When We Were Young

34 Kiss With A Fist


Notas iniciais
HEY CHANELS :) Black Adhara!SUA LINDAAAAAAAAAAAAA! SÉRIO!!! MUITO OBRIGADA PELA RECOMENDAÇÃO EU AMEI DE PAIXÃOOOOOOOOOO. Esse capítulo é dedicado a você pelas lindas palavras!Muito obrigada, fofa. E guyssssss heuheuheuehueh todas loucas com a prévia do capítulo anterior ehuehueh vão descobrir o que acontece hoje heuheuhe quero comentários com a reação de todo mundo viu? E muito obrigada pelos 16 COMENTÁRIOS! Eu amo vocês de mais, chanels. Próximo capítulo 16 comentários again, okay? E por último tem dois links de videos para vocês assistirem, um é dessa pequena apresentação que as meninas fazem no começo e o outro é das Chanels se apresentando no quadribol. RECOMENDO ASSISTIREM OS VIDEOS PARA ENTENDEREM MELHOR! Espero que gostem do capítulo. ENJOY ♥

KISS WITH A FIST

HOGWARTS

1974

4thYEAR

Todos sabem que antes de um Grifinória e Sonserina, que é tradicionalmente o primeiro jogo da temporada, os ânimos ficam mais tensos. Os alunos entravam num transe onde o objetivo tornava-se machucar o máximo possível os jogadores do time inimigo. É claro que era estressante para o time, principalmente para os novatos.

Mas Addie parecia num nível de estresse alarmante. Ela estava assustadora. Todo mundo tinha notado. Todo mundo estava com medo. Uma hora ela passou com Vance e Crazy Eyes, perto de um grupinho de primeiro-anistas e parecia que o Lorde das Trevas em pessoa tinha aparecido, pois as crianças saíram correndo, gritando, assustadas. Estava tão tenso que até Vance, sempre tão desbocada, estava evitando falar demais perto da batedora.

—Ela está fora de controle. – resmungou Emily para Frank, olhando Addie gritando com James, porque ele estava piscando lento demais e era irritante. Estavam no corredor das masmorras, esperando o professor Slug chegar para a aula de poções – Sério, ela precisa de uns feitiços para alegrar ou...

—Ou um balaço na nuca. – resmungou Frank – Eu não quero nem imaginar o treino de hoje. Vai ser o último antes do jogo.

—Alguém precisa fazer alguma coisa a respeito disso. Ela vai matar nosso apanhador! – ralhou Emily, parecendo em pânico – Ela tá parecendo um grifo descontrolado!

—Escutar isso de outro grifo descontrolado é até engraçado. – disse uma voz desdenhosa. Emily e Frank se viraram e viram Lestrange e Nott aparecerem. Lestrange olhava interessado para James e Addie e não prestou muita atenção neles, mas Nott olhava direto para Emily, com um sorriso canalha no rosto. Frank semicerrou os olhos, sem gostar do modo como ele olhava sua amiga de infância – Não acha, Rabastan.

—Eu não dou a mínima. – respondeu Lestrange ainda olhando Addie com uma cara de pura concentração maligna – Até onde você acha que eles chegaram, Theo?

—Eu não dou a mínima. – riu Nott.

—Vão procurar o que fazer, vão. – resmungou Frank – Tipo, ficar com o seu grupinho de amigos do mal, ali do outro lado.

—Cara, nem o Jacques quis passar perto da Black, você acha que eu vou passar? – debochou Nott, ainda olhando para Emily de maneira faminta. A garota estava até um tanto corada, parecendo concentrada em olhar pra parede – Sem falar que a companhia aqui é infinitamente melhor.

—Hum... eu e Lestrange devemos sair de perto, Emily? – perguntou Frank, com um sorrisinho.

—Por favor. – riu Nott. Rabastan nem pareceu ouvir.

—Frank! – disse Emily parecendo em pânico, mas Theo a prensou contra a parede.

—Qualé, baby... onde estão aqueles olhos zangados, agora? Será que eu transformei aquele grifo num gatinho? – perguntou ele. Frank riu do visível desespero de Emily e olhou para Lestrange, mas o garoto ainda estava olhando Addie e James brigarem porque James não tinha penteado os cabelos de novo.

—Mas eles são assim, Addie... – lamentou James, encolhido num canto.

—Ele está morto. – riu Rabastan.

—Addie está com o demônio no corpo. – riu Frank dando as costas para amiga, sem querer atrapalhar o flerte dela com Nott. Ele gostava de Remus, mas o garoto ficava naquele chove e não molha dele... era irritante – Ela precisa desestressar.

—Ela precisa de um orgasmo. – riu Rabastan.

—É uma boa ideia, na verdade. Eu sempre relaxo depois de um orgasmo. Vou falar com o James.

—Como se aquele mané fosse capaz de fazer algo a respeito. – debochou Rabastan.

—Bem... ele é o namorado dela. – disse Frank. Foi quando sentiu alguém abraçar seu braço. Era Emily e ela estava tão vermelha que parecia que iria explodir.

—Não corre, baby. Vamos nos divertir qualquer dia desses. Só eu e você.

—Vai se lascar, Nott. – ralhou ela o puxando para longe do Sonserino.

—Está louca?! Está nos levando para Addie! – disse Frank sentindo o desespero bater. Foi quando a louca o olhou, com seus olhos negros. Até os cabelos dela estavam negros. James aproveitou para escorregar pra longe dela.

—NUMBER 4! – ralhou ela. Frank sentiu um calafrio.

—Sim, mestra suprema? – perguntou ele tentando ser engraçado.

—Está tirando uma com a minha cara? É isso?! – perguntou ela.

—Definitivamente não. – garantiu ele.

Addie abriu a boca para falar alguma coisa, mas Slug apareceu, providencialmente e mandou todo mundo entrar.

—Salvos pelo gongo. – disse Emily.

—Vamos sentar bem longe dela. – retrucou Frank.

—Vamos sentar longe do Nott! – disse Emily em pânico.

—Qual o problema com o Nott?

—Ele tentou me beijar! – ralhou ela.

—E?

—E eu sou a garota do Remus.

—Não é. Você é tão garota do Remus quando McKinnon é a garota do Sirius.

Ele se arrependeu de ter dito isso assim que viu o rostinho triste da amiga.

—Ok. Está aberta a primeira reunião de machos para lidarmos com o problema classe A! – resmungou Sirius, de braços cruzados. Estavam todos encolhidos na sala do Filch, porque era o último lugar onde alguém iria procurar por eles – Pontas. Isso é tudo culpa sua!

—Não é minha culpa! – resmungou James, que estava mexendo nas gavetas do Filch, procurando por qualquer coisa interessante – Addie simplesmente enlouqueceu.

—Eu estava procurando na biblioteca alguns rituais de exorcismo. O que ela tem certamente é sobrenatural. – resmungou Remus olhando um livro preto com letras douradas.

—Acho que não tem solução, gente. Vamos ter que matar a Addie. É por um bem maior. A nossa sobrevivência. – resmungou Peter, que estava espiando pela porta, pro caso do próprio Filch aparecer.

—Eu estou tentado a concordar com o Rabicho. Situações extremas pedem medidas drásticas. – resmungou Sirius.

—Gente... é só estresse pré jogo. Deve passar amanhã, não é? – perguntou Frank, mais esperançoso do que realmente crente.

—Eu espero que sim, ou eu não vou sobreviver. – lamentou James.

—Você não vai sobreviver? – perguntou Frank fechando a cara – Ela me fez correr o campo durante uma vida porque eu não passei gel no cabelo! Ela fez a Britt número três chorar! Tati fingiu desmaiar no treino, pra não ter que correr plantando bananeira ao redor do campo. Ela está completamente fora de controle!

—Precisamos de ideias. O que você achou nesse livro? – perguntou Sirius, olhando Remus.

—Que vamos precisar de um sacerdote pra tentar salvar a alma da Addie. E precisamos fazer isso rápido, antes que ela comece a vomitar ácido, faça as coisas levitarem com a mente e tente nos mandar pro inferno com ela. – resmungou Remus.

—Rabastan me deu uma ideia que pode funcionar. – começou Frank.

—Nós não vamos fazer. – respondeu Sirius.

—Vamos ao menos escutar! – disse Peter, em pânico – O que ele disse?

—Precisamos fazer Addie ter um orgasmo. Pra relaxar. – disse Frank, dando de ombros. Remus corou, Peter deu uma risadinha, James ficou paralisado e Sirius ficou muito sério.

—James. – disse o Black.

—Eu sei, eu sei. Não vou fazer isso. – resmungou James achando uma revista pornográfica trouxa e a folheando.

—Pelo contrário. – resmungou Sirius e todo mundo o olhou em choque – Ou é isso ou não vamos viver para jogar quadribol.

—Quem é você e o que você fez com o Sirius! – disse James, franzindo a testa.

—Eu sou um homem desesperado! – disse Sirius realmente parecendo um – Ela falou que quer falar comigo, a sós, por conta do meu comportamento! – ele pareceu quase em pânico ao falar aquilo – Você precisa fazer a minha prima ter um orgasmo!

James piscou em choque e então corou violentamente.

—E... hum... e como eu... hum... faço isso? – perguntou ele.

Frank quase engasgou na tentativa de não cair na gargalhada. Peter olhou para Sirius, como se ele fosse revelar o maior segredo do universo. Remus ainda estava chocado demais para emitir qualquer som que fosse.

—Amiga, você precisa de um orgasmo. – ralhou Emmeline.

—Não enche, Vaca Vance. Eu estou perfeitamente bem! – rosnou Addie – Onde está o babaca do meu primo?!

—Addie. É sério... você está parecendo uma maluca, amiga. Precisa relaxar ou não vai conseguir jogar amanhã.

—Eu já disse que estou bem, Emmeline!

—Addie, você fez Mary chorar porque os olhos dela são esquisitos! – ralhou Emmeline – Você está estressada demais e está magoando as pessoas. Olha só! Os garotos nem voltaram pro Salão Comunal. Estão obviamente se escondendo de você!

—Então são todos uns retardados. E se Frank estiver se escondendo de mim eu vou... vou... vou... – e então ela arfou – Eu sou um mooooonstro! Ninguém me ama mais! – chorou ela, deixando Emmeline sem ação.

A garota observou a amiga por alguns segundos e a abraçou.

—Você não é um monstro, amiga. Só está estressada por...

—EU NÃO ESTOU ESTRESSADA, CACETE! – gritou Adhara. Emmeline a olhou com alguma troça e a garota soltou um muxoxo – Como não me estressar? Vocês me estressam falando o tempo todo que eu estou estressada e...

—Você só pode estar brincando! – disse James fazendo uma careta. Frank olhou para Sirius, que parecia quase em choque. Remus estava muito vermelho e Peter fazia careta também – Eu não vou botar a minha boca lá! Sai xixi por lá!

—Você não iria querer que ela colocasse a boca dela no seu coleguinha? – debochou Frank.

—Potter. Você está me dizendo que tem nojo de boceta?! – perguntou Sirius abrindo um sorriso.

—Não é que eu tenho nojo! – defendeu-se James, completamente corado – Mas... bem... é nojento!

—Eu desisto. Estamos todos fodidos. Vamos morrer pelas mãos de Satã Adhara. – riu Frank – OOOu... podemos pedir ajuda pro Rabastan. Eu aposto que ele...

—Você está pedindo para ser azarado, Longbotton! O babaca do Lestrange vai ficar bem longe das... das... das partes da minha namorada!

—Lestrange sabe fazer isso. Addie me contou que ele fez isso uma vez! – disse Sirius um tanto desgostoso, mas ignorando James por completo – Todos a favor de fazermos Lestrange domar a fera? Digam sim. Sim.

—Sim. – disse Frank.

—Sim. – disse Peter.

—Mas de jeito nenhum! – ralhou James.

—Remus? – perguntou Sirius.

—Eu acho que isso é exagero. – murmurou o garoto, com alguma cautela – Mas se ninguém aparecer com uma ideia melhor, eu acho que vai ser o jeito.

—Não vai ser o jeito coisa nenhuma! – ralhou James – Ok, ok. Eu faço isso. Pela Grifinória! Felizes? – perguntou ele parecendo nervoso – Mas eu não faço a menor ideia de como...

—Escute, Pontas. Só escute. Tem a fenda, certo? – disse Sirius juntando os indicadores e os polegares, fazendo de conta que era uma “fenda”.

—Certo. – disse James, franzindo a testa.

—Essa fenda em um buraco, na parte mais debaixo. Não confunda com o ânus. Não é toda garota que curte beijo grego.

—Eu vou vomitar... – resmungou James.

—A fenda tem os lábios grandes e os menores. Você tem que lamber tudo. Lubrificar mesmo.

—Urgh...

—Para com isso, James. É bom. – riu Frank.

—É nojento! Eu não posso transar com ela no lugar disso? – perguntou James com um olhar esperançoso.

—Com a sua experiência? Você vai gozar rapidinho e ela vai ficar puta da vida. – riu Frank. James empalideceu.

—Ok, lamber tudo. Continue. – lamentou ele.

—Na parte de cima tem um botãozinho. Ele fica escondido. – disse Sirius.

—Botão? Por que raios tem um botão? – perguntou James.

—FOCO, POTTER! – ralhou Remus.

—Ok, ok. Um botãozinho.

—Algumas vezes ele é fácil de achar. Outras não. Você precisa achar o botão. – disse Sirius.

—Cara. Eu sou o apanhador. Eu acho o pomo de ouro no meio do campo de quadribol com dois malucos tentando me derrubar da vassoura. Eu acho que consigo achar um botãozinho num negócio do tamanho da minha mão. – resmungou ele.

—Estamos perdidos, Sirius. – resmungou Frank – Ok, ok. Vamos supor que você encontrou o botãozinho.

—O que eu faço com ele?

—Aperta, oras. Não é o que fazemos com os botões? – perguntou Peter, franzindo a testa. Sirius franziu a testa também.

—Mais ou menos, Peter. Ai é que entra o perigo, James. Você vai ter que testar pra ver o que a Addie prefere. Tem garota que gosta de levar surra no clitóris...

—O que raios é isso? – perguntou James – O que é um clitóris?

—O botãozinho. É o nome do botãozinho! – disse Frank, desesperado – Meu Merlin! Ele não sabe o básico, Sirius!

—Cala a boca! Eu nunca tive esse tipo de experiência, ok? – perguntou James, corando – Ok. O que significa “surra no botãozinho”?

—Significa que você vai deixar a língua dura e vai empurrar o botão de um lado pro outro, sacudir o safado como se ele tivesse roubado sua carteira. Como se fosse um Sonserino sem vergonha que passou a mão na sua bunda.

—Ok... mas isso não machuca? – perguntou James.

—Algumas garotas gostam. Outras preferem que você seja romântico com o botãozinho. – disse Sirius.

—Isso mesmo. Língua mole e calma, movimentos lentos. Essas coisas. – adicionou Frank.

—Ok. Ok...

—Tipo como se tivesse comendo um picolé? – perguntou Remus, muito corado.

—É... isso. – riu Frank – E então. E preste atenção, porque isso é importante... vem o momento da sugada.

—O que raios é isso? – perguntou James.

—Você vai pegar o botãozinho e vai encurralá-lo contra a parede. – disse Sirius.

—Você e ele. Sem os amigos valentões que são os lábios, pra ajudar.

—Ok... – murmurou James, os olhando um tanto sem jeito.

—Então você vai colocar o botãozinho entre seus lábios e vai deixar ele preso ali. Não morde o botão, pelo amor de Merlin. – ralhou Sirius.

—Ou vai despertar a maior fúria do Leviatã. – riu Frank. James engoliu em seco.

—Ok. Nada de morder. – murmurou ele, concentrado.

—Você vai chupar o clitóris. Nem muito forte e nem muito fraco. – disse Sirius – Mas só quando ele já estiver muito estimulado.

—E não fique só no clitóris, porque é muito sensível e pode machucar. Tem que mergulhar no negócio, entendeu? – perguntou Frank. James, Remus e Peter negaram com a cabeça – Vamos falar com o Rabastan.

—EU ENTENDI, CACETE! – ralhou James.

—Como não me estressar? Vocês me estressam falando o tempo todo que eu estou estressada e... – retruquei, mas me calei quando a passagem secreta se abriu.

—Boa noite, Addie! – disse Frank passando correndo.

—Nós te amamos, Addie. Por favor, não nos coma! – choramingou Peter, passando correndo também.

Remus estava muito vermelho e simplesmente acenou, antes de sair correndo. Sirius me olhou e sorriu nervoso.

—Prima. Podemos conversar depois que você conversar com o James? Ele precisa muito falar com você. Sim? Ok! Tchau! Você é foda. Beijos. – e então ele saiu correndo também. Olhei furiosa para James, que pareceu encolher de medo.

—Vocês estão agindo feito uns retardados.

—Addie! Vamos... vamos namorar um pouquinho? – perguntou James, nervoso – Sirius nos deu a benção dele, por hoje. – adicionou ele.

Pisquei, em choque e senti Emmeline me abraçar.

—Por favor... faz salto com vara na vara dele e deixa esse humor do tinhoso pra trás. Ok? – perguntou Emmeline – Boa noite, amores. Estou indo. – ela se virou e subiu as escadas.

Olhei para James, sentindo aquele humor horroroso me tomar. James engoliu em seco e me olhou da cabeça aos pés.

—Hum... você já tomou banho? – perguntou ele.

—Eu estou de camisola. É claro que eu já tomei banho. – resmunguei achando a pergunta dele idiota – Você que não tomou banho! Se está pensando em se divertir comigo, pode ir pro chuveiro!

—Sim, senhora! – respondeu James correndo escadaria a cima. Bufei zangada e fui para o dormitório masculino. Abri a porta, fazendo barulho e os garotos todos fecharam as cortinas de suas respectivas camas, com medo de mim.

Ridículos.

Fui marchando até a cama do meu primo e abri as cortinas. Ele estava tirando as calças e estava só de cuecas e meias.

—Ei! – ralhou ele.

Entrei na cama dele e fechei as cortinas. Depois soltei um feitiço abafador.

—O que raios vocês estão tramando? – perguntei zangada.

Sirius soltou um muxoxo e me olhou.

—Prima. Você está parecendo o cão. Isso tudo é por conta do jogo? – perguntou ele calmamente. Até meu primo achava que eu era um monstro. Até Sirius. Aquilo me magoou profundamente e eu senti vontade de chorar de novo. Ele piscou em choque e me abraçou.

—Não precisa ficar com peninha de mim! Eu não preciso da ajuda e da pena de ninguém! Ouviu?! – perguntei zangada e o empurrando. Sirius franziu a testa, me olhando com uma expressão pensativa – Eu sou completamente segura de mim e não...

—Você tem razão! Você não precisa do James! Pode fazer isso sozinha! – riu Sirius.

—O que?

—Prima. Você sabe... você já se masturbou? – perguntou Sirius. A pergunta foi tão repentina que eu até corei.

—Não.

—Ótimo. Hoje eu vou te ensinar a fazer isso. – riu ele me deitando na cama.

—Sirius! – ralhei, prestes a gritar com ele.

—Shiii... vou te ensinar a nunca precisar de garoto nenhum pra te satisfazer. – riu ele – Calma. Não grite nem me azare. Eu estou falando sério. – riu ele.

—Eu não quero aprender a fazer isso! Credo. – rosnei zangada. Sirius soltou um muxoxo.

—Qual o problema? É bom pra você. – disse ele – Se você fizer em si mesma, vai saber como gosta mais e vai poder ensinar o James, ou qualquer namorado que você tiver um dia, a fazer do jeito que mais gosta. Se masturbar é... ter controle sobre si mesma e sobre o próprio corpo... e me desculpe dizer, você realmente precisa disso. – riu ele – Confia em mim?

Respirei fundo.

—Eu não sei o que deu em mim. Eu estou tão ansiosa. E se eu decepcionar todo mundo? E se eu for expulsa do time? E se eu não conseguir fazer as manobras, ou se...

—Ei. Relaxa. – riu Sirius – A primeira coisa que você tem que fazer é... relaxar, ok? – perguntou ele.

—Eu não consigo relaxar, Sirius! Eu estou uma pilha de nervos!

—Feche os olhos, ok? – perguntou ele.

—Ok... – resmunguei achando aquilo idiotice.

—Agora, respira fundo e... e me diz qual é a sua parte favorita do seu corpo.

—Meus seios. – respondi automaticamente. Eram a parte que mais chamava atenção em mim.

—Ótimo. Então... então toque os seus seios. – disse ele. Abri os olhos e o olhei zangada.

—Está tirando uma com a minha cara? – perguntei.

—Não, prima. Eu falo sério. Toque seus seios do jeito que você queria que... hum... o James, o Lestrange ou o Cook... sei lá quem te deixa acesa... te tocasse.

—Fica de costas pra mim. Não quero que fique me olhando. – murmuro meio constrangida.

—Ok. – riu Sirius me dando as costas.

Respirei fundo mais uma vez e imaginei James. Coloquei minhas mãos dentro da minha camisola e acariciei meus mamilos, depois fiquei brincando com meus seios. Comecei a me sentir calorenta e isso foi uma surpresa pra mim.

—Ok... quando eu ponho a mão dentro da calcinha? – pergunto achando aquilo estranho.

—Quando você quiser. – riu Sirius – Você no controle, Addie. Você decide.

—Ok. Eu quero agora.

—Prima...

—O que? – perguntei colocando a mão direita dentro da minha calcinha molhada, enquanto a esquerda ainda acariciava meu mamilo.

—Não é nada. Ok. Você está molhada? – perguntou ele.

—Estou. Até que estou. – murmurei. Escutei Sirius suspirar.

—Ok... então... você prefere colocar os dedos lá dentro ou... ou só acariciar o clitóris? – perguntou Sirius.

—Eu sei lá... – resmunguei – Isso não está dando certo. – adicionei me sentando. Sirius se virou pra mim e me deitou na cama.

—Calma. – adicionou ele. Ele respirou fundo mais algumas vezes e então me olhou nos olhos – Lembra quando você me viu com a Emmeline? Aqui na minha cama?

—Lembro.

—Aquilo te excitou?

Pisquei surpresa.

—Sim. – respondi.

—Ok. Deita de novo e volta a se tocar. Eu tive uma ideia. – disse Sirius. Obedeci e me deitei novamente. Soltei um muxoxo e voltei e colocar a mão dentro da minha calcinha e Sirius voltou a se sentar na minha frente, só que de costas pra mim – Teve uma vez, já tem algum tempo. Foi antes da Emmeline começar a namorar o Burke... eu levei ela pra Casa da Árvore. – disse ele. Pisquei me perguntando se o Sirius iria me contar um conto erótico – A gente começou aquele amasso furioso que a gente costumava ter, saca? E logo as roupas foram pulando pra fora da jogada. E então... a Emmeline ficou de joelhos na minha frente... ela me olhou com aquele sorrisinho safado dela e... – eu podia imaginar perfeitamente a cena. Fechei os olhos pensando naquilo, me tocando lá embaixo, procurando por uma posição que fosse gostosa – nossa... ela me chupou inteiro. Foi tão bom... ela me segurou na base, saca? E foi lambendo do meu saco até a cabecinha, me olhando daquele jeitinho dela. Nossa... foi gostoso demais. – a voz de Sirius estava rouca e sensual. O fato dele está me falando algo tão indecente deixou tudo ainda mais excitante. E então eu encontrei um lugar que pareceu me dar um choque. Um choque bom e delicioso. Tão excitante que me fez soltar um gemidinho baixinho – Ela ficou me chupando e eu segurei a cabeça dela. E ela ficou me lambendo até eu quase gozar. Eu avisei que estava chegando lá e... e então ela começou a me masturbar e eu gozei na cara dela. Cacete. Foi muito sexy ver a cara da Emmeline, toda suja de gozo. – adicionou ele. Engoli em seco, imaginando aquilo e sorri, excitada. – Meu gozo, escorrendo pela cara dela, enquanto ela me encarava lambendo os beiços... aah... Emmeline...

—E o que você fez nela... oh... depois...? – perguntei me tocando. Escutei Sirius respirar fundo, e a curiosidade me fez abrir os olhos. Notei que ele estava movendo o braço e eu entendi que ele estava se masturbando ali. Céus, aquilo era tão errado, mas ao mesmo tempo tão excitante...

—Eu coloquei a Emmeline no sofá, saca?

—Uhum... – disse com a voz gemida.

—Céus... – resmungou Sirius. Ele respirou fundo e soltou um gemido rouco – Então eu masturbei ela um pouco... a Emmeline gosta quando eu coloco os dedos dentro dela, o máximo possível. E então abro os dedos, mexendo eles lá dentro. Eu já sei até onde é o ponto G dela. Quando eu aperto, ela grita que nem louca. É gostoso demais ouvir ela assim. E eu gosto de masturbar ela enquanto ela massageia os próprios seios... é muito sexy... – quando ele disse aquilo, voltei a brincar com meus seios enquanto me tocava lá embaixo. – E então, quando ela estava quase chegando lá, que é quando ela grita mais... – ele respirou fundo – Oh...

—Sirius... – chamei com a voz gemida, ainda imaginando meu primo e Emmeline.

—Oh, Addie... – murmurou Sirius – Então eu... eu coloquei na boca... lambi ela inteira e...

—Ela é doce?

—Como uma fruta. – riu Sirius. Eu estava tão molhada que estava sujando o lençol de Sirius. Soltei outro gemido, completamente excitada – Adoro chupar a Emmeline. Principalmente porque, quando eu chupo o clitóris, ela geme alto de um jeito tão... tão gostoso... geme, Addie. – Eu obedeci e Sirius deu uma risadinha – Está gostoso?

—Está... oh... ótimo.

—Como é melhor? O clitóris ou colocar os dedos dentro? – perguntou ele. Respirei fundo, completamente louca.

—Hum... no clitóris... – arfei. Sirius respirou fundo, gemendo baixinho – E você... como gosta que chupem você? Gosta quando lambem você de cima a baixo, ou quando te colocam inteiro na boca.

—Os dois... – gemeu Sirius – Você engole ou cospe?

—Eu gosto quando gozam nos meus seios.

—Céus... – riu Sirius. Fechei os olhos me lembrando de Rabastan, no dia do vestiário. Depois lembrei de James mexendo nos meus seios e me beijando louco de desejo. Mas por fim, pensei em Adam, tirando a blusa e me olhando daquele jeito safado dele. E quando o calor veio, era em Adam em quem eu estava pensando.

—Oh... – gemei mais alto e rápido e escutei meu primo gemer também.

—Isso, Addie...

E então ficamos em constrangido silêncio, comigo me sentindo muito mais calma, porém, com alguma culpa... Aquilo que eu tinha feito... era uma traição? Porque eu nem tinha tocado no Sirius... mas... mas parecia muito inapropriado...

Meu primo ficou sentado um tempo e notei que ele estava pegando a varinha e apontando pra si mesmo. Provavelmente estava se limpando. Quando ele terminou, ele se deitou ao meu lado, com uma mão na barriga e outra embaixo da cabeça.

—Sirius... – murmurei agora me sentindo muito culpada.

—O que?

—Não conta pro James. – pedi o olhando, nervosa.

—Não conta pro James... não conta pra ninguém. – murmurou ele.

—Ok...

Foi quando escutamos passos, do lado de fora da cama.

—Sirius. – senti um calafrio me subir a espinha e olhei para meu primo com pânico. Era a voz de James – A Addie tá ai?

Sirius colocou a cabeça pra fora da cortina.

—James. Eu estou me masturbando. Dá o fora. Ela deve estar lá embaixo. – ralhou Sirius. Engoli em seco, preocupada.

—Não. Eu já olhei.

—Então ela deve ter ido pro dormitório.

—Isso significa que... – começou James.

—Isso significa que você pode ir dormir! Boa noite, Pontas. Continuamos essa conversa... hum... nunca! – e então ele fechou a cortina e voltou a usar o abaffiato – Você dorme aqui, até ficar tudo limpo. E céus, não deixa ninguém ver você se levantar.

—Ok... – murmurei me sentindo muito culpada.

Sirius voltou a se deitar ao meu lado, daquele mesmo jeito descontraído, com uma mão na barriga e a outra em baixo da cabeça. Ele soltou um suspiro e me olhou.

—Como se sente?

—Um pouco culpada... isso foi meio errado...

—Nem tocamos um no outro... só estava te ajudando a se acalmar e relaxar... – riu Sirius. Não respondi, ficando em silêncio – Ei. Addie.

—O que? – perguntei o olhando, constrangida.

—Se um dia a gente casar... – ele soltou um suspiro – Acho que... que talvez, quem sabe, exista a possibilidade de não ser extremamente e completamente esquisito.

Acabei dando uma risadinha.

—Você acha? – perguntei me virando e olhando pra ele.

—Acho. – disse ele. Sirius sorriu daquele jeitinho canalha pra mim – E você? – ele virou e me puxou pela cintura – Acha que conseguiria lidar comigo, boneca? – perguntou ele. Ele estava apenas me sacaneando, querendo me mostrar o quão sedutor ele poderia ser. Mas naquele jogo, dois poderiam jogar.

Girei o corpo e me sentei nos quadris dele. Sirius me olhou surpreso e eu me curvei ficando com o rosto muito próximo do dele.

—Acho que sim... – coloquei minhas mãos no peitoral de Sirius e fui descendo até a barriga dele – Primo... você é bem gostosinho...

—Eu me exercito bastante. – riu ele – Quer fumar um?

—Agora? – perguntei arqueando as sobrancelhas.

—Por que não? – riu ele. Saí de cima do colo dele e Sirius me olhou com um sorrisinho divertido.

—O que houve? – perguntei o olhando curiosa.

—Se você não fosse a namorada do James... hoje eu certamente traçaria você. – riu ele. O olhei levemente surpresa.

—Certamente?

—É... eu nunca tinha te visto de maneira... hum... sexual... antes... mas bem... acho que hoje meio que... bem... expandiu meus horizontes. – riu Sirius – Quando você e James terminarem, o que acha de deixar eu tirar sua virgindade?

—Está falando sério? – perguntei rindo.

—Estou. – ele pegou a calça dele e tirou o maço de cigarro do bolso, me oferecendo um. Sirius acendeu um pra ele e o meu, com a varinha e nós dois tragamos ao mesmo tempo – E então? O gato comeu sua língua?

—Quem garante que eu ainda vou ser virgem quando eu e James terminarmos? Quem garante que vamos terminar? – perguntei o olhando com um sorrisinho. Sirius fez um barulho desdenhoso e me olhou arqueando as sobrancelhas.

—Prima. James é seu cachorrinho de estimação. Uma hora ou outra você vai cansar da responsabilidade de ter um animalzinho de estimação e vai tentar se livrar dele.

—Você está errado. – resmunguei.

—Então me diz que pensou só em James, enquanto se divertia. – riu Sirius pegando minha mão e mordiscando um dedo. Senti um calor no rosto e puxei a mão. Se era pela insinuação dele ou pela mordiscada, eu não saberia dizer com certeza.

—Só pensei em James e nos nossos amassos. – resmunguei, mas pelo olhar de Sirius eu soube que ele não acreditou – Em quem você pensou?

—Em Emmeline, na Marlene. Em você também... E na Leh... – adicionou ele com um sorrisinho.

—Está conspirando com o inimigo! – ralhei estreitando os olhos. Sirius tragou e me encarou divertido. Então ele soltou a fumaça.

—Ciúmes, boneca?

—Bitch, please. – disse rindo e soprando a fumaça também – Acha que conseguiríamos mesmo transar, Sirius?

—Eu não sei... talvez se estivéssemos muito bêbados... com alguma salvia envolvida... quem sabe... – ele deu de ombros e passou a mão nos cabelos, os jogando pra trás – Mas eu sei que, caso a gente conseguisse... – ele riu safado pra mim – A gente pegaria fogo, boneca.

—Aposto que sim. – concordei antes de soprar um pouco de fumaça na cara dele.

Grifinória! Gri-Gri-Grifinória.

Eu estava tão mais calma... Santo Sirius e suas ideia loucas, sem noção, mas efetivas... Nosso podre particular, do qual ninguém, nunca, jamais, poderia ficar sabendo.

Estávamos no Salão Principal, durante o café da manhã.

—Vamos lá garotas. – digo animada, afinal era o dia do jogo. Frank e Marlene tiraram os pratos de cima de uma parte da mesa e eu, Emms e Mary subimos em cima da mesa da Grifinória. – HEY! – gritei, chamando a atenção para mim. E quando todos prestaram atenção em nós, eu sorri. – Nós temos uma parada nova para mostrar. – digo com um sorrisinho desafiador para Zamora, do outro lado do salão – Vamos lá.

—Grifinória! Gri-Gri-Grifinória. – cantamos juntas. — Grifinória! Gri-Gri-Grifinória.

Batemos os dois pés na mesa, e batemos palmas. Em sequência batemos em cada um dos nossos pés fazendo um tipo de batida sincronizada, num ritmo divertido. Viramos de lado e batemos palmas mais uma vez, fazendo a sequência e batendo nas coxas. Todos nos olhavam com sorrisos animados.

—Grifinória! Gri-Gri-Grifinória. – cantamos mais uma vez. – Grifinória! Gri-Gri-Grifinória. Homecoming! – estalamos os dedos.

—My name is Mary. I love some honey. When I turn my eyes. The boys say, Oh, mommy. – Mary canta, enquanto rebola na nossa frente. As pessoas gritam e assobiam para nós. Peter deu um sorrisinho safado para ela e Sirius lhe dá uma cotovelada nas costelas, com um sorrisinho divertido.

—Grifinória! Gri-Gri-Grifinória. – cantamos. – Grifinória! Gri-Gri-Grifinória. Homecoming!

Passo na frente das meninas e começo a dançar.

—My name is Addie. Make your wish, to see me shake. – digo isso e dou meu mais mais sensual rebolado – I'm fucking delicious. – canto. Danço na frente me curvando fazendo meus seios balançarem Os gritos aumentam e Jay me chama de gostosa, sentado na cadeira perto dos meu pés.

— Grifinória! Gri-Gri-Grifinória. – cantamos novamente. – Grifinória! Gri-Gri-Grifinória... Homecoming!

Emmeline troca de lugar comigo e sorri travessa.

—My name is Emmeline. Get out of my way. When I shake, it is like an earthquake. – ela canta. Então com tudo vira batendo os pés na mesa e rebolando até o chão. As pessoas gritam mais alto, adorando nossa pequena performance.

—Isso é só uma pequena amostra da nossa apresentação de hoje. Lembrem-se de torcer para a Grifinória, queridos. – grito.

As casas, principalmente a Grifinória, aplaudem. Na Sonserina só Jacques e Adam estavam aplaudindo. Eles recebiam olhares tortos dos outros, principalmente de Mulciber e Avery. Ainda em cima da mesa, olho para Rabastan que não aplaudia, e ele ao ver o meu olhar riu e assobiou.

Descemos da mesa, e Emms me agarra.

—Você tá mais relaxada, amor. – ela afirma rindo.

Meu olhar e o de Sirius se cruzaram e ele ri baixinho, provavelmente se achando o herói da pátria. Nós nos sentamos de volta a mesa e eu chutei a canela dele, discretamente, mas devagarzinho.

—Eu não estava estressada. – murmuro. Ela me lançou um olhar.

—Amor, você teve um ADP. – ela diz, me fazendo soltar um muxoxo.

—Um o que? – pergunta Peter confuso.

—ADP. Ataque de Pelanca. – explica Frank.

—Eu não tive um ADP. – brigo. Todos me olham preocupados.

—OK, que tal fazer seus cabelos voltarem ao normal?

Pego uma mecha do meu cabelo que estava vermelha e mudo para preto.

—Como eu fico assim? – pergunto.

—Parece a Emmeline. – fala Mary, mudo meu cabelo para o igual o da Mary e ela ri com todos. Depois mudo para um no estilo do Sirius, fazendo todos gargalharem mais uma vez.

O resto do café da manhã foi bem tranquilo. Quando estávamos indo nos arrumar para o jogo, Theo Nott apareceu, já vestido e com o uniforme de jogador, junto do time da Sonserina. Rabastan me olhava como se fosse tirar minha roupa a qualquer momento com o olhar e James ficou emburrado por isso.

—Ei, Valentine. Quando vou te ver com essa roupinha sexy e balançando os pompons? – perguntou Theo.

—Opa... novo romance no ar? – perguntou Emmeline. Olho discretamente para Remus, que tinha fechado a cara, zangado.

—Eu não faço o estilo de líder de torcida. – resmungou Emily cruzando os braços.

—É claro que faz. Todas as garotas bonitas fazem... – Theo se aproximou um pouco olhando Emily de cima a baixo – E você é uma delícia...

—Pare com isso! – rosnou Remus ficando entre ele e Emily – Dê o fora daqui.

—E quem é você? Mestiço. – riu Theo e alguns membros do time da Sonserina deram risadinhas desdenhosas. Sirius estava para avançar quando Adam segurou Theo pelo ombro.

—Seja educado, Theo. – ralhou ele. Theo puxou o ombro, se livrando da mão de Adam e olhou novamente para Emily.

—Torce por mim, Coelhinha. – riu ele.

—Vai se ferrar! Eu vou torcer pra Grifinória. – ralhou Emily, completamente vermelha, mas sem olhar para Theo. Ela parecia extremamente concentrada em qualquer outra coisa.

—Vamos, galera. Pro vestiário, pra última reunião antes do jogo. – Disse Adam.

—Me encontra no vestiário depois do jogo, Addie? Que nem a última vez? – perguntou Rabastan me olhando faminto.

—Nos seus sonhos, Rabastan. – respondo rindo. James me enlaça a cintura, demonstrando ciúmes e encara Rabastan zangado.

—Sempre, Addie... – riu Rabastan se virando com um sorriso travesso.

—Você está linda! – James me diz, ainda carrancudo. – E está menos estressada e olha que o jogo começa daqui poucos minutos.

—Obrigada, Jay. – digo terminando de passar brilho perto dos meus olhos.

Assim como seria meu primeiro jogo de quadribol, seria também a primeira apresentação da líderes de torcida. Eu tinha criado uma sequência de saltos e danças bem maneiros. E estava muito nervosa que Zamora ganhasse com uma sequência melhor. E ganhasse a batalha das torcidas, com isso...

—Não precisa ficar nervosa, sei que vai acabar com a Zamora. – ele me diz enquanto eu tirava a roupa.

—Espero que sim. – suspiro, colocando a saia do uniforme das lideres. James desvia o olhar da minha bunda para os meus peitos e me passa a blusa do uniforme. Ele fecha o zíper para mim e eu jogo mais brilho na minha barriga.

—Quando acabar, você vai pro vestiário trocar de roupa? – ele me pergunta.

—Não. – dou uma risadinha e ele me olha interessado.

—O que Lestrange quis dizer com aquilo? – perguntou James me olhando curioso.

—Ele estava tentando te provocar, amor. – respondi tranquilamente.

—Addie... nós somos namorados. – disse ele me abraçando por trás – Não esconde nada de mim, ok?

Soltei um suspiro e notei que Sirius tinha corado de leve. Virei-me para James e o olhei nos olhos.

—Antes do meu aniversário, eu tive um amasso com o Rabastan, nos vestiários. Só isso. – respondi dando de ombros – Mas agora eu não quero saber do Rabastan. – murmuro passando os braços ao redor do pescoço de James – Eu só quero você...

Ele sorri carinhosamente pra mim e me beija na testa.

—Obrigado por me contar... – eu o beijo nos lábios – Vamos?

—Vamos.

—Muito bem, Grifinória. – disse Gray, também já pronto – Vamos ganhar esse primeiro jogo e vamos ganhar uma vantagem na Taça de Quadribol, ok?

—É isso ai! – riu Sirius levantando a vassoura.

—Vamos ganhar essa porra. – diz Ambrose.

—Adoro quando você fala sujo. – Gray ri para ela.

Do lado de fora do banheiro, às equipes de líderes de torcida esperavam. A da Sonserina um tanto longe da gente, perto do outro vestiário.

—VAI GRIFINÓRIA! VAI, VAI, GRIFINÓRIA! – Frank gritava, dando algumas estrelinhas. – MINHA SOBERANA! VAMOS ARRASAR, SUA GOSTOSA. – ele grita assim que me vê.

Emmeline e Mary, já arrumadas, riem retocando o brilho uma na outra.

—Fica relaxada, Chanel. – Emms me diz. – Nós vamos ganhar a Batalha das Cheerleaders.

—Nós vamos AR-RA-SAR. – Mikayla gritou agitando os pompons e a cada sílaba ela dava um salto diferente.

—Venham aqui, chanels. – digo alto para minhas vadias. Todas se agruparam em volta de mim. – Nós vamos só dar o nossa melhor. E se não ganharmos, não demonstrem tristeza, não deem esse gostinho para elas. – todas assentem.

—Mas Chanel, sua sequência é incrível. Você é super incrível. – Tati me fala.

—Desculpe N°7, mas eu pedi para você puxar a minha calcinha e soprar um elogio na minha bunda? – ela se calou. – Ninguém gosta de puxa sacos, Chanel N°7.

—Desculpe, Chanel. – ela pede.

—Addie está grossa, não está? – perguntou Samuel, logo atrás de mim.

—Que isso. Agora ela está um amor... – riu James.

—Nós vamos acabar com aquelas safadas. – eu digo sorrindo, ignorando os meninos. E todas colocam seus pompons no meio gritando Grifinória.

Chanels

As líderes tinham suas próprias arquibancadas, mas no lugar dos lugares para se sentar era um grande vazio. Ficava logo atrás do aros, com proteções mágicas para as bolas não acabarem atingindo ninguém.

Entrei com o meu time, logo depois que a Sonserina fez sua apresentação. Parecia que todas as garotas da Sonserina eram feitas de borracha. Todas sabiam se contorcer no chão, no ar. Todas faziam loucas e arriscadas acrobacias.

Mas eu tinha uma arma secreta. E naquele momento ela estava acenando para Emily.

—N° 4! Foco! – ralhei com Frank, que sorriu pra mim. Ao contrário das garotas, que usavam uma blusa mostrando a barriga e uma saia curta e rodada, Frank usava uma calça comprida e vermelha, com uma blusa branca, vermelha e dourada. E ele não trazia pompons também. Escutei a torcida da Grifinória vibrar, pronta para receber o time, enquanto minhas vadias faziam a apresentação. Respirei fundo segurando minha varinha com firmeza – Não me mate N° 4. – sibilei ansiosa.

—Pode deixar, Chanel. – riu Frank, piscando pra mim.

—E com vocês! – disse o locutor, Amos Diggory, um garoto do sexto ano da Lufa-Fufa – A equipe da Grifinóooooooria!

Escutei os gritos de alegria e respirei fundo.

—Vamos lá, vadias! – gritei.

A música começou a tocar. Apenas uma batida, sem letra. Frank correu para a parte vazia, dando um mortal pra frente. Eu corri atrás dele, e coloquei as mãos nas costas dele e então joguei meu corpo pra frente, dando um mortal também. Minhas chanels vieram fazendo suas acrobacias, se posicionando onde deveriam estar para a coreografia. Respirei fundo e quando chegou à batida, começamos a dançar, simulando socos e chutes.

Afinal, somos a casa da coragem. Somos guerreiros.

Sacudimos o corpo, movendo os quadris pra frente e pra trás, enquanto abríamos os braços e movíamos as pernas, no ritmo da batida. Todos com aquele imenso sorriso, capaz de curar Horklump, se necessário.

Emmeline logo atrás pra mim, enquanto eu erguia os braços ela levantava na batida da música. Depois Emmeline foi para o meu lado enquanto fazíamos movimentos com braços iguais.

Mikayla e Marlene, lá atrás, levantaram Mary, que ficou de pé em cima das mãos das duas. E então ela se jogou para trás, num mortal, para ser aparada por N°13 e N°7. Eu, Emmeline e as Briannas continuamos dançando lá na frente, enquanto as chanels restantes, cujos os nomes eu não decorei, faziam acrobacias no chão.

Então, enquanto eu, Frank e Emmeline dançávamos lá na frente, N° 11 e N°6 ajudaram Mary a subir de novo, em cima delas e das outras vadias, junto das duas Briannas. Mary no meio, segurando uma perna de cada Brianna. Parecia formar um M mesmo.

Eu, Emmeline e Frank corremos lá pra frente, fazendo estrelinhas e mortais, enquanto Mary e as duas Briannas voltavam pro chão, de maneira perfeita. As garotas se prepararam para fazer o movimento do Billywig, com Marlene girando no ar.

Frank me segurou, e depois que as meninas fizeram Emmeline e Mary saltarem. Frank em jogou para cima, eu abri as pernas e sei uma cambalhota no ar, caindo com perfeição nos braços de quatro das minhas vadias. A platéia gritou e vi James berrando meu nome de sua vassoura.

Ficamos todas em fila. E a cada batida da música duas vadias levantavam uma. Primeiro lá no final da fila N°15 e N°14 levantaram N° 13, depois N°12 e N°11 levantaram Brianna , depois as outras duas Briannas levantaram Mary, depois Mikayla e Tati levantaram Emmeline e por último Frank e Marlene me levantaram. Emmeline e Mary apontaram as varinhas pra mim e ativaram o encantamento que a professora McGonagall tinha ensinado. Minha roupa de líder de torcida virou meu uniforme de Quadribol. A multidão gritou adorando. E James com certeza ficaria sem voz de tanto que ele berrava meu nome.

Perfeito. Tudo perfeito.

Olhei para minha equipe, me preparando para meu movimento final. As chanels se jogavam umas para as outras, girando no ar.

Corri até Frank, que me levantou de uma vez. Fiquei de pé em cima dos braços esticados dele. Não só nos braços. Frank era forte o suficiente para ficar com os braços esticados enquanto eu ficava de pé nas palmas de suas mãos. Ele andou até a beirada da arquibancada e eu usei meu feitiço convocatório.

E então eu pulei da arquibancada, girando com as pernas esticadas e depois as abri como em um espacate, caindo perfeitamente na minha vassoura. Sirius me jogou meu bastão e eu guardei minha varinha na minha bota.Todos aplaudiram, até alguns sonserinos. E eu sorrio olhando a cara de raiva de Zamora.

Olhei para minhas vadias, que terminavam a coreografia de maneira perfeita.

A Grifinória aplaudiu, animadíssima e nós voamos em formação ao redor do campo, recebendo os aplausos. Recebi uma piscadela de James e sorri para ele. Tudo tinha saído simplesmente...

Perfeito.

Grifinória e Sonserina.

Os gritos eram ensurdecedores nas arquibancadas. A apresentação das líderes de torcida tinha sido perfeitas e Adhara parecia mais calma, apesar dela ainda rebater furiosamente.

Rabastan sorriu, observando Potter procurar o pomo. Ele voava melhor que Régulus, o novato do time. Essa era uma verdade incontestável. Mas Rabastan tinha um plano... um plano para desconcentrar Potter...

E ele precisava colocar o plano em ação, se quisesse ter chance naquele jogo. Rebateu um balaço contra Steven, mas Addie o rebateu de volta.

Adam voou até o balaço e notou que tinha Addie de costas. Poderia tirá-la de jogo. O capitão da Sonserina respirou fundo e arremessou o balaço contra Samuel, que foi facilmente defendido por Sirius.

—O que um rostinho bonito não faz... – murmurou olhando Addie voar para defender Steven.

Theo jogou a goles contra o gol de Samuel, mas o goleiro defendeu. Ele não tinha levado nenhum gol, aquele filho da puta. Era um excelente goleiro. Estavam perdendo de noventa a zero. Que goleada horrorosa. Tudo porque a dupla Black tirara seu goleiro de jogo com cinco minutos de partida. Ele levou um balaço tão forte na cabeça, que caiu da vassoura e bateu a cabeça no aro.

E com um jogador a menos para acertarem, e por nem Sirius e nem Adhara estarem mirando o apanhador da Sonserina, por motivos familiares, provavelmente... os três artilheiros da equipe verde estavam sofrendo.

Rabastan e Adam eram bons batedores, mas nenhum deles parecia tentar derrubar Adhara da vassoura.

Estava voando para tentar recuperar a posse das goles, quando Rabastan voou do seu lado para protegê-lo de um balaço de Adhara.

—Precisamos tirar Potter do jogo se quisermos vencer essa merda. – rosnou ele.

—Quebre a cabeça dele. – rosnou Theo.

—Não. Não desse jeito. Ou ainda vamos levar falta e punições pro próximo jogo. Vou desestabilizar Potter. – riu Rabastan.

—E como? – perguntou olhando Gray marcar contra o gol da Sonserina. Cem a zero. Que vexame.

—Eu vou contar minhas aventuras com Adhara para ele... sinta-se a vontade pra fazer o mesmo.

—Mas você nunca me contou... – começou.

—Seja criativo, idiota. – riu Rabastan.

—Aaaah...

James voava tranquilamente e esquivou facilmente de um balaço jogado por Cook. O jogo estava cento e vinte a vinte, pra Grifinória. Dois gols do Nott. Mas o jogo estava sendo fácil.

—Ei, Potter. – chamou Lestrange. Apenas ignorou ainda procurando a bolinha dourada – Parabéns pelo namoro. – piscou surpreso e encarou o batedor da Sonserina. Adhara estava tentando derrubar Nott da vassoura enquanto Cook tentava defender Yaxley de Sirius – Ela já te contou sobre a vez em que eu quase transei com ela no chão do banheiro? – perguntou Rabastan. James engoliu em seco e olhou furioso para o garoto.

—Cale a boca.

—Não estou mentindo. – riu Rabastan ao seu lado, sem defender Nott, que quase foi derrubado por um balaço furioso jogado por Addie – Já viu os seios dela? Os mamilos cor de rosa. Lindos, não?

—Cale a boca! – rosnou furioso, completamente enciumado.

—Aposto que nunca fez nada com eles.

—EU MANDEI CALAR A BOCA!

—POTTER! ESQUECE ELE E PROCURA O POMO! – rosnou Gray. Subiu a vassoura, ganhando altitude, tentando se livrar de Rabastan, mas ele o seguiu.

—A próxima vez que pensar em lamber aqueles peitos, saiba que eu já gozei neles. Bom jogo, Potter. – riu Lestrange mergulhando para tentar atacar Samuel com o balaço.

James olhou furioso para aquele garoto odioso e quase foi jogado no chão quando Nott passou velozmente por ele, segurando a goles. Ele tocou para Yaxley e rodopiou no ar para esquivar de um balaço jogado por Sirius.

—Ei, Potter. Como é beijar a boca que já chupou o Rabastan? Heim? – riu ele. James o olhou furioso.

—Cale essa boca! – rosnou James. Mas James não foi o único que escutou. Sirius ouviu também e não gostou nenhum pouco.

—Não fique bravinho por estar namorando uma vadia. – riu Theo – Até onde eu sei, Rabastan levou ela pra cama dele e os dois passaram uns bons minutos gemendo por lá. – então ele gargalhou e precisou fugir de Sirius, que começou a persegui-lo com o bastão levantado.

Madame Hooch marcou uma falta e advertiu Sirius. A Sonserina ganhou um arremesso livre para o gol. Rabastan aproveitou para vir para perto e James ficou ainda mais furioso.

—Sabe qual foi a primeira vez que eu masturbei a Adhara? – riu ele.

—Eu não quero saber. – rosnou indignado.

—Quando ela fugiu da sua casa, porque você é só papo e não tem culhões pra tocar nela. – riu Rabastan e James sentiu um frio lhe subir a espinha – Aposto que nunca tocou nela. Aposto que nunca escutou aquela gostosa gemer seu nome no seu ouvido... eu recomendo, Potter. É ótimo.

—CALA ESSA BOCA! – gritou James fechando punho para socar Rabastan. Mas sem a varinha, ele era muito mais fraco que Rabastan. E o garoto simplesmente desviou e segurou seu braço.

—Você é um merda. Um frouxo. Addie merece um homem de verdade. Você é só um moleque. Um moleque assustado. – riu Rabastan – Ela nem te leva a sério.

—O que está acontecendo ai? – perguntou Madame Hooch.

—Potter tentou me socar. – riu Rabastan. James estava furioso.

—Potter! Vou te dar um minuto de punição! – ralhou ela.

—Mas... – murmurou indignado.

—Um minuto! Posse das goles pra Sonserina. – disse Madame Hooch.

Rabastan o olhou com desdém.

—Eu já fiz ela gozar. E você? – perguntou Rabastan se afastando.

Contendo a vontade de ir atrás dele e azará-lo, James fechou os olhos apertando o punho da vassoura.

—Ei, Potter. – riu Nott.

—Oh, me deixe em paz! – rosnou indignado, sentindo o peito doer.

—O que foi? Está triste porque sua namorada prefere o Rabastan a você? Ou porque só está com ela porque Rabastan está noivo? – perguntou Nott. James sentiu o peito doer ainda mais – O que foi? Achava que ela estava apaixonada por você? Não seja idiota. Ela nunca engoliu o fato de você ter ficado com Dido. Sem falar... que sempre que você e Rabastan arrumavam confusão... ela sempre tomava o partido do Rabastan. Não é? Ou será que você esqueceu disso? – riu o garoto antes de mergulhar para voltar pra partida.

James respirou fundo, sentindo-se um grande pedaço de lixo.

—Eles estão mentindo. Eles estão mentido. – murmurou pra si mesmo.

—Ei, Potter. – agora era Yaxley – Você sabia que a Black é apaixonada pelo Cook? Viu ela jogar um balaço que seja contra ele? – riu o garoto – Mas como ele está com a Zamora... ela teve que se contentar com você. Eu preferiria ter ficado sozinho. – riu o garoto antes de se afastar.

James, pela primeira vez na vida, sentiu o que era ter seu ego ameaçado.

Ele nunca tinha sido realmente inseguro. Mas agora... agora ele estava atordoado com tudo aquilo. Teria que conversar com Addie... mas... mas o passado dela não era da conta dele, era? E se fosse verdade? O que poderia fazer? Nada? Era melhor não saber, então?

Mas será que ela gostava mesmo do Cook?

Ficou olhando um tempo para a namorada e notou que ela não tinha tentado derrubar Cook uma vez que fosse. Na verdade, ela só mirava nos artilheiros. Yaxley, Nott e Rowle estavam passando maus bocados por conta dela. Já Sirius só não tentava acertar Régulus.

Ficou observando a namorada mais um tempo, quando notou o perigo. Ela deu as costas pra Rabastan, que mirou o balaço nela. Addie se virou e se defendeu de qualquer jeito, mas isso a deixou sem defesa para um balaço de Cook.

—ADDIE! – gritou, chocado. Quando ela se virou, Cook jogou o balaço contra Steven, que esquivou por pouco.

—DROGA, ADAM! DERRUBA ELA! ELA TÁ MATANDO A GENTE! – rosnou Rowle.

—Não, deu! Desculpa! – riu Cook – Não dá pra machucar um rostinho tão lindo. – adicionou ele piscando para Addie...

E ela corou.

Addie não era de corar.

Mas ela corou.

Ela corou.

Ela corou.

—POTTER! – gritou Gray. Piscou assustado e viu Régulus mergulhar com a mão esticada. Mergulhou de uma vez, mas não tinha absolutamente nenhuma chance de alcançá-lo. Régulus pegou o pomo e a Sonserina aplaudiu contente.

—Nós... nós perdemos? – perguntou horrorizado, sentindo-se terrivelmente culpado. Voou até Sirius, que parecia puto da vida.

—Qual o seu problema? – perguntou Sirius – Você estava uma merda!

—Nós perdemos?

—Empatamos um jogo ganho! – ralhou Sirius – Cento e oitenta a cento e oitenta. Que droga, James. O que houve?

James baixou o olhar, sentindo-se um completo idiota.

—Lestrange... – rosnou mirando o Sonserino. Ele, Nott e Yaxley mostravam os dedos médios pra eles – Ele acabou com o meu jogo.

—Como? – perguntou Sirius. James não respondeu, apenas olhou para Addie, que conversava com Régulus, o parabenizando por ter pego o pomo.

—Ele roubou minha confiança... aquele grande filho da puta... – rosnou furioso.

Sirius franziu a testa, sem entender, mas então ele pareceu compreender.

—Eu escutei Nott falando... eles estavam te provocando? – perguntou Sirius. James concordou com um aceno de cabeça – Eu sempre disse que você e Addie seriam um desastre. Por que não me escutou? – perguntou seu amigo.

—Porque eu estou apaixonado, seu grande idiota. – rosnou James largando a vassoura com alguma força no chão – Eu amo a sua prima. Será que é tão difícil pra você entender? Só porque você tem a mesma capacidade de amar de um caramujo, você deveria...

—Eu sei o que é amar, ok? – ralhou Sirius – Eu amo a Addie. Mas eu sei que ela não é do tipo que só pensa em casamento. Você é um romântico, Pontas. Por mais que tente ser um vadio, dando em cima de Meadowes e Evans. – Sirius soltou um muxoxo – Não vai ser a última vez que eles vão fazer isso. Pode apostar. – adicionou ele – E a Addie está vindo ai. Boa sorte com ela.

James piscou e sentiu um calafrio. Addie se aproximou e o beliscou de leve na bochecha.

—O que aconteceu, meu amor? – perguntou Addie – Você estava desconcentrado nesse jogo... preocupado comigo? – perguntou ela de maneira carinhosa.

—Eu fui um bosta. Eu sei. – resmungou James – Desculpe. Eu estraguei o jogo...

—Relaxe, ok? Foi o primeiro jogo que você perdeu. – riu ela. James soltou um suspiro – Mas o que houve? Por que tentou bater em Rabastan? Eu vi vocês dois se atracando.

—Ele... ele me contou umas mentiras e... e eu perdi o controle. – resmungou James cruzando os braços. Addie soltou um suspiro.

—Sobre mim? – perguntou ela. James concordou a contra gosto, completamente envergonhado – O que ele disse?

—Um monte de coisas desrespeitosas que eu sei que você não fez. – resmungou ele sem estar muito confiante nisso. Addie soltou um suspiro.

—James. Você está com a pulga atrás da orelha. Diz o que ele falou, que eu vou desmentir ou não. – disse ela carinhosamente, segurando suas mãos – Eu já fiz muita coisa com Rabastan. Eu não vou mentir sobre isso. – James engoliu em seco – Ele quase tirou minha virgindade, diga-se de passagem.

Sentiu-se muito pequeno ao ouvir aquilo e se lembrou que Sirius tinha dito que Rabastan já tinha feito Addie ter um orgasmo. Que ele já tinha colocado a boca naquele lugar dela que ele só sonhava em tocar um dia. Baixou a cabeça, verdadeiramente constrangido.

—Não só o Rabastan... Nott e Yaxley falaram também... pra me provocar. – murmurou sem jeito. Addie acariciou suas mãos.

—O que eles disseram?

—Bem... que você já... já pagou um – ele baixou o tom de voz – boquete... pra ele... e ficaram me perguntando como eu me sentia... por... por beijar você... sabe? Sabendo que... hum... você já tinha... bem... – ele sentiu o rosto ferver de constrangimento – Entende?

—Como você se sente ao saber isso? – perguntou ela quase triste – Porque eu realmente já fiz isso nele. Mas fiz isso em você também... – murmurou ela. James corou ainda mais, se lembrando do dia em que foram flagrados na Casa da Árvore – Algo mais?

—Hum... vocês se agarraram muito no vestiário? Tipo... de quase chegarem... aos finalmentes?

—Nunca me passou pela cabeça transar com Rabastan naquele dia. Mas sim, a gente teve um amasso bem forte.

—Mais do que os nossos?

—James... você é um fofo. Você está mais preocupado em me fazer carinho do que em pegar fogo e fazer putaria. Com Rabastan era só físico, entende? Mas você é especial... você é meu amigo, você me faz rir e...

—Ótimo. Quer que eu segure a sua mão e conte piadas enquanto você... pega fogo com ele?! – perguntou zangado. Addie deu um sorrisinho meigo e o abraçou.

—Eu quero que você continue me fazendo feliz. Continue me fazendo me sentir especial e mais do que um reles corpo bonito. Eu quero você, meu Jay. E quando nós dois chegarmos ao ponto de querer pegar fogo. – ela o soltou e o olhou nos olhos – Eu quero que você seja meu primeiro. Algo que Rabastan nunca vai ser. – adicionou ela. James sorriu sentindo-se um pouco melhor. Addie então se afastou e tirou os brincos.

—Amor... o que você vai fazer? – perguntou confuso. Ela lhe entregou os brincos e sorriu de maneira cruel.

—Eu vou resolver umas coisinhas. Um momentinho, ok?

Aquele empate tinha gosto de vitória. A Sonserina estava em festa e Rabastan, Nott e Yaxley estavam morrendo de rir de qualquer coisa. Adam estava muito contente, parabenizando o novato, que capturou seu primeiro pomo, em sua primeira partida. Mas também quis puxar a orelha de seu batedor. Rabastan tinha jogado muito mal, deixando de proteger os artilheiros algumas vezes.

—... a cara do Potter? Você é um gênio, Rabastan. – riu Theo. Adam franziu a testa. Rabastan não tinha tido um desempenho de gênio... o que o trio das trevas teria armado? – Sério, o que você falou pra ele no início. Ele fez cara de que iria chorar.

—Eu falei sobre minha aventura com a Addie no chuveiro. HÁ! – riu Rabastan e Yaxley e Nott começaram a rir.

—Será que nós finalmente vamos ter os detalhes sórdidos de Lestrange e Black? – perguntou Yaxley. Adam foi se aproximando silenciosamente, querendo ouvir.

—Vocês não precisam saber. Só Potter... – riu Rabastan parecendo muito satisfeito – E ele vai pensar duas vezes antes de tentar algo com a Addie. Vai sempre saber que EU cheguei primeiro.

—Aquele idiota. – riu Nott.

—Rabastan. Do que raios vocês estão falando? – perguntou Adam franzindo a testa. O trio das trevas o olhou surpreso e os três deram risadinhas.

—Já que você não deu conta de parar os primos Black, Rabastan deu um jeito de prejudicar Potter. – riu Nott – Ele ficou falando sobre as perversões dele com a vadia da...

Adam colocou o bastão de batedor, de uma vez, no pescoço do garoto.

—Eu tomaria muito cuidado com as suas próximas palavras, Nott... você acha que não precisa da sua traqueia pra viver? – rosnou zangado ao entender o que eles tinham feito – E você, seu babaca. Está falando merda da Addie? Vocês tiveram um rolo longo e você resolve ignorar a amizade de vocês por conta de um jogo?

—Quadribol antes das vadias, Adam. – riu Yaxley – Não me diga que está apaixonado pela vadia da Black também. Você está com a Zamora.

—O que? – perguntou Adam franzindo a testa – Eu não estou com...

—LESTRAGE! – rosnou uma voz enfurecida. Os quatro sonserinos se viraram a tempo de ver Adhara Black desferir um certeiro soco no olho de Rabastan, que girou no lugar antes de cair no chão – Se eu te ver abrindo essa boca suja pra falar de mim pro meu namorado, ou pra quem quer que seja, eu vou arrancar todos os seus dentes e te fazer engolir! – rosnou ela.

Rabastan deu uma gargalhada, mesmo estando sentado no chão.

—O que foi? Feri seus sentimentos, Chanel? – perguntou ele com um sorrisinho cruel – Estamos quites sobre aquela última vez, então. Você contou sobre o que eu e você fizemos no banheiro da sua festa pra Kat e eu o que a gente fez no banheiro do campo pro Potter. Não te devo mais nada.

—Eu vou... – começou Adhara, parecendo realmente furiosa. Adam notou que Yaxley tinha levado a mão para a varinha e resolveu intervir.

—Ei, Addie. Bom jogo. – riu Adam, ainda com o bastão encostado no pescoço de Theo.

—Olha. Eu sei que pegou leve comigo. Por que? Acha que eu não consigo competir em pé de igualdade com você?! É!? – perguntou ela parecendo furiosa. Adam não se abalou e sorriu, finalmente baixando o bastão, fazendo Theo respirar aliviado.

—Não, baby... acho que sou eu quem não consigo jogar em pé de igualdade com você. – riu ele. Adhara corou furiosamente.

—Pare de gracinhas! Eu... eu...

—Eu peço desculpas pelo comportamento deplorável dos meus jogadores. – disse Adam – Eu não sabia o que eles estavam fazendo. Rabastan, Theo e Charles vão ter que fazer cinco vezes mais exercícios no próximo treino por isso.

Adhara soltou um muxoxo e se virou, para ir embora. Adam soltou suspiro e colocou Rabastan de pé, o puxando pela camisa do uniforme. Estava para puxar a orelha dele por estar expondo Addie, quando ela voltou e lhe beijou a bochecha. Piscou surpreso e sorriu para ela, recebendo outro sorriso de volta.

—Obrigada. – disse ela. Então ela se virou para Rabastan – Seu babaca. – depois ela pisou com força no pé de Theo e Charles foi esperto o suficiente para sair do caminho dela antes que ela olhasse pra ele.

—Não há de que... Addie... – murmurou Adam, sorrindo para sua futura garota...

Notas finais
oh meu deus heuehuehueheuh O que acharam disso?Sirius e Addie? Será que é uma referência a um bônus que logo logo vai vir? HUEHEUHEUHE SIM VAI TER BÔNUS ADDIE SIX GUYS HEUEHUEHUEH Mas eu realmente quero saber a opinião de vocês sobre o capítulo... Addie locona, Theo e Emily? E ESSE FINAL? O QUE ACONTECEU?EHUEHUEHUEH Assitiram os videos? Gostaram das apresentações? Nos digam... :) Rabastan sendo um super sonserino, né não? Coitadinho do Jay :((((((( MAS ADAM LINDO DEFENDENDO A ADDIEEEEEEEEEE! Para as garotas que AINDA NÃO apareceram fanfic, fiquem calmas vocês vão aparecer. E garotas que JÁ apareceram, se quiserem mandar nos comentários ou nas MP's um dialogo da sua personagem conversando com alguém da fic ou uma ideia sobre ela podem mandar. E quero dizer que um personagem original meu vai aparecer na fic e virar regular, que nem aconteceu com a Emily ( pra quem não sabe a Emily é personagem original da Vênus, de uma fanfic dela). Esse personagem se chama Dimitri Petrovich ( aqui o link para a one em que ele é o principal: https://fanfiction.com.br/historia/537041/BOYS/ ) Ele vai aparecer depois do Natal se não me engano. Leiam a one se quiserem e me falem o que acharam do Dimi. LEMBREM-SE 16 COMENTÁRIOS HEIM?THANKS HONEYS. BYEEEEEEEEEEEEEEE CHANELS. PS: Mais uma vez obrigada Black Adhara, amamos a recomendação.