When We Were Young
65 We Are The Marauders
Notas iniciais

WE ARE THE MARAUDERS
HOGWARTS
1975
5°YEAR
Gargalhei, correndo que nem louca, ouvi as risadas dos Marotos atrás de mim, e viramos o corredor, fugindo de Filch, tínhamos recriado nossa pegadinha do primeiro ano, e Filch estava todo rosa novamente. Remus corria ao meu lado, corado, mas com um sorriso no rosto. James gritava e gargalhava provocando Filch mais ainda, Sirius ria com ele, empurrando Peter com os ombros, enquanto Peter corria com comida roubada da cozinha nos braços. Viramos outro corredor, empurrando todo mundo que aparecia na nossa frente, apesar de que maioria abria caminho.
Vi os primos Travers e eu sorri vendo meu namorado, super gostoso, encostado na parede.
—Foi mal, garotos. – falei. – Eu já estou na mira da Minerva.
—Sua traira. – gritou Sirius, eu ri, e parei de correr, quando cheguei no trio, os meninos continuaram a correr, e Filch virou o corredor, virei e abracei o braço de Jason, e mudei a aparência do meu rosto. Filch chegou e me agarrou pelo braço.
—Te peguei, mocinha. – ele falou, e eu me virei fingindo surpresa. Ele me soltou, e eu me segurei para não rir de sua cara rosa.
—O que? – eu perguntei, com a voz de Marlene. Ele piscou confuso.
—Eu achei que era a pestinha da Black. – ele murmurou.
—Ela foi por ali. – apontei o corredor contrario do que os meninos foram, e Filch me soltou, correndo com aquela gata infernal atrás dele. Assim que ele sumiu de vista, me soltei de Jason, e sorri voltando meu rosto ao normal. Nathan gargalhou. –Hey. – sorri, abraçando Adam.
—Hey. – ele murmurou, me beijando. Mas logo me soltei dele, e fui atrás dos meninos, quando entrei em um corredor vazio, verifiquei no Mapa do Maroto onde eles estavam, e vi que era na Casa da Árvore, fui até lá, e assim que entrei, eles jogaram almofadas em mim. Gargalhei, e joguei o mapa em cima da Mesa de Centro, que era um malão antigo. Me sentei ao lado de Sirius, no sofá.
—Eu ajudei vocês, ta? – eu ri. James pegou o Mapa e abriu para dar uma olhada.
—Nossa melhor criação. – ele murmurou, acariciando o mapa, com a varinha.
—Nossa única criação. – Remus corrigiu. James deu de ombros.
—Ainda estamos no processo de criação daquele feitiço que faz as pessoas se baterem. – James falou. – Já que você disse que não podemos usar Imperius pra isso.
—É claro que não, seu idiota. – Remus falou, olhando James chocado. Gargalhamos para a cara de James.
Eu senti uma coisa estranha em minha barriga, desde que tínhamos tomado a poção para animagos, uma semana atrás eu vinha sentindo essas estranhas dores de barrigas. Eu tinha uma vez acordado, no meio da noite, e quando fui ao banheiro, me olhei no espelho e eu tinha caninos enormes e afiados, e minhas orelhas tinham virados peludas e brancas, iguais e de animais, fui dormir sem saber o que fazer e quando acordei tinha voltado ao normal. Aconteceu com os meninos também, com Sirius ele cuspiu uma enorme bola de pelos pretos e nojentos, e quando começou a rir, da própria bola de pelos, pareceu que estava soltando latidos. Com James, ele ficou com duas grandes protuberâncias na testa, primeiro achamos que era espinhas super gigantes, e eu tentei espremer para ele, mas eram incrível duras, e depois de um tempo elas se abriram um pouco, e de lá apareceu pontas, que pareciam de madeira, mas quando ele dormiu, acordou no outro dia sem. Com Peter, ele começou a rir diferente, assim como Sirius, ele fazia guinchos estranhos ao rir e falar, e começou a comer com as mãos estranhamente.
—Meninos. – chamei. – Quando vamos tentar virar? Em nossos animais interior? – perguntei. Todos se encaram. A verdade é que estávamos com medo de virarmos animagos e ficarmos presos como animais para sempre, ou metade humano metade animal.
—Vocês têm que fazer logo. – Remus murmurou. – Porque se não acaba acontecendo.
—Como assim? – Peter perguntou.
—Bem, no livro da poção, dizia que se o animago não força a transformação, antes de uma semana, acaba se transformando sozinho.
—Então, temos até a meia noite de hoje? – Peter guinchou.
Senti aquele comichão doloroso na barriga, e gemi. Os meninos me olharam, e eu me levantei, me sentindo tonta. Então, eu pisquei e quando abri os olhos eu via tudo diferente, mas pisquei novamente, e voltou ao normal, tentei falar com os meninos, mas saiu um som latido da minha boca. Eles me encararam, preocupados, me senti tonta e cai no chão tremendo. Eles gritaram.
—MEU MERLIN! – escutei Remus, gritando, enquanto eu tremia no chão. – Eu matei a Addie! ELA VAI MORRER!
—Calma, Remus. – gritou James. Peter guinchava assustado, e Sirius me segurava em seus braços. – Mas ‘pera, se a Addie morrer porque você fez a poção errada, isso significa que nós também vamos morrer?
Peter choramingou, e Sirius começou a gritar meu nome. Eu gemi, sentindo meus ossos doerem, e tudo parecia estar ficando pequeno e mudando, meus ossos estalaram, e eu ofeguei caindo no chão novamente. Sirius tirou as mãos de mim depressa, e eu grunhi.
—Puta merda. – Remus sussurrou.
Eu abri os olhos, e tomei um susto ao ver as pernas dos meninos, e tudo estava diferente. As cores pareciam ter caído para um tom menor, e eu conseguia ver o que estava atrás de mim. Eu me levantei, e percebi que estava de quatro, meus olhos conseguindo ver tudo na sala, sentir todos os cheiros, o cheiro de chocolate de Remus invadiu meu nariz, e eu virei meus olhos para ele. Olhei os meninos, que me encaravam chocados, e virei à cabeça, tentando me olhar, tentei falar com eles, mas o único som que saiu da minha boca, foi um estrondoso latido. Os meninos pularam e eu ri, mas novamente saiu latidos. Comecei a me mover, e quando tomei consciência da minha estatura, comecei a correr pela Casa da Árvore, pulando no sofá, e passando no meio das pernas dos meninos.
—Ela é um cachorro? – Sirius sussurrou.
—Parece um lobo. – Peter contrariou.
—Ela é tão grande, não da pra diferenciar. – James murmurou, todos me olhando.
—Ela é tão branca. – Remus falou. – Mas olha os olhos dela, são igualzinhos ao da Addie.
Fui até o espelho atrás da porta, que Emmeline colocou e vi.
Eu era um lindo tipo de cachorro, ou lobo. Eu era grande, e tinha a pelagem branca como a neve, meus pelos pareciam macios e sedosos, eu tinha um focinho fofo. Eu era extremamente grande, muito mesmo, para um cachorro normal, mas mesmo assim, eu parecia extremamente delicada. Tudo estava diferente, menos os meus olhos.
—Você é muito bonita, Addie. – Remus apareceu no espelho atrás de mim. Então, ele franziu a testa. – Você está me entendendo? De dois latidos, se sim. — lati duas vezes, e ele sorriu. – Consegue se transformar de volta? Se não conseguir não pire, eu a transformo de volta com o feitiço.
Concentrei-me e pensei em mim, eu andando, no meu corpo, humana, e em alguns segundos depois, aquela estranha sensação se espalhou pelos meus ossos, e quando eu abri os olhos, eu estava novamente a minha forma humana. Eu ofeguei com um sorriso, e senti minhas pernas tremerem. Joguei-me no sofá, rindo bobamente, me sentindo estranhamente incrível.
—Seria estranho se eu dissesse que isso foi tão bom quanto um orgasmo?
Eles gargalharam e eu ri junto. Eles começaram a conversar animados, sobre como tinha sido incrível, todos agora muito excitados sobre se tornar animagos, sem mais aquele medo de algo dar errado.
—Vamos, vou tentar. – James, se agachou um pouco, fechou as mãos me punho e começou a fazer força. Ele estava vermelho e olhando para frente.
—Eu acho que ele vai acabar cagando nas calças. – Sirius sussurrou.
—Porque não ta funcionando? – James perguntou, ainda fazendo força.
—Em o que você está pensando? – Remus perguntou.
—Bem, em nada.
—Então pense em algum animal. – Remus falou, rindo de James.
—Okay. Se preparem para ver um leão maravilhoso. – James riu, se concentrando. Esperamos, até que James, gemeu e caiu no chão, seus ossos começaram a estalar, e a mudar, uma imagem nada bonita de se ver, então James deu um coice para frente, olhando para os lados.
Sirius gargalhou.
—Ele é um veado! – ele falou, apontando para James.
James o olhou, parecendo irritado, então caminhou até o espelho, desfilando, enquanto trotava, ele se olhou e fez um barulho com a boca, me aproximei, e sorri. James era um cervo, grande e bonito, ele tinha galhadas medianas, que apreciam que ainda iriam crescer, e um pelo curto, mas macio, o acariciei nas costas. Os olhos ainda eram de James, mas estavam meio escurecidos, e grandes. James voltou ao normal e sorriu para mim.
—Sua vez, Almofadinhas. – ele falou, se virando para Sirius. – Não se chateie quando virar um passarinho.
Sirius bufou, e fechou os olhos se concentrando. Todos observamos, e Sirius abriu um olho.
—Da pra não encararem?
—Só faz logo. – James falou. Sirius bufou novamente, e se concentrou, em segundos o mesmo que aconteceu comigo e James, aconteceu com Sirius, seus ossos diminuíram, seu corpo se transformou, e pelos negros começaram a nascer, ele caiu de quatro, e depois tinha virado um grande cachorro preto. O olhei chocada, e vi que era idêntico a minha forma animaga, o mesmo tamanho, as mesmas feições, só mudava o fato dos pelos dele serem pretos e os meus brancos.
Sirius latiu, então abriu os dentes, como se sorrisse, ele atropelou Peter, e se olhou no espelho. Ele começou a latir para mim, e eu me transformei novamente e fui até seu lado. Nós dois ficamos lado a lado, em frente ao espelho. Éramos simplesmente iguais.
Os meninos vieram até nós, ficando atrás da gente, eles estavam chocados também, com a nossa semelhança. Sirius olhou para mim, com seus grandes olhos acinzentados, e lambeu minha cara, eu lati, e lambi a cara dele também. Nos transformamos de volta, e Sirius sorriu para mim e olhou James com uma sobrancelha arqueada.
—Minha forma animaga é muito mais legal que a sua. – ele riu.
—Puff. Eu tenho galhadas, eu sou muito melhor.
—Como se...
—Ei. – Peter chamou a atenção. – É minha vez. – ele falou.
—Claro, Rabicho. – Remus sorriu, e deu um tapinha no ombro dele. – Vamos, você consegue.
Peter se concentrou. Ele demorou mais que todos nós, mas depois de alguns minutos, aos quais James e Sirius ficaram debatendo que animal era melhor, Peter começou a se transformar. Ele guinchou, e foi sumindo aos poucos, os ossos estalando, olhamos para o lugar que Peter estava, mas ele tinha simplesmente sumido.
—Onde ele ta? – Sirius perguntou.
—Será que se transformou em uma mosca? – James perguntou. Então ouvimos um guincho assustado, um rato gordinho, saiu do meio dos pés de Remus, e parou a nossa frente, guinchando sem parar. – Peter? É você?
—Espero que seja. – falei, torcendo o nariz. O rato guinchou novamente. – Acho que ele não consegue voltar ao normal.
Remus se prontificou e apontou a varinha para Peter.
—Homorfo. – ele falou, e Peter voltou à forma humana, cheirando as mãos.
—Eu sou um rato? – ele perguntou, então riu.
Todos rimos.
Éramos um lobisomem, dois cachorros grandes demais, um cervo e um rato. Éramos os Marotos.
—Dia 17 de Outubro, meu aniversário, será nossa primeira Lua Cheia com nossa querido Aluado. — eu falei. — Mas oje é o dia que fizemos história meus amigos. Nos tornando os primeiros animagos ilegais que Hogwarts já teve. — eu falei orgulhosa.
—Nós somos incríveis. – James sorriu loucamente. – Tipo eu sou foda, e você também são um pouco, não tanto quanto eu, mas...
—Cala a boca, James. – Sirius falou.
—Mas... nós somos incríveis. Fizemos um Mapa de Hogwarts, e agora vamos nos tornar ilegalmente animagos, para ajudar nosso louco, lobo, LUPIN! – ele berrou, e pulo abraçando Remus, ele soltou Remus de súbito e subiu no sofá, ao nosso lado. – NÓS SOMOS OS MAROTOS!
1971
1°YEAR
—CHUPA ESSA, SNAPE! – James berrou, tacando um Tintillando em Snape, que caiu no chão aos risos. Rabastan duelava com Sirius, os dois se olhando ferozmente a cada feitiço. Remus sem saída jogava feitiços em Theo Nott, e Peter duelava com Amico, perdendo visivelmente. Remus conseguiu azarar Theo, que caiu no chão com a cara cheia de furúnculos, e James pulou intervindo, ajudando Peter contra Amico, só sobrando Sirius e Rabastan. – ACABA COM ELE, SIRIUS!
—Para de gritar, James. – Remus murmurou, olhando para os lados, morrendo de medo de uma detenção, mas James aos seus onze anos era simplesmente hiperativo demais, gritando e pulando.
—Oi, meninos. – escuturam a voz melodiosa de Adhara, virar o corredor, Rabastan perdeu a concentração, olhando a menina vir até eles, e Sirius sorriu para a vantagem, o azarando de vez. – De novo?
James sorriu para Adhara a achando muito bonitinha, mas naquela época eles não ligavam tanto para garotas. Remus corou para Addie, se lembrando de como se beijaram há duas semanas. Escutaram a voz de Filch, e todos começaram a correr, deixando os sonserinos para trás.
—Vocês sempre me metem em enrascadas! – Remus berrou.
1972
2°YEAR
—Então, você é mesmo um lobisomem. – Peter murmurou bobamente. Estavam na Casa da Árvore.
—Sim, Peter, eu sou. – Remus falou e suspirou tristemente. Sirius deu um tapa na nuca de Peter, que choramingou.
Adhara revirou os olhos e acariciou, os cabelos de Remus, ele deu um sorrisinho para a garota, e deitou a cabeça em seu colo, jogando os pés no sofá. Ele ergueu os olhos para cima, e eu Addie passou os dedos por entre seus fios meio loiros, e macios, depois desceu a mão por uma cicatriz no canto de sua testa que ia até a orelha, Remus fechou os olhos, e Addie moveu sua mão para cima para uma cicatriz em seu queixo, e dedilhou ela lentamente, com sua outra mão voltando a acariciar os cabelos dele. Remus deu um sorrisinho, e ela sorriu também, se sentindo um pouco triste de que ele tinha que passar por uma coisa horrível todo mês. Remus era a pessoa mais gentil, que Adhara já conhecera, ele definitivamente não merecia aquilo.
Ela suspirou passando os dedos por seu cabelo, quando ergueu a cabeça, e viu James, Sirius e Peter, os encarando. Addie tirou as mãos do cabelo de Remus, e ele abriu os olhos confuso, e quando olhou os amigos, se sentou corado.
—O que? – Adhara perguntou arrogante. – Perderam alguma coisa na minha cara?
Sirius fez uma careta para os dois, James e Peter fizeram som de vomito.
James os olhos com uma careta e se sentou no chão, com alguns livros em volta fazendo anotações. Ele estava com os cabelos espetados, e com os olhos correndo loucamente pelo livro.
—É difícil ser animago. – ele murmurou, passando uma pagina. – E tem que ser feito com acompanhamento do Ministério. Mas não vamos meter o Ministério nisso.
—Então, quem vai ser o nosso acompanhamento? – Peter perguntou. Eu, Sirius e James, nos viramos para Remus com um sorriso no rosto, ele fez uma careta.
—Não! Eu não vou fazer isso.
1973
3°YEAR
—Adhara... – Rabs gemeu no meu ouvido. Eu dei uma risadinha, e o beijei na boca. Rabastan me apertou na cintura, e desceu uma mão pela minha barriga, a infiltrando em minha calcinha, gemi quando os dedos dele, se mexeram. – Você geme tão gostoso. – ele murmurou, me fazendo gemer mais alto.
Escutei risadas fora do armário de vassouras, e os amigos de Rabastan chamaram ele. Rabs suspirou e tirou os dedos da minha calcinha, soltei um muxoxo, e ele me beijou, enquanto limpava os dedos na calça. Abrimos a porta, e saímos de mãos dadas, Amico, Sev, Theo e Jacques estavam ali, risonhos. Rabastan mostrou o dedo do meio pra eles.
—É esse dedo que estava usando ai dentro? – Theo riu. Rabastan corou.
—Cala boca, idiota.
—Te vejo depois, Rabs. – sorri, e o beijei na bochecha. Sorri para os amigos dele. – Meninos. – falei, e sai andando, fui para a Torre da Grifinória, e vi meus amigos no sofá perto da lareira.
—Amiguinha. – Mary riu. Me sentei ao lado dela e a beijei na bochecha. – Estava com Rabastan, é?
—Sim. – sorri. Os meninos fizeram uma careta. Mas Emmeline e Mary riram animadas. – Não temos nada sério, mas os amassos com ele são muito bons.
—Se amassa comigo, Addie? Esquece o Lestrange. – James pediu com um biquinho. Sirius deu um tapa em sua cabeça, nos fazendo rir.
Emmeline e Mary saíram para o dormitório, e eu fiquei sozinha com os meninos. Olhei para os lados, para ver se tinha alguém por perto.
—Então... temos que começar a mapear a escola, já conseguimos fazer os feitiços para fazer o mapa funcionar. – murmurei. Eles sorriram animados.
—Tetas, está certa. – Peter falou. -Temos que começar o quanto antes.
—O Mapa do Maroto. – James riu.
1974
4°YEAR
—Ela é uma idiota. – Emmeline murmurou, olhando Emily irritada. Mary olhou também e fez uma careta.
—Ela é teimosa. – Mary murmurou, voltando a fazer a lição de Poções. – Como você e a Addie.
Bufamos para Mary, que deu uma risadinha.
—Como vocês está se sentindo, borboletinha? O resfriado melhorou? — perguntei.
—Sim. Mas ele estava muito ruim, eu realmente achei que is morrer. — ela riu. Nós rimos também.
—Isso nunca vai acontecer. Vamos ficar velhas e gagas juntas. — Emmeline sorriu.
James chegou e se sentou ao meu lado, e beijou meu pescoço. Sorri, e me virei para beijá-lo melhor. Sirius chegou e se sentou ao lado de Emmeline, passando o braço pelo ombro dela.
—Sirius, eu tenho namorado. – ela brigou, se afastando dele, mas tinha um sorrisinho sacana no rosto, e piscou para o meu primo.
Revirei os olhos, e resolvi beijar James. Meu namorado, estava com um machucado na boca, e Sirius tinha um olho roxo, resultado de um duelo, que eles tiveram com os sonserinos. Os dois estavam de detenção.
Remus chegou corado, e se sentou, ao lado de Dimitre, que encarava Sirius e Emmeline. Dimitre sorriu para Remus, e se levantou indo se sentar com Lily do outro lado de Salão Comunal, pelo jeito que falavam, parecia fofoca.
—Onde tava? – Peter perguntou, começando a jogar Snap Explosivo com Sirius.
—Com a Fran. – Remus respondeu. Bufei, e me levantei.
—Meninos, preciso falar uma coisa para vocês. – falei. – Vamos para o dormitório. – mandei, e sai andando. Subi, as escadas e os meninos vieram atrás de mim. – Eu consegui isso. – mostrei para eles. Era um guia pratico de como se tornar um animago sem complicações.
—Isso é muito bom. – James falou, pegando da minha mão, ele abriu e começou a passar as páginas. – Precisamos ficar uma semana com uma folha de mandrágora embaixo da língua. – ele reclamou.
—Isso é um saco. – Sirius murmurou, se jogando na cama dele. – Mas vale a pena, por Aluado.
—Por Aluado. – James e Peter falaram, e Remus nos olhou corado, e completamente agradecido. Sorri para ele e falei:
—Por Aluado.
1975
5°YEAR
Sirius se curvou e vomitou, junto da folha de mandrágora. Fiz uma careta, e tirei a folha de debaixo da minha língua. James tirou a dele também, mas Peter ainda tinha um dia com a planta embaixo da língua, pois a comeu uma vez sem querer, e teve que começar novamente. Sirius se sentou no chão, ao lado da sua poça de vômito.
—Acho que o Aluado está certo. Eu tenho alergia à folha de mandrágora. – Sirius murmurou, com a língua inchada para fora. Remus riu, e fez Sirius beber uma poção antialérgica.
—Eu terminei. – Remus murmurou. O olhamos ansiosos, e ele abriu o baú que era a Mesa de Centro, e tirou de lá um pequeno caldeirão. – A poção, está pronta.
—Tem certeza? – perguntei, enquanto agitava a varinha, para limpar o vomito de Sirius do chão.
—Sim. A coloração está certa. O cheiro. E a textura. Está tudo adequado, e pronto para vocês beberem. – ele falou, agitando um pouco a poção. – E você já fizeram as três pré-fases.
—E se ainda não estivermos prontos? E quando bebermos, nos transformarmos em uma versão de metade humano metade animal? – Peter perguntou.
— Vocês acabaram de terminar a última, que é passar uma semana com uma folha de mandrágora embaixo da língua e foi um sucesso. – Remus sorriu para Peter, colocando uma mão em seu ombro. – Vocês vão conseguir.
Todos sorrimos animados, e James ajudou Sirius a levantar.
—Eu sei, que quando decidiram fazer isso, eu pirei e disse que daria tudo errado. – Remus continuou. – Mas... Eu estou feliz que vocês insistiram. Você são... os melhores amigos que eu poderia ter. – ele murmurou tímido, o rosto corado.
—Ownnnn. – James riu. Ele abraçou Remus, e eu, Sirius e Peter, entramos no abraço. – Nós somos mais que amigos. Nós somos os Marotos.
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