When We Were Young
30 We Found Addie And James
Notas iniciais
WE FOUND ADDIE AND JAMES
HOGWARTS
1974
4°YEAR
—Emmeline, vamos terminar. – disse Jacques Burke.
Emmeline o encarou em choque.
—O... o que?
Estavam num corredor vazio. Todos ainda estavam assustados com o que tinha acontecido com Emily Valentine no café da manhã. Ainda era o assunto mais falado depois do jantar e provavelmente seria assim por bastante tempo. Nem a bagunça que os Marotos e os alunos da Sonserina tinham feito no terceiro andar pareceu desviar o foco. O medo começara a escorrer pelas frestas do castelo e toda aquela sensação de segurança que Hogwarts inspirava parecia estar se dissipando.
Mas os motivos de Jacques Burke não tinham absolutamente nada relacionado à guerra, ou às rixas entre Grifinória e Sonserina. Também não tinha nada relacionado com os murmurinhos e fofocas que rolavam entre os alunos.
Não... os motivos eram outros. Ele olhava para Emmeline completamente magoado. Insultado. Ofendido.
Ele se dedicara a ela. Completamente. Ele fazia tudo por ela. Estava tão apaixonado por ela e já fazia mais de ano. Mas nada tirava de sua cabeça que ela só estava com ele para fazer Black sentir ciúmes. E ele merecia mais do que isso. Ele sabia que ela gostava do Black. Isso nunca foi uma dúvida. Não mesmo...
Mas ele esperava que cedo ou tarde fosse conquistá-la. Mas Emmeline parecia uma muralha de gelo instransponível e ele estava ficando cansado.
—Vamos terminar. – repetiu ele.
—Mas por... por que? – perguntou ela estremecendo. Será que Sirius tinha contado sobre as vezes que ela tinha traído Jacques? Será que o namorado tinha descoberto? Era por isso que ele a olhava tão magoado...
—Porque você não gosta de mim, Emmeline. – respondeu ele a acariciando no rosto – Eu amo você. De coração. Mas eu sei que você não me ama. Eu me esforço tanto por você, mas parece que nada que eu faço é bom o suficiente. – ele soltou um suspiro – Eu não sou como os outros garotos do meu ano. Que só quer saber de se divertir e se gabar pelo que conseguem fazer. Eu nunca me gabei de nada que você tenha feito pra mim, além de me fazer muito feliz. Eu nunca expus você e isso não vai mudar... mas... mas eu sinto que estou te prendendo.
—Jacques!
—Você gosta do Black, Emmeline. Eu não sou idiota. – murmurou ele desviando o olhar. Emmeline sentiu o rosto ferver de vergonha – Eu faço tudo por você. Mas nunca pareço ser o suficiente. Eu nunca recebi um olhar seu igual aos que você dá pra ele. E ele é um escroto que não valoriza ninguém. As coisas que eu escuto falarem que ele faz... ele é um nojento. Mas mesmo assim... mesmo assim você gosta mais dele do que de mim.
—Isso não é...
—Eu até entendo. Eu fui um idiota com você na primeira vez que a gente namorou. Eu te tratava como se fosse meu chaveirinho. Te tratava como minha família esperava que eu tratasse minha namorada. Te dando presentinhos pra você ficar comportada e quietinha ao meu lado. – ele soltou um suspiro – Eu só estava com você porque você é bonita. Mas então um dia você soltou os cachorros pra cima de mim. Contou aquela mentira deslavada de que estava apaixonada pela Adhara. – ele deu uma risadinha – E eu vi quem você realmente era, Emmeline. E eu nunca mais consegui pensar em outra garota. Mas você só tinha olhos praquele babaca do Sirius Black. Eu não entendo como pode gostar mais dele do que de mim. – Os dois ficaram em silêncio por alguns segundos. Jacques soltou um suspiro e colocou as mãos nos bolsos – Eu... a gente se vê por ai.
Ele se virou para ir embora, sentindo-se simplesmente triste, mas sentiu Emmeline abraçá-lo por trás.
—Me desculpe. – murmurou ela.
—Não precisa me pedir desculpas, Emmeline. Só se dar mais valor e não dar bola pra quem não faz isso.
—Você tem razão. – riu Emmeline ainda o abraçando. Ela deu a volta nele e sorriu daquele jeitinho que ele amava. Aquele jeitinho travesso – Ei, Jacques. Você é um fofo. Quer namorar comigo?
Ele piscou e franziu a testa.
—Você não escutou tudo o que eu disse? – perguntou ele.
—Escutei e entendi. E você tem razão em muita coisa. Mas não em tudo. – riu ela o puxando pela gravata. – Eu não quero saber de Sirius Black. Não mais.
—Emmeline. A gente não desiste de uma paixão assim, do nada. Acredite. Eu sei. – resmungou ele desviando o olhar.
—Você vai me dar um toco mesmo? – perguntou ela fazendo beicinho.
—Não me olha assim. – riu ele, mas ela o empurrou até a parede, com aquele biquinho adorável – Emmeline...
—Namora comigo, Jacques. Porque a cada dia que passa eu estou mais e mais apaixonada por você. E se você me largar agora, eu vou fazer besteira e ficar vulnerável... e tem um Black muito canalha no meu Salão Comunal que não vai perder tempo em se aproveitar de mim...
Ele riu dela achando graça.
—Eu sei que você sabe se cuidar sozinha. É a garota mais independente que eu conheço. Chega a ser intimidador...
—Mas eu não quero me cuidar sozinha. Não dessa vez. Quero que cuide de mim... seja meu herói. Vai? – perguntou ela fazendo cócegas em suas costelas. Ele riu e ela riu também – Vai, vai, vai? Namora comigo, por favor?
Ele soltou um suspiro e concordou.
—Tem algo que eu não faça por você? – perguntou ele, sorrindo.
—Ok... então vai fazer mais algo por mim. – disse ela, decidida.
—O que quiser. – riu ele a abraçando e a puxando contra si, encostando as costas na parede.
—Dorme comigo?
Jacques se arrepiou inteiro, respirando fundo.
—Dormir? – perguntou ele.
—É. Dormir. – riu ela parecendo cheia de segundas intenções.
—Claro. – riu eufórico. O coração acelerado e a imaginação correndo à mil – Vamos lá pro Salão Comunal. Quer passar no seu dormitório pra pegar um pijama.
—Não. Quero passar no meu dormitório porque você vai dormir lá. Comigo.
Jacques piscou em choque.
—Mas... mas você nunca me deixou entrar lá.
—As coisas mudam. Vamos. – disse ela o puxando pela mão.
—Emmeline. – disse sem querer se mover. Ela o olhou curiosa – Os ânimos com o pessoal da sua casa e da minha não estão muito bons... não acho que seja uma boa ideia eu entrar lá...
Ela sorriu de novo.
—Jacques. Não tenha medo. Eu te protejo, amor. – riu ela o beijando o queixo – Agora vem!
Sentiu a garota puxar sua mão e ele não teve escolha a não ser segui-la. Aquilo podia acabar numa merda enorme. Chegaram em frente a um quadro horroroso de uma mulher gorda num vestido cor de rosa e Emmeline falou a senha (hipogrifo). O quadro girou e uma passagem secreta apareceu.
A primeira coisa que notou era que o Salão Comunal da Grifinória era maior que o da Sonserina e ele achou isso um absurdo. Sem falar que parecia mais aconchegante também...
Mas assim que as pessoas o olharam, ele mudou de ideia sobre a parte do “aconchegante”. Vou sair daqui numa caixa. Pensou receoso.
Mas Emmeline o guiou até uma escadaria, sem olhar para os lados. Ela deu cinco chutinhos no primeiro degrau e então subiu as escadas. Jacques seguiu seguindo-a e eles entraram no dormitório, que era menor que o da Sonserina. As camas eram menores também, mas o quarto parecia mais quente que o da Sonserina, que era muito frio.
McKinnon estava só de sutiã e calcinha e ele fechou os olhos corando muito. A garota gritou um palavrão e jogou um sapato nele, no susto.
—DESCULPE! – gritou constrangido.
—VACA VANCE! – rosnou ela – Enlouqueceu? O que esse garoto tá fazendo aqui?
—Não é da sua conta, Marlene. – resmungou Emmeline – Vem, amor. – disse ela o puxando para sua cama. Ainda escutou Marlene xingar várias vezes. Subiu na cama de Emmeline e a escutou fechar as cortinas. Só então abriu os olhos, ainda morrendo de vergonha.Emmeline soltou um feitiço deixando a cama protegida acusticamente e então o olhou travessa. – Vamos. Não vai dormir assim, não é? – ele negou com a cabeça. Ela tirou seus sapatos e então engatinhou para seu colo. Sentiu a namorada desabotoar sua camisa, o olhando com um sorriso maroto. Jacques engoliu em seco.
—Eu vou dormir como? – perguntou ele. Mas Emmeline só terminou de tirar sua camisa e o empurrou no peito para que se deitasse. Ela passou a mão por sua barriga e os dedos dela tocaram seu cinto, para desafivelá-lo. Depois ela tirou sua calça também o deixando só de cuecas – Você... você também vai ficar só de roupa de baixo? – perguntou esperançoso e constrangido. Ele era muito tímido, enquanto Emmeline era completamente liberal.
Ele tinha crescido sob um rígido código de conduta. Ela cresceu sem o pai, só com a mãe solteira, que precisava trabalhar o dia inteiro para sustentar a família. Ela ficava mais tempo sozinha do que sob olhares atentos. Ele cresceu sabendo como toda sua vida seria traçada. Hogwarts, trabalhar na loja, casar com uma puro sangue, com um contrato de casamento e cláusula de herdeiros. Emmeline não sabia nem se iria ter jantar a noite.
—Quer que eu tire? – perguntou ela. Ele engoliu em seco e concordou com um aceno de cabeça. Ela se sentou em seu colo de novo e pegou suas mãos, para guiá-las até os botões. Ele entendeu o recado e respirando fundo, morrendo de vergonha por estar muito excitado, começou a desabotoar os botões. Suas mãos tremiam tanto que levou um tempão pra conseguir desabotoar tudo e ele ficou ainda mais constrangido e nervoso por isso. Mas Emmeline apenas sorriu. Ela o olhou nos olhos e o beijou carinhosamente – Está com medo? Por que está tremendo?
—Desculpe. – riu sem jeito – É que... que você me deixa assim... – murmurou ele – Você preferiria que eu tivesse mais atitude, não é?
—Não. Eu acho você ótimo assim. – riu ela – Perfeitinho pra mim. – murmurou ela o puxando pela gravata. Jacques sorriu ao receber uma mordidinha no queixo e deitou novamente enquanto ela o beijava no pescoço – Eu vou fazer aquela coisa que você gosta.
—Ooooh... – murmurou ficando mais excitado – Ok, ok... se você quiser eu... eu posso tentar em você... se me ensinar... – murmurou enquanto sentia a mão dela em sua cueca.
—Ok. Te ensino sim. – riu ela o terminando de tirar sua cueca. Jacques se perguntou se perderia a virgindade ali. Naquele dia. Emmeline subiu sobre ele, se deitando e ele a segurou na bunda. A bunda mais bonita do ano. E era toda sua... a apertou com desejo e sentiu a calcinha da namorada. Segurou as alças, as empurrando para baixo e sentiu Emmeline rir em seu pescoço.
—Emmeline. – ele falou o nome dela de maneira rouca e gemida.
Jacques era sempre muito doce e tímido. Tímido de um jeito que ela nunca imaginaria. Ele parecia todo gaiato e brincalhão, sempre com aquela pose de garoto confiante em si mesmo. Mas quando estavam só os dois, ele parecia outra pessoa. Mais contido, tímido e inseguro.
Ela achava fofo algumas vezes. Mas outras preferiria que ele tivesse mais atitude. Mais pegada.
Como Sirius.
Mas ela não queria pensar em Sirius Black. Estava cansada daquele garoto que simplesmente não queria nada com ela que não fosse sacanagem. Por um tempo ela não ligou, porque era isso que ela queria também. Mas agora ela não queria só isso. Ela queria os olhares fofos de Jacques e sabia que Sirius nunca lhe daria um olhar daqueles. A realidade era simplesmente essa.
Por isso beijou Jacques com tudo de si. Se entregando completamente a ele. Amou o modo tímido como ele tirou seu sutiã e como as mãos dele tremiam ao tocar seus seios. Ele os olhou como se nada no mundo fosse mais lindo que eles e os beijou de uma maneira tão carinhosa que ela achou que iria derreter. Mas quando o garoto colocou os dedos em sua calcinha, ele pareceu mais agitado, mais eufórico.
Jacques gemeu em seu ouvido e colocou os dedos dentro dela, tentando proporcionar mais prazer. Emmeline sorriu, gostando do toque dele e dos beijos que ele lhe dava no pescoço. O garoto desceu para seu colo e seios novamente e então para a barriga. Ele prendeu a respiração e tirou sua calcinha lentamente.
Emmeline abriu as pernas e ele caiu de boca, a beijando primeiro na virilha.
—Não se preocupe. Eu te ensino a fazer... oh... – ela fechou os olhos enlouquecendo –... direitinho... oh... Jacques Burke! – riu amando o modo como ele a beijava. Era maravilhoso. Era até melhor que Sirius. Ele parecia saber onde colocar a língua e quando somar as sensações, a masturbando enquanto a sugava no clitóris. Emmeline abriu a boca, enlouquecida, surpreendida – Você nunca... oh... nunca tinha... feito isso? – perguntou completamente em choque. Ele levantou a cabeça e a olhou meio sem jeito.
—Não... eu só quis te beijar...
—Então não pare! – disse mandona, colocando a cabeça dele entre suas coxas – Oh, meu Merlin... – ela estava alucinada. Enlouquecida. E quando aquele calor insano começou a surgir, depois de uma deliciosa sugada, ela deu um grito.
—Machuquei você? – perguntou ele, parando.
—NÃO! – gritou empurrando a cabeça dele de volta para o meio das coxas – ISSO! Oh...
Jacques continuou naquele beijo e ela finalmente tocou as nuvens, empurrando a cabeça dele. Respirou fundo com um sorriso bobo no rosto e olhou para o namorado, que estava de joelhos entre suas pernas.
—Fiz certo? – perguntou ele com um sorrisinho convencido. Ele ficava lindo sorrindo assim, com os cabelos suados e bagunçados, os olhos muito azuis e o queixo quadrado. As sobrancelhas dele eram curvadas dando a ele um eterno olhar maroto e cheio de segundas intenções. Emmeline sorriu e concordou com a cabeça. Jacques se deitou em cima dela e a beijou no queixo – Quero mais...
—Faz o que quiser comigo. – riu ela, louca pelo orgasmo.
Jacques não estava pensando também. Ele tinha quatorze anos e sua namorada estava nua na frente dele, falando que ele podia fazer o que quisesse. Então ele a virou de costas e a puxou pelo quadril. Tirou a cueca e Emmeline empinou a bunda redonda pra ele.
—Merlin... – murmurou olhando aquela obra prima da natureza. Jacques segurou seu pênis e respirou fundo, eufórico pelo sonhado momento em que perderia a virgindade. Engoliu em seco e colocou a cabeça na fenda de Emmeline, se lambuzando e se arrepiando com a textura. Colocou só um pedacinho dentro, respirando acelerado e Emmeline gemeu baixinho. Sorriu extasiado e respirou fundo.
Foi quando alguém abriu a cortina da cama.
Jacques pulou para o lado, tentando puxar o cobertor para se esconder. Emmeline também parecia igualmente desesperada para se cobrir e os dois olharam desesperados para a pessoa que tinha aberto a cortina.
Era Mary. Ela parecia em choque. A garota fechou as cortinas e um momento de silencioso constrangimento pairou ali.
—Desculpe.– murmurou a garota.
Jacques estava com o coração batendo a mil e a adrenalina mandou sua ereção pras cucuias. Ele soltou um lamento e se deitou na cama, morrendo de vergonha.
—Eu acho que sua amiga me viu... – riu sem jeito. Emmeline sorriu e concordou com a cabeça.
—Parabéns. Foi o primeiro pinto que a Mary viu. – riu ela.
—Mas eu não queria que ela tivesse visto. Por que raios ela abriu as cortinas?
—Deve ter achado que eu tava com a Addie aqui. – riu Emmeline.
—Achei mesmo. – falou Mary lá do outro lado – Fica tranquilo Jacques. – ela deu uma risadinha. – Mas se a Addie não ta ai com você quer dizer que ela ta realmente com o Jay. Precisamos resgatá-la. Entendeu, Emms?
Emmeline olhou Jacques preocupada, e se levantou tentando vestir algo.
—Amor, eu já volto. Não sai daqui. – ela beijou os lábios dele e abriu a cortina.
—O que? Emms...
Mas a garota já tinha saído correndo do dormitório.
ஐ
Então ele viu Emmeline subir as escadas com aquele mauricinho mimado. James o olhou boquiaberto e Remus um tanto apreensivo. Peter estava chocado.
—Eu não acredito que ela trouxe aquele cara pra cá! Ela é a garota do Sirius! – ralhou Peter, parecendo completamente ofendido. Sirius rosnou zangado e foi em direção às escadas, pronto para azarar Burke. Foda-se se já tivesse perdido milhares de pontos por duelar com os Sonserinos.
—Sirius, não faria isso se fosse... – começou Remus, mas ele não parou e foi para as escadas. Mas quando chegou no segundo ou terceiro degrau, um som alto ecoou e as escadas viraram uma rampa, o jogando no chão. Caiu e bateu a cabeça, xingando indignado. – Você... – riu Remus – Você precisa da autorização de uma garota pra ir para o dormitório feminino, não sabia?
Sirius xingou de novo, se levantou e marchou para fora do Salão Comunal, completamente indignado. Aquele era o espaço dele! E Burke o invadiu! E Emmeline era uma grande traidora. Mas ela iria ver. Ele iria fazer Emmeline perder a cabeça de novo. Com ele. Iria deixá-la maluquinha. Talvez até ganhasse um boquete dela...
Desceu as escadas e entrou num corredor qualquer, quando viu Soto vindo sozinha, parecendo furiosa, lendo uma carta.
—Ei, Leh! – disse a olhando. Leh levantou os olhos da carta e soltou um muxoxo.
—Odeio esses idiotas, imbecis. Odeio!
Sirius piscou, surpreso, e a olhou confuso.
—Quem? Quem você odeia?
—Minha família! Minha mãe, meu pai! Minha prima, Alice, a perfeita. Argh! – rosnou ela amassando a carta e a jogando pela janela – Eu odeio todos eles. Você não faz ideia...
—Pff, Leh. Tá ensinando o dragão a soltar fogo aqui. – riu ele se apoiando na janela.
—Como assim? Você tem sua prima e seu irmão. – resmungou Leh.
—Eu tenho a Addie... mas a gente briga bastante e ela foi morar longe de mim, porque meus pais são loucos e os pais dela são gente decente. Mas eu odeio a minha mãe e o meu pai... e meu irmão é um retardado mental, que só sabe obedecer tudo o que mamãe manda. Eu sou a ovelha negra da família. O filho que decepcionou, blá, blá, blá. Mamãe já falou que não queria que eu tivesse nascido. Muito amorosa, minha mamãe. – riu ele com deboche.
—E o que você faz? Tenta ser aquilo que papai e mamãe mandam? Tenta se enquadrar? – perguntou ela, cruzando os braços.
—Pff... nada disso. – riu Sirius – Eu não sou como eles e nem nunca vou ser. – ele soltou um suspiro e se apoiou na janela – Quando eu tiver dezessete, eu vou embora. Pra sempre. – disse olhando o céu já escuro – Vou ser livre.
—Eu também. – disse Leh, também se apoiando ao seu lado – Vou ser livre e nunca mais voltar. – ela pegou um maço de cigarro e tirou dois, lhe oferecendo um – Vou falar pra eles fingirem que eu morri.
—Não sabia que fumava... – murmurou Sirius pegando um. Leh sorriu e pegou a varinha para acender os cigarros.
—Não fumo menos de três por dia. – riu ela. Sirius sorriu e viu que o antebraço dela tinha uma tatuagem. Um triângulo, um círculo e um traço – Conhece? – perguntou ela ao notar o interesse dele. Negou e tragou quando ela acendeu o cigarro – É o símbolo das relíquias da morte. Aquele que as obtiver será o mestre da morte.
—Eu não acredito em contos de bardos. – riu Sirius soprando a fumaça – Você sim? – perguntou olhando pra ela. Ela o encarou com seus olhos escuros, os cabelos levemente ondulados lhe caindo pelas costas.
—Uma garota tem que acreditar em alguma coisa, não acha?
—Há coisas melhores do que acreditar em histórias de crianças. – disse ele, ainda sem humor.
—É... talvez sim... talvez não... – murmurou ela calmamente – Me sinto mais calma agora... sabendo que não sou a única dessa escola que sente nojo da própria família. – ela olhou para ele e sorriu – Obrigada, Sirius.
—Eu quem agradeço. – murmurou ele – O que uma garota como você faz com a Shafiq e a Zamora? – perguntou franzindo a testa. Leh sorriu olhando para baixo e soprando a fumaça.
—Sabe... quando eu era nova em Hogwarts... eu era baixinha e gordinha. E faziam brincadeiras de mal gosto comigo. – disse ela – Uma vez, o Avery, me trancou dentro de um armário e me deixou lá o dia inteiro... mas então eu emagreci um pouquinho, arrumei um namorado popular e sonso... – ela riu com descaso – E vi que se eu andasse com aquelas duas vadias, ninguém nunca mais iria me perturbar. – ela tragou o cigarro novamente e soprou a fumaça – O que raios você faz com o retardado do Pettigrew?
Sirius deu uma risadinha.
—Sei lá... ele veio como bônus. Eu fiquei amigo do James e o Peter era tipo um acessório que veio junto, sabe?
—Entendi. – riu Leh.
—Mas o Peter é legal. Depois que você se acostuma com ele...Ele é parte do grupo. – riu Sirius. Leh sorriu concordando com um aceno de cabeça e os dois olharam pela janela.
—Tipo a Crazy Eyes, né? Ela não é gostosa. Só bonitinha. Estranho que Adhara e Emmeline andam com ela. – Leh comenta.Sirius assente.
—Antes a Mary era super estranha. Completamente maluca. Acho que andar com as meninas ajudou ela parar com as maluquices. Agora ela tá nas líderes de torcida e tem o Petelzinho dela.
Os dois riram voltando a fumar. Ficaram assim até terminar o cigarro.
—Então... eu já vou, Sirius. Foi legal conversar com você. – riu ela. Sirius piscou para ela e jogou a bituca de cigarro pela janela.
—A gente se vê...
Mas então ela deu a volta e foi até ele. Sirius apoiou as costas na parede, ao lado da janela, a olhando e Leh sorriu pra ele.
—Acho que... vou te recompensar pelo momento.
—Adoro recompensas. – riu Sirius a olhando. Soto o pegou pela gola e o puxou para perto, para um beijo lento e sensual.
A segurou na cintura e a puxou para perto, arrancando um sorrisinho dela. Os dois se abraçaram, sem interromper o beijo, e ficaram naquilo por um bom tempo, até que escutou a voz da prima.
—Sirius Black! – Sirius piscou e olhou para o lado, encontrando Addie e James. James parecia sem jeito e Addie zangada – O que raios está fazendo com ela?
—Não é óbvio? – perguntou ele. Addie o olhou furiosa e deu a volta. James colocou as mãos nos bolsos, soltou um assovio e deu meia volta também, seguindo Adhara. – Addie. Morre de ciúmes de mim. Mas é que ela me ama, sabe?
—Ama, é? – perguntou Leh.
—Ela é louca pra por as mãos no meu corpo nu. – riu ele. Leh deu uma risadinha e começou a desabotoar sua camisa. Ela o olhou com um sorrisinho divertido e então passou o dedo por seu abdômen.
—Acho que pode melhorar, heim? – perguntou ela o pegando de surpresa. As garotas sempre o chamavam de gostoso! Que absurdo – E você? O que sente por sua prima?
Sirius deu de ombros.
—Ela é como se fosse minha irmãzinha caçula.
—Não parecia lá na sua apresentação. – riu ela.
—Eu sou um excelente ator. – riu Sirius – Addie é... uma das pessoas que eu mais me importo. Ela e James são... o meu mundo, praticamente.
—E seu irmão? O Régulus? – perguntou Soto.
Sirius coçou o queixo e suspirou.
—Pense numa barra de chocolate. – disse ele. Leh acenou positivamente com a cabeça – Meus pais são a embalagem do chocolate. Eu estou louco pra me livrar deles... Addie e James são o chocolate em si, junto com meus outros amigos, mas certamente os dois são a maior parte do chocolate.
—Tá, mas e Régulus?
Sirius deu um sorrisinho.
—Ele pode ser os farelinhos. – respondeu travesso e Leh deu uma gargalhada.
—Adorei... – ela o puxou pela gola – Você é todo gozadinho, não é, Black?
—Você não faz ideia. – respondeu com um sorriso cafajeste.
ஐ
—Como ele pode fazer uma coisa dessas comigo? Heim? – perguntei indignada. Cruzei meus braços e fiz um biquinho. – Com a pessoa que ele mais ama no mundo inteiro!
—Ele disse que a Soto é legal. – Jay tenta dizer, se aproximando de mim.
—A Soto é uma vadia. Ela não é uma vadia legal. Eu sou uma vadia legal. – murmuro aborrecida e James sorri para mim, me encostando na parede do corredor e espalmando a mão ao lado da minha cabeça.
—Isso é verdade. Você é muito, muito legal. – ele beija meu pescoço com um sorriso maroto.
Seguro seu rosto com as mãos e beijo seus lábios docemente. Jay passa os braços pela minha cintura se encostando em mim.
—Sirius parece estar bem ocupado para reparar que sumimos por algum tempo. – digo. Mordo seu lábio e sorrio travessa.
—Você me deixa louco, Addie. – nos beijamos lentamente. – Vamos para casa da árvore. – ele diz.
—Addie! – eu e James nos soltamos e eu vejo Reg me olhando chocado.
—Reg. – sussurro surpresa. Olho James, e com aquele olhar ele entende e vai para a Casa da Árvore. – Tudo bem? – pergunto me lembrando do dia em que falei pra Andrômeda que sabia que ela estava dando uns beijos no Tonks... Então era assim que ela devia ter se sentindo... sem jeito, sem graça, mas sem se importar tanto quanto tinha imaginado que me importaria caso algum Black descobrisse sobre eu e James.
—Addie, porque você tá com o Potter? Ele gosta dos trouxas. E a família dele nem tá no diretório puro sangue. – ele diz indignado, andando até mim – O Rabastan eu entendia. Ele é bem mais legal que o Sirius, mas o idiota Potter?
—Oh, Reg. – digo. – Você sabe que eu não ligo para essas coisas. É idiota. O Jay é super legal e o Rabs também, mas eu e o Rabs pensamos completamente diferente.
—Eu..eu sei, mas...
—Eu não gosto das Artes das Trevas. Quero dizer, são interessantes, mas, Reg essa causa é horrível, a maioria dos meus amigos são mestiços e eles são ótimos.
Reg me olha tristemente.
—A causa é para proteger nós, bruxos de verdade. O Lorde das Trevas é um bruxo incrível. Você deveria dar uma chance, Addie. E então poderia ficar com o Rabastan.
—Eu não quero ficar igual à Bella, Reg. Você não entende porque não viu o que tinha naquele porão. – o olhar que Reg me dava era entre curiosidade e tristeza. – Foi horrível. O que eles estão fazendo, é assassinato, Reg. – Ele me olha assustado e eu chego perto dele – Nossa prima é uma assassina. – sussurro baixinho. – Não fique igual a ela, Reg. Eu não quero que fique assim.
—Você nem liga pra mim. – ele cruza os braços.
—Isso é mentira. Eu amo você, priminho. – aperto sua bochecha e Reg suspira cabisbaixo.
—Sirius não liga. – o olhar dele me corta o coração e eu fico pensando em mil maneiras de matar o Sirius.
—Ele liga sim. Ele só não demonstra, porque acha que você é igual à Bella. Mas você não é. – beijo sua bochecha. – Pode vir falar comigo sempre que quiser, Reg. Eu estou aqui por você.
Régulos sorri para mim.
—Obrigado, Addie. — me virei pra sair, mas Reg segurou minha mão — Addie, se eu fosse mais brincalhão e mostrasse que posso ser mais... hum... bagunceiro... você acha que o Sirius iria reparar mais em mim?
Sorri para meu priminho e concordei com um aceno de cabeça, achando promissor o ar concentrado que ele adquiriu.
ஐ
Sirius sorria pensando nos amassos com a gata da Soto. Todos estavam sentados em volta da lareira, no Salão Comunal, completamente distraídos, até que Emily (que tinha acabado de voltar da Ala Hospitalar, percebeu algo.
—Ei! Cadê a Addie? – perguntou ela olhando ao redor. O grupo olhou ao redor, inclusive Lily e Remus, que estavam muito concentrados falando sobre política. Mary e Frank também pararam para olhar ao redor. Discretamente Mary foi correndo para o dormitório, para falar com Emmeline.
—O James também sumiu. – murmurou Remus franzindo a testa. As suspeitas que estiveram percorrendo os pensamentos do garoto, agora pareciam cada vez mais confirmadas.
—Eu ouvi um boato... – murmurou Peter franzindo a testa, adquirindo um ar concentrado
—Eles devem ter voltado para pegar algum caderno da Addie. Ela sempre esquece os cadernos na sala. – cortou Remus apreensivo.
Emily e Frank se entreolharam sem acreditar por um segundo, sequer, naquilo, mas preferiram não falar nada.
—Não. Vamos procurar o Potter e minha prima. Se Ranhoso encontrar os dois sozinhos, já viu né? – resmungou Sirius – Ele está furioso com o James, sei lá por que. – adicionou ele com um sorriso malvado.
—Será que foi porque o James pendurou ele pela cueca naquele lustre? – perguntou Remus fingindo incerteza, antes de todo mundo cair na gargalhada.
—Gente. – chamou Lily olhando feio para Sirius. Ela odiava quando ele e James faziam aquelas maldades gratuitas com Severus – Poderíamos passar na Casa da Árvore depois? – perguntou ela – Eu deixei minha cópia de Hogwarts uma História lá. Realmente queria pegar de volta pra ler no recesso.
—Claro, Lily. – disse Remus, gentilmente. Sirius revirou os olhos, pois achava Lily muito chata, mas Remus apenas sorriu para a amiga.
—O que é a casa da Árvore? – perguntou Emily. Foi quando todo mundo estacou. Sirius olhou zangado para Lily, que encolheu de leve.
—Ops... desculpe, foi sem querer. Eu achava que ela sabiam... – murmurou ela.
—O que é isso? – insistiu Emily. Remus soltou um suspiro e colocou a mão no ombro dela.
—É uma sala secreta.
—Mas você não pode ir lá. Porque, bem... é secreta. – riu Peter. Emily arqueou as sobrancelhas.
—Pois a gente não queria ir mesmo. – resmungou Frank dando de ombros – Vem, Emily.
—Ok... – murmurou a garota se sentindo um tanto triste. Algumas vezes se sentia completamente dentro do grupo. Outras, parecia uma completa estranha.
Sirius revirou os olhos.
—Sou muito mais a Emily e o Frank saberem da Casa da Árvore do que a Evans. – resmungou ele, como se Lily não estivesse ouvindo.
—O melhor era que nenhum deles soubessem, mas... – resmungou Peter – Vamos logo. A gente ainda precisa procurar pelo Pontas e pela Tetas, antes de passar na Casa da Árvore.
Mary e Emmeline desceram as escadas correndo. Emmeline com um roupão e descalça.
—Gente! Vocês estão exagerando. – Emmeline riu abanando a mão, querendo logo voltar ara dormir com Jacques.
— O que e está fazendo aqui Emmeline? Volta pro seu namorado mimado. – disse Sirius. Emmeline cruzou os braços, irritada.
—A Addie e o Jay já devem estar vindo. Não precisamos procurar por eles. – ela disse ignorando Sirius.
—Aff. Vamos logo. – murmurou Sirius, saindo do Salão Comunal.
Procuraram pelos corredores, mas não encontraram nenhum dos dois. Perguntaram para a Nick Quase Sem Cabeça se Addie e James tinham passado por ali, mas ele negou.
—Vamos passar na Casa da Árvore. – murmurou Peter, novamente – Eu também quero pegar umas coisas que deixei lá.
Emmeline e Mary, que sabiam o que deveria estar acontecendo ficaram insistindo para voltarem para o Salão Comunal assim que passassem na Casa da Árvore. Logo alcançaram o espelho. Tomando o cuidado de esperar um momento em que ninguém mais estivesse passando, o grupo atravessou a passagem secreta e seguiu pelo túnel escuro
—Eles não podem ter sumido! – resmungou Sirius.
—Eu escutei um boato... – começou Peter novamente.
—Eu acho que deveríamos... – cortou Emmeline, mas Sirius a cortou sem humor.
—Que boato, Peter?
Remus olhou para Emmeline e viu que ela torceu o nariz.
—Eu escutei uma menina da Corvinal dizer que viu James e Addie se pegando, ... Perto de um armário no terceiro andar... Na véspera do Halloween.
Sirius olhou para o amigo com uma cara descrente. Lily e Remus estavam andando na frente e trocaram um olhar, pois os dois já tinham escutado esse boato.
—Que? James e Addie? Claro que não. Eca. – debochou Sirius. – Você viaja demais, Peter. James nunca faria isso. Ele é só papo e sabe que a Addie é território proibido.
Remus deu uma risadinha e abriu a porta da Casa da Árvore a tempo de ver Addie ajoelha na frente de Jay, que estava sentado sorrindo no sofá. O casal não o notou e ele fechou a porta.
—Remus? – perguntou Emmeline.
—Hum... – murmurou Remus, sem saber o que fazer. Sentiu um aperto no peito e uma pontada de ciúmes. Era verdade no fim das contas...
—O que houve, Remus? – perguntou Sirius.
Remus coça a cabeça sem saber o que falar. Seu cérebro parecia ter resolvido desistir de funcionar.
—Hum... Acho que... Encontramos Addie e James... – ele respondeu alto. – Bem Sirius, não precisamos mais procurar, achamos JAMES e ADDIE! – Remus gritou, tentando ajudar os amigos a não serem flagrados daquele jeito por Sirius.
—O que eles estão fazendo ai? – perguntou Sirius franzindo a testa. Ele olhou para o rosto desconcertado de Remus e então se lembrou do que Peter tinha dito. Ele abriu caminho e abriu a porta. James e Addie estavam ofegantes. James em pé afivelando o cinto e Addie sentada no sofá limpando a boca.. Addie parecendo irritada e James um pouco sem jeito – O que infernos...? PORRA, POTTER!
—Er... em minha defesa... – começou James, mas Addie se levantou e marchou até a porta, com cara de poucos amigos.
—Não é da sua conta. – ralhou ela, ficando de frente pra ele – Você não manda na minha vida!
—Mando sim! Você é minha prima! – ralhou ele –Você não pode foder com o meu melhor amigo.
— Você fode com a minha melhor amiga e eu não fico reclamando por ai.
—Não fode mais, só pra deixar claro. – murmura Emmeline, fazendo Sirius revirar os olhos.
—Por favor, Emmeline, é só eu piscar, que você já volta para mim com a saia levantada. – apontou Sirius. Remus balançou a cabeça reprovando o amigo e James deu uma risadinha disfarçada de tosse.
—Seu babaca! – gritou Emmeline, com os olhos vermelhos. Ela saiu da Casa da Árvore correndo e Mary foi logo atrás.
—Sirius Black! – Addie segurou o rosto dele o fazendo a encarar. – Nunca mais ouse falar com Emmeline assim novamente. Me ouviu? Ou eu fodo com todos os seus melhores amigos e ainda por cima com os seus inimigos. – ela virou o rosto saindo marchando do local.
Lily soltou um longo assovio e entrou para pegar seu livro. Peter entrou de fininho também, querendo que a troca de olhares de Sirius e James não resultasse em uma briga. Remus olhou para James, sentindo vontade de concordar com Sirius em tudo o que o amigo dissesse, mas sabia que não estaria sendo justo. Então só ficou por perto para separar os dois caso fosse necessário.
—Eu não acredito que fez isso pelas minhas costas, James. – disse Sirius quebrando o longo silêncio entre eles.
—Claro que tinha que ser pelas suas costas. Você é um ciumento neurótico com a sua prima. – resmungou James. – Estou falando que quero ficar com ela há séculos!
—Ela é só uma criança!
—Ela é da nossa idade!
—Mas não sabe o que está fazendo. – resmungou Sirius cruzando os braços.
—Relaxe, Sirius. Aposto que o Jay— disse Peter imitando o jeito como Adhara chamava James – Está ensinando tudo direitinho pra ela.
—Cala a boca, Peter. – ralhou James.
—Termine logo isso. – disse Sirius, muito sério. – Sem brincadeira, Potter. Não gosto disso. Não quero.
James olhou o amigo e nenhum rastro de seu rosto risonho sobrou em seu semblante.
—Sirius... – murmurou ele bagunçando os cabelos, parecendo sem jeito – Não vai dar...
—E por que não? – perguntou Sirius, ainda mais zangado. James o olhou de maneira suplicante.
—Porque... porque eu... eu estou apaixonado. – explicou o amigo.
E Remus sentiu-se extremamente perdido ao ouvir aquilo.
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