When We Were Young
76 A Hard Day's Night
Notas iniciais
A HARD DAY’S NIGHT
ADDIE’S HOUSE
1975
NEW YEAR'S EVE
Era o penúltimo dia do ano. Teddy estava pulando em minha cama, rindo alto, enquanto meu avô dançava em frente a cama, a música dos Beatles que eu tinha colocado. Minha avó estava na janela fumando, e eu pintava minhas unhas em cima do tapete felpudo.
—Então, Adam está te fazendo feliz? — minha avó me perguntou, olhando para janela do quarto de Adam, mas ele estava no momento ensaiando com a banda.
—Sim. — eu sorri.
—E vocês já tiveram muitas brigas? — ela indagou curiosa, pensei sobre o assunto.
—Não. — murmurei. — Acho que nunca realmente brigamos. — falei. Minha avó fez uma careta, enquanto meu avô jogava Teddy sobre os ombros. — Porque você está fazendo essa cara?
—Addie… é que se vocês nunca tiveram uma briga desde que começaram a namorar, quer dizer que a primeira vai ser feia. — ela disse, e deu de ombros. — Mas vai saber…
Eu franzi minha testa, pensando sobre o assunto. Com James nós brigávamos na maioria por ciúmes de alguém, as vezes por causa de quadribol, nunca tivemos uma briga feia, além da do nosso término, mas durante nosso relacionamento tivemos várias pequenas briguinhas, e com Adam estava tudo cheio de rosas. Mordi o lábio, voltando a pintar minhas unhas. Enquanto Cricket limpava meu quarto e ria para Teddy. Senti Lúcifer passar na minha perna e se deitar preguiçosamente em minha coxa. Usei um feitiço secante nas minhas unhas, e acariciei seus pelos brancos e macios.
Uma coruja passou pela janela e jogou uma carta no meu colo, a peguei e me levantei para dar um biscoitinho para a coruja que logo voou embora. Era de Sirius, eu sorri e abri, me deitando no chão para ler.
Eu preciso de você.
Sirius
Fiquei confusa com a pequena carta de Sirius, e me levantei, eu peguei minha mochila que eu levava sempre. Minha avó me olhou confusa e eu murmurei que iria no banheiro. Sai do meu quarto e desci as escadas correndo, passei pela cozinha onde minha mãe e meu pai tomavam chá de costas para mim, então passei e sai devagar pela porta da frente.
Fui para a garagem de Adam, onde a banda ensaiava. Adam sorriu para mim, cantando uma música.
—Eu preciso de uma carona. — falei. Adam parou de cantar aos poucos. — Sirius precisa de mim. — eu murmurei. — Mas se você precisa muito ensaiar, pode me emprestar sua bici…
—Eu te levo. — Adam me interrompeu, dando a guitarra para Marshall e pegando as chaves do bolso.
—Não tem problema se você não puder. — eu falei, segurando seu braço. — Eu não sou uma Yoko.
—Yoko? — ele indagou.
—Yoko Ono. — eu falei. — Ela separou os Beatles.
—Ah, essa Yoko. — Adam riu. — Você não é Yoko.
—Exatamente. — eu disse, o empurrando de volta para perto da banda, que nos olhava risonhos.
—Addie. — Adam segurou meus ombros. — Você é minha namorada e você precisa de ajuda para ajudar Sirius. Me deixei te ajudar.
Assenti, e me despedi da banda, indo até a van de Adam, nós dois entramos e ele começou a dirigir. Adam me perguntou o que aconteceu ao me ver tão nervosa, eu expliquei sobre a carta. Porque Sirius ele não diria que precisava de mim se não fosse algo importante. Ele podia apenas precisar de um abraço, ou conversar. Eu batuquei minha perna nervosa, e Adam dirigiu mais rápido, mas com cuidado. Quando ele parou no sinal vermelho o pedi para transfigurar minhas roupas, em umas mais tradicionais. Adam o fez e deu um sorrisinho ao me ver como uma bruxa tradicional puro-sangue.
Observei a carta de Sirius na minha mão, nervosa sobre o porque ele precisar de mim, e abri minha mochila pegando um pergaminho para escrever uma carta rápida para James, quando terminei, a guardei no bolso para mandar quando eu tivesse uma coruja por perto.
Adam finalmente chegou, e estacionou em frente a Casa dos Black. Suspirei, olhando para frente, ansiosa. Eu não entrava naquela casa a mais de 2 anos e eu não sabia se estava preparada para voltar, mas mesmo assim, eu sai da van, pedindo para Adam me esperar ali, e caminhei até a porta. Respirei fundo, e bati na porta. Monstro a abriu e arregalou os olhos.
—Menina Adhara. — ele se curvou, até o nariz tocar no chão. — Entre, entre. — ele abriu a porta. Entrei na casa e um calafrio subiu pela minha coluna. Estava tudo exatamente igual. Caminhei para dentro e vi nas escadas as cabeças dos elfos.
Monstro passou na minha frente correndo e eu o segui até a Sala de Jantar, ele abriu a porta para eu passar e eu vi tia Walburga me olhando chocada. Ela riu alto, parecendo feliz, e foi até mim, me abraçando. Sentia suas mãos frias me tocarem e a abracei de volta. Tio Orion apareceu atrás dela, e beijou as costas da minha mão. Tio Alphard riu e me deu um abraço apertado, e tio Cygnus somente continuou bebendo uma garrafa de hidromel, sentado a mesa.
—Addie. — escutei aquela voz fria e me virei para Bellatrix. Ela sorriu para mim, e me puxou para um abraço. A abracei de volta, e arregalei os olhos ao ver Rodolfo atrás dela. Meu coração bateu forte e eu me soltei de Bella dando um passo para trás. — Addie, cumprimente Rodolfo.
—Tia Walburga. — eu desviei a atenção, fazendo uma voz melodiosa. — Eu estava morrendo de saudades. E como eu estava passando por perto, resolvi ver vocês. — menti. — Onde está meu noivo? — eu ri. Ela riu também.
—Ele está de castigo no quarto. — ela falou. — Mas como você veio só para nos visitar, eu deixo você dar uma passadinha lá.
Agradeci, e passei por Rodolfo para subir as escadas, senti a mão dele segurar meu braço. Meu corpo congelou, e Rodolfo se curvou em dando um casto beijo na bochecha, depois se afastou sorrindo cruelmente. Afastei meu braço do dele, e subi as escadas quase correndo. Parei em frente a porta que tinha minhas siglas e a abri devagar. Estava tudo como eu tinha deixado, mas eu não tinha tempo para isso, fechei a porta e passei em frente ao quarto de Régulus. Ele estava deitado em cima da cama, com uma cara simplesmente horrível, ele estava chorando silenciosamente, e com um balde de vômito ao lado da cama. Suspirei, mas fui até o quarto de Sirius. Abri a porta e o encontrei, olhando pela janela, de costas para porta, usando uma jaqueta de couro.
—Alguém me chamou? — indaguei.
Sirius se virou chocado e riu, se levantando do chão.
—Addie. — ele riu. Eu entrei no quarto e fechei a porta. Ele correu até mim e me abraçou fortemente, o puxei para sentarmos na cama e ele acabou deitando a cabeça em meu colo. Suspirei me ajeitando e fiquei acariciando os cabelos dele devagar, ele olhava para frente, os olhos vermelhos, como se quisesse chorar, mas ele não o fez. Continuei acariciando seus cabelos, tentando transmitir calma para ele, tentando transmitir segurança. Sirius suspirou, como se fosse chorar novamente, e apertou a mão. Vi os nós dos seus dedos ficarem brancos, e eu segurei sua mão, e o fiz relaxar, a apertei de leve, enquanto com a outra mão eu ainda passava as mãos pelos seus cachos negros.
—O que aconteceu?
—Não quero falar sobre isso. — ele murmurou. Assenti, e ele entrelaçou nossos dedos.
—Sirius… — chamei, ele me olhou. — O que aconteceu com Régulus? Ele não parece estar bem.
—É melhor que ele não esteja mesmo. — Sirius falou, a face se contraindo em uma carranca. Percebi que o que tivesse acontecido, tinha a ver com Régulus. Sirius estava com muita raiva de Régulus, pude ver em seus olhos. — Você pode ficar aqui… um pouco?
Murmurei que sim, e ele sorriu, se ajeitando em meu colo. Voltei a acariciar seus cabelos, e Sirius tirou do bolso da calça uma foto. Percebi que tinha uma menina bonita, franzi a testa.
—Quem é? — indaguei curiosa.
—Ninguém importante.
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Eu fiquei um tempo com Sirius, até que ele estivesse calmo. Depois ele desceu comigo, para me levar até a porta. Todos ainda estavam na Sala de Jantar, e eu passei para me despedir. Tia Walburga tentou em fazer ficar, mas eu me desvincilhei.Quando Bella foi me abraçar, ela me segurou e colocou a boca próxima ou meu ouvido.
—Aquela coisa trouxa lá fora. — ela sussurrou. — Você veio nela, não foi? Traidora.
—Não enche, Bella. — falei, a empurrando. Sirius se postou ao me lado, olhando Bellatrix com ódio mortal.
—Que foi, Sirius? — ela indagou rindo. — Quer que eu faça com Adhara o mesmo que fiz com…
—CALA A BOCA! — Sirius berrou. Me assustei, e Rodolfo foi para o lado de Bella, apontando a varinha para Sirius. Tio Orion resolveu se meter, e se colocou entre nós, começando a brigar com Bella e Sirius.
—Cygnus. — escutei tia Walburga chamando. Tio Cygnus estava vermelho, tentando beber, mais da bebida. — Você está bem?
Rodolfo se meteu e tio Orion começou a brigar com ele também, falando sobre eles serem todos uma família puro-sangue, mas eu não prestei atenção, olhando tio Cygnus, ficar mais vermelho. Ele derrubou a bebida e caiu no chão, arfando. Tia Walburga berrou e tio Alphard correu até ele. Bella olhou desesperada para o pai e correu até lá, ajudando. Todos correram ficando somente eu e Sirius assistindo. Ele pegou na minha mão, e eu imediatamente me lembrei de tia Druella caindo morta no chão. Bella gritou, virando o pai para ela, que arfava vermelho. Sirius me olhou de lado, e eu o encarei preocupada.
—Ele está morrendo? — perguntei, ficando assutada.
—Não! Não! — Bella gritou, enquanto Rodolfo pegava o pai dela, mas ela não parecia estar falando comigo, e sim com ela mesma.– Ele está engasgando…
Eu suspirei aliviada, e os vi tentando desengasgar tio Cygnus, que tentava pegar a bebida jogada no chão. Me virei para Sirius e o beijei na bochecha, ele assentiu, e eu corri para fora da casa. Adam se assustou quando eu abri a porta, mas eu somente o pedi para dirigir. Adam concordou e dirigiu rápido para longe da Casa dos Black.
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Adam ficou quieto, e percebi que ele não estava voltando para nossas casas, também percebi que tinha várias sacolas na parte de trás da van. Ele estacionou em uma estrada de terra, e apontou a varinha para mim, ele transfigurou de volta minhas roupas. E eu suspirei aliviada. Ele acariciou meu rosto, e me puxou para seu peito eu o abracei de volta. Sentindo minha respiração nervosa voltar ao normal aos poucos. A Casa dos Black era simplesmente tóxica.
Ele levantou minha cabeça pelo queixo e me deu um beijinho nos lábios. Ele sorriu daquele jeito que deixava minhas pernas tremendo e eu sorri de volta, enfiando meu rosto em seu pescoço e o abraçando com mais força ainda. Adma riu, e acariciou minhas costas.
—Tudo bem? — ele indagou, eu levantei meu rosto e sorri.
—Algo aconteceu com Sirius. — eu falei. — Não sei o que é, mas ele parece… estar fodido da cabeça. Ele fez algo para Rég… e Bella fez algo com Sirius… aquela casa é tóxica pra caralho. — bufei. — Eu consegui ir embora, antes que Bella tentasse me sequestrar ou coisa do tipo, mas só porque meu tio ficou super bêbado e começou a engasgar com algo que comeu.
—Ele está bem?
—Acho que sim. — murmurei. – O que são essas coisas?
—Você começou a demorar, então eu fui comprar umas coisas pra gente. — Adam contou, e pegou duas garrafas de bebida trouxas. — Foi difícil, porque o primeiro bar que eu passei estava fechado e cheio de faixas mandando ficar longe, então tive que ir até outro, então passei em uma loja de conveniência para comprar algo para comermos também e o cara ficou me seguindo, acho que ele pensou que eu ia roubar.
—E pra que tudo isso? — sorri.
—Porque vou te levar para um lugar especial. — ele riu. Ele pegou as sacolas, e nós dois saímos da van e entramos dentro da floresta, percebi como ela não tinha neve nenhuma. — Essa floresta…
—É mágica! — falei sorrindo. — Eu já vim aqui. — contei, em lembrando do dia em que procuramos um cadáver. Adam sorriu, enquanto eu contava para ele, sobre essa minha pequena aventura, e ele riu se lembrando de como eu, Emmeline e Mary roubamos uma loja. Adam me levou par ao lugar certo e saímos para uma parte aberta da floresta, lá tinha um lago, e em era de pedra. Paramos em frente e Adam largou nossas coisas no chão. Eu sorri, gostando do local. — É um lugar bonito.
—É um dos meus favoritos. — ele disse. — Meu avô me trazia aqui, quando eu era pequeno. — ele me contou. Adam tirou a blusa e começou a desafivelar a calça.
—Eu não trouxe roupa de banho. — murmurei, vendo a bundinha dele, coberta pela cueca.
—Nem eu. — ele riu, tirando as meias. Estava frio, mas como não nevava na floresta, o clima estava bom o suficiente para entrar no lago. O imitei tirando a roupa, e Adam pulou no lago. Ele voltou para superfície e eu ri para ele, tirando meu sutiã e ficando apenas de calcinha preta. Adam sorriu malicioso, e eu pulei no lago.
Eu mergulhei e nadei um pouco, voltei para superfície e Adam me encarou. Nadei de costas até ele, e então mergulhei, e nadei em volta dele, até voltar novamente para a superfície e enrolar minhas pernas na dele. Ele continuou me encarando e meus cabelos foram ficando rosas, e ele mexeu com o dedo no meu cabelo molhado. Eu afastei a mão dele e ri, o dando um beijo molhado na boca.
—Você é linda. — ele sussurrou para mim. — Você… Eu esperei por você e valeu a pena. — ele disse. Eu sorri feliz, e ele continuou me olhando daquele jeito que fazia meus cabelos ficarem rosas. — Adhara Polaris, eu te compraria uma estrela... — ele disse. Eu gargalhei, o abraçando pelo pescoço. — … se você já não fosse uma.
—Adam Paul Cook. — eu murmurei, contra seus lábios. Ele riu, me abraçando pela cintura. — Eu estou completamente apaixonada por você.
—Eu sei. — ele falou, convencido. Eu bati em seu ombro, e ele gargalhou. — Está tão na cara. Você está caidinha por mim. — ele disse. — Desde que você me viu sendo incrível tocando violão.
—Você é realmente incrível quando está tocando violão. — eu disse. Ele sorriu, metido. — Quando você começa a cantar, eu só quero rasgar sua roupa e te lamber inteiro. — contei. — Sabe de uma coisa? Remus em disse uma vez o amor só é lindo, quando encontramos alguém que nos transforme no melhor que podemos ser. E você me faz querer ser alguém melhor… posso te pedir uma coisa?
—Sempre.
—Não deixem me casarem com Sirius. — murmurei manhosa.
—Addie, eu vou ficar com você até o dia em que eu morrer. — ele falou. — Ninguém vai te tirar de mim.
—Só se eu te dar um fora. — ri. Adam gargalhou, ele me abraçou apertado, e nos fez mergulhar, eu gritei, e abri os olhos embaixo d’água. Adam me olhou e meus cabelos flutuaram a nossa volta ficando rosa.
Nós sorrimos e bolhas subiram pelas nossas bocas.
Adam me beijou.
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Já tinha anoitecido, e nós estávamos na parte de trás da van do Adam, com as portas abertas, antes Adam tinha aparatado para casa, enquanto eu o esperava e foi avisar meu pai que eu estava bem, e estava na nova casa de Emmeline. Meu pai disse para ele que ele iria me matar quando me visse e Adam aparatou de volta. Eu estava apenas com uma blusa preta de manga longa de Adam, e ele apenas com sua calça jeans desafivelada.
Adam fumou um baseado fino e longo, e eu bebi um gole da bebida que ele tinha pego. Eu o observei, enquanto ele soprava a fumaça para fora, e olhava para as estrelas.
—Você está bem? — indaguei. Adam não me olhou.
—Não. — ele respondeu. — Esse é o pior momento da minha vida. — ele continuou. — O clima tá uma merda e a companhia é pior ainda. — ele brincou. Eu ri, e tomei mais um gole.
—Amém. — falei. Ele riu, tragando seu baseado. Olhamos a fogueira, e Adam jogou outro galho na fogueira, depois ele colocou a mão por cima da minha. Entrelacei minha mão na dele, e Adam me acariciou com o dedão.
—Já fumou ao contrário? — ele indagou.
—Não. — respondi. Eu já tinha escutado sobre fumar ao contrário, mas nunca tinha tentado. — Por que não fumar do jeito certo?
—É legal. — ele disse. — Você nunca nem tentou?
—Não, mas só de ver sei que é besteira. — brinquei. Ele riu.
—Vamos tentar. — ele disse, me puxando pela cintura.
—Tudo bem, vamos lá, me desaponte. — eu ri.
Adam colocou o lado contrário do cigarro na boca, e eu coloquei a minha no lado certa. Ele pôs minhas mãos cobrindo nossas bocas, e depois pôs as mãos deles na minha nuca, segurando meus cabelos molhados. Eu fumei o baseado, e Adam aparentemente também, nos separamos e eu peguei o baseado entre os dedos, enquanto Adam soltava a fumaça.
Olhei meu namorado se deitar na van, somente com os pés de fora. Fumei o baseado e o joguei na fogueira. Subi em cima do colo de Adam, e ele sorriu segurando na minha cintura. Nos beijamos intensamente, mordisquei seus lábios, e me separei beijando seu peito delicadamente. Adam suspirou, e o toquei por cima da calça, o senti crescendo na minha mão, e tirei minha blusa, ficando só de calcinha.
O tirei de dentro de calça e o masturbei devagar, observando suas reações, e então chupei somente a cabeça, e pressionei minha língua fortemente contra ele, e Adam gemeu. Senti um pré-gozo saindo dele, e eu o chupei, fazendo um estalo alto. O chupei repetidas vezes apenas na cabeça e Adam gemeu mais alto, gostei do som rouco da sua voz e lhe dei uma lambida por todo seu cumprimento.
—Cante para mim. — eu pedi. Adam riu, e eu o agarrei com força, ele arfou, e sorriu malicioso. — Beatles. Porque Beatles me deixa excitada.
—It's been a hard day's night. — Adam cantou, enquanto o chupava inteiro. — When I'm home, everything seems to be right.– eu ri, o masturbando, enquanto o dava lambidas. — When I'm home, feeling you holding me tight, tight, yeah.
—But when I get home to you. — cantei, o tirando da minha boca, e sentando em seu colo. — I find the things that you do, make me fell alright.
—It's been a hard day's night. – ele cantarolou, enquanto eu colocava minha calcinha para o lado e descia em seu pênis.
Nós dois gememos, e eu apoiei minhas mãos no peito de Adam, e comecei a me mover em cima dele, sentindo seu pênis ficar apertado enquanto eu descia e subia, com minhas mãos em seu peito, e minhas unhas o arranhando, fazendo marcas vermelhas em sua pele. Adam apertou minha cintura, e me fez sentar com força, gemi alto, e ele desceu as mãos para minha bunda, a agarrando com força.
Adam sorriu e jogou a cabeça para trás, eu o torturei rebolando lentamente. O fiz gemer alto, ao eu me curvar e o chupar no pescoço, deixando-o com uma marca. Ele se sentou de repente, e me abraçou com força, passei meus braços pelo seu pescoço, e ele beijou meus seios. Uma de suas mãos apertou um seio, colocando meu mamilo rosado, entre seus dedos. E a outra continuou em volta da minha cintura, me ajudando a me movimentar em cima dele.
—Addie...oh, Addie. — ele gemeu roucamente, em minha orelha. Senti uma onda de prazer descer pela minha coluna e o retribui gemendo seu nome baixinho.
Ele me apertou com tanta força na cintura, que eu sabia que ficaria vermelho. Com uma mão agarrei seu cabelo, e com a outra o arranhei nas costas. Adam arfou, e nos virou, ficando por cima de mim. Gemi, surpresa, e entrelacei minhas pernas em sua cintura. Meu namorado arremeteu contra mim, me fazendo o abraçar apertado, e continuou assim, até que eu começasse a dar gritinhos contínuos e a chamar seu nome cada vez mais alto.
—Adam! Adam! — berrei, jogando minha cabeça para trás, gozei fortemente, e Adam estocou em minha intimidade ensopada, gozando e gemendo contra meus peitos. Suspirei, e descansei a cabeça no chão da van. — A gente esqueceu a camisinha. — eu murmurei, quando ele saiu de dentro de mim, se sentando. Ele fechou a porta da van, e nos cobriu com um cobertor. Peguei uma almofada, e Adam voltou a deitar me abraçando.
—Vai ter que tomar chá de lua. — ele falou, me beijando carinhosamente no topo da cabeça.
—Odeio chá de lua. — falei e fiz um biquinho.
Adam me beijou, e acariciou meu rosto.
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—Você está de castigo, Adhara Black. — meu pai berrou, enquanto almoçávamos. — Você vai pro seu quarto agora, sem comer!
—Mas eu já terminei. — falei, apontando para meu prato. Minha mãe arqueou a sobrancelha para o meu pai.
—Sem namorar! — meu pai falou. — Isso mesmo. Sem Adam!
—Mas você o convidaram para o Ano Novo. — eu murmurei. Minha mão revirou os olhos para o meu pai.
—Então, sem Adam até de noite, agora vá pro seu quarto. — ele disse. Eu me levantei achando graça. — E leva seu irmão. — coloquei meu prato na pia, e peguei meu irmão no colo, e sorri para os meus pais, que me olhavam bravos.
—Desculpe. — falei, e subi as escadas. Coloquei Teddy na minha cama, e ele sorriu pra mim. Sorri de volta, amando seu sorriso fofo. Ele ficou me olhando, e tombou a cabeça para o lado. — Que foi, amor? — perguntei.
—Adi, mi leva pa voa na sua vassora? — ele indagou. Eu cruzei os braços e pensei.
—Okay. Mas mamãe e papai não podem saber. — murmurei o pegando no colo, agarrei minha vassoura com uma mão, e fui para janela, subi em cima dela com Teddy, e o abracei apertado, segurando na vassoura. Subi por cima da casa, e fui mais para o alto, para que nenhum trouxa visse uma adolescente e uma criança voando em uma vassoura.
Eu voei devagar, e Teddy gargalhou, gostando do vento que batia em nossos rostos. Teddy gritou que estava voando de verdade, e eu sorri por estar o fazendo feliz. A neve começou a cair e ele ergueu seu rostinho, dando mais uma risadinha. Flocos de neve caíram em seu rosto, e ele assoprou alguns. Voei para baixo, e parei em cima do telhado da nossa casa. Puxei Teddy para se sentar no meu colo, e brincamos de pegar flocos de neve. Quando começou a nevar mais forte, resolvi voltar para meu quarto.
—Por favor, me diga que você não levou seu irmão de quatro anos para voar. — meu pai disse, quando eu entrei pela janela. Coloquei meu irmão no chão, e limpei meu cabelo cheio de neve.
—Claro que não, papai. — murmurei sorrindo. Ele apontou o dedo para mim, e abriu e fechou a boca sem parar. — Teddy o que estávamos fazendo?
—Eu e Addi tava na janela bincando de pega flocos de neve. — ele disse, sorrindo inocente para o nosso pai.
Meu pai suspirou e riu, ele nos deu um beijo carinhoso na testa, antes de sair do meu quarto. Eu e Teddy rimos cúmplices e eu coloquei uma música no toca disco para ele dançar em cima da minha cama.
—Pegando flocos de neve, hã? — Adam falou. Me virei e o vi me olhando da janela dele. Ri, e me apoiei na minha janela.
—É o nosso segredinho. — falei.
—Cookie! Cookie! — Teddy tentou escalar a minha perna, o peguei no colo e ele sorriu para Adam. — Ocê vai vi mais tarde?
—Vou sim, Teddy Bear. — Adam respondeu. Teddy gritou animado, e desceu do meu colo, para ir para a sala.
—As vezes acho que ele gosta mais de você do que de mim. — eu brinquei, fazendo um biquinho.
—Como não? Eu sou muito gostável. — ele disse, fingindo se achar. Gargalhei, e senti a mão da minha mãe no meu ombro.
—Sem Adam. — ela disse. — Castigo. — ela me lembrou. Soltei um muxoxo, e ela me puxou para longe da janela. — Desculpe, Adam. Te vejo hoje a noite.
—Sem problemas. — ele riu.
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—Que foi? — perguntei, vendo minha mãe me encarar, enquanto eu lavava a louça e a dava, para que ela secasse, e guardasse.
—Nada. — ela sorriu, secando um copo. — Você está bonita. Grande.
—Você tá querendo ter uma conversa toda profunda, onde você termina me abraçando e chorando? — indaguei, ela riu, e eu sorri brincalhona.
—Talvez. — ela respondeu. Minha mãe, se virou de lado, apoiando o quadril na pia, ela colocou uma mão no meu rosto, e me acariciou. Sorri, gostando do carinho. -Eu te amo tanto, meu bebê. — ela falou, eu gargalhei, e a beijei na bochecha. Minha mãe me puxou para um abraço, e eu a abracei de volta, mesmo com as mãos molhadas. Ela me apertou fortemente e cheirou meus cabelos. Ela amava o cheiro do meu cabelo, e vivia me abraçando e fungando em mim. Mas ela se afastou rápido e colocou uma mão na boca, vi surpresa minha mãe se curvar e vomitar na pia. O vômito caiu sobre a louça ainda não lavada.
—Pai! — berrei. — Pai! A mãe tá vomitando! — gritei, escutei a voz do meu pai, e Teddy apareceu pelado e a cabeça molhada, e meu pai logo atrás, com a camisa da blusa erguida, e as mãos com sabão, o que indicava que ele estava dando banho no meu irmão.
Eu acariciei minha mãe nas costas, ela já tinha parado de vomitar e agora respirava ofegante, enquanto limpava a boca. Meu pai pegou Teddy no colo e o colocou em pé, em cima da cadeira, depois veio até minha mãe, a beijou na testa. Fui para o lado do meu irmão e cruzei os braços, olhando como meus pais estavam dando risadinhas.
—Addie… — minha mãe sorriu. — O motivo que eu estar tão emotiva… bem, eu sei que eu já tenho quase cinquenta anos, mas… aconteceu.
—Que? — Teddy perguntou, franzindo a testinha, apesar dele estar mais interessado em tentar pegar uma banana que estava no meio da mesa. Minha mãe sorriu, e ela e meu pai entrelaçaram as mãos.
—Eu estou grávida! — ela disse.
—Você o que? — indaguei chocada.
—Dois meses. — ela contou. Me apoiei na cadeira de Teddy, chocada.
—Você está grávida de novo?
—Teddy já tem quatro anos, faz tempo… — minha mãe murmurou. — Você… não está feliz?
—É, importante para nós, Addie, que todos da família, fiquem felizes. — meu pai disse. Eu suspirei e sorri.
—Sim, estou feliz. — falei. Eles sorriram aliviados, e eu ri. — Vou ter mais um irmãozinho fedorento pra me encher o saco. — eu disse, cutucando Teddy na barriga. Ele gargalhou, e meu pai se curvou e segurou Teddy pelos ombros.
—Eu e sua mãe vamos ter um bebê, Teddy. — meu pai falou. — Você vai ser um irmão mais velho.
Mas tudo que Teddy falou foi:
—Di onde os bebês vem?
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—Então, Denny disse, eles vem de árvores. — minha mãe gargalhou, contando para Willow e Henry. — E Teddy perguntou, que tipo de árvore.
—E o que o Denny disse?
Me virei para Adam, enquanto eles gargalhavam, com minha mãe contando a história. Acariciei os cabelos de Teddy, enquanto ele dormia em meu colo.
—Eles estão felizes. — murmurei, sorrindo ao ver meus pais rirem, e como minha mãe colocava a mão dela protetoralmente sobre a barriga, mesmo que ela ainda esteja lisa. — E eu vou ter outro irmãozinho ou irmãzinha. — murmurei, beijando o rosto adormecido do meu irmão. Adam sorriu, passando um braço pelo meu ombro, e me beijando na testa. — Eu vou poder escolher o nome. Eu já pensei em um nome de menina Daisy Mira Black.
—É, bonito. — ele disse. Adam me beijou devagar.
—Um dia… — murmurei, e mordi meu lábio. — Nós vamos ter também…
—Sim. — ele sorriu confiante. — Vamos ter um bando de filhos.
—Dois. — falei, e ele me beijou.
—Quatro. — ele pediu, beijando, eu ri.
—Três. — falei decidida.
—Combinado. — nós dois rimos, e eu beijei Adam, até a mãozinha de Teddy, que acordara, se meter entre nossas bocas. Ele riu, e Adam o pegou do meu colo, para o encher de beijos.
—Ficam dando beijinho! — Teddy riu.
—Um dia você vai também. — Adam falou. — E eu vou estar lá pra ficar atrapalhando.
—Vo não! — Teddy, fez um biquinho, ele cruzou os bracinhos. — A Dora me deu beijo, mas Bill…
—Quem?
—Dora Tonks. — Teddy falou. — Nossa pima!
—Eu sei, amor. — eu ri. — Bill é seu amiguinho?
—Sim! Bill Weasley. Eu, ele, Dora e Charlie somos amigos. Charlie é irmão do Bill. Eles tem cabelos vermelhos. — Teddy contou, e pulou do colo de Adam, quando viu meu pai passar com batata frita. Ele correu atrás do meu pai, e Adam voltou a passar o braço pelo meu ombro.
—Eu fui ver meus pais. — Adam me disse. O olhei surpresa. — Minha mão levou uma cara para casa, meu pai pirou. Eles estão brigando, mas… querem conhecer você.
—Também quero conhecer eles. — falei, encostando minha cabeça em seu ombro. — Espero que eles gostem de mim.
—Eles vão.
—Eu sei, impossível não gostar mim. — brinquei. Mordi meu lábio, e segurei sua mão. — Mas, eu posso ser mais… quero dizer, menos…
—O que? — Adam se afastou confuso.
—As vezes eu sou meio… vaca? — eu ri. — Eu posso ser mais, sei lá, Lily Evans, talvez você goste mais de mim assim...
—Addie… — ele colocou a mão no meu pescoço. — Você é a mesma garota por quem eu estava apaixonado ontem e a mesma que vou estar apaixonado amanhã. Você entende? Eu não quero uma Addie diferente, eu quero você, com todas as qualidades e todos os defeitos. Eu quero toda você e somente você. Fui claro?
—Sim. — eu sorri bobamente, simplesmente me sentindo alegre, com uma chama no meu peito, que fez meu corpo todo aquecer. — Quer sair daqui? — perguntei, lhe dando beijos no pescoço.
—É, quase meia noite. — ele riu. Eu ia o convencer a ir comigo para meu quarto, mas Henry e Willow chamaram a atenção da festa.
Meus pais estavam dando uma festinha de ano novo, além de meus avós, Henry e Willow, e a avó do Adam, estavam os amigos trouxas dos meus pais, com suas famílias, alguns vizinhos, e Eddy, que estava dando em cima da minha vizinha. Todos se agruparam, e eu e Adam nos levantamos, minha avó passou dando um copo de bebida para mim e Adam.
—Bem… — Henry riu. — Eu achei que isso nunca iria acontecer. Tipo, nunca mesmo. Nunca. Com nunca eu quero dizer nunca, jamais.
—Entendemos, amor. — Willow riu. Ela pegou a mão de Henry e puxou a da minha mãe. — Eu estou grávida!
Minha mãe gargalhou, e a abraçando, e elas sorriram felizes. Todos cumprimentaram Willow e Henry, e eu Adam fomos o dar um abraço. Ouvi gritinhos e risadas, e vi Teddy e Ninfadora perto da lareira, ela tentava dar um beijo em Teddy, que se esquivava, com uma cara assustada. Todos continuaram agrupados, pois faltava apenas alguns minutos para o Ano-Novo. Me lembrei de como no Ano-Novo passado, que eu estava namorando James, mas ao olhar Adam, rindo e me olhando, só pensei que queria passar todos os Ano-Novos que eu viveria com ele. Eu bebi um gole do meu copo, e o coloquei em cima da mesa, Adam me abraçou pela cintura.
—5! 4! — cantaram. Eu abracei o pescoço de Adam. — 3! 2! — eu sorri. — 1!
—Feliz Ano-Novo! — berrei, jogando minha cabeça para trás. Adam gritou também e nós no beijamos apaixonadamente. Nos fitamos, enquanto todos gritavam e se abraçavam. — “Mesmo quando estavam só passando o tempo, não estavam só passando o tempo, é como se todo tempo que passavam juntos sempre fosse importante.”
—Quem disse isso? — Adam perguntou, me beijando no queixo.
—Um cara em um livro. Mas, o que eu quero dizer… — eu ri, mordendo meu lábio. — É que talvez seja sobre a gente.
—Definitivamente. — ele disse, me puxando para outro beijo. — Me prometa. — ele pediu.
—Eu prometo. -respondi. — O que eu estou prometendo?
—Que passaremos o próximo Ano-Novo juntos. — ele falou.
—Adam, nós vamos. Eu vou atrás de você na sua turnê com a banda, ou você vem pra cá, a gente dá um jeito. — eu falei, segura. — Mesmo que estejamos separados…
—Nós não podemos prometer isso, não é? — ele falou. — Eu posso estar ocupado demais, e você pode… ter seguido em frente. Ou a guerra pode… Muita coisa pode acontecer, Addie.
—Eu já disse. — eu segurei seus cabelos. — Adam, eu te amo. Então me ame de volta, e nós vamos ficar bem.
ஐ
Escutei um barulho e acordei aos poucos, bocejei e vi que eram cinco da manhã, escutei o barulho de novo e me sentei na cama. Franzi a testa e vi minha janela tremer. Uma mão apareceu e a puxou para cima. Catei minha varinha e apontei para a janela, mas a deixei cair no chão no susto.
—Rabastan? — indaguei, vendo ele cair no chão do meu quarto, ele ergueu a cabeça e percebi seu olhar bêbado. Ele me olhou inteira e deu um sorrisinho sacana, olhei minhas roupas, uma calcinha e uma blusa da banda do Adam. — Que porra você tá fazendo aqui?
—Eu vim te ver. — Rabastan riu, tentando se levantar. Revirei os olhos, e joguei um feitiço silenciador no meu quarto. Ajudei ele a levantar e Rabastan me abraçou, afastei meu rosto do dele e senti seu bafo de hidromel. — Eu preciso te perguntar uma coisa.
—Você veio até aqui para me perguntar algo? — indaguei, o colocando sentado em cima da minha cama. — Não podia ter mandado uma carta, Rabs?
—É importante! — ele arregalou os olhos. — Quando… quando estávamos juntos… — ele começou. Franzi a testa. — Eu era bom?
—Ahn...sim? — murmurei. Ele fez uma careta.
—Você está em dúvida?
—Não! Não! Só estou surpresa. — falei. — Você era muito ágil com os dedos e com a língua também.
—Então, eu era bom?
—Sim. Fiquei muito satisfeita com os orgasmos que tive. — eu ri. Ele sorriu feliz. — Porque a pergunta?
—É a Kat. — ele falou, se deitando na minha cama. — Ela não parece… satisfeita.
—Pergunte o que ela gosta. — sugeri. — Pode ajudar.
—Obrigado, Addie. — ele murmurou, deitando a cabeça no meu travesseiro e fechando os olhos.
—Rabastan! Não! Não dorme, garoto. — murmurei, enquanto o sacudia. Mas ele começou a roncar, e eu bufei. Fui para a janela, chamei Adam, tentando não gritar, e ele apareceu em sua própria janela, com cara de sono. — Acho que você deveria ver isso.
Adam escalou minha janela, e com a cara amassada pulou para dentro do meu quarto, usando somente uma calça. Ele olhou Rabastan desmaiado na minha cama, e me encarou curioso. O expliquei o que aconteceu, e ele riu.
—E você me chamou para que eu não achasse que estava me traindo?
—Aham. — eu ri. Adam me puxou para um beijo, e nós dois nos deitamos no meu tapete roxo felpudo. Rabastan roncou, e nós dois rimos, e continuamos a nos beijar. Eu podia ver que Adam estava com sono, mas ele continuou me beijando, mesmo cansado. O abracei e o senti arrepiar, enquanto eu passava minhas unhas pelas suas costas. O empurrei, e subi em cima de seu colo, chupei a pele de seu pescoço. — Eu quero meu sexo de Ano-Novo. — murmurei em seu ouvido. Ele sorriu, e agarrou minha cintura.
—Vocês não vão trepar agora, né? — escutei a voz sussurrada de Rabastan. Ele colocou a cabeça para fora da cama, eu suspirei, e sai de cima de Adam, que me deu um tapinha na bunda, e se levantou.
—Onde vai? — perguntei manhosa, puxando a mão dele.
—Eu vou pra minha cama. Volto amanhã de manhã. — ele disse, beijando minha mão, e a esquentando.
—Mas e… ele. — murmurei.
—Eu to bem aqui. — Rabastan falou, com a cara enfiada no travesseiro.
—Eu confio em você, Sugar. — Adam falou, já na janela. — E você consegue lidar com Rabastan Lestrange. — ele pulou a janela.
Eu bufei e coloquei uma almofada atrás da minha cabeça e olhando para o teto. Escutei uma movimentação e senti Rabastan se deitar ao meu lado. Estávamos a um palmo de distância, os dois olhando para o teto. Ele suspirou, o senti se virar. Virei somente a minha cabeça e Rabastan tirou um hidromel de dentro do casaco chique. Ele jogou o casaco no chão e abriu a garrafa e bebeu um gole me olhando.
—Eu sinto sua falta, as vezes. — ele me disse. — O que é estranho porque… nós tínhamos mais algo físico do que sentimental… bem, eu tinha algo sentimental. Você não.
—Eu gostava de você. — murmurei. – Se você não apoiasse...
—O que eu estou fazendo aqui? — ele me interrompeu.
—Você veio me fazer uma perguntar.
—Eu podia ter mandado uma carta. — ele falou e deu um grande gole no hidromel. — Eu…
—Tem alguma outra razão, Rabs? — indaguei calmamente. Ele mordeu o lábio, e colocou a garrafa no chão. Ele ergueu o braço e meu coração parou, enquanto ele descia a manga de sua blusa. Seu braço estava liso, sem nenhuma tatuagem, dei um enorme suspiro aliviado.
—Eu vi o Lorde das Trevas. — ele me contou. — Ele me disse que logo eu estarei pronto. Logo eu vou ser um deles. E você vai me odiar, é por isso que eu estou aqui. — ele murmurou. Eu não sabia o que dizer, minha cabeça ficou confusa, então eu peguei a garrafa e bebi. Me virei também e peguei a mão de Rabastan. — Não me odeie.
—Não vire um Mucilber. — eu pedi. — Por favor, Rabs, não faça isso, é errado, simplesmente tão errado. — apertei sua mão, com carinho.
—Eu não posso prometer isso. — ele falou. Senti vontade de chorar, então olhei para o teto. — Eu só posso prometer que eu nunca vou tentar te machucar.
—E se seu Lorde mandar? O que você vai fazer? — perguntei e soltei a mão dele. Ficamos calados, e Rabastan deitou a cabeça em minha barriga, enquanto eu bebi mais um gole de hidromel. Acariciei os cabelos de Rabastan, me lembrando que sempre fazia isso em Sirius. Ele suspirou.
—Posso passar a noite aqui?
—Só se não me agarrar. — murmurei em resposta. Ele riu, e eu continuei o acariciando nos cabelos.
—Difícil, mas vou fazer o possível.
ஐ
—Addie! Café tá pronto! — meu pai bateu na porta. Acordei assutada, e me vi deitada no meu tapete, com Rabastan dormindo em cima da minha barriga. Senti minhas costas doerem por ficar na mesma posição a noite inteira, mas me levantei e tirei uma mão assanhada de Rabastan, da minha coxa. Meu pai bateu na porta novamente e eu chutei Rabastan e coloquei minha mão em sua boca, antes que ele falasse algo. Meu pai me chamou novamente, e ele arregalou os olhos.
—Vá para debaixo da cama! — sussurrei, ele foi para lá e eu me levantei e abri a porta. Meu pai ergueu a sobrancelha e eu lhe dei um sorriso. — Já vou descer. — falei. Ele olhou dentro do meu quarto, desconfiado.
—Eu te ouvi falando. — ele murmurou.
—Eu estava falando sozinha. — eu disse, dissimulada. Ele cruzou os braços.
—Eu te conheço Adhara Black. — meu pai falou. — Você sempre está tramando algo.
Minha avó que escovava os dentes com a porta do banheiro aberta riu. E eu fiz um biquinho para meu pai, e já ia convencê-lo que estava tudo bem, até que um resmungo veio de dentro do meu quarto. Arregalei os olhos, e meu pai entrou no meu quarto. Minha avó veio para perto para assistir, enquanto meu pai olhava dentro do meu closet. Ele não achou nada e suspirou.
—Viu? Eu estava falando sozinha. — falei. Meu pai ia se dar por vencido, mas ele viu o casaco de Rabastan no chão. — É do Adam. — dei de ombros.
—Adam não usa casaco bruxo e chique. — ele disse, e então se ajoelhou no chão, olhando embaixo da minha cama. Minha avó gargalhou, quando Rabastan saiu de debaixo da minha cama, com uma cara culpada.
—Querida, se você quer trair seu namorado, não acho que esse é o melhor jeito. — minha avó riu.
Meu pai bufou, e logo estava eu e Rabastan sentados a mesa, com minha mãe e meu pai a nossa frente. Meus avós de plateia e Teddy comendo torrada, com a boca toda suja. Nos olhamos, e Rabastan parecia estar passando muito mal, com um balde que minha mãe tinha lhe dado, ao lado para ele vomitar. Antes que meus pais falassem Rabastan vomitou mais uma vez no balde, e meu avô lhe deu um guardanapo, com uma careta.
—Addie, muda rápido de namorado. — meu avô comentou.
—Eu estou com Adam! — falei. — Rabastan só dormiu aqui…
—Eu não quero saber. — meu pai me cortou. — Eu já decidi seu castigo. Sem Cricket! — ele disse.
—O que? — berrei, e minha elfo apareceu na sala.
—Isso mesmo. — meu pai falou. — Agora, mande-a não te obedecer.
—Mas…
—Adhara, faça o que eu mandei agora mesmo. — meu pai murmurou, parecendo irritado, apesar de eu saber que ele nunca ficava realmente bravo comigo. Fiz um biquinho.
—Cricket, eu estou mandando que você não obedeça nenhuma ordem minha…
—Por todo o verão que está por vir. — meu pai falou.
—Por todo o próximo verão. — murmurei. Ela fez uma careta de choro e assentiu, ela aparatou, e escutamos o choro dela vir do andar de cima. — Você fez Cricket chorar. — falei para o meu pai.
—Ontem Dora me beijo de novo. — Teddy falou. — Santa jujuba, aquela garota gosta de dar umas bitoquinhas.
Eu gargalhei, e Rabastan riu comigo.
—Rabastan pode usar nossa lareira para ir para casa. — minha mãe falou. — Mas acho que se for agora vai vomitar mais com a viagem. — ela disse e em seguida, colocou a mão na boca, e se levantou saindo da cozinha.
—Ela tá grávida. — contei.
—Oh. Parabéns, Sr. Black. — Rabastan disse ao meu pai, com um sorriso sincero. Percebi que ele olhava para os objetos trouxas em minha casa, com a testa franzida, apesar de um pouco curioso também.
—Obrigado, Rabastan. — meu pai sorriu, pegando o resto da torrada de Teddy e dando uma mordida. — Addie acha que vai ser uma garotinha.
—Tenho certeza. — falei. — Pai, a avó do Adam pediu para eu passar na lanchonete. Posso ir? É trabalho.
Meu pai me olhou desconfiado como sempre. Mas meu avô o convenceu a deixar eu ir, então fui trocar de roupa, enquanto Rabastan me esperava na sala. Coloquei uma roupa, e peguei o casaco dele, antes de descer as escadas. Ele saia do banheiro, e eu logo o puxei para fora.
—Você trabalha? — ele indagou. — Eu vou ter que trabalhar, enquanto você tá lá?
—Eu não vou trabalhar. — falei, andando até a garagem de Adam. — Eu menti, eu e Adam vamos sair. E agora… você também. — murmurei. — O que? — perguntei, quando o vi me olhar esquisito.
—Estava me lembrando de quando fingiu que ia me chupar naquele banheiro. — ele me disse. Gargalhei, me lembrando de como eu o provoquei. — Eu fiquei duro e doeu.
—Desculpe. — ri novamente. Entramos na garagem, e Adam estava lá, lindo como sempre, encostado na van. Entramos, e Rabastan entrou atrás. Adam olhou para ele e depois para mim e eu apenas dei de ombros.
—Onde vamos? — Rabastan perguntou.
—Adam vai me levar para fazer tatuagem. — contei animada. Rabastan sorriu, e Adam saiu com a van, começando a dirigir. — Eu vou fazer uma flor na minha costela.
—Que flor?
—Dahlia. — sorri. — Por causa do meu nome. Vai doer, mas vai valer a pena. Também vou escrever uma frase nas minhas costas, perto da nuca e algo no pulso. — contei, peguei da bolsa de Adam a poção e passei nos locais em que eu iria fazer tatuagem. — Isso faz ficar mais indolor. Ainda vai doer, mas ajuda muito. — falei para Rabastan, que meu ouvia com atenção. Eu me lembrava que sempre conversávamos muito, e agora eu contando para ele, e ele me escutando, eu senti falta. — E depois que eu fizer Adam vai passar essa outra poção em mim, para a cicatrização não doer.
—Você vai fazer também? — Rabastan perguntou para Adam.
—Vou fazer uma Dahlia também.
—Você vai? — indaguei surpresa. Ele sorriu e assentiu.
—Uma pequena, no meu antebraço. — ele falou. Eu sorri feliz e Rabastan fez uma careta.
—Vocês são aqueles casais super felizes que todo mundo odeia porque estão felizes o tempo inteiro? — ele perguntou.
—Definitivamente. — respondi. Rabastan fez outra careta, e botou a língua para fora.
—Vocês me fazem querer vomitar. — ele falou.
—As coisas não estão bem com a Kat? — Adam perguntou, dirigindo mais devagar por causa da neve no chão.
—As coisas nunca estão bem com a Kat. — Rabastan murmurou, se deitando na van. — Pelo menos a gente dá uns amassos, mas o boquete da Addie é melhor do que o dela.
—Rabastan! — eu ri, Adam o olho de lado.
—Alguém está querendo levar um balaço na cabeça em um treino de quadribol. – Adam murmurou. Rabastan gargalhou e se sentou novamente.
—Desculpe, capitão. Eu sou um homem sincero.
—Não me culpe se você acabar quebrando seu maxilar. — Adam falou, ele não estava sério, estava mais brincando, mas mesmo assim, ele continuou com a mão no volante e colocou a outra na minha coxa, possessivamente. Eu sorri para o gesto e Rabastan fez outra careta engraçada. Mostrei a língua para ele, mas desviei a atenção para janela quando Adam estacionou em frente ao estúdio de tatuagem.
Desci animada, e Rabs e Adam vieram atrás de mim. Entramos no estúdio e eu peguei do meu casaco, o desenho e as frases que eu tatuaria. Emily tinha desenhado a flor para mim, que era uma cor rosa escura, meio misturada com vermelho, meio salmão, as folhas em um verde-escuro. Tinha ficado simplesmente lindo o desenho, Adam iria fazer um igual, mas de outra cor, e bem menor. Como a de Adam era pequena ele fez primeiro, demorou algum tempo e enquanto isso eu e Rabs olhamos revistas com várias tatuagens e eu tentei convencer Rabastan a fazer uma tatuagem. Adam acabou e eu o abracei vendo a pequena Dahlia completamente vermelha em seu antebraço. O beijei na boca e fui sentar no local onde ele estava. O tatuador me olhou inteira.
—Quantos anos você tem? — ele indagou. Seu nome era Patrick, segundo Adam.
—21, cara.– Adam respondeu. — Como eu. — ele tirou algo da carteira e entregou para o tatuador. Olhei surpresa ser uma identidade falsa minha, sorri para Adam e ele piscou para mim.
Patrick se deu por vencido, e pegou o desenho. Tirei meu casaco, e levantei minha blusa até os seios. Rabastan deu um sorriso safado, e Adam o socou forte no ombro. Ele parou de olhar e voltou a ver a revista. Eu ri e o tatuador limpou o local em que faria a tatuagem, e olhou o desenho. Fez um esboço e eu olhei direto quado ele começou a fazer a tatuagem. Sentia dor, e mordi meu lábio. No momento seguinte Adam estava ao meu lado segurando minha mão e eu o beijei, ainda sentirndo dor no local.
A dor era como uma lenta queimadura, pressionava minhas costelas e me fazia cerrar os dentes. Suspirei fundo, e estremeci. E Patrick se afastou, esperando, voltei ao normal, e ele voltou a fazer o desenho em minha pele. Toda vez que ele se afastava para limpar o excesso de tinta eu respirava aliviada, mas logo voltava a furar minha pele. Eu sabia que as costelas eram onde mais doía. Adam viu minha dor, e encostou a testa na minha. Nos beijamos devagar, mas eu me afastei, cerrando meus dentes, quando Patrick passou pelo osso. Adam acariciou meus cabelos, e me deu um beijo na testa.
—Você pode chorar se quiser. — ele disse.
—Eu não choro. — murmurei de volta, respirando devagar.
—Durona, hã? — Patrick falou, fazendo a tatuagem. — A maioria já estaria chorando agora.
Eu pensei que provavelmente estaria chorando se eu não tivesse passado a poção para amenizar a dor, Adam trocou um olhar comigo e nós dois rimos. Patrick se afastou, e eu pedi desculpas. Quando ele passou novamente por cima do osso, eu gemi de dor.
—Vai, Addie! — Rabastan berrou, batendo palmas. Eu, Adam e Patrick o olhamos, e ele corou.
—Obrigada, Rabs. — eu ri.
A tatuagem demorou, e Adam ficou ao meu lado o tempo inteiro. Rabastan dormiu nas cadeiras, com uma revista no rosto, e Patrick colocou uma música para tocar. Eu não podia falar tanto, pois eu mexia a costela, então Adam falava e me contava sobre o contrato que queriam fazer com a banda, para ela fazer uma turnê por várias pequenas cidades. Fiquei feliz por ele, mas meu coração se apertou, pois ele teria muito menos tempo para me visitar nas saídas para Hogsmeade, ou até mesmo nos verões. Ele me contou que sua avó estava se sentindo meio doente, mas que ele estava cuidando dela. Quando a tatuagem finalmente terminou, eu dei um enorme suspiro aliviado, e me levantei. Andei até o grande espelho na parede e olhei minha costela. Estava maravilhoso. A flor chamava a atenção e era simplesmente linda, parecia viva em minha pele, e confortável, como se sempre estivesse lá.
Sorri feliz, e Adam chutou Rabastan que acordou e me olhou. Me virei para os dois e coloquei uma mão na cintura. Os dois sorriram.
—Ficou lindo. — Adam sorriu.
—Ficou sexy. — Rabastan adicionou. Adam deu um olhar mortal para ele.
—Estou seriamente pensando em te dar um soco agora. — ele disse. Eu ri, voltando para a cadeira. E Rabastan ergueu as mãos, se rendendo.
—Mais? — Patrick indagou. Assenti, e lhe mostrei a frase e onde eu queria. Prendi meus cabelos e tirei minha blusa, ficando apenas de sutiã. Dessa vez Adam ficou olhando Rabastan de braços cruzados, então ele não falou nada. Essa foi mais rápida, mas doeu também, logo eu estava olhando pelo espelho as palavras “Juro solenemente não fazer nada de bom”, em letras bonitas, dentro de umas faixas, enroladas em umas flores. Voltei a sentar e Patrick me olhou surpreso.
—Essa é importante. — murmurei, lhe dando o meu pulso. Peguei um papel. Era uma carta antiga, que eu tinha guardado, mostrei o que eu queria que ele escrevesse, e olhando a carta, ele escreveu no meu pulso.
Sorri e quis tocar a tatuagem, mas apenas coloquei meu dedo em volta dela, como se a acariciasse.
Tinha ficado como eu queria. Rabastan e Adam olharam a tatuagem. Primeiro ficaram surpresos, mas depois os dois sorriram. Eu sorri também, sentindo vontade de chorar, não pela dor da tatuagem.
Eu coloquei meu casaco, mas não minha blusa. Respirei fundo, e me levantei. Enquanto Adam pagava nossas tatuagens, eu fui para fora da loja. Senti o frio bater em minha pele e eu apertei o casaco contra mim. A neve caiu lentamente e eu ergui a palma da minha mão, vendo a tatuagem e os flocos de neve caírem em volta dela, fazendo a tatuagem parecer brilhar.
Sorri mais uma vez. Vendo uma borboleta pousar em minha mão, deixei uma lágrima cair, e a tatuagem pareceu brilhar intensamente, antes da borboleta voltar a voar. Tinha ficado exatamente igual à letra dela na carta.
“Mary”
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