.
Ele deu um sorrisinho ao pegar a carta de Dimitre, de lá caiu uma foto, ele pegou a foto e gargalhou. Era uma foto de Dimitre deitado em uma cama dormindo. Na carta ele dizia que o irmão dele que tirou e que era para Sirius pensar no recesso e aproveitar, porque em Hogwarts ele seria todo dele, até a bunda.
Sirius se sentiu entediado, então se levantou e saiu do quarto, ele viu a porta do irmão aberta e ninguém dentro, então sentiu o delicioso cheiro de salvia, e seguiu até o banheiro, ele nem bateu na porta, apenas tirou a varinha e sussurrou o feitiço, a porta se abriu, e Sirius viu surpreso Elizabeth sentada no colo de seu irmão, que estava sentado em cima do vaso.
—Que porra…? – ele murmurou. O irmão riu para ele fumando um baseado de salvia.
—Junte-se a nós, Sirius. — Elizabeth riu. Siruis fechou a porta e se encostou nela, e pegou o baseado que a garota lhe estendia.
—Seu retardados. — ele disse, fumando o baseado.
—Como se você não fizesse isso no seu quarto todas as noites. — Régulos disse.
—Você não fuma. — Sirius disse.
—Agora ele fuma. — Elizabeth disse. — Certo, bebê?
—Certo, Effy. — ele respondeu, os dois se beijaram.
—Effy?
—Meu apelido. — Effy sorriu chapada. — Só amigos íntimos me chamam assim. Rég, quando sairmos daqui eu vou te pagar um boquete, mas só se você me ajudar na minha lição de História da Magia.
—É, claro. — riu Régulus, fumando desengonçado. Ela riu, e o ensinou a fumar direito. Sirius fechou a cara não gostando nada disso. Ele cruzou os braços, com o baseado pendendo na boca.
Effy se levantou e tirou do sutiã um saquinho com um pó branco. Ela colocou na pia e fez quatro fileiras. Ela riu, e se curvou, cheirando uma fileira inteira daquele pó branco brilhoso, e logo em seguida outra. Ela arregalou os olhos e Sirius os viu girarem. Ela gargalhou e jogou a cabeça para trás. Então, ela beijou Rég, e o empurrou para pia. Sirius segurou o braço do irmão antes que ele cheirasse.
—O que é isso? — ele indagou.
—Pó de fada. — ela respondeu. Sirius já tinha ouvido falar, mas nunca experimentado. — É pouco, ele não vai ficar doidão.
Régulus riu e se soltou dele, cheirando as duas fileiras restantes. Depois, beijou Effy mais uma vez.
—Você é uma vagabunda. — Sirius disse.
—Ei! — Rég berrou. — Sirius, não…
—Aproveite! — Sirius o cortou, e bruscamente tirou o resto do Pó de Fada que Effy tinha em um pacotinho.
Ele saiu do banheiro, e apagou o baseado, colocando o que sobrou atrás da orelha. Sirius passou em frente a porta do quarto de seu tio Cygnus. Bella e Ciça estavam tirando as roupas dele, para o colocarem no banho, ele estava completamente bêbado. Ele bebia todos os dias desde a morte de tia Druella. Sirius desceu as escadas e viu sua mãe e seu pai na cozinha, então ele passou devagar pela porta, e foi em direção a saída.
—O senhor Black, não deveria sair de casa. — Sirius ouviu a voz de Monstro. Ele se virou para o elfo velho e ranzinza e fez uma careta.
—Cala a boca, seu elfo imprestável. — Sirius falou. — E não conte pra ninguém que eu sai, ouviu? Isso é uma ordem ou eu te chuto até a França. Não conte para ninguém
—Só pra gente, certo? — Effy riu, descendo as escadas com Régulus atrás dela. Os dois seguiram Sirius até a porta. — Então, onde estamos indo?
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—Vocês dois idiotas vão me seguir? — Sirius perguntou. Effy e Régulus riram chapados, e o seguiram de mãos dadas. Sirius revirou os olhos e andou pela rua, vendo crianças trouxas brincarem na neve.
Effy gargalhou e deu uma estrelinha, caindo de braços aberto na neve. Régulus se jogou na neve ao lado dela, os dois gargalhando muito. Effy deitou a cabeça no peito de Régulus e Sirius os olhos impaciente.
—Eu e Rég pretendemos fazer sexo. — ela murmurou. — Eu sou virgem, então vamos com calma.
—Vou fingir que acredito. — Sirius revirou os olhos.
—Eu sou virgem! — Effy exclamou, se sentando. Suas pupilas estavam to tamanho de ervilhas, fazendo o verde dos olhos ficar fino. — E eu amo o Rég, vamos perder a virgindade juntos. E vamos ser felizes para todo o sempre, certo, Rég?
—Certo, Effy. — ele respondeu.
Sirius revirou os olhos mais uma vez, achando o casal entediante, e voltou a andar, os dois o seguiram, e Sirius andou na frente, chegando em uma rua mais movimentada, com vários trouxas andando em casacos pesados. Ele viu um bar e foi para lá, ele entrou vendo trouxas em jaquetas de couro, tatuagens e piercings. Alguns trouxas estavam bêbados e largados em algum canto.
Ele foi e se sentou em frente a bancada, Régulus e Effy se sentaram ao lado dele e sorriram para o barman que os olhava com a sobrancelha arqueada. Uma mulher tomou o lugar dele os olhando. Ela parecia ser apenas um pouco mais velha do que Sirius. Ela tinha olhos escuros, em suas pálpebras tinha uma maquiagem bonita, que era uma linha preta. Seus cabelos eram pretos e levemente longos. Ela usava uma blusa branca com um símbolo vermelho e uma calça jeans clara, boca de sino e cintura alta. Sirius a achou extremamente atraente.
—Vocês não são maior de idade. — ela disse, mascando um chiclete. — Então, que bebida vocês vão querer?
—Cerveja. — Siruis sorriu. Ela assentiu, e encheu três copos grandes e largos de cerveja, e colocou na frente de cada um. Sirius bebeu um gole, olhando para a mulher, enquanto Effy tentava virar o copo todo de cerveja.
—Perdeu sua bunda na minha cara? — ela perguntou. Sirius piscou, confuso. — Que porra que ‘cê tá olhando, chico?
—Chico? — Sirius indagou.
—É espanhol para babaca. — ela disse, mas por algum motivo Sirius achou que ela estava mentindo.
—Você não é daqui?
—Não é da sua conta.
—Qual o seu nome?
—Isso também não é da sua conta. Agora beba a cerveja, antes que eu a vire na sua cara. — ela disse, saindo para atender outro cliente. Sirius olhou o movimento da bunda dela, sorrindo.
Ele escutou um arroto alto, e viu que Effy tinha acabado a cerveja dela, enquanto ele e Régulus ainda não estavam nem na metade da cerveja deles. Ela arrotou novamente, e gargalhou, pegando a cerveja de Régulus para beber.
—Ela é incrível, não é? — Rég sussurrou para Sirius, bobamente. Ele estava tão chapado quanto Effy. — Sirius…
—O que? — ele indagou, bebendo sua cerveja e olhando a mulher que o tinha atendido.
—Eu amo você. — ele disse e Sirius se virou surpreso. — Eu sempre… sempre amei e provavelmente só estou dizendo isso porque estou fodidamente chapado, mas… eu sempre quis ser seu amigo, como o Potter, Lupin e Pettigrew, ou como Addie são. Mas você não dá a mínima pra mim. — ele gargalhou e Sirius desviou o olhar sem saber o que falar.
Sirius acabou sua cerveja e colocou a mão nos bolsos e tirou de lá alguns galeões, ele bufou se lembrando que estavam em um lugar trouxa, e agarrou Effy e e Régulus antes que eles pedissem outra bebida, ele sussurrou que tinha que fugir, e os dois gargalharam, e o seguiram, quando quase estavam na porta, a mulher que os tinha atendido apareceu na frente deles segurando algo em suas mãos, ela mexeu e fez um clique alto. Sirius se lembrou que Remus já tinha lhe falado sobre aquele objeto.
—Mais um passo e eu estouro seus miolos. — ela disse, apontando a arma para ele.
—Esquecemos o dinheiro. — Sirius riu nervoso, achando a mulher atraente demais. — Mas moramos aqui perto e estávamos indo buscar.
—Eu vou fingir que acredito. — ela disse.
—Ahn… Régulus porque você e Effy não vão buscar e eu fico aqui esperando. — Sirius disse.
—Você quer que a gente vá pra tentar trepar com ela. — Effy riu. — Eu vi você checando a bunda dela.
A mulher arqueou a sobrancelha para Sirius, que empurrou o irmão e a namorada para fora. Ele sussurrou onde o dinheiro trouxa estaria e eles saíram. Sirius se virou para mulher.
—Meu nome é Sirius. — ele contou.
—Eu não doa a mínima. — ela respondeu. — Mas… que nome de merda. — ela riu. — Pior que o meu.
—Qual é o seu, docinho? — ele perguntou.
—Elladora. — ela respondeu. — Se me chamar de docinho novamente eu vou atirar nas suas bolas.
Sirius engoliu em seco.
—Elladora…
—Só Dora. — ela disse.
—Eu tenho uma tia com esse nome. Ela é bem louca. — ele falou. — E má.
—Parece que eu e sua tia temos mais em comum do que o nome. — Dora respondeu. — Agora já que vai ficar aqui, porque não ajuda? O idiota do Mike já bebeu tanto que desmaiou. — ela falou, e Sirius viu um cara atrás do balcão dormindo. Ela foi para atrás do balcão e Sirius a seguiu. Ela o jogou um avental e Sirius colocou rapidamente. — Então, chico, pelas suas roupas engomadinhas nunca deve ter escutado isso na vida, mas… trabalhe.
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Sirius passou a tarde toda trabalhando com Dora, não foi um trabalho chato, como quando ele tinha que cumprir alguma detenção em Hogwarts, ele se divertiu tanto, dando bebida para bêbados, vendo eles fazerem idiotices, flertar com Dora, que não viu a hora passar e nem que Régulus demorou horas para voltar.
Dora sorriu para Sirius do outro lado da bancada, e passou um pano limpando o molhado das bebidas. Sirius sorriu de volta.
—Então, você tem 19? — ele perguntou, colocando o cotovelo sobre o balcão e apoiando o queixo na mão. — Uma mulher mais velha…
—E você? 14?
—16. — ele respondeu. — Assim você me magoa, Dora.
Dora riu, achando Sirius engraçado, e o avaliou, vendo se ele tinha alguma chance com ela.
—Se fosse outro dia você não teria chance nenhuma. — ela falou, charmosamente. — Mas hoje eu estou me sentindo…
—Sirius Black. — ele escutou a voz estridente de Bellatrix. Atrás dela vinha Narcisa, Régulus e Effy. Bellatrix estava simplesmente furiosa. Narcisa estava vermelha e Régulus e Effy não estavam mais tão chapados. – O que você está fazendo nesse...lugar?
—Trabalhando. — Sirius respondeu.
—Sirius! Porque você faz isso com a sua família? — Narcisa perguntou, quase chorando.
Bella o olhou com ódio, e chegou perto o agarrando pelo braço e o puxando.
—Se você não voltar comigo para casa agora eu juro que eu explodo esse lugar. — ela sussurrou em seu ouvido. Sirius olhou Dora, e os bêbados dormindo no bar. Ele assentiu e Bella sorriu satisfeita.
Ela mirou Dora com nojo.
—Roupas bonitas. — Dora disse, encarando debochada para Bellatrix, que trajava um vestido verde e chique.
—Não fale comigo, trouxa imunda. — Bellatrix berrou, agarrando Sirius com força e indo para fora do bar, Sirius olhou uma última vez para Dora, antes da porta do bar fechar e Bella aparatar.
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—Eu te odeio pra caralho! — Sirius berrou entrando para dentro de casa. Bellatrix o seguiu espumando de raiva.
—Eu te odeio mais, seu pivete infernal! — Bellatrix berrou de volta. Narcisa começou a chorar com a gritaria. E Effy riu baixinho, junto de Régulus.
—O que em nome de Merlim, está acontecendo aqui? — Walburga perguntou, descendo as escadas.
—Sirius é um traidor!
—Bella! — Orion ralhou. — Sirius não é traidor, ele é o varão da nossa família…
—Ah vão a merda! — Sirius berrou, passando pela mãe e subindo as escadas.
—Sirius Black, o que você disse? — Walburga berrou.
—Eu mandei ir a merda! – ele berrou novamente, batendo a porta do quarto com força e a trancando em seguida. Ele arregalou os olhos sentindo o coração bater forte, e logo em seguida batidas rápidas foram ouvidas. Sirius se virou para porta, que o pai batia com força.
—Abra essa porta agora, Sirius! AGORA! — ele berrou. – Está me ouvindo? Abra essa porta! Eu vou te ensinar uma lição, Sirius Orion! – o pai dele continuou berrando. — Walburga! Pega a minha varinha!
Sirius se sentou na cama, sem saber o que fazer e olhou para a janela do quarto. Ele teve uma ideia. Sirius trocou de roupas rápido, colocando uma calça apertada e uma blusa dos Beatles que Remus havia lhe dado, então pegou depressa os lençóis da cama e com a varinha os fez se amarrarem uns nos outros. Ele amarrou forte ao pé da cama, e jogou os lençóis pela janela, depois colocou as pernas para fora e foi descendo segurando os lençóis. Sirius escutou seu pai berrando seu nome e começou a correr pela rua trouxa, ele correu até estar em frente ao bar em que Dora trabalhava.
Ele abriu a porta e viu os mesmos bêbados dormindo, e mais alguns novos que bebiam. Dora estava dando tapas na cabeça de um homem, que Sirius reconheceu como o Mike. Ele se sentou no mesmo lugar que antes e sorriu. Dora olhou para ele de sobrancelha arqueada, e sorriu.
—Inacreditável.
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—Então, aquela garota se finge na frente dos seus pais de boa moça, mas quando tá sozinha com seu irmão fica chapada até ver unicórnios? — Dora indagou, servindo cerveja para um homem de meia idade, vestindo um terno.
—Sim. — ele disse. Ele tirou o saquinho com o pó de fada, e mostrou para Dora, ela pegou avaliando.
—Parece cocaína. — ela murmurou. Então, abriu enfiou o dedo depois lambeu. Sirius a olhou chocado. — Eu saio em meia-hora. Vamos ficar chapados, queimar tudo, dançar sobre a brasa e, aí, você volta pra sua família de engomadinhos. — ela disse. Sirius esperou Dora, sair do trabalho, e foi com ela para atrás do bar, onde ele a imitou e lambeu o dedo com o pó de fada. Depois eles se sentaram e ficaram olhando o pacotinho. — Eu não vou cheirar, você pode se quiser.
—Porque não vai? — Sirius indagou.
—Eu tenho desvio de septo. — ela respondeu.
—Que porra é essa?
—Tipo quando eu bebo algo, tem perigo de sair pelo meu nariz. Tem que ver quando acontece é super engraçado e nada, nada, nada sexy.
Sirius gargalhou, e enfiou o dedo no saquinho novamente e colocando na boca. Os dois ficaram quietos e Sirius olhou para pele meio morena de Dora.
—Você está fazendo de novo. — ela disse.
—Fazendo o que?
—Encarando. — ela respondeu, olhando para ele também. — Fazendo aquele olhar sexy e misterioso que as garotas gozam ao receber. — ela riu. — Não vai funcionar comigo. — ela falou. Sirius sorriu a achando interessante.
—Vamos ficar esperando fazer efeito? — ele perguntou. -Podíamos pegar alguma bebida, mas não to com dinheiro.
—E quem disse que precisamos pagar? — ela sorriu.
Se pegassem qualquer bebida do bar em que Dora trabalhava, era descontado do salário dela, então foram andando até uma loja de conveniência, onde tinha dois homens atrás do caixa. Sirius sorriu para eles, assobiando, e Dora foi para o meio da loja. Eles foram pegando algumas e Sirius pegou as bebidas, ele pegou o que dizia vodka e colocou dentro do bolso. Ele andou calmamente, até a porta, e sorriu para o homem atrás do caixa.
—Volte sempre. — ele murmurou. Sirius assentiu, esperando Dora, que parou em frente ao caixa, mostrando uma barra de chocolate de licor.
—Eu vou roubar isso. — ela disse. Sirius arregalou os olhos e riu, o cara olhou para Dora, com uma sobrancelha arqueada.
—Aham. — ele disse. Dora riu, e jogou a barra para Sirius pegar, e agarrou um pacote de salgadinho o estourando e jogando no homem.
Dora e Sirius saíram correndo, ouvindo os dois homens gritarem, e gargalharam, dobrando a esquina e se escondendo em um beco, entre duas lojas. Eles se entreolharam e riram. Sirius tirou a garrafa do bolso e uma foto acabou caindo junto. Dora a pegou e olhou.
—Quem é?
—Minha esposa. — Sirius riu, olhando a foto dele e de Addie com treze anos, em cima do telhado da casa dela. Dora o encarou e bufou, ela pegou a garrafa de Sirius dando um gole.
—Quem disse que se pode olhar para estranhos como você me olha? — ela perguntou, falando muito rápido. — É, demais! Sim, eu diria demais, e eu estou ficando chapada agora, e você?
—Acho que sim, olhe minhas pupilas. — Sirius respondeu. Os dois aproximaram os rosto e encararam os olhos um do outro. — As suas estão gigantes. — ele desviou o olhar para a boca dela, e se curvou, Dora desviou e Sirius acabou lhe dando um casto beijo na bochecha.
—Não vai ser assim tão fácil, engomadinho. — ela riu. — Vem, eu sinto como se pudesse correr até a porra da América, vamos tentar?
Sirius gargalhou, olhando como tudo tinha ondas na sua frente. Ele agarrou a mão de Dora, e os dois começaram a correr pela rua. Sirius olhou Dora, enquanto ela corria, e seu cabelo balançava e seu sorriso o fazia sentir suas estranhas revirarem.
O sol estava se pondo, quando suados, os dois entraram dentro de uma festa, as luzes psicodélicas, os faziam ficar tontos, mas os dois começaram a pular e dançar em volta das pessoas que tinham lá. Dora gargalhou, quando Sirius empurrou um cara que estava a encochando, e o socou no rosto, ela o agarrou pela mão e o puxou até o bar, onde ela pegou a bebida que tinha roubado e fez Sirius abrir a boca para despejar lá. Ele riu, e quis beijá-la, mas apenas a puxou de volta para pista de dança, gostando de como ela balançava o quadril, junto do seu e como ela sorria para ele, mostrando que ela estava no comando e que ele não podia fazer nada sobre isso.
Sirius deixou Dora, o levar de volta para o bar, mas eles entraram pelos fundos e subiram por uma escada. Dora tirou as chaves do bolso e abriu a porta. Ela riu se jogando para dentro e puxando Sirius junto com ela.
Ela riu, rodopiando pelo pequeno apartamento, e Sirius a imitou, os dois ainda chapados. Ela se jogou no chão e Sirius se jogou ao lado dela. Os dois gargalharam.
—Me conte algo sobre você. — Sirius pediu. — Você já conheceu parte minha família, é justo eu saber algo da sua.
—Eu só vou te contar porque eu estou chapada. — ela riu. — Minha mãe é latina, e meu pai é alemão. Ele e a família dele foram para o país da minha mãe, para fugir da guerra, os dois se encontraram e se apaixonaram e vieram para cá. Tiveram eu e meus irmãos, e vão viver felizes para sempre.
—Porque trabalha em um bar?
—Porque eu não sei o que quero fazer da minha vida. — ela respondeu. — Então arrumei esse emprego para passar o tempo, e aluguei esse apartamento. E vou… ver no que vai dar. — ela murmurou, se virando para deitar de lado, e olhar Sirius. Ele a imitou.
—Não tem ideia do que quer fazer?
—Bem… eu já quis trabalhar em um hospital. — ela contou, colocando a mão no braço dele, e o acariciando. — Ser advogada, mas… nada sério. Eu quero fazer de tudo um pouco. Aproveitar, sabe?
Sirius assentiu, sentindo as mãos delicadas dela, o acariciarem no antebraço. Ele suspirou, e olhou as pupilas dela, que agora estavam ficando pequenas.
—Eu quero ser… ahn policial, mais ou menos. — Sirius respondeu, lembrando que não podia falar que queria ser auror, afinal Dora era trouxa.
—Sexy. — ela riu. — Estamos precisando de mais segurança ultimamente.
—É, porque?
—Os ataques. — ela murmurou, mudando a mão para a barriga se Sirius. — Estão tendo ataques na Inglaterra, acham que são os alemães, novamente. Pessoas estão morrendo.
Sirius pensou em sua prima, matando os trouxas, e olhou para o teto, enquanto Dora o acariciava na barriga de leve, mordendo os lábios. Ela subiu os dedos pelo peito de Sirius, e brincou com a gola da camisa dele. Sirius colocou a mão na cintura dela, mas ela afastou a mão dele com um sorrisinho.
—Você está tentando mexer com a minha cabeça? Me deixar apaixonado por você? — ele perguntou.
—Não. — ela murmurou, chegando mais perto da boca dele. — Você vai fazer isso sozinho. – ela disse. Quando eles estavam próximo de ser beijar, ela se levantou. — Vou tomar um banho. Já volto.
Sirius gemeu frustrado e Dora foi para o quarto. Ele se levantou e andou pelo apartamento, vendo fotos da família dela. Ele ficou alguns minutos, sentado, escutando o barulho do chuveiro e ficou entediado, ele foi para cozinha e abriu a porta da geladeira, achando lá dentro suco, que parecia ser de morango. Ele o pegou, e achou um copo em um armário. Sirius bebeu e quase cuspiu ao sentir um gosto forte de bebida. Ele escutou uma risada, e Dora, de cabelos molhados o olhou. Ela agora estava com uma calcinha shorts e uma blusa branca, cavada. Sirius reparou que ela estava sem sutiã.
—O que tem aqui?
—Vodca. — ela respondeu chegando perto dele. Sirius sentiu, um cheirou delicioso vindo dela, e bebeu mais um gole do suco de morango com vodca. Dora se colocou entre ele e o armário, ficando próxima de Sirius, e bebeu um gole do copo dele.
Sirius gemeu, ao sentir a mão dela agarrar a intimidade dele com força. Ela riu, e Sirius agarrou seu rosto a beijando com fúria. Ela agarrou a cintura dele, o arranhando. Sirius sentiu sua barriga vibrar, quando ela segurou seu rosto nas mãos e o beijou devagar, o torturando com a língua.
Ele a pegou as coxas nuas e a ergueu, a empurrando contra a geladeira. Ela gemeu, e enrolou as pernas na cintura dele. Sirius a beijou, e chupou–a com força o mamilo, do seio que tinha saído para fora da blusa cavada. Dora gemeu alto, e Sirius agarrou–a pelo pescoço, enquanto ela chupava sua língua. Ele gemeu roucamente, agarrando o cabelo dela e puxando para que pudesse a chupar a vontade no pescoço.
Ele arremeteu contra ela, e sentiu a quentura dela sob a calcinha. Dora sorriu para ele, desceu do colo dele, ficando ainda contra a geladeira. Ela o beijou no pescoço e tirou sua camisa a jogando no chão. Ela chupou seu pescoço e depois lambeu lentamente em cima da onde tinha chupado. Sirius ofegou, e ela mordeu seu ombro, e passou as mãos pelas suas costas. Ela o olhou, e lambeu seu mamilo, o mordendo levemente, Sirius suspirou, e ela continuou descendo, lambendo sua barriga, ela se ajoelhou, e abriu o zíper e a abaixou até os tornozelos. Sirius viu ela olhando seu pênis que saia da cueca de tão duro, e ela abaixou sua última peça de roupa, e o pênis duro de Sirius apontou para ela.
Dora sorriu, e o segurou na mão com firmeza. Ela o lambeu na cabeça, só de leve, e depois o colocou todo na boca. Sirius gemeu alto, colocando uma mão apoiada na geladeira e outra na cabeça dela, a empurrando contra ele. Dora o olhou nos olhos, e chupou seu pênis, enfiando tudo novamente na boca, com maestria. Ela riu maliciosa, e chupou as bolas de Sirius, que segurou um gemido mais alto.
Ele a puxou para cima, e a empurrou novamente na geladeira, a beijando cheio de vontade e desejo, sentindo o pênis tremer, só a ter o corpo dela junto do seu. Dora, o empurrou e tirou a calcinha a jogando no chão. Sirius não a deu tempo para tirar a blusa, a virando de costas para ele. O pênis no meio da bunda dela. Os dois gemeram, e Dora se curvou, se segurando na pia, enquanto Sirius colocava seu pênis na entrada dela. Ele sem se aguentar, entrou de uma vez e Dora berrou seu nome, enlouquecida.
Ele continuou arremetendo contra ela, escutando seus gemidos escandalosos. Ele agarrou e acariciou a bunda dela, e lhe deu um tapa estalado, vendo seu pênis sumir dentro dela, a cada estocada. Sirius se curvou e agarrou um dos seios dela, colando seu peito nas costas dela, e sentindo o calor do corpo de Dora. Os dois gemeram, e Dora agarrou a mão de Sirius, a levando para o meio de suas pernas. Sirius estocou com força, a masturbando com os dedos, escutando Dora gemer seu nome.
Sirius tirou seu pênis de dentro dela, e se curvou a lambendo na intimidade que pingava. Ela gemeu manhosamente, e Sirius enfiou a língua dentro dela, querendo prová-la. Dora se afastou de Sirius, e os dois se olharam ofegando. Ela se sentou em cima da pia, e abriu as pernas, jogando o cabelo para trás. Ele a olhou, segurando o pênis e andou até ela, segurando suas duas pernas por baixo do joelho, e enfiado seu pênis de volta em sua intimidade escorregadia.
—Sirius...oh…. — ela gemeu, em seu ouvido. Ele quase gozou, mas se segurou, a beijando no pescoço, e arremetendo tão devagar, que os dois gemiam demoradamente, sentindo cada sensação. Os dois se beijaram mais uma vez e Dora sentiu a sensação explodir e gemeu alto, levando Sirius com ela.
—Elladora… — ele gemeu roucamente em seu ouvido.
Os dois se olharam completamente ofegantes e satisfeitos. Sirius se retirou de dentro dela, e deu alguns passos para trás, até encontrar a parede e se apoiar nela. Sirius sorriu, vendo a garota ainda de pernas abertas, os seios saindo pela blusa, e intimidade deliciosamente molhada.
—Pare de olhar. — ela disse. — Isso nunca vai acontecer novamente.
Mas aconteceu. Mais três vezes naquela noite e mais uma na manhã seguinte. Depois disso Sirius foi para a casa, onde ficou de castigo em seu quarto, sem varinha até o dia no Natal, mas Sirius escapava pela janela, e colocava travesseiros na cama para fingir que estava dormindo. No dia do Natal ele ganhou presentes de alguns familiares, e de seus amigos. Seus pais como sempre convidaram os amigos, e Sirius teve que encarar Rabastan Lestrange e Katherine Greengrass na ceia, e depois os pegarem dando beijos em seu quarto. Ele passou o Natal todo esperando todos irem dormir, para ele poder ir até a casa de Dora. Os dois tinha planejado uma mini ceia depois que tivessem a ceia com suas próprias famílias. Dora preparou toda a comida, e ela e Sirius passaram a noite acordado, vendo TV e comendo até não aguentar mais.
Quando Dora lhe deu um presente, que era uma jaqueta de corou. Sirius sentiu vontade de dizer que a amava. Ele não sabia porque, mas ao olhar os olhos escuros dela, ele sentiu vontade de dizer que a amava. Sirius a conhecia a apenas alguns dias, mas Dora mexia com ele de um jeito diferente. Com Emmeline, Marlene e Dimitre, Sirius se sentia remexido, mas Dora já era uma mulher, ela já não ligava mais para joguinhos de flerte. Ela sabia tomar conta dela mesma. E ela sabia que Sirius estava de quatro por ela.
Ele não sabia o que sentia por Dora, enquanto a via servir bebidas no bar. Ele não sabia o que sentia quando os dois faziam guerra de cerveja, quando Sirius a ajudava a trabalhar. Sirius não sabia o que sentia quando ela dançava a sua frente, ao som dos Beatles. Sirius não sabia o que sentia, quando a via em seu colo, gemendo seu nome.
Sirius não sabia o que sentia.
Era amor? Era paixão? Ele sentia algo tão forte que seu coração batia em seu peito de um lado para o outro, quando ela ria para ele. Ele sentiu os famosos diabretes na barriga, os diabretes que ele só tinha sentindo quando beijou Dimitre pela primeira vez, quando Emmeline o deixou e quando tirou a virgindade de Marlene.
Sirius não sabia se era paixão e que logo tudo isso ia passar, mas ele quis novamente dizer que a amava, quando ela o levou para um estúdio de tatuagem. Ela queria fazer uma tatuagem. Ela fez a tatuagem na clavícula, escreveu em letras garrafais “Não se arrependa”, pois ela lhe disse que arrependimento era um dos piores sentimentos, e que ela não queria senti-lo nunca mais. Então, ela desafiou Sirius para fazer uma. Ele aceitou, afinal Sirius Black nunca perde um desafio.
Ele fez a constelação Canis Major em sua costela. A constelação de seu nome. Dora, lhe disse que na costela doía como inferno, mas Sirius quis mesmo assim, ela segurou sua mão, e o beijou, enquanto a tatuagem era feita.
Quando voltaram para a casa de Dora, os dois se olharam no espelho sem camisa, vendo suas tatuagens. Ele riram, e beberam suco de morango com vodca para comemorar.
Depois que quis pela terceira vez a dizer que amava, Sirius, a abraçou forte, e a beijou em cima da tatuagem. Ele sussurrou no ouvido dela que nunca tinha conhecido alguém como ela. E ela retribui sussurrando que ele estava perdidamente caidinho por ela.
Sirius não negou.
ஐ
Era verdade que se conheciam a muito pouco tempo. Também era verdade que Sirius não sabia tudo sobre a vida dela, ou até mesmo seu sobrenome. Era verdade que Elladora era trouxa, com uma família trouxa, e que ela nunca tinha escutado falar de bruxos. E Sirius era um bruxo, puro-sangue e sua família nunca aceitaria nem a hipótese dos dois estarem juntos.
Mas Sirius mesmo assim decidiu a contar como se sentia. Sobre como ela o deixava confuso, e como ela fazia borboletas voarem pela barrigada dele, só por sorrir para ele. Sobre como ela o deixava completamente louco, com suas patadas sem fim, suas risadas, e sua honestidade. Ele ia dizer tudo a ela. Mesmo que fosse só uma paixão que logo acabaria, Sirius queria dizer tudo a ela.
Era assim que Sirius pensava, enquanto andava pela rua, vendo as crianças trouxas brincarem. Ele andou até o bar e viu a porta entre aberta. O bar não estava barulhento como sempre, então ele abriu, devagar. Sirius sentiu um cheiro horrível e olhou os bêbados que sempre iam no bar, deitados parecendo estarem dormindo, alguns jogados no chão, outros nas cadeiras. Ele tocou um dos bêbados no braço, e sentiu sua pele extremamente gelada. Sirius viu Mike, deitado atrás do balcão e correu até ele. Sirius aproximou o rosto do de Mike, mas ele não respirava. Então ele começou a ofegar se levantando e notando que todos estavam mortos. Sirius subiu as escadas correndo e a porta de Elladora estava entreaberta. Ele sentiu o peito disparar, e a abriu. Tudo parecia normal, mas quando ele entrou no quarto de Dora, ela estava lá, deitada na cama, os olhos abertos olhando para o teto, mas seu peito não descia conforme a respiração.
Sirius sentiu vontade de chorar, e ele se sentou na cama e a puxou para seu colo. Ela estava gelada, e mole. Sirius colocou sua orelha contra o peito dela, tentando escutar alguma coisa, mas estava um vazio sem fim. O silêncio tomando conta do quarto. Ele olhou Elladora nos olhos, e viu água cair no rosto dela. Ele ficou confuso, e notou que ele chorava silenciosamente. Ele viu a chuva começar a cair lá fora pela janela e ele voltou a olhar Elladora morta em seus braços.
Ele a apertou contra o peito dele, e continuou quieto olhando para a tatuagem em sua clavícula. Ele chorou a acariciando nos cabelos, a apertando contra si. Ele sentia dor em seu peito, e sentia um vazio em seu estômago. Um vazio horrível, que o fez querer vomitar, ao aproximar o rosto de Dora do seu, e não sentir a respiração quente dela. Sirius chorou mais, e soluçou, balançando seu corpo.
Ele tinha estado tão confuso sobre o segredo do amor, que ele esqueceu o da morte. Elladora estava morta em seus braços e Sirius simplesmente não sabia o que fazer. Alguém com quem ele teve dias numerados, mas apaixonantes, estava morta. Ele soltou seu corpo na cama, e andou até a janela.
O tempo tinha escurecido, e Sirius viu com horror a marca negra pairar em cima do apartamento. Ele sentiu a raiva borbulhar em seu peito e sua mente parar. Sirius gritou de raiva, agonizando, e socou o vidro da janela. O vidro se quebrou, e Sirius sentiu sua mão sangrar, mas ele não ligava. Ele viu carros da polícia trouxa chegarem em frente ao bar. E ele se virou abraçando mais uma vez o corpo vazio e frio de Elladora. Ele chorou em seus cabelos, e a beijou no rosto.
—Eu senti algo por você.– ele sussurrou, soluçando. — Eu sinto tanto, Dora.
Ele se levantou, e saiu correndo, ele catou uma foto de Elladora que estava na sala e desceu as escadas depressa, correndo para os fundos do bar. Sirius correu rápido, sentindo a chuva o molhar, a medida que ele corria e se aproximava de sua casa. Ele entrou batendo a porta e nem a fechou. Sirius procurou a família, e encontrou seus pais, e seus tios na Sala de Jantar, junto deles estavam os Malfoys e os Lestrange. Régulus estava lá com Effy, os dois comportados um do lado do outro. Rabastan e Kat também, abraçados. Narcisa e Lúcio tomava chá juntos, enquanto ela conversava com a sogra, e então Sirius viu quem ele queria. Bellatrix, sentada lá junto de Rodolfo os dois rindo como nunca antes.
—Sirius. — sua mãe o olhou. — O que aconteceu com você?
—Foi você, não foi? — Sirius berrou para Bellatrix. — A marca estava lá! Eles… ela estava morta, sem nenhum ferimento!
—É, claro que fui eu, Sirius. — Bella riu. — Quem mais poderia ser?
—Porque? — ele chorou, não ligando para Rabastan que o olhou chocado.
—Do que estão falando? — seu pai perguntou.
—Porque, Bellatrix? — Sirius berrou.
Régulus engoliu em seco, olhando para baixo. Narcisa colocou as mãos na boca, chocada.
—O que aconteceu? — sua mãe repetiu.
—Tia. — Bella chamou. — Eu e Rodolfo, matamos alguns trouxas. — ela contou. — Trouxas com que Sirius conversava… ou melhor trouxa. Ele se apaixonou por uma trouxa...
—Cala a boca! — Sirius falou. Enquanto todos na sala ficavam chocados.
—… e eu a matei. — Bella falou, se aproximando de Sirius. — Quando Régulus em contou que você ia todos os dias na casa daquela trouxa… — ela disse. Sirius olhou para Régulus chocado, mas o irmão mais novo não o encarou de volta, envergonhado. — Então eu fui lá, chamei o meu brilhante marido e nós dois acabamos com a vadia. E com todos aqueles trouxas imundos.
—Bella! — tio Alphard se levantou. Tio Cygnus riu, comemorando com uma bebida, já bêbado. O pai de Rodolfo o olhou, balançando a cabeça. Rabastan e Kat se entreolharam, vendo Sirius chorar.
—Eu me importava com ela. — Sirius soluçou.
—Eu fiz isso por você.— Bella sussurrou, agarrando o rosto de Sirius, que chorava. — Eu fiz isso pela nossa família, Sirius. — ela colou a testa na dele. — Eu tinha que fazer isso. Eu tinha que fazer você ver que a guerra é nossa e que você tem que ficar do nosso lado! — Walburga e Orion tinham se levantado, enquanto Bella abraçava Sirius. — Eu fiz isso por você, priminho.
—Eu odeio você! EU ODEIO VOCÊ! — Sirius berrou, mas Bellatrix não o soltou. Os dois acabaram caindo no chão. Sirius continuou chorando, e ela o abraçou.
—Agora, você vai se comportar, ou eu mato você. — ela murmurou no ouvido dele, acariciando seus cabelos maternalmente. — Você vai ficar bem. Você vai ser um de nós.
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Sirius olhou seu irmão, entrar em seu quarto, e fechar a porta. Ele andou calmamente e se sentou ao seu lado na cama. Sirius não o olhou, as lágrimas tinha secado completamente, e agora ele só estava sentado na cama, olhando para o nada.
—Você se lembra de quando eramos pequenos e meu gato Heze morreu? — Régulus indagou. — Ciça o achou feio demais e Bella simplesmente não gostava dele, então elas deixaram ele sair de casa e nós encontramos ele morto, atropelado por aquelas coisas que andam dos trouxas? — ele murmurou. — Eu estava chorando o dia inteiro, mas você veio até mim, e eu achei que iria me dar um lenço, mas você me deu isso… — ele disse, tirando um óculos de sol do bolso. — Era trouxa e você tinha achado no chão. E nós estávamos no meio do inverno, mas eu me achei tão legal usando eles, eu me sentia tão legal com você. Era como se soubéssemos um segredo que mais ninguém soubesse. — ele falou. Sirius o olhou no rosto, e viu a face triste do irmão. — Eu posso tentar de explicar o que aconteceu? Porque eu contei para Bella sobre a sua Dora?
—Porque?
—Para que tenhamos uma chance… de ser irmãos novamente. — Régulus pediu. — Eu sinto muito, Sirius. O que eu posso fazer para ficarmos bem? Me fale, eu faço. — ele disse. Sirius pegou uma caixa embaixo da cama, e tirou de lá uma garrafa de vodca média de vodca pura, que Dora havia lhe dado. Ele entregou para Régulus que leu o que dizia na garrafa. — Isso é álcool?
—Beba tudo. — Sirius mandou.
—Ontem Effy me fez ficar bebendo com ela, meu estômago está horrível. — Régulus murmurou, mas Sirius não perdeu o olhar duro e determinado.
—Se você está falando sério, beba.
—Não podemos só conversar?
—Só depois que me mostrar o quanto você sente muito. — Sirius falou. Régulus sentiu vontade de chorar.
—Não posso.
—Beba, se você sente muito mesmo. — Sirius mandou. Régulus suspirou, e abriu a garrafa. Ele começou a beber, sentindo vontade de vomitar, mas não parou, com Sirius o olhando. Ele bebeu toda a garrafa de vodca, e quase vomitou, deixando a garrafa vazia cair no chão. Ele pôs a mão no ombro de Sirius, que colocou a dele no ombro de Régulus. Ele acariciou o irmão, então aproximou o rosto da orelha dele e sussurrou: -Espero que morra vomitando nos seus rins, irmãozinho.
Régulus engasgou, e vomitou no chão. Sirius se levantou sem olhar para trás e pegou a foto amassada de Dora em sua mão.
Sirius tinha tido dias numerados para amar Dora. Tinha tido tão pouco tempo para amá-la que não tinha nem realmente a amado. Não tinha sido suficiente.
Simplesmente não tinha sido suficiente.
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