When We Were Young
31 Be my girl
Notas iniciais

BE MY GIRL
HOGWARTS
1974
4°YEAR
Hoje a noite seria a festa do Six. Eu tinha mandado um bilhete para Adam, dizendo que ele tinha que ajudar Gray a conseguir aprovação da professora Minerva para usarmos o campo de quadribol para a festa de Sirius. Como ele está fazendo tudo por mim desde que beijou a Zamora, é claro que ele e Gray conseguiram. A festa, como a minha, iria ser apenas para o quarto ano para cima, mas quem fosse líder de torcida poderia ir também. Iria ter uma fogueira super grande, bebidas e eu e minhas chanels iríamos fazer uma apresentação em homenagem ao Six.
Estava me arrumando para ir para Hogsmeade escondido com o Jay. Coloquei uma saia xadrez e uma blusa de manga longa e gola alta de pelinho. Calcei meus All Stars e fui me maquiar, afinal depois de sair com o Jay já iria direto para festa do Sirius.
—Vai encontrar o Jay? – Emmeline me perguntou deitada na cama dela copiando meu dever de poções.
—Sim. Agora que o Sirius descobriu sobre nós está mais difícil da gente se ver sozinho. – digo com um biquinho.
Sirius tinha descoberto meu caso com o Jay três dias atrás, e desde então não saiu mais do nosso pé.
—Hummm, você e James deviam namorar. – Mary me diz, saindo do banheiro.
—Apoiada. – Emily diz levantando a mão e mostrando as unhas recém pintadas.
—Quem sabe. – digo sorrindo travessa. Olhei-me no espelho. – Quero emagrecer um quilo e meio.
As meninas ficaram quietas, as olhei e então Emmeline me encarou de volta.
—Ai meu Deus. Do que está falando?Você é tão magra. – ela diz.
—Não precisa emagrecer. – Emily concorda.
—Calem a boca. – rio achando graça. – Já vou. Emmeline certifique que saia tudo bem para a festa do Sirius.
—Eu tenho mesmo? – ela pergunta manhosa.
ஐ
—Jay, esse não é o lugar mais escondido do mundo. – digo enquanto íamos de mãos dadas até a Casa de Chá da Madame Puddifoot.
—Eu... Eu sei. – James parecia estar bem nervoso, sua mão junto da minha estava suada e ele ficava me encarando o tempo inteiro. – Mas... Podemos ir mesmo assim?
—Bem, tem mais chance do Sirius chegar aqui e interromper, mas é claro. – respondo.
Ele sorri, entrelaçando nossos dedos. Assim que entramos escutei o tilintar melodioso que o sino em cima da porta fazia. O lugar era exatamente como Emmeline me descrevera já que ela veio a Madame Puddifoot, com o Jacques. As mesas redondas foram decoradas com guardanapos laçados e açucareiros da China, apertando a pequena loja ao ponto de que Madame Puddifoot tinha grande dificuldade em mover-se entre mesas para servir os vários casais que estavam ali. Como tinha vários alunos de Hogwarts, eles nos encararam, afinal eu e James éramos apenas um boato.
Madame Pudfifoot nos guiou até uma mesinha e James pediu dois bolinhos de morango, já que ele sabia que eu amava morango. E como eu odiava chá ele pediu uma água para mim já que era a única coisa que tinha lá além de chá.
—Então isso é um encontro? – pergunto, mordendo meu bolinho.
—S-sim. – ele me responde corado. – Eu quero te falar uma coisa, Addie. É importante.
Assinto o olhando curiosa, ele segura minha mão, mas logo a solta limpando a mão suada na calça.
—Jay. Não precisa ficar nervoso, sou eu, Tetas.
Ele ri e beija minha bochecha.Passo a mão no seus cabelos para acalma-lo e ele sorri.
—Tudo bem. Uma...Uma vez eu falei para meu pai, que eu gostava de uma garota, e eu disse que perto dela eu parecia um total idiota. – ele começa nervoso. – Então ele me disse que se você não está disposto a parecer um idiota, não merece se apaixonar.
Sorrio e ele pega uma caixinha de veludo vermelha do bolso.
—Sabe quando você quer que um momento dure para sempre? Bem, é assim que me sinto quando estou com você, Addie. – ele abre a caixinha mostrando um colar prateado, com um pingente de coração. – Então, fica comigo, tipo assim, pra sempre? – ele me olha parecendo com medo.
Eu sorrio emocionada e meus olhos enchem-se de água. Estava tão feliz que parecia loucura. Passo minhas pernas pelo seu colo e cruzo meus braços no seu pescoço. O beijo lentamente, saboreando o momento.
—Isso responde sua pergunta? – ele sorri me beijando de volta.
—Você é minha namorada, Addie? – gargalho e assinto.
—Sim, eu sou e você é o meu namorado James Potter. – nos beijamos mais uma vez. Minhas pernas em cima das suas coxas, somente a ponta dos meus pés encostando-se ao chão. Minhas costas queimando com o olhar e cochichos de todo mundo.
O cheiro do perfume de James inebriando meus sentidos, e me fazendo querer rasgar a blusa dele e lamber seu peito.Mas é claro que eu não faria isso. Não ali pelo menos.
E agora não existia Adam e a sua pulseira, não existia Sirius e o nosso casamento, ou muito menos Rabastan e seus beijos quentes. Só existia eu e James. E o nosso momento que vai durar para sempre.
Depois de ficarmos mais um pouco na Madame Puddifoot, James me comprou uma rosa vermelha e ficamos nos beijando embaixo de uma árvore.
Quando começou a escurecer, voltamos para Hogwarts, indo direito para a festa de Sirius. Algumas pessoas já estavam lá. Adam e Thomas estavam cuidando do ponche e Ambrose ajudava eles com os últimos preparativos.
Percebi o olhar de Adam, descendo de meus olhos para minha mão entrelaçada com a de James enquanto nos aproximamos deles.
—Posso pegar um pouco de ponche? – pergunto a Thomas. Ele concorda me entregando o copo vermelho.
—E o que é essa mãozinha dada meus pupilos? – Thomas chamava eu, Jay e Six de pupilos por sermos os mais novos do time.
—Estamos namorando. – Jay diz, sorrindo bobo e balançando nossas mãos.
—Namorando? – Ambrose riu, bebendo do ponche. – Garota de sorte, Addie. Algumas pessoas não percebem quando deve pedir uma garota em namoro. – ela diz se referindo a Thomas que estava completamente alheio a indireta dela.
—Mas às vezes uma garota devia assumir o controle e pedir ela mesma. Afinal não são só os garotos que podem propor um namoro. – respondo. Ambrose arqueia a sobrancelha.
—Mas às vezes uma garota não quer te o coração partido. – ela rebate.
—Mas às vezes uma garota tem que se arriscar. – rebato de volta.
—Mas...
—Ok. Ok. Nós já entendemos garotas. – Thomas ri, passando um braço pelo ombro de Ambrose. – Mas é verdade Amby, às vezes a garota devia assumir o controle.
—Sério? – ela se vira irritada para ele. – Você é tão idiota. – ela empurra o peito dele e sai em direção às arquibancadas.
—O que eu fiz cara? – ele pergunta para Adam que dá de ombros.
—Você é um idiota. – aponto bebendo mais do meu ponche, dando uma risadinha.
—E ela tem razão. Algumas vezes as pessoas não percebem quando devem pedir a garota em namoro. E elas deixam a oportunidade passar. – Adam diz, com um olhar cheio de sentidos ocultos.
Percebo as pontas do meu cabelo ficarem rosas rapidamente e eu me viro para James.
—Vamos dançar? – pergunto.Ele assente.
Nós vamos para pista, onde já tinha várias pessoas dançando e começamos a dançar coladinhos, Jay fica dando beijinhos no meu pescoço enquanto eu rebolava na sua frente, em sincronia com a música.
Me viro para ele o beijando, e seus braços circulam minha cintura me trazendo para tão perto que ele ficou curvado sobre mim.
—Que porra é essa? – Sinto James gelar na hora e ele me solta aos poucos, olhando para Sirius que tinha Remus e Peter a tiracolo. O olhar de Sirius era cortante, cheio de raiva, ciúmes ... e mais raiva – Potter, o que diabos você está fazendo com a Adhara?
—E-e-eu, bem...
—Sirius, você tá tão gato. Feliz Aniversário, de novo. – digo beijando sua bochecha.Ele em olhou atravessado.
—Nem tentar me distrair com elogios, Adhara. Eu sei que sou lindo. – ele me encara irado e se vira para James. – Que porra vocês estão fazendo? James eu proibi você.
—Ihhhh, treta. Adoro. – comenta Frank, chegando com Emily, Emms e Mary.
—O que está acontecendo, Addie? – Emmeline, me pergunta olhando feio para Sirius.
—Eu e James estamos namorando. – digo sorrindo e mostro meu colar para elas.
Elas dão gritinhos animados.E começam a pular em volta de mim.
—Eu sabia! – Emmeline diz rindo. — Eu sabiaaaa!
—Como foi?Onde foi?Ele te beijou?Ele se ajoelhou?O que ele disse? – dispara Mary.
—Ele foi super fofo, e foi lá na Madame Puddifoot e...
—Que porra! Mais que caralho, cacete. – rosnou meu priminho.
—Sirius. – Remus briga, pelo excesso de palavrão.
—Não, Aluado. Ele tá namorando minha prima! Ela era território proibido. Você sabe disso e respeitou, por isso não deu continuidade pra aquela queda que você tinha por ela. – Sirius diz. Remus cora, arregalando os olhos.
—Own, você tinha uma queda por mim, Remmy? – pergunto, mexendo no meu colar.
—Espero que não tenha mais. – James diz ciumento.
—Isso não é ponto. Não acredito que fez isso comigo James.
—Desculpa, Almofadinhas. – James fala fazendo um bico. – Mas você sabe que eu gosto dela. Muito. Você sempre fica ouvindo quando eu fico de noite falando sobre ela.
—Não. Eu finjo que to ouvindo e fico vendo aquelas revistas pornôs trouxas que a gente fez o Remus trazer.
Remus cora mais uma vez.
—Ah, eu adoro aquelas das motocicletas. – Frank fala e Sirius concorda, mas já se vira irritado mais uma vez.
—James, acabe com isso.
—Sirius. – empurro seu peito . – Eu e James vamos namorar e você não pode fazer nada sobre isso, entendeu?
—Nós já conversamos sobre isso, Addie. – ele briga.
—Eu não vou fazer aquilo que você disse que eu vou fazer. – digo, me referindo a quando ele disse que eu iria quebrar o coração do Jay.
—Vai sim.
—Não vou não.
—Você tá fazendo agora com o Cook e já fez o mesmo com o Lestrange.
—Não, eu não fiz. – respondo irritada. – Você que fez com Emmeline, Marlene. E a Agatha Collins, e a Pacey e também a Bethany Toots.
—Não vamos listar a minha lista, vamos listar a sua. – nossos amigos nos olhavam entre confusão e diversão.
—Cala boca. – digo. – Eu e James não vamos terminar.
—Fine! – ele responde.
—Fine! – respondo de volta. Sirius respira fundo então olha James.
—Só mais uma coisa, ok? – reviro os olhos e assinto, então me afasto surpresa quando Sirius da um soco certeiro na bochecha de James.
—Sirius! – James grita colocando a mão no rosto e se curvando.
—Isso é por beijar a MINHA prima.A minha Addie!
Ele sai andando furioso e olho meu amigos.
—Mexam-se. – grito e eles, gargalhando, se separam pela festa. – James, amor. Você ta bem?
Ele sorri.
—Amor? – ele beija meu lábio. – Não foi tão forte, acho que ele não queria me machucar. – pego minha varinha e faço um pequeno feitiço. – Valeu. – ele diz.
Dou-lhe um selinho.
—Vamos voltar a dançar?
ஐ
—Você acredita nesse cretino? – perguntou Sirius, furioso – No meu aniversário? Na minha festa!
Remus estava bebendo e dançando e não prestou atenção, porque Emily dançava perto dele e os dois pareciam muito agitados. Sirius bufou e olhou para o outro lado. Peter tinha simplesmente sumido. Procurou por ele pela festa e o encontrou perto de um dos aros, se beijando com Crazy Eyes.
—Fomos abandonados. – riu Frank lhe entregando um copo de bebida – Saúde e feliz aniversário.
—Você acredita que James está beijando minha prima?! – perguntou para seu novo melhor amigo no mundo, o único que não o tinha abandonado por conta de uma garota.
—É meio difícil não acreditar... eu estou vendo, sabe? – Frank deu uma risadinha – Difícil de acreditar é que você conseguiu demorar todos esses meses pra notar.
Sirius bufou e bebeu seu copo de ponche de uma vez.
—Eles me fizeram de idiota, Frank! – ralhou. Frank soltou um suspiro e o olhou com um sorrisinho.
—Cara. Deixa eles pra lá. É sua festa. Vai se divertir. Você é Sirius Black. Metade das garotas do nosso ano querem ficar com você, e as que não querem, podem ser convencidas do contrário facilmente. – riu ele.
Sirius soltou um muxoxo e olhou para a mesa de ponche, onde Thomas Gray servia os alunos. Burke estava lá, pegando as bebidas, provavelmente para ele e para Emmeline. Sirius sorriu decidido e olhou ao redor, procurando a garota. A encontrou conversando com as líderes de torcida.
Caminhou até ela e a abraçou ao redor da cintura.
—Voltou, amor... – riu Emmeline se aconchegando nele, mas então ela notou que não era Burke e se desvencilhou dele.
—Voltei. Quer me dar meu presente de aniversário? – perguntou com um sorrisinho maroto.
—Claro, pera. – riu Emmeline, travessa. Ela botou a mão dentro do decote e pareceu pegar alguma coisa, ele sorriu divertido, mas ela apenas lhe mostrou o dedo médio – Aqui. Faça bom proveito, babaca.
—Que isso, Emms... – disse achando engraçado que ela se fizesse de difícil.
—Bem... aparentemente não é só você piscar pra me fazer levantar a saia, não é? – riu ela parecendo magoada. Sirius ficou sem jeito ao escutar aquilo e Emmeline o puxou pela camisa – E o Jacques faz o serviço melhor que você. – adicionou ela falando em sua orelha. Ficou puto, apesar de arrepiado pelo modo como ela falou. Emmeline o soltou e se afastou alguns passos, onde Burke olhava desconfiado – Voltou, amor. Tava só mandando o aniversariante procurar outra sarna pra se coçar. Como a McKinnon. Vai lá, Black. Eu vou curtir com o meu amorzinho aqui. – disse ela pegando o copo de ponche e puxando Burke pela gravata.
Sirius olhou completamente chocado com tudo aquilo. Tinha levado um fora? Um fora de Emmeline?
Aquele era o pior aniversário da sua vida... quase tão ruim quanto o aniversário de cinco anos, onde uma tia tinha decapitado um elfo, para colocá-lo na parede.
Olhou puto para o restante da equipe de líderes. Por sorte Marlene não estava lá. Mas as outras garotas riram com algum desdém pra ele.
—É... parece que o jogo virou, não é mesmo? – riu Mikayla. Ela estalou os dedos e as vadias de sua prima saíram de lá, rebolando.
Que fiasco...
Foi andando até a mesa do ponche, querendo pegar mais bebida e ficar muito bêbado, mas Gray estava num pega furioso com Ambrosia no lugar, e algum espertinho tinha aproveitado para roubar a bacia de ponche. Thomas sempre pegava Ambrosia quando ficava bêbado... mas ele podia ter vigiado um pouco melhor a droga do ponche.
Soltou um muxoxo, aborrecido e cruzou os braços, indignado.
—Ei, Sirius. – escutou uma voz amiga e se virou. Era Leh. Sorriu por ter encontrado alguém que gostasse e se aproximou dela – Então... alguém estuporou meu namorado e o escondeu embaixo das arquibancadas...
—Céus! Quem? – perguntou achando graça. Leh girou a varinha nas mãos e riu.
—Bem... talvez eu... não sei... – riu ela travessa, o fazendo rir – posso te dar seu presente lá no vestiário?
—Claaaaaro! – disse com um sorriso animado. Finalmente uma boa notícia!
ஐ
—Céus... eles vão se engolir! – riu Emily olhando para James e Addie, que pareciam prestes a se tornar um só no meio de um amasso. Remus olhou na direção, completamente alto pela bebida e riu.
—É verdade... – riu ele.
Emily se aproximou um pouco dele e sorriu.
—Que bom pra eles. Não é?
—Uhum!
—Que James finalmente teve coragem de enfrentar o Sirius e... ganhar a garota. – adicionou ela.
—É... – disse Remus, ainda levemente enciumado. Tinha uma queda por Addie há tanto tempo... ver James com ela era muito estranho.
—É legal quando os garotos tem alguma atitude, sabe? – perguntou ela. Remus deu de ombros.
—James certamente tem muita atitude... – concordou Remus – Ele até demorou muito pra fazer isso, levando em consideração o tempo que ele...
—Sim... acho que mais garotos da Grifinória deveriam ter atitude, sabe? – perguntou ela bebendo mais um pouquinho, o cortando e o olhando com o que parecia ser expectativa. Remus corou de leve, se perguntando se ela queria que ele tivesse alguma atitude. A olhou sem jeito e ficou sem saber como agir, a olhando desconcertado. Céus, por que precisava ser tão tímido? Emily revirou os olhos e suspirou – Eu vou pegar mais ponche. – disse ela se afastando. Remus ainda ficou parado uns cinco segundos, sem reação.
—Será que... será que ela queria que... – ele piscou sem jeito e ficou pensando a respeito. Ela tinha dado algum sinal pra ele? Ficou pensando naquilo por alguns segundos, até que sentiu um braço ao redor de seus ombros.
—Qual o seu problema? – perguntou Frank, que parecia bêbado – Você não notou que a Milly quer seu corpo desprovido de vestimentas?
Remus abriu a boca em espanto e corou de novo.
—Ela não quer isso!
Frank riu e lhe deu uns tapinhas no peito.
—Céus, Lupin... pra alguém tão inteligente... algumas vezes você é tão burro... dá até sono... – debochou ele – Eu vou te dizer o que você vai fazer. – Remus respirou fundo e concordou com um aceno de cabeça – Quando ela notar que não tem mais ponche, porque eu e a Ary roubamos, de sacanagem...
—Ary? Aryana Grant? – perguntou Remus.
—É. A gente tá dando uns amassos. Ela é legal pra caramba. – riu Frank.
—Superou a Alice? – perguntou feliz pelo colega, mas o sorriso de Frank morreu e ele o abraçou.
—POR QUE ELA NÃO GOSTA DE MIM?! – lamentou ele. Remus o segurou, completamente chocado e sem jeito com a reação dele. Mas em seguida Frank gargalhou e o olhou com troça – Brincadeirinha. Sim, eu superei. Alice é linda, legal e divertida, mas ela não gosta de mim... então eu vou procurar alguém que eu goste e que goste de mim também... e você deveria fazer o mesmo... porque você gosta daquela coelhinha sexy e ela gosta de você também. Então você vai lá e fala que...
—Que você quer comer ela no vestiário masculino. – adicionou Sirius o abraçando no outro ombro. Remus pulou de susto e notou que Sirius parecia extremamente satisfeito consigo mesmo.
—Eu não quero comer a Emily no vestiário! – ralhou Remus.
—Por que não? – perguntou Frank – Você pega ela, a joga contra um armário, a levanta pelas coxas e manda ver!
—Frank! Ela é sua amiga! – ralhou Remus, extremamente corado.
—Então. Ele sabe que ela precisa de uma foda. – riu Sirius – Vai lá, ou eu vou.
Remus o olhou horrorizado.
—Você não se atreveria. – disse fechando a cara. Sirius deu um sorriso cafajeste e estava para sair, quando Marlene apareceu e o puxou pelo braço.
—SIIIIIIIX! Feliz aniversário! – disse ela o beijando no rosto.
—Obrigado, Lene. – riu Sirius a olhando com o mesmo sorriso cafajeste de outrora.
—Vem aqui comigo um minutinho? – perguntou ela mordiscando o próprio lábio. Ela também parecia meio bêbada e Remus se afastou de leve, porque sabia que Marlene bêbada normalmente explodia por qualquer coisa.
—Pra que? – perguntou Sirius.
—Quero te dar seu presente de aniversário... me encontra lá no vestiário, ok? – perguntou ela, piscando pra ele. Depois ela saiu rebolando.
—Oba... outro boquete! – comemorou Sirius saindo quase correndo.
—Ele disse outro? – perguntou Frank. Remus balançou a cabeça, num sinal de censura.
—Ele não muda nunca... – resmungou.
No segundo seguinte Emily voltou, parecendo zangada.
—A bebida sumiu! – ralhou ela – Que droga.
—Ei, Emily. – disse Frank – Você já viu esse sinal de nascença que o Remus tem aqui no queixo?
Emily piscou e se aproximou tentando ver.
—Onde?
Mas Frank só juntou as cabeças deles.
—Agora, smooch, smooch, smoooooooch... – brincou ele. Emily virou o rosto pra ele e riu.
—O que raios é isso?
—Sons de beijo. – disse Frank.
—Isso não tem som de beijo! – riu Emily arqueando a sobrancelha.
—Não mesmo. – riu Remus – Som de beijo é assim, ó. – então ele juntou coragem e beijou Emily, que suspirou e o beijou de volta.
—Meu trabalho aqui está feito... eu vou ali fazer a Tati dar uns pegas em mim, porque eu to solteiro e ninguém vai me segurar. – Remus interrompeu o beijo e olhou para Frank.
—Você não está namorando a Grant? — perguntou ele.
—Não. A gente só tá dando uns beijinhos... e ela tá muito ocupada. Olha ali. – riu Frank, Remus ia se virar, quando o garoto deu um tapa na testa – Presta atenção na sua coelhinha, Remus!
—Ah... desculpe... – riu ele, sem jeito.
ஐ
Theo soltou um suspiro e cruzou os braços.
—Droga! Eu queria dar uns beijos na Valentine. – resmungou ele – Mas o mestiço do Lupin chegou primeiro.
Rabastan deu de ombros, sem prestar atenção. Ele olhava emburrado para Addie e Potter, que estavam num amasso violento há alguns metros dali. Mas ele acabou dando de ombros. Não era da sua conta...
—A Sonserina tem umas garotas bonitas. Por que não tenta dar uns amassos na Gray? – perguntou olhando para o amigo. Theo deu de ombros.
—Eu sei lá... você acha que ela me dá chance?
—Ela é mais bonita que a Valentine... então provavelmente não. – provocou Rabastan. Theo o olhou zangado e lhe mostrou o dedo médio.
—Eu sou lindo, ok? – perguntou ele – Sou o mais lindo do ano, diga-se de passagem.
—Numa comparação entre você, Carrow e Snape, né? – provocou Rabastan – Eu sou muito mais bonito que você.
—Aposto que consigo beijar mais garotas! – riu Theo.
—Feito! – riu Rabastan. Os dois apertaram as mãos e saíram para lados opostos. – Nós somos nojentos. – riu pra si mesmo, dando de ombros.
ஐ
Sirius voltou para sua festa com as pernas bambas e viu que Remus estava dançando de mãos dadas com Valentine e ele finalmente deu um beijo nela. Procurou por James e Addie. Eles estavam encostados em uma das vigas da arquibancadas, parecendo muito alheios à festa. Estavam muito ocupados se agarrando loucamente.
Suspirou achando que aquilo só poderia acabar em desastre, mas deu de ombros. Foi pegar um pouco de ponche, mas então lembrou que ele tinha sumido. Soltou um muxoxo, indignado e sentiu alguém cutucar seu ombro. Era a irmã caçula de Thomas, Cindy Gray. Ela era uma garota bonita com os olhos azuis brilhantes, grandes e bonitos, com os lábios carnudos e os cabelos cacheados num castanho chocolate. Sorriu pra ela, sem saber o que ela queria. Seria legal com ela, afinal ela era irmã de Thomas, mas parte dele estava meio desconfiada, afinal ela era da Sonserina.
—Eu sei onde o ponche está. – disse ela, baixinho. Sirius a olhou curioso.
—Onde? – perguntou ele.
—Venha comigo e não faça perguntas. – adicionou ela. Sirius concordou, afinal precisava do ponche se quisesse que sua festa fosse um sucesso. Os dois andaram até as arquibancadas e ela atravessou o tecido que escondia a parte interna, que era cheia de vigas e teias de aranha. Sirius caminhou se perguntando se estaria sendo arrastado para uma emboscada, mas se convenceu que um rostinho bonito daqueles não iria lhe fazer mal. Finalmente chegaram numa mesinha de metal branca. O Ponche estava lá – Olha. – disse ela apontando para um pedaço de papel.
Sirius pegou o papel e leu.
—Eu amaldiçoei seu ponche, aniversariante. Descubra quem sou eu ou aceite que sua festa será um fiasco. Assinado: Enigma. – Sirius revirou os olhos – Isso é ridículo. – resmungou. Estava para esticar as mãos, para pegar o ponche, quando Cindy o segurou.
—Não! Não toque! – ralhou ela.
—Ninguém azarou o ponche. – ralhou Sirius.
—Azarou sim. Olha lá. – retrucou ela apontando para o lado. Sirius virou o rosto e notou que Milla Monteiro, uma aluna do sexto ano da Lufa-Lufa, estava desmaiada, com a cara cheia de furúnculos – Eu encontrei ela aqui quando Theo Nott estava tentando me convencer a dar uns beijos nele.
—Você deu uns beijos nele? – perguntou Sirius.
—Isso realmente não vem ao caso! Nós precisamos descobrir quem azarou o ponche! Só assim salvaremos a sua festa!
—E por que você quer salvar a minha festa? – perguntou Sirius, franzindo a testa.
—Porque meu irmão foi o organizador. Junto com o Cook. É a primeira vez que Sonserina e Grifinória se unem pra fazer algo legal, sem segundas intenções! Não podemos deixar que a única vez que isso acontece, algum engraçadinho estrague tudo! – ralhou ela. Sirius suspirou e concordou.
—Ok... é hora de resolvermos o caso do ponche amaldiçoado e salvarmos o dia! – disse ele – Vamos procurar suspeitos... – ele pensou por dois segundos – Foi o Ranhoso Snape. Vamos quebrar aquele nariz anormalmente grande dele e fazer com que ele tire a maldição.
—Não acho que tenha sido Snape. – disse ela – Ele não teria te deixado uma pista.
—Isso não foi uma pista. – disse mostrando o papel – Isso foi um desafio. E se ele acha que eu não vou aceitar esse desafio, ele está muito enganado! Vamos! – disse ele a puxando pela mão. Cindy concordou e os dois saíram de dentro das arquibancadas, muito próximos a onde James e Addie estavam se beijando. Sirius andou até James e o puxou pelo ombro – Pontas!
—Agora não, Sirius! Nós já...
—James. Preciso da sua ajuda. É importante e Ranhoso está envolvido.
James respirou fundo e arrumou os óculos. Depois ele olhou pra Addie que olhava com descrédito.
—Baby... existem momentos na vida de um homem... que ele simplesmente precisa ir... – disse ele segurando as duas mãos dela – Se eu não voltar com vida... saiba que eu amo os seus peitões!
James desviou de uma dupla tentativa de tapas (de ambos os primos Black’s).
—Babaca! – ralhou Sirius e Addie.
James deu uma risadinha.
—Vamos, Almofadinhas! Precisamos de Aluado!
—Com certeza. Vamos! – disse Sirius – Cindy. Deixe tudo com a gente. Apenas fique fora de perigo, ok? – perguntou a olhando nos olhos, como se estivesse se despedindo do amor de sua vida. Cindy sorriu um pouco sonhadora e ele a beijou nos lábios, antes de sair com James.
—Desde quando você e Cindy... – começou James quando já estavam há alguns passos de distância das duas. Sirius olhou o relógio.
—Vai fazer dez segundos. – respondeu com um sorriso canalha.
—Você é um mito, Almofadinhas. – riu James.
—Eu sei. Onde está Aluado?
Fale com o autor