When We Were Young
32 A Moment Of Silence For The Lost Souls Of Emily And Remus
Notas iniciais

A MOMENT OF SILENCE FOR THE LOST SOULS OF EMILY AND REMUS
HOGWARTS
1974
4° YEAR
Remus estava no vestiário, respirando muito ofegante. Emily tinha pedido pra ir no banheiro. Só isso... mas a ideia que Frank tinha lhe dado estava voltando e voltando e voltando. Respirou fundo, tentando se convencer que era uma ideia idiota. Emily não queria que ele tirasse a roupa dela. Certamente não. Ela só tinha quinze anos...
—AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH! – gritou Emily lá de dentro do vestiário. Remus sacou a varinha e entrou correndo – O QUE É ESSA COISA! É UMA BARATA PELUDA? – perguntou ela em cima do banco.
Remus olhou para a tal coisa e sentiu um arrepio lhe subir a espinha.
—É uma aranha com asas! – disse arrepiado.
—MATA, REMUS! MATA! – pediu ela desesperada. Ele apontou a varinha, mas a aranha levantou as patas da frente e começou a voar pra cima dele. Remus gritou de susto e correu para longe, mas a aranha voadora veio em sua direção.
—CACETE! IMPEDIMENTA! – gritou achando aquilo assustador, mas a aranha deu uma cambalhota no ar, esquivando de sua azaração. Depois ela fez um rasante em sua cabeça e ele precisou se jogar no chão. Sua varinha rolou para longe e ele se levantou correndo. A aranha voadora então foi na direção de Emily, que, assustada, simplesmente jogou a varinha no bicho, que dessa vez não desviou. Emily correu do banco e entrou num armário.
—VEM! – gritou ela. Não teve tempo pra pensar. Não existe Grifinórios quando a aranha voa. Apenas entrou no armário de roupas com ela e fechou a porta. Escutaram a aranha bater contra o metal e Emily se abraçou contra ele – Meu Merlin! Ela está nos perseguindo!
—Você ao menos conseguiu se aliviar? – perguntou ele. Emily concordou com um aceno de cabeça – Pelo menos. – a aranha bateu de novo contra a porta e Emily o abraçou ainda mais.
—O que ela quer? Por que está nos perseguindo? – perguntou ela desesperada.
—Eu não sei. – murmurou Remus.
—E se ela não for embora? – perguntou Emily. A aranha bateu novamente. O armário era muito apertado e Remus se sentia meio amassado pela garota.
—Ela vai ter que dormir uma hora... – murmurou desesperado – Ou então alguém vai tentar vir aqui, pra usar o banheiro. Ai nós pedimos ajuda.
—Está desconfortável aqui... – resmungou ela – Tem uma vassoura na minha bunda. – murmurou ela se virando para desencostar da vassoura.
—Tem um balde entre as minhas pernas. – resmungou Remus.
A aranha assassina bateu na porta novamente e tentou colocar as patas peludas pelas fendas que tinha, na porta. Emily se espremeu mais contra ele, se afastando da porta e ele sentiu a bunda dela pressionar seus quadris. Tentou pensar no quão assustador eram as patinhas da aranha maníaca, tentando se enfiar dentro do armário, mas as nádegas de Emily o estavam distraindo.
—Remus! E se ela conseguir entrar aqui?
—Minhas bolas... – murmurou sem ar – Emily, você está esmagando as minhas bolas!
—Desculpe. – murmurou ela tentando se afastar. Mas não tinham muito espaço – Deveríamos ter entrado em armários diferentes... – murmurou ela.
—Espere. Vamos tentar fazer isso ficar mais confortável, ok? – perguntou ele.
—Ok. – murmurou ela.
Remus pegou o balde e o pendurou num cabide, na parte de cima do armário. Depois, de maneira muito espremida se sentou, com as pernas abertas. Emily se sentou entre suas pernas, de costas para ele e ele a abraçou. Os dois olharam para cima, para as patinhas da aranha, que tentava em vão (graças à Merlin), entrar no armário.
—Bem... pelo menos eu fiquei preso no armário com uma pessoa agradável. Addie diz que Sirius fica peidando quando fica preso em algum lugar.
—Céus, que nojo! – riu Emily deitando a cabeça em seu ombro – É... eu também sou sortuda de estar presa com você... já pensou se fosse o Mulciber?
—Ele não é agradável.
—Não mesmo. E ele é muito sem educação. Não respeita ninguém, sangue puro ou não. – ela o olhou e os dois ficaram com os rostos colados – Ele falou umas coisas horríveis pra Lily um dia desses. Chamou ela de vagabunda sangue ruim!
—Que absurdo.
—Sim. – concordou Emily – Então Lily deixou a cara dele parecendo um pudim. Foi tão demais! – riu a loira. Remus a abraçou e os dois escutaram as asinhas da aranha baterem raivosas.
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—É óbvio que o desaparecimento de Aluado está relacionado com o caso do Ponche! – disse Sirius – Digo! Pra onde ele poderia ter ido?
—Precisamos interrogar as testemunhas! – disse James – Vamos falar com o Frank.
—Ok. – concordou Sirius.
Os dois seguiram até Frank, que estava dançando com Tati, completamente risonho. A garota tinha um gingado maravilhoso de ver, mas os garotos estavam focados na questão.
—Frank. Nós temos um problema! – disse Sirius. Frank os olhou curioso – Achamos que Snape fez algo com Remus. Ele sumiu.
—Ele e a Emily. Onde ela está? – perguntou James, mas então ele sorriu – Talvez o sumiço do Aluado não esteja relacionado com Ranhoso, se formos parar pra pensar...
—Você acha que Remus levaria Emily pra um amasso não comportado? – desdenhou Sirius – Ele não vai fazer isso antes de casar com ela.
—Eu vi Remus e Emily indo para o vestiário há alguns bons minutos atrás. – disse Tati. Frank sorriu e deu de ombros.
—Caso resolvido. – riu ele.
—Não sei... meu sensor de “vai dar merda” está apitando, Sirius. – disse James.
—Fala sério, James. Nós não teríamos tantas detenções se seu sensor funcionasse de verdade! – ralhou Sirius.
—Mas nós deveríamos averiguar. – insistiu James.
—Eu lhes desejo boa sorte. – riu Frank
James e Sirius caminharam até o vestiário, mas foram parados por Adam.
—O que raios aconteceu com o Ponche? As pessoas estão começando a ficar estressadas. – perguntou ele.
—Alguém roubou o ponche. – disse Sirius. Adam o olhou chocado – Eu sei, disfarça... Cook... hoje eu preciso muito da sua ajuda.
Adam respirou fundo e tirou um baseado que estava em sua orelha.
—Claro.
—Eu preciso que você... – Sirius fez uma careta de desgosto – Fale com o Burke, e peça pra ele arrumar bebidas...
—Agora? – perguntou Cook.
—Cook! É uma situação de vida ou morte! – disse James. Adam respirou fundo e colocou a mão no ombro deles.
—Eu entendo, mas... o que vocês vão fazer?
—Nós precisamos procurar Aluado. Ele desapareceu. – disse Sirius – E então precisamos pegar o Snape, porque ele quem roubou o ponche.
—Não foi Snape. – discordou Adam.
—É claro que foi o Ranhoso. – ralhou James.
—Não. Ranhoso está na Ala Hospitalar. Ele pegou Pentapox. Está em quarentena. – explicou Adam.
—O que é pentapox? – perguntou Sirius. Adam suspirou.
—Vocês não vão querer saber... agora... boa sorte com o amigo de vocês. Eu vou tentar comprar mais bebidas com o Burke, maaaas... – ele estendeu a mão – Não vai sair de graça...
Sirius e James bufaram e deram todos os galeões que tinham nos bolsos para Adam.
—Consiga tempo pra gente, Adam! – pediu Sirius.
—Boa sorte, soldados. – disse ele, se afastando.
—Aposto que foi ele quem sequestrou Remus e que azarou o ponche. – disse James, como se tivesse desvendado o mistério.
—Não. Ele organizou a festa. Ele não quer que seja um fiasco. – retrucou Sirius.
James deu de ombros. Seguiram andando até o banheiro e bateram na porta, antes de abrir.
—Aluado? Milly? – perguntou James.
—SOCORRO! – gritou Emily, com uma voz abafada.
—CUIDADO, JAMES! TEM UMA ARANHA AQUI! ELA NOS FEZ DE REFÉNS! – gritou Remus.
—Porra, Aluado! Uma aranha? É bom que seja uma acromân... QUE PORRA DE FILHOTE DE CRUZ CREDO É ESSA? – perguntou Sirius sacando a varinha ao ver uma aranha do tamanho de um prato.
—Aquilo nas costas dela... – começou James.
Eram asas. Asas enormes como as de um dragão. Ok. Não eram como asas de dragão, mas ele contaria assim quando perguntassem o motivo dele e de James terem saído correndo e gritando do banheiro.
—TÁ ATRÁS DE MIM? TÁ ATRÁS DE MIM? – gritou olhando para trás. James olhou também e negou com a cabeça.
—Acho que... acho que não. – disse o amigo, com os joelhos tremendo.
—O que raios era aquilo? – perguntou Sirius, parando de correr.
—Era uma aranha assassina voadora, devoradora de homens, com um metro de altura. Era isso que era! – disse James ofegante – Pobre Aluado... vamos fazer um momento de silêncio para ele.
—É... – Sirius colocou uma mão no peito – Aluado... seu tempo conosco foi breve, mas nunca será esquecido. Amém. Vamos procurar o bandido do ponche.
—Não podemos, Sirius! Precisamos juntar um grupo para resgatar Aluado e Milly. – disse James.
—Mas nós já fizemos o um minuto de silêncio. – resmungou Sirius.
—Foram só dez segundos.
—Os maiores dez segundos da minha vida. – resmungou Sirius. James o olhou com censura – Ok. Vamos chamar o Frank e dizer que a melhor amiga dele precisa da nossa ajuda.
—Certo. Mas... onde está o Frank? – perguntou James.
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—Você não vai se safar dessa Mulciber! – rosnou Frank, enquanto o penduravam pelo calcanhar em uma viga da arquibancada – Nem você, Avery.
—Isso é pra você aprender a não mexer com meus calouros da Sonserina, Longbottom. – riu Avery – E você deveria saber que o lugar de gentalha como você, que defende sangues ruim, é assim. Pendurado que nem gado. Pronto pra apanhar.
—O que raios eu fiz pra vocês? Além de ser mais bonito, mais inteligente, popular e querido... e decente...
—Cala a boca, seu imbecil. – ralhou Mulciber – Pronto, Michel?
—Eu nasci pronto. – riu Avery lambendo a varinha, o olhando de maneira pervertida – Vou começar com...
—Ponha minha Chanel N°4 no chão.
Longbottom sorriu aliviado ao ver o time das líderes de torcida, com exceção de Mary e Emmeline. Addie estava na frente delas e parecia indignada.
—Ou o que, gracinhas? – perguntou Mulciber – Vão dar cambalhotas?
—Nós vamos transformar vocês em gelatina. – riu Mikayla sacando a varinha – Achei que os alunos do quinto ano da Sonserina, por mais burros que fossem, sabiam contar. Somos sete aqui. Vocês são dois.
Mulciber e Avery se entreolharam e imediatamente brandiram as varinhas, soltando azarações. Frank fechou os olhos, e escutou os feitiços e azarações cortarem o ar. Mas logo não aguentou e abriu os olhos para espiar. As três Brit’s tinham caído. Marlene tinha machucado o pulso, Addie duelava com Avery, Tati e Mikayla contra Mulciber. Depois de alguns segundos Mulciber caiu no chão, assim como Avery.
Addie então sorriu.
—Lembra o que disse sobre cambalhotas? – perguntou ela para os dois – Everte Statum. – disse ela e Avery e Mulciber começaram a dar cambalhotas, uma atrás da outra – Pensem melhor na próxima vez que tentarem mexer com as minhas vadias. – ralhou ela. Addie brandiu a varinha e as cordas soltaram Frank e ele foi flutuando calmamente para o chão – Tudo bem, amor?
—Tudo melhor agora, capitã. – riu ele – Você vive salvando a minha pele.
—Tô aqui pra isso. Ninguém mexe com as minhas vadias. – ela se virou para o time – Alguém acorda as Brit’s, Marlene, como está o pulso?
—Está bem... mas acho que vou na Ala Hospitalar, só por garantia.
—Ok. – disse Addie. Muito bem, garotas. Vocês foram ótimas. – riu Addie. Ela se virou novamente para Longbottom, ignorando que Avery tinha vomitado, por ainda estar dando cambalhotas no ar – Onde estão James, Sirius e Remus? Eles sumiram.
—Eu não sei. Eles tinham ido no vestiário ver se o Remus e a Emily estavam fazendo um sexo muito louco por lá.
—N°4... Remus não faz sexo louco. Ele faz amor. – riu Addie – Vamos sair daqui? Está fedendo a vômito. – riu ela se virando.
O grupo saiu de lá, cada líder de torcida levando uma Brit. Frank as viu caminhar em direção à Ala Hospitalar e notou que as pessoas estavam reclamando.
—Ok... é hora de pegar o Ponche de volta. – riu ele.
—Então foi você quem pegou o Ponche? – perguntou Addie – Gray está louco da vida procurando.
—Eu quis fazer uma brincadeira. Ele está lá em cima, nas arquibancadas.
—Não. Não está. – disse Addie – Eles já sobrevoaram o campo inteiro...
—Ooops... alguém achou o ponche e não quis devolver.
—FRANK! – gritou James. Os dois se viraram e viram James e Sirius – Precisamos da sua ajuda. É muito importante! – disse James. Frank olhou para Addie.
—O que houve? – perguntou ele voltando a olhar os amigos.
—Não há tempo para explicações! Você precisa vir nos prestar ajuda. – disse Sirius – Addie. Você fica!
—Você não manda em mim! – ralhou ela – O que houve?
—Baby... você não quer ver isso... é nojento. – disse James – Tipo... muito nojento. Tipo... as cuecas manchadas do Ranhoso, entende?
—Vocês penduraram o Sev pelas cuecas de novo? Ele pegou Pentapox! Não dá pra darem um descanso pra ele? – perguntou ela, franzindo a testa.
—O que é pentapox? – perguntou James.
—Oh, querido... você não vai querer saber... – riu Addie e James soltou um muxoxo.
—Ok. Mas vem, Frank. Nós precisamos de você e é urgente. Sério, Addie! Não vem. Você não tem que ver isso. É nojento igual absorvente usado pregado na porta, entende. – disse Sirius.
—Céus, Sirius!
Frank se perguntou o que poderia ser. Os três atravessaram o campo de quadribol e notaram que tinha uma pequena multidão ali, parecendo assustada.
—Tem... tem uma... uma... – murmurou uma aluna da Corvinal, do sétimo ano. Ela fez uma careta e saiu correndo.
—O que tem ai dentro? – perguntou Frank, assustado.
—Pegue a varinha. – disse James – Somos três, contra ela. Emily e Remus estão sendo feitos de reféns, por um monstro horrível.
—Monstro? – perguntou Frank – Qualé, gente... – ralhou Frank. Ele abriu a porta e os três deram de cara com a aranha-dragão-devoradora-de-homens. – QUE PORRA É ESSA?! – perguntou ele assustado e sacando a varinha.
E então aquela aberração da natureza cuspiu uma gosma verde, quase o atingindo.
—ELA COSPE ÁCIDO! – gritou James, horrorizado.
—AJUDEM A GENTE! – gritou Emily lá de dentro.
Frank deu três passos para trás e fechou a porta. Ele guardou a varinha e respirou fundo.
—Foi uma honra conhecê-los... – murmurou ele.
—Sim... – concordou Sirius colocando a mão no peito em sinal de respeito – Um minuto de silêncio pelas almas perdidas de Remus Lupin e Emily Valentine... que a aranha seja muito venenosa e que a morte deles seja rápida...
—Amém... – disse James.
—Não! – disse Frank, decidido – Eu conheço alguém corajosa o suficiente pra enfrentar aquela coisa!
—Quem? – perguntou James.
—A Addie! Ela não tem medo de nada. – riu ele.
—Vai chamar uma garota pra resolver o problema com insetos? – perguntou Sirius, com desdém.
—Na verdade aranhas não são insetos. Elas são aracnídeos e...
—Remus morreu e acabou de possuir o corpo dele, Sirius. – brincou James. Sirius gargalhou e Frank revirou os olhos.
—Ok, ok. Precisamos da Addie. Ela vai botar fogo nesse banheiro se for preciso, mas ela mata aquele filhote do tinhoso, vindo do nono círculo gelado do inferno. – disse Frank, decidido.
—Ok... Mas onde está a Addie?
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—Nos deixaram sozinhos aqui, não foi? – perguntou Emily olhando para as patinhas da aranha, que voltara a tentar entrar no armário.
—De novo... – resmungou Remus.
—É um pesadelo! Uma festança rolando lá fora e a gente preso aqui. – resmungou ela.
—Poderíamos tentar fazer algo para nos distrairmos. – sugeriu Remus. Emily corou violentamente e sorriu, se perguntando se ele lhe daria um amasso daqueles.
—Claro.
—Já jogou adedonha de cep? – perguntou Remus. Ela o olhou confusa.
—O que é isso?
—Nós falamos “a-de-dooo-nha!” e colocamos um determinado número aleatório de dedos. Contamos os dedos, vemos qual é a letra do alfabeto correspondente a esse número... e então falamos uma cidade, estado, ou país que comece com essa letra. E aquele que não souber, perde.
Eu devo ser realmente muito desinteressante...
—Remus. Posso te fazer uma perguntinha?
—Claro. Teve alguma regra que você não entendeu?
—Você é gay? – perguntou. Seria o cúmulo do azar, o garoto que gostava ser gay.
—Hum? O que? – perguntou ele corando – Que pergunta é essa?! É claro que não! – ralhou ele.
—Oras... estamos presos dentro de um armário, só nós dois, com um monstro nos protegendo e servindo de alarme caso alguém apareça. Nós dois bebemos, nós dois nos beijamos... mas você quer jogar adedonha... – resmungou.
Remus corou de uma vez.
—Não achei que seria romântico com uma aranha assassina querendo nos devorar.
—Já pensou que esse pode ser nosso último momento vivos? – perguntou ela.
Remus olhou para as patinhas da aranha, estremecendo, e suspirou.
—Você tem razão. Precisamos aproveitar cada segundo como se fosse o último, certo? – perguntou ele.
—Certo. – riu ela, se virando da melhor maneira que conseguiu, para poder beijá-lo. Mas então sentiu as mãos dele em seus seios.
—Eles são tão macios... – disse Remus com um sorriso bobo.
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—Mary, prova esse. É bem gostoso também. – disse Peter. Mary provou mais uma bebida e soluçou.
—Petelzinho! Esse é muito forte. – murmurou devolvendo.
—Não gostou? Quer que eu pegue outra coisa?
—Por favor. – pediu ela.
—Ok. – riu ele.
Mary suspirou, observando seu amigo correr até a mesa, para falar com Cook, na tentativa de trocar a bebida. Foi quando viu James, Sirius e Frank chegarem perto de Addie e falarem alguma coisa com ela. E eles pareciam bem sérios.
Foi quando sentiu uma fisgada na bexiga. Precisa muito ir ao banheiro!
Quando Peter voltou, seus amigos tinham sumido e ela estava dançando de uma perna para outra.
—Aqui está! – disse Peter, com um sorriso amável no rosto.
—Petelzinho. Vamos no banheiro, por favor? Eu preciso fazer o número um!
Peter sorriu para ela, achando graça e concordou com a cabeça.
—Vamos. Eu te levo lá.
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—Hey, Addie! – chamou Adam, lá da mesa de bebidas. Ele estava junto de Thomas Gray, servindo as novas bebidas. Emmeline estava bebendo whisky de fogo enquanto Jacques contava galeões muito satisfeito consigo mesmo – Aceita alguma coisa?
—Não. – respondi me aproximando de Emmeline – Meu namorado é um idiota! – resmunguei pra ela. Emmeline piscou surpresa e sorriu.
—Mas já está achando isso? – perguntou ela.
—Bem, ela é sensata. – resmungou Burke. Eu o olhei feio e ele encolheu os ombros – Bem... não tão sensata... tá namorando o Potter. – riu ele, assim mesmo. Ele olhou para Emmeline, que deu um sorrisinho.
—Ele me deixou aqui sozinha, pra aprontar uma com o Sirius. E depois eles roubaram o Frank, também. – resmunguei cruzando os braços.
—Ei, Addie. – disse Rabastan se aproximando. Notei que ele estava sujo de batom por todo o pescoço – Posso te dar um beijo?
—Oi? Tá louco? – perguntei rindo.
—Só um beijinho! Um selinho que seja.
—Por que? – perguntei.
—É por uma causa nobre. Muito importante... – ele olhou ao redor e me olhou novamente – Rápido! Kat está olhando.
—Ah... mas eu meio que estou namorando e...
—Está namorando Potter? – perguntou Rabastan. Eu concordei – E onde ele está?
—Eu não faço a menor ideia de onde aquele idiota, egocêntrico, cabeçudo, babaca e... – comecei, resmungando.
—ADDIE! – gritou James se aproximando de mim – Oi, amor!
—Ah.. achei. – disse rindo e olhando para meu namorado com censura – Lembrou que eu existo, foi?
—É que precisamos da sua ajuda. – riu James. Sirius e Frank chegaram logo atrás dele – Emily e Remus estão com problemas e só você pode ajudar!
Pisquei surpresa.
—O que houve com eles? – perguntei, preocupada.
Sirius segurou minhas mãos e olhou nos meus olhos.
—Addie. Não há tempo para perguntas! Vidas estão em jogo aqui. – disse Sirius.
Suspirei, concordando e segui James, Sirius e Frank. Rabastan ficou pra trás, mas Emmeline e Jacques nos seguiram, curiosos.
Os garotos nos levaram até o vestiário masculino e eu tive a impressão de que eles estavam me usando como escudo humano.
—Lembre-se, Addie. Não olhe nos olhos dela. Ela pode te transformar em pedra. – murmurou James – Vá com a varinha na mão, ok?
—O que tem aí dentro? – perguntei preocupada.
—Isso não vai dar certo. Addie é uma garota. Ela vai ficar com medo também. – ralhou Sirius – Ela não vai saber lidar com aquele inseto asqueroso.
—Não seja machista, Sirius! – ralhou Frank – E eu já disse que aranhas não são insetos! – adicionou ele, mas Sirius só revirou os olhos.
—Não importa, Frank!
—Vocês estão com medo de uma aranha de araque? Sério? – perguntei arqueando as sobrancelhas – E Sirius. Não é porque eu sou uma garota que eu vou ter medo de insetos... e Frank tem razão. Aranhas não são insetos!
—Então vai com Merlin. – riu Sirius abrindo a porta do vestiário.
Revirei os olhos e entrei.
—QUEM ESTÁ AI? – escutei a voz de Remus.
—Sou eu! A Addie. Eu vim tirar vocês... Caralho. É uma senhora aranha... – murmurei ao ver aquele bicho que era do tamanho de um prato. Mas então ele fez a coisa mais assustadora possível. Ele abriu as asas e levantou a “bundinha” jogando uma teia fedida por ela na minha direção. Pulei para longe daquilo e então a aranha-monstro-dos-infernos-senhora-do-mal-enviada-de-Satanás voou pra cima de mim. Sim, aquela cruza de cruz credo com o senhor das almas da noite voava. Gritei de susto e saí correndo de lá de dentro. Quando eu fechei a porta, escutei o baque daquele demônio em forma de aranha voadora bater com força na porta – ELA VOA!
—Uai! Achei que não tivesse medo. – riu Sirius.
—AQUILO ERA UMA FODENDO ARANHA VOADORA! – gritei, chocada – Eu não entro ai dentro, nem por todo ouro do mundo!
—Bem... vocês sabem o que fazer. – disse James suspirando. Ele, Frank e Sirius colocaram a mão no peito e baixaram os olhos – Um minuto de silêncio pelas almas perdidas de Emily e Remus... que eles encontrem paz eterna e que...
—Não! Não podemos deixá-los lá, com aquela coisa! – digo decidida – Burke. Vai lá e salva eles!
—Eu? – perguntou Jacques, parecendo surpreso.
—Claro, amor. – riu Emmeline – Você tá acostumado a lidar com essas coisas esquisitas por conta da loja do seu pai, não é?
Jacques deu uma risadinha.
—Emmeline, meu amor... você acha mesmo que eu vou entrar ai, depois de ver quatro Grifinórios com medo de encarar... sejá lá o que tem lá dentro. – riu ele.
—Covarde. – provocou Sirius. Jacques apenas deu um gole em sua bebida.
—Sou sensato. Diferente. – então ele estalou os dedos – Sabe quem pode conseguir ajudar os amigos de vocês?
—Quem? – pergunto preocupada.
—Theo e Rabastan. Eles também são chegados nessas coisas esquisitas. – disse ele.
—E eles querem ser comensais de morte! Eles vão ter bagos pra entrar mesmo! – riu Emmeline. Jacques deu de ombros.
—Eu prefiro morrer a pedir ajuda pro Lestrange e pro Nott. – resmungou James.
Eu estava para responder, quando vi Mary e Peter chegando.
—Borboletinha! – murmurei rindo.
—Oi, Addie. O que vocês estão fazendo aqui? – perguntou ela.
—PETER! – riu James – Você era a pessoa que estávamos procurando. Você gosta de coisas nojentas, não é?
—O que? – perguntou o garoto, sem entender.
Mas Sirius simplesmente pegou Peter, junto de James e os dois jogaram o garoto lá dentro.
—Salve o Aluado e a Emily! – disse Sirius.
—O que está acontecendo? – perguntou Mary, confusa – E eu preciso ir ao banheiro.
—Espere um pouco, Mary. – riu James – Petelzinho vai cuidar de tudo primeiro.
Foi quando escutamos Peter gritar. Ele socou a porta e saiu desesperado de lá de dentro.
—ELA VAI ME COMEEEEEEEER! – gritou ele, correndo, desesperado, com a cabeça cheia de teia. Sirius fechou a porta e revirou os olhos.
—Nunca podemos contar com o Rabicho. – resmungou Sirius – É agora que fazemos o um minuto de silêncio? – James, Frank, Jacques e Sirius colocaram a mão no peito em sinal de respeito e eu revirei os olhos.
—Isso foi muito malvado da parte de vocês. – resmunguei – Vamos. Temos que achar o Rabastan.
—Mas onde ele está? – perguntou Emmeline.
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Rabastan estava sentado na arquibancada com Diana Rosier em seu colo. Ela era uma garota muito bonita, de seu ano, que odiava Katherine. Ele deveria estar na sua aposta com Theo, mas tinha desistido, porque Diana era mais interessante do que ficar dando beijos rápidos em qualquer uma. Ela tinha os cabelos dourados, um sorriso fácil e os olhos azul-acinzentados.
Eu devo ter uma queda por loiras... só pode...
A deitou na arquibancada e sorriram um para o outro, durante o amasso. Suspirou nos lábios dela, gostando do beijo calmo e sedutor, quando escutou risadinhas. Levantou a cabeça e viu Jacques, Addie e os outros Grifinória.
—Desculpe atrapalhar, Rabs. Mas eu preciso de um favor seu. – disse Addie. Rabastan se sentou e olhou para Diana, que sorriu.
—Pode ir. Eu te espero aqui, ok? – perguntou ela.
—Tem certeza? – perguntou sem querer ser indelicado com ela. Diana era uma garota muito legal, sem ser arrogante e esnobe, como Kat era.
—Sim. Pode ir. – suspirou ela – Só não se esquece de voltar, heim?
Rabastan sorriu e a beijou de novo, antes de se levantar e ir até Addie. Olhou um pouco desgostoso para Longbottom e Potter e notou que Crazy Eyes estava pulando de um pé para outro, agitada.
—O que houve? – perguntou ele.
—Você precisa vir comigo. Sem perguntas. – disse Addie. Rabastan notou que ela parecia preocupada, então só concordou.
O enorme grupo caminhou em direção ao vestiário e Rabastan se perguntou o que poderia estar acontecendo. Se aproximou de Jacques e o cutucou.
—O que aconteceu? – perguntou curioso.
—Precisamos de sua coragem e de sua habilidade para duelos. – riu Jacques.
—Mas... Potter, Black, Longbottom e Addie estão aqui. – disse sem entender – Eu não estou entendendo.
—Eles não tem a experiência que você tem... – riu Jacques – Há uma donzela em perigo, Rabastan.
—Donzela em perigo? – ele olhou para as garotas – Quem? Porque as amigas de Addie estão todas aqui e ela não perderia o tempo dela ajudando McKinnon e Meadowes.
—É a Valentine.
—Quem é Valentine? – perguntou franzindo a testa – Aaah! A garota do colar. Ela é namorada do Longbottom, não é?
—Eu sei lá. – riu Jacques. Logo chegaram no vestiário e Potter e Black foram para a porta.
—Salve eles, Lestrange. – pediu Potter – E eu posso cogitar te achar menos babaca.
—Cale a boca. Vou fazer isso pela Addie. – resmungou – Mas o que raios é pra fazer?
—Emily e Remus estão presos lá dentro e tem uma aranha horrorosa fazendo eles de reféns. – explicou Addie – Precisamos que você mate a aranha e salve os dois.
—Vocês estão de sacanagem comigo, não é? – perguntou franzindo a testa – Uma aranha?
—Todo mundo fala isso, até olhar pra ela. – murmurou Potter.
Rabastan revirou os olhos e apertou a varinha, entrando no vestiário.
Foi quando viu aquela enorme tarântula-alada-Australiana. Respirou fundo, sentindo as pernas tremerem e engoliu em seco. Ela sacudiu a bunda, fazendo barulho e jogou teia em cima dele. Fez um feitiço escudo e tentou estuporar o bicho, mas assim que seu feitiço o acertou, os milhares de cabelinhos que ela tinha no corpo voaram para todos os lados e ele precisou se esconder atrás do armário.
Até onde sabia, aqueles cabelinhos passavam pentapox.
Mas quando a aranha começou a silvar e a cuspir ácido, ele entendeu que tinha lutado o suficiente. Ela começou a sacudir a bunda de novo e ele pulou pra fora do vestiário, fechando a porta. Ainda conseguiu ouvir o baque da teia venenosa atingindo a porta.
—Ela está fazendo o ninho dela aí. – resmungou Rabastan, fazendo careta – Ela já está colocando os ovos.
—São itens não comerciáveis nível S. – murmurou Jacques com brilho nos olhos – Você conseguiu matar? – perguntou ele. Crazy Eyes abriu a porta para espiar e Rabastan revirou os olhos, a achando maluca.
—Não. Elas são realmente resistentes a feitiços. – Rabastan respirou fundo e colocou a mão no ombro de Addie. – Eu sinto muito, Addie, mas eu acho que seus amigos estão perdidos.
—Ok... senhores... – murmurou Potter colocando a mão sobre o peito. Black, Burke, Longbottom, Vance e Pettigrew o imitaram. Addie também. – Vamos fazer um minuto de silêncio para nossos amigos. Eles tiveram uma vida breve, porém plena... e isso é o mais importante.
—Ok. Vamos pegar o bandido do ponche. – disse Black, parecendo empolgado.
—E o que aconteceu com o “um minuto de silêncio”? – perguntou Rabastan.
—Nós sempre prometemos um minuto de silêncio... quando eu for dormir, eu faço horas de silêncio por eles. – disse Sirius dando de ombros.
Rabastan deu de ombros.
—Então, Lestrange! Onde você estava quando o ponche sumiu? – perguntou Potter.
—O ponche sumiu? – perguntou ele, surpreso.
—Esquece, ele é um idiota. – resmungou Potter.
—Ele pode estar mentindo. – disse Black – E você Burke? Foi você quem roubou o ponche? Para que a gente precisasse comprar as suas bebidas?!
Rabastan olhou para Jacques, que riu com desdém.
—Ah, sim. Eu roubei o ponche sim. E o escondi entre as pernas de Emmeline. – resmungou ele – Eu passei a festa inteira com ela.
—Isso mesmo, Sirius. Larga de ser tosco. O Jack não roubou nada! – disse Vance.
—Alguém roubou o ponche da minha festa e esse é o problema mais urgente do momento! – ralhou Black.
—Mais urgente do que a vida dos seus amigos? – riu Rabastan.
—Eles estão seguros dentro do armário. – disse Black dando de ombros.
—Se não foram vocês e nem Snape... só pode ter sido o Nott! – disse Potter.
—Ele levou Gray até o ponche... faz sentido. – murmurou Black – E ele apanhou da gente naquele dia. Talvez quisesse se vingar.
—Theo está muito ocupado ganhando uma aposta. Ele não iria perder tempo roubando bebida. – resmungou Rabastan.
—Gente... cadê a Borboletinha? – perguntou Emmeline.
—Ela estava espiando pela... – começou Rabastan. Foi quando eles viram que a porta estava aberta – Crazy Eyes entrou!
—Ela estava apertada. Queria usar o banheiro! – disse Peter, chocado – Ela está sozinha com o monstro!
Todo mundo se entreolhou, chocado. Ficaram uns dez segundos em completo choque. E então, todos, sem exceção, sacaram as varinhas e entraram desesperados no vestiário. Foi quando escutaram o som da descarga. Todos olharam na direção da porta e Crazy Eyes saiu de dentro do boxe do banheiro, parecendo aliviada.
—Mary? Você está bem? – perguntou Addie. Crazy Eyes olhou calmamente para eles e concordou com um aceno de cabeça.
—Onde está o monstro? – perguntou Peter.
—Ah, eu achei nojento, então esmaguei ele com a vassoura. – disse ela apontando para um canto, onde tinha um esfregão esmagando a aranha, que jazia morta.
—Você matou o monstro? – perguntou Black, em choque.
—É... fiquei meio triste por ela ter morrido, mas eu realmente precisava usar o banheiro... – murmurou ela corando de leve.
Todo mundo se entreolhou e todo mundo começou a gargalhar. Addie e Vance abraçaram a guria, Jacques foi roubar um pouco das ovas da aranha e Valentine e Lupin saíram de dentro de um armário. Valentine parecendo muito vermelha e Lupin com o olho roxo.
—Aluado? O que houve? – perguntou Potter, rindo de se acabar.
—Eu não quero falar sobre isso. – resmungou ele, fazendo todo mundo gargalhar.
—Você quis aproveitar o último momento da sua vida e a Emily não curtiu, não foi? – perguntou Frank, fazendo Lupin corar. Rabastan revirou os olhos.
—Idiotas... vocês são todos uns idiotas... – resmungou querendo voltar para junto de Diana.
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A situação estava saindo do controle.
As pessoas estavam discutindo e os duelos começavam a surgir aqui e ali. Os cinco Marotos olhavam quase desesperados.
—Nós realmente precisamos achar esse ponche. – resmungou Sirius – Ou minha festa irá ser um oficial desastre!
—Mas onde pode estar? – perguntei – Se não foi ninguém do nosso ano da Sonserina... será que foi a Zamora? – cogitei olhando para eles.
—Vamos até o ponche. – disse Remus, decidido. Concordamos e fomos todos. Ele olhou o ponche, apontou a varinha e suspirou – Está definitivamente azarado... precisamos da palavra chave. É um feitiço simples para guardar segredos, mas não sei como desfazer...
—Esse feitiço é bastante usado por puro sangues, principalmente em diários. – murmurei, analítica – Provavelmente foi uma garota.
Remus farejou o lugar.
—Não... não tem cheiro de perfume de garota, mas de colônia... uma cara... – disse ele.
—Então definitivamente foi um puro sangue. Com certeza foi Lestrange. – disse James.
—Rabs não faria isso. – discordei.
—Rabs. – resmungou James, enciumado – Vamos chamar o suspeito de Lestrange, ok?
—Quem mais iria querer prejudicar o Sirius, no dia do aniversário dele? – Perguntou Peter – Se não foi Lestrange, Ranhoso, Burke ou Nott... não tem mais ninguém...
—A pessoa que fez isso definitivamente queria chamar sua atenção... – murmurou Remus – Algum garoto querendo chamar sua atenção...
—Aaaah... Sirius tem um admirador secreto. – riu James.
—Vai a merda, Pontas. – resmungou Sirius.
—Gente... eu... eu acho que sei quem pode ter feito isso... – murmurei com um sorriso – Uma pessoa que com certeza deve ter ficado chateada por não ter sido convidada, é puro sangue, bom em feitiços, e gostaria de chamar a atenção do Sirius... – todos me olharam, com alguma expectativa – É tão óbvio...
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Sirius foi até o Salão Principal. Lá estava Régulus, sentado numa cadeira, sozinho e meio triste. Sirius andou até ele e lhe deu o maior tapão na nuca.
—AI! Por que fez isso? – perguntou ele.
—Porque você é um mané. Se quisesse ir na minha festa era só pedir, não precisava ter azarado o ponche. – ralhou Sirius. Régulus soltou um suspiro e lhe entregou uma caixinha.
—Feliz aniversário, Sirius... – disse ele – Eu só queria mostrar que eu posso ser bom com pegadinhas também...
—Qual é a senha do ponche, Régulus?
—Eu vou dizer, mas só se me levar pra festa com você. – disse Régulus. Sirius deu um sorrisinho e concordou.
—Ok. Eu deixo você vir. Mas qual é a droga da senha?
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Estavam todos reunidos ao redor do Ponche. Era até engraçado, que aquele tanto de alunos estivesse ali, debaixo das arquibancadas, olhando o ponche azarado, desejando beber. Apesar de parecer uma pequena bacia, ele tinha sido encantado para ser maior por dentro, então ali tinha litros e mais litros de bebida alcoólica e todo mundo segurava o copo com ansiedade.
—Está pronto, Sirius? – perguntou Régulus, com um sorrisinho. Sirius revirou os olhos e todos o olharam com expectativa – Não se esqueça de dizer bem alto, ok?
—Eu vou matar você, Régulus... – sibilou furioso.
—Diz logo, Black! Eu quero beber! – ralhou um aluno da Corvinal. Sirius respirou fundo.
—EU SOU UMA BONEQUINHA DE PORCELANA E MEU IRMÃO RÉGULUS É MUITO MAIS GOSTOSO DO QUE EU!
E então a maldição acabou e os sininhos tocaram. Todo mundo gritou de alegria e foi se servir de ponche.
Eu fiquei bêbada e namorei James a noite toda. Emmeline e Jacques fizeram o mesmo. Até mesmo Emily e Remus, que eventualmente ficaram numa boa, depois de muitos copos de ponche. Sirius ficou com Marlene, Adam passou a festa toda suspirando por mim. Rabastan continuou aos amassos com Diana Rosier, Peter e Mary dançaram a noite toda, Frank deu uns amassos na Tati...
Tudo deu certo no final. Foi divertido para caramba.
E quando estávamos muito bêbados, e correndo da professora McGonagall, que estava furiosa por termos contrabandeado bebida para a escola, nos escondemos nas estufas e então, quando a barra ficou limpa, fomos para a beira do lago, fumar um pouco e nos divertir. Só o pessoal da Grifinória e Jacques.
Eu e James deitamos na grama, mirando as estrelas. Tati e Frank dançavam e cantavam animados. Sirius dava um amasso furioso com Marlene, fingindo que não se importava com o jeito fofinho que Emmeline e Jacques estavam, apenas abraçados, olhando a superfície lisa e linda do lago. Peter e Mary ficaram conversando aos sussurros. Remus e Emily também. Dorcas estava dormindo abraçada com Lily, que tinha desmaiado de bêbada.
Eu certamente me lembraria daquela noite pra sempre...
Hand in hand with James, surrounded by my friends ... Those memories of when we were young...
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