When We Were Young
33 HornyJay
Notas iniciais

HORNYJAY
HOGWARTS
1974
4°YEAR
—E você sentiu, quando ele quase enfiou lá? – pergunto curiosa.
—Sim, e foi tão bom, eu queria que ele metesse logo em mim. – Emmeline responde. Estávamos falando sobre a sua quase-transa com o Jacques, depois do quase-término deles. – Ele ficou bem agitado, sabe?
—É claro, com você de quatro na frente dele, como não ficaria? – rimos baixinho, quando o Professor de DCAT nos olhou atravessado.
—E você e o Jay? Acha que vão fazer aquilo? – ela pergunta. Olho para Jay na mesa atrás da minha, mexendo nas pontas do meu cabelo, enquanto ouvia Sirius falar sobre Cindy Gray. Assim que ele percebeu que eu o olhava, ele puxou de leve meu cabelo em um pedido mundo e eu me virei para lhe dar um rápido beijo.
—Srta. Black, Sr. Potter, minha aula não é lugar para namoro. – diz o professor.
Dou-lhe um sorriso.
—Desculpa, professor. – peço docemente. Ele me olha desconcertado e volta a escrever no quadro negro. Jay se curva e me dá um beijo na bochecha, logo voltando para o seu lugar.
—Ele tá tão afim de você. – ri Emms.
—Eu sei. Mas não sei se eu e Jay vamos fazer aquilo tão cedo. – murmuro. – Ele é tão tímido, eu sempre tenho que colocar as mãos dele nos meus peitos. Ele nunca coloca sozinho. – faço um biquinho, enquanto copio a lição no quadro negro.
—Porque você não o provoca? – Emmeline diz de supetão. – Seria tão legal, o fazer ficar cheio de tesão por você.
Dou um sorrisinho, e a olho.
—Parece que temos um plano.
—Plano: HornyJay. – ela diz rindo.
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—HornyJay? – Mary ri. – O nome do plano é esse?
—Sim. Minha ideia. – Emmeline joga o cabelo para trás rindo.
—Como vamos fazer?
—Eu vou o convidar, para assistir no treino, e fazer uns movimentos sexy. – digo.
—E você pode depois o chamar para dar uns amassos, e não usar sutiã.
—Você podia ter um cheiro. – Mary comenta. Nós a olhamos curiosas. – Tipo, o Remus tem cheiro de chocolate, você sempre diz isso, Addie. E sempre que você come chocolate, você se lembra dele. Então você devia ter um cheiro que faça o James se lembrar de você.
—Mas eu já uso meu perfume Chanel.
—Mas você deu um perfume Chanel para todas as meninas da equipe. – Emmeline aponta.
—Entendi. Vou tentar. – olho de lado e vejo Jay e os meninos chegando. – Ele tá vindo. Disfarcem.
—Oi, baby. – Jay se senta ao meu lado, passando um braço pela minha cintura. Ele me beija de leve. – Aqui, minha mãe me mandou esses bolinhos que eu pedi pra ela. – ele em entrega uma caixinha.
—Obrigada, amor. – digo, e ele sorri.
Abro a caixinha e sorrio ao ver o cupcake de morango. Ele tinha uma cobertura rosa bebe por cima e na pontinha um coraçãozinho vermelho. Tinha mais dois cupcakes na caixinha. Mordi o que tinha em mãos, sorrindo para Jay. Era de morango com chocolate. Engoli o pedaço e Jay, limpou o canto da minha boca sujo de glacê rosa.
—Eu gosto de morango. – falo bobamente.
—Eu sei. – ele diz mordendo um pedaço.
—Eu gosto de morangos. E vocêsabe disso. – digo, e depois olho as meninas que dão risadinhas, entendo meu ponto.
—Nada a ver. – debocha Sirius. – Foi o Aluado que falou pro Pontas que você amava morango.
—Cala boca, Almofadinhas, eu já sabia que ela gostava.
—O Remus sabe tudo sobre a Addie, porque ele tinha uma queda por elaaaa. – cantarola Emms.
Remus cora, desviando o olhar do meu.
—Isso faz de você um fura-olho, James. – ri Frank se sentando com a gente.
—Nada a ver. Remus nunca disse que tinha sentimentos pela Addie. – diz James na defensiva, encarando Remus, que parecia muito interessado pela janela onde as corujas entravam para entregar o correio.
—Porque ele, diferente de você, me respeita. – briga Sirius, jogando um pepino cortado na cara de James.
—Bem, se o Remmy tivesse me chamado pra sair, antes do Jay, eu totalmente teria dito sim.
—Sério? – pergunta Remus chocado, me olhando de uma vez, e enquanto James cruza os braços emburrado.
—É claro, Remmy. Eu super gosto de você. – falo, terminando de comer meu bolinho. – Você é um fofo!
—Parece que perdeu a chance, Remus. – diz Frank fingindo pesar.
—Quem perdeu o que? – pergunta Emily, chegando com Dorcas, Marlene e Lily.
—Remus perdeu a chance com a Addie, mas agora ele tem você. – responde Frank. – A coelhinha safada dele.
—Cala boca, Frank. – diz Emily rindo corada. Ela se senta ao lado e Remus, que estava na minha frente, me olhando, e beija sua bochecha. – Oi.
—Oi. – ele responde sorindo.
—Eu estou morrendo de fome. – comenta Marlene se servindo.
—É melhor comer mesmo, para não ter que correr em volta do campo que nem a N°13. – mando. Marlene assente. – E só coma frango, nada de carne vermelha, e pode tirar esse frango frito e colocar um grelhado. Não quero nenhuma das minhas Chanels gorda. – digo. E Frank que estava para comer um grande e gorduroso pedaço de carne, o coloca de volta no prato e pega uma saladinha me olhando com um sorrisinho.
—Mas você está comendo um bolinho. – ela diz.
—Mas eu sou metamorfamaga, N°5! Se eu engordar um pouco posso dar um jeito nisso, em um segundo, mas você vai ficar gorda, e com uma bunda flácida e cheia de estria e celulite.Você quer isso, N°5?
—Não. – ela resmunga, tirando o frango do prato.
—Isso serve para todas vocês, vadias. – digo a Frank, Emms e Mary. – Ouviram?
—Yes, Chanel. – respondem em coro. Sorrio convencida.
—Eu te amo tanto. – James diz sorrindo.
—Oh! – exclamam Mary e Emms surpresa. Marlene pareceu simplesmente chocada.
—Jay... – digo rindo.
—O que? O que aconteceu?
—Eu não acredito que disse isso, cara. – fala Frank.
—Eu não entendi. – diz Emily.
—James, vocês estão namorando há uma semana só. – diz Emmeline.
—Eu sei. Mas eu não to entendendo. – ele fala confuso.
—Vocês namoram há uma semana e você já diz “eu te amo”?
James arregalou os olhos.
—Mas... Mas eu... – ele me olha um pouco chocado. – Eu quero dizer, eu e Addie nos conhecemos há três anos. Eu amo ela, há três anos, sabe? – ele fala inseguro.
—Eu sei, Jay. Não ligue para eles. Eu também te amo. – ele sorri aliviado. – Como amigo. – acrescento. – Você ainda tem que em fazer te amar como namorada. – ele ri, me apertando na cintura e me beijando.
—Chega! Chega! – pede Sirius, aborrecido.
—Eu te amo também, Sirius. – digo soltando Jay para abraçá-lo. Beijo sua bochecha fazendo um estalo. – Não fica bravinho. – ele continua com uma cara emburrada. – Você não me ama, é? – pergunto. Ele me olha suspirando.
—Sim, eu te amo, sua babaca. – ele responde. Dou uma risada alta e beijo sua bochecha mais uma vez.
—Parabéns, Addie. – diz Frank. –Você é a primeira e única garota que Sirius Black, vai amar.
Marlene bufa, com ciúmes e percebo Emmeline desviando o olhar magoado.
—Eu amo mais uma garota também. – Sirius fala sorrindo. Todos o olhamos surpreso, e ele olha Emmeline, percebo o lábio dela tremendo de ansiedade. Mas Sirius desvia o olhar dele para Frank que estava ao lado e Emmeline. – Frank, sua linda! – todos gargalham.
Marlene o olha extremamente magoada, e se levanta com Lily seguindo ela. Emmeline desvia o olhar mais uma vez e se levanta calmamente.
—Vou ver Jacques. Até mais, garotas. – ela nos manda um beijinho e sai do Salão Principal.
Olho Sirius, e vejo um sorrisinho malicioso em seus lábios. Enquanto nossos amigos conversavam sobre o fato da Alice agora te terminado definitivamente com o Mulciber, sussurrei para Sirius:
—Você fez de propósito.
Ele me olhou travesso.
—Achou mesmo que eu acreditei naquele teatrinho dela, de que agora é toda do Jacques e que me esqueceu? – ele ri, pegando um dos cupcakes que James me deu.
—Não magoe ela, Sirius. – peço. – Não fode com a cabeça dela. Deixe que ela com o Jacques. Ele gosta dela.
—Eu gosto dela.
—Não você não gosta. Você gosta da bunda dela.
—Bem, é. – ele ri, mas para quando percebe meu olhar irritado. – Eu gosto dela também. Ela é legal. Eu só vou foder com ela se ela quiser. E se ela não resistir ao meu corpinho sexy, o que posso fazer?
Dou risada socando seu ombro.
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—Isso vai ser engraçado. – James diz me entregando a capa de invisibilidade.
—Eu sei, amor. – dou-lhe um selinho. – O faça andar atrás de garotos também. – ele ri e concorda.
Coloco a capa de invisibilidade sobre mim e saímos do armário de vassouras em que estávamos escondidos. James vai andando na minha frente procurando por Sirius, enquanto eu o sigo.
O achamos, junto de Hellena Halfman. Ela parecia nervosa, enquanto ele dava um sorriso e confirmava com a cabeça.
—Sirius. – James chama. Sirius se despede de Hellena que sorria corada e anda até James. – Hellena Halfman? Você não tava de rolo com a Cindy, a Soto e a Marlene?
—Eu to. A Hellena é pro Aluado. Ela tem uma queda por ele. – Sirius diz.
Reviro os olhos, com ciúmes do meu Remmy.
Os dois começam a andar e James olha para mim e pisca.
—Acha que ele fica com ela?
—Se deixarmos ele chapado. – os dois riem cúmplices.
James discretamente puxa Sirius para trás de umas Lufanas que subiam as escadas. Passo correndo sobre as pontas dos pés, e aperto a bunda de uma delas. Ela se vira de supetão e encara Sirius.
—Safado! – ela grita e lhe lasca um tapa na cara. James começa a gargalhar, e Sirius encara confuso as Lufanas saírem o olhando furiosas.
—Que porra...? – Sirius massageia o rosto. Seguro a gargalhada.
—Você fez o que, cara? Apertou a bunda dela?
—Não! Eu não fiz nada. – ele resmunga. Os dois terminam de subir as escadas e começam a andar por um corredor um pouco cheio, por isso fico bem colada atrás de James, assim que eles começam a andar atrás das Brianna’s, passo para frente de James e aperto a bunda da Brianna do meio. Ela se vira chocada.
—Acha que vai se aproveitar de mim, como se aproveitou da N°2? Cachorro, me convidasse pra sair antes. – ela lhe da um tapa forte no rosto. E puxa as outras duas Brianna’s para sair do corredor.
—Que? Que porra ta acontecendo? As garotas enlouqueceram? – Sirius estava vermelho, com James gargalhando apoiado em seu ombro.
—Seu cachorro. – James grita rindo. Sirius soca seu ombro. – Ai! Que me convidasse para sair antes. – James volta a gargalhar, secando as lágrimas que escorriam pelos seus olhos.
Sirius começa a andar duro na frente de James que, como eu, correu para alcançá-lo.
Eles voltam a andar com Sirius, dando olhares furtivos e irritados para James. Sorrio travessa ao ver um grupo de meninos da Sonserina andando na frente deles. James arregala os olhos e segura a risada. Passo por James e aperto com força a bunda do Sonserina mais próximo. O cara se virou completamente vermelho. Era o namorado da Leh Soto. Stefan Clark. Ele olhou Sirius irado.
—Qual é cara? Tá achando o que? – ele grita, os amigos dele riem ao perceberem o que aconteceu. Mas Stefan estava especialmente nervoso.
—Eu não fiz nada, porra. Cai fora. – rebate Sirius.
—É por isso que fica atrás da minha namorada, é? Porque quer chegar em mim?
—Se eu fosse gay, o último pau que eu pegaria seria o seu, babaca.
James ri. Mas Stefan olhou Sirius irritado e lhe deu um soco na cara. Sirius cai no chão.
—E você? Vai cair dentro também? – Stefan levanta o punho para James. Sirius já se levantava.
—Bem, somos dois contra quatro, então... – James pula sobre Stefan junto de Sirius. Afasto-me, vendo os três sonserinos se aproximando para ajudar Stefan.
James e Sirius estavam tão fodidos.
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James ria alto.
—Não foi engraçado! – briga Sirius. Estávamos na Casa da Árvore, curando James e Sirius.
—Foi super engraçado. – digo, limpando o sangue do nariz de James.
—Eles podiam te dar uma surra pior do que essa em nós. Se Addie não tivesse nos salvado...
—Foi tudo culpa dela. – briga Sirius, mais logo geme de dor colocando a mão sobre a costela.
—Addie, acho que meu dente quebrou. – James me fala, mexendo a língua contra o dente. Me curvo e mexo no dente de James.
—Não quebrou não, amor. – volto a cuidar dos seus ferimentos no rosto e James sorri para mim.
—Obrigada por cuidar de mim, baby. – ele abraça minha cintura.
—Não foi nada, amor. – respondo me sentando em seu colo. Sirius soltou um muxoxo e se levantou zangado.
—Isso vai ter volta! – prometeu ele, saindo pela porta, misteriosamente deixando eu e James sozinhos.
—Acho que bateram demais na cabeça dele. – riu James – Ele esqueceu da gente.
—Vamos aproveitar? – pergunto sorrindo travessa. James olha pra mim, sorrindo do mesmo jeito.
—A qualquer momento ele vai voltar feito um cão louco. – riu James – Mas isso não significa que eu não possa... – e então ele me puxou pela nuca, num beijo suave e apaixonado. Me deitei no sofá, molemente, e James se deitou sobre mim, para acariciar minha coxa e seguir me beijando daquele jeito completamente entregue.
Foi quando a porta abriu de novo, de uma vez.
—JAMES POTTER! EU FIQUEI DEZ SEGUNDOS FORA! – ralhou Sirius.
James soltou um muxoxo e olhou para ele.
—Me dá mais dez segundos?
—Eu vou te dar dez chutes nas costelas!
—Tá bom, tá bom. – resmungou James saindo de cima de mim, me fazendo revirar os olhos.
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—Então a gente faz assim e... – Emmeline andou pra frente e para trás, movendo os quadris, me guiando naquela dança – E é assim que se dança lambada. Pelo menos o básico.
—Onde Jack aprendeu isso? – pergunto dançando coladinha nela, notando o olhar fogoso que James me dirigia. Sirius olhava Emmeline, faminto. Peter estava boquiaberto, nos encarando também. Remus estava vermelho como um pimentão, olhando pra nós e até Frank assistia, apesar de Emily e Dorcas estarem tentando falar com ele – Essa dança é divertida.
—Ele fez um curso de dança de salão dos sete até os onze anos e todo verão ele faz de novo. O Jacques adora artes... ele é um lindo. – Emmeline me puxou de uma vez, para ela, prensando nossos corpos – O aniversário dele é daqui umas semanas. Ele vai fazer uma festa do Salão Comunal da Sonserina. Por isso está me ensinando a dançar... – disse ela, sorrindo – Porque quer dançar coladinho comigo a noite toda.
—Oh, Jacques é um amor. – debochou James – Ele só quer ficar coladinho com ela a noite inteira, Almofadinhas.
—Uhum. Na cama dele. – adicionou Sirius.
—E se for, qual o problema, James? – perguntou Emmeline me soltando. Ela andou até o sofá e se curvou sobre ele – Mulheres seguras de si mesmas gostam de homens com iniciativa, sabe? – perguntou ela com desafio e James corou de leve.
—Eu tenho iniciativa, se é isso o que você está querendo dizer. – ralhou James.
—Eu sei que tem, amor. Iniciativa para fazer cócegas, não é? – riu Emmeline – No dia que Addie vier pegar meus chás de lua emprestados, eu vou achar que tem iniciativa para outras coisas também. – Emmeline se esticou toda, e James ficou carrancudo – Bem, eu vou dormir. Mary já foi, assim como McKinnon... eu vou descansar porque minha última sessão de amassos com o Jacques me deixou super cansada, sabe? – perguntou ela indo rebolando para o quarto.
Remus se levantou e soltou um suspiro.
—Eu acho que vou dormir também. Já está bem tarde. – murmurou ele – Boa noite, pessoal.
—Eu vou também. – murmurou Peter guardando as próprias coisas.
Todo mundo já tinha ido dormir. Só o pessoal do quarto ano tinha ficado lá.
—Eu não estou com sono. E você, Frank? – perguntou Emily.
—Nop. – riu ele.
—Bem... eu estou. – resmungou Dorcas – Boa noite, amigos. – riu ela beijando Frank e Emily.
—Vamos, James? – perguntou Sirius, quando eu me sentei ao lado do meu namorado.
—Não. Vou ficar mais um pouco. Estou sem sono. – murmurou ele, ainda emburrado. Sirius soltou um bocejo e deu de ombros, indo dormir. Assim que ele foi para o dormitório, olhei significativamente para Emily e Frank, que sorriram pra mim.
—Me deixa conhecer o dormitório feminino, Milly? – perguntou Frank.
—Claro. Vem. – riu ela o puxando pela mão – James.
—O que? – perguntou James.
—Você é um fofo. – riu ela o beijando na bochecha.
—O-obrigado... mas por que? – perguntou James.
—Você sabe o porquê. – riu Emily – Mas você não deveria deixar de curtir por conta dele. – adicionou ela. James a olhou levemente chocado e soltou um suspiro.
—Hum... – murmurou ele.
Emily e Frank subiram as escadas e eu finalmente fiquei sozinha com James.
—O que foi isso? – perguntei, curiosa.
—Eu não sei. Valentine é esquisita algumas vezes. – respondeu ele de maneira extremamente convincente, mas eu não acreditei assim mesmo. Mas se ele não queria falar a respeito, eu não iria criar caso.
—Jay...
—Vem cá. – rosnou ele, parecendo quase zangado.
Me surpreendi quando ele me jogou no sofá e me beijou apaixonadamente. Senti a mão dele nas minhas coxas, me apalpando com desejo. O abracei ao redor da cabeça, deixando-me envolver completamente pelo beijo dele. Ele mordiscou meu queixo e começou a beijar meu pescoço com tanto desejo que eu tive certeza de que iria ficar com a pele marcada.
Mas não liguei.
James suspirou no meu pescoço e a mão dele subiu para a minha cintura, costelas e costas. Então ele pareceu levemente tenso. Senti a mão dele passear pelas minhas costas e então ele me olhou surpreso. Tentei parecer simplesmente inocente, o olhando de volta.
—Você está sem sutiã? – perguntou ele parecendo em pânico
—Ops... – murmurei, risonha.
—Você é muito má... – disse James respirando fundo e olhando meu busto com imenso desejo. Ele fechou os olhos e voltou a me beijar, segurando minha cintura com firmeza.
O beijo dele era muito bom, mas eu queria mais. Parecia que ele se esforçava para não me tocar. Eu tinha deixado claro que queria ser tocada, não tinha? Qual o problema de James Potter, meu senhor?
Qualquer garoto do nosso ano, com exceção de Sirius, adoraria receber a oportunidade que eu estava dando para James. Então por que as mãos dele estavam segurando minha cintura com tanta firmeza quando poderiam estar escorregando para dentro da minha blusa?
—James. – chamei. Ele me olhou afoito – Você me acha gostosa?
Ele deu um sorriso quase sádico pra mim e respirou fundo. Depois segurou minha mão e a guiou para os meio das pernas dele. Senti o volume considerável ali e notei que ele estava extremamente excitado.
—Isso responde a sua pergunta? – perguntou ele.
Pisquei, surpresa, com a ação dele, mas em seguida sorri.
—Então... então por que não me toca? – perguntei. James sorriu parecendo sem jeito e saiu de cima de mim, se sentando.
—Eu... eu pensei que... que tinha que ir devagar, sabe? – perguntou ele sem me olhar – Porque eu gosto mesmo de você... não queria que pensasse que eu sou igual ao Sirius, que só – ele simulou apertar algo na frente de si mesmo – agarra as garotas, se aproveita delas e depois larga de lado. – ele me olhou constrangido – Eu e você... nós somos pra valer, sabe? – ele segurou a minha mão – Eu to louco de vontade de agarrar você, mas não quero te desrespeitar.
—James. Se eu também quero, não é me desrespeitar, então. – retruquei. James sorriu pra mim e me puxou delicadamente.
—Então você quer que eu... bem... mexa nos seus peitões?
—Eu quero que você queira, James. – resmunguei indo para o colo dele, com as minhas pernas juntas, esticadas pelo sofá – Algumas vezes parece que você está com medo de mim...
James sorriu sem jeito.
—Desculpe. – murmurou ele – Então... então eu posso? – perguntou ele colocando a mão na minha barriga – Por... por debaixo da blusa?
—Você quer?
—Você não faz ideia... – respondeu ele roucamente, de maneira muito sexy.
—Então pode.
James respirou fundo e girou, me tirando de seu colo e me deitando novamente no sofá. Ele ficou de joelhos, em cima de mim e levantou minha blusa, muito lentamente, me olhando com muita atenção. As mãos dele tremiam de nervoso e eu achei isso meio engraçado, lembrando de como Rabastan nunca parecera nervoso.
Era automático lembrar de Rabastan. Ele tinha sido o único garoto que eu já tinha tido um amasso mais sério.
Quando James levantou minha blusa o suficiente para enxergar meu mamilo cor de rosa, ele mordeu o próprio lábio, parecendo cheio de tesão. Ele continuou subindo minha blusa, deixando-a entre meu busto e meu pescoço. Meu namorado soltou um suspiro de satisfação olhando para meus seios e tocou um dos mamilos com a mão trêmula.
—Você é linda demais. – murmurou ele antes de tirar a blusa e se deitar sobre mim. Sentir a pele dele nua contra a minha foi simplesmente ótimo. Sentir a mão dele beliscando meu mamilo de leve e depois o apertando com alguma força foi melhor ainda. Ele me beijou completamente fogoso e pressionou os quadris contra os meus – Você me deixa maluco.
—Você me deixa maluca. – murmurei adorando o modo como ele finalmente me apalpava, louco de desejo, enquanto me dava um beijo completamente fora de controle. E ficamos naquele amasso por alguns minutos, antes que James desistisse dos meus lábios e pescoço para provar meus seios com a boca – Oh, Jay...
Ele sorriu e me mordiscou de leve.
—Você é tão gostosa. – murmurou ele.
Foi quando escutamos passos nos degraus. Imaginando que era Sirius, voltei a colocar minha blusa no lugar, mas era o monitor do sétimo ano. Ele nos viu no sofá e franziu a testa.
—O que estão fazendo aqui. Já pros dormitórios!
—Qualé, cara. – lamentou James – Deixa seu apanhador curtir, vai?
—Pro dormitório, Potter e Black.
—Mas... Niven... – murmurei piscando muito.
—Acham que só porque são populares e jogam quadribol podem passar por cima de todas as regras? Vão para o dormitório agora mesmo, antes que eu dê uma detenção pra vocês. E vai ser em lugares separados. Vamos!
Droga.
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